RCC Viçosa – Renovação Carismática Católica de Viçosa
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Renovação Carismática se prepara para Festa de Pentecostes

A Renovação Carismática Católica do Brasil – comungando com o Projeto “Pentecostes para as Nações” que foi proposto pelo Escritório Internacional da RCC – o ICCRS –, dá continuidade ao seu Projeto CELEBRANDO PENTECOSTES/Novena, que nada mais é que a propagação da Cultura de Pentecostes em nosso meio, objetivando a construção da civilização do amor. Cada um deve perguntar-se: o que, enquanto líder  ou servo, pode concretamente fazer para colaborar com a difusão da espiritualidade de Pentecostes, e o estabelecimento de sua cultura. “A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum”. Que ninguém, pois, permaneça indiferente ao Projeto Celebrando Pentecostes; que ninguém fique “assistindo” ao operar do Espírito na vida dos outros; que ninguém deixe de apresentar-se como “operário da primeira hora” para colaborar nessa tarefa que é de todos nós… Que cada um estabeleça como meta própria, o reavivamento de seu “Pentecostes pessoal”,  e que se cumpra em nós aquilo que Elena Guerra, a “Apóstola da devoção do  Espírito Santo dos tempos modernos”, predisse: “Que o coração de cada um de nós se torne um novo e verdadeiro Cenáculo no qual o Espírito Santo habite como o mais doce dos hóspedes e o mais fiel dos amigos”. Um convite a todos: participe ou organize a Novena preparatória à Celebração de Pentecostes Unindo-nos às celebrações do Pentecostes das Nações, celebremos em nossos grupos, ou casas, a NOVENA PREPARATÓRIA DE PENTECOSTES. A seguir confira os temas: 1º DIA: “O Espírito Santo no seio da Santíssima Trindade” 2º DIA: “O Espírito Santo é Deus” 3º DIA: “O Espírito Santo é uma Pessoa” 4º DIA: “O Espírito da Promessa no Antigo Testamento” 5º DIA: “A Catequese de Jesus sobre o Espírito Santo” 6º DIA: “Espírito Santo, Dom de Deus” 7º DIA: “Sereis batizados no Espírito Santo” 8º DIA: A efusão do Espírito Santo” 9º DIA: Capacidade para Servir” Para adquirir a novena entre em conta com o Escritório Nacional da RCC pelo telefone (53) 3227-0710 ou pelo e-mail: comercial@rccbrasil.org.br VIGÍLIA DE PENTECOSTES A vigília deverá ser realizada na noite de 30 de maio de 2009, sendo programada conforme as condições da comunidade onde se realizará. Algumas Comunidades costumam celebrar um “ Tríduo de Pentecostes”, que, se for o caso, poderá acontecer de 28 a 30 de maio – incluindo-se, nesse caso, a vigília do sábado. Também para o tríduo pode-se lançar mão do livro “Celebrando Pentecostes”, condensando-se as reflexões (três  por dia). Sempre de acordo com as possibilidades – e lembrando-se de que o importante é prepararmo-nos de alguma forma para a celebração do Pentecostes. Os Cenáculos e Congressos a serem realizados em todo o território brasileiro considerarão em suas temáticas o Projeto “Celebrando Pentecostes”. Os demais Projetos da RCC Brasil agregados ao Projeto Celebrando Pentecostes integram suas atividades, conveniente e adequadamente, inclusive as atividades dos Grupos de Oração. Lembrando que neste segundo ano de novena, a reflexão proposta é a de disseminar a Cultura de Pentecostes e, aqui  no Brasil essa cultura esta sendo propagada através  de temas relacionados ao  Senhorio de Jesus. Que o nosso envolvimento nas atividades desse Projeto manifeste o nosso empenho nos preparativos do Jubileu de Ouro da RCC, a ocorrer em 2017. Que cada Diocese e Grupo de Oração observem as orientações e direcionamentos da Coordenação Nacional quanto à temática a ser trabalhada e desenvolvida em cada um desses anos, e encaminhe ao Escritório Nacional sugestões e relatos de experiências vividas em sua realidade com o Projeto. Fonte: www.rccbrasil.org.br

Propagando a cultura de Pentecostes

No nosso tempo, ávido de esperança, fazei com que o Espírito Santo seja conhecido e amado. Assim, ajudareis a fazer que tome forma aquela ‘cultura do Pentecostes’, a única que pode fecundar a civilização do amor e da convivência entre os povos. Com insistência fervorosa, não vos canseis de invocar: ‘Vem, ó Espírito Santo! Vem! Vem!’.” (João Paulo II). Pentecostes é uma graça constitutiva do grande mistério pascal. Faz parte dele. Isto é, sem o dom do Espírito – sua efusão –, dado como cumprimento da promessa de Deus para estar “com” os homens e “nos” homens (diferentemente do modo como Ele estivera presente no mundo até o dia de Pentecostes), a graça da salvação realizada por Cristo na Sua missão, não avançaria… “…Sem o Espírito não é possível ver o Filho de Deus, e, sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, pois o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se faz pelo Espírito Santo” (Santo Irineu) Promover, portanto, o conhecimento, a abertura e o culto ao Espírito Santo, é, essencialmente, promover a possibilidade do encontro das pessoas com a Pessoa e a obra de Jesus Cristo, Senhor e Salvador. Que nos leva ao Pai, fonte e acabamento de nossas vidas. Essa cultura de pentecostes se põe hoje para nós na mesma medida em que fora colocada para os apóstolos, os cristãos da primeira hora. Ela se faz necessária para reagirmos aos tempos difíceis de propagação e manutenção da nossa fé. Para enfrentar o que está aí, Deus providenciou tempos de um novo Pentecostes para nós. Inúmeros são os sinais. Como sempre, Deus capacita alguns a assumir a tarefa de ser instrumentos a serviço de cada específico propósito Seu. Claro que não de maneira exclusiva, mas não há como negar que fomos (RCC) sendo talhados, nessas quatro décadas, para essa tarefa de promover o interesse pela cultura de Pentecostes. Em coerência com a sua identidade e alinhando-se aos “rogos” que de todos os recantos vem subindo aos céus pedindo por tempos de um “NOVO PENTECOSTES”, a Renovação Carismática Católica do Brasil –, comungando com o Projeto “Pentecostes para as Nações” que desde o ano passado foi proposto pelo Escritório Internacional da RCC – o ICCRS –, dá continuidade ao seu Projeto CELEBRANDO PENTECOSTES, que nada mais é que a propagação da cultura de pentecostes em nosso meio, objetivando a construção da civilização do amor. Assim, passaremos da simples “reflexão” à ação pró-ativa que nos possibilitará darmos nossa contribuição à grande ação evangelizadora proposta pela Igreja na América Latina e no mundo, e tornar propício o terreno onde a graça do derramamento de um novo Pentecostes poderá acontecer entre nós. Cada um deve se perguntar: o que é que eu, enquanto líder, servo, coordenador de Grupo de Oração, de cidade, de região, de paróquia, de vicariato, de setor, de diocese, de estado, membro de comunidade ou de Grupo de Oração, posso, efetivamente, concretamente – fazer para colaborar com a difusão da espiritualidade de Pentecostes, e o estabelecimento de sua cultura? “A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum”. Que ninguém, pois, permaneça indiferente ao Projeto Celebrando Pentecostes; que ninguém fique “assistindo” o operar do Espírito na vida dos outros; que ninguém deixe de apresentar-se como “operário da 1ª hora” para colaborar nessa tarefa que é de todos nós. Que cada um estabeleça como meta própria, o reavivamento de seu “Pentecostes pessoal”, em que os que já fizemos a experiência da efusão do Espírito trataremos de permanecer atentos à possibilidade de uma repleção continua, garantida pelo Batizador (CIC 667; Ef 5,18). E que se cumpra em nós aquilo que Elena Guerra, a “Apóstola do Espírito Santo dos tempos modernos”, predisse: “Que o coração de cada um de nós se torne um novo e verdadeiro Cenáculo no qual o Espírito Santo habite como o mais doce dos hóspedes e o mais fiel dos amigos”. Fonte: www.rccbrasil.org.br

As Hóstias estragam?

Professor Felipe Aquino
Doutor em Física pela UNESP e pelo ITA; há trinta e cinco anos é professor universitário e foi Diretor Geral do Instituto de Engenharia de Lorena - da USP-SP.
E-mail: felipeaquino@cancaonova.com
Site: http://www.cleofas.com.br/

A Igreja ensina que se o pão da Hóstia, ou seja a espécie, se estraga completamente,então, já não há mais ali a Presença real de Cristo. Esta não se estraga, simplesmente deixa de estar presente pois falta a espécie do trigo. Neste caso, o que se deve fazer é colocar as Hostias em água até que se dissolvam completamente; e depois pode-se colocar esta água em algum vaso de planta.

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Tenho algumas dúvidas sobre a questão do idolatrismo, estes dias atrás tivemos uma visita de uma imagem de nossa senhora que percorre o mundo, isso não é idolatrismo? Porque existem muitos católicos que acabam acreditando muito mais em uma imagem que até mesmo no nosso próprio JESUS? 20/06/2009
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Espiritualidade 05: Construir o homem e o mundo 17/01/2009
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Espiritualidade 03: "Tu és a alegria do Senhor teu Deus" (Is 62,5) 18/12/2008
Espiritualidade 02: Bênção e maldição 30/11/2008
Espiritualidade 01: Fidelidade a Deus 30/11/2008
Caminhando com Prof. Felipe Aquino... 15/11/2008

Evangelho da Semana: Lc 24, 35-48

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Professor Felipe Aquino

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

ABRIU-SE LHES ENTÃO O ESPÍRITO

Nossa caminhada agora é rumo a Pentecostes, uma certeza vai invadir o meu/seu coração dizendo-nos para que fiquemos em Jerusalém e esperemos o cumprimento da palavra.

Evangelho de 26/04/09 – Lc 24, 35-48

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

35. Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.

36. Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: A paz esteja convosco!

37. Perturbados e espantados, pensaram estar vendo um espírito.

38. Mas ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que essas dúvidas nos vossos corações?

39. Vede minhas mãos e meus pés, sou eu mesmo; apalpai e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que tenho.

40. E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés.

41. Mas, vacilando eles ainda e estando transportados de alegria, perguntou: Tendes aqui alguma coisa para comer?

42. Então ofereceram-lhe um pedaço de peixe assado.

43. Ele tomou e comeu à vista deles.

44. Depois lhes disse: Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos.

45. Abriu-lhes então o espírito, para que compreendessem as Escrituras, dizendo:

46. Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia.

47. E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.

48. Vós sois as testemunhas de tudo isso.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

PASCOA!

São Máximo de Turim, define a Páscoa como uma passagem “dos pecados à santidade, dos vícios à virtude, da velhice à juventude, que se entende não em idade, mas em simplicidade. Éramos de fato decadentes pela velhice dos pecados, mas pela ressurreição de Cristo fomos renovados na inocência das crianças” [1]

Partir o pão

Amados, algo fantástico pra nossa vida espiritual é o fato de um Deus escolher permanecer entre os seus filhos, servos, amigos, seguidores,… Esta graça acontece no sacramento da comunhão.

Muitos de nós na realidade universitária desejamos isso e o fazemos por força do Espírito Santo, para compreender melhor a palavra as coisas do alto. Desejo-lhes encorajar a buscarem maior vida eucarística, pois nesta, encontraremos a graça do entendimento das coisas espirituais em nossa vida, caminhada, história.

Muitos questionamentos nos ocorrem no dia a dia da universidade, pois faz parte do desejo do homem encontrar-se com a verdade, como dizia João Paulo II [2] “Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo´O e amando´O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio”

Se desejamos reconhecer Jesus, sabermos mais sobre Ele, suas palavras e sobre nós mesmos temos a oportunidade de o fazermos no sacramento da comunhão, ou seja, na partilha do pão.

AMADOS, SEJAMOS UNIVERSITÁRIOS EUCARISTICOS!NA PARTILHA DO PÃO, NOSSO AMADO SENHOR SEMPRE SE DARÁ A RECONHER POR NÓS, MESMO DIANTE DE TODO MEDO, E INSEGURANÇA QUE A VIDA POSSA NOS PROPOR.

Nada poder ser mais valioso na vida do fiel que a partilha do pão. Não tem GOU, nem outra forma de atividade que seja mais sustentáculo para a nossa caminha religiosa na universidade do que a partilha do pão.

Ainda pode-se abrir outra linha de reflexão sobre a partilha do pão da palavra de Deus, onde nossos irmão serão alimentados somente se partilharmos o pão da palavra, se anunciarmos, testemunharmos quem é Jesus em nossa vida, como o conhecemos, como nos relacionamos com Ele.

Jean Vanier [3] um escritor francês escreveu sobre a importância da partilha da palavra, da vida, para pessoas que desejam viver em comunidade. A comunidade acadêmica tem fome do pão que revela Jesus, que revela a verdade e isso nossos GOU podem oferecer como forma de partilha do pão.

OFEREÇAMOS SEM MEDO O NOSSO TESTEMUNHO, A NOSSA AMIZADE, O NOSSO SERVIÇO, NOSSA ACOLHIDA, NOSSOS DONS… PARTILHANDO ISSO TAMBÉM ESTAREMOS PARTILHANDO O PÃO E A ACADEMIA RECONHECERÁ TAMBÉM JESUS EM NÓS E NOSSOS ATOS.

A paz esteja convosco

A paz é um fruto do Espírito Santo e um dos desejos mais antigos de Jesus, que foi enfático ao desejar este estado de alma, mais de uma vez ao aparecer aos discípulos.

Desejo ser portador da paz de Jesus? Da concórdia? Ou tenho sido instrumento de intrigas, fuxicos, desentendimentos, q… Que geram o desconforto das pessoas e entre elas?. A paz que é tão sonhada só chegará até nós quando ouvirmos a voz do Senhor.

SE DESEJAR A PAZ, EU DEVO CAMINHAR COM MEUS PASSOS PAUTADOS NA PALAVRA DE DEUS, NEM PRA DIREITA E NEM PRA ESQUERDA, MAS ENCIMA DO LIVRO DA LEI. (cf. Js 1, 7)

Por que estais perturbados?

Se Jesus nos aparecesse agora, qual pergunta Ele nos faria? Por que estais perturbados? Se minha alma se encontra perturbada pode estar realçando a incerteza da ressurreição de Jesus e, não acredite que Ele esteja vivo. Coloco minha segurança nas pessoas, nas coisas, e acabamos frustrados.?

Algumas vezes depositamos nossa confiança em um colega, em professor,… e nos vemos frustrados, pois nos vemos sozinhos na resolução de nossas dificuldades.

Mas tenhamos a certeza de que em todas circunstancias o SENHOR esta conosco e se Ele jamais nos desamparou até aqui, por que o faria neste momento?

Deus é fiel e sabe das necessidades dos seus filhos e se nEle ancoramos o nosso coração, nEele teremos a segurança necessária para avançarmos em nossos objetivos na universidade e, na vida.

Ao perceber o seu coração perturbado, é grande oportunidade de pedir socorro ao Espírito Santo, pedindo o dom da Fé.

JESUS RESSUCITOU! ALELUIA! ESSA É A MAIOR RIQUEZA DA NOSSA FÉ. VIVAMOS ESTA GRAÇA E NADA DE PERTURBAÇÕES EM NOSSA VIDA.

Abriu-lhes então o espírito

Acredito firmemente que uma das coisas que Deus mais deseja realizar entre nós, principalmente na universidade é uma abertura de espírito, ou seja, de entendimento da sua palavra.

Nesta caminhada da Páscoa rumo a PENTECOSTES é o tempo oportuno para planejarmos as novenas de Pentecostes, de organizarmos atividades que permitam o Espírito Santo ser mais conhecido, mais amado, acolhido entre nós e no âmbito universitário, pois.

Pois o entendimento das escrituras e das coisas do alto, a ousadia, o destemor, o desassombro foram frutos colhidos pelos discípulos e o povo de Deus após Pentecostes.

Antes de ser Batizado no Espírito Santo (BES), era bem mais difícil compreender as linhas da palavra, muitas vezes como era recalcitrante[m1] no entendimento do que Deus desejava para a minha vida. Depois do BES as coisas ficaram bem mais tranqüilas e ainda o desejo em meu coração de buscar a compreensão, o entendimento aumentou e a cada passo avançado meu coração se enche de alegria. Com 27 anos de caminhada ainda me delicio com esta graça. Ao refletir em uma passagem, o socorro do Espírito Santo ao meu entendimento vem de forma concreta e posso testemunhar como na leitura de hoje. A compreensão das escrituras acontece de fato. ALELUIA!

AMADOS, JESUS DESEJA DAR SE A CONHECER A TODOS NÓS E ATRAVÉS DE NÓS, EM NOSSOS AMBIENTES DE TRABALHO E DE ESTUDOS.

As pessoas têm fome da palavra de Deus, não tenhamos medo de partilhar o fruto da nossa oração rezada com a palavra (Lectio Divina), de nossa reflexão, PARTILHEMOS!

Reflexão final

Entramos em um novo tempo litúrgico, a PASCOA, que nos convida a dizer com todas as nossas forças: JESUS RESSIUSCITOU, ALELUIA!

A partilha do pão é forma concreta e real de termos o Verbo de Deus entre nós. SEJAMOS UNIVERSITÁRIOS EUCARISTICOS e teremos a oportunidade de sempre reconhecermos JESUS.

Páscoa é tempo de alegria e paz. Ao aparecer aos discípulos, Jesus desejava que a PAZ estivesse entre eles e com eles. Sejamos verdadeiros portadores da paz de Cristo.

Coração perturbado é sinal de coração longe de Deus. Sempre Jesus traz a paz, a segurança, à alegria, a bondade, o serviço. Jesus é o Deus conosco e não um fantasma, uma lenda, um personagem da história. JESUS É DEUS! E NOSSO AMIGO, CREIA NELE!

A convivência com Jesus ressuscitado, mesmo que pequena já foi suficiente para abrir o entendimento dos discípulos, e assim também deverá acontecer conosco. SE DESEJAMOS ENTENDER, CONHECER, mais a Jesus é só nos relacionarmos com ELE.

Pentecostes já chegou, é tempo de viver em plenitude a vida no Espírito. Sem medo e com todos os seus dons e frutos.

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

[1] S. Massimo di Torino, Sermo de Sancta Pascha, 54,1 (CC 23, p. 218).
[2] Carta Encíclica Fides Et Radio
[3] Comunidade, lugar do perdão e da festa – Ed. Paulinas, 1982.

Universidade Mariana de Pentecostes

Denis Duarte
Professor, escritor e pesquisador, Denis Duarte possui graduação em Letras, licenciado em Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Literatura Portuguesa. É especialista em Literatura Bíblica na área de Tradição Profética. É também mestre em Ciências da Religião na área de Literatura e Religião no Mundo Bíblico.
E-mail: denisufv@yahoo.com.br
Site: http://www.denisduarte.com/
Fernando Galvani

A partir do dia 1º de Maio, como de costume na Igreja, veneramos com especial atenção a Virgem Maria Santíssima. E no dia 31, último dia desse mesmo mês, celebraremos a grande festa de Pentecostes. Essas datas são significativas. O fato do mês de Maria que se inicia no dia 1º se encerrar com a Festa de Pentecostes pode nos indicar que a Rainha dos Apóstolos quer nos preparar para recebermos o Espírito Santo.

Maria viveu justamente isso. Ela experimentou antecipadamente a vinda do Espírito Santo e ensinou-nos como agir a partir da ação desse Espírito. O Pentecostes, que aconteceria somente após a ressurreição e ascensão de Jesus, ela o experimentou bem antes, no momento da anunciação: O Anjo lhe disse: O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo vai te cobrir com sua sombra (Lc 1,35a). E sob a ação desse Espírito colocou-se imediatamente a viver de modo intenso a missão que foi a ela confiada.

Tanto é verdade, que Jesus foi o primeiro aluno dessa Universidade. Pois antes de enfrentar as tentações do deserto e a partir dali começar a sua vida pública, a missão para a qual o Pai lhe enviou, ele foi primeiramente até João Batista para ser batizado e receber o Espírito Santo descido do céu (Mt 3-4).

Nesse mês de maio precisamos aprender com Maria sobre a necessidade de recebermos esse Espírito Santo para que consigamos cumprir a missão que é a nós confiada nessa terra. Aprendendo isso temos ainda que nos atentarmos para a vida da Virgem que nos mostra também a como vivermos no dia-a-dia essa missão:

Recebendo o Espírito Santo Maria não ficou em casa esperando a barriga crescer; nove meses se passarem e assim Jesus nascer. Mas ela se pôs imediatamente em prol da missão. Ela não esperou. Colocou-se a serviço.Viajou uma longa distância até a casa de sua parenta que precisava de ajuda. Lá anunciou a sua família da vinda de Jesus. Colocou seus dons a favor de Isabel. E sobretudo, levou aos outros àquela graça que havia acabado de experimentar: Ora, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre e Isabel ficou repleta do Espírito Santo (Lc 1,41).

Pela Universidade Mariana de Pentecostes também passaram outros alunos – os discípulos de Jesus que, aos cuidados de mãe tão zelosa, esperavam a vinda do Espírito Santo em Pentecostes e que após a essa vinda, saíram do cenáculo e, a exemplo de Maria, se colocaram a serviço e passaram a levar essa mesma graça aos outros.

Precisamos também nós, deixarmo-nos educar por essa Universidade. Você que é aluno deixe-se guiar por tão sábia mestra; você que é pesquisador siga os métodos daquela a quem foram revelados mistérios tão profundos; você que é professor, como Maria ensine com as palavras e com a vida; você que é profissional execute suas funções como aquela que não mediu esforços no trabalho na casa de Isabel; você que é mãe eduque seu filho como Maria educou Jesus; e todos nós que somos filhos e filhas nos entreguemos nos braços dessa doce e educadora mãe.

Que ao final do mês de maio, a partir da ação de Pentecostes em nós, descubramos verdadeiramente qual a nossa missão particular nesse mundo e que durante esse mês, e através dos ensinamentos de Maria, peçamos, os dons de serviço dados a nós pelo Espírito Santo pelas mãos da dispensadora de todos os dons como nos mostra São Luís Grignion de Monfort:

Deus Espírito Santo comunicou a Maria, sua fiel esposa, seus dons inefáveis, escolhendo-a para dispensadora de tudo que ele possui. Deste modo ela distribui seus dons e suas graças a quem quer, quanto quer, como quer e quando quer, e dom nenhum é concedido aos homens, se não passe por suas mãos virginais.

Sob os cuidados da Sagrada Família – pela intercessão de São José Operário o qual celebramos no primeiro dia de Maio, peçamos a Jesus que derrame sobre nós o seu Espírito Santo e que pelas mãos da Virgem Maria esse Espírito nos conceda os seus dons, para que assim sejamos verdadeiramente formados na Universidade Mariana de Pentecostes!

Renato Luiz lança CD “Da dor a paz”!

Capa do CD Da dor a paz

Como resposta ao sofrimento, o ser humano às vezes se revolta, acreditando-se inferior ou excluído, rejeitado ou destinado ao caos existencial. Outras vezes, numa atitude de constante fuga, decide se recolher em um mundo recluso e de poucas relações. Ainda, considerando correta tal atitude, alimenta uma postura de resignação infértil e demasiadamente passiva.

Ao contrário, a proposta que brota do Evangelho e do testemunho de tantos disípulos de Jesus Cristo, é experimentar o sofrimento com um gesto de contínuo acolhimento e oferta. Aceita-o como dom, como caminho de purificação e crescimento humano-espiritual. Deste modo, experimenta-se a paz.

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (João 14,23)

Chamado amor

Preciso me calar

Renato Luiz

O CD é composto de 13 lindas canções inéditas que nos convidam a assumir o sofrimento com alegria e esperança, via segura para a paz. Todas as canções revelam a profundidade da vida cristã inspirada na figura do servo sofredor. Abaixo lista das canções:
01 – Chamado amor
02 – Preciso me calar
03 – Novo coração
04 – O abismo da minh’alma
05 – Sinais de vida
06 – Ser amante…
07 – Poder dos meus segredos
08 – Minha essência
09 – Abandono à providência
10 – Eu, aprendiz…
11 – Paradoxos do amor
12 – Amigos são dádivas
13 – Simplificando meu sentido

Novo Coração

O abismo da minh’alma…

Ser Amante…

Renato Luiz

Eu, aprendiz…

Entrevista com Renato Luiz

RCC Viçosa: Quem é o Renato Luiz. Fale um pouco de você…
Renato Luiz: Mas isso é o que eu mais quero saber! Rsrs… brincadeira. O Renato é um pequeno filho de Deus muito amado e que tem caminhado na busca por amar de uma forma humanamente plena. Nasci em Sete Lagoas e vim pra Viçosa estudar. Aqui tenho tido experiências profundas com o Bom Deus que têm me feito mudar o rumo na minha vida. Sou membro de vida da Fraternidade Pequena Via, onde compartilho com outras pessoas de uma rica espiritualidade. Sou formado em Administração e hoje estou estudando para entrar no mestrado. Dou aula de canto no ITEFE (Instituto Teresiano de Formação e Espiritualidade) e também faço parte do Projeto Nascente, outro trabalho da Pequena Via, onde dedico os meus dons musicais na gravação de CDs, shows de evangelização e principalmente atuando na Liturgia. Também sou coordenador da Dimensão Ecumênica da Paróquia Nossa Senhora de Fátima.

RCC Viçosa: Qual o significado do título do CD, “Da dor a paz”, em sua vida?
Renato Luiz: Como eu menciono no CD, esse título foi sugerido por meu amigo Thiago Brañas, e foi escolhido justamente por significar algo na minha vida. Não posso negar que as músicas falam de sofrimento e de dor, mas expressam também o júbilo e a paz encontrados no caminho de santidade. A cruz (dor) tem um sentido profundo, pois é através dela que sou salvo (paz)! Acho que é isso que o título do CD significa na minha vida!

RCC Viçosa: Como você escreveu as letras deste CD, em que contexto elas foram escritas?
Renato Luiz: A ultima canção do CD “Simplificando meu sentido” também é a ultima canção que compus desse repertório que foi gravado. Isso deve fazer uns três anos. Nesse tempo muitas coisas estavam acontecendo na minha vida. Foi um tempo intenso e de várias novidades no meu caminho na religião. Um tempo de descoberta de mim mesmo, descoberta do outro e principalmente descoberta de Deus. Nesse contexto eu me deparava com a imagem que eu tinha de Deus e percebia que ela precisava ser reconstruída. Também me deparava com a imagem de mim mesmo e percebia que ela também precisava ser reconstruída. Esse processo foi um pouco doloroso e continua sendo até hoje, mas pela paz, tão verdadeira que tenho encontrado nesse caminho, me decidi gravar essas canções para compartilhar tamanha alegria com os outros.

RCC Viçosa: Explique para nós o sentido da ilustração da capa do CD.
Renato Luiz: A ilustração é um Pelicano Eucarístico. Na Europa medieval os pelicanos eram considerados animais especiais e zelosos que alimentavam seus filhotes com o alimento que mantinham em uma bolsa presa ao bico e quando faltava alimento, dava-lhes o seu próprio sangue. Assim tornaram-se um símbolo da Paixão de Cristo, da Eucaristia e da auto-imolação. Achamos que essa figura expressa bem o amor cristão que somos chamados a viver. Um amor atitude, um amor que sofre, um amor que se imola.

RCC Viçosa: Depois de escrever e cantar letras tão profundas, como “Chamado amor”, o que foi mudado em sua vida?
Renato Luiz: Realmente ao cantar “quero viver sem esperar recompensas” ou “quero persistir no meu caminho de cruz” muita coisa mudou dentro de mim. Pude perceber que a graça de Deus começou a agir em tantas áreas da minha vida que nem imaginava estarem relacionadas com minha vida espiritual. Deus, na sua infinita misericórdia, atendeu minha oração, mas foi de um jeito bem diferente do que eu esperava. Por exemplo, me apresentou de forma muito clara a minha cruz e perguntou se era essa mesmo que eu tava disposto a carregar. A partir da oração sincera presente em uma música, somos tomados de uma claridade que vai revelando nossa verdade e a verdade de Deus.

RCC Viçosa: “Preciso me calar”- esta música nos lembra o dever que temos de escutar. Fale para nós qual foi o silêncio mais difícil da sua vida?
Renato Luiz: Me lembro bem, foi no fim de 2004. Foi quando perdi um grande amigo humano e fui convidado a encontrar o meu melhor amigo, Jesus. Foi um tempo de silêncio em que me deparei com as mais profundas lutas e angústias que estavam no meu coração, mas que até então não havia reparado. Não foi fácil perceber que o tipo de valor que eu dava às pessoas me deixava dependentes delas e me afastava do plano de Deus. Então me decidi calar e me abandonar nos braços do Pai. Acho que foi a melhor escolha que fiz em toda a minha vida.

RCC Viçosa: O CD possui 13 canções. Já existe algum projeto para lançar outras músicas?
Renato Luiz: Sim, tenho outros projetos. Neste CD, por exemplo, não estão as canções que foram apresentadas nos Festivais Vocacionais. Gostaria de gravá-las, até porque algumas pessoas já me perguntaram quando farei isso. Também tenho outros planos no Projeto Nascente.

RCC Viçosa: Explique para nós o que vem a ser o Projeto Nascente.
Renato Luiz: O Projeto Nascente é um grupo de pessoas chamadas a evangelizar através da arte. Bem simples! Este projeto é um dos trabalhos da Fraternidade Pequena Via e buscamos estar abertos às necessidades da igreja. Assim, hoje temos desenvolvido trabalhos com a música como shows, não só com músicas religiosas, gravamos CD’s de Catequese, atuamos na liturgia, dentre outros.

RCC Viçosa: Qual a influência da Fraternidade Pequena Via no projeto deste CD?
Renato Luiz: Toda! Se eu não fizesse parte da Fraternidade Pequena Via talvez esse CD não tivesse sido lançado! Pois lá tenho encontrado um espaço onde eu posso ser eu mesmo, e não só posso ser como sou incentivado a ser. Isso é muito bom! São eles que acolhem a maioria dos meus questionamentos, dificuldades e alegrias, que depois de um tempo acabam virando canções!

RCC Viçosa: Deixe aqui um convite para que os nossos internautas comprem o CD “Da dor a paz”.
Renato Luiz: Queridos, eu escolhi fazer parte da vida de vcs através dessas simples canções. Na verdade, elas já não são mais minhas, são suas! Por isso, se tiverem oportunidade, adquiram o CD. São partilhas de um jovem em busca da santidade, mas que, de alguma forma, podem te ajudar no seu caminho espiritual. Um forte abraço, obrigado pela atenção! Deus nos abençoe e nos instrua no amor e na unidade!

Cruz Pequena Via

Como comprar

Em Viçosa o CD “Da dor a paz” está a venda no ITEFE, na loja Nova Aliança e Loja Magnificat.

Você pode aiquirir o CD, também por email. Envie um email para o Renato Luiz:
redosenhor@gmail.com ou então, entrar em contato pelo telefone: (31) 8866-3380

Maria, exemplo de Fé


“Ave cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lucas 1:28).

Se fosse com você, qual seria a sua resposta diante desta saudação?

Maria, como muitas jovens de sua época, vivia num tempo muito difícil, onde as mulheres eram muito discriminadas. Todas as mulheres flagradas em adultério ou então aquelas que tinham filhos antes do casamento eram apedrejadas até a morte; já ao homem nada acontecia. Certamente Maria presenciou muitas destas cenas.

Ao receber a visita do anjo com a notícia que seria a Mãe do Salvador, ela não se intimidou, mesmo sabendo que correria sérios riscos. Quando lemos Lucas 1:13, 20, vemos que Zacarias também recebeu a visita de um anjo com a noticia que Isabel, sua esposa, já de idade avançada, iria dar a luz a um filho que seria o precursor do Salvador. Esse acontecimento foi mais ou menos na mesma época da saudação do anjo a Maria. Mas Zacarias duvidou. Zacarias, sacerdote do templo do Senhor, conhecedor dos escritos sagrados fraquejou na fé, duvidando que a promessa de Deus fosse se cumprir (Lucas: 1,18).

Se compararmos essas duas situações, seria mais fácil para Zacarias e sua esposa ter um filho do que Maria, pois Maria era jovem, solteira, não tinha conhecido homem algum (não tinha mantido relações sexuais). Zacarias duvidou, mas a resposta de Maria foi diferente.

O Magnificat (Lucas 1: 46,55) mostra que sua resposta foi a resposta de uma mulher que tinha intimidade com Deus, vivia e respirava Deus. Ela não tinha só uma religião, mas mergulhava na Graça e na experiência com Deus. Ela não duvidou, se colocou como serva, aceitando a misericórdia de Deus com alegria. Maria com certeza passava horas em oração, pois sua fé era firme e inabalável.

Maria nos mostra que não devemos desanimar diante das dificuldades. Que dificuldades você tem vivido? A perca de um ente querido? Um filho desobediente? Situação financeira? Doença? Depressão? Pecado? Deus é mais do que tudo que você possa pensar ou imaginar. Não desanime da sua oração!  Neste mundo atribulado e estressante, muitas vezes deixamos de lado a oração, o tempo para estar na presença do Deus Altíssimo e não percebemos que quanto mais nos afastamos de Deus, mais difícil fica a nossa vida. É preciso retomar os velhos hábitos: rezar o terço, confessar, ir a Santa Missa (se possível, diariamente), participar dos movimentos e pastorais da nossa igreja, freqüentar um grupo de oração… É necessário estar na Presença de Deus.

Olhando para a minha vida, eu vejo como eu gostaria de ser como Maria, na educação dos meus filhos, na oração, na vida pessoal e profissional. Maria não era formada nas melhores universidades do mundo, mas era especialmente preparada para ser a Mãe de Jesus, uma tarefa dificílima, educar o filho de Deus. Maria transbordava o Espírito Santo.
Como seria bom se nós mulheres, mães e educadoras nos decidíssemos a ser como Maria: enxergar com os olhos do coração e viver em profunda intimidade com Deus.

Eu acredito que nós mulheres, temos muito a contribuir com a sociedade; como mães e educadoras, podemos com a Luz do Espírito Santo educar os nossos filhos.

“Galileu e o Vaticano” derruba lenda negra sobre cientista e a Igreja

Denis Duarte
Professor, escritor e pesquisador, Denis Duarte possui graduação em Letras, licenciado em Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Literatura Portuguesa. É especialista em Literatura Bíblica na área de Tradição Profética. É também mestre em Ciências da Religião na área de Literatura e Religião no Mundo Bíblico.
E-mail: denisufv@yahoo.com.br
Site: http://www.denisduarte.com/
Maria Aparecida Gonçalves

“Galileu e O Vaticano” é um novo livro que recolhe os trabalhos da comissão criada pelo Papa João Paulo II sobre o famoso cientista italiano e, segundo o Cardeal Paul Poupard –quem presidiu o grupo de trabalho-, procura derrubar a lenda negra e os mitos criados sobre este caso.

Em declarações a Notimex, o Cardeal Poupard lembrou que João Paulo II fez um desagravo público do Galileu em outubro de 1992.

“O Papa tinha a preocupação de clarificar uma imagem má da Igreja ante a opinião pública, na qual era apresentada como inimiga da ciência, isto é um mito mas os mitos atravessam a história e não facilmente são cancelados”, assinalou.

O Cardeal adicionou que “tudo isto foi instrumentalizado, sobre tudo a partir do iluminismo usado como uma arma de guerra contra a Igreja” e ainda hoje estranha que se pensem “coisas sem nenhum fundamento” como a difundida lenda de que Galileu teria sido queimado quando nunca esteve sequer na prisão.

O Cardeal Poupard lembrou que em seu momento, João Paulo II lhe perguntou se logo de aceitar o engano cometido pelos juizes, o caso Galileu estaria fechado. O Cardeal lhe respondeu: “Enquanto existirem pessoas livres pensarão como quiserem”.

“Era importante fazer frente a aquele mito, reconhecer dentro este terrível caso os enganos e assim se fez”, destacou o Cardeal Poupard.

O livro

“Galileu e O Vaticano” foi publicado pela editorial Marcianum PRESS e seus autores são Mario Artigas, falecido em 2006, professor de Filosofia da Ciência em Barcelona e na universidade de Navarra e Dom Melchor Sánchez de Toca, subsecretário do Pontifício Conselho para a Cultura.

O livro de mais de 300 páginas, foi publicado em espanhol e italiano e inclui uma introdução do Arcebispo Gianfranco Ravasi, atual Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura.

Dom Ravasi considera que o trabalho da Comissão sobre Galileu resultava importante para “deixar atrás os escombros de um passado infeliz, gerador de uma trágica e recíproca incompreensão”.

Em declarações a Notimex, Dom Sánchez de Toca explicou que o objetivo principal do livro é “sanar uma ferida aberta” pois a pesar que aconteceram quase 17 anos do desagravo, “parece cada vez que nos encontramos como ao começo”.

Segundo o sacerdote, os juizes do Galileu, além disso do “engano evidente” de pensar que a Terra não se movia, cometeram o desacerto de invadir um campo que não lhes competia. “Pensaram que o sistema copernicano que Galileu defendia com tanta veemência punha em perigo a fé da gente simples e acharam que era sua obrigação impedir seu ensinamento. Isto foi um engano e era necessário reconhecê-lo”, assinalou o autor.

Em 31 de outubro de 1992 João Paulo II reconheceu com uma declaração os enganos cometidos pelo tribunal eclesiástico que julgou os postulados científicos de Galileu Galilei.

Fonte: ACI Digital

Cônego Sebastião Ignácio de Moura: Um santo homem de Deus


Confiantes na força de sua fé e o considerando uma figura hierática, os viçosenses, na Festa de Santa Rita, levaram a cada 22 de maio, ao Santuário da Padroeira, as suas rosas para que ele as abençoasse com os poderes de Deus. Cônego Sebastião Ignácio de Moura, o Padre Tito, ordenado a 27 de novembro de 1949 e falecido em Belo Horizonte a 23 de abril último, teve a Providência Divina sempre ao lado dele, crêem os que com ele conviveram. O antigo distrito de Santana do Rio de Peixe, hoje Santana do Deserto (Rio Doce), cujo povo o acolhera pela primeira vez em fevereiro de 1973, e que, desde então se beneficiou imensamente de suas ações, lhe prestou comovidas homenagens de gratidão e amor, recordando-se, numa só voz, de sua dedicação à festa anual de 26 de julho, do zeloso administrador e construtor do Santuário de Santana, do virtuoso guia espiritual, em tantas peregrinações, da célebre imagem talhada na Espanha da avó de Jesus e protetora dos mineradores. E a velha Conceição do Turvo, hoje Senador Firmino, recebeu em seu solo, o corpo do venerado sacerdote que, além dessas citadas, passou por inúmeras comunidades, nas quais deixou sinais indeléveis. Citemos como exemplo a terra que deu à Igreja os padres João de Sousa Barros, Adalberto Sabino da Cruz, Sebastião Fialho, Manuel Pereira da Silva e Márcio Vieira Viana e as freiras Ilda Leal, Gema Golgane, Elza Vieira e Amaziles Fialho: Pedra do Anta. Ali ele foi um gigante, enquanto pároco (1952-73), sucessor imediato do Pe. José Soares Guimarães. Sua presença não se limitou ao templo principal e de São Sebastião, de artes barrocas do mestre João Aquino e pinturas de José Raul. Teve participação ativa e decisiva no processo que, em 1962, culminou na emancipação política de Pedra do Anta, tendo sido, dez anos após, candidato a vice-prefeito na chapa de Nivaldo Viana. Os locais onde funcionam a Câmara, o clube AJA e a Escola Municipal Iracema Gomes de Jesus Viana, foram doados pela Arquidiocese de Mariana, por sua interveniência pessoal.

Monsenhor Celso Murilo Sousa Reis, atual Vigário Geral, ressaltou em mensagem por ocasião de seu falecimento, o seu “testemunho edificante de vida e de santidade”, afirmando, que ele “soube lutar e sofrer pela causa do Reino de Deus, ao longo de seus oitenta e nove anos de existência e quase sessenta anos de ministério sacerdotal”. Inúmeras são as pessoas depositárias de informações sobre fenômenos místicos extraordinários, fatos miraculosos, sobrenaturais, envolvendo o Cônego Sebastião, um desses em Cachoeira do Campo, a 1º de março de 1994, por ocasião do falecimento do Pe. Antônio Guisoli Rubim, que não partiu desta vida sem o sacramento da Unção dos Enfermos, por uma premonição do Cônego Sebastião. Neste caso, sabemos que Jesus disse: “Vocês farão as coisas que eu fiz, mas ainda maiores do que as que eu fiz.” Pois o Cônego Sebastião Ignácio de Moura fez muitas coisas parecidas com as que Jesus fez, e que se fossem relatadas, uma a uma, não caberiam numa enciclopédia.

Que bênçãos divinas continuem a recair sobre todos nós, por intercessão deste que foi um santo homem de Deus.

Entrevista com o Padre Raniero Cantalamessa

CASTEL GANDOLFO, 25 de setembro de 2003 (ZENIT.org).

- Longe de ser uma realidade que deva ser observada com “prevenção”, a experiência do batismo no Espírito faz da Renovação Carismática Católica um formidável meio querido por Deus para revitalizar a vida cristã, constatou o padre Raniero Cantalamessa, pregador oficial da Casa Pontifícia.

Em 18 de fevereiro de 1967, trinta estudantes e professores da universidade de Duquesne (Pensilvânia, Estados Unidos), fizeram um retiro espiritual para aprofundar na força do Espírito dentro da Igreja primitiva. O chamado teve uma resposta surpreendente, estendendo-se pelos cinco continentes.

Reconhecida pelo Conselho Pontifício para os leigos, atualmente mais de cem milhões de católicos vivem esta experiência, segundo confirma Alan Panozza, presidente dos “Serviços Internacionais da Renovação Carismática Católica” (ICCRS, por suas siglas em inglês), com sede no Vaticano.

Hoje, depois de 35 anos, a Renovação Carismática está presente em mais de duzentos países.

Considerando os fiéis das Igrejas protestantes, evangélicas e pentecostais, e alguns da Igreja ortodoxa, estima-se que no total os cristãos que tiveram esta experiência carismática somam cerca de 600 milhões no mundo.

Na Igreja há fiéis que consideram que o «batismo no Espírito» é uma invenção dos carismáticos. Inclusive que puseram nome a uma vivência, mas que não está «catalogada» na Igreja. Poderia explicar, desde sua própria experiência, o que é o batismo no Espírito?
Pe. Raniero Cantalamessa: O batismo no Espírito não é uma invenção humana, é uma invenção divina. É uma renovação do batismo e de toda a vida cristã, de todos os sacramentos. Para mim foi também uma renovação de minha profissão religiosa, de minha confirmação, de minha ordenação sacerdotal. Todo o organismo espiritual se reaviva como quando o vento sopra sobre uma chama. Por que o Senhor decidiu atuar neste tempo desta maneira tão forte? Não sabemos. É a graça de um novo pentecostes.

Não é que a Renovação Carismática tenha inventado o batismo no Espírito. De fato, muitos o receberam sem saber nada da Renovação Carismática. É uma graça; depende do Espírito Santo. É uma vinda do Espírito Santo que se traduz em arrependimento dos pecados, que faz ver a vida de uma maneira nova, que revela Jesus como o Senhor vivo –não como um personagem do passado– e a Bíblia se converte em uma palavra viva. A verdade é que não se pode explicar.

Há uma relação com o batismo, porque o Senhor diz que quem crê será batizado e será salvo. Nós recebemos o batismo de crianças e a Igreja pronunciou nosso ato de fé; mas chega o momento em que nós temos que ratificar o que sucedeu no batismo. Esta é uma ocasião para fazê-lo, não como um esforço pessoal, mas sob a ação do Espírito Santo.

Não se pode afirmar que milhões de pessoas estejam equivocadas. Yves Congar, este grande teólogo que não pertencia à Renovação Carismática, em seu livro sobre o Espírito Santo afirmava que a realidade é que esta experiência mudou profundamente a vida de muitos cristãos. E é um fato. A mudou e iniciou caminhos de santidade.

Como vive seu ministério como pregador da Casa Pontifícia desde sua experiência na Renovação Carismática?
Pe. Raniero Cantalamessa: Para mim tudo o que passou desde 1977 é um fruto de meu batismo no Espírito. Era professor na Universidade. Dedicava-me à pesquisa científica na história das origens cristãs. E quando aceitei não sem resistência esta experiência, depois tive o chamado de deixar tudo e colocar-me à disposição da pregação, e também a nomeação como pregador da Casa Pontifícia chegou depois de que tinha experimentado esta “ressurreição”. Vejo isso como uma grande graça. Depois de minha vocação religiosa, a Renovação Carismática foi a graça mais assinalada de minha vida.

Desde seu ponto de vista, os membros da Renovação Carismática têm uma vocação específica dentro da Igreja?
Pe. Raniero Cantalamessa: Sim e não. A Renovação Carismática, temos que dizer e repetir, não é um movimento eclesial. É uma corrente de graça que está destinada a transformar toda a Igreja: a pregação, a liturgia, a oração pessoal, a vida cristã. Assim que não é uma espiritualidade própria. Os movimentos têm uma espiritualidade e acentuam um aspecto, por exemplo a caridade. Antes de tudo, a Renovação Carismática não tem fundador; nenhum pensa em atribuir à Renovação Carismática um fundador porque é algo que começou em muitos lugares de diferentes maneiras. E não tem uma espiritualidade; é a vida cristã vivida no Espírito.

Mas pode-se dizer que como a gente que viveu esta experiência constitui socialmente uma realidade –são pessoas que fazem determinados gestos, oram de certa maneira– então se pode identificar uma realidade social cujo papel é simplesmente o de colocar-se à disposição para que outros possam ter a mesma experiência. O cardeal Leo Jozef Suenens, que foi o grande protetor e partidário da Renovação Carismática no início, dizia que o destino final da Renovação Carismática poderá ser o de desaparecer quando esta corrente de graça tenha contagiado toda a Igreja.

A ponto de concluir a pregação de um retiro no qual estiveram mil líderes carismáticos de todo o mundo, que mensagem gostaria de deixar ao crente que desconhece a Renovação?
Pe. Raniero Cantalamessa: Quero dizer aos fiéis, aos bispos, aos sacerdotes, que não tenham medo. Desconheço por que há medo. Talvez em alguma medida porque esta experiência começou entre outras confissões cristãs, como pentecostais e protestantes. Contudo, o Papa não tem medo. Falou dos movimentos eclesiais, inclusive da Renovação Carismática, como de sinais de uma nova primavera da Igreja, e muito com freqüência faz referência na importância disso. E Paulo VI afirmou que era uma oportunidade para a Igreja.

Não há que ter medo. Há Conferências Episcopais, por exemplo na América Latina –é o caso do Brasil–, onde a hierarquia descobriu que a Renovação Carismática não é um problema: é parte da solução ao problema dos católicos que se afastam da Igreja porque não encontram nela uma palavra viva, a Bíblia vivida, uma possibilidade de expressar a fé de maneira gozosa, de forma livre, e a Renovação Carismática é um meio formidável que o Senhor pôs na Igreja para que se possa viver uma experiência do Espírito, pentecostal, na Igreja católica, sem necessidade de sair dela.

Tampouco se deve considerar que se trata de uma “ilha” na qual se reúnem algumas pessoas que são um pouco emocionais. Não é uma ilha. É uma graça destinada a todos os batizados. Os sinais externos podem ser diferentes, mas em sua essência é uma experiência destinada a todos os batizados.