VIRTUTEC: Tecnologia em Informática e Serviços
RCC Viçosa – Renovação Carismática Católica de Viçosa
Blog Católico
Livro:
Capítulo:
Ler Capítulo

A criança é o princípio sem fim…


“A criança é o princípio sem fim. O fim da criança é o principio do fim. Quando uma sociedade deixa matar as crianças é porque começou seu suicídio como sociedade. Quando não as ama é porque deixou de se reconhecer como sociedade” Herbert de Souza.

doutores-da-alegria02

Esta citação foi retirada do livro Infâncias, cidades e escolas amigas das crianças; o autor é Euclides Redin, ex professor da Universidade Federal de Viçosa, grande educador que traz uma proposta baseada na busca pelo resgate do processo criativo da criança como condição de humanização. A educação é um processo contínuo de vida.

O mais interessante é que ao se tratar do processo de humanização, deseja-se que nossas crianças tenham espaços e tempos carregados de dignidade, respeito, ternura e aconchego, “porque é de infância que o mundo tem precisão” (Thiago de Mello, 1964, 34).

Só poderá haver realização humana se considerarmos todas as possibilidades do fazer, do sentir, do pensar, do criar e do transformar produzidos com base na sociedade e cultura. E aqui poderíamos nos perguntar: Qual têm sido concretamente as possibilidades para o crescimento sadio de nossas crianças? Como elas têm sido tratadas nos mais variados âmbitos de suas vivências? Uma vez que estamos assistindo cada vez mais a violência física e emocional para com elas, em todos os níveis econômicos. As crianças têm sido desrespeitadas na mais tenra idade.

Se olharmos a Palavra de Deus encontraremos duas passagens importantes que apontam nessa mesma direção: Jesus ordenou que devemos deixar as crianças irem ao seu encontro, pois o reino dos céus é semelhante a elas (Mc 10, 13); disse ainda que só àqueles que se fazem como pequenos é que o Pai se revela (Lc 10, 21). Eis aí uma expressão forte de quem realmente tem amor e zelo pelos pequenos.

Por acreditarmos no amor concreto e cuidadoso de Jesus, é que a proposta do Projeto Caminhar tem procurado expressar a busca de alternativas para auxiliar os pequenos carentes de amor e atenção, se constitui também como um ato político que vê na sociedade, condições concretas para o desenvolvimento das possibilidades múltiplas das crianças e de suas culturas, no sentido de superar as injustiças da realidade.

Se é de infância que o mundo tem precisão é, portanto, de extrema urgência que busquemos alternativas coletivas e individuais para que o mundo caminhe numa direção contrária ao risco imediato de envelhecimento sem infância.

Como adultos, somos convocados a responder de forma diferente ao que está explícito na atualidade de nosso país, nos reconhecendo como sociedade e mais ainda, como cristãos, pessoas que acreditam em um Deus vivo presente na vida dos irmãos; são as crianças seres especiais, futuro do nosso mundo, não é possível permitir que cresçam tão marcadas a ponto de reproduzirem o que a elas tem sido feito.

Rezemos, ajamos, gritemos em favor dos menores, não podemos deixar morrer nossa sociedade, não podemos deixar de acreditar num mundo melhor, os pequenos de hoje são os adultos de amanhã e são queridos e amados do Senhor.

“Os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sonho das crianças deseja ir (às vezes, é certo, quebra alguma coisa, no seu percurso…)” (Cecília Meireles).

Evangelho da Semana: Jo 12, 20-33

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Flaviane Ferreira

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

Novo tempo Litúrgico

Estamos na quaresma. Tempo de oração, jejum e esmola. E neste clima caminhamos mais esta semana. Avançamos na Campanha da Fraternidade, com o tema: FRATERNIDADE E SEGURANÇA PÚBLICA e com o Lema: “A paz é fruto da justiça” (Is 32, 17).

Nesta semana refletiremos sobre o que somos chamados a ser. Se o grão de trigo não morrer, não produzirá muitos frutos.

Evangelho de 29/03/09 – Jo 12, 20-33

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

20. Havia alguns gregos entre os que subiram para adorar durante a festa.

21. Estes se aproximaram de Filipe (aquele de Betsaida da Galiléia) e rogaram-lhe: Senhor gostaríamos de ver Jesus.

22. Filipe foi e falou com André. Então André e Filipe o disseram ao Senhor.

23. Respondeu-lhes Jesus: É chegada a hora para o Filho do Homem ser glorificado.

24. Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto.

25. Quem ama a sua vida, perdê-la-á; mas quem odeia a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna.

26. Se alguém me quer servir, siga-me; e, onde eu estiver, estará ali também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará.

27. Presentemente, a minha alma está perturbada. Mas que direi?… Pai, salva-me desta hora… Mas é exatamente para isso que vim a esta hora.

28. Pai, glorifica o teu nome! Nisto veio do céu uma voz: Já o glorifiquei e tornarei a glorificá-lo.

29. Ora, a multidão que ali estava ao ouvir isso, dizia ter havido um trovão. Outros replicavam: Um anjo falou-lhe.

30. Jesus disse: Essa voz não veio por mim, mas sim por vossa causa.

31. Agora é o juízo deste mundo; agora será lançado fora o príncipe deste mundo.

32. E quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim.

33. Dizia, porém, isto, significando de que morte havia de morrer.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Gostaríamos de ver Jesus

Ao iniciar a reflexão deste final de semana já nos deparamos com algo intrigante: gregos desejando ver a Jesus. Ou seja, pessoas de fora do convívio dos Judeus desejando também a ver Jesus. E procuraram a Felipe para que ele os levasse a Jesus. Naturalmente isso aconteceu porque Felipe provavelmente tinha uma postura de discípulo, de alguém com intimidade a Jesus, que o conhecesse, tivesse acesso. Assim deve ser a nossa presença na universidade: que através e de nós os que estão próximos possam também ver Jesus. Aqueles que são realmente discípulos e missionários de Jesus são procurados, pois a sede de Deus é muito grande e aí se apresenta uma oportunidade de mostra-Lo. Mas algo muito triste que se contrapõe a esta realidade é que, na ausência de “Felipes”, ou seja de discípulos de Jesus nas universidades e no mundo do trabalho, as pessoas procuram “outros Felipes”. E lá estarão os traficantes, os prostitutos, os enganadores que tentam saciar a sede e o desejo dos nossos irmãos/amigos. NÃO EXITE, SEJA UM DISCIPULO, SEJA REFERENCIA NA FÉ. QUE MUITOS VENHAM A VOCE DESEJANDO VER JESUS. CORAGEM!

Se o grão de trigo não morre

(Frei Raniero Cantalamessa OFM, pregador da casa pontifícia)

“Se o grão de trigo não cai na terra e morre, fica só; mas se morre, dá muito fruto”.

A imagem do grão de trigo serve para nos transmitir um ensinamento sublime que põe luz, antes de tudo, em seu caso pessoal, e depois também no de seus discípulos.

O grão de trigo é, antes de tudo, o próprio Jesus. Como um grão de trigo, Ele caiu em terra em sua paixão e morte, reapareceu e deu fruto com sua ressurreição. O “muito fruto” que Ele deu é a Igreja que nasceu de sua morte, seu corpo místico.

Potencialmente, o “fruto” é toda a humanidade –não só nós, os batizados–, porque Ele morreu por todos, todos foram redimidos por Ele, também quem ainda não sabe disso. A passagem evangélica conclui com estas significativas palavras de Jesus: “Eu, quando for elevado da terra, atrairei todos para mim”.

Mas a história do pequeno grão de trigo ajuda também, em outro versículo, a entender a nós mesmos e o sentido de nossa existência. Depois de ter falado de trigo, Jesus acrescenta: “Pois aquele que quiser salvar a sua vida vai perdê-la, mas o que perder a sua vida por causa de mim vai encontrá-la” (Mt 16, 25). Cair em terra e morrer não é, portanto, só o caminho para dar fruto, mas também para “salvar a própria vida”, isto é, para seguir vivendo! O que ocorre com o grão de trigo que rejeita cair na terra? Vem algum pássaro e o come, ou se seca ou desfalece em um lugar úmido, ou é moído na farinha, comido e aí termina tudo. Em todo caso, o grão, como tal, não continuou. Se ao contrário é semeado, reaparecerá e conhecerá uma nova vida, como nesta estação vemos que sucedeu com os grãos de trigo semeados no ano passado.

No plano humano e espiritual isso significa que se o homem não passa pela transformação que vem pela fé e o batismo, se não aceita a cruz, mas fica agarrado a seu modo natural de ser e a seu egoísmo, tudo acabará com ele, sua vida se encaminha a um esgotamento. Juventude, velhice, morte. Se, ao contrário, crê e aceita a cruz em união com Cristo, então se lhe abre o horizonte de eternidade.

Há situações, já nesta vida, sobre as quais a parábola do grão de trigo coloca uma luz tranqüilizadora. Tu tens um projeto que te importa muitíssimo; por ele trabalhaste, havia-se convertido no principal objetivo na vida, e eis aqui que em pouco tempo o vê como caído na terra e morto. Fracassaste; ou talvez te privasses dele e ele foi confiado a outro que recolhe seus frutos. Lembra-te do grão de trigo e espera. Nossos melhores projetos e afetos (às vezes o próprio matrimônio dos esposos) devem passar por esta fase de aparente escuridão e de gélido inverno para renascer purificados e cheios de frutos. Resistem-se à provação, são como

o aço depois que foi submerso em água gelada e saiu “temperado”. Como sempre, constatamos que o Evangelho não está longe, mas muito perto de nossa vida. Também quando nos fala com a história de um pequeno grão de trigo.

Ao final, estes grãos de trigo que caem na terra e morrem seremos nós mesmos, nossos corpos confiados à terra. Mas a palavra de Jesus assegura-nos que também para nós haverá uma nova primavera. Ressurgiremos da morte, e desta vez para não morrer mais.

Se alguém me serve, meu pai o honrará

Que maravilha esta promessa deixada por Jesus, assim que nenhum de nós duvide que o nosso serviço ao reino deixará de ter o seu labor e muito mais a sua honra, por Ele exercida. Aqui desejo destacar duas coisas: 1) se estamos a serviço na igreja o fazemos ao Senhor Jesus e não a pessoas, esta certeza de que servimos a Deus pode evitar alguns conflitos, como desapontamentos ( por falta de reconhecimento, por falta de paciência, por alguma limitação, etc…) e então tudo fica mais doce e suave, pois se coloca mais afinco, compromisso, generosidade, amor.

2) Ninguém que trabalha na messe do Senhor deixará de ser honrado, a promessa é clara “meu pai o honrará”, sendo assim também não é necessário ficar esperando a honra já aqui neste mundo pelo serviço prestado. Isso é algo que se consegue com diligencia ao coração e até mesmo explica por que muitos trabalhos executados não produzem os frutos esperados, pois ao ser feito já se espera a honra. Um político graduado da Inglaterra ao comparar seus feitos como político, aos de Madre Tereza de Calcutá disse assim: Madre Tereza e eu fazemos muitas obras para a humanidade, porém a diferença entre nós é que eu as faço por algo (fama, poder, honrarias) e ela o faz por alguém, que é Jesus.

AMADOS FILHOS, PEÇO-VOS AGORA A RECOLHEREM-SE UM MINUTO EM ORAÇÀO PARA PEDIRMOS AO PAI A GRAÇA DE TERMOS ESTA CONVICÇÀO EM NOSSOS CORAÇÒES, OU SEJA, A DE QUE SERVIMOS AO SENHOR E QUE ENTÀO NOSSO CORAÇÀO SEJA DESPRENDIDO DE TODA HONRA DO MUNDO, E AO CONTRÁRIO BUSQUE A HONRA DO PAI CELESTE.

Mas é exatamente para isso que vim

Nesta expressão de Jesus, percebe-se a plenitude da compreensão da sua missão. E como seria bom que caminhássemos com esta certeza. Aqueles que hoje caminham como estudantes se tornem exemplos, modelos. Que nós, membros do MUR, possamos ser o exemplo a ser seguido pelos demais e depois dizer como Jesus: foi exatamente para isso que vim.

Aqui poderia dar-se ênfase aos estudantes de pós graduação que ao escolherem os assuntos alvos das suas pesquisas, o fizessem com o mesmo espírito de serviço a sociedade e buscassem assuntos de relevância também social. Da mesma forma, aquele que já conseguiu a sua formatura e agora se encontra no mundo do trabalho, que este desempenhe se trabalho com afinco, com o olhar no sucesso da sua carreira, que é uma aspiração justa, mas também que se comprometa com a sociedade na solução de seus problemas.

UM PROFISSIONAL DO REINO É SINAL DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS, TRAZ LUZ SOBRE OS DESAFIOS DA COMUNIDADE, É RESPONSÁVEL, JUSTO, FRATERNO, COMPROMETIDO COM OS VALORES DO REINO. É TAMBÉM PROFETA QUE DENUNCIA OS VALORES DE MORTE E ANUNCIA OS VALORES DA VIDA. É SINAL DE ESPERANÇA E PAZ.

É TAMBÉM PARA ISSO QUE NOS FORMAMOS!

Reflexão final

O desejo de ver Jesus é algo da nossa natureza, alguns até se dispõe a fazer como Zaqueu que subiu em “pontos privilegiados” de observação. Ao cristão cabe adotar as duas posturas, a de quem deseja ver o Senhor, e ao mesmo tempo como cristão na realidade acadêmica tem o desafio de ser “Felipe” que é procurado por aqueles que desejam ver o Jesus, e que não são poucos, para que os conduzamos a Jesus.

A morte deve ser mais companheira daqueles que desejam a perfeição no serviço ao reino. Todos desejamos a vida e Jesus veio nos trazê-la em abundância, mas nosso crescimento, amadurecimento encontra-se na morte do nosso eu, da nossa forma de pensar, do quere fazer do meu jeito e então ao morrer-se nestes valores, brota se uma vida em abundancia.

Todos que já fomos agraciados de uma forma ou de outra pelo Senhor, somos chamados a servi-lo imediatamente, assim como aconteceu com a sogra de Pedro (cf. Mc 1, 30-31) e então diz Jesus que o Pai nos honrará. EXISTE HONRA MELHOR?

ENTÀO AMIGOS… AO SERVIÇO!

Uma das coisas gostosas da vida, é ter a certeza de que aquilo que esta sendo realizado era o que deveria ser, outra coisa é quando estamos em um lugar e tem-se a certeza de que era ali mesmo que se deveria estar. Que bom quando se assume a vivência da fé com todas as suas conseqüências e pode se concluir que é isso mesmo que se deseja. Então contribuímos com a construção de um mundo melhor, mas justo e fraterno.

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

Espiritualidade 06: O Homem em Perigo

Professor Felipe Aquino
Doutor em Física pela UNESP e pelo ITA; há trinta e cinco anos é professor universitário e foi Diretor Geral do Instituto de Engenharia de Lorena - da USP-SP.
E-mail: felipeaquino@cancaonova.com
Site: http://www.cleofas.com.br/
Fernando Galvani

O homem está em perigo. Ao mesmo tempo que, com sua inteligência e com suas mãos, submete a si toda a criação, cumprindo o desígnio de Deus, por outro lado, perdeu o domínio de si mesmo. Dominou o átomo e as estrelas , mas perdeu o controle do seu universo interior, como nos fez ver Michel Quoist, no livro Construir o homem e o mundo. Por isso, corre sério risco de frustar a própria existência e a do mundo que lhe foi confiado por Deus. Pela ciência e pela tecnologia domina cada vez mais o mistério das coisas criadas, mas perdeu o domínio do seu próprio mistério.

Não sabe mais quem ele é; perdeu a sua “identidade”. Não sabe mais o sentido esplêndido da sua vida e desconhece toda a riqueza do seu ser, feito à imagem do próprio Senhor que lhe deu a vida. É capaz de submeter a si a matéria, mas se torna escravo dela, por não ter o espírito livre. Sem o domínio do espírito sobre a matéria, e da ética sobre a técnica, o homem agoniza, vive de “cabeça para baixo”, ou se “arrasta” pela vida afora, como diz Quoist. Sem a supremacia do espírito a conduzir o homem, não há mais homem; a vida será totalmente mutilada. Será apenas uma caricatura de homem. E não é isso que Deus quer de nós.

Ao contrário, Ele nos quer perfeitos, verdadeiras “imagens de Jesus Cristo”, modelo de cada homem (Rom 8, 29). Sem a supremacia do espírito o homem cega a própria inteligência, cala brutalmente a voz da consciência, transforma o dom precioso da liberdade em libertinagem doentia, joga na lama a própria dignidade, embrutece a sensibilidade. Já não é mais homem, é um animal perigoso… Quando o espírito agoniza, o homem corre perigo, pois as obras maravilhosas que construiu com a inteligência e com as mãos se voltam contra ele e o escravizam.

As civilizações caem porque o espírito é esmagado pela matéria. E hoje, também, as facilidades do mundo moderno oferecem ao corpo todas as formas de prazer (hedonismo), e ao espírito o orgulho do “poder” e do “ter”, destruindo a própria identidade do homem. Os frutos dessa desordem são imensos e estão aí bem diante de nossos olhos: uma permissividade moral nunca vista antes, uma avalanche de crimes, drogas, estupros, sequestros, roubos, delinquência juvenil e infantil, choros e lágrimas abundantes… É a família que se destrói; é o aborto que é praticado aos milhões; são os filhos educados sem os próprios pais; é o crescimento assustador das doenças mentais; é o crime e a corrupção que campeiam em todas as classes sociais; é o flagelo da AIDS; é a fome; a exploração do irmão pelo próprio irmão; é a violência e a morte… Enfim, é o pecado.

É o rompimento com Deus e o “não” dito a Ele na observância dos seus mandamentos. O Apóstolo já advertia há vinte séculos: “O salário do pecado é a morte” (Rom 6,23), e o Senhor avisava: “De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se vem a perder a sua alma? ” (Mt 16,26). Como disse Quoist, “é preciso refazer o homem, para que o universo ” por ele ” seja refeito na ordem e no amor”. Ou, como disse Bergson, dar ao homem um “suplemento de alma”. Quanto mais ele se desenvolve, mais precisará da luz do espírito e do amor, para que não seja sufocado pelas facilidades que descobre, para não fazer delas um fim em si, para não se apegar a elas como um fim, em detrimento dos irmãos. O homem moderno, porque ignora Deus e construiu um mundo onde não há mais lugar para Ele, destruiu o seu equilíbrio interior e exterior. Rompeu a harmonia com os irmãos e com o mundo criado e, como consequência, rompeu a harmonia consigo mesmo. Vários séculos antes de Cristo, Aristóteles já sabia que o “homem é um animal religioso”. Quando ele nega o Deus único e verdadeiro, passa então a adorar os ídolos e a si mesmo.

O seu drama atual consiste em adorar a Deus ou a matéria. E “ninguém serve a dois senhores” (Mt 6,24). Infelizmente o homem escolheu adorar a matéria. Está dilacerado e condenado à luta contra os seus próprios irmãos. Por isso, está em perigo! Jesus se fez homem e veio a nós para refazer o homem. “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida…” (Jo 14,6). “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10). “Sem Mim nada podeis…” (Jo 15,5). “Deixo”vos a minha paz, dou”vos a minha paz, eu não vo”la dou como a dá o mundo…” (Jo 14,27). São Tomás de Aquino já dizia: “quanto mais o homem se afasta de Deus, mais se aproxima do seu nada”.

Artigos de Professor Felipe Aquino

Quaresma, a luta contra o pecado 25/02/2010
A situação da Igreja no Brasil 24/02/2010
Existe mesmo maldição de ou em família? 20/02/2010
Por que o sofrimento nosso tem valor diante de Deus? 16/01/2010
Fora da Igreja não há salvação 20/11/2009
Anglicanos querem vir para a Igreja Católica 21/10/2009
Há diferença entre Rezar e Orar? 04/10/2009
O que é jejuar? Qual o efeito do jejum em nossa vida e quais as formas de jejum? 19/09/2009
O que dizer da vasectomia e laqueadura? 30/08/2009
O que a Igreja fala sobre o sexo no casamento? 16/08/2009
Jesus Sinal de Contradição 02/08/2009
O que dizer sobre a Opus Dei? 14/07/2009
Tenho algumas dúvidas sobre a questão do idolatrismo, estes dias atrás tivemos uma visita de uma imagem de nossa senhora que percorre o mundo, isso não é idolatrismo? Porque existem muitos católicos que acabam acreditando muito mais em uma imagem que até mesmo no nosso próprio JESUS? 20/06/2009
O que são pecados graves(mortais) e pecados leves(veniais)? 14/06/2009
Católico pode casar com protestante? 09/06/2009
A Igreja proibiu o ensino na Idade Média? 23/05/2009
A Igreja excluiu livros da Bíblia? 16/05/2009
Qual o significado de Kairós? 03/05/2009
Por que só Comungamos a Hóstia e não bebemos o Vinho consagrado? 01/05/2009
Perguntas e Respostas com Prof. Felipe Aquino 30/04/2009
As Hóstias estragam? 30/04/2009
Espiritualidade 06: O Homem em Perigo 29/03/2009
A penitência da quaresma 15/02/2009
Espiritualidade 05: Construir o homem e o mundo 17/01/2009
Espiritualidade 04: Lições da Natureza 01/01/2009
Espiritualidade 03: "Tu és a alegria do Senhor teu Deus" (Is 62,5) 18/12/2008
Espiritualidade 02: Bênção e maldição 30/11/2008
Espiritualidade 01: Fidelidade a Deus 30/11/2008
Caminhando com Prof. Felipe Aquino... 15/11/2008

Entrevista com Padre Paulo Dionê Quintão

Padre Paulo Dionê Quintão
Pároco do Santuário Santa Rita de Cássia. Jubileu de Prata Sacerdotal 1984 - 2009
E-mail: santuariosrc@lince.tdnet.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Professor Felipe Aquino

Paulo Dionê Quintão – Sacerdote católico, pertencente ao Presbitério da Arquidiocese de Mariana, MG, onde atuou como Vigário Episcopal e membro dos Conselhos de Pastoral e Presbiteral da Arquidiocese. Atualmente exerce seu ministério como Pároco de “Santa Rita de Cássia”, em Viçosa, MG. Escritor e poeta, com duas de suas obras já publicadas, “Mensagens de Vida e Esperança”, Brasília, CNBB, 1994 e “Juntos no Caminho”, São Paulo, Edições Loyola, 1999. Nasceu aos 19 de março de 1958, em Abre Campo, MG, sendo seus pais Sebastião Quintão Filho e Ambrosina Mendes Quintão.

Auto-descrição

Uma alegria: Ser cristão, católico e sacerdote.

Uma tristeza: O tanto de gente que ainda não conhece Jesus Cristo, no sentido de amá-Lo e seguir seus ensinamentos.

Livro de Cabeceira: A Palavra de Deus.

Expectativas para o futuro: Doar tudo de mim a Cristo, por meio de Sua Igreja, a começar dos mais desprezados e esquecidos.

A Paróquia: Continuo feliz e agradecido a Deus pela oportunidade de servir, por meio do Ministério Sacerdotal. Muito tem sido feito. Haveremos dar continuidade e fazer ainda mais, pois o Senhor Nosso Deus merece que nos doemos inteiramente a Ele na pessoa de cada irmão e irmã que ele congrega na estrada de nossa História.

Mensagem: Agradeço muitíssimo à RCC de Viçosa pelo carinho e amizade que temos cultivado. Sempre avante na Evangelização. Que a Santíssima Virgem Maria cubra a todos com o Seu manto de amor materno, São José e Santa Rita de Cássia nos protejam sempre!

RCC Viçosa: Quais os projetos que já foram realizados e os que pretende realizar para a ação social em Viçosa?
Padre Paulo Dionê Quintão: Assumi a missão de Pároco em Viçosa no dia 26 de agosto de 2003. Cheguei aqui com o propósito de levar adiante as conquistas positivas da longa e bela História da Paróquia Santa Rita de Cássia. Trouxe a expectativa de desempenhar a tarefa que me foi confiada em comunhão com o Bispo, com o Presbitério, em fraterna comunhão e intensa colaboração com as Religiosas e com os Fiéis Cristãos Leigos de nossas comunidades, dimensões, pastorais, movimentos, irmandades, associações e demais organismos da ação evangelizadora. Penso que a missão continua a mesma, pois compete ao Presbitério da Arquidiocese, em intima colaboração com o seu Pastor, o arcebispo, a solicitude por esta porção do Povo de Deus que se encontra na Igreja Particular de Mariana. Neste sentido, o Plano de Pastoral Arquidiocesano é o fio condutor desta unidade, pois o construímos juntos, à luz da Palavra de Deus e do Magistério Eclesiástico.

Neste espírito de comunhão e participação, procurei dedicar-me à articulação da Pastoral da Criança e do Menor, criando o CENTRO DE CONVIVÊNCIA ao lado do Santuário, com extensão no Edifício Padre Carlos e núcleos de apoio nos bairros. Conseguimos expandir este trabalho de 47 crianças cadastradas para perto de duas mil. Além das crianças de zero a seis anos, temos a Pastoral do Menor, que atende perto de 380, (trezentos e oitenta), menores. Para este trabalho, contamos com dezenas de voluntários (as) e educadores (as). No dia 19 de fevereiro de 2009, concretizamos um grande sonho da comunidade: inauguramos o CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL SANTA RITA DE CÁSSIA.

Intensificamos a ação da Pastoral Carcerária, com voluntários e oferta de material de limpeza, higiene pessoal, etc. para atender os 131, (cento e trinta e um), internos do Presídio Bom Jesus. Abraçamos a causa da APAC – Associação de Proteção e Assistência aos Condenados, que acolhe 41 recuperandos na antiga Cadeia, dando-lhes total assistência, ao lado da Diretoria e do voluntariado que abraça esta causa.

RCC Viçosa: Quando aqui chegou, quais as dificuldades encontradas? Como a população viçosense o recebeu?
Padre Paulo Dionê Quintão: Fui acolhido em Viçosa com um carinho indescritível. Não encontrei nenhuma resistência, somente apoio e interesse intenso por parte de todos. As dificuldades encontradas estão ligadas à extensão da Paróquia, abrangendo inúmeros bairros urbanos e rurais. Vi que seria impossível dar o acompanhamento pastoral necessário. Com o apoio de todos, elaboramos o projeto do desmembramento do território paroquial, criando, a 19 de fevereiro de 2005, a quarta paróquia em Viçosa, denominada Paróquia São João Batista. De lá até aqui facilitou imensamente o aperfeiçoamento dos serviços pastorais.

RCC Viçosa: Hoje o mundo está passando por vários momentos difíceis, como guerras, terremotos, fome, miséria. Qual seria a reação da Igreja para ajudar a solucionar estes problemas?
Padre Paulo Dionê Quintão: A Igreja não se deixa vencer por quaisquer abalos que afetam a humanidade, pois cremos que a vida não é só aqui. Com este pensamento multiplicamos todas as iniciativas possíveis para alterar o quadro ameaçador. Defendemos o respeito à natureza, iluminando a ecologia com a ética cristã, pregamos e insistimos no perdão na reconciliação e na harmonia entre os povos, vencendo os conflitos, pois nada justifica a guerra. Lutamos pela justiça social, pois sua ausência tem causado verdadeiras guerrilhas, por exemplo, o narcotráfico. Para superar a fome e a miséria, lutamos pela partilha e assim o fazemos, procurando viver uma vida modesta, sem ambições financeiras, praticando a partilha, por meio da pastoral do dízimo e a ação social no resgate da dignidade da Pessoa Humana.

RCC Viçosa: Quais as obras que já foram publicadas? Em que se baseiam suas obras?
Padre Paulo Dionê Quintão: Tive a alegria de publicar duas obras:
- “Mensagens de Vida e Esperança” – Brasília, editora da CNBB, 1994.
- “Juntos no Caminho” – São Paulo, edições Loyola, 1999.
- Trata-se de uma coletânea de crônicas e poemas ligados aos temas reflexivos, com mensagens positivas e narrativas de eventos.

RCC Viçosa: Qual a mensagem que gostaria de deixar para a população de Viçosa?
Padre Paulo Dionê Quintão: Agradeço a fraterna acolhida, concedendo-me inclusive a Cidadania Honorária. Recordo, com alegria, a mensagem do Evangelho de Lucas, capítulo 5, versículos 11 e seguintes: Duc in altum! Faze-te ao largo! É hora de lançar novamente as redes. Desta vez em águas mais profundas. Por que não? Alguma vez foi fraca a pescaria? Mesmo assim, é hora de obedecer ao Senhor, como fizeram os discípulos no lago de Genezaré. Por certo o resultado será surpreendente! O brilho nos olhos de alguém que estava triste, a esperança devolvida a quem estava caído… Tudo vai manter nossa chama interior acesa, pois estabeleceremos longos e profundos diálogos com o Senhor, pois somos uma Igreja que vive da Eucaristia.

Proponho a continuidade da caminhada, seguindo as diretrizes da Igreja. Cuidando de tudo que nos compete a todos. Abraçaremos sempre mais o que nos inspira o clássico capítulo 25, versículos 35 e seguintes, de Mateus, referindo-se ao “Juízo Final”, quando Jesus se identifica com todos necessitados: “Estive com fome, nu, preso, doente… e você veio me socorrer” e em João 10,10: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente”, dando maior consistência à ação social. A expansão do voluntariado, o apoio às obras sociais nos bairros e comunidades será a grande razão para cada um dos colaboradores perguntar: em que eu posso ajudar?

Clique aqui para ver o Curriculum Vitae do Padre Paulo Dionê Quintão

CARAVANA para a festa da Divina Misericórdia

Caravana para a festa da Divina Misericórdia.
Saindo dia 18/04/2009, às 22hs no Posto Caçula em Viçosa-MG.
Valor da passagem: R$ 100,00.

Informações e inscrições com:
Denís (32) 3537-1344 ou Joãozinho (31) 9921-0845

Será um dia de graça conforme promessa do própio Jesus a santa Faustina.

Clique aqui para fazer o download do cartaz do evento.

Clique aqui para fazer o download da programação do evento.

Etapas para o entendimento Bíblico

Denis Duarte
Licenciado em Letras - UFV; Especialista em Bíblia - UNESP; e Mestrando em Ciências da Religião - UNESP
E-mail: denisufv@yahoo.com.br
Site: http://www.denisduarte.com
Padre Paulo Dionê Quintão


A Bíblia Sagrada como literatura

Denis Duarte
Licenciado em Letras - UFV; Especialista em Bíblia - UNESP; e Mestrando em Ciências da Religião - UNESP
E-mail: denisufv@yahoo.com.br
Site: http://www.denisduarte.com
Denis Duarte


O católico e as Bíblias protestantes

Denis Duarte
Licenciado em Letras - UFV; Especialista em Bíblia - UNESP; e Mestrando em Ciências da Religião - UNESP
E-mail: denisufv@yahoo.com.br
Site: http://www.denisduarte.com/
Denis Duarte

São várias as traduções de Bíblia disponíveis para nós hoje em dia. Segundo comunicado da União das Sociedades Bíblicas, divulgado pela Rádio Vaticano, são 451 línguas para as quais a Bíblia foi traduzida integralmente, enquanto aquelas para as quais foi traduzida em parte são 2.479. Isso confirma a Sagrada Escritura como o livro mais traduzido no mundo e assim 95% da população mundial têm hoje condições de a ler em uma língua conhecida.

No Brasil, por exemplo, são muitas as traduções da Bíblia que temos à disposição. Eu mesmo possuo várias delas como: a Bíblia Jerusalém, TEB, Peregrino, Ave Maria e CNBB. E além dessas, existem outras muito boas também.

Citei algumas das traduções católicas, mas quero chamar a atenção para as de orientação protestante, que são das mais variadas denominações. Quem nunca ganhou uma Bíblia ou um Novo Testamento de orientação protestante? É comum encontrar católicos que ganham esse material de presente e acabam por fazer uso dele. Essa observação é importante porque muitos católicos acabam fazendo uso delas [Bíblias protestantes], inclusive sem saber, ou sem a informação do porquê devem fazer uso de uma Bíblia Católica. Nesse momento você pode se perguntar: e qual problema em usar uma Bíblia protestante se tudo é Bíblia?

Basicamente por dois motivos:

Primeiro, porque para o protestantismo os livros: Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico (ou Sirácida), 1 e 2 Macabeus, além de Ester 10,4-16 e Daniel 3,24-20; 13-14 não fazem parte da Bíblia. Por isso, as Bíblias protestantes, para nós católicos, estão incompletas em comparação com as nossas traduções.

O segundo motivo é que, sendo de orientação protestante, essas Bíblias trarão as informações extras, como introduções aos livros bíblicos e notas de rodapé, dicionários bíblicos… entre outros possíveis comentários, orientados pela sua própria doutrina, que é diferente da doutrina católica. E essas informações são muito importantes para o entendimento do texto; e se estas forem de orientação protestante, elas estarão de acordo com a doutrina protestante e não com a católica.

Esse conselho para que o católico faça uso de uma Bíblia católica não se trata de preconceito quanto ao protestantismo. Trata-se mais de uma coerência com a fé professada. Um católico ao usar uma Bíblia protestante pode misturar conteúdos, interpretações causando confusões para si mesmo e para os outros, uma vez que a maneira de entender as Sagradas Escrituras e de construir a doutrina é diferente entre católicos e protestantes. Por isso também sempre aconselho a um protestante a fazer uso de uma Bíblia que vá de acordo com a sua profissão de fé, para evitar as mesmas confusões.

E como vou saber se a Bíblia que eu uso é de orientação católica? Para isso, basta conferir se sua Bíblia possui o imprimatur, que em geral, vem em uma das primeiras páginas da Bíblia e trata-se de uma autorização de um bispo com sua assinatura ou da própria CNBB – uma aprovação eclesiástica permitindo aquela impressão/tradução e afirmando que ela está de acordo com o que corresponde a uma Bíblia da Igreja Católica Apostólica Romana. Dessa maneira, além da garantia de todos os livros do Cânon Católico, você poderá ficar seguro quanto às demais informações trazidas pela sua Bíblia, de que elas estão dispostas conforme a doutrina por nós professada.

Mas o que fazer com a Bíblia protestante que ganhei? Faça como eu. Dê de presente para um protestante. Tenho amigos protestantes com os quais tenho um combinado: quando eu ganho uma Bíblia de orientação protestante eu os presenteio com ela e, por sua vez, quando eles é que ganham uma Bíblia católica, eu sou presenteado por eles. Dessa forma, além de evitarmos confusões quanto ao uso desses livros sagrados e consequentemente de doutrinas diferentes, ao trocarmos esses presentes fortalecemos nossa amizade e os laços cristãos que nos unem.

Que Deus nos abençoe!

João Paulo II pode ser beatificado em 2 de abril de 2010, segundo a imprensa polonesa

O Papa João Paulo II poderia ser beatificado em 2 de abril de 2010, cinco anos exatos depois de sua morte, conforme informou o jornal polonês Dziennik, que assegurou que a Congregação para as Causas dos Santos da Santa Sé já teria tomado a decisão.

A princípios este mês, o Arcebispo de Cracóvia, Cardeal Stanislaw Dziwisz, assegurou que o processo de beatificação do Papa Woytila estava a ponto de terminar e que o mesmo Bento XVI desejava fechar o processo “o antes possível” porque é “o que o mundo está pedindo”.

O processo de beatificação do João Paulo II se iniciou em 28 de junho de 2005, dois meses depois do falecimento do Pontífice e graças à dispensa concedida por seu sucessor, Bento XVI, para que a causa pudesse começar sem necessidade de esperar aos cinco anos de rigor que devem transcorrer entre o falecimento de uma pessoa e o começo de sua causa.

CNBB reafirma sua participação no Plano de Mobilização Social pela Educação

No esforço de definir estratégias comuns de mobilização social pela educação, as entidades que formam o Plano de Mobilização de Igrejas Cristãs pela Educação: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) e Conselho Latino Americano de Igrejas (Clai), realizaram nesta terça e quarta-feira, dias 24 e 25, na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), em Brasília, o Encontro de Formação de Multiplicadores da Mobilização das Igrejas Cristãs pela Educação.

Com a participação de 32 pessoas, o evento teve por objetivo discutir ações para a participação ativa da família na vida escolar dos estudantes. No último dia do evento, o secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, esteve presente e reafirmou a importante participação das igrejas nesta mobilização educativa. Durante o encontro, a Conferência dos Bispos foi representada pelo assessor do Setor para a Educação, professor Luís Antônio de Souza Amaral, que diz ser objetivo da CNBB fortalecer este grupo católico para que ele se empenhe na mobilização desta campanha.

A proposta de mobilização por meio das igrejas partiu do ministro da Educação, Fernando Haddad, que fez o convite direto às igrejas cristãs. Segundo o professor Luís Antônio, o plano pretende atingir as famílias a partir da conscientização para a educação.

“A meta é aproveitar a capilaridade das igrejas cristãs para convidar as famílias a participar ativamente da educação dos filhos: acompanhar lições de casa, evitar a falta dos filhos nas escolas, participando dos conselhos escolares, conhecendo professores, diretores, na perspectiva de o país oferecer uma educação de mais qualidade”, sublinha o assessor.

Professor Luís ressalta ainda o caráter ecumênico do evento, pois, segundo ele, conta com a participação de inúmeras igrejas cristãs das mais variadas denominações: “É a primeira oportunidade que estamos vivendo num clima de cooperação entre as igrejas ecumênicas. É um projeto público que faz as igrejas se empenharem juntas”.

Cartilha de Multiplicação

Para avançar na perspectiva de atingir um público maior, o Ministério da Educação (MEC) lançou uma cartilha para difundir o plano de multiplicação. 50 milhões de exemplares já foram impressos para serem distribuídos às famílias do Brasil. Professor Luís Antônio explica que “o material foi idealizado com o objetivo de pensar o local para atingir o global, a partir do olhar sobre a realidade de cada município do país”. O material está sendo distribuído pela rede de igrejas cristãs do Brasil.