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"A minha alma espera em Javé, espera na sua Palavra. A minha alma aguarda o Senhor, mais que os guardas pela aurora."(Salmo 130)

Depressão tem cura


Doutor em Física pela UNESP e pelo ITA; há trinta e cinco anos é professor universitário e foi Diretor Geral do Instituto de Engenharia de Lorena - da USP-SP.
E-mail: felipeaquino@cancaonova.com
Site: http://www.cleofas.com.br/

A medicina cuida do corpo e Deus cuida da alma

Depressão significa buraco. O Vaticano fez um congresso sobre esse assunto, porque eles estão preocupados com esse mal. Eu li o resumo do congresso e vi que são 300 milhões de pessoas no mundo que sofrem com esse mal. Precisamos tratar desse povo.

A medicina cuida do corpo e Deus cuida da alma. E a depressão é uma doença mais da alma que do corpo. E quem cuida da alma é o psicólogo e a religião. Essa enfermidade tem cura e a cura tem três caminhos:

- Procure um médico psiquiatra, ele pode dar remédio;

- É preciso um psicólogo para saber como se comportar diante das situações difíceis;

- O tratamento tem de ser físico e espiritual.

Não tenha medo de procurar os três tratamentos. A depressão é muito difícil de ser diagnosticada.

Uma pessoa deprimida pode apresentar: doença crônica, problema afetivo, falta de sentido para a vida, excesso de trabalho. Essas são causas. Mas o que ela sente? Muitos podem ser os sintomas da depressão, como: cansaço, pensamento de culpa, tristeza, autoestima baixa, falta de apetite, falta de vontade de rezar, fadiga, memória fraca, insônia, dificuldade para decidir, pensamento de morte, quedas de cabelo, entre outros.

O importante é saber que esse mal tem cura. Deus nos deu os psicólogos e temos também a família. Esta tem de cercar a pessoa e não deixá-la no buraco. Todos têm de se juntar e se unir.

Não adianta falar que a pessoa é fraca. Não importa por que ela está em depressão, você tem de tirá-la do buraco. Tem de ajuntar pai, mãe, irmãos, namorado, chamá-la para tomar um sol, sair, tomar um sorvete… Tem de tirar a pessoa do buraco com carinho e vagarosamente. É um ato de amor e caridade – e a família é importantíssima.

O deprimido tem de agir contra esse mal, ou seja, reagir, não pode se entregar à tristeza. Ele precisa cultivar a alegria e lutar para sair do buraco em que se encontra.

Como sair da depressão? Você tem de ver o valor que você tem. Só assim não ficará no fundo do poço. Só fica nesse local quem não dá valor a si mesmo. Você acredita que você é obra de Deus? Então, por que você deixa a obra d’Ele no buraco? Quem fica nesse lugar é lixo. E você é uma obra de Deus!

A primeira coisa que um deprimido tem de entender é que ele tem valor, que ele é alguém muito importante para Deus. Quando louvamos ao Senhor, damos voz e sentimentos a este mundo. Por que Jesus morreu na cruz? Por causa dos macacos, das galinhas? Não. Ele entregou a vida na cruz por causa de você, do valor que você tem. E Ele o ama individualmente. Nenhum de nós tem a mesma impressão digital, pois Deus não quis nos fazer em série, mas individualmente. A história do mundo é a história de cada um de nós. Ele sabe o meu nome, a minha angústia, a minha dor.

Quando Cristo morreu na cruz, Ele não carregava somente seus pecados, mas suas angústias e dores. Ele já venceu suas tendências, por isso você não precisa ficar deprimido por causa dos erros, pois Deus é “louco” de amor por você. Só o amor é mais forte que a dor e a morte. Olhe para a cruz e você verá o quanto Deus o ama.

Você quer a prova de que Deus o ama? Jesus disse que Ele pode ter 99 ovelhas, mas se tem uma perdida Ele deixa as 99 para buscar você. Se você é a ovelha deprimida, perdida, Ele larga as outras e vai buscar você.

Diga para sua depressão: “Eu não morrerei nesta depressão, porque sou filho de Deus – e filho de Deus não pode morrer no buraco!”

Não podemos abaixar a cabeça para a depressão. Se você perdeu um namorado e está com essa enfermidade, não olhe para o barulho do mar, olhe para Cristo. Para Deus não existe “beco sem saída”. O Todo-poderoso está pronto para mover o céu a fim de que seu milagre possa acontecer, mas Ele não move um palha para fazer aquilo que você pode fazer.

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Evangelho da Semana (Lucas 11, 1-13)


— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!


1Um dia, num certo lugar, estava Jesus a rezar. Terminando a oração, disse-lhe um de seus discípulos: Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos. 2Disse-lhes ele, então: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino; 3dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento; 4perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos àqueles que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação. 5Em seguida, ele continuou: Se alguém de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, 6pois um amigo meu acaba de chegar à minha casa, de uma viagem, e não tenho nada para lhe oferecer; 7e se ele responder lá de dentro: Não me incomodes; a porta já está fechada, meus filhos e eu estamos deitados; não posso levantar-me para te dar os pães; 8eu vos digo: no caso de não se levantar para lhe dar os pães por ser seu amigo, certamente por causa da sua importunação se levantará e lhe dará quantos pães necessitar. 9E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. 10Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá. 11Se um filho pedir um pão, qual o pai entre vós que lhe dará uma pedra? Se ele pedir um peixe, acaso lhe dará uma serpente? 12Ou se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á porventura um escorpião? 13Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem. – Palavra da salvação.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Nos primeiros versículos do Evangelho acima, vemos os discípulos desejosos de aprender a rezar, como viam seu Mestre fazer. A oração é o oxigênio da nossa alma e, sem ela, perdemos o contato com a vida, no seu sentido mais pleno, uma vez que a criatura desligada do seu Criador, perde o sentido de sua existência. O próprio Jesus nos mostrou a importância da oração, ao buscar, com freqüência, a presença do Pai, durante sua vida terrena. Se o nosso corpo físico, que possui duração limitada, precisa ser alimentado várias vezes por dia, com muito mais razão precisamos alimentar nossa alma, criada para a eternidade.

Rezar não muda Deus. Nossa oração não vai conseguir que Deus faça coisas que não queria fazer, ou nos dê coisas que não queria dar. Deus é perfeito, e como ser perfeito, sabe de nossas necessidades, muito antes de as manifestarmos, e para Ele nada é impossível; daí, como conclusão lógica, podemos dizer que rezar não muda Deus nem seu comportamento, mas, muda a nós mesmos. Pela oração, não dobramos Deus ao nosso querer e pensar; somos nós que, pela oração, vamos entrar em sintonia com Deus, para que ele finalmente possa nos dizer o que sempre quis dizer; para que nos possa transmitir sua força, sua alegria, sua paz, sua coragem, sua vida de graça.

Este é o verdadeiro significado da oração: entrar em sintonia com alguém mais forte, mais sábio, mais amoroso do que nós, para deixar que ele nos guie, nos dê sua força e seu amor para vivermos nossa vida, de forma equilibrada e coerente, neste mundo tão atribulado e cheio de armadilhas.

A oração nos dá a certeza de que nunca estamos sozinhos, e que Deus não é indiferente ao que nos acontece, às nossas necessidades. Precisamos ter com Ele um relacionamento de confiança absoluta, de entrega, sem restrições, aos seus cuidados. Pedir e saber esperar a resposta é um bom exercício para conter nosso modo acelerado de querer tudo para ontem, como se o que ainda não temos fosse muito mais importante que tudo o que o Senhor, em sua infinita bondade, já nos concedeu.

Infeliz de nós quando pensamos que o que importa é gozar a vida, sem refletir nas conseqüências de nossos atos, buscando comodidades e realizações pessoais a qualquer preço, esquecidos de que a nossa vida verdadeira encontra-se escondida em Deus, e que é pela oração que entramos em contato com ela.

Que a nossa oração seja um tempo precioso de encontro com o Amor, a fim de nos colocarmos dentro da visão e do plano do Senhor para nossas vidas. Ele tem para nos dar muito mais do que pensamos precisar, pois, segundo suas próprias palavras, o objetivo de sua vinda até nós foi para que tivéssemos vida em plenitude (Jo 10,10).

Jesus, o Senhor, batiza-nos com a sua Palavra

O infinito poder da Palavra de Deus, diversas vezes negligenciada por muitos de nós, foi o tema da pregação do norte-americano Jim Murphy na tarde desta sexta-feira (16). Como veterano da Renovação Carismática Católica no mundo, ele deixou claro que nós católicos temos que familiarizar-nos com a Palavra e que, como carismáticos, temos de permitir que ela seja um dos meios para que nosso Batismo no Espírito Santo seja continuamente renovado.

Para a RCC, o Batismo no Espírito significa a redescoberta da Palavra de Deus e de sua ação em nossa vida. Nesse Batismo, temos um encontro íntimo com Deus que muda a nossa vida, temos uma experiência nova com a Palavra, graças à ação do Espírito Santo.

Jim afirmou que o Senhor quer que a Sua Palavra encante, renove, envolva, nos desafie e motive-nos a mudar de vida. Deus quer que realmente encontremo-nos com a Palavra, mergulhando fundo nela, para que a Palavra não seja mais uma mera obrigação na nossa vida. Ele deseja que fiquemos totalmente à vontade com a Sua Palavra, sem defesas; que sejamos inteiramente abertos, honestos, realistas, verdadeiros. Deus quer que descubramos na Palavra a luz que ilumina o nosso caminho e orienta-nos em nossas necessidades.

Sabemos que enfrentaremos obstáculos e dificuldades em nossas vidas, mas também devemos ter a certeza de que, alicerçados sobre a rocha da Palavra de Deus, superaremos tudo isso. A Palavra é uma força geradora, é transformadora. E como ela, as nossas palavras também devem construir, encorajar, motivar, edificar. Na nossa boca, a Palavra de Deus pode ser uma bênção na vida das outras pessoas. Jesus quer que Sua Palavra seja luz, segurança, fortaleza, criação e transformação em nossas vidas.

Por fim, Jim Murphy proclamou que Deus prepara-nos um banquete a cada dia com a Sua palavra e que, acomodados, limitamos-nos a “beliscar” desperdiçando assim todas as graças e bênçãos que o Senhor tão cuidadosamente preparou para cada um de nós.

TV Canção Nova faz transmissão completa do Congresso da RCC

A TV Canção Nova faz a transmissão completa do XXIX Congresso Nacional da Renovação Carismática Católica (RCC), que começa nesta quarta-feira, 14, com a Missa celebrada pelo Arcebispo de Belo Horizonte (MG), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, a partir das 20h. O congresso, que acontece na capital mineira, segue até domingo, 18, com pregações, momentos de oração, noite de louvor jovem e a Santa Missa todos os dias do evento. A programação noturna estará aberta ao público, a partir das 18h. Entre os participantes estão o Arcebispo de Belém (PA), Dom Alberto Taveira e o Bispo prelado da Ilha do Marajó, Dom José Luís Azcona Hermoso, OAR, que irão presidir as Missas durante o encontro. O Congresso, que espera receber pessoas provenientes de todo o Brasil, é promovido a cada ano para os membros da RCC e para aqueles que queiram conhecer e experimentar a dinâmica deste movimento eclesial. FONTE: www.cancaonova.com.br

Lei da Ficha Limpa deve impugnar até 15% das candidaturas, diz TSE

O presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta quarta-feira, 14, que a implementação da Lei da Ficha Limpa deve provocar a proibição de até 15% das candidaturas este ano. “A ficha limpa pegou sem dúvida nenhuma. Estou fazendo um cálculo que essas impugnações devem corresponder entre 10% a 15% dos registros de candidaturas. Isso é algo esperado, está dentro do normal e a Justiça Eleitoral dará uma resposta rápida a essas impugnações”. O presidente do tribunal disse também que a lei prevê algumas hipóteses de inelegibilidades e ao que, até o momento, todas as impugnações estão baseadas na Lei da Ficha Limpa. “Vamos examinar todas essas impugnações e o que pode, de certa maneira, tranquilizar a todos que acompanham essas impugnações é que no momento que o TSE e o STF [Supremo Tribunal Federal] chegaram a um consenso em relação a certas teses, os processos serão julgados rapidamente”, disse o ministro em relação ao prazo para a Justiça Eleitoral julgar todos os casos de inelegibilidade.

Igreja estabelece normas mais rígidas contra abusos sexuais

Em 2001, o Santo Padre João Paulo II promulgou um decreto de extrema importância, o Motu Proprio “Sacramentorum Sanctitatis tutela”, que atribuía à Congregação para a Doutrina da Fé a competência para tratar e julgar no âmbito do ordenamento canônico uma série de delitos particularmente graves, cuja competência anteriormente correspondia também a outros dicastérios ou não estava totalmente clara. O Motu Proprio (a “lei”, em sentido estrito) estava acompanhado por uma série de normas aplicativas e de procedimentos denominados “Normae de gravioribus delictis” (“Normas sobre os delitos mais graves”). A experiência acumulada no transcurso de novo anos consecutivos sugeriu a integração e atualização de tais normas, a fim de agilizar ou simplificar os procedimentos, tornando-os mais eficazes, bem como levar em conta novas questões. Isso se deveu, principalmente, à atribuição, por parte do Papa, de novas “atribuições” à Congregação para a Doutrina da Fé que, no entanto, não haviam sido incorporadas organicamente nas “Normas” iniciais. Essa incorporação é a que acontece agora, no contexto de uma revisão sistemática de ditas “Normas”. Os delitos gravíssimos aos que se referia essa normativa dizem respeito a realidades chave para a vida da Igreja, ou seja, aos sacramentos da Eucaristia e da Penitência, mas também aos abusos sexuais cometidos por um clérigo com um menor de 18 anos. A vasta ressonância pública nos últimos anos deste tipo de delito foi causa de grande atenção e de intenso debate sobre as normas e procedimentos aplicados pela Igreja para o julgamento e punição dos mesmos. Portanto, é justo que haja total clareza sobre a normativa atualmente em vigor neste âmbito e que tal normativa se apresente de maneira orgânica, para facilitar, assim, a orientação de todos os que lidam com estas questões. Uma das primeiras contribuições para esse esclarecimento – muito útil para os que trabalham no setor de informação – foi a publicação, há poucos meses, no site Internet da Santa Sé, de um breve “Guia para a compreensão dos procedimentos básicos da Congregação para a Doutrina da Fé com relação às acusações de abusos sexuais”. No entanto, a publicação das novas Normas é diferente, já que apresenta um texto jurídico oficial atualizado, válido para toda a Igreja. Para facilitar a leitura por parte do público não especializado, que se interessa principalmente na problemática relativa aos abusos sexuais, destacamos alguns aspectos. Entre as novidades introduzidas com relação às normas precedentes, deve-se salientar acima de tudo as que visam tornar os procedimentos mais rápidos, bem como a possibilidade de não seguir “o caminho de processo judicial”, mas proceder “por decreto extrajudicial”, ou a de apresentar ao Santo Padre, em circunstâncias especiais, os casos mais graves, tendo em vista a demissão do estado clerical. Outra norma destinada a simplificar problemas precedentes e levar em contra a evolução da situação na Igreja é a de que sejam membros do tribunal, os advogados ou procuradores, não somente os sacerdotes, mas também leigos. Da mesma forma, para desenvolver essas funções, já não é estritamente necessário o doutorado em Direito Canônico. A competência requerida pode-se demonstrar de outra forma, por exemplo, com um título de licenciatura. Também deve-se ressaltar que a prescrição passa de dez para vinte anos, deixando aberta a possibilidade de revogação desse item após superado o período. É significativa a equiparação aos menores das pessoas com uso limitado da razão, e a introdução de uma nova questão: a pedo-pornografia, que se define assim: “a aquisição, posse e divulgação” por parte de um membro do clero “de qualquer forma e por qualquer meio, de imagens pornográficas que tenham como objeto menores de 14 anos”. Volta-se a propor a normativa da confidencialidade dos processos, para tutelar a dignidade de todas as pessoas envolvidas. Um ponto que não se menciona, embora muitas vezes discutido nestes tempos, tem a ver com a colaboração com as autoridades civis. Deve-se levar em contra que as normas que se publicam agora fazem parte do regulamento penal canônico, em si completo e totalmente independente do dos Estados. Neste contexto, pode-se recordar, no entanto, o “Guia para a compreensão dos procedimentos básicos da Congregação para a Doutrina da Fé com relação às acusações de abusos sexuais”, publicado no site da Santa Sé. Neste “Guia”, a indicação: “Deve sempre seguir-se o direito civil em matéria de informação dos delitos às autoridades competentes” foi incluída na seção dedicada aos “Procedimentos Preliminares”. Isso significa que na práxis proposta pela Congregação para a Doutrina da Fé é necessário se adequar desde o primeiro momento às disposições de lei vigentes nos diversos países e não de modo desvinculado do procedimento canônico ou posteriormente. A publicação destas normas supõe uma grande contribuição para o esclarecimento e a certeza do direito em um campo no qual a Igreja, nestes momentos, está muito determinada a agir com rigor e transparência, para responder plenamente às justas expectativas de tutela da coerência moral e da santidade evangélica que os fiéis e a opinião pública nutrem com relação a ela, e que o Santo Padre reafirmou constantemente. Naturalmente, também são necessárias outras diversas medidas e iniciativas, por parte de diversas instâncias eclesiásticas. A Congregação para a Doutrina da Fé, de sua parte, está estudando como ajudar aos episcopados de todo o mundo a formular e implementar com coerência e eficácia as indicações e diretrizes necessárias para afrontar o problema dos abusos sexuais contra menores por parte de membros do clero ou no âmbito de atividades ou instituições relacionadas à Igreja, tendo em conta a situação e os problemas da sociedade em que trabalham. Os frutos dos ensinamentos e reflexões amadurecidas ao longo do doloroso caso da “crise” devida aos abusos sexuais por parte de membros do clero serão um passo crucial no caminho da Igreja, que deverá traduzi-los em práticas permanentes e ser sempre consciente delas. Para concluir este breve levantamento das principais inovações contidas nas “Normas”, também deve-se citar as relativas a delitos de outra natureza. De fato, também nestes casos, não se trata tanto de novas determinações na substância, mas de incluir normas já em vigor, a fim de obter uma normativa completa mais ordenada e orgânica sobre os “delitos mais graves” reservados à Congregação para a Doutrina da Fé. Mais especificamente, foram incluídos: os delitos contra a fé (heresia, apostasia e cisma), para os quais são normalmente competentes os ordinários, mas a Congregação é competente em caso de apelação; a divulgação e gravação – realizadas maliciosamente – das confissões sacramentais, sobre as quais já se havia emitido um decreto de condenação em 1988; a ordenação de mulheres, sobre a qual também existia um decreto de 2007.

Sou artista ou ministro da música, dança ou arte?

Nos dias 26 e 27 de junho cantores, tocadores, atores e dançarinos fizeram-se essa pergunta: Sou artista ou ministro da música, dança ou arte cristã? Assim a coordenadora estadual do ministério de música, Fabrícia Carvalho, iniciou o encontro diocesano de música e artes, na Igreja Nossa Senhora da Abadia, em Paracatu. Atendendo ao chamado do Senhor e ao convite do coordenador diocesano do Ministério, Renato Rosa, Fabrícia Carvalho chegou com sua humildade e forte unção, mostrando que todos os holofotes devem estar voltados para o Senhor. Enfatizou ainda que o músico tem a missão de abrir brechas nos corações das pessoas, para que então a pregação e a oração e sejam fecundos. Assim como o agricultor que ara e fofa a terra, prepara-a para receber a semente, assim também deve ser o músico, causar fendas nos corações duros e enrijecidos pelo tempo e pela dor, de forma que a semente lançada possa dar frutos, e frutos bons. O encontro foi marcado também pela formação clara, na qual foram destacados alguns pontos importantes que diferenciam o artista do ministro de música e arte: pontualidade e compromisso com o grupo de oração, vida de oração constante, intimidade com a palavra de Deus. O encontro foi encerrado com a Santa Missa, presidida por Pe. Lano, que em sua homilia foi muito objetivo e verdadeiro para com a realidade de vida do ministério de música e artes. Suas palavras. com certeza, ficaram gravadas no coração de todos que as ouviram. Pe. Lano sisse: “Assim como Eliseu, temos que ser sensíveis ao chamado do Senhor, um chamado para ser instrumento. Devemos lembrar-nos que não somos nada, nosso ministério não é para ser instrumento de fama, mas para ser instrumento de Deus. A única fama que temos de carregar é a fama de Deus. Você, músico, tem que estar constantemente sensível a voz de Deus. Ele ungiu-lhe profeta, o Senhor tem falado com você. Seja um Eliseu, a igreja precisa de Eliseu” Com muita coragem, o Pe. Lano enfatizou: “Depois do ministério sacerdotal, o mais atacado é o ministério de música e artes. Por isso, não exalte seu ministério. A única preocupação que você tem que ter é de ser evangelizador. E a primeira coisa que você ministro tem que estudar é a palavra de Deus. Se isso não acontecer, você deixa de ser movido pelo Espírito Santo, e age pela carne, tornando-se assim somente um artista”. Fonte: www.rccminas.com.br

Missa abre o XXIX Congresso Nacional da RCC

Com a participação de carismáticos de diversas partes do país, iniciou-se em Belo Horizonte/MG o XXIX Congresso Nacional da Renovação Carismática Católica do Brasil. O arcebispo da Arquidiocese de Belo Horizonte, Dom Valmor de Oliveira Azevedo, presidiu a missa de abertura desejando boas vindas aos participantes. Em sua homilia, Dom Valmor salientou a importância da simplicidade e do amor, de sermos simples no serviço ao Senhor e demais aspectos da nossa vida e, acima de tudo, amarmos. Também esteve presente na celebração o Assessor Eclesiástico da RCC do Brasil Dom Alberto Taveira. Ele lembrou que “aqui não existem espectadores, e sim participantes. Vive-se o Congresso, não se assiste ao Congresso”. Dom Alberto exortou a todos a estarem a se abrirem integralmente para essa vivência. Como anfitrião, o Presidente do Conselho Estadual da RCC de Minas Gerais, Rogério Rosa, realizou os comentários da Santa Missa. Ao final da missa, Rogério Rosa também desejou boas vindas aos participantes, recitando o poema “Ó, Minas Gerais”, de Paulo Gondim. O poema ressalta as maravilhas naturais e as características do povo mineiro, dentre elas “gente tão hospitaleira”. O Presidente do Conselho Estadual da RCC de Minas Gerais acrescentou ainda que é imensa a alegria de receber todos os irmãos, vindos de Norte a Sul do Brasil. O coordenador arquidiocesano da RCC de Belo Horizonte, Michel Leite, afirmou que Belo Horizonte, nestes dias do Congresso, está se transformando em grande cenáculo. Michel Leite também acolheu a todos, em nome de Jesus. Em seguida, o Presidente do Conselho Nacional da RCC, Marcos Volcan, iniciou sua mensagem e acolheu os participantes. Para ele, o Congresso Nacional é um momento de nos revigorarmos. Marcos Volcan destacou a certeza de que o encontro vai selar um grande momento na vida da Renovação Carismática Católica do Brasil. O evento continua nos próximos dias (15, 16, 17 e 18), com muita animação, pregações, momentos de orações, propiciando ao povo de todo o Brasil um novo Batismo no Espírito Santo. FONTE: www.rccbrasil.com.br

Evangelho da Semana (Lucas 10,25-37)


Serva atuante da RCC Viçosa, pertencente ao Grupo de Oração “Cenáculo do Senhor”
E-mail: mimenorddd@yahoo.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
D. Zita Coutinho

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 25um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?”
26Jesus lhe disse: “O que está escrito na Lei? Como lês?”

27Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!”
28Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”.
29Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?”
30Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora, deixando-o quase morto.
31Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado.
32O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado.

33Mas um samaritano, que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. 34Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele.
35No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: ‘Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais’”.
E Jesus perguntou:
36“Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?”
37Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”.
Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Neste 15º domingo do tempo comum, a liturgia nos apresenta a parábola do Bom Samaritano. Muito conhecida de todos e por isso devemos dar uma atenção especial, pois cremos que a Palavra de Deus é viva e assim não podemos deixar que passe em branco o que Deus tem para nós!

Começo falando do homem que descia de Jerusalém para Jericó…. ele saia de Jerusalém, do lugar que conhecemos como o coração da experiência de Deus, hoje conhecida como a cidade dos Lugares Santos… e era neste caminho contrario que ele quase morreu. Nós também muitas vezes decidimos sair da “Jerusalém”… ir por outros caminhos, que a principio são interessantes, mas que aos poucos ou de assalto, nos arranca tudo (até o que não temos mais), nos machuca muito… e ficamos como que mortos pelo caminho, paralisados, sem conseguir ao menos pedir ajuda. E neste estado de vida, ninguém mais quer saber, as pessoas que eram tão próximas, não estão mais ali… olham de longe, quando olham… Aquelas que tiveram tempo de nos convencer a sair de Jerusalém, agora não tem mais tempo ao menos para nos ajudar a se levantar. Mas, Jesus é o Bom Samaritano, que chega perto e nos dá o que é necessário: óleo e vinho… o batismo, a confirmação, a eucaristia… os sacramentos… e ainda nos coloca em um lugar seguro onde há quem cuide de nós: a Santa Igreja… com seus pastores a nos guiar, com os leigos organizados em pastorais prontas para atender as necessidades de cada um (abro esse parênteses para encorajar as pessoas que lutam em suas pastorais ou grupos de oração, pois o Senhor nos confiou os seus e disse: ‘Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais’… então podemos confiar nesta Palavra e bem continuar nossa missão).

E a ordem de Jesus é claríssima: ‘Vai e faze a mesma coisa’. Como Ele, devemos também nos colocar a disposição… colocar nossas mãos a serviço dos que necessitam… conhecendo a lei, vive-la sem medo! Li um texto (não me lembro o nome do autor) que falava da passagem que está na primeira leitura deste domingo – Dt 30,10-14 (que o Deus de Israel e um Deus próximo de nós ao extremo, tanto que sua Palavra esta na nossa boca e no nosso coração), ele lembra que do coração à mão, o caminho apesar de ser curto, nos deixa muitas questões: “que devo fazer?” ; “quem é o meu próximo?”… e Jesus aproxima a mão do coração, pois Ele cobre o abismo entre a palavra e o agir… com seu exemplo de vida Ele vem reconciliar o coração e a mão… pois um não pode viver sem outro…

Se fazemos parte do corpo de Cristo que é a Igreja, devemos ser esta mão que se estende ao outro… disponível, como o próprio Jesus sempre está!

Rezemos sempre para que o Espirito Santo nos ajude a seguirmos a ordem de Jesus: “Vai e faze a mesma coisa”.

Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!!!!

Abençoai: para isto fostes chamados


Recentemente recebi um email que me fez refletir sobre minha vida, minha condição humana e principalmente sobre as palavras que saem da minha boca. As palavras que eu falo são de profecias, bênçãos ou maldições? Você já pensou sobre isto?

Muitas vezes, na nossa ingenuidade, falamos o que não queremos o que não sabemos o significado. Escapam-nos dos lábios palavras mal faladas e mal ditas… Não percebemos o impacto que vai ter na vida do outro. Quantas vezes ouvimos pessoas dizendo coisas que não vêm de encontro aos ensinados de Jesus, a fé que professamos e nós não fazemos nada; ficamos calados, às vezes concordamos ou até damos risadinhas. Fico pensando em quantas vezes, mesmo que por ingenuidade amaldiçoamos ou fomos amaldiçoados.

As nossas palavras têm poder para edificar ou derrubar… Abençoar ou amaldiçoar é uma autoridade que nos foi dada por Deus desde a antiguidade. As nossas palavras têm força. Elas saem da nossa boca e podem concretizar um desejo e é por isso, que precisamos tomar muito cuidado com o que falamos; é muito fácil amaldiçoar os nossos amigos, chefes de trabalho, políticos, esposos, filhos… que muitas vezes nos deixam nervosos e no “calor da emoção”, lançamos maldições; falamos o que não queríamos e não devíamos, mas a palavra de Deus nos exorta, “eu vos digo: no dia do juízo os homens prestarão contas de toda palavra vã que tiverem proferido. É por tuas palavras que serás justificado ou condenado”(MATEUS 12: 36,37).

É necessário controlar a nossa fala, proferir palavras de edificação, que melhorem a auto estima e ajudem a construir um ser humano melhor. Deus nos deu o dom da palavra para que a usássemos com sabedoria e discernimento e não simplesmente jogá-las ao vento. Nossas palavras precisam ser fontes de grandes bênçãos, mas para isso é necessário estar na presença de Deus, ter vida de oração e buscar dia a dia a santidade. Está na hora de tomar consciência de que nós somos herdeiros da bênção e não da maldição. Fomos chamados por Deus para abençoar e não para amaldiçoar.

O apóstolo Pedro em suas cartas nos ensina: “tende todos um só coração e uma só alma, sentimentos de amor fraterno, de misericórdia, de humildade. Não pagueis mal com mal, nem injúria com injúria. Ao contrário abençoai, pois para isso fostes chamados, para que sejais herdeiros da bênção. Com efeito, quem quiser amar a vida e ver dias felizes, refreie a sua língua do mal e seus lábios de palavras enganadoras. Aparte-se do mal e faça o bem, busque a paz e siga-a. porque os olhos do Senhor estão voltados para os justos e seus ouvidos atentos a seus rogos; mas a força do Senhor está contra os que fazem o mal”(I PEDRO 3: 8,12).

Abençoar é: colocar a pessoa sob a proteção de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Quando abençoamos, colocamos a pessoa debaixo da proteção de Deus, invocamos sobre Ela as suas graças e bênçãos.

O próprio Deus nos convida a abençoar a todos, a tomar posse das suas bênçãos na nossa vida, na vida familiar, no convívio social, no local de trabalho… Tome posse das bênçãos de Deus, da vontade D’ele para a sua vida e para a vida da sua família, comece a partir de agora a ABENÇOAR e verás as maravilhas do Senhor. Eu te convido a abrir o coração e abençoar como Deus determinou a Moisés: “dize a Aarão e seus filhos o seguinte: eis como abençoareis os filhos de Israel: o Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor te mostre a tua face e conceda-te a tua graça! O Senhor volva seu rosto para ti e te dê a paz. E assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e eu os abençoarei” (Números 6: 22,27).