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Evangelho da Semana: Mc 16, 15-20

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

IDE POR TODO O MUNDO E PREGAI O EVANGELHO

Nossa caminhada agora é rumo a Pentecostes, uma certeza vai invadir o meu/seu coração dizendo-nos para que fiquemos em Jerusalém e esperemos o cumprimento da palavra. Nesta semana a nossa reflexão passa pelo chamado a produzir frutos unidos a videira.

Evangelho de 24/05/09 – Mc 16, 15-20

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

15. E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.

16. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.

17. Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas,

18. manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.

19. Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus.

20. Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

PASCOA!

São Máximo de Turim, define a Páscoa como uma passagem “dos pecados à santidade, dos vícios à virtude, da velhice à juventude, que se entende não em idade, mas em simplicidade. Éramos de fato decadentes pela velhice dos pecados, mas pela ressurreição de Cristo fomos renovados na inocência das crianças” [1]

Ide por todo mundo e pregai o evangelho

Nesta semana Jesus nos fala algo realmente imperativo, ou seja, nos dá uma ordem “ide por todo o mundo e pregai o evangelho”. A nós ligados a realidade universitária, profissionais do reino Ele diz “ide às universidades, às salas de aulas, aos laboratórios, ide pelo campus e pregue a toda criatura”. Isso inclui pregar aos nossos colegas, mas também aos nossos professores, aos servidores, aos pesquisadores e a todas as pessoas da realidade acadêmica.

Uma coisa que nestes dias somos chamados a refletir dentro deste contexto é sobre a motivação que muitos de nós cristãos temos, ou não temos, para cumprir este mandato de Jesus. A salvação chegará somente ao que crer, e São Paulo ao escrever aos Romanos[2] ensina “como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue?”

Embora possa parecer para alguns que missão é coisa do passado, é coisa somente de gente consagrada, pregar o evangelho é um mandato de Jesus a todo batizado e a única forma de levar as pessoas a se tornarem crentes em Jesus e sua doutrina.

Muitos de nossos colegas estão buscando preencher suas carências, o vazio de valores interior em coisas totalmente mundanas e desconectadas com a salvação. Nossa missão na universidade é pregar a todos. Muitas vezes, a melhor forma de exercitar a pregação, principalmente em um meio tão hostil à palavra de Deus hoje como é a universidade será através de um verdadeiro testemunho de fé.

Já nos ensinou Dom Helder Câmara “cuidado com a maneira de viver o evangelho, pois ela poderá ser a única forma de evangelho que muitas pessoas poderão ver” e naturalmente a nossa vida plena do Espírito Santo será sempre a melhor pregação. E então nossos colegas crerão e serão salvos.

Estes milagres acompanharão os que crerem

Jesus deixa claro que todos os que crerem serão acompanhados por sinais sobrenaturais. Os sinais não acompanharão apenas os pregadores, missionários, mas todos que crerem. Carismas extraordinários não são privilégios de alguns, ao contrário são para todos. Comecei meu trabalho de evangelização há quase trinta anos. Num primeiro momento pensava que os milagres eram para os grandes pregadores, padres, bispos, etc. E aos poucos o Espírito Santo foi realmente desvendando esta palavra e então entendi que “mortais” como eu também poderiam e deveriam tomar posse desta palavra e na força dela realizar a missão. Desejo testemunhar que os sinais e prodígios acompanham a minha vida missionária desde o início de minha caminhada.

Caros amigos, os carismas,- inclusive os extraordinários- são instrumentos poderosos, eficazes para serem utilizados por todos nós e estarão mais presentes em nossa missão, principalmente na universidade, ou na realidade do trabalho, tanto quanto mais abertos formos ao Espírito Santo.

Estamos na semana que antecede a celebração litúrgica de Pentecostes, portanto desejo exortá-los a buscarem a plenitude da vida no espírito. Que nesta semana possamos dedicar um bom tempo a refletir sobre as promessas e o desejo de Jesus em sermos batizados no espírito e que recebamos forças para sermos “testemunhas até os confins do mundo[3]”- isso inclui as universidades.

Não se deve ter medo destas manifestações, ao contrário, elas são ferramentas que nos auxiliarão no exercício da nossa missão e são também sinais de que cremos no Senhor.

Pregaram por toda a parte

São Paulo escreve ao jovem Timóteo “prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instrui[4]r”. Nós membros do MUR, participantes da Renovação Carismática Católica, trazemos conosco o desejo de difundirmos a cultura de Pentecostes e suas particularidades. A primeira manifestação em Pentecostes foi a de falar em outras línguas, depois vemos o discurso inflamado de Pedro acerca de Jesus, do que acontecia naquele momento. Neste episódio no cenáculo em Jerusalém percebe-se a sintonia, o cumprimento desta palavra refletida agora. A manifestação em outras línguas pode ser assemelhada a toda parte, ou seja, a todos os povos, a todas as culturas.

Na universidade estas palavras encontram terreno fértil para serem vivenciadas. Somos exortados por Jesus a pregar com os sinais segundo os versículos anteriores, mas agora estamos sendo conduzidos a pregarmos com os carismas extraordinários e a toda parte, a todo tipo de gente na universidade. A todo tipo de linguagem, por mais estranha que seja devemos também nós pregar a palavra de Deus. Assim como Timóteo foi estimulado por Paulo, somos exortados a pregar, insistir, repreender acerca da doutrina de Jesus. Somente assim encheremos a universidade da doutrina de Jesus.

Ao buscar-se a experiência do Pentecostes pessoal e comunitário experimenta-se Jesus Cristo ressuscitado e a graça de anunciá-lo ao pessoal da física, da biologia, da matemática, das humanas, enfim a todas as línguas existentes no âmbito acadêmico.

O Senhor cooperava com eles

Temos um privilégio de servirmos um Senhor como Jesus, que a cada passo avançado nos confirma na missão. Abençoa o pouco que a Ele é apresentado e faz deste pouco sinal de salvação a muitos. Ao desejar fazer Jesus conhecido, ele derrama sobre o crente o Espírito Santo e com ele os carismas necessários ao pleno êxito do exercício da missão. O Senhor é quem realiza a obra, nós apenas apresentamos os dois pães e os cinco peixes que temos, então Ele os abençoará e nos pedirá para distribuirmos a todos. E o resultado será semelhante ao narrado na multiplicação dos pães. “Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios[5]”.

Amados, o Senhor deseja saciar a todos na realidade universitária ou no seu trabalho. Faça a experiência. Apenas anuncie, pregue, exorte, instrua. FAÇA A EXPERIÊNCIA!

Então você perceberá que o maior abençoado pelo seu gesto será você mesmo, sua família, sua comunidade e assim por diante.

Inseridos numa comunidade universitária onde já existe evangelização, juntemo-nos e partamos ao encontro dos outros, em suas repúblicas, salas de aulas, laboratórios, campus, e até mesmo em outras universidades.

Quanto mais missionários formos, mais perceberemos o Senhor junto de nós cooperando conosco, com a nossa missão, pois ELE É UM DEUS FIEL e irá confirmar com milagres e prodígios o nosso anúncio.

SE EU PUDESSE PEDIR-LHES APENAS UMA COISA, PEDIRIA QUE FOSSEM VERDADEIRAMENTE MISSIONÁRIOS. NO SENIDO LITERAL DA PALAVRA.

Reflexão final

A ordem de ir por todo o mundo e pregar o evangelho foi dada por Jesus, e da execução desta ordem dependerá a salvação dos nossos irmãos na universidade.Se eu anunciar, alguém crerá. Se crer se salvará. Você deseja a salvação ou a perdição dos seus amigos/colegas?

Uma vida carismática é o desejo de Jesus. Embora alguns digam que estes sinais foram para o tempo de Jesus, a palavra de Deus não fica ultrapassada nunca e muitos dos que crêem estão vendo seu apostolado ser acompanhado de sinais e prodígios e colhem frutos maravilhosos.

LEMBRE QUE MILAGRES E PRODIGIOS FORAM PROMESSAS DE JESUS AOS QUE CREEEM. EU CREIO, E VOCÊ?

Fomos constituídos na fé para sermos pregadores. Entendo que, se conheci o Deus Espírito Santo, a conseqüência direta do meu relacionamento com Ele será a pregação da doutrina de Jesus e em nosso caso isso se dará na realidade universitária.

Amigos, Deus abençoará a todos nós que dizemos o nosso sim, e nos honrará no exercício da nossa missão,pois estamos a serviço do Reino Dele e para a Glória Dele.

NÃO EXITE! PREGUE, TESTEMUNHE, ANUNCIE, EXORTE, CORRIJA, EM NOME DE JESUS AVANCEMOS.

PENTECOSTES É A NOSSA VOCAÇÃO.

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

[1] S. Massimo di Torino, Sermo de Sancta Pascha, 54,1 (CC 23, p. 218).

[2] Rom 10, 14

[3] At 1 , 8

[4] II Tim 4,2

[5] Mt 14, 20

Conheça a origem da Novena de Pentecostes: Uma novena Oficial da Igreja Católica

Mais afeitas a um tipo de religiosidade tida por “popular”, as novenas ocupam no calendário religioso católico, um considerável espaço de diferentes e múltiplas expressões. Existem, por exemplo, muitas novenas em honra à Nossa Senhora – sob diversos títulos -, novenas dos padroeiros e padroeiros (das Igrejas, das cidades…), novenas de Natal, da Páscoa, da Família, de São Judas Tadeu, Santa Edwirges, Santa Rita de Cássia, e assim por diante. São, por assim dizer, novenas devocionais, e se prestam tanto a conduzir o povo de Deus à valorização de certos aspectos da fé e da história da salvação – relacionados ou não à vida de um santo – como também para motivar a articulação e a mobilização das comunidades em torno de algum evento ou projeto de cunho eclesial, valorizando-se aí os aspectos dos relacionamentos fraternos, da partilha de vida sob a ótica da fé, e do empenho missionário. A chamada “NOVENA de PENTESCOSTES” é identificada como uma novena litúrgica, instituída que foi através de um DECRETO PAPAL inserido na Encíclica Divinum Illud Múnus, do Papa Leão XIII, promulgada a 9 de maio de 1897. Preocupado com a pouca atenção dada à pessoa do Espírito Santo nos escritos (especialmente os populares) da Igreja nos séculos antecedentes, e sua escassa presença na liturgia e nos devocionários católicos, Leão XIII se dispõe a escrever esse Documento Pontifício sobre a virtude do Espírito Santo, como ele mesmo no-lo apresenta em suas linhas introdutórias. Na encíclica, depois de discorrer sobre o tema, o papa Leão XIII, no n. 33 do mesmo, destaca: “Aí tendes Veneráveis Irmãos, as Nossas advertências e admoestações que houvemos por bem publicar para incrementar o culto do Espírito Santo. Não temos a menor dúvida de que elas, com o vigoroso e pronto auxílio de nosso zelo, produzirão frutos abundantes entre o povo cristão. Visando a tão importante escopo, jamais pouparemos os nossos esforços neste sentido, e tencionamos fomentar e propagar esta piedade tão excelente, pelos meios que com o correr do tempo parecerem mais adequados”. E o n. 34 da Encíclica, com as posteriores alterações provenientes do documento “Preces et Pia Opera”, sob o n. 263, assim dispõe sobre a Novena: “Como há dois anos, pela Nossa carta “Provida matris” recomendamos preces especiais, a se realizarem por ocasião das festividades católicas de Pentecostes, para que Deus nos apresse o benefício da união da Cristandade, resolvemos agora a esse respeito baixar algumas decisões mais amplas. Decretamos, portanto e ordenamos que em todo orbe católico, no corrente ano, e em todos os anos subsequentes, se celebre uma novena pública antes de Pentecostes em todas as Igrejas paroquiais, e, caso os respectivos Ordinários o julgarem útil, também nas outras igrejas ou capelas (…) Aos fiéis que assistirem devotamente à novena feita em público, em honra do Espírito Santo, imediatamente antes da festa de Pentecostes, concedem-se: a) indulgência de 10 anos em cada dia; b) indulgência plenária, se ao menos em cinco dias tomarem parte na dita novena, e além disso receberem o perdão dos pecados, fizerem a Santa Comunhão e orarem segundo a mente do Sumo Pontífice. Aos que porém, no referido ou em outro tempo do ano fizerem orações ao Espírito Santo em particular, com o propósito de o fazer durante nove dias sucessivos, concedem-se: a) indulgência de sete anos, uma vez emcada dia; b) indulgência plenária nas costumadas condições, depois de terminada a novena; e onde esta se realizar publicamente, tal indulgência pode-se lucrar unicamente por aqueles a quem um legítimo proíbe de assistir à devoção pública”. Unindo-nos às celebrações do Pentecostes das Nações, celebremos em nossos grupos, ou casas, a NOVENA PREPARATÓRIA DE PENTECOSTES. A seguir confira os temas: 1º DIA: “O Espírito Santo no seio da Santíssima Trindade” 2º DIA: “O Espírito Santo é Deus” 3º DIA: “O Espírito Santo é uma Pessoa” 4º DIA: “O Espírito da Promessa no Antigo Testamento” 5º DIA: “A Catequese de Jesus sobre o Espírito Santo” 6º DIA: “Espírito Santo, Dom de Deus”. 7º DIA: “Sereis batizados no Espírito Santo” 8º DIA: “A efusão do Espírito Santo” 9º DIA: “Capacidade para Servir” O texto acima foi extraído do livro Celebrando Pentecostes –Pág.16-19 Fonte: www.rccbrasil.org.br

A Igreja proibiu o ensino na Idade Média?

Professor Felipe Aquino
Doutor em Física pela UNESP e pelo ITA; há trinta e cinco anos é professor universitário e foi Diretor Geral do Instituto de Engenharia de Lorena - da USP-SP.
E-mail: felipeaquino@cancaonova.com
Site: http://www.cleofas.com.br/
Fernando Galvani

Algumas pessoas mal informadas ou mal intencionadas, afirmam que a Igreja bloqueou o estudo e a ciência na Idade Média; e assim querem jogar os jovens contra ela e mostrar que a ciência é oposta à fé. Nada mais mentiroso. Uma  marca registrada da Igreja na Idade Média, e que foi a base da nossa Civilização Ocidental,  foi o ensino. É grave calúnia dizer que a Igreja tinha o interesse em manter o povo na ignorância para dominá-lo; os fatos da História mostram o contrário; e contra fatos não há argumentos.

As escolas na Idade Média eram fundadas e mantidas geralmente pela Igreja: havia as escolas das Paróquias, as das Catedrais e a dos Mosteiros. Além disto, os senhores feudais podiam fundar suas escolas, como também os habitantes de um lugarejo podiam se associar para sustentar um professor encarregado de ensinar às crianças.  Elas eram admitidas na escola com sete ou oito anos de idade: o ensino, que preparava para os estudos da Universidade, estendia-se por uma dezena de anos.

No séc. VI São Cesário de Arles já expunha no Concílio de Vaison (529) na França, a necessidade de criar escolas no campo; e os bispos se dedicaram a isto. Foi a Igreja que montou para o Imperador católico Carlos Magno (†814) a sua política escolar; e retomou a tarefa educadora no séc. X após o fim do seu Império.

O III Concílio de Latrão (1179), em Roma, presidido pelo Papa Alexandre III (1159-1181), ordenou ao clero que abrisse escolas por toda a parte para as crianças, gratuitamente. Obrigou a todas as dioceses terem ao menos uma. Essas escolas foram as sementes das Universidades que logo surgiam: Sorbone (Paris) e Montpellier, Bolonha, La Sapienza, Salerno e Raviera (Itália), Oxford e Canterbury (Inglaterra), Toledo e Salamanca (Espanha); Coimbra em Portugal, e muitas outras.

Como acusar a Igreja de obscurantista se foi ela quem fundou as primeiras universidades do mundo, para estudar as línguas, a medicina, a matemática, a oratória, a física, a astronomia, as artes plásticas, a música, a teologia?… Somente quem não conhece História ou a interpreta com uma maldosa dose ideológica – e não cientifica -  pode chegar a essa conclusão.

Os níveis escolares criados pela Igreja eram três: primário, secundário e superior. Na base, estavam as escolas paroquiais, “as pequenas escolas”. No plano superior havia as escolas monásticas e as escolas das catedrais e capitulares, o que corresponde ao ensino secundário. Dos sete aos vinte anos as crianças e os jovens eram recebidos nessas escolas sem distinção de classes. Havia escolas só para meninas e moças. As disciplinas dividiam-se em “trivium” (gramática, dialética e retórica) e “quadrivium” (artimética, geometria, astronomia e música). Mas um grande pedagogo da época Thierry de Chartres, mostrou que o “trivium e o quadrivium” eram apenas um meio e que o fim era “formar almas na verdade e na sabedoria”.

No séc. XII havia só na França 70 abadias com escolas. Todos os grandes bispos também quiseram ter escolas; na França, no séc. XII havia mais de 50 escolas episcopais. O importante era o conjunto do saber humano, hoje tão desprezado.

A Abadia de Argenteuil, por exemplo, onde foi educada Heloísa, ensinava às alunas a S. Escritura, as letras, a medicina e mesmo a cirurgia, sem contar o grego e o hebraico, que Abelardo lá ensinou.  Em geral, as pequenas escolas davam a seus alunos até ensino de música e teologia que lhes permitiam chegar às Universidades; e muitas ministraram um ensino técnico.

Os estudantes mais dotados iam para a Universidade, de acordo com as suas preferências.  Paris atraía de modo especial, pois lá se aprendiam as artes liberais e a teologia por parte de estudantes provenientes da Alemanha, da Itália, da Inglaterra, da Dinamarca, da Noruega. Nunca houve tanta universalidade.

Em muitas escolas os alunos tinham ensino técnico de como trabalhar o ouro, prata e cobre. Aos poucos surgiam as especializações: Chartres (letras), Paris (teologia), Bolonha (direito), Salerno e Montpellier (medicina).

O Concilio geral de Latrão III, aprovou  o seguinte cânon: “A Igreja de Deus, qual mãe piedosa, tem o dever de velar pelos pobres aos quais pela indigência dos pais faltam os meios suficientes para poderem facilmente estudar e progredir nas letras e nas ciências. Ordenamos, portanto, que em todas as igrejas catedrais se proveja um benefício (rendimento) conveniente a um mestre, encarregado de ensinar gratuitamente aos clérigos dessa igreja e a todos os alunos pobres” (can. 18, Mansi XXII 227s). O IV Concílio ecumênico do Latrão (1215), renovou este decreto.

Teodulfo, bispo de Orléans no séc. VIII, promulgou o seguinte decreto: “Os sacerdotes mantenham escolas nas aldeias, nos campos; se qualquer dos fiéis lhes quiser confiar os seus filhos para aprender as letras não os deixem de receber e instruir, mas ensinem-lhes com perfeita caridade. Nem por isto exijam salário ou recebam recompensa alguma a não ser por exceção, quando os pais voluntariamente a quiserem oferecer por afeto ou reconhecimento” (Sirmond, Concilia Galliae II 215).

Este decreto passou verbalmente para as legislações eclesiásticas da Inglaterra. Freqüentemente os concílios regionais dos séc. XIII e XIV repetiram essas normas. É preciso entender que os homens da ciência na época, não tinham o aparato técnico para experiências e investigações precisas como temos hoje. Por causa dessa carência, a ciência medieval cometia erros. A falta de instrumentos precisos como temos hoje (cromatógrafos, espectofotometros, balanças de precisão, laser, sensores, computadores, etc.), fazia com que os cientistas medievais procediam por dedução mais do que por indução. As leis da natureza eram formuladas recorrendo-se a princípios especulativos, abstratos, dos quais julgavam poder deduzir a explicação dos fenômenos da natureza. Com boa fé, achavam que a  Bíblia Sagrada podia ser utilizada para esclarecer não somente questões teológicas, mas também temas de ciências. Isto deu margem ao caso Galileu, no séc. XVII.

É muito significativo um dos últimos depoimentos sobre a acusação de que a Igreja obstruiu a ciência na Idade Média, proferido em 1957 por um grupo de estudiosos que, sem intenção confessional alguma, escreveram a história da ciência antiga e medieval: “Parece-nos impossível aceitar a dupla acusação de estagnação e esterilidade levantada contra a Idade Média latina. Por certo a herança (cultural) antiga não foi totalmente conhecida nem sempre judiciosamente explorada;… mas não é menos verdade que de um século para outro – mesmo de uma geração a outra dentro do mesmo grupo – há evolução e geralmente progresso. A Igreja (…) na Idade Média salvou e estimulou muito mais do que freou ou desviou. Por isto, embora só queira apelar para a Antigüidade, a Renascença é realmente a filha ingrata da Idade Média” (La science antique et médiévale, sous la direction de René Taton, Presses Universitaires de France. Paris 1957, 581s).

Em particular com referência ao fato de que só a partir de fins do séc. XIII se começaram a fazer dissecações e observações em cadáveres humanos, dizem os mencionados estudiosos: “Como quer que seja, não se poderia aceitar a opinião um tanto simplista segundo a qual a Igreja teria sido a grande responsável da estagnação dos estudos de anatomia” (ibd. 580).

Por outro lado, a capacidade humana de especulação filosófica atingiu o auge da sua clareza nas famosas Sumas de lógica e metafísica da Idade Média, de São Tomás de Aquino, S. Alberto Magno e muitos outros filósofos e teólogos. Estas obras, continuando as dos grandes pensadores gregos (principalmente de Aristóteles), até hoje são monumentos atuais, não ultrapassados, da cultura humana. É, sem dúvida, este aspecto positivo que merece destaque na apreciação objetiva da Idade Média.

Resta perguntar: Como, então, algum professor mal informado, ou mal intencionado, pode afirmar que a Igreja manteve  o povo nas trevas da ignorância na Idade Média? Como é possível que a história seja tão manipulada e distorcida em favor de interesses ideológicos lastreados num laicismo anticatólico?

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A importância dos estudos bíblicos

Denis Duarte
Licenciado em Letras - UFV; Especialista em Bíblia - UNESP; e Mestrando em Ciências da Religião - UNESP
E-mail: denisufv@yahoo.com.br
Site: http://www.denisduarte.com
Professor Felipe Aquino


Evangelho da Semana: Jo 15, 9-17

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Denis Duarte

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

NÃO FOSTES VÓS QUE ME ESCOLHESTES, MAS EU VOS ESCOLHI A VÓS

Nossa caminhada agora é rumo a Pentecostes, uma certeza vai invadir o meu/seu coração dizendo-nos para que fiquemos em Jerusalém e esperemos o cumprimento da palavra. Nesta semana a nossa reflexão passa pelo chamado a produzir frutos unidos a videira.

Evangelho de 17/05/09 – Jo 15, 9-17

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

9. Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor.

10. Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor.

11. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa.

12. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo.

13. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos

.

14. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando.

15. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.

16. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda.

17. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

PÁSCOA!

São Máximo de Turim, define a Páscoa como uma passagem “dos pecados à santidade, dos vícios à virtude, da velhice à juventude, que se entende não em idade, mas em simplicidade. Éramos de fato decadentes pela velhice dos pecados, mas pela ressurreição de Cristo fomos renovados na inocência das crianças” [1]

Eu vos amo

O amor de Jesus por cada um de nós é o mesmo amor do PAI, ou seja, amor que foi capaz de dar o seu próprio filho para nos salvar. SAmados, somos amados por Jesus com amor eterno, que nos conhece desde antes que fossemos formados no ventre materno. E a maior graça de Deus em nossa vida acontece ao sermos Batizados no Espírito Santo, que nada mais é que uma certeza que invade nossa vida, nossa mente, compreensão, todo nosso ser: de que somos amados por Deus. SOMOS AMADOS ASSIM COMO NÓS SOMOS.

DESEJO PARTILHAR-LHES QUE UMA FRASE SIMPLES MUDOU A MINHA VIDA H A 30 ANOS.

AO CHEGAR EM UM ENCONTRO, FUI RECEPCIONADO COM A AFIRMAÇÃO: JESUS TE AMA! RECORDO-ME COMO SE FOSSE AGORA, UMA GAROTA COM UM SORRIZO LINDO ACOLHENDO-ME COM ESTAS PALAVRAS.

AMADOS ESTAS PALAVRAS MUDARAM A MINHA VIDA, FUI PROFUNDAMENTE ENVOLVIDO COM A FORÇA DESTA AEXPRESSÃO, E FUI TOCADO NO AMAGO DE MEU SER E REALMENTE EXPERIMENTEI O AMOR DO PAI POR MIM E ME TORNEI UMA NOVA CRIATURA.

Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós

«Deus ama quem dá com alegria» (2 Co 9,7). O melhor meio de manifestar a nossa gratidão a Deus, assim como aos outros, é aceitar tudo com alegria. Um coração alegre concilia-se naturalmente com um coração abrasado pelo amor.

Que nada possa inquietar-nos, até ao ponto de nos encher de tristeza e desencorajar-nos, arrebatando-nos a alegria da Ressurreição. A alegria não é uma simples questão de temperamento quando se trata de servir a Deus e às almas; ela está sempre a receber e essa é uma razão forte para nos esforçarmos por adquiri-la e fazê-la crescer em nossos corações.

Mesmo que tenhamos pouco para dar, não obstante ficará a alegria que brota dum coração enamorado de Deus.

Por todo o mundo há pessoas famintas e sedentas do amor de Deus. Nós respondemos a esta carência quando semeamos a alegria. Ela é também uma das melhores defesas contra a tentação. Jesus não pode tomar plena posse duma alma senão quando ela se Lhe abandona alegremente. (Madre Tereza de Calcutá) [2]

E nós que ministramos na universidade devemos ter a certeza de que um dos maiores dons que poderemos oferecer a universidade é a alegria. ALEGRIA QUE BROTA DA CERTEZA DE QUE JESUS RESSUCITOU.

Recordo-me de uma ocasião onde um grupo de mais de quinze amigos, colegas de faculdade, dentre eles um professor, estavam juntos para fazerem o uso de drogas (maconha) então tomavam o cigarro de maconha e fumavam, em seguida passavam adiante. Naquele grupo havia juntamente comigo mais uma pessoa que era do Grupo de Oração e ao chegar a nossa vez, não usávamos a droga, apenas passávamos adiante. No dia seguinte alguns daqueles jovens nos procuraram e desejavam saber por que mesmo não fumando com eles estávamos tão alegres e felizes. Então, se criou a oportunidade de dizer-lhes o motivo da nossa alegria e vários deles foram evangelizados.

EVANGELIZAR COM ALEGRIA É SEMEAR COM A CERTEZA DA COLHEITA COM ANTECIPAÇÃO.

Amai-vos uns aos outros, como eu vos amo

Por que sofre o homem nesta terra? Por que suporta as dores e se sujeita aos males? Sofremos porque não somos humildes. O Espírito Santo habita uma alma humilde, dando-lhe a liberdade, a paz, o amor e a felicidade.

Sofremos porque não amamos os nossos irmãos. O Senhor disse: “É por isto que todos saberão que sois Meus discípulos: Se vos amardes uns aos outros” (Jo 13, 35). Quando amamos um Irmão, o amor de Deus vem a nós. O amor de Deus é de uma grande doçura; é um dom do Espírito Santo, que não se conhece em plenitude senão pelo Espírito Santo. Mas existe um amor moderado, o amor que o homem obtém quando se esforça por cumprir os mandamentos de Cristo e receia ofender a Deus; e também esse é bom. Temos de nos esforçar todos os dias por fazer o bem e por aprender, com todas as nossas forças, a humildade de Cristo.

Neste verso também somos colocados em xeque, pois somos chamados a amar com o AMOR DE CRISTO, não é um amor de poesia, de musica. Ao contrário é com o Amor de Deus.

A UNIVERSIDADE PRECISA URGENTEMENTE DE UM BANHO DESTE AMOR, O AMOR DE CRISTO! QUE CADA UM DE NÓS POSSA SE DEIXAR INSTRUMENTALIZAR POR ESTE AMOR E SEJA ESTE O SINAL QUE JESUS VIVE.

Algo que materializa este amor na realidade universitária seria a minha preocupação com o meu irmão. Como estaá o desempenho acadêmico dele? Posso ajudá-lo em alguma matéria? Posso diminuir algum tipo de sofrimento dos meus amigos? Saudades de casa, da família. Dificuldades financeiras, adaptação a nova realidade, um grande gesto com os calouros, auxilio na alocação dos calouros nas repúblicas e moradias estudantis. Calouradas cristãs.

OUTRA FORMA CONCRETA DE AMAR AOS NOSSOS IRMÀOS SERIA APRESENTAR-LHES A COMUNIDADE CRISTÃ, ASSIM ELE TERÁ A OPORTUNIDADE DE UMA VIVENCIA FRATERNA NO DESERTO DA VIDA UNIVERSITÁRIA. FALE A TODOS OS SEUS AMIGOS SEM MEDO, COM OUSADIA. FALE DE JESUS, DA IGREJA, DA RCC, DO MUR E NOSSAS ATIVIDADES.

Amigos

“Amigo é coisa pra se guardar/ No lado esquerdo do peito / Mesmo que o tempo e a /

Distância digam não / Mesmo esquecendo a canção / O que importa é ouvir / A voz que vem do coração” [3]

Umas das coisas mais gostosas e belas das minhas recordações do tempo da universidade são os amigos. Como fui agraciado com bons amigos no tempo da faculdade. Éramos uma família, nossa comunidade em Viçosa era muito abençoada com pessoas que realmente tinham o dom da amizade. Ocupávamos-nos uns com os outros, a dificuldade de um, era do outro e vice-versa. Reuníamos-nos para um lanche quando não tinha refeição no RU (restaurante universitário), nos reuníamos para rezar e rezávamos noite adentro, cuidávamos uns dos outros, nos intrometíamos nos problemas nas repúblicas, nas famílias. Não tinha internet, email, celular,… Mas nos comunicávamos com profundidade, sabíamos das dificuldades uns dos outros, éramos verdadeiros uns com os outros.

Como são agradáveis as lembranças dos amigos do tempo de faculdade. Também nos exortava Dom Luciano Mendes [4] que tão importante quanto evangelizarmos nossos amigos era uma amizade sincera e verdadeira para com nossos colegas de faculdade, principalmente para com aqueles que estavam muito distantes da família. Sempre nos exortava sobre a importância do dom da amizade.

Assim nos diz Jesus, já não vos chamo servos, mas amigos. SER AMIGO DE JESUS E POR OPÇÀO DELE É ALGO QUE EVOCA DE NÓS UM RESPOSTA A ALTURA.

VÓS SOIS MEUS AMIGOS SE FAZEI O QUE VOS MANDO. ENTÀO FAÇAMOS!

Vos escolhiEscolhi-vos, para que produzais frutos,…

Este versículo deveria ser refletido àa parte, pois é o cerne do nosso chamado, do chamado de cada um de nós. É pessoal! Fui escolhido. Fui Constituído por Deus para produzir fruto e um fruto que permaneça.

Meu amigo, irmão, filho, neto, bisneto,… É IMPORTANTE QUE VOCE TENHA ESTA CERTEZA DE QUE VOCÊ FOI ESCOLHIDO, CONSTITUIDO POR DEUS PARA A MISSÃO CONFIADA A VOCÊ EM SUA FACULDADE OU TRABALHO.

Tenho absoluta certeza de que “Deus não escolhe os capacitados, mas ao contrário ELE capacita os escolhidos” para que produzam frutos e frutos que permaneçam.v

Nesta questão, desejo também exortar a todos aqueles que hoje exercem algum tipo de liderança, coordenação, serviço em nosso meio, para que estejam atentos na preparação de quem vai dar continuidade ao trabalho hoje realizado. Com a minha/sua formatura ou mudança de trabalho, o que hoje é realizado em sua faculdade/trabalho, como obra de evangelização terá continuidade?

UM GRANDE DESAFIO É O EDE PASSARMOS A TOCHA AINDA ACESA AO QUE VIRÁ DEPOIS DE NÓS. PORTANTO, DEVEMOS AJUDAR NA PREPARAÇÀO ADEQUADA DOS QUE NOS SUCEDERÀO. CASO CONTRÁRIO, MUITOS TRABALHOS DE EVANGELIZAÇÀO, QUE HOJE SÀÃO COMO OASIS EM MEIO AO DESERTO DAS FACULDADES DEIXARÀO DE EXISTIR E SERÀO APENAS PARTE DA HISTÓRIA.

Ultimamente tenho rezado com uma visão de uma corrida de revezamento, onde o corredor com um bastão passa o bastão ao corredor seguinte e nesta revelação duas coisas chamam a atenção: 1) O corredor não deixa o bastão cair ao passá-lo adiante e 2) o corredor da etapa seguinte sempre é mais veloz que o anterior.

Com isso entende-se que é necessário passar o bastão adiante sem que ele caia e a equipe seja desclassificada, e para isso é necessário bastante treinamento, cuidados, atenção. E que as pessoas por nós preparadas sejam melhores do que nós, que sejam mais zelosas com a obra do que nós o fomos.

AMADOS! SEJAMOS ZELOSOS COM A OBRA DE DEUS CONFIADA A CADA UM DE NÓS. LEMBREMO-NOS DA PARABOLA DOS TALENTOS, MULTIPLIQUEMOS! NÃO ENTERREMOS OS DONS DE DEUS.

Reflexão final

Deus é amor e Jesus nos ama com o amor de Deus. Isso é mais forte do que qualquer realidade na vida do homem/mulher. Se deixar inebriar por esta realidade é a graça do Batismo no Espírito Santo (BES). E como estamos caminhando rumo a Pentecostes, este momento com o auxilio da novena de Pentecostes será uma excelente oportunidade de experimentar esta graça.

A alegria é fruto do Espírito e é companheira dos amigos de Deus. Se desejarmos ser alegres deve-se ter claro que a verdadeira fonte esta em Deus e na observação da sua palavra. Da observância da palavra nos vem a plenitude da alegria.

O amor de Deus e a Deus não existe somente em palavras, mas se materializa em ações na realidade universitária, que eu possa ter a sensibilidade para servir aos irmãos, a igreja, a comunidade naquilo que realmente seja necessário. E no meio universitário uma boa forma é sendo testemunha da verdade, buscando-a e por ela trabalhando.

A amizade é uma das grandes riquezas do tempo de faculdade e uma amizade em Deus e com Deus é algo que não cabe do lado esquerdo do peito. Ficará para eternidade.

Ser escolhido por Deus é uma graça imensurável, e nós temos o privilégio de o sermos neste momento da história. QUE FAÇAMOS A OPÇÀO POR PRODUZIR FRUTOS QUE PERMANEÇAM, ASSIM COMO DESEJA JESUS.

SE ASSIM O FIZERMOS, PODEREMOS PEDIR O QUE QUISERMOS E NOS SERÁ CONCEDIDO

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

[1] S. Massimo di Torino, Sermo de Sancta Pascha, 54,1 (CC 23, p. 218).

[2] Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade uma Coisa Bela para Deus

[3] Canção da América – Milton Nascimento

[4] Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida – Ex-Arcebispo de Mariana

A Igreja excluiu livros da Bíblia?

Professor Felipe Aquino
Doutor em Física pela UNESP e pelo ITA; há trinta e cinco anos é professor universitário e foi Diretor Geral do Instituto de Engenharia de Lorena - da USP-SP.
E-mail: felipeaquino@cancaonova.com
Site: http://www.cleofas.com.br/
Fernando Galvani

A Igreja nunca excluiu um livro da Bíblia que fosse verdadeiro, excluiu os chamados apócrifos, que eram falsos.

Artigos de Professor Felipe Aquino

Quaresma, a luta contra o pecado 25/02/2010
A situação da Igreja no Brasil 24/02/2010
Existe mesmo maldição de ou em família? 20/02/2010
Por que o sofrimento nosso tem valor diante de Deus? 16/01/2010
Fora da Igreja não há salvação 20/11/2009
Anglicanos querem vir para a Igreja Católica 21/10/2009
Há diferença entre Rezar e Orar? 04/10/2009
O que é jejuar? Qual o efeito do jejum em nossa vida e quais as formas de jejum? 19/09/2009
O que dizer da vasectomia e laqueadura? 30/08/2009
O que a Igreja fala sobre o sexo no casamento? 16/08/2009
Jesus Sinal de Contradição 02/08/2009
O que dizer sobre a Opus Dei? 14/07/2009
Tenho algumas dúvidas sobre a questão do idolatrismo, estes dias atrás tivemos uma visita de uma imagem de nossa senhora que percorre o mundo, isso não é idolatrismo? Porque existem muitos católicos que acabam acreditando muito mais em uma imagem que até mesmo no nosso próprio JESUS? 20/06/2009
O que são pecados graves(mortais) e pecados leves(veniais)? 14/06/2009
Católico pode casar com protestante? 09/06/2009
A Igreja proibiu o ensino na Idade Média? 23/05/2009
A Igreja excluiu livros da Bíblia? 16/05/2009
Qual o significado de Kairós? 03/05/2009
Por que só Comungamos a Hóstia e não bebemos o Vinho consagrado? 01/05/2009
Perguntas e Respostas com Prof. Felipe Aquino 30/04/2009
As Hóstias estragam? 30/04/2009
Espiritualidade 06: O Homem em Perigo 29/03/2009
A penitência da quaresma 15/02/2009
Espiritualidade 05: Construir o homem e o mundo 17/01/2009
Espiritualidade 04: Lições da Natureza 01/01/2009
Espiritualidade 03: "Tu és a alegria do Senhor teu Deus" (Is 62,5) 18/12/2008
Espiritualidade 02: Bênção e maldição 30/11/2008
Espiritualidade 01: Fidelidade a Deus 30/11/2008
Caminhando com Prof. Felipe Aquino... 15/11/2008

XXVIII Congresso Nacional da Renovação Carismática Católica – 2009

O Senhorio de Jesus será o tema central de todas as atividades do XXVIII Congresso Nacional da RCC, que será realizado entre os dias 07 e 11 de julho, na Canção Nova, em Cachoeira Paulista/SP.

Este tema, que foi a base da pregação dos apóstolos, tem ocupado, também, o centro da vida da Renovação Carismática Católica, ao longo dos seus quarenta e dois anos de existência. Mas, numa época marcada pelo relativismo religioso e negação dos valores cristãos, a Renovação Carismática Católica deseja dar testemunho de sua fé em Jesus de forma ainda enfática. Por isso, todas as atividades de nosso Movimento, em 2009, estão focadas no Senhorio de Jesus.

O Congresso Nacional é uma grande oportunidade para que façamos esta proclamação em família. Trata-se de um evento aberto, portanto, todos estão convidados a participar. Vamos mostrar ao mundo que temos um Senhor e que é Ele quem dá sentido à nossa vida. Somente vivendo sob o Senhorio de Jesus poderemos, de fato, estabelecer no mundo a Cultura de Pentecostes.

Nós da RCC Viçosa montamos uma caravana para sair daqui de Viçosa na terça-feira dia 07 de julho, por volta das 20h. Os interessados devem deixar os dados (nome, nome p crachá, data de nascimento, sexo, telefone, e-mail, função na RCC, número da identidade, CPF) na secretaria da RCC Viçosa.

Maiores informações sobre a caravana, com Michele, pelo e-mail: mimenorddd@yahoo.com.br

Inscrições:

- Até o dia 29/05: R$ 25,00;
- De 30/05 até 03/07: R$ 30,00;
- Após esse prazo, o valor será de R$ 35,00.

Atenção: hospedagem e alimentação não estão inclusas no valor da inscrição.
Congressinho:

- Idade para participar: até 12 anos;
- Valor: R$ 30,00 ( referente à alimentação oferecida durante todos os dias do evento);
- As vagas são limitadas;

Presenças confirmadas:

- Dom Alberto Taveira (Arcebispo de Palmas- TO);
- Dom José Luís Azcona Hermoso – Bispo da Prelazia do Marajó;
- Marcos Volcan (Presidente da RCC Brasil);
- Vicente Gomes Machado (Coordenador da Diocese de Goiânia);
- Reinaldo Beserra dos Reis (coordenador da RCC de São Paulo);
- Lucimar Maziero, (coordenadora da comissão de Formação da RCC); e
- Gloria Pólo (Colombiana).

Clique aqui e entre no site oficial do CONGRESSO

Solenidade de Santa Rita de Cássia

Missa do dia 22 de maio de 2009 1 – Ritos Iniciais Acolhida – Comentarista: Boas vindas! Estamos em festa! Que bom que você veio! Em comunhão com toda a comunidade viçosense, vivamos esta solene liturgia como Discípulos Missionários de Jesus Cristo, construindo um mundo de Justiça e Paz. Celebremos jubilosos nossa querida e admirável Padroeira, acolhendo com alegria quem veio de longe e de perto, formando uma só família, sob as bênçãos de Deus e a copiosa proteção de Santa Rita de Cássia. A exemplo de Santa Rita, somos hoje convidados a construir a cultura da paz, como discípulos missionários de Jesus, anunciando seu Evangelho. Canto de Entrada Presidente da Celebração: Saudação Ato Penitencial: (cantado) – Hino de Louvor: (cantado) OREMOS: Ó Deus, que nos alegrais cada ano com a festa de Santa Rita de Cássia, fazei-nos, venerando sua memória, seguir os exemplos de sua vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Todos: Amém! 2 – Rito da Palavra: Primeira Leitura: (At 18, 9-18) Salmo Responsorial: Sl 46 – Refrão: O Senhor é o grande Rei de toda a terra. Aclamação ao Evangelho – Jo 16, 20 – 23a Presidente da Celebração: – Homilia Oração da Assembléia Presidente da Celebração: O Senhor suscita em nós o querer e o fazer. Nesta oração comum peçamos ao Pai que nos fortaleça, para respondermos com generosidade a seus apelos. 1 – Para que a santa Igreja conserve com fidelidade o tesouro da fé, sendo dócil ao Espírito Santo e atenta aos sinais dos tempos, roguemos: R – Santa Rita de Cássia, intercedei a Deus por nós! 2 – Por todos os Agentes de Pastoral em nossas Paróquias e Comunidades, para que sejam um corpo bem unido e fraterno, testemunhando a alegria de crer e de amar, roguemos: R – Santa Rita de Cássia, intercedei a Deus por nós! 3 – Para que construamos a paz positiva, fruto da cultura da paz que proporciona uma convivência pacífica e constrói uma sociedade capaz de considerar a vida como inviolável dom de Deus, roguemos: R – Santa Rita de Cássia, intercedei a Deus por nós! 4 – Pelos Catequistas, para que transmitam a seus catequizandos a vontade de amar sinceramente a Deus e ao próximo, roguemos: R – Santa Rita de Cássia, intercedei a Deus por nós! 5 – Para que o exemplo de Santa Rita de Cássia na busca da santidade ilumine nossa caminhada para enfrentarmos os desafios com serenidade e perseverança, roguemos: R – Santa Rita de Cássia, intercedei a Deus por nós! Presidente da Celebração: Ó Deus, fazei que vosso povo se volte para Vós de todo o coração, pois se o protegeis quando erra, com maior intensidade o guardais quando vos serve. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém! 3 – Rito das Oferendas: Procissão das oferendas Presidente da Celebração: Orai, irmãos e irmãs… Sobre as Oferendas: Concedei, ó Deus, que este sacrifício eucarístico em comemoração de Santa Rita de Cássia nos alcance o vosso perdão e a salvação que esperamos. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém! 4 – Rito Sacramental: Prefácio dos/as Santos/as – Oração Eucarística 5 – Rito da Comunhão: Pai Nosso – Abraço da Paz – Cordeiro de Deus (Cantado) – Comunhão 6 – Ritos Finais: OREMOS: Deus todo-poderoso, a força divina deste sacramento nos ilumine e afervore nesta festividade de Santa Rita de Cássia para que, animados sempre pelos santos propósitos, multipliquemos as boas obras. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém! Bênção das rosas: - A nossa proteção está no nome do Senhor - Que fez o Céu e a Terra - O Senhor esteja convosco - Ele está no meio de nós. Oremos: Ó Deus, rico em misericórdia e fonte de toda a consolação, deramai a vossa bênção +  sobre estas rosas e sobre as pessoas que as trazem consigo, para que, recordando o milagre da rosa que doastes a Santa Rita de Cássia, como conforto para o espinho que durante quinze anos a associou à Paixão Redentora de Vosso Filho Jesus, sejam repletas de vossas graças e dêem testemunho de Cristo Ressuscitado. Ele que vive e reina convosco e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos. Todos: Amém! Bênção final: - O Senhor esteja convosco - Ele está no meio de nós - Ó Deus, nosso Pai, Vós nos reuniu hoje para celebrar a festa de Santa Rita de Cássia padroeira de nossa Cidade e seu Município, nós Vos pedimos que nos abençoeis, com a Vossa Mão protetora, confirmando-nos em Vossa paz. Todos: Amém! - O Cristo Senhor que manifestou em Santa Rita de Cássia a força renovadora da Páscoa, vos torne testemunhas do Seu Evangelho. Todos: Amém! - O Espírito Santo, que em Santa Rita de Cássia nos ofereceu um sinal de solidariedade fraterna, vos torne capazes de criar na Igreja uma verdadeira comunhão de fé e de amor. Todos: Amém! - Abençoe-vos o Deus todo poderoso + Pai + e Filho + e Espírito Santo. Todos: Amém! - Ide em paz e o Senhor vos acompanhe! Todos: Graças a Deus!

O amor de Deus


Uma das belas diretrizes de Cristo é, sem dúvida, esta: “Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor” (Jo 15,9). Cumpre, de plano, refletir sobre o amor do Pai por Jesus, seu Filho amado. O próprio São João escreveria mais tarde que “Deus é amor” (1 Jo 4,8). Deus não é um Ser solitário no céu, nem tão pouco Ele é uma projeção do super ego do homem, ou seja, da instância da personalidade formadora de ideais humanos. É uma Trindade de Pessoas unidas, desde toda a eternidade, pelo vínculo de um amor infinito. Aí o fundamento da assertiva de Cristo que lança cada homem ou cada mulher numa verdade maravilhosa, inimaginável, ou seja, a criatura racional é transportada para o reino do amor trinitário e passa a pertencer à verdadeira família de Deus. Revelação impressionante e consoladora! Entretanto, em seguida, Jesus mostra como viver esta realidade: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor” (v. 10). Isto foi bem decodificado por São João: “Aquele, porém, que guarda a sua palavra, nele o amor de Deus é verdadeiramente perfeito. É assim que conhecemos se estamos nele” (1 Jo 2,5). De fato, prova-se o amor não por meio de vocábulos, mas pelas obras. Já ensinava o Teólogo do Amor: “Não amemos por palavras nem apenas pela língua, mas com ações e em verdade” (1 Jo 3,18). É que a verdadeira dileção é afetiva e efetiva. Sob o ponto de vista da afetividade cumpre atos de complacência, de conformidade com a vontade de Deus, de amizade íntima com o Ser Supremo, de mútua entrega, de união profunda com o Sumo Bem. Como o sol entre as estrelas, tal atitude lança sua claridade e sua formosura em todas as atividades humanas. Para se chegar a este estágio cumpre, outrossim, o amor efetivo traduzido num arrependimento sincero de todas as faltas contra os Mandamentos, numa fuga corajosa de todas as ocasiões perigosas que poderiam afastar o cristão de seu Senhor. É preciso também o exercício contínuo das virtudes morais, removendo obstáculos, mortificando as paixões, exercitando a paciência, a abnegação, a humildade, a pureza de consciência, enfim, tudo que Cristo compendiou no Sermão da Montanha. Disto resulta a estabilidade no amor prescrita pelo Redentor, donde uma união permanente com o Criador de tudo, tendo nele sempre o pensamento, submetendo-se inteiramente à Sua vontade, subordinando todos os afetos do coração ao amor divino, estando todas as energias postas a serviço de Deus e salvação do próximo. Com efeito, quem ama a Deus deseja que Ele seja amado por todos e é nisto que consiste o penhor da redenção eterna. Tal maneira de ser é transformante. Assim como o fogo com sua atividade metamorfoseia o ferro e queima todas as suas escórias, do mesmo modo, a caridade na alma a transforma espiritualmente em Deus, a purifica de todas as mazelas e imperfeições. O amor faz semelhantes os que se amam. A caridade divina irradia a semelhança celestial nos que a possuem. Daí o aumento das energias para o bem. Lemos na Bíblia: “O amor é forte como a morte [ ... ] Suas centelhas são centelhas de fogo, uma chama divina” (Ct 8,6). Eis por que quem vive tudo isto se imerge num júbilo inenarrável, alegria interna, felicidade indescritível. Passa o cristão a degustar na terra um pouco da ventura do céu, onde verá e amará a Deus como Ele Imperturbabilidade passa a gozar o coração que, desta maneira, ama o Sumo Bem. Isto está assegurado pelo salmista que assim se dirige a Deus: “Grande paz têm aqueles que amam vossa lei: não há para eles nada que os perturbe” (Sl 118,165). Para se conseguir tão excelso objetivo cumpre refletir que Deus é amabilíssimo pela sua imensa sabedoria, pela sua ampla onipotência, pelos dons que ininterruptamente concede a cada um. Eis aí o fundamento da dileção ao próximo no qual se passa a perceber ao vivo a presença de Deus, verdade muito bem lembrada por São João: “Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê. Temos de Deus este mandamento: o que amar a Deus, ame também a seu irmão” (1 Jo 4, 20-21). Aí está o motivo ontológico e teológico pelo qual o amor a Deus e ao próximo estão intimamente associados. São Paulo então nos aconselha: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o amor recíproco; porque aquele que ama o seu próximo cumpriu toda a lei” (Rm 13,8) e cumprir a lei é a prova do amor a Deus.

Evangelho da Semana: Jo 15, 1-8

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

A VIDEIRA E OS RAMOS

Nossa caminhada agora é rumo a Pentecostes, uma certeza vai invadir o meu e o seu coração dizendo-nos para que fiquemos em Jerusalém e esperemos o cumprimento da palavra. Nesta semana, a nossa reflexão passa pelo chamado a produzir frutos unidos a videira.

Evangelho de 10/05/09 – Jo 15, 1-8

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

1. Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará;

2. e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto.

3. Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado.

4. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim.

5. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.

6. Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á.

7. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito.

8. Nisto é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

PASCOA!

São Máximo de Turim, define a Páscoa como uma passagem “dos pecados à santidade, dos vícios à virtude, da velhice à juventude, que se entende não em idade, mas em simplicidade. Éramos de fato decadentes pela velhice dos pecados, mas pela ressurreição de Cristo fomos renovados na inocência das crianças” [1]

Eu sou a videira verdadeira…

Desejo iniciar a reflexão desta semana com a ajuda do pregador da casa pontifícia o Frei Raniero Cantalamessa OFM[2].

Em seu ensinamento Jesus parte com freqüência de coisas familiares para todos que lhe escutam. Desta vez nos fala com a imagem da videira.Jesus expõe dois casos. O primeiro, negativo: a videira está seca, não dá fruto, assim é cortada e deixada; o segundo, positivo: a videira está ainda viva e sã, então é podada.

Já este contraste nos diz que a poda não é um ato hostil para com a videira. O vinhateiro espera ainda muito dela, sabe que pode dar frutos, tem confiança nela. O mesmo ocorre no plano espiritual. Quando Deus intervém em nossa vida com a cruz, não quer dizer que esteja irritado conosco. Justamente o contrário.Mas, por que o vinhateiro poda a videira e faz «chorar», como se costuma dizer, à vinha? Por um motivo muito simples: se não é podada, a força da vinha se desperdiça, dará talvez mais frutos que o devido, com a conseqüência que nem todos amadureçam e de que descenda a graduação do vinho. Se permanecer muito tempo sem ser podada, a vinha até se assilvestra e produz só uvas silvestres.

O mesmo ocorre em nossa vida. Viver é eleger, e eleger e renunciar. A pessoa que na vida quer fazer demasiadas coisas, ou cultiva uma infinidade de interesses e de afeições, se dispersa; não sobressairá em nada. Deve-se ter o valor de fazer eleições, de deixar à parte alguns interesses secundários para concentrar-se em outros primários.

Podar! Isto é ainda mais verdadeiro na vida espiritual. A santidade se parece com a escultura.

Leonardo da Vinci definiu a escultura como «a arte de tirar». As outras artes consistem em colocar algo: cor na tela na pintura, pedra sobre pedra na arquitetura, nota após nota na música. Só a escultura consiste em tirar: tirar os pedaços de mármore que estão demais para que surja a figura que se tem na mente. Também a perfeição cristã se obtém assim, tirando, fazendo cair os pedaços inúteis, ambições, projetos e tendências carnais que nos dispersam por todas as partes e não nos deixam acabar nada.

Um dia, Miguelangelo, passando por um jardim de Florença, viu, em uma esquina, um bloco de mármore que surgia desde debaixo da terra, meio coberto de mato e barro.

Parou, como se tivesse visto alguém, e dirigindo-se aos amigos que estavam com ele exclamou: «Nesse bloco de mármore está encerrado um anjo; devo tirá-lo para fora». E armado de cinzel começou a trabalhar aquele bloco até que surgiu a figura de um belo anjo.

Também Deus nos olha e nos vê assim: como blocos de pedra ainda disformes, e diz para si: «Aí dentro está escondida uma criatura nova e bela que espera sair à luz, mais ainda, está escondida a imagem de meu próprio Filho Jesus Cristo [nós estamos destinados a «reproduzir a imagem de seu Filho» (Rm 8, 29. Ndt)]; quero tirá-la para fora!». Então o que faz? Toma o cinzel, que é a cruz, e começa a trabalhar; toma as tesouras de podar e começa a fazê-lo. Não devemos pensar que serão cruzes terríveis! Normalmente Ele não acrescenta nada ao que a vida, por si só, apresenta de sofrimento, fadiga, tribulações; só faz que todas estas coisas sirvam para nossa purificação. Ajuda-nos a não desperdiçá-las.

Podados para produzir fruto

Nossa vocação é produzir frutos. Mas qual tipo de frutos temos produzido? Frutos do espírito, ou frutos da carne? (cf. Gal 5 16-26).

Nosso querido João Paulo II[3] nos ajuda a refletir dizendo: O vinhateiro irá cortar na sua vinha os rebentos maus. Se não o fizesse e se os deixasse no ramo bom, a vinha só daria um vinho azedo e de má qualidade. Assim deve fazer o homem nobre: deve podar-se a si próprio de tudo o que está desordenado, cortar pela raiz todos os seus modos de ser e as suas inclinações, quer se trate de alegria ou de dor, quer dizer, cortar os defeitos, e isso não importuna nem a cabeça, nem o braço, nem a perna.

Mas retém a faca até teres visto o que deves cortar. Se o vinhateiro não conhece a arte da poda, cortará tudo, tanto o ramo bom que deve em breve dar a uva como a ramo mau, e ele arruinará o vinhedo. Assim fazem certas pessoas. Não conhecem o ofício. Deixam os vícios, as más inclinações no fundo da natureza, podando e cortando rente a pobre da natureza em si mesma. A natureza em si mesma é boa e nobre: o que você quer cortar ai? No tempo da vinda dos frutos, quer dizer, da vida divina, vai ter apenas uma natureza arruinada.

Eu sou a videira; vós, os ramos

Ser ramo é algo bastante difícil, pois a única fonte de alimentação que o ramo tem é a seiva vinda do tronco, ou seja, é preciso união ao tronco da videira para dela recebermos toda a seiva do Espírito Santo.

É esta seiva que produzirá em nós fiéis devotos toda a vida e viscosidade necessária para a ornamentação do mundo. Sem esta “graça” o ramo morre, seca, fenece e naturalmente não cumpre com a sua missão. E já fomos alertados por Jesus que fomos constituídos para que produzíssemos frutos e que nosso fruto permaneça.

PORTANTO NEM PENSAR EM PRODUZIR FRUTOS SEM ESTAR VINCULADOS Ã VIDEIRA.

Santa Edith Stein[4] refletindo sobre a nossa união a Cristo (a videira) diz: No que diz respeito à Igreja, a concepção mais acessível ao espírito humano é a de uma comunidade de crentes. Quem crê em Jesus Cristo e no Seu evangelho, e espera o cumprimento das Suas promessas, quem se encontra ligado a Ele por um sentimento de amor e obedece aos Seus mandamentos, deve estar unido a todos quantos partilham o mesmo espírito por uma profunda comunhão espiritual e uma ligação de amor. Aqueles que seguiram o Senhor durante a Sua passagem pela terra foram os primeiros sarmentos da comunidade cristã; foram eles que a difundiram e que transmitiram em herança, na sucessão dos tempos, até aos nossos dias, as riquezas da fé de onde retiravam a respectiva coesão.

Mas até uma comunidade humana natural pode ser já muito mais do que uma simples associação de indivíduos distintos; pode ser uma estreita harmonia que vai a ponto de se tornar uma unidade orgânica; o mesmo se aplica ainda com maior verdade à comunidade sobrenatural que é a Igreja. A união da alma com Cristo é diferente da comunhão entre duas pessoas terrenas; esta união, iniciada no Batismo e constantemente reforçada pelos outros sacramentos, é uma integração e um arremesso de seiva, como nos diz o símbolo da videira e dos ramos. Este ato de união com Cristo pressupõe uma aproximação membro a membro entre todos os cristãos. Assim, a Igreja toma a figura do Corpo Místico de Cristo. Esse corpo é um corpo vivo e o espírito que o anima é o Espírito de Cristo que, partindo da cabeça, se comunica a todos os membros (Ef 5, 23.30); o espírito que emana de Cristo é o Espírito Santo, e a Igreja é por isso templo do Espírito Santo (Ef 2, 21-22).

Reflexão final

Jesus é verdadeira videira em quem devemos estar ligados, ao contrário do que se ensina em muitas realidades acadêmicas.

A nós compete darmos testemunhos das palavras de Jesus no âmbito universitário, pois estamos plantados nesta realidade e, portanto nela somos chamados a manifestar o esplendor da doutrina de Cristo. Nosso autentico testemunho na universidade será fruto de uma profunda e íntima ligação/adesão a Cristo e suas palavras.

Só existe uma forma de externarmos o quanto o tronco da arvore onde estamos inseridos é forte, vigoroso, profundo, robusto,… É produzindo frutos que sejam de fato alimentos, galhos que sejam sombra/acolhida aos nossos irmãos, aos membros da comunidade acadêmica.

A unidade a verdadeira videira, nos oferece a seiva de Cristo, ou seja, o Espírito Santo. O Batismo no Espírito Santo também pode ser visto desta ótica, se permanecemos unidos a Cristo. Ele cumprirá indubitavelmente a sua promessa e então seremos plenos do Espírito.

E para produzir-se frutos saborosos é necessária a poda, acolher a poda de Deus em nossa vida é sinal de maturidade na fé e desejo de crescimento espiritual.

Amados por melhores que sejam as teses da academia, é preciso que nós aprendamos com Jesus que “Sem mim nada podeis fazer”. É necessário que nós, evangelizadores da realidade universitária, aprendamos isso. Caso contrário muito do nosso esforço evangelizador poderá ser em vão.

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

[1] S. Massimo di Torino, Sermo de Sancta Pascha, 54,1 (CC 23, p. 218).

[2] Raniero Cantalamessa OFM- Comentários da liturgia. V Domingo da Páscoa, Ano B, 2006. Traduzido por Zenit.

[3] João Paulo II – Discurso no Conselho da Europa, em 05/08/1988.

[4] Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa – A mulher e o seu destino, coletânea de seis conferências