Amor na espera?

31 de outubro… Neste dia encerramos mais um mês, com a graça de Deus! Então, que tal iniciarmos nosso texto deste mês com um pensamento de gratidão pelos acontecimentos vividos, mas sobretudo pelo que virá a seguir?

Os convido a iniciarmos assim este texto, pois nossa reflexão passará por uma ótica de fé e esperança. Isso mesmo, a Palavra de Deus já nos diz que “a fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê” (Hb 11,1). Mas e aí? Você já se perguntou se, diante das esperas de sua vida, ao invés de crer para ver, você tem procurado é ver para crer? Vamos pensar juntos nisso?

Inúmeros são os relatos presentes na Sagrada Escritura em que contemplamos como consequência da fé daquele que a teve provada, o alcance do milagre almejado. Arrisco-me a dizer que, tanto eu quanto você, poderíamos testemunhar a obtenção de várias graças recebidas do céu, após uma oração confiante, ou até mesmo sem termos pronunciado sequer uma palavra (Sal 138, 4). Mas creio, igualmente, que há outras graças aguardadas, que se encontram, ainda, no silêncio do coração de Deus.

Considerando tal realidade, gostaria de me deter aqui ao tempo que se dá entre a fé e a resposta, ou seja, ao tempo da espera. Tempo esse, muitas vezes sofrido e difícil, mas que também pode vir a ser profundamente fecundo e rico em maturidade.

Para nos ajudar em nossa reflexão pensemos em uma mãe que ao tecer uma veste para seu filho tem consciência de sua importância para aquecê-lo nas noites frias, porém sabe, igualmente, que a veste se ainda não estiver pronta de nada adiantará entregá-la assim. Da mesma forma, dá-se com um alimento que sendo cozido ao fogo precisa estar, devidamente, pronto para ser servido. Seja como for, é preciso esperar, pois embora haja a ansiedade do filho pela veste ou pela comida, há maior amor nas mãos de quem os está preparando. Ao serem entregues, no tempo certo, tanto a veste quanto o alimento irá atender devidamente às necessidades de quem tanto os esperou.

Penso que assim é em nossa vida! Seja por algo que clamamos para nós ou para aqueles que amamos muitas vezes é preciso esperar, porém numa espera segura e certa de que Deus, além de saber todas as coisas, tudo prepara para o nosso bem e daqueles que amamos. Ele, como um bom Pai, é o primeiro a nos querer bem e a saber de nossas necessidades. Portanto, creiamos: há sim, amor na espera!

Seguimos…

Claudete de Freitas
Coordenadora da RCC Viçosa