Ótica Lume
RCC Viçosa – Renovação Carismática Católica de Viçosa
Blog Católico
Livro:
Capítulo:
Ler Capítulo

"Feliz quem tu escolhes e aproximas de ti para morar no Templo; nós estamos saciados com os bens da tua casa, com os dons sagrados do teu Templo."(Salmo 65)

SEARA 2009: Adoração ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento

No dia 13/12/2008, aconteceu um belíssimo momento de adoração ao Santíssimo Sacramento na Casa de Maria (Escritório da RCC Viçosa). Durante todo o momento, aconteceram algumas partilhas, tais como:

Visualização: Fios sendo tecidos formando um pano; esses fios eram finos e fracos.

Discernimento: Unidade, fortalecimento, conscientização de que precisamos uns dos outros para atingir o nosso objetivo que é evangelizar.

Partilha: A vitória não está no número de combatentes, mas na força que vem dos servos unidos no amor e na oração.

Partilha: Jesus quer nos dar a alegria que deu aos serventes em Bodas de Caná. Os serventes sabiam de onde vinha o milagre. O milagre não vem de nós, mas daquele que está sentado no trono e do coração de Deus Pai.

Partilha: Não existe nada em nós que o Senhor não possa alcançar, a exemplo de Paulo que perseguia os cristãos achando que estava correto e foi alcançado por Jesus.

Partilha: Muitos serão alcançados por Deus no Seara.

Palavras: Efésios 2,8-10 e Isaías 48, 16-20

Já no dia 14/12/2008, aconteceu a 2ª reunião de coordenação geral do SEARA 2009. Durante a reunião, foi solicitado jejum, ou abstinência, todas as sextas-feiras. Seguem, abaixo, as partilhas da oração:

Visualização: Construção onde nós somos os tijolos. Os tijolos eram unidos e a parede revestida com uma massa forte que sustenta a construção.

Discernimento: Comunhão e unidade, onde a massa forte é o amor.

Mons. Raimundo Gonçalo Ferreira – Vulto Célebre e Benfeitor


Nascido em São José do Barroso (hoje Paula Cândido) a 11 de fevereiro de 1910, no Sítio Canteiro, comunidade do Arruda, filho primogênito do Senhor Antônio Julião Ferreira e de Dona Maria Petrina Ferreira, e falecido em Viçosa a 22 de março de 2002, o Monsenhor Raimundo Gonçalo Ferreira foi um homem realmente célebre e que nunca deixará de ser assaz louvado pelas comunidades nas quais conviveu.

Fez seus primeiros estudos em seu torrão natal com o não menos célebre professor Samuel João de Deus iniciando estudos eclesiásticos em 1924, com os padres barnabistas, no Rio de Janeiro, prosseguindo-os de 1925 a 1933 em Mariana, com os lazaristas. Foi ordenado sacerdote a 8 de dezembro de 1933, vivendo desde então uma vida inteiramente dedicada ao sacerdócio. De 1934 a 1935 foi coadjutor do Cônego Felício de Abreu Lopes, em Piranga. De Jequeri – onde fora pároco até 1963, depois de exercer o mesmo munus de 1935 a 1955, em Porto Firme – mudou-se para Viçosa em janeiro de 1964, onde pôde contar com o carinho muito especial de duas parentas, sua amorável Tia Júlia e a prima Dona Quiquita, duas santas mulheres por ele muito amadas. Nomeado capelão de Sua Santidade em 1983, recebeu o Monsenhorato por Dom Oscar de Oliveira, em outubro daquele ano, no Santuário de Santa Rita.

Verdadeiramente justo é o fato de, em Porto Firme, ser ele Cidadão Honorário e, mais que isto, ser o nome de sua praça principal, já que ali construiu a nova e belíssima Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, entre 1945 e 1950, graças à boa-vontade do povo portofirmense, além de casa paroquial e as primeiras capelas e cemitérios das comunidades rurais, além de ter sido “o veículo de que Deus se serviu para dar impulso” ao progresso daquele município, na sábia definição de seu digno sucessor na capelânia do Hospital São Sebastião, Cônego Joaquim Quintão de Oliveira. Monsenhor Raimundo foi capelão do Colégio Normal Nossa Senhora do Carmo até 1971 (quando da extinção do internato), do Hospital São Sebastião e do Lar dos Velhinhos até seu falecimento e do Patronato Agrícola Arthur Bernardes até 1967, quando assumiu a capelania deste o Pe. Pedro Rosa de Toledo.

Grande devoto de São José, muitos são os que, em Viçosa, se lembram, com saudade, dele celebrando piedosas missas e rezando o terço diariamente, às 16 horas, com os internos do Lar dos Velhinhos, e fazendo, com a sua reconhecida eulalia, a bela oração invocatória do patrocínio ao Padroeiro de sua terra natal e Patrono da Igreja Católica.

Abrigando a dor dos doentes e da velhice desamparada que o buscava, a sua presença foi confortante para os viçosenses porque sempre distribuiu bondade e compreensão. Foi pródigo em benefícios ao povo necessitado, muitos no mais absoluto anonimato, providenciando toda sorte de benesses aos vicentinos, aos internos do Lar dos Velhinhos e ao seu tão querido e hoje centenário Hospital São Sebastião, do qual foi um autêntico provedor, assim se revelando em mensagens na imprensa local, relatando inclusive significativos fatos históricos do século 4º da Era Cristã, na Europa, quando a Igreja possuía hospitais e asilos, conquistando seus leitores para generosas colaborações com tais instituições, que na abalisada avaliação do Monsenhor Raimundo, correspondem “a toda sorte de doenças, necessidades e condições de vida”.

Agostinho regressa a Tagaste e Mônica se consagra a uma vida de oração


Servo atuante da RCC de Viçosa, pertencente ao Grupo de Oração “Nossa Senhora de Fátima”
E-mail: sergio.serginhosant@gmail.com
Site: http://serginhosant.wordpress.com/
José Mário da Silva Rangel

Algum tempo depois que Agostinho chegou a Cartago, ele teve uma péssima notícia: seu pai havia falecido. A responsabilidade agora havia aumentado para Agostinho, uma vez que ele deveria, devido ao fato de sua mãe ter ficado sozinha em Tagaste, obter êxito nos estudos para de alguma forma, confortar o coração de sua mãe Mônica, agora viúva e com o filho amado longe de casa. No entanto, não seria difícil para Agostinho obter sucesso nos estudos, uma vez que ele era muito inteligente. Ele sempre atribuía esse fato a Deus. Agostinho dizia que era autodidata; além disso, ele aprendia facilmente matérias que seus amigos tinham imensa dificuldade para compreender.

Naquela época, mesmo dedicando quase todo o seu tempo aos estudos, Agostinho ia à Igreja, atraído por uma espécie de instinto. Ele sentia vontade de ler a Bíblia, porém nunca ia adiante, devido ao fato de ele achar que as páginas escritas na Bíblia eram bastante humildes, e isso o desanimava. É interessante ressaltar que Agostinho, mesmo pensando dessa forma, nunca desistiu de ler a Bíblia, e acabou por se aprofundar no estudo da Sagrada Escritura. Ele quis fazer isso com o objetivo de provar para si mesmo que a Bíblia não era uma “escrita humilde”; pelo contrário, era uma escrita inspirada por Deus.

Envolvido com a leitura da Bíblia, Agostinho, movido pelos ensinamentos de sua mãe Mônica, não conseguia tirar da cabeça o Cristo. Sentia a necessidade de crer; buscar a fé. No entanto, estava encurralado entre a filosofia e a religião. Logo caiu em heresia. Foi neste turbilhão de pensamentos que Agostinho se deixou levar pelos maniqueus. Os maniqueus faziam promessas interessantes que atraiam Agostinho, uma vez que ele estava a procura de respostas para tantas dúvidas que lhe passavam pela cabeça. Resumidamente, maniqueísmo é uma filosofia dualista que divide o mundo entre o Bem e o Mal.

Agostinho estava entregue ao maniqueísmo, mesmo assim conseguiu terminar os estudos em Cartago. Ele estava encantado com essa nova visão do universo. Agostinho, não quis ficar em Cartago. Depois de se formar, preferiu voltar a Tagaste onde abriu uma escola de gramática. Como já vimos anteriormente, no primeiro capítulo do nosso estudo, Agostinho volta para Tagaste com uma esposa e um filho.

Sua chegada a Tagaste foi muito celebrada por sua mãe Mônica. Na verdade, Mônica estava meio triste por receber seu filho da forma como ele estava. Ela o conhecia e sabia de sua conduta e como tratava a sua esposa. Agostinho não era fiel a esposa. No entanto, Mônica não podia cobrar fidelidade do filho, uma vez que o seu próprio pai (Patrício), também, não havia sido fiel a mãe Mônica. Além disso, Mônica estava muito triste, pois não podia aceitar o fato de Agostinho ter se aderido ao maniqueísmo; isso já era de mais para Mônica aceitar.

Com tudo isso acontecendo, Agostinho não ficou na casa de sua mãe Mônica. Mesmo assim, ela continuava a sua vida de oração e clamava a Deus pela conversão de seu amado filho Agostinho. É sabido que Mônica, depois da morte de seu marido, se consagrou a uma vida de oração e a práticas de boas ações.
Agostinho em seu livro Confissões nos narra o que a sua mãe Mônica viveu e sofreu com a sua perdição:
“Nesse sonho, (Mônica) viu-se de pé sobre uma régua de madeira, e um jovem luminoso e alegre lhe foi sorridente ao encontro, enquanto ela estava triste e amargurada. Perguntou-lhe os motivos da tristeza e das lágrimas cotidianas, não por curiosidade, mas para instruí-la como acontece muitas vezes. E, respondendo, ela disse que chorava minha perdição. Ele a confortou, aconselhando-lhe que prestasse atenção e visse que onde ela se encontrava, aí estava também eu. Ela olhou e me viu diante de si, de pé, na mesma régua”. (Conf. III, 11, 19)

As orações de Mônica mexiam profundamente com Agostinho. No entanto, Agostinho não se mostrava abalado, e continua com a sua vida de professor e pregador do maniqueísmo. Agostinho não ficou muito tempo em Tagaste. Ele tinha um temperamento muito impulsivo. Ficou extremamente triste após a morte do seu melhor amigo e não conseguiu ficar em Tagaste. Foi quando voltou para Cartago onde permaneceu por oito anos antes de ir para a Europa.

Continua…

A Contra-Reforma Católica


Introdução

A Igreja Católica, no século XVI, vivia uma situação que era muito difícil. Ela havia perdido espaço na Alemanha, Inglaterra e nos países escandinavos e estava em recuo na também na França, nos Países Baixos, na Áustria e na Hungria. Isto tudo devido ao avanço do protestantismo começado por Lutero e que tomou grandes proporções em toda Europa.

Diante dessa situação, a Igreja Católica estabeleceu a Contra-Reforma, desenvolvendo um conjunto de medidas abrangendo duas correntes de ações: atuar contra as novas religiões protestantes e promover novas formas de expansão da fé católica.

A Contra-Reforma

A Contra-Reforma, ou Reforma católica, foi uma resposta da Igreja Católica em meio a essa crescente onda do protestantismo. De maneira geral, essa resposta consistiu em um conjunto de ações desenvolvidas pela Igreja Católica com o surgimento das religiões protestantes.

Diante dos movimentos protestantes, a primeira reação da Igreja católica foi punir os rebeldes, na esperança de que as idéias reformistas não se espalhassem mais e a Igreja Católica recuperasse a unidade perdida. Assim, em meados do século XVI, ela reativou os tribunais da Inquisição, que haviam criado no ano de 1231, e que, com o tempo, haviam sido extintos em vários países.

Os Tribunais da Inquisição foram instaurados pelo Tribunal do Santo Oficio, outra instituição eclesiástica criada na Contra-Reforma que tinha como objetivo combater os desvios dos fiéis católicos e o crescimento de outras denominações religiosas. Essa tática, entretanto, não obteve bons resultados, pois não resolvia o principal motivador da reforma protestante: a corrupção do alto clero com a venda de objetos sagrados, relíquias e indulgências.

Neste sentido, a Igreja, para organizar-se internamente e definir com clareza sua doutrina, organizou o Concílio de Trento (1545-1563). Segundo Pe. José Besen (2004), este Concílio teve uma história demorada, com muitos conflitos de interesses, a constante oposição de príncipes protestantes e desacordos entre o papa e o imperador Carlos V. Contudo, os 18 anos de duração do Concílio ofereceram à Igreja verdadeiros instrumentos de renovação e reforma, dando-lhe uma nova forma, dentre os quais pode-se citar:

- A organização e a disciplina do clero: os padres deveriam estudar e formar-se em seminários;
- Cada diocese devia ter seu Seminário e selecionar melhor seus candidatos ao sacerdócio;
- Não podiam ser padres antes dos 25 anos, nem bispos antes dos 30 anos;
- Estabeleceu-se que as crenças católicas poderiam ter dupla origem: as Sagradas Escrituras (Bíblia) ou as tradições transmitidas pela Igreja;
- Reafirmou-se a sacramentalidade e indissolubilidade do matrimônio, as indulgências, o culto aos santos, às relíquias e imagens;
- Apenas o Magistério da Igreja estava autorizado a interpretar a Bíblia. Mantinham-se os princípios de valia das obras, o culto à Virgem Maria e às imagens; e
- Reafirmação da infalibilidade do papa e o dogma da transubstanciação.

Após o Concilio de Trento, a Igreja Católica teve um vigoroso impulso à vida religiosa. Fugindo da tentação do luxo e das artes, definiu-se como missão essencial da Igreja e de seus pastores a salvação das almas: “seja lei suprema a salvação das almas” (Pe. José Besen, 2004).

Para difundir a fé Católica, a partir da Contra-Reforma, surgiram novas ordens religiosas, como a Companhia de Jesus (os Jesuítas), fundada por Ignácio de Loyola em 1534. Os Jesuítas se organizaram em moldes quase militares e fortaleceram a posição da Igreja dentro dos países europeus que permaneceram católicos e desenvolveram ações para barrar o avanço do protestantismo pelo mundo. Eles criavam escolas, onde foram educados filhos das famílias nobres; foram confessores e educadores de várias famílias reais; fundaram colégios e missões para difundir a doutrina católica nas Américas e na Ásia.

Conclusões

A contra-reforma não atingiu o seu principal objetivo que era a unidade do cristianismo e embora tenha utilizado diversos meios para chegar a essa unidade, uns que deram certo e outros que não, não impediu o crescimento do protestantismo. Mas, com a contra-reforma, a Igreja Católica tomou novos rumos e reafirmou a sua vocação que é a salvação de almas.

A Igreja por meio do Concílio de Trento conseguiu, apesar da lentidão em alguns países, moralizar o clero, se libertar do luxo e dos privilégios que este havia obtido com o passar dos anos. Apesar dessas mudanças na igreja, ainda ficam, até os dias de hoje, as marcas das ações que não deram certo, como a repressão e o derramamento de sangue, frutos das diversas guerras entre católicos e protestantes, que fazem com muitas vozes se levantem contra a Igreja Católica questionando sua doutrina e suas ações nos dias atuais.

Bibliografia

BESEN, Pe. José Artulino. A Reforma da Igreja: O Concílio de Trento. Jornal Missão Jovem. pag. 9 – n.º 191 – mês de Julho – Ano 2004.

BETTENCOURT, Estevão Tavares. Crenças, religiões, igrejas e seitas: quem são? Santo André-SP: Editora o Mensageiro de Santo Antônio, 1999.

FREI BATTISTINI. A Igreja do Deus Vivo: curso bíblico popular sobre a verdadeira Igreja. Petrópolis-RJ: Editora Vozes, 2001.

MOURA, Jaime Francisco de. As diferenças entre a Igreja Católica e Igrejas evangélicas. São José dos Campos-SP: Editora ComDeus, 2005.

Padre Álvaro Corrêa Borges – Um nome benquisto e recordado


Com uma sempre relevante participação na vida política, cultural, econômica e social de Viçosa, Padre Álvaro Corrêa Borges, vigário encomendado de Paula Cândido por dois períodos, desvelado provedor do Hospital São Sebastião e um dos diretores do Colégio de Viçosa, além de chefe interino da administração pública do município em 1931, foi também o pároco de Viçosa de 1925 a 1947. Graças ao seu prestígio, a cidade pôde contar com uma de suas primeiras companhias telefônicas.

Mineiro de Formiga, este venerando sacerdote, nascido a 25/11/1896, faleceu em Viçosa a 12/7/1967. Grande devoto do Sagrado Coração de Jesus, dedicou-Lhe belíssima oração, amplamente difundida junto aos seus paroquianos, na qual se dirige a Ele como o “Coração do meu Jesus”; e como “Jesus do meu coração”, ainda conservada em algumas residências viçosenses. O Mês de Maria, em seu paroquiato, também era celebrado com grande pompa, como informam-nos registros e testemunhos de quem viveu aqueles saudosos tempos.

“Não havia quem não se rendesse à doçura e à serenidade de sua presença, irradiante de simpatia e conquistadora de amizades. Tudo em torno dele e por onde passava se impregnava de bondade. A par de uma alma pura, generosa, profundamente liberal, que se dispunha para o bem e para o perdão, distinguia-se pela sua brilhante inteligência e primorosa cultura. Sem deixar de ser o ‘Homo Dei’, era bem homem. Para ele o sacerdócio era amor ao próximo, no mais alto grau. Poucos, tão homens e tão sacerdotes, como ele. Nas horas de amargura, jamais proferiu uma palavra com violência ou ânimo de injuriar: apenas um triste sorriso lhe aflorava aos lábios. Removido, em 1947, como capelão, para Conselheiro Lafaiete e, posteriormente, para Belo Horizonte, onde permaneceu durante 10 anos, como vigário da Paróquia ‘Cura d’Ars’, o Padre Álvaro suportou, por muitos anos, em silêncio, na sua evangélica humildade, a dureza do quase ostracismo.

Entretanto, conservou-se sempre o mesmo, espirituoso e alegre [...] Tinha a visão límpida da imensa tarefa que ao sacerdote cabe num país como o nosso [...] Gravemente enfermo, veio para esta cidade onde, hospitalizado durante muitos dias, não lhe faltaram os recursos da medicina nem os cuidados de seus dignos irmãos e inúmeros amigos, todos incansáveis em servir com desvelo ao seu antigo vigário até a hora da extrema despedida da existência terrena. A vida do Padre Álvaro há de ser para nós uma inspiração, sua lembrança uma bênção e seu exemplo uma esperança,” escreveu o jornalista José Pinto Coelho.

Sob a epígrafe “Morreu o velho pastor”, Folha de Viçosa de 16 de julho de 1967 publicava seu panegírico, que destacou, dentre outros aspectos, o fato de ter Sua Revma. pessoa apascentado “as ovelhas do rebanho de Viçosa com dignificantes “dedicação e zelo espiritual”. De acordo com a publicação ele “aqui empregou os melhores anos de sua mocidade na pregação do Evangelho de Cristo, batizando em Seu nome, confortando almas aflitas, reconduzindo transviados, levando a unção da hora extrema ao moribundo. Noites sem conta, cavalgou por esses morros escuros que cercam a cidade para absolver pecados e ungir com óleo santo os que estavam prestes a morrer. Sua casa, em qualquer paróquia, foi sempre oásis espiritual de quem sofria. Ali, uma bênção piedosa, uma palavra de fé era paz, conforto, consolação. Quarenta e oito anos passou no confessionário, sussurrando conselhos e palavras de perdão! Patriota e nacionalista, no bom sentido, sempre alertava os paroquianos quanto aos deveres cívicos, ao lado dos deveres da Religião [...] Morreu pobre. Nunca viveu para si. Confiou sempre no Deus que alimenta as aves do céu. E nenhum conforto lhe faltou. Nem mesmo o carinho de amigos, que, de longe, vinha prestar-lhe a homenagem derradeira. Sua agonia foi longa, mas a morte serena: tranqüila como a alma do justo. Soando a hora final, as últimas forças concentradas levaram-no a erguer-se a meio corpo e a olhar firme para o Céu, como se dissesse em sua prontidão característica: ‘Seu servo está pronto, Senhor’ e fechou os olhos para sempre.”

Os restos mortais do Padre Álvaro, a exemplo de seu antecessor imediato, Pe. Frei Seraphim Pecci (este no jazigo 129), estão sepultados no Cemitério Dom Viçoso, em Viçosa (jazigo 168) e há na cidade uma rua e uma escola pública que perpetuam o seu nome benquisto e sempre recordado, tanto por sua profunda fé como por suas grandes obras.

Pe. Frei Seraphim Pecci – Músico de Deus


Entre 1909 e 1925, um italiano da província de Salerno, nascido a 19/8/1867, foi o Vigário de Viçosa. Vindo de Pirapitinga, nomeado pelo bispo (depois arcebispo) Dom Silvério Gomes Pimenta, Pe. Frei Seraphim Pecci era aquele que fazia com que do interior da extinta Igreja Matriz espargissem maviosas sonoridades. Notabilizou-se por ser um clérigo que criava divinal musicalidade, seja compondo, ou como solista, ou ensinando ou incentivando o povo de Deus a cantar e a se organizar em conjuntos orquestrais e bandas musicais. Um som celestial – diziam seus contemporâneos – provinha no Coro Paroquial e de sua residência, na antiga Rua do Cruzeiro (via que tem agora o seu nome) quando ele ali estava, a dedilhar, entre os sobrinhos Fiori e Felício Brandi, as teclas de um imponente harmônio ou de seu piano.

Das realizações de seu paroquiato, ressalte-se uma especial. Em 1912 surgiu no município, a Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP), que obteria a sua Carta de Agregação, isto é, sua filiação ao Conselho Geral de Paris em 1926, com 32 fundadores, já no paroquiato de seu sucessor imediato, Pe. Álvaro Corrêa Borges. Prestou serviços religiosos, em seus derradeiros dias, também à cidade mineira de Mar de Espanha, a partir de 1928. Seu falecimento se deu a 29/3/1931, tendo sido sepultado em belíssimo mausoléu, na atual quadra 2 do Cemitério Dom Viçoso, em Viçosa. E foi também durante seu profícuo paroquiato que as seguidoras de Madre Maria das Neves (Rita de Cássia Aguiar) aqui aportaram: as Carmelitas da Divina Providência.

O notável poeta e jornalista José Pinto Coelho trouxe-nos, em magistral descrição, Frei Seraphim, para ele uma figura realmente “esbelta e impressionante”. É ele quem assim o descreve: “O melhor sorriso e vago sotaque de italiano… longa e bem tratada, a barba, preta como a sua batina, sereno olhar de investigador dos mistérios da vida… ar nobre e, ao mesmo tempo, simples, a passar uma das mãos sobre a outra, os olhos vivos a fixar-me, a dizer-me boas e imerecidas palavras de acolhimento. Com os seus sessenta e três anos, demonstrava o entusiasmo e o ardor de um jovem, contava episódios de sua vida, relembrava os amigos que deixou em Viçosa e acabava por dizer: – ‘Mas a vida é curta, meu amigo…’ Sobre música dizia que ela era, para o seu espírito, um documento. Admirava os que compunham idéias musicais. Distinguia o vocalista do instrumentista. A voz humana – acrescentava – define e interpreta, melhor que todos os acordes, a carícia e o grito, a dor e o amor, a cólera e a ternura… cantor e músico de Deus. Figura imperecível… Quem o conheceu e com ele teve a ventura de privar, há de convir em que o amável franciscano materializava em ação aquelas doces palavras do Mestre, recolhidas por São Mateus: ‘O meu jugo é suave e o meu fardo, leve’. Assim o sentíamos os que aqui labutávamos sob a direção espiritual daquele sacerdote, respeitado como Pastor e querido como pai… Tinha, com a sua proverbial cortesia, o dom de subjugar as inteligências e aprisionar os corações, confirmando o pensamento de Lacordaire de que ‘a verdade magnetiza a mente e a beleza da vida mergulha até a alma’.

Como os grandes discípulos do ‘poverello’ de Assis, fez da cruz um fardo leve e motivo da mais justa e avassaladora alegria… Apaixonado pela música, que cultivava como um mestre, ele soube comunicar, dentro dos limites da arte digna do templo sagrado, o ardor da própria alma dos que o cercavam.”

À época do Pe. Seraphim, Viçosa tinha apenas três templos: a Matriz de Santa Rita, a Igreja do Rosário e a Capela dos Passos. E antes da chegada da SSVP, eram associações religiosas o Apostolado da Oração e as Damas do Sagrado Coração. Em 1916 – informam-nos historiadores – era de 40 a média anual de casamentos, 80 de catequizandos e 270 de batizados. Admiradores convencidos de suas virtudes e méritos, os viçosenses reconheciam-no “um sábio”, um “pároco modelar”, por suas “maneiras altamente distintas” e pelo seu “inexcedível zelo no tratar das cousas religiosas”, revela-nos documento de 9 de janeiro de 1925, quando este padre de vida e nome angélicos se mudou novamente para a Itália.

Espiritualidade 03: “Tu és a alegria do Senhor teu Deus” (Is 62,5)


Doutor em Física pela UNESP e pelo ITA; há trinta e cinco anos é professor universitário e foi Diretor Geral do Instituto de Engenharia de Lorena - da USP-SP.
E-mail: felipeaquino@cancaonova.com
Site: http://www.cleofas.com.br/
José Mário da Silva Rangel

Que verdade maravilhosa esta que o Profeta Isaias nos comunica: somos a alegria de Deus.

O grande Padre da Igreja Santo Irineu já tinha dito por volta do ano 160, que “o homem é a glória de Deus”. Esta criatura tão frágil e tão grande é a glória e a alegria do Todo – Poderoso.

Mas como podemos ter certeza disso? Será que somos mesmo tão importantes para Deus? Será que a nossa existência pode mesmo afetar a sua alegria?

Sim, é a resposta. Vamos meditar.

São diz na Carta aos Efésios “que do alto do céu o Pai nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo e nos escolheu Nele antes da criação do mundo” (Ef 1, 3).

Então, não viemos ao mundo por acaso, não, o Senhor “nos desejou desde antes da criação do mundo”, e, sem violentar a liberdade de nossos pais terrenos, nos deu a vida. Deus é o grande “amigo da Vida”, e se rejubila quando uma criança nasce, porque é mais uma criatura gerada à sua imagem e semelhança que vem a este mundo para enriquece-lo. Lamentavelmente perdemos esta percepção.

O que mais vale no mundo é a vida; nada tem tanto valor como uma criança; é por isso que a Igreja costuma dizer que o sorriso de uma criança veio do céu. Aqui a gente entende porque a Igreja não quer um controle irracional da natalidade como acontece hoje, onde a maioria dos países já não consegue repor a população, e por isso, começa a diminuir os seus habitantes. É a desvalorização da vida.

Disse Henry Daniel Rops, um dos maiores historiadores católicos do século XX, que “um povo que não quer mais se reproduzir é um povo doente”. É verdade, se a civilização despreza o maior valor, a vida, se tem medo dela, então, há algo de muito errado com esta civilização que já não está mais disposta a defender o que há de mais sagrado. A frase que João Paulo II mais repetiu aos casais no Jubileu do Ano 2000 foi esta: “Não tenham medo da vida!”

São Paulo continua a nos dizer na Carta aos Efésios que: “No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade” (v. 5). Somos filhos de Deus e somos de fato, diz também S. João: “Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato” (1Jo 3,1). Ora, qual é a grande alegria dos pais; não são os seus filhos? Então, o Profeta Isaías está certo: “Tu és a alegria do teu Deus”.

Cada um de nós, tão pequenino, toca o Coração de Deus. São Paulo ainda disse aos efésios que fomos criados “para celebrar a glória de Deus”: “Nele é que fomos escolhidos, predestinados segundo o desígnio daquele que tudo realiza por um ato deliberado de sua vontade, “para servirmos à celebração de sua glória” (v. 11-12)”.

Era exatamente isto que Santo Irineu queria dizer ao falar que “o homem é a glória de Deus”.

A vida do homem “celebra a glória de Deus” porque é a sua mais bela criatura visível; nada se lhe compara. A ninguém o Senhor deu inteligência, liberdade, vontade, consciência, capacidade de amar, de cantar, de sorrir e de chorar… A ninguém ele deu poder de voar nos altos dos céus, de construir as belas catedrais, de tocar o chão da lua, de perscrutar as estrelas… O salmista já rezava admirado:
“Que é o homem, digo-me então, para pensardes nele? Que são os filhos de Adão, para que vos ocupeis com eles? Entretanto, vós o fizestes quase igual aos anjos, de glória e honra o coroastes. Destes-lhe poder sobre as obras de vossas mãos, vós lhe submetestes todo o universo”. Sl (8, 5- 6)

Fomos criados por amor, como filhos amados, para reinar neste mundo em nome do Criador, e dar-lhe honra e glória pelo que somos e fazemos. Não podemos viver uma vida pequena, mesquinha, desvalorizada, desprezada, simplesmente porque o Criador não nos fez para isso. Ele nos quer grandes, por dentro, não por fora.

São Paulo ainda repete uma vez mais aos efésios, que Ele nos “adquiriu para o louvor da sua glória” (v. 14). A beata Elizabeth da Trindade fez dessa verdade o lema de sua vida e assim se santificou. Ele fez de cada instante de sua vida, no Carmelo, um ato de louvor a Deus.

Quando a humanidade experimentou o sabor horrendo do pecado, e em conseqüência, o sabor amargo da morte, Cristo se prontificou a se oferecer pelo nosso resgate das mãos cruéis do demônio. São Pedro explica como ninguém: “Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso sangue de Cristo, o Cordeiro imaculado e sem defeito algum, aquele que foi predestinado antes da criação do mundo”. (1 Pe 1, 18,19)

Fomos criados pelo amor e pelo poder de Deus e fomos resgatados da morte pelo amor de Deus, porque somos filhos de Deus. Isto é, Deus fez por nós o que cada um está disposto a fazer pelo seu próprio filho.

“Tu és a alegria do Senhor teu Deus” (Is 62,5)

Esta é a razão pela qual Jesus deseja ardentemente ser recebido em nosso coração, na Comunhão sacramental ou mesmo na espiritual, muitas vezes durante o dia. Os santos experimentaram fortemente o quanto Jesus ama vir ao nosso coração. A explicação é esta: nós somos o amor da sua vida! A prova disso é que Ele a sacrificou por nós. Ninguém morre por alguém que não ama. E o que o amado mais deseja é estar junto, em comunhão, com a sua amada. A nossa alma é esposa do Altíssimo. Santa Teresinha do Menino Jesus disse que Jesus não desceu do Céu na Eucaristia para ficar numa âmbula de ouro, mas para viver em nosso coração. Ele é o refúgio do Coração de Jesus; ele é o travesseiro onde Ele pode reclinar a sua cabeça. Daí a importância de Comungar com freqüência e com devoção, oferecendo ao Amado o amor da sua amada. Não se esqueça jamais: “Tu és a alegria do Senhor teu Deus” (Is 62,5)

Artigos de

Fidelidade à nova vida em Cristo 11/01/2012
Como nasceu o “Stille Nacht” (“Noite Feliz”) 11/12/2011
Como ser um católico bem formado? 24/03/2011
O que significa a Coroa do Advento? 16/12/2010
Como lutar contra os pecados 14/08/2010
Como evangelizar os meus filhos? 07/08/2010
Depressão tem cura 27/07/2010
Ser Humilde 03/07/2010
Santo Sudário pode sustentar teoria da Ressurreição, diz cientista 26/05/2010
Professor, S. João afirma na sua 1 carta que "Ninguém viu a Deus" 4, 12 e como o próprio Moisés contemplava a Deus, Exodo? 26/05/2010
Pirataria é pecado? 10/04/2010
Desfazendo mitos sobre pedofilia envolvendo sacerdotes 10/04/2010
Todo pecado tem perdão? 27/03/2010
Quaresma, a luta contra o pecado 25/02/2010
A situação da Igreja no Brasil 24/02/2010
Existe mesmo maldição de ou em família? 20/02/2010
Por que o sofrimento nosso tem valor diante de Deus? 16/01/2010
Fora da Igreja não há salvação 20/11/2009
Anglicanos querem vir para a Igreja Católica 21/10/2009
Há diferença entre Rezar e Orar? 04/10/2009
O que é jejuar? Qual o efeito do jejum em nossa vida e quais as formas de jejum? 19/09/2009
O que dizer da vasectomia e laqueadura? 30/08/2009
O que a Igreja fala sobre o sexo no casamento? 16/08/2009
Jesus Sinal de Contradição 02/08/2009
O que dizer sobre a Opus Dei? 14/07/2009
Tenho algumas dúvidas sobre a questão do idolatrismo, estes dias atrás tivemos uma visita de uma imagem de nossa senhora que percorre o mundo, isso não é idolatrismo? Porque existem muitos católicos que acabam acreditando muito mais em uma imagem que até mesmo no nosso próprio JESUS? 20/06/2009
O que são pecados graves(mortais) e pecados leves(veniais)? 14/06/2009
Católico pode casar com protestante? 09/06/2009
A Igreja proibiu o ensino na Idade Média? 23/05/2009
A Igreja excluiu livros da Bíblia? 16/05/2009
Qual o significado de Kairós? 03/05/2009
Por que só Comungamos a Hóstia e não bebemos o Vinho consagrado? 01/05/2009
Perguntas e Respostas com Prof. Felipe Aquino 30/04/2009
As Hóstias estragam? 30/04/2009
Espiritualidade 06: O Homem em Perigo 29/03/2009
A penitência da quaresma 15/02/2009
Espiritualidade 05: Construir o homem e o mundo 17/01/2009
Espiritualidade 04: Lições da Natureza 01/01/2009
Espiritualidade 03: "Tu és a alegria do Senhor teu Deus" (Is 62,5) 18/12/2008
Espiritualidade 02: Bênção e maldição 30/11/2008
Espiritualidade 01: Fidelidade a Deus 30/11/2008
Caminhando com Prof. Felipe Aquino... 15/11/2008

Entrevista: Délio Duarte – Coordenador Geral do SEARA 2009


Servo atuante na RCC Viçosa, pertencente ao Grupo de Oração "Cenáculo do Senhor"
E-mail: deliodacapela@yahoo.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Professor Felipe Aquino

A coordenação do SEARA 2009 está sob a responsabilidade da Claudete e do Délio.

1 – Você sempre trabalhou no SEARA como assessor. Como foi para você aceitar esta coordenação geral? Conte para nós como foi o seu sim para a coordenação.

Os projetos são de Deus, com certeza, e por isto ele vai plantando-os no nosso coração aos poucos. Quando a Adriana e o Everardo convidaram a Claudete e a mim para a coordenação do SEARA 2009, no fundo do meu coração eu já sabia que ia ser chamado.

Mas mesmo sabendo que é Deus quem chama, quando aparecem situações como esta, quase sempre deixamos os nossos limites falarem mais, como fez Moisés diante da Sarça. Por ter ajudado durante 5 anos na assessoria às equipes do SEARA pude ver e viver grande parte dos problemas enfrentados pela coordenação geral. E olhando para o mundo de coisas que precisam ser providenciadas, organizadas e finalizadas, senti medo por achar que não daria conta, pois se tem uma coisa que eu tenho certeza que não sei fazer, esta coisa é administrar.

Mas diante da partilha com a Claudete e também com Coordenação da RCC, dei o meu “sim”, junto com a Claudete, confiando na misericórdia do nosso amado Deus que nos aceita e nos chama como nós somos e na esperança de que Ele mesmo nos capacite para a obra.

E hoje, nas orações, percebo que esta obra que o Senhor vai fazer no SEARA 2009 começa primeiro no coração da Claudete e no meu coração, pois Ele já começou, pelo menos no meu coração, a mexer em muita coisa.

2 – Dá medo coordenar um evento tão grande como o SEARA?

Com certeza, este é o primeiro sentimento que veio ao meu coração: o medo de não corresponder. E ainda hoje tenho medo. A cada dia que passa, aparecem novas barreiras que à primeira vista parecem intransponíveis e isto dá um medo tremendo.

Mas, apesar do medo, confiamos no Senhor da obra e pedimos incessantemente que Ele mesmo abra todas as portas. Amém!

3 – O que Deus tem colocado em seu coração para te ajudar nesta coordenação?

Primeiro, Deus me colocou junto com a Claudete na coordenação e aí já foi espetacular. A Claudete é excelente, dedicada, comprometida com a causa, uma mulher de oração e isto me ajudou muito na minha decisão e sem sombra nenhuma de dúvida é uma pessoa fundamental nesta Coordenação do SEARA 2009.

Outra coisa que tem confortado muito o meu coração é que nas nossas reuniões durante os momentos de oração e meditação da Palavra, temos escutado Deus nos dizer que Ele é o Senhor da obra. Somos meros colaboradores da graça, instrumentos que Ele quis utilizar.

4 – Conte para nós como foi montar toda a equipe de coordenadores para este SEARA 2009.

Uma grande benção de Deus para o SEARA 2009. O Senhor tem se revelado a nós por meio do acolhimento das pessoas chamadas a coordenar as equipes de serviço. Quanta alegria nos momentos de oração quando íamos fazendo a lista com os nomes dos coordenadores. Ficava no nosso coração que as reuniões gerais da coordenação do SEARA 2009 seriam momentos de grande alegria e fraternidade, pois a satisfação em conviver com eles era muito grande.

5 – Deixe aqui um convite para todas as pessoas que virão ao SEARA 2009.

Gostaria de convidá-lo a vir rezar conosco no SEARA 2009. Estamos preparando uma grande festa para os dias de carnaval do ano 2009.

E o convite é para você que deseja aí no seu coração experimentar algo diferente. Se você tem se sentido vazio, sem rumo, se tem buscado nas festas, nas pessoas e nas coisas algo que o preencha e não tem conseguido, venha fazer esta experiência de um carnaval cristão. Num encontro pessoal com Jesus, nós recebemos exatamente aquilo que precisamos. Só Deus pode nos preencher. Então, deixe de ir para o carnaval tradicional ou mesmo de viajar para a praia ou outro lugar qualquer e venha participar deste carnaval diferente, CARNAVAL COM CRISTO! Traga toda a sua família, convide seus amigos e venham todos.

SEARA 2009, alegria do céu na terra!!!!!!!!!

SEARA 2009 – Camisa para divulgação

Encontra-se à venda a tradicional camisa de divulgação do SEARA. Você pode comprar a sua por apenas R$ 10,00, em todos os Grupos de Oração da cidade ou na Casa de Maria. Para isso, vá até a Rua Antônio Ferreira Mendes, 61, 2º Andar – Centro – Viçosa-MG e garanta já a sua. Mais informações pelo tel.: 3891-5349.

Feliz natal !!! Boas festas !!!


Coordenadora Geral da Renovação Carismática Católica de Viçosa
E-mail: adrimoutin@yahoo.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Délio Duarte

Jesus nasceu na humildade de um estábulo, em uma família pobre; as primeiras testemunhas do evento são simples pastores. É nesta pobreza que se manifesta a glória do Céu. A igreja não se cansa de cantar a glória dessa noite:

“Hoje a Virgem traz ao mundo o Eterno,
E a terra oferece uma gruta ao Inacessível.
Os anjos e os pastores o louvam
E os magos caminham com a estrela.
Pois Vós nascestes por nós, Menino, Deus eterno!

O admirabile commercium! Creator generis humani,
Animatum corpus sumens, de Virgine nasci dignatus est;

et procedens homo sine semine, largitus est
nobis suam deitatem – ADMIRÁVEL
INTERCÂMBIO! O CRIADOR DA
HUMANIDADE, ASSUMINDO CORPO
E ALMA, QUIS NASCER DE UMA
VIRGEM. FEITO HOMEM NOS
DOOU SUA PRÓPRIA DIVINDADE!”
(Catecismo da Igreja Católica – 525; 526)

O mistério do Natal só é entendido à luz do coração. Como nos convida o Catecismo da Igreja Católica, possamos neste ano de 2008, abrir o nosso coração para acolher o Menino Deus que se faz presente em nossa vida. Que Nossa família, como a família de Belém, também viva esta graça de receber o Grande motivo da nossa vida e da nossa salvação: JESUS, NOSSO SALVADOR. E REDENTOR! Que neste tempo especial saibamos ouvir o chamado de Deus para estarmos UNIDOS em torno d’Ele, acolhendo Seu Amor plenificado na Encarnação. Que em 2009 possamos viver intensamente o caminho do amor e da partilha e que voltemos com muito mais força e vigor para o projeto de evangelização que tanto sonhamos.

Feliz natal !!! Boas festas !!!

Deus os abençoe, hoje e sempre.

Com carinho,
Everardo, Adriana e Michele.
(Coordenação Geral da Renovação Carismática Católica de Viçosa)