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RCC Viçosa – Renovação Carismática Católica de Viçosa
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Renato Luiz concedeu uma entrevista à TV Viçosa

Não percam!

Renato Luiz,membro da Fraternidade Pequena Via, que lançou recentemente o CD “Da dor a paz” concedeu uma entrevista à TV Viçosa.

Vai ao ar na Sexta-feira, dia 31, na hora do Jornal Regional, às 19h30min, com reapresentação às 21h40min.

Dia do Padre

Padre Paulo Dionê Quintão
Pároco do Santuário Santa Rita de Cássia. Jubileu de Prata Sacerdotal 1984 - 2009
E-mail: santuariosrc@lince.tdnet.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com

Os que convivem mais de perto comigo, desde a infância, especialmente meus familiares, sabem o quanto sempre calou fundo em minh’alma cinco letras capazes de emoldurar um sonho: PADRE. Agora que 25 ANOS se passaram, alegro-me por cultivar este primeiro e único amor. Um ministério ontologicamente enraizado em minha pessoa.

A união hipostática permitiu a Jesus ter Sua Pessoa revestida de duas naturezas: divina e humana. Esta lhe deu a possibilidade de ser Sacerdote: dom e oferta apresentados a Deus. A natureza divina proporcionou caracteres infinitos à oferenda. Este foi o jeito que Deus descobriu para dar totalidade ao gesto a Ele oferecido. Qualquer oferta humana, mais generosa que fosse, seria incompleta, seja quanto à adoração, louvor, súplica ou reparação. Em Jesus Cristo, reúne-se a humanidade inteira em perfeita oferenda ao Pai, pela força do Espírito Santo.

Sustentado pelo Espírito Santo, Jesus cumpre o projeto que o Pai lhe confiara. Antes, porém, de seu retorno com a ascensão, Ele institui o sacramento do amor: a Eucaristia. A nova e eterna Aliança é o acontecimento simbólico, (no sentido de reunir tudo), de toda a missão do Verbo encarnado na história. Trata-se do propósito Divino de “reunir todos em Cristo”. Na última Ceia e primeira Missa que Jesus ofereceu, reúne-se Sua vida e morte. Gesto que manifesta o infinito amor de Deus.

Jesus que esgotou a totalidade da Salvação em sua vida, paixão, morte e ressurreição, deu dinamicidade ao que, na verdade, é ininterrupto; a Redenção não cessa seus efeitos. Em cada pessoa, em toda a história, Ele quer reatualizar sua missão salvífica. Aqui nasce o ministério Sacerdotal.

Ser Padre é, pois, agir in persona Christi, sendo orientado (=ordenado) por Ele para Lavar os Pés da Humanidade, ou seja, prestar-lhe o serviço da salvação. Ser Padre é entregar a vida para Jesus e, com Ele, n’Ele e por Ele, tornar-se oferta gratuita à humanidade.

Ser feliz por ser Padre não depende de prestígio popular, muito menos de status quo. Não se vincula a êxitos administrativos, sociais ou políticos; nem mesmo ao sucesso externo das ações pastorais. Depende, isto sim, de ser um com Jesus Cristo. Este último fundamento favorece a abertura à ação da graça sacramental, onde Deus age através da natureza humana e possibilita a eficácia da missão do sacerdote como: ALTER CHRISTUS. Sendo, pois, um OUTRO CRISTO, nenhum encargo, dentro ou fora da instituição eclesiástica, ultrapassa ou sequer alcança tamanha honra e igual responsabilidade.

curadars

O Ano Sacerdotal, 2009-2010, inspirou-se no 150º aniversário da morte de São João Maria Vianey, o Cura D’Ars, cuja festa litúrgica fez de 4 de agosto o DIA DO PADRE.

É preciso que Cristo cresça em mim e eu diminua

Sérgio Antônio dos Santos
Servo atuante da RCC de Viçosa, pertencente ao Grupo de Oração “Nossa Senhora de Fátima”
E-mail: sergio.serginhosant@gmail.com
Site: http://serginhosant.wordpress.com/
Padre Paulo Dionê Quintão

João Batista, por meio do Evangelho de São João, capítulo 3, 30, afirma que “é preciso que Cristo cresça em mim e eu diminua”. A grande verdade deste versículo é a vontade de João Batista minimizar a influência da carne em sua vida e aflorar a presença do Cristo. Quando João Batista fala em “Cristo crescer” ele está, na verdade, abrindo mão de toda a sua convicção e vontade humana, deixando assim, o caminho livre para Jesus ir em direção ao seu coração.

Pregando dessa forma, João Batista exorta em nós, a vontade de também vivermos assim, com o coração aberto à Cristo. É interessante analisarmos aquela frase visualizando a palavra “cresça”; veja bem, João Batista com a sua inteligência e simplicidade nos mostra que Cristo não entra e cresce em nossa vida de qualquer forma ou de uma hora pra outra; é necessário que eu dê o primeiro passo e dizer sim a Ele, para que dessa forma Cristo comece a crescer dentro de mim. Não existe, de forma alguma, a possibilidade de eu querer abrir mão de toda a minha limitação humana sem antes aprender a doar parte de mim aos poucos ao próprio Cristo. É bonito pensar que Cristo nos aceita da forma que nos encontramos hoje, limitados por nossa essência humana, e por isso pecadores. O meu coração se enche de alegria quando penso que mesmo pecando todos os dias, o tempo todo, Cristo, ainda assim quer crescer e viver em mim.

Não posso dizer que viver essa experiência de abrir mão dos meus limites para viver em Cristo seja fácil, porque na verdade é muito difícil. No entanto sabemos que somos sacrários vivos, levando o Criador em nosso ser, em nossas mentes e no nosso coração e por isso sabemos que habita em nós o Santo Espírito. E é com essa verdade que consigo caminhar, uma vez que sozinho é impossível abrir mão de meus pecados, porém com a ajuda do Espírito Santo essa tarefa se torna; eu poderia dizer: “mamão com açúcar”.

Outro ponto importante em pensar que “Cristo cresce em mim” é pensar que devo nascer de novo. Jesus nos ensina isso: “Em verdade, em verdade te digo que quem não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3: 3). Nascer de novo, SIM, mas não por meio de um segundo nascimento biológico, e sim por um nascimento espiritual, por meio do Espírito Santo, uma vez que é impossível compreender o Reino de Deus e entrar nele, sem um renascimento pelo Espírito Santo. E é com essa convicção no coração que entendemos o que João Batista nos mostra: “é preciso que Cristo cresça em mim e eu diminua”, pois só assim morrerá o homem velho que existe em mim, um homem limitado que só consegue enxergar o pecado, e consequentemente um novo homem surgirá, completamente transformado, renovado e reavivado pelo poder do Espírito Santos. Então posso afirmar que vivendo assim estaremos prontos pra ver o reino de Deus.

Encontro reunirá pregadores da Renovação Carismática Católica de todo o Brasil

De 15 a 18 de outubro, um grande exército de pregadores marchará para Brasília-(DF), para lá receber: sólida formação, pregações, momentos de adoração e louvor, partilha, testemunhos e um grande derramamento do Espírito Santo.

E movidos pelo Espírito Santo, sairão por todos os Estados do nosso imenso país anunciando o Evangelho com novo ardor, até conquistar o Brasil para Cristo!

Você não pode ficar de fora deste momento de graça!

Marchemos!

Clique aqui para saber mais!

Entrevista: Ana Maria – 15 anos do GO Fonte de Vida e MUR


Família, primeira catequese e caminho para o discipulado

Os coordenadores do Ministério Nacional das Famílias, convidam a família carismática, a viver intensamente o mês de Agosto, rezando nos Grupos de Oração pelas famílias. Leia o convite:

“Queridos e amados irmãos da Renovação Carismática Católica do Brasil, chegou o tempo de, como homens e mulheres batizados no Espírito Santo, assumirmos esta luta em favor da FAMÍLIA, instituição primordial no coração de “Deus” , e tão rejeitada e humilhada na nossa sociedade, egoísta, escrava de princípios mundanos e pagãos, que tem deturpado e destruído a nossa imagem de filhos amados do Pai.

Jesus lhes disse “Ò gente sem inteligência! Como sois tardios de coração, para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas” (Lucas 24,25), o povo tem sede de Deus mas não conhece a fonte, assim como aqueles dois discípulos de Emaús, que estiveram com o mestre mas não o conheciam ainda, precisamos apresentar Jesus a eles. Confiantes no Senhorio de Jesus e fortalecidos pelas bençãos do CONGRESSO NACIONAL,convocamos todos os Grupos de Oração de nosso país a oferecer o mês de AGOSTO como a casa onde as FAMÍLIAS CARISMÁTICAS DO BRASIL, experimentarão, o sabor maravilhoso, e o perfume de Cristo para Deus, para iluminar nossas casas, refletindo que somos um povo repleto do infinito amor de Deus , na pessoa do Espirito Santo.

Enquanto pregamos e anunciamos pelo mundo as maravilhas de Deus na pessoa de nosso senhor Jesus Cristo, o inimigo tem atacado e colocado sonolência em nossas próprias casas, afastando os nossos amados da oração, dos Grupos de Oração e até da Igreja.

Celebremos Pentecostes em nossas casas

Pais orem pelos seus filhos; filhos orem pelos pais; esposos orem pelas esposas; cada um faça a imposição de mãos e em nome de Jesus e no Poder do seu sangue precioso, proclamemos o SENHORIO DE JESUS, neste grande momento da família carismática. “Eu e minha casa serviremos ao Senhor”. Não nos conformemos com este mundo, mas o transformemos, pela renovação do nosso espírito”.

Sugestão de temas para palestras no mês de Agosto nos Grupos de Oração:

Tema central: “Famílias, Batizadas no Espírito Santo, caminho para o discipulado”

“Por esta causa dobro os meus joelhos na presença do Pai, ao qual deve sua existência toda a FAMÍLIA no céu e na terra, para que os conceda segundo seu glorioso tesouro, que sejais poderosamente robustecidos pelo seu Espírito em vista do crescimento do vosso homem interior.” ( Efésios 3,14-16 )

Primeira Semana

Escuta, ò Família, o Senhor teu Deus ( Lucas 24,25-27)

Segunda Semana

Domingo, dia de encontro da Família de Deus ( Lucas 24,28-32)

Terceira Semana

A Família se realiza somente na comunidade (Lucas 24,33-35)

Quarta Semana

Pentecostes na Família: caminho para o discipulado. (At 10,34-43)
Celebrar Pentecostes na Família ( At 11,14-15)

O Pregador(a) de preferência levar a esposa (o), e se possível os filhos junto no Grupo de Oração, como testemunho, que a família é a Igreja doméstica.

Estes textos bíblicos são uma caminhada, mas o Espírito Santo é criativo e revelará o que for da vontade do Pai para cada noite, ao ministro da palavra.

Oramos, e peçamos ao Senhor, por intercessão de Nossa Senhora de Nazaré, que cada coordenador, assuma este compromisso de preparar bem o grupo para este mês, motivando todos os ministérios a se unirem em vigília, oração, jejum e clamor pelas famílias que estão a margem da grande misericórdia do Pai Celestial.

Fonte: RCC Brasil

A maternidade espiritual de Maria


Maria verdadeiramente Mãe de Deus, possui também a maternidade espiritual sobre todos os homens. Isto ficou claro lá no Calvário (Jo 19,26-27). A vida nova ia jorrar da Cabeça do Corpo Místico e ali estava a mãe da humanidade regenerada, porque Mãe do Salvador, Corredentora da raça redimida. Num testamento de requintado amor, revelando sua vontade derradeira, Jesus ia proclamar publicamente, solenemente, esta verdade alicerçada em duas colunas auríferas: a maternidade divina e a corredenção. Cristo acabava de abaixar seus olhos sobre os que estavam diante da Cruz, os quais Ele cingia como num abraço amigo. Contempla sua mãe e o amigo fiel. A ternura por aqueles dois seres e por milhares de outros, que Ele evoca através de um símbolo vivo, iria obrigá-lo a quebrar outra vez o silêncio. Dulcíssimas palavras, recolhidas com sumo carinho pelo único Apóstolo ali presente, pairam para grandeza e felicidade humanidade redimida: “Mulher, eis o teu filho … Eis a tua mãe”! Toda a Igreja, desde então, através de uma percepção universal dos fiéis e nos mais belos escritos que consagraram a pena de doutores famosos, compreendeu que João é aí um representante. Maria recebe de seu divino Filho o gênero humano em tutela. Os homens ganham Maria, mãe espiritual, herança sublime legada pelo Salvador. Num derradeiro adeus, levado por uma dileção imensa, Jesus proclama uma verdade, honra e glória de seus seguidores. Daí as sábias considerações de São Pedro Crisólogo: “Como por Eva nos veio a todos a morte, assim por Maria nos veio a todos a vida”. São Lourenço de Brindisi assim se expressou: “Como Eva foi mãe de todos os homens, assim Maria é Mãe de todos os cristãos, que são membros de Cristo, pelo que a Igreja se chama Corpo de Cristo”. De fato, todos os regenerados são filhos espirituais de Maria. Ela nos engendrou por vontade expressa de seu Filho à luz da graça, no meio das agonias e dores do Gólgota, entre os supremos tormentos do Redentor. Este sabia que os seus discípulos estariam expostos a numerosos perigos e, portanto, necessitariam da solicitude de uma mãe poderosa, aquela mulher extraordinária que fora escolhida como cooperadora por excelência da obra salvadora. Ela poderia ajudar os seus filhos a serem sempre fiéis e a cumprir sua missão de colaboradores na obra salvífica. Maria foi o presente mais valioso que Jesus poderia então dar à humanidade. Maternidade singular e universal de importância capital para a vida da Igreja. A magna tarefa de Maria seria fazer com que todos os cristãos crescessem sempre na fé, na esperança, no amor a Deus e na dileção recíproca. Eis aí o significado mais profundo da maternidade espiritual de Maria. Eis por que ela é também chamada Mãe da Igreja. Cabe, realmente a Ela a responsabilidade maternal no desenvolvimento de todas as manifestações da graça e na multiplicação de todos os dons e carismas que contribuem para a vitalidade do Corpo Místico de Cristo. Ela exerce uma ação constante para fazer triunfar a unidade da Igreja, não obstante todas as tentativas de divisão entre os cristãos. Aí está o motivo pelo qual Ela recebeu uma outra graça especial no dia de Pentecostes (Atos 1,14). Estava junto dos Apóstolos como um modelo de prece assídua e é de se notar que entre as mulheres que perseveravam na prece, formando um só coração e uma só alma, apenas o nome de Maria é citado. Embora chamada a cheia de graças pelo Arcanjo Gabriel ela como que teve necessidade de um novo dom do Espírito Santo para assumir a maternidade espiritual que Cristo lhe confiara. Para ser mãe de Cristo ela recebera um dom específico do Espírito Santo. Para realizar plenamente sua tarefa de mãe dos discípulos de Jesus ela aguardou a outra dádiva recebida no dia da vinda da Terceira Pessoa sobre os discípulos com ela reunidos no Cenáculo. Após Pentecostes, o Espírito Santo continuou a animar os Apóstolos, mas sobretudo Maria que havia sido sua cooperadora por excelência no momento da Anunciação. Disto resulta o grande amor que se deve ter a Ela, procurando cada um ter dela aquela visão de uma presença maternal efetiva que conduz a um amor sem fronteiras, a ela e a toda obra redentora de seu divino Filho. * Professor no Seminário de Mariana de 1967 a 2008.

As etapas para o entendimento bíblico

Denis Duarte
Licenciado em Letras - UFV; Especialista em Bíblia - UNESP; e Mestrando em Ciências da Religião - UNESP
E-mail: denisufv@yahoo.com.br
Site: http://www.denisduarte.com/
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho

Concedei a vosso servo esta graça: que eu viva guardando vossas palavras (Sl 118,17)

Segundo o documento da Comissão Pontifícia Bíblica: A interpretação da Bíblia na Igreja, ainda que os estudiosos bíblicos tenham a função de interpretar as Sagradas Escrituras, esse trabalho não compete somente a eles, pois a leitura e vivência dos textos bíblicos vão além das análises acadêmicas, já que, a Bíblia não é apenas um conjunto de livros históricos, mas é a Palavra de Deus.

E essa Palavra se torna atual e responde aos questionamentos e angústias do homem pós contemporâneo. Por isso, a leitura e estudo bíblico deve ser feito por todos, uma vez que proporciona uma experiência de fé prática e atual. Mas é também por isso que é preciso tomar certos cuidados e se ter critérios na leitura e interpretação dos textos bíblicos para que não haja o risco de uma interpretação desvinculada e sem compromisso com a Tradição e o Magistério da Igreja, pois ambos garantem um entendimento seguro das Sagradas Escrituras ao longo da história de fé do Povo de Deus.

Para isso, torna-se necessário tratar de algumas questões ligadas à exegese e hermenêutica bíblicas. Mas não é preciso espanto, pois essas palavras (exegese e hermenêutica) estão mais presentes na prática bíblica do que se possa imaginar. E também, não se trata aqui de um estudo científico, mas o uso dessa linguagem é para mostrar as etapas necessárias para um correto entendimento da Bíblia.

Comecemos então, pela definição desses termos: Exegese é uma palavra que vem do grego e significa: explicação ou explanação. É a arte de expor, de trazer para fora o sentido de um determinado texto. É um conjunto de técnicas e ferramentas utilizadas para entender e descobrir o significado de um texto. Hermenêutica já diz respeito à interpretação do que está escrito. É a apropriação que se faz do entendimento do texto para aplicá-lo no dia-a-dia.

Mas existe no meio do caminho entre a exegese e a hermenêutica um filtro. E que filtro é esse? A Doutrina da Igreja, o Catecismo da Igreja Católica. Esse procedimento de filtrar o estudo bíblico serve basicamente para duas coisas: não permitir os exageros e também para ampliar a interpretação quando ela é muito limitada. E, em geral, muito mais amplia do que reduz as interpretações, uma vez que, são apresentadas outras possibilidades de entendimento do texto que talvez não tenham sido contempladas no estudo.

É como o antigo filtro de barro muito usado, especialmente, nas cidades pequenas e nas zonas rurais. O filtro de barro não é feito para reter a água, mas para purificá-la. Da mesma maneira o filtro da Doutrina, não retém a nossa leitura da Bíblia, mas a deixa livre de impurezas que porventura possam ter surgido durante o momento de estudo da Palavra. Além disso, o filtro de barro possui a capacidade de deixar a água sempre fresca e pronta para ser consumida. Igualmente faz o filtro da Doutrina, que atualiza para nossos dias aquilo que lemos e interpretamos nas Sagradas Escrituras, deixando a mensagem bíblica pronta para saborearmos e utilizarmos no dia-a-dia.

Que se sigam essas três etapas para o entendimento bíblico: estudar com atenção, trazendo a tona o máximo de informações possíveis para um conhecimento mais aprofundado do texto – passar esse conteúdo pelo filtro da Doutrina para purificar e atualizar o conteúdo – e aplicar a Palavra de Deus na própria vida.

Ler superficialmente o texto, sem um mínimo de contextualização e sem consultar a Igreja, faz correr o risco de uma aplicação do texto bíblico de maneira equivocada, podendo causar danos si e àqueles a quem se transmite o entendimento do texto. Daí a importância desses três momentos: estudo mais cuidadoso (exegese) – filtro da Doutrina (catecismo) – interpretação e aplicação no dia-a-dia (hermenêutica).

O Paraguai, a Igreja e as notícias

Denis Duarte
Licenciado em Letras - UFV; Especialista em Bíblia - UNESP; e Mestrando em Ciências da Religião - UNESP
E-mail: denisufv@yahoo.com.br
Site: http://www.denisduarte.com/
Denis Duarte

Não quero discutir aqui as questões polêmicas que envolvem o presidente paraguaio Fernando Lugo: o filho assumido, outros possíveis filhos, o celibato… Claro que não temos que concordar com essas situações e muito menos colocar panos quentes em cima disso tudo. Mas a ênfase desse texto é outra – despertar um senso crítico diante das informações e discussões frente a todas as notícias envolvendo esses acontecimentos.

Tenho acompanhado o andamento da política nacional paraguaia desde o processo eleitoral no país e continuo seguindo os rumos do governo atual e dessa maneira, também os tumultos que envolvem o atual presidente. Por conta disso, tenho feito uma pequena análise sobre as diferentes ações e opiniões a respeito, em especial, dos escândalos envolvendo a pessoa do presidente local. Vamos a elas:

Encontrei alguns formadores de opinião que, antes de qualquer outra coisa, querem atacar a Igreja Católica. Essas pessoas encontraram nesse caso, um ambiente propício para direcionarem suas investidas. São pessoas que, escrevam o que escreverem, falem o que falarem irão sempre tentar direcionar suas agressões contra a instituição católica.

Outros fornecedores de conteúdo que encontrei são direta ou indiretamente oponentes políticos do presidente paraguaio ou do seu partido. As questões discutidas e apresentadas por essas pessoas não são os acontecimentos propriamente ditos, mas oportunidades para prejudicar a concorrência política. O interesse aí é meramente político e não informativo ou argumentativo.

Existem ainda os jornalistas ou colunistas aproveitadores. Esses criam manchetes sensacionalistas para despertarem a atenção do público. Não há neles solidez de conteúdo. Passada a onda do acontecimento vão em busca de outra notícia que lhes traga a possibilidade de alguma visibilidade. São superficiais e não merecem crédito.

Infelizmente, encontrei também católicos, ou que se dizem católicos, e que em tudo reclamam da Igreja. Em geral, se apresentam como defensores da moral e dos bons costumes, mas são verdadeiros lobos em pele de cordeiro que incitam a revolta, entre outras coisas, contra a Igreja Católica e a sua sucessão apostólica. Mas tudo feito a partir de uma falsa piedade, mascarada por uma devoção enganadora.

Mas apesar de em menor número, encontrei também críticos conscientes. Esses sim, formadores de opinião comprometidos com a veracidade dos fatos e com o equilíbrio das declarações que emitem, sem se deixar dominar por sentimentos pessoais, ideologias ou interesses escusos. Entre eles encontrei jornalistas, religiosos, leigos, pessoas comuns, etc. Querem noticiar e refletir verdadeiramente sobre a realidade, para assim, ajudar a transformá-la. São esses que precisamos descobrir, consultar e com eles refletir.

É preciso sim da informação, mas que tenhamos senso crítico. Não podemos nos deixar levar por qualquer sopro de doutrina. Precisamos nos atentar para o que nos disse o apóstolo Paulo, que já nos ensinava a examinar tudo e ficar com o que é bom. Esse ensinamento bíblico precisa ser uma constante na nossa vida. Especialmente quando se trata de informações ligadas à vida de fé. E aqui não se trata de fechar os olhos para os acontecimentos, mas de enxergá-los a luz da verdade, da sobriedade e do olhar crítico .

Como seres religiosos que somos, as questões que envolvem nossa vida religiosa, a profissão de fé ou a instituição religiosa que pertencemos, no caso específico a Igreja Católica frente à situação do presidente paraguaio, é de suma importância saber filtrar as informações e opiniões que nos chegam, para que elas não prejudiquem nossa experiência religiosa, mas pelo contrário, nos torne mais maduros espiritualmente, e assim, fortaleça em nós a opção cristã que fizemos.

O que dizer sobre a Opus Dei?

Professor Felipe Aquino
Doutor em Física pela UNESP e pelo ITA; há trinta e cinco anos é professor universitário e foi Diretor Geral do Instituto de Engenharia de Lorena - da USP-SP.
E-mail: felipeaquino@cancaonova.com
Site: http://www.cleofas.com.br/
Denis Duarte

Não tenha dúvidas de que o Opus Dei é uma bela Instituição da Igreja, oficial e legal, uma Prelazia pessoal do Papa; existe muito ciúme dela, inclusive dentro da Igreja, por estar muito próxima do Papa e do Vaticano. Veja os anexos e entre no site: www.opusdei.org.br

Se há erros na OP, por parte de algum de seus membros, isto está longe de comprometer a grandeza da Obra.

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