Deus fiel, cumpridor de promessas!

Com o coração repleto de gratidão encerramos mais um mês! E este foi especial, o mês que recordamos Maria e aprendemos com ela a permanecermos firmes no Cenáculo, à espera do Santo Espírito, o Prometido de Deus Pai. Então, que tal refletirmos um pouco sobre este caminho?

Desde o Antigo ao Novo Testamento o Espírito Santo nos foi prometido (Jl 3,1-2; Is 32, 15; Is 44, 3; At 1, 4) e hoje, assim como os discípulos reunidos no Cenáculo (At. 2), somos também alvos do cumprimento dessa grande Promessa. Sim, eis que a Promessa se cumpriu! O Espírito Santo foi derramado sobre eles, assim como, sobre nós! Portanto, no inicio deste texto, podemos já exclamar: Deus é fiel, Ele é cumpridor de promessas!

Antes, porém, do cumprimento da Promessa te convido a pensar, por alguns instantes, no caminho que estes grandes homens e mulheres percorreram e que pode ser semelhante ao nosso próprio caminho, ante a espera da restauração de nossas famílias, libertação, conversão, providências e tantas outras graças que aguardamos das mãos de Deus.

Um primeiro e importante aspecto que gostaria de destacar, com foco no Novo Testamento, é a presença da Virgem Maria durante esta caminhada. Sem sombra de dúvidas, ela foi e continua sendo fundamental neste processo. Foi ela quem, com certeza, animou, exortou, pastoreou seus filhos para que nos dias de cansaço extremo, desânimo e aflição eles não desistissem de esperar, mas ao contrário, permanecessem unidos em oração. E assim ela fez e continua a fazer, pois Maria permanece firme a cuidar de nós!

Outro ponto a considerarmos é que a Palavra de Deus nos diz que os discípulos iam ao Cenáculo e subiam para o andar de cima e lá “costumavam permanecer” (At. 1, 13). Vemos, assim, que essa era uma atitude costumeira deles: ir ao Cenáculo e subir! Pois bem, o que isso nos ensina hoje?

Ensina-nos, primeiramente, que para vermos cumpridas as promessas de Deus em nossas vidas é preciso perseverar, não desistir de buscar. Mesmo nos dias de desânimo, ou naqueles em que nada vemos somos chamados a levantar e ir – ter como um gesto costumeiro a ida ao Cenáculo, ou seja, sair de nós mesmos, ir ao encontro dos irmãos na Comunidade, partilhar vida, estender a mão, ou seja, olhar para o outro e, sobretudo, permanecer juntos!

Em seguida ensina-nos, também, que é preciso ir para o “andar de cima”, o que pode sinalizar para nós a necessidade de nos elevarmos, um tanto mais, em nossa experiência com Deus, buscando-O, conhecendo-O mais, estreitando, assim, nossos laços de intimidade com Ele. Será que até onde chegamos em nossa relação com Deus já foi o suficiente? Não! É preciso subir! Certos, porém, de que não subimos sós, contamos com Maria: Auxilio dos cristãos, Senhora de Pentecostes.

Por fim, nesta jornada, enquanto esperamos pelo cumprimento das promessas de Deus deixemos que Ele trabalhe em nós, curando-nos as feridas (antigas e novas), libertando-nos de nossos excessos, medos, purificando nossos pensamentos, dentre tantas outras coisas. Pelo tempo que for, sigamos confiantes de que esta espera tem um propósito: preparar o nosso coração para o que vem de Deus. Todavia, façamos este caminho em paz, pois o Deus fiel que nunca falhou em Suas promessas, certamente, não falhará conosco!

Seguimos…

Claudete de Freitas
Coordenadora da RCC Viçosa