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RCC Viçosa – Renovação Carismática Católica de Viçosa
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Evangelho da Semana (Lucas 9,28b-36)


— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. 29Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante.

Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte, que Jesus iria sofrer em Jerusalém.

Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele.

E, quando estes dois homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Pedro não sabia o que estava dizendo.

Ele estava ainda falando, quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem.

Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!”

Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

A transfiguração foi um meio usado por Jesus para convencer os apóstolos a crer e confiar Nele, confirmando-os na fé. Os apóstolos conviveram com Jesus, mas a rotina da vida lhes impedia de ver em profundidade a pessoa Dele.

Como os apóstolos, estamos habituados à nossa vida diária, à sucessão de episódios, à rotina da fé, às nossas orações muitas vezes superficiais, a uma existência sem emoção e sem uma busca perseverante de intimidade com Deus.

Precisamos, pois, assumir para nós o convite feito por Jesus a seus amigos Pedro, João e Tiago, a fim de subir ao monte para orar.

É colocando-nos no monte, acima de nossos projetos humanos, comodismos, medos e desconfiança – e acordados, de olhos bem abertos para as realidades espirituais – que assumiremos a nossa condição de filhos eleitos pelo Pai para uma vida de bênçãos, paz e alegria, diferente daquilo que o mundo oferece.

Toda pessoa é uma expressão concreta do amor de Deus. Toda criatura humana é filha de Deus, e, para todos, Cristo é a luz que ilumina cada coração humano. Na oração, abrimos o nosso coração como tenda para morada do Senhor, e, assim, ele mesmo vai nos transfigurando, restaurando em nós a imagem e semelhança de Deus, deformada pelo pecado.

Que o nosso coração seja uma tenda para o Senhor. Que Ele nos ajude a identificar e expulsar as visitas indesejáveis do pecado que, inúmeras vezes, se alojam nesta tenda, impedindo a manifestação da glória de Deus. E que os nossos ouvidos se abram para escutar a voz do Senhor dizendo, com carinho, a cada um de nós: “este é o meu filho muito amado”.

Viagens para Canção Nova em 2010

Clique aqui para fazer o download do arquivo com todas as informações de viagens para a CANÇÃO NOVA em 2010, organizadas pelo Joãozinho Coord. do G.O. Luz do Senhor Paula Cândido – MG.

Vamos falar de dinheiro?

Denis Duarte
Licenciado em Letras - UFV; Especialista em Bíblia - UNESP; e Mestrando em Ciências da Religião - UNESP
E-mail: denisufv@yahoo.com.br
Site: http://www.denisduarte.com/
D. Zita Coutinho

A Quaresma, como sabemos, é um tempo propício para a nossa conversão, um período de renovação espiritual. Um tempo para “rever a vida”, abandonar o que nos faz mal e viver o que Jesus recomendou: “Vigiai e orai, porque o espírito é forte, mas a carne é fraca”.

Para nos ajudar ainda mais nesse período de conversão, revisão e renovação, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) incorporou, na Quaresma, a Campanha da Fraternidade (CF). Para aproveitarmos esse tempo forte de espiritualidade de forma melhor, a CF nos apresenta um tema específico para que, dessa forma, colhamos frutos bem práticos desse período de penitência e de conversão.

Neste ano a Campanha da Fraternidade nos propõe o tema: “Economia e Vida”. E o lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”. Um assunto fundamental e que precisa ser colocado em pauta, não somente por causa das crises econômicas no mundo, mas por causa das propostas de mercado existentes e também para refletirmos como nós cristãos lidamos com nosso dinheiro no dia a dia.

Para muitas pessoas é um drama relacionar a vida de fé com a vida financeira. E para nos ajudar, a CNBB, juntamente com as demais Igrejas do CONIC, nos apresenta estratégias para trabalharmos esse assunto de modo mais eficiente, especialmente nesse período quaresmal. Vamos a elas.

Denunciar: mostrar abertamente os modelos econômicos que visam acima de tudo o lucro e não levam em consideração a vida das pessoas. É preciso denunciar as situações nas quais o interesse econômico se sobrepõe à defesa da vida.

Educar: é preciso colocar a vida em primeiro lugar. A economia deve ser colocada à disposição das pessoas e não as pessoas a serviço da economia. E uma educação também no âmbito pessoal. Para lidarmos com dinheiro é preciso responsabilidade e para isso é necessária a educação financeira.

Conclamar: que quer dizer agir. Espalhar essa notícia e convidar a outros tantos para participarem conosco dessa iniciativa. Promover também, por meio de ações políticas, sociais e pessoais situações que favoreçam a solidariedade nas propostas econômicas e o equilíbrio no uso pessoal do dinheiro.

Depois de perceber e demonstrar o que há de errado (denunciar); aprender a como lidarmos corretamente com o dinheiro (educar); resta-nos convidar a outros e agir da melhor maneira em relação à questão financeira (conclamar). Não é difícil. A Campanha da Fraternidade já nos dá as dicas de que passos seguir para entendermos de forma mais profunda e vivermos a nossa relação com o dinheiro segundo a perspectiva da fé cristã.

Que o Espírito Santo nos conceda o dom da coragem para vivermos a penitência quaresmal e ressuscitarmos com Cristo na Páscoa para uma vida nova, inclusive no âmbito financeiro.

Pregação: arma ou unção?


Por mais de um ano ajudei na Pastoral Carcerária de Viçosa, neste período o trabalho era realizado pela Renovação Carismática Católica. Nós íamos à Cadeia Pública todos os sábados pela manhã, lá cumprimentávamos os irmãos encarcerados e depois pegávamos a caixa de som, os microfones e começávamos algo parecido com um Grupo de Oração. As celas não eram abertas, ficávamos ali no pátio, quando tinha violão cantávamos, mas geralmente conduzíamos uma oração e depois líamos a Palavra e partilhávamos um pouco do que Deus queria dizer.

Quando alguém vai uma vez à cadeia, acha o trabalho difícil, pesado, tem medo e sai com o coração cheio, com um sentimento de ter cumprido a vontade de Deus: “Estive preso e me visitaste” (Mt 25,36). Mas quando vamos lá toda a semana, por um ano ou mais, levando a Palavra de Deus, as coisas mudam. O medo dá lugar ao amor, só por amor, e o sentimento de ter feito a vontade de Deus é substituído pela incerteza.

Durante o período em que ajudei na Pastoral Carcerária, não sei se Deus fez alguma coisa no coração daqueles homens, mas sei o que Ele fez no meu. Hoje ajudo no Grupo de Oração Resgate, às vezes chego para partilhar a Palavra e um ou outro fala para mim assim – tem que falar para perdoar – tem que falar para deixar as drogas – tem que falar que Deus ama – tem que…. Na minha escola, a Pastoral Carcerária, eu tinha que falar apenas o que Espírito Santo colocava no meu coração.

Na Pastoral Carcerária a gente era como um agricultor do nordeste brasileiro, íamos, jogávamos a semente e voltávamos para casa pensando: será que vai chover? Parecia que nada chegava àqueles corações, tivemos casos de conversões em Viçosa, mas a sensação era de uma total impotência. É difícil para uma pessoa acostumada a partilhar a Palavra nos Grupos de Oração, Círculos Bíblicos ou outros lugares em que as pessoas saem de suas casas para ouvir, rezar, participar. Nestes lugares temos uma resposta muito rápida, seja em olhar nos olhos dos ouvintes, nas pessoas que nos procuram para falar do que Deus fez através desta ou daquela partilha. Na cadeia eu fiz a experiência de preparar a Palavra e na hora de partilhar, preso gritando na grade de sua cela, xingando outros presos, acusando outros e eu continuar por aqueles que estavam dispostos a ouvir o que eu dizia. Ali, não apenas eu, mas todos nós sabíamos que nada do que disséssemos de nós mesmos convenceriam aqueles irmãos a mudarem de vida. Não éramos ingênuos, sabíamos também que se acontecesse uma rebelião, alguns não importariam em nos manter reféns. Então o que fazer?

- Depender totalmente do Espírito Santo.

Direcionar a Palavra para conversão, não convenceria. Dizer que Deus ama, eles não tinham experiência de amor. Falar que Jesus morreu pelos nossos pecados, eles não tinham consciência de pecado. Esta situação fez com que vivêssemos apenas como instrumentos, um objeto da Graça de Deus que queria chegar àqueles corações.

Algumas pessoas falam com muita propriedade, que nós não fazemos nada é Deus quem faz, mas na primeira oportunidade quer falar algo que humanamente pensa que vai servir para aquela pessoa que está sentado no banco ouvindo. Palavra de Deus não é arma, porque às vezes temos um microfone na mão e tempo para falarmos sozinhos sem que ninguém nos interrompa, não quer dizer que vou falar aquilo que quero. Mas quando, mesmo conhecendo a situação de pecado ou doença, deixo que o Espírito Santo dê direção ao que digo no microfone, troco a arma pela unção.

Poderia falar aqui de várias coisas que já aconteceram que confirmam isto, mas a que mais me marcou, foi uma vez no Grupo de Oração Santo Antônio, em Ubá. O Grupo começou e a coordenadora sumiu, às vezes passava agitada pelas laterais da Igreja (ela tentava desesperadamente desligar o alto falante). Partilhei a Palavra, rezamos, cantamos e no final do Grupo abrimos espaço para algum testemunho. Um homem que nunca vimos no Grupo se levantou e disse: ‘eu saí de casa e já ia para o bar, quando ouvi no alto falante alguém rezando resolvi entrar na Igreja, o que ouvi aqui nunca mais vou esquecer’.

Imaginem se eu tivesse usando a Palavra de Deus como arma para falar algo, que eu julgasse necessário, a uma única pessoa? As pessoas não fazem isto por mal, não é ruim a gente julgar que aquela minha prima com depressão precise ouvir que Deus a ama, mas se não for pelo Espírito não vai chegar nem ao coração dela e nem ao do outro que Deus havia determinado uma Palavra diferente. É assim que a pregação da Palavra perde seu poder e o Espírito diz “Não temas! Fala e não te cales” (At 18,9b).

Não nos cabe julgar se este ou aquele precisa ouvir isto ou aquilo, não somos nós quem define os caminhos do Espírito Santo, Ele é este “Vento Impetuoso’ “ouvimos seu ruído e não sabemos de onde vem e nem para onde vai”. Em quais corações vai chegar a Palavra de Deus, não somos nós que determinamos. A nós apenas a obediência, ao Espírito a direção.

Quaresma, a luta contra o pecado

Professor Felipe Aquino
Doutor em Física pela UNESP e pelo ITA; há trinta e cinco anos é professor universitário e foi Diretor Geral do Instituto de Engenharia de Lorena - da USP-SP.
E-mail: felipeaquino@cancaonova.com
Site: http://www.cleofas.com.br/
Márcia Lelis

Desde o início do Cristianismo a Quaresma marcou para os cristãos um tempo de graça, oração, penitência e jejum, com o objetivo de se chegar à conversão. Ela nos faz lembrar as palavras de Jesus: “Se não fizerdes penitência, todos perecereis” (Lc 13,3). Se não deixarmos o pecado, não poderemos ter a vida eterna em Deus; logo, a atividade mais importante é a nossa conversão, renunciar ao pecado.

Nada é pior do que o pecado para a vida do homem, da Igreja e do mundo, ensina a Igreja; por isso Cristo veio, exatamente, “para tirar pecado do mundo” (cf. Jo 1, 29). Ele é o Cordeiro de Deus imolado para isso.

São Paulo insiste: “Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!” (2 Cor 5, 20); “exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (cf Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação” (2 Cor 6, 1-2).

A Quaresma nos oferece, então, esse “tempo favorável” para deixarmos o pecado e voltarmos para Deus. E para isso fazemos penitência. O seu objetivo não é nos fazer sofrer ou nos privar de algo que nos agrada, mas ser um meio de purificação de nossa alma. Sabemos o que devemos fazer e como viver para agradar a Deus, mas somos fracos; a penitência é feita para nos dar forças espirituais na luta contra o pecado.

A melhor Penitência, sem dúvida, é a do Sacramento que tem esse nome. Jesus instituiu a Confissão em Sua primeira aparição aos discípulos, no mesmo domingo da Ressurreição (cf. Jo 20,22) dizendo-lhes: “A quem vocês perdoarem os pecados, os pecados estarão perdoados”. Não há graça maior do que ser perdoado por Deus, estar livre das misérias da alma e estar em paz com a consciência.

Além do Sacramento da Confissão a Igreja nos oferece outras penitências que nos ajudam a buscar a santidade: sobretudo as recomendadas por Jesus no Sermão da Montanha (cf. Mt 6,1-8): “O jejum, a esmola e a oração”, chamados pela Igreja de “remédios contra o pecado”.

Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Da mesma forma, a Igreja quer ensinar-nos como vencer as tentações de hoje. Vencemos o pecado praticando a virtude oposta a ele. Assim, para vencer o orgulho, devemos viver a humildade; para vencer a ganância devemos dar esmolas; para vencer a impureza, praticar a castidade; para vencer a gula, jejuar; para vencer a ira, aprender a perdoar; para vencer a inveja, ser bom; para vencer a preguiça, levantar-se e ajudar os outros. Essas são boas penitências para a Quaresma.

Todos os exercícios de piedade e de mortificação têm como objetivo livrar-nos do pecado. O jejum fortalece o espírito e a vontade para que as paixões desordenadas (gula, ira, inveja, soberba, ganância, luxúria, preguiça) não dominem a nossa vida e a nossa conduta.

A oração fortalece a alma no combate contra o pecado. Jesus ensinou: “É necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1b); “Vigiai e orai para que não entreis em tentação” (Mt 26,41a); “Pedi e se vos dará” (Mt 7,7). E São Paulo recomendou: “Orai sem cessar” (I Ts 5,17).

A Palavra de Deus nos ensina: “É boa a oração acompanhada do jejum e dar esmola vale mais do que juntar tesouros de ouro, porque a esmola livra da morte, e é a que apaga os pecados, e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna” (Tb 12, 8-9).

“A água apaga o fogo ardente, e a esmola resiste aos pecados” (Eclo 3,33). “Encerra a esmola no seio do pobre, e ela rogará por ti para te livrar de todo o mal” (Eclo 29,15).

Então, cada um deve fazer na Quaresma um “programa” espiritual: fazer o jejum que consegue (cada um é diferente do outro); pode ser parcial ou total. Pode, por exemplo, deixar de ver a TV, deixar de ir a uma festa, a uma diversão, não comer uma comida de que gosta ou uma bebida; não dizer uma palavra no momento de raiva ou contrariedade, não falar de si mesmo, dar a vez aos outros na igreja, na fila, no ônibus; ser manso e atencioso com os outros, perdoar a todos, dormir um pouco menos, rezar mais, ir à Santa Missa durante a semana… Enfim, há mil maneiras de fazer boas penitências que nos ajudam a fortalecer o espírito para que ele não fique sufocado e esmagado pelo corpo e pela matéria.

A penitência não é um fim em si mesma; é um meio de purificação e santificação; por isso deve ser feita com alegria.

Artigos de Professor Felipe Aquino

Quaresma, a luta contra o pecado 25/02/2010
A situação da Igreja no Brasil 24/02/2010
Existe mesmo maldição de ou em família? 20/02/2010
Por que o sofrimento nosso tem valor diante de Deus? 16/01/2010
Fora da Igreja não há salvação 20/11/2009
Anglicanos querem vir para a Igreja Católica 21/10/2009
Há diferença entre Rezar e Orar? 04/10/2009
O que é jejuar? Qual o efeito do jejum em nossa vida e quais as formas de jejum? 19/09/2009
O que dizer da vasectomia e laqueadura? 30/08/2009
O que a Igreja fala sobre o sexo no casamento? 16/08/2009
Jesus Sinal de Contradição 02/08/2009
O que dizer sobre a Opus Dei? 14/07/2009
Tenho algumas dúvidas sobre a questão do idolatrismo, estes dias atrás tivemos uma visita de uma imagem de nossa senhora que percorre o mundo, isso não é idolatrismo? Porque existem muitos católicos que acabam acreditando muito mais em uma imagem que até mesmo no nosso próprio JESUS? 20/06/2009
O que são pecados graves(mortais) e pecados leves(veniais)? 14/06/2009
Católico pode casar com protestante? 09/06/2009
A Igreja proibiu o ensino na Idade Média? 23/05/2009
A Igreja excluiu livros da Bíblia? 16/05/2009
Qual o significado de Kairós? 03/05/2009
Por que só Comungamos a Hóstia e não bebemos o Vinho consagrado? 01/05/2009
Perguntas e Respostas com Prof. Felipe Aquino 30/04/2009
As Hóstias estragam? 30/04/2009
Espiritualidade 06: O Homem em Perigo 29/03/2009
A penitência da quaresma 15/02/2009
Espiritualidade 05: Construir o homem e o mundo 17/01/2009
Espiritualidade 04: Lições da Natureza 01/01/2009
Espiritualidade 03: "Tu és a alegria do Senhor teu Deus" (Is 62,5) 18/12/2008
Espiritualidade 02: Bênção e maldição 30/11/2008
Espiritualidade 01: Fidelidade a Deus 30/11/2008
Caminhando com Prof. Felipe Aquino... 15/11/2008

Vamos estudar a Dei Verbum?

Denis Duarte
Licenciado em Letras - UFV; Especialista em Bíblia - UNESP; e Mestrando em Ciências da Religião - UNESP
E-mail: denisufv@yahoo.com.br
Site: http://www.denisduarte.com
Professor Felipe Aquino


A situação da Igreja no Brasil

Professor Felipe Aquino
Doutor em Física pela UNESP e pelo ITA; há trinta e cinco anos é professor universitário e foi Diretor Geral do Instituto de Engenharia de Lorena - da USP-SP.
E-mail: felipeaquino@cancaonova.com
Site: http://www.cleofas.com.br/
Denis Duarte

A cada dia intensifica-se um laicismo anti-católico no Ocidente, uma afronta a nossas raízes cristãs. No entanto, não percebemos uma reação forte por parte dos católicos. Podemos notar que também no Brasil o mesmo é crescente. A Igreja é colocada cada vez mais como a vilã da história e da sociedade, contrária ao progresso, etc. Tudo isso, porque tem a coragem de denunciar seu comportamento pecaminoso no que fere a lei de Deus, inscrita no coração de cada homem: aprovação ao aborto, a união legal de pessoas de mesmo sexo – com adoção de crianças -, manipulação genética de embriões – como se fossem seres descartáveis -, inseminação artificial, eutanásia, suicídio assistido, controle egoísta da natalidade, distribuição de camisinhas e de pílulas do dia seguinte aos jovens etc.

A Igreja Católica, que é a Lumem gentium (Luz dos povos) faz a Luz de Cristo brilhar nas trevas deste mundo, missão que o Senhor lhe confiou, mas as trevas gritam contra ela. “… a vida era a luz dos homens; e a luz brilha nas trevas, mas as trevas não a compreenderam… Ele estava no mundo, e o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o reconheceu” (Jo 1, 4-10).

Em nosso Brasil, a maioria do povo diz ser católica, nossas raízes são católicas, nossa cultura e nossa tradição são católicas, mas esse povo infelizmente é quase analfabeto em doutrina, e muitas vezes alienado da realidade política e social; isso o deixa a mercê das seitas e de minorias que desejam implantar ideologias contrárias à fé da maioria. Esse povo bom, mas inculto, que na sua maioria não lê um jornal ou revista, e só se informa pela televisão, facilmente se deixa enganar até mesmo por um governo que propõe medidas ofensivas a moral católica, como acontece agora com o Plano Nacional de Direitos Humanos – 3, que é desumano. Este Plano, por exemplo, propõe a aprovação do aborto, do casamento de pessoas do mesmo sexo com adoção de filhos, a retirada dos símbolos religiosos católicos das repartições públicas, restringe a livre expressão das ideias, incentiva as invasões de propriedades alheias, limita a ação da justiça nas reintegrações de posse a seus legítimos donos, sugere a revisão da Lei da Anistia, ameaçando agitar a sociedade etc.

No entanto, em que pese toda manifestação dos bispos, a maioria da população católica parece ainda inerte, imóvel, omissa, como se nada estivesse acontecendo. Ou não toma conhecimento dos fatos ou o ignora de maneira alienante. Também grande parte do povo católico se satisfaz com o pão e o circo oferecidos pelo governo que age de maneira imoral. Esse povo não reage nem mesmo quando a fé católica é ofendida, a Igreja atacada, os sacramentos profanados, os santos ridicularizados e muitas vezes caricaturados, etc.

Estamos sofrendo uma guerra declarada. Já vivemos um martírio incruento, e não será surpresa se em breve se tornar cruento, também em nosso país, como acontece hoje na Índia, no Iraque, na Arábia Saudita etc., onde milhares de cristãos são mortos pelo simples crime de seguirem a Jesus Cristo.

Como unir e acordar esse povo católico, para que de maneira organizada e ordeira enfrente essa onda anti-católica que atravessa o mundo e também o Brasil?

As forças do ateísmo e do laicismo anti-católico atuam fortemente nas universidades, na mídia e nos movimentos sociais, que se apóiam o governo e se beneficiam de seus recursos. Infelizmente um segmento da Igreja, avesso à autoridade da Igreja, desobediente ao que vem da Santa Sé, favorece muitas vezes a rebeldia contra a própria Igreja e fortalece o laicismo. Pois “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído. Toda cidade, toda casa dividida contra si mesma não pode subsistir”. (Mt 12, 25).

Em nossa Igreja no Brasil, com uma desviada hermenêutica da chamada “opção preferencial pelos pobres”, acabamos abandonando os postos chaves na sociedade que outrora ocupávamos: as universidades, os laboratórios científicos, o mundo da cultura etc. Deixamos, assim, espaço aberto para que os marxistas pudessem fazer a cabeça daqueles que são hoje a cabeça da sociedade.

Infelizmente, não só no governo atual, mas também na Igreja, vemos o incentivo da política do “pão e circo”. Reunimos multidões de fiéis, lhe damos-lhes palavras bonitas – e tão vazias de conteúdo! -, algumas lágrimas e sentimentos à flor da pele. Muitos saem contentes, e tudo termina em nada… A profecia de Oséias é atualíssima: “Meu povo perece por falta de conhecimento” (Os 4,6). Já é hora de queremos deixar de contentar-nos com sermos cristãos superficiais. Precisamos dar-lhes alimento sólido, que os fortaleça na fé, tornando-a inabalável diante de qualquer contrariedade. O povo tem sede de verdade, mesmo que seja duro ouví-la. Chega de pregações adocicadas, que não dizem nada! Cristianismo não é poesia! Precisamos de cristãos totalmente informados pela fé, que a testemunhem por toda parte, e não somente nas sacristias de nossas paróquias.

É preciso levar o povo católico a conhecer a verdade, ser informado, e deixar de ser manipulado; este é o grande desafio atual. Pensamos que a Igreja é capaz de furar essa crosta que impede esse povo bom e desinformado de tomar conhecimento e participar da luta contra, por exemplo, esse PNDH, porque a mídia jamais vai fazer isso. Como diz Pe. Paulo Ricardo “há uma espiral de silêncio” que precisa ser quebrada.

Temos que unir forças. Voltar a conquistar estes meios. Construir uma rede com as pessoas boas – não só na intenção, mas com qualidade espiritual, humana, profissional – e organizar com inteligência nosso apostolado. Temos a firme esperança aí que não contamos somente com meios humanos, e, por isso, devemos ser audazes. Nesse sentido, não podemos esquecer que, antes de qualquer técnica de ação, devemos estar inteiramente unidos a Deus através de nossas armas sobrenaturais. Daí deve derivar, diante de tudo, um profundo otimismo, não ingênuo, mas espiritual, fruto da convicção de que com Ele nos tornamos onipotentes.

Os filhos das trevas são os que deveriam tremer diante de nós, pois nossas armas são muitíssimo mais eficazes. Além de todo auxílio sobrenatural – que nos torna infinitamente superiores nesta guerra -, temos nossos púlpitos – quantos brasileiros vão a Santa Missa dominical! -, temos vários meios de comunicação – TV, jornais, internet -, e contamos – apesar de tudo – com grande credibilidade por parte de nosso povo brasileiro: eles confiam na Igreja!

O que fazer de concreto? Além da luta pela santidade – que é o que mais conta – já que é o Senhor o protagonista dessa luta -, devemos estreitar nossa rede de contato. Tentar entrar mais nesses meios que possuímos. Mais encontros de formação, retiros para os intelectuais, universitários, cientistas, jornalistas para atingir o povo.

É urgente levar esse povo católico, em massa, a participar, escrever às autoridades, aos políticos, fazer manifestações organizadas e ordeiras; sim, esse povo que vai à Missa, a grupos de oração, que participa dos novos Movimentos e das novas Comunidades, que prega o Evangelho da salvação pelo Rádio, pela TV, pela internet, etc. Aqui entra, sem dúvida, o papel importante das televisões católicas. Enfim, é preciso uma ação unida, coordenada, de todos os católicos frente a tudo que estamos vendo de errado sobre bioética, corrupção, PNDH, etc.

É preciso envolver as realidades que querem ser fiéis à Igreja (Opus Dei, Regnum Christi, Comunhão e Libertação, Caminho Neocatecumenal, Cursilhos de Cristandade, Renovação Carismática, Equipes de Nossa Senhora, Serra Clube etc.) e Comunidades de Vida (Canção Nova, Shalom, Obra de Maria etc.), incluindo também as paróquias e dioceses; além dos políticos católicos. Revelar ao mundo a unidade transcendental da Igreja, que nos une por cima de toda diferença. “Nisto conhecerão que sois meus discípulos…” (Jo 13,35).

É claro que isso é algo difícil, muito difícil, mas se todos nos mobilizarmos no sentido de buscar essa união podemos fazer algo. Será preciso “grandeza de alma” para se colocar as exigências do Reino de Deus acima das nossas. Não adianta permanecermos entre nós com choros e lágrimas, como se fossemos uma “equipe de consolo mútuo”. Muita gente silenciosa está descontente com tudo isso; é preciso envolvê-los. Há muitos sites na internet que mostram isso. E esse é um instrumento poderoso de articulação hoje.

Os inimigos da Igreja estão articulados e as forças da Igreja estão esparsas; esse é o problema. Receamos que se não fizermos algo hoje, amanhã talvez seja tarde, e quem sabe as leis não nos permitam amanhã pregar contra a homossexualidade, o aborto, o sexo livre, … e tudo o que é contrário à lei de Deus.

Sabemos que a audácia dos maus se alimenta da omissão dos bons. Não podemos fugir deste mundo, e muito menos simplesmente condena-lo. Jesus disse que não veio para condenar o mundo, mas para salva-lo; a nós cabe fazer o mesmo.

Ao vislumbrar o terceiro milênio da cristandade, o Papa João Paulo II convocou os cristãos para “pescar em águas mais profundas”, onde se encontram peixes mais numerosos e maiores. João Paulo II e Bento XVI nos enviam para alto mar (“duc in altum”). E para isso é preciso estarmos preparados; o mar é bravio, podem surgir as tempestades a qualquer momento, ondas altas, vento forte, ameaçando virar a barca.

Não podemos mais ficar pescando na praia, com varinha de bambu, linha fina e anzol pequeno. A evangelização, a conversão de almas para Deus, não é um passa-tempo; mas uma missão árdua, que precisa ser cumprida com esmero: preparo e oração. Não é fácil arrancar as presas dos dentes do lobo cruel e assassino. “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15,5).

Mas, é preciso também o preparo. Paulo VI disse que a mediocridade ofende o Espírito Santo. Deus está pronto para mover os céus para realizar o que está além da nossa natureza, mas não moverá uma palha para fazer o que depende de nós. Ele faz o grão germinar, mas jamais virá preparar o solo e nele lançar a semente: “O Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti” (Santo Agostinho, Sermo 15,1).

O Papa João Paulo II na memorável vigília da Solenidade de Pentecostes no ano de 1998, mostrou a grande responsabilidade que têm, neste sentido, os novos Movimentos e as novas Comunidades:

“No atual mundo, frequentemente dominado por uma cultura secularizada que fomenta e propaga modelos de vida sem Deus, a fé de tantos é colocada à dura prova e frequentemente sufocada e apagada. Adverte-se, portanto, com urgência a necessidade de um anúncio forte e de uma sólida e profunda formação cristã. Como existe hoje a necessidade de personalidades cristãs maduras, conscientes da própria identidade batismal, da própria vocação e missão na Igreja e no mundo! E eis, portanto, os movimentos e as novas comunidades eclesiais: eles são a resposta, suscitada pelo Espírito Santo, a este dramático desafio no final do milênio. Vós sois esta providencial resposta”.

O mundo expulsa Deus cada vez mais; o secularismo toma conta da cultura, da mídia, da moda etc., a chama da fé é cada vez mais apagada nos lares, nas escolas e nas oficinas. O Papa pede “uma sólida e profunda formação cristã”. Sem isso não será possível pescar em águas profundas. Sem um bom conhecimento da doutrina, do Catecismo da Igreja especialmente, não poderemos dar ao mundo “a razão da nossa fé” (cf. 1Pe 3,15).

O Papa pede também “personalidades cristãs maduras”, certamente não só sacerdotes e bispos, mas leigos preparados, capazes de adentrar aos muros às vezes adversos das universidades, cinema, teatro, música, artes, meios de comunicação, política etc.

Ao lançar a Igreja em direção ao novo milênio, o Papa João Paulo II fez mais um forte apelo: “Uma nova evangelização!”. Se ele pediu uma “nova” é porque a anterior envelheceu; não certamente no seu conteúdo, mas na sua forma. Ele pediu: “com novo ardor, novos métodos e nova expressão”. O que significa isso?

Novo ardor, certamente no fogo do Espírito Santo que tem suscitado os movimentos e as Comunidades que brotam a cada dia. Sem esse “fogo” do céu, não haverá nova evangelização. Façamos sim planos e reuniões, projetos e programas, mas sob o fogo do Espírito, sem o qual tudo não passará de letra morta. Quanto tempo e energia já se perdeu por falta desse ardor do Espírito!

Novos métodos é certamente o que temos visto nas Comunidades e Movimentos: uma evangelização com um jeito novo: nas casas, nos rincões, pelas rádios, TVs, jornais, revistas, encontros, seminários, adorações, acampamentos de oração e estudo… É a “Primavera da Igreja” como dizia João Paulo II.

Nova expressão, uma nova maneira de viver o Evangelho, não mais individualista, mas em grupo, em comunidade, comprometidos conjuntamente com o trabalho do Reino do céu, na fraternidade, na correção fraterna, no amor mútuo, no compromisso com Deus e com a Igreja, “cum Petro e sub Petro”.

Vemos assim que a Igreja acredita profundamente nas Comunidades e Movimentos novos, que precisam se preparar, como verdadeiras “Companhias de Pesca”, e se lançarem sem medo, em nome do Senhor, em águas mais profundas, e buscar os grandes peixes.

Artigos de Professor Felipe Aquino

Quaresma, a luta contra o pecado 25/02/2010
A situação da Igreja no Brasil 24/02/2010
Existe mesmo maldição de ou em família? 20/02/2010
Por que o sofrimento nosso tem valor diante de Deus? 16/01/2010
Fora da Igreja não há salvação 20/11/2009
Anglicanos querem vir para a Igreja Católica 21/10/2009
Há diferença entre Rezar e Orar? 04/10/2009
O que é jejuar? Qual o efeito do jejum em nossa vida e quais as formas de jejum? 19/09/2009
O que dizer da vasectomia e laqueadura? 30/08/2009
O que a Igreja fala sobre o sexo no casamento? 16/08/2009
Jesus Sinal de Contradição 02/08/2009
O que dizer sobre a Opus Dei? 14/07/2009
Tenho algumas dúvidas sobre a questão do idolatrismo, estes dias atrás tivemos uma visita de uma imagem de nossa senhora que percorre o mundo, isso não é idolatrismo? Porque existem muitos católicos que acabam acreditando muito mais em uma imagem que até mesmo no nosso próprio JESUS? 20/06/2009
O que são pecados graves(mortais) e pecados leves(veniais)? 14/06/2009
Católico pode casar com protestante? 09/06/2009
A Igreja proibiu o ensino na Idade Média? 23/05/2009
A Igreja excluiu livros da Bíblia? 16/05/2009
Qual o significado de Kairós? 03/05/2009
Por que só Comungamos a Hóstia e não bebemos o Vinho consagrado? 01/05/2009
Perguntas e Respostas com Prof. Felipe Aquino 30/04/2009
As Hóstias estragam? 30/04/2009
Espiritualidade 06: O Homem em Perigo 29/03/2009
A penitência da quaresma 15/02/2009
Espiritualidade 05: Construir o homem e o mundo 17/01/2009
Espiritualidade 04: Lições da Natureza 01/01/2009
Espiritualidade 03: "Tu és a alegria do Senhor teu Deus" (Is 62,5) 18/12/2008
Espiritualidade 02: Bênção e maldição 30/11/2008
Espiritualidade 01: Fidelidade a Deus 30/11/2008
Caminhando com Prof. Felipe Aquino... 15/11/2008

SEARA 2010 na mídia

Entre os dias de preparação para o SEARA 2010, tivemos a grata surpresa da colaboração da imprensa local e regional com sua divulgação. Entre as matérias publicadas, seguem algumas abaixo:

- Site Arquidiocese de Mariana (6 de janeiro): SAV em preparação para o Seara 2010

- Jornal O Popular (14 de janeiro): SEARA – Encontro Aberto de Carnaval

- Jornal Folha da Mata (19 de janeiro): Irmã Zélia confirma presença no Seara

- Site Descubrame.com (janeiro): Seara 2010

- Site Arquidiocese de Mariana (27 de janeiro): Vem aí o Seara 2010!!!

- Jornal EXODO (fevereiro): Atenção!!! Vem aí mais uma edição do Seara

- Jornal Folha da Mata (05 de fevereiro): Carreata abre as festividades do Seara

- Jornal Tribuna Livre (05 de fevereiro): Seara terá 2ª Edição

- Jornal Semeando (fevereiros): Unidos em oração

- Site paulinos.org.br/novo/blog/ (17 de fevereiro): Exposição Vocacional em Viçosa

- Jornal Tribuna Livre (19 de fevereiro): Seara atraiu bom público

- Jornal Folha da Mata (19 de fevereiro): Seara (capa) e 22º Seara atraiu multidões a Viçosa no Carnaval

- Site RCC Nacional

- Site RCC Minas

- Site RCC Viçosa

Entrevista com Antônio Galvão do Nascimento

Antônio Galvão do Nascimento
Servo atuante da RCC Viçosa, pertencente ao Grupo de Oração “Reviver”
E-mail: agnascimento@ufv.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Professor Felipe Aquino

Galvão trabalha na RCC Viçosa desde 1991. Desde, então, trabalha principalmente em núcleos de grupo de oração, sendo que no momento participa de um núcleo de grupo de oração. Nele o seu trabalho é o de Condução de oração, ou de pregação, ou de animação, conforme a necessidade. Por duas vezes, participou da equipe de Perseverança, cujo objetivo é fazer um trabalho de acompanhamento das pessoas que acabaram de fazer a Experiência de oração.

Nestes últimos quatro anos (até o ano passado), trabalhou, durante os SEARAS, no Seminário de Dons Carismáticos. Neste Seara 2010, foi chamado para coordenar a equipe de pregação. O convite foi feito pela coordenadora da RCC-Viçosa, Adriana, juntamente com o coordenador geral do SEARA 2010, Délio.

A respeito da pregação que fez no SEARA 2010, com o tema “ESCUTAI E VOSSA ALMA VIVERÁ!”, segue um breve resumo abaixo:

Esta pregação está inserida no contexto do TEMA GERAL do SEARA 2010 “JESUS CRISTO É O SENHOR”, da seguinte forma: Se existe um Senhor, eu preciso fazer a vontade deste Senhor. Jesus é o verdadeiro Senhor. Mas existem também outros senhores. O Senhor Jesus tem toda a autoridade, dada por Deus-Pai, para mandar. Mas o nosso Deus não abre mão de nossa liberdade. Portanto, eu preciso deixar que Jesus realmente mande em minha vida. Como Jesus quer exercer o Seu Senhorio, respeitando a minha liberdade, Jesus usa da estratégia de TENTAR CONVENCER. Eu preciso reconhecer que Jesus dá ORDENS EXPRESSAS, mas este Jesus TENTA ME CONVENCER, tenta me conquistar. E Ele faz isso falando (transmitindo mensagens de formas variadas), que eu sou capaz de perceber. Estas falas, quando realmente percebidas e acolhidas, vão me influenciando gradativamente e esta influência é construtiva.

Todavia, precisamos ter consciência da existência de outras vozes (do Mal, das pessoas). Estas outras vozes também são veiculadas de tal forma que resultam em INFLUÊNCIAS SUTIS E GRADATIVAS, muito mais do que na forma de ORDENS EXPRESSAS. Estas várias vozes formam a nossa identidade, enquanto somos crianças e adolescentes. E estas vozes continuam a nos influenciar quando somos jovens, adultos ou velhos.

Colhemos frutos destas vozes. Podemos mudar gradativamente nossas concepções sobre o mundo à medida que colhemos estas vozes. E estas vozes podem até mesmo resultar em atitudes de CONFORMISMO e/ou de OBEDIÊNCIA. E nós podemos nos CONFORMAR ou até mesmo OBEDECER à voz de um determinado senhor, de uma forma não muito consciente.

Eu preciso estar convencido de que é impossível ficar completamente imune a estas variadas vozes. Eu “estou no mundo”, conforme a oração feita por Jesus a Deus-Pai em João 17,15-16. Mas eu posso constantemente me alimentar com os “MANJARES REVIGORANTES”, resultado da ESCUTA DO SENHOR JESUS (Isaías 55,2b). Estes MANJARES REVIGORANTES geram a “VIDA, E VIDA EM ABUNDÂNCIA”, desejados por Jesus para nós.

E esta ESCUTA DO SENHOR JESUS, que nos dá estes MANJARES REVIGORANTES, acontece através de vários meios:
- Estudo e oração com a Palavra de Deus;
- Palavra da Igreja; e
- Inspirações na vida de oração pessoal.

Escutar a Jesus é uma ordem de Deus-Pai (Mateus 17,5b), portanto, todos são capazes de escutar a Jesus. A colaboração que eu preciso dar é a de “PRESTAR ATENÇÃO” (Isaías 55,3).

E, para PRESTAR ATENÇÃO À VOZ DE JESUS, eu preciso identificar os fatores que dificultam que eu preste atenção à voz d’Ele. Um fator muito comum é que vivemos em tempos de SATURAÇÃO DE INFORMAÇÕES. Vivemos na era da REVOLUÇÃO INFORMACIONAL E TECNOLÓGICA, e as pessoas estão cada vez mais “CONECTADAS”, por vários meios. As informações chegam a nós com uma velocidade cada vez maior.

Uma consequência da SATURAÇÃO é a INSENSIBILIDADE, inclusive aos efeitos ruins que se colhe de determinadas vozes. É preciso entrar em um processo de seleção das vozes. É preciso priorizar as vozes que me constroem. Para isso é preciso diminuir o barulho, especialmente o BARULHO DO CORAÇÃO. É preciso almejar um SILÊNCIO DE CORAÇÃO, para aumentar a nossa percepção da VOZ SUAVE DE JESUS.

Fazer silêncio de coração não é uma capacidade do ser humano. É uma graça que se colhe devido à presença do próprio Jesus. Portanto, não posso esperar que o meu coração fique silencioso e organizado, para, que desta forma, procurar a escuta de Jesus. Eu preciso buscar a PRESENÇA DE JESUS, com mais frequência, para que Ele vá silenciando gradativamente o meu coração. Este “silêncio do coração” também significa uma REORGANIZAÇÃO DA BAGUNÇA gerada em nossos corações, em função das muitas vozes colhidas ao longo do tempo. Esta BAGUNÇA pode se dar ao nível dos sentimentos, ao nível das atitudes e, até mesmo, ao nível de minhas CONCEPÇÕES DE DOUTRINA.

JESUS quer reorganizar esta bagunça, especialmente relacionada com as concepções de doutrina. Somente assim, eu poderei estar com o coração preparado para escutar a grande verdade: “JESUS CRISTO É O SENHOR”. JESUS CRISTO MANDA EM MIM. EU DEVO ASSUMIR ESTE SENHORIO, DE FORMA PRÁTICA, SOBRE TODAS AS ÁREAS DA MINHA VIDA. Para conseguir viver esta realidade, eu preciso ter consciência dos efeitos que as variadas vozes já tiveram sobre a minha vida. Muitas vozes já causaram grande desorganização em nossos corações. E a voz de Jesus insiste constantemente em reorganizar e em construir.

Existe mesmo maldição de ou em família?

Professor Felipe Aquino
Doutor em Física pela UNESP e pelo ITA; há trinta e cinco anos é professor universitário e foi Diretor Geral do Instituto de Engenharia de Lorena - da USP-SP.
E-mail: felipeaquino@cancaonova.com
Site: http://www.cleofas.com.br/
Antônio Galvão do Nascimento

Sobre as maldições de família, precisa ficar bem claro antes de tudo que os pecados dos pais não podem passar para os filhos, mas as doenças e certas tendências genéticas podem passar suas consequências, por exemplo. Nota-se que há um certo denominador comum no comportamento das pessoas de uma mesma família.

Jesus mandava nunca amaldiçoar alguém, há certamente uma razão nisso. Santo Agostinhno conta na sua obra A CIDADE DE DEUS, que uma mãe em Cartago, onde ele vivia, amaldiçoou os seus 7 filhos e esses sofreram terrivelmente. Portanto, não devemos brincar com isso. Veja Eclo 3,11.

Penso que podemos e devemos pedir sempre a Deus que livre a nós e a nossos entes queridos de todo mal fisico, psicológico ou espiritual que tenhamos herdado dos antepassados. E nada melhor do que fazer isso na Missa e na Comunhão.

Artigos de Professor Felipe Aquino

Quaresma, a luta contra o pecado 25/02/2010
A situação da Igreja no Brasil 24/02/2010
Existe mesmo maldição de ou em família? 20/02/2010
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A Igreja proibiu o ensino na Idade Média? 23/05/2009
A Igreja excluiu livros da Bíblia? 16/05/2009
Qual o significado de Kairós? 03/05/2009
Por que só Comungamos a Hóstia e não bebemos o Vinho consagrado? 01/05/2009
Perguntas e Respostas com Prof. Felipe Aquino 30/04/2009
As Hóstias estragam? 30/04/2009
Espiritualidade 06: O Homem em Perigo 29/03/2009
A penitência da quaresma 15/02/2009
Espiritualidade 05: Construir o homem e o mundo 17/01/2009
Espiritualidade 04: Lições da Natureza 01/01/2009
Espiritualidade 03: "Tu és a alegria do Senhor teu Deus" (Is 62,5) 18/12/2008
Espiritualidade 02: Bênção e maldição 30/11/2008
Espiritualidade 01: Fidelidade a Deus 30/11/2008
Caminhando com Prof. Felipe Aquino... 15/11/2008