E quando não vejo os frutos?

Outro dia estava pensando que não valia a pena ser bom. A gente se esforça para fazer o bem, para ser bom com os outros, para viver as verdades do Evangelho e muitas vezes parece que só ficamos no prejuízo.

São Paulo tem uma frase que é a seguinte: “Não desanimemos na prática do bem, porque se não desistirmos, no tempo certo colheremos” (Gl 6,9). Mas e quando temos a sensação que nunca colhemos?

Aí me lembrei de Moisés, que deu um duro danado e morreu às portas da terra prometida. Aparentemente, não usufruiu e muito menos colheu alguma coisa!

E nessa hora podemos pensar: Será que serei como Moisés, não colherei? É muito injusto…

Mas para mim não existe esta possibilidade de não colhermos. Moisés colheu e muito! A alegria, a vocação, a vida, a satisfação… de Moisés estava em cuidar daquele povo. Ele amava fazer aquilo. Era defender os seus que dava prazer a Moisés. Quando ele fazia isso ele colhia em larga escala.

Quando Moisés fez a escolha, diante da sarça ardente, de libertar o povo da escravidão, ele passou, através do processo de libertação dos seus, a colher os frutos da opção que fez. O que precisamos fazer é percebermos nos detalhes, no dia-a-dia, nas pequenas coisas, como ensina Sta. Teresinha, os frutos que a nossa escolha nos proporciona.

Fiquemos atentos, pois a terra prometida já pode acontecer “em meio ao deserto”!