Para relaxar um pouco… Diferenças entre o homem e a mulher!
Sim, Ele é extremamente Bom!
Como diz o Pe. Fábio de Melo, “Não existe o par ideal, existe o par certo”! É isso, então, minha gente. Sabemos que relacionamentos acontecem a todo o momento, mas como encontrar o par certo? Acreditamos que a mão de Deus está presente.
Os relacionamentos com seus pares, muitas vezes, tornam-se doentios quando nem um nem o outro sabe o significado do verdadeiro partilhar, doar-se, e, acima de tudo, estar preocupado(a) em fazer o(a) outro(a) feliz.
Sim, Deus tem parte nisso. Por isso, temos de dar uma resposta a Ele, a nós mesmos, e essa resposta, para continuar fecundo o relacionamento, tem que ser total, plena, cheia de compromisso um para com o outro. Ser fiel, também, é indispensável, onde tudo parece fácil, e qualquer descuido pode ferir o(a) outro(a).
Somos seres humanos, e por isso os relacionamentos conjungais, principalmente, podem causar dor, mas quando há entendimento, amor, Deus nos cobre de bênçãos. O nosso querido Pe. Fábio de Melo fala também que “pais a gente não escolhe, mas marido/esposa escolhemos”. Pois que escolhamos bem então, não é verdade? Pode parecer fácil essa suposição, mas não é. É inquietante, sofrido e angustiante. Mas não percamos a esperança. Sabemos que Deus olha as nossas necessidades, e que Ele não dá o que pedimos, mas o que necessitamos.
Deus, Nosso Deus, como é bom sentir Sua Bondade!
Deus Pai, após a criação do homem já percebeu que não poderia deixá-lo viver só.
No Livro de Gênesis 1,18, o nosso Criador disse o seguinte: não é bom que o homem esteja sozinho, vou fazer para ele uma auxiliar que lhe seja semelhante. É bom prestarmos atenção em dois detalhes muito importantes.
1)A preocupação de Deus conosco para que não vivêssemos isolados;
2)Deu ao homem uma auxiliar semelhante.
No primeiro instante, é fácil perceber que não conseguimos viver sozinhos e, portanto, necessitamos um do outro, de alguém que nos complete, que nos apóie e esteja ao nosso lado, para termos com quem conversar, para amar e ser amados.
O Senhor nosso Deus na sua infinita sabedoria já nos previne quanto a isso logo na criação, porque nos conhece e deseja sempre a nossa felicidade.
Após isso, em segundo lugar, tendo nós a convicção de que tudo o que Ele faz é perfeito, não nos criou iguais, mas semelhantes, parecidos, distintos.
E quando decidimos caminhar com o outro, a princípio achamos que somos pessoas iguais até mesmo porque no início não damos muita atenção a certos detalhes, e, assim, muitas vezes esquecemos nossas diferenças sendo que esse momento é mais apropriado para o conhecimento.
À medida que o relacionamento vai se tornando mais intenso, essas diferenças vão se tornando mais evidentes e parece que não estamos preparados para conhecê-las e o mais importante, conviver com elas e as coisas ficam mais difíceis.
Não conseguimos entender que o outro não é igual a nós e sim semelhante, que as raízes não são as mesmas, o modo como fomos criados é diferente, costumes, educação e muitos outros fatores não são lembrados e até mesmo o mais óbvio: são sexos diferentes; e ficamos cegos para tudo isso e queremos que num passe de mágica o outro seja aquele ou aquela que queremos que seja, que suas ações sejam como queremos, seus pensamentos e que até adivinhe os nossos pensamentos.
Quando Deus disse que o homem deixaria o seu pai e sua mãe para unir à sua mulher e já não são mais que uma só carne, é porque as nossas diferenças e semelhanças nos completam como uma engrenagem que se encaixa apesar das peças diferentes, tornando assim um só e quando temos a graça de entendermos e vivermos dessa maneira a nossa convivência será harmoniosa.
Deus nos fez homem e mulher semelhantes, não iguais, para um relacionamento harmonioso, feliz, mesmo com os atritos da engrenagem e tudo funciona bem.
Invoquemos sempre a presença do Senhor nas nossas vidas, a presença d’Ele é fundamental para vivermos um relacionamento saudável.
Que Deus nos abençoe!
Aos poucos, a terminologia “Terço” cede espaço ao termo mais abrangente “Rosário”. A bem da verdade, atualmente, tornou-se incorreta a antiga expressão, pois hoje seria “Quarto”, uma vez que se refere ao conjunto de cinco “Mistérios” que compõem uma parte do Rosário. Tal alteração se deve à inclusão dos “Mistérios da Luz” ou “Luminosos” que foram acrescidos, por João Paulo II, ao tradicional Rosário criado no século XII.
Paulo VI, em sua Encíclica Christi Matri, consagrou o mês de outubro ao Rosário. No marcante dia sete de outubro de 2002, memória litúrgica de Nossa Senhora do Rosário, João Paulo II ampliou esta popular e tradicional devoção. Deste modo, na confecção do Rosário completo, ao invés de três “Terços”, temos quatro “Quartos”. Como o usual é mesmo a recitação por parte, através dos grupos de cinco mistérios, em nada foi modificado o conjunto das “contas” que vêm anexadas. A única diferença é quanto à contemplação dos mistérios. Permaneceram normalmente os Mistérios Gozosos, Dolorosos e Gloriosos, acrescentando-se um conjunto de cinco dezenas: Mistérios Luminosos.
Os Mistérios da Luz estão incluídos entre os Gozosos e os Dolorosos e são contemplados às quintas-feiras. Temos então a seguinte ordem: Mistérios Gozosos, Luminosos, Dolorosos e Gloriosos. A luz é imprescindível à vida e Cristo é a Luz que preenche de sentido nosso viver.
Trata-se de uma leitura orante da Palavra de Deus. Vinte vezes é recitada a oração bíblica do Pai Nosso. As duzentas Ave Marias, em sua primeira parte, referem-se a uma citação literal da Bíblia (Lc 1,42). Dezenove dos vinte Mistérios são textos bíblicos. O único que não é diretamente bíblico é o que aborda a Assunção de Maria, ainda assim foi declarado dogma de fé pelo Papa Pio XII, a 1/11/1950. – “O que ligares na terra será ligado no céu…” – Mt 16,18s.
Recordemos, então, os mistérios luminosos:
Primeiro Mistério: Batismo de Jesus (Mt 3, 13-17; Mc 1, 9-11; Lc 3, 21s; Jo 1, 32-34); Segundo Mistério: Milagre de Caná (Jo 2, 1-12); Terceiro Mistério: Proclamação do Reino de Deus (Mt 3 – 13 e nos Evangelhos em geral); Quarto Mistério: Transfiguração (Mt 17, 1-9; Mc 9, 2-10; Lc 9, 28b-36); Quinto Mistério: Instituição da Eucaristia (Mt 26, 26-29; Mc 14, 22-25; Lc 22, 14-20; 1Cor 11, 23-26).
Quem se habitua à prática diária dessa prece litânica se coloca, através da contemplação de seus mistérios, em sintonia com o Projeto de Deus, ou seja, a vida plena para toda a família humana, por meio da ação salvífica de Seu Divino Filho, vivendo assim O SENTIDO DO ROSÁRIO.
EF 3, 14-21: 14.Por esta causa dobro os joelhos em presença do Pai, 15.ao qual deve a sua existência toda família no céu e na terra, 16.para que vos conceda, segundo seu glorioso tesouro, que sejais poderosamente robustecidos pelo seu Espírito em vista do crescimento do vosso homem interior. 17.Que Cristo habite pela fé em vossos corações, arraigados e consolidados na caridade, 18.a fim de que possais, com todos os cristãos, compreender qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, 19.isto é, conhecer a caridade de Cristo, que desafia todo o conhecimento, e sejais cheios de toda a plenitude de Deus. 20. Àquele que, pela virtude que opera em nós, pode fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou entendemos, 21.a ele seja dada glória na Igreja, e em Cristo Jesus, por todas as gerações de eternidade. Amém.
A Palavra nos convida à Adoração, reconhecendo que a Deus devemos tudo: tudo o que temos e que somos. Tudo o que existe, tanto no céu como na terra, ou seja, as coisas invisíveis como as visíveis, devem a sua existência ao Deus Criador, que do nada as criou. Prostrar-nos diante de Deus dobrando nossos joelhos em adoração e agradecimento, pois a nossa vida deveria ser um eterno louvor, uma eterna ação de graças ao Senhor que nos criou por amor e para o amor. Toda a humanidade é amada por Deus, todos nós aqui somos muito amados por Deus que desejou a nossa existência. Desde o momento da nossa concepção, a amor de Deus se manifesta na nossa vida (Sl 138, 13-15).
Neste gesto de dobrar os meus joelhos diante do Senhor Deus em reconhecimento ao senhorio d’Ele sobre tudo o que existe, é que mergulho em sua graça e descubro nas profundezas do seu Ser o tesouro incalculável que Ele mesmo tem reservado para cada um de nós seus filhos muito amados. Quando me coloco diante de Deus em adoração Ele me robustece poderosamente na graça do Espírito Santo.
Se você tem se sentido fraco, ou melhor, se existem áreas na sua vida por onde o pecado tem entrado com mais facilidade e você tem caído com freqüência no mesmo pecado, existe um remédio: adorar a Deus. Pois é na Adoração que somos robustecidos pela graça de Deus. Funciona como uma academia de ginástica. Mas precisa ser persistente e não deixar se abater pelo desânimo nem pela preguiça. Quem pratica musculação numa academia sabe muito bem disso. Para ficar sarado, com barriga de tanquinho, não é só fazer a matrícula e continuar levando a vida do mesmo jeito. Mas preciso me matricular na academia, mudar alguns hábitos, principalmente com relação à alimentação e também ir todos os dias, faça chuva ou faça sol, estando alegre ou triste.
Para que eu seja robustecido pela graça de Deus eu preciso mudar alguns hábitos, por exemplo, tirar alguns minutos do dia para estar diante do Senhor. E alguém poderia perguntar: mas então funciona como uma troca, ou seja, eu dou alguma coisa para Deus, como o meu tempo, por exemplo, e em contra partida Ele me enche com o Espírito Santo. Não é assim, pois Deus não se vende e não negocia a graça. O fato de Deus me chamar para a Adoração é que deste modo vou dando mais espaço para Ele na minha vida. O fato de eu me colocar em sua presença todos os dias por algum tempo vai fazendo com que eu abra sempre mais as áreas da minha vida à presença amorosa do Senhor Deus. A medida que Deus usa para me encher é a mesma da minha abertura a Ele.
E Deus me robustece, me fortalece, tendo em vista o homem interior. Deus se preocupa com a minha aparência interna. Ao contrário de mim que me preocupo com meu cabelo, com meu rosto, com meu corpo, minhas roupas e sapatos, casa e carro. Pois Deus sabe que a minha felicidade não reside em coisas exteriores, mas a verdadeira felicidade eu a encontro dentro de mim mesmo. Por isto Deus se preocupa com o meu coração, com a minha alma. Deus quer homens e mulheres de corações sarados.
Neste me prostrar diante de Deus a minha fé se fortalece. Não é qualquer coisa que vai abalar a minha fé. Não são notícias acerca de pecados de alguns sacerdotes hoje ou práticas da Igreja no passado que vão me abalar interiormente, pois sei em quem pus a minha fé e vou compreendendo cada vez mais porque a Igreja é santa e pecadora. Deus robustece o homem interior e fortalece a nossa fé, me ensinando a enxergar as situações do cotidiano com o olhar de Jesus. Sinônimo da palavra caridade é amor.
À medida que me abro ao Espírito Santo o meu coração vai criando raízes no amor. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele (I Jo 4, 16b).
Se estou em Deus sou capaz de amar, pois Deus é amor!
Estamos na escola do amor: “… a caridade de Cristo, que desafia todo o conhecimento,…” onde me sinto amado ao extremo e ao mesmo tempo sou impelido a amar também. Deus me conhece e sabe que eu preciso ser amado e preciso amar também. Se só recebo amor e não aprendi a amar, cresço mimado, mas se amo e não recebo amor, torno-me frustrado. O equilíbrio está em me sentir amado e dar amor. Quando amamos nos tornamos mais parecidos com Deus. Quando lançamos um olhar mais amoroso para a realidade que nos cerca, estamos aproximando o nosso ver e julgar do ver e julgar do próprio Deus que ama acima de tudo. E assim, como conseqüência, a nossa ação também vai ser mais parecida com a de Jesus. A boca fala daquilo que o coração está cheio.
È assim que “sou cheio da plenitude de Deus”, ou seja, quando deixo Deus agir livremente em mim, no meu coração, e nas pessoas por meio daquilo que eu faço. Só o Amor tem a capacidade de transformar os corações. Se deixar o amor agir livremente na minha vida, com certeza, muitos milagres vão acontecer por força “Daquele que pode fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou entendemos” (Ef 3, 20).
Fica o convite para que eu tire uns minutos do meu dia para estar diante de Jesus, seja numa Igreja, seja no meu quarto. Nós, pela nossa própria força não podemos nada, mas robustecidos pela graça de Deus, tendo o nosso coração arraigado na caridade, podemos contribuir muito na missão de anunciar que o Reino de Deus está entre nós e também em dar o nosso testemunho de cidadãos deste reino. Tudo isto para Glória de Deus que é Pai, Filho Espírito Santo. Amém!
— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, Jesus disse aos fariseus: “19Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias.
20Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. 21Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas.
22Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado.
23Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado.
24Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’.
25Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26E, além disso, há um grande abismo entre nós; por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’.
27O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’.
29Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!’
30O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’.
31Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos’”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
O Evangelho deste domingo é um apelo à conversão, tanto para os ricos como os pobres, e denuncia a ordem injusta que faz o homem viver descompromissado com a realidade à sua volta, com o pensamento voltado apenas para o que lhe é de interesse pessoal e lhe proporcione prazer, bem estar e segurança.
Tudo o que o Senhor nos concede, sejam bens materiais, espirituais, relativos à instrução ou ao progresso de modo geral, eles tem por finalidade suprir às nossas necessidades e amparar os que tem menos, para que também não lhes falte o necessário para uma vida digna de filhos de Deus. Precisamos também estar conscientes de que ninguém tem tanto a ponto de não lhe faltar nada, e aquilo que nos falta e que é essencial para a nossa salvação está, muitas vezes, nas mãos do pobre que Deus coloca à nossa porta para ser ajudado por nós. Somos chamados à função de dispenseiros do céu, e não é por acaso que foi escrita a frase: ninguém é tão rico que de mais nada necessite, assim como ninguém é tão pobre que nada tenha para dar. Deus nos alerta hoje para a verdade muitas vezes negligenciada e até mesmo esquecida: não temos, neste mundo, cidade permanente, mas vamos em busca da futura (Heb 13,14), construída, não por mãos humanas, mas pelo próprio Deus, para abrigar seus eleitos por toda a eternidade.
Outra lição importante que tiramos deste Evangelho é com relação ao versículo 24: “Pai Abraão, compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a lingua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas”.
O nosso corpo se compõe de muitos membros, todos feitos para a glória de Deus. Quando um dos membros não cumpre a missão para a qual foi criado, todo o corpo sofre as consequências. Mais ainda, quando este membro é a lingua que, no dizer de São Tiago, é capaz de queimar o curso de nossas vidas quando inflamada pelo inferno, assim como uma chama, por menor que seja, é capaz de incendiar uma grande floresta (Tg 3, 5-6).
O que somos por dentro, demonstramos com o fruto dos nossos lábios – a boca fala do que o coração está cheio -, embora sejamos também capazes de louvar a Deus com nossa lingua e o termos bem longe do coração, quando não há coerência entre o que fazemos e o que proclamamos.
A salvação trazida por Jesus, presente na Igreja por meio do anúncio da Palavra, dos Sacramentos e do testemunho de vida dos seus profetas e santos, ficará, todavia, inoperante se não abrirmos o nosso coração para a verdade do Evangelho. Após fechada a porta desta existência, nada mais poderá ser feito, pois “está determinado que os homens morram uma só vez e logo em seguida vem o juízo” (Heb 9,27).
Façamos, pois, uma boa revisão de vida e busquemos a conversão, enquanto ainda temos tempo. O caminho já nos foi dado: “Este é o meu Filho muito amado: ouvi-o!” (Lc 9,35).
Percebemos que a morte, a dor, o sofrimento e a doença são vivências humanas universais e inarredáveis. Essa é a primeira constatação que se faz ao olhar para a realidade ontológica do homem.
Podemos reduzir a dor, podemos estancá-la por um instante, mas jamais afastaremos totalmente a dor e o sofrimento da realidade humana.
Com base nessa premissa, aprendemos a olhar para a figura de Jesus Cristo e a ver que, mesmo no sofrimento, na doença, na dor, na morte, Ele pôde retirar valiosos ensinamentos para sua vida e para a vida de toda a humanidade.
Em Jesus Cristo, o sofrimento, realidade humana universal, ganha um significado, um sentido: a redenção, o amor. Não desejamos o sofrimento como um fim em si mesmo, pois, dessa maneira, seríamos masoquistas, mas acreditamos, enquanto católicos, enquanto cristãos, que, em meio à lama do sofrimento, pode haver preciosas pérolas.
Tomando esse exemplo da lama e das pérolas, talvez, seja mais fácil entender esse mistério do sofrimento humano.
Imaginemos um omem que descobre, que compreende que, no fundo de uma poça de lama, existem pérolas preciosas. Rapidamente, lança-se nessa lama e logo começa a chafurdá-la. Agora imaginemos que outro homem que, desconhecesse a existência das pérolas, visse essa cena deplorável. Ele realmente pensaria consigo: – Esse homem chafurdando a lama está louco! Qual seria o prazer de se ficar todo enlameado? Na verdade, ele não compreendeu que o prazer do primeiro homem não estava na lama em si, mas no encontrar as pérolas.
Creio que é, com esse mesmo propósito, que Jesus se atira na lama do sofrimento humano, encarnando-se no nosso meio, pois pôde, com aquela dor, conquistar valiosas pérolas de virtude, amor, humildade e redenção para a humanidade. Assim, a cruz já não é mais um símbolo de ignomínia, vileza, indignidade, mas se torna símbolo de vitória, doação, amor, sacralidade, pois ela ganhou um sentido, uma finalidade.
Em Romanos 5, 3-5, São Paulo diz que ele “se gloria até das tribulações“. Com um olhar de águia, visualiza o apóstolo que o sofrimento pode produzir a paciência, a fidelidade, a esperança, o amor, a humildade. Na verdade, não é que São Paulo ame o sofrer por si só. Ele vê além do sofrimento. O que alegra o coração de Paulo é encontrar, no sofrimento, uma possibilidade de desenvolver virtudes. “Pois sabemos que a tribulação produz a paciência, a paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança.” (Rm 5, 3-4)
Ao achar um sentido em meio ao sofrimento, o sofrimento torna-se menos sofrido – poderíamos assim dizer – e surge a possibilidade transcendente, inclusive, de descobrir-se ali um caminho de felicidade. Nesse sentido, a tribulação torna-se fonte e instrumento de vitórias e crescimento pessoal e o coração, dessa maneira, altaneiro pode louvar ao Senhor por essas tribulações!
Foi essa a descoberta do salmista ao asseverar que “antes de ser afligido pela provação, errei; mas agora guardo a vossa palavra” (Sl 118, 67). Na mesma compreensão, também dizia Santo Agostinho que “a cruz é uma escola”.
Portanto, meus amigos, devemos sempre ter em mente a sábia declaração paulina de que “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8, 28). O único segredo é acreditar que sempre se pode descobrir pérolas sob a lama! Que tenhamos o olhar de águias!
O que é essa alegria? Onde poderemos encontrá-la?
A Palavra de Deus nos mostra de diversas maneiras como é essa alegria: São Paulo, mesmo prisioneiro, acorrentado, sofrendo no cárcere nos ensina que a verdadeira alegria vem de dentro para fora, do nosso interior. O que causa essa alegria é ter a certeza de que somos amados pelo Senhor, pois foi a certeza de ser amado por Deus que mudou a sua vida a tal modo que ele exortou aos Filipenses: “Alegrai-vos sempre no Senhor, repito, alegrai-vos” (Filipenses: 4,4)!
O Papa Bento XVI nos fala que “a alegria nasce do amor”. Nós precisamos fazer essa experiência, para vivenciar a verdadeira alegria, pois não poderemos encontrá-la nos bares, nas “noitadas”, nas bebidas alcoólicas, nas drogas, no adultério, no pecado, na vida que o mundo nos oferece…
A verdadeira alegria não passa, porque a fonte da verdadeira alegria é Deus. Precisamos estar centrados N’ele, buscar uma maior intimidade com Ele, abandonando a nossa “vida velha” e buscando incansavelmente viver a santidade, alimentando-nos da Palavra de Deus, da oração e consequentemente nos tornaremos repletos do Espírito Santo.
Muitas vezes, nós nos separamos de Deus, o deixamos fora de nossas vidas, das nossas decisões; enchemos o nosso coração de amarguras, ressentimentos, mágoas, preocupações… O pecado, as lembranças e “marcas” do passado nos entristecem e até podem nos fazer cair, mas se cairmos tem como nos levantar. Deus nos ama de tal maneira, que nos deu a Graça do arrependimento, da contrição, da confissão dos nossos pecados, para sempre termos a força necessária para recomeçar.
São Francisco de Assis nos ensina a não cultivar a tristeza em nossos corações, porque “a tristeza é a filha predileta do demônio. A maior alegria do diabo é que os filhos de Deus se entreguem a tristeza: assim ele poderá flagelar os escolhidos do Senhor à vontade”.
A nossa vida pertence a Deus. Hoje Ele vem nos exortar a viver um dia de cada vez, para que a vontade D’ele se cumpra em nossas vidas. Deus é o Senhor das nossas vidas. Estamos sob seu Senhorio, sob a sua vontade, sob os seus desígnios. Não precisamos ficar aflitos e ansiosos.
Os caminhos para viver o Dom da Alegria são os mesmos que nos levam a viver uma vida de santidade: arrependimento e confissão dos pecados; oração pessoal e comunitária; estudo da Palavra; adoração; participação na santa missa, Eucaristia; fidelidade a Deus e a nossa Igreja. Assim estaremos cada dia mais unidos a Deus e mesmo que vierem provações, tribulações… Permaneceremos alegres e confiantes, porque o motivo da nossa alegria é Deus.
Santa Tereza D’Ávila nos ensina a confiar em Deus: “nada te perturbe, nada te espante, tudo passa, só Deus não muda, a paciência tudo alcança, quem Deus tem, nada lhe falta”!
Confiemos em Deus. Vivamos a alegria de sermos filhos amados por Ele. Deixemos-nos conduzir por esse amor bondoso, misericordioso que tudo pode mudar. Deus nos ama do jeito que nós somos e estamos. Abramos-nos. Desarmemos-nos. Entreguemos-nos a esse amor com a confiança de que somos amados e tenhamos a certeza de que Deus estará conosco em todos os momentos dando-nos a tão sonhada alegria verdadeira.
“A alegria do Senhor é a nossa força” (Neemias: 8,10). Hoje, amanhã e sempre.