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RCC Viçosa – Renovação Carismática Católica de Viçosa
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"Do céu Javé se inclina sobre os filhos de Adão, para ver se restou alguém sensato, alguém que busque a Deus."(Salmo 14)

Evangelho da Semana (Lucas 7,36-8,3)


Serva atuante da RCC Viçosa, pertencente ao Grupo de Oração “Cenáculo do Senhor”
E-mail: mimenorddd@yahoo.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com

Evangelho da Semana (João 20,1-9)

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 36um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa.
37Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com perfume.

39Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: “Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora”.
40Jesus disse então ao fariseu: “Simão, tenho uma coisa para te dizer”. Simão respondeu: “Fala, Mestre!”
41“Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro, cinquenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?”
43Simão respondeu: “Acho que é aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Tu julgaste corretamente”.
44Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume.

47Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco, mostra pouco amor”.
48E Jesus disse à mulher: “Teus pecados estão perdoados”.
49Então, os convidados começaram a pensar: “Quem é este que até perdoa pecados?”
50Mas Jesus disse à mulher: “Tua fé te salvou. Vai em paz!”
8,1Depois disso, Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Perdão e Amor

Nesta liturgia do 11º domingo do tempo comum podemos viver a dinâmica do Amor-Perdão!

Neste evangelho, Jesus chama a atenção aos gestos de amor.

Olhemos para os gestos da mulher do evangelho de hoje: O choro daquela mulher era expressão da sua condição de pecadora arrependida, que naquele momento reconhecia Jesus como o seu salvador (“ela soube que Jesus estava na casa do fariseu” e foi até Ele). Seus longos cabelos, que provavelmente eram usados para seduzir os homens, agora enxugavam os pés do salvador… infelizmente, quando pecamos , restam as marcas, as lembranças, mas não podemos por isso, desistir da vida de conversão, mas sim usar os motivos de quedas como impulso para irmos mais longe e alcançarmos a vitória. Os seus beijos agora serviam para adorar o Senhor e nesta adoração ela encontrava suas delícias… no nosso processo diário de conversão, também deixamos muitas coisas de lado e vamos descobrindo que nosso prazer está nas coisas do Senhor! Naquele perfume (um vaso precioso cheio de perfume) derramado nos pés do Cristo, ela mostra que sua riqueza só tem sentido se for para agradar a Deus e assim também nós, quando nos deixamos guiar pelo amor infinito do Cristo, não servimos mais o Deus dinheiro, mas o nosso Deus de Amor!

Agora olhemos para os gestos do fariseu: ele convidou Jesus para ir na sua casa… quantas vezes, nós chamamos o Senhor para entrar na nossa casa, mas num ritual simplesmente exterior (farisaico), não nos dobramos realmente a sua presença no meio de nós, reconhecendo realmente quem somos. Em pensamento, o fariseu concluiu que Jesus não era profeta e ao mesmo tempo tratava com desprezo aquela mulher pelos seus atos passados… aquele homem não reconhecia que só de Jesus estar em sua casa, Ele era um Deus de misericórdia, pois todos somos pecadores e não merecemos esta presença tão sublime! Nós em seu lugar, faríamos o que?

E agora o principal, os gestos de Jesus: Jesus entrou na casa daquele homem e sentou-se a mesa com ele e seus amigos, ou seja, Ele se importou com aquele homem, como se importa conosco, como quer fazer parte da nossa vida e quer partilhar conosco seu amor, seu perdão, sua palavra, seu corpo, sangue, alma e divindade. Depois Jesus dirige a palavra a Simão, a pedagogia do Cristo é realmente encantadora… Ele poderia ter passado o dia inteiro explicando para o fariseu sua misericórdia, o seu amor, mas Ele usou algo da vida quotidiana, que o fariseu entendia bem (tanto que deu um reposta correta), para evangelizar aquele homem. E por fim, Jesus dirige a palavra aquela mulher… palavras de perdão, palavras de Amor… Jesus acolhe aquela mulher que tanto amor demonstrou por Ele… e lhe apresenta um caminho de paz, no qual ela poderá percorrer livre a partir de agora.

Que nossos gestos também exprimam nosso Amor sempre fiel a Jesus e as suas coisas… que decidindo pelos caminhos do Senhor, saiamos da hipocrisia, reconheçamos quem somos (ao invés de julgar os outros), que perdoemos uns aos outros, que nos humilhemos de todo coração e rendamos graças ao Senhor! E que assim possamos receber todos os dias Jesus em nossa casa, com seu Amor e Perdão!!!!

Como fazer o seu Grupo de Oração crescer (II)

Qual o segredo para que o Grupo de Oração seja aquilo que deve ser?

Muitos coordenadores desanimam ao ver o Grupo de Oração enfraquecendo e perguntam: “Como fazer meu grupo crescer? Como manter as pessoas fiéis todas as semanas?”.

Há, porém, muitos grupos de oração no país tomando posse do que Deus quer, crescendo e testemunhando poderosamente a ação de Deus.

Não há um esquema pronto. A vida de oração, a escuta e a aplicação ousada daquilo que Deus pede é a receita! Por isso a RCC quer levar para todos os Grupos de Oração, algumas dicas preciosas para que eles cresçam – independentemente do número de pessoas – sendo aquilo deve ser: um local de muita unção, graça e manifestação do Espírito Santo!

A inspiração é um Grupo de Oração de Santa Catarina, ambiente de muitas graças que reúne, semanalmente, mais de 1,5 mil pessoas na Igreja São Judas Tadeu, Diocese de Joinville. O coordenador desse Grupo de Oração (em 2007), Sérgio Forte, partilhou as maravilhas que Deus realiza e revelou o motivo do Grupo ser o que é. Com base nessa experiência, o desejo é de espalhar essa graça por todo o país.

1. Esquema ou Vida de Oração?<8p>

O maior segredo para que o seu Grupo de Oração esteja realizando a vontade de Deus é a VIDA DE ORAÇÃO. Sem ‘calo no joelho’, não há como fazer o Grupo de Oração crescer. Pois, só a partir da escuta, da fidelidade e da oração, é possível realizar de forma ousada e corajosa aquilo que Deus pede.

Sérgio Forte relatou o que sua equipe de serviço faz, para estar preparada espiritualmente para a missão dentro do Grupo de Oração:

a) Eucaristia (se possível, diária);

b) Confissão (uma vez por mês e perdão mútuo entre os servos);

c) Oração do Rosário, ou ao menos o terço todos os dias;

d) Abastecimento dos servos: Momento em que os servos buscam a força de Deus para suas vidas e se preparam para o dia do Grupo de Oração, quando irão SERVIR!

e) Vigília mensal, e, além disso, numa madrugada por semana, os servos fazem escala de uma hora de oração em suas casas;

f) Intercessão em um dia diferente do Grupo de Oração, e, no dia do Grupo, os servos fazem um forte momento de intercessão. Colocam aos pés de Jesus aquilo que viveram durante o dia, entregando cansaço, problemas e dificuldades.

2. Unidade com a coordenação diocesana

“Não há Grupo de Oração forte sem unidade com a coordenação diocesana e, consequentemente, sem obediência à RCC do Brasil”, reforçou o coordenador do São Judas. A RCC Joinville tem desenvolvido um trabalho eficaz com formações específicas em cada Ministério e Escolas Permanentes da Paulo Apóstolo, e, assim como o São Judas, todos os demais Grupos de Oração da Diocese têm sido muito fiéis a isso. A graça acontece a partir da obediência e unidade.

3. Acolhida com amor

Quem vai pela primeira vez ao Grupo de Oração deve ser muito bem acolhido para retornar na próxima semana e, claro, levando mais pessoas! Algumas dicas:

A pessoa nova é convidada a ir para frente logo no início do encontro, com quem a convidou. Essa pessoa é o seu ‘anjo’. O coordenador agradece a nova presença e a acolhe. Sugere-se, então, tocar uma música que a faça ter uma experiência profunda com o amor de Deus; e depois é feita a oração a todos os que estão ali.

A equipe da acolhida abraça cada uma dessas pessoas, transmitindo a força e o amor de Deus, e entrega uma lembrança com a data e também a frase ou algum versículo relacionado à pregação do dia.

Acolher é também perceber quem está indo ao Grupo de Oração e sentir falta dos seus, ir atrás e cuidar do rebanho.

4. Motivação

Muitas vezes, devido à falta de oração, a problemas pessoais, ao cansaço e a tantos outros motivos, os coordenadores e a equipe conduzem o Grupo de Oração com desânimo. Como se isso fosse uma cruz. É preciso motivação: envolver as pessoas com perguntas, criar expectativas com relação à próxima semana, dar os avisos com ânimo e, principalmente, falar’ com autoridade toda verdade que precisa ser anunciada! Você fala com motivação, e o Espírito Santo convence!

5. Pregação + Oração

- Muita escuta e obediência a Deus na definição dos temas que serão abordados. O Grupo planeja antecipadamente os temas, em unidade e oração com o núcleo. Temas com continuidade, baseados nos livros da RCC, e também sequência de pregações sobre família atraem muito.

- Tomar cuidado para que a pregação não seja cansativa. O ideal é que ela não passe de 30 minutos, que seja objetiva e, especialmente, querigmática. Após a pregação, é determinante conduzir a oração poderosamente através do Batismo do Espírito Santo!

- Dar valor e tempo para o testemunho! Afinal, ele arrasta! Após o Grupo de Oração, o coordenador não pode esquecer de pedir àqueles que receberam curas e foram tocados que levantem as mãos, dêem testemunho publicamente para os presentes, ou através dos meios de comunicação que o Grupo possui.

6. Meios de Comunicação

Não importa o tamanho do seu Grupo. Use os meios de comunicação e crie um Ministério responsável pela criação dos veículos de comunicação e divulgação. O Grupo de Oração São Judas Tadeu possui um site (www.gruposaojudastadeu.com) com mais de dez mil acessos mensais, panfletos, programa de rádio, adesivos, transmissão ao vivo do Grupo pela Internet, telão, entre outras coisas.

7. Crianças

Se a criança é bem acolhida no Grupo de Oração, ela vai querer voltar e levar seus pais também. Preparar com dedicação o grupo para as crianças, dividindo-as por faixa etária, oferecer segurança e amor é muito importante. Em Joinville, um trabalho feito é a evangelização infantil trabalhada no mesmo tema inspirado por Deus aos adultos.

8. Coragem e Ousadia

A equipe do Grupo de Oração e, principalmente, o coordenador não podem ter medo! Ser corajoso, ousado e principalmente obedecer à vontade de Deus é a principal receita para que seu Grupo de Oração seja aquilo que vocês buscam e principalmente: aquilo que Deus sonha!

Aos coordenadores e aos servos que ainda têm medo e timidez para anunciar o Senhor: “Não digas: Sou apenas uma criança: porquanto irás procurar todos aqueles aos quais te enviar, e a eles dirás o que Eu te ordenar.” (Jr 1, 7).

Andréia Jacopetti
Ministério de Comunicação – RCC de Joinville/SC

*Este texto foi extraído do Encarte Reavivando a Chama, da Revista Renovação, publicada na edição nº 44, de maio/junho de 2007.

O amor não é um sentimento. O amor é um ato! Uma atitude em favor do outro


Servo atuante da RCC de Viçosa, pertencente ao Grupo de Oração “Nossa Senhora de Fátima”
E-mail: sergio.serginhosant@gmail.com
Site: http://serginhosant.wordpress.com/
Michele da Silva Pinto

Nós vivemos em meio a vários sentimentos. Sentimos fome, frio, dor. Gostamos das pessoas ou de objetos. Sentimos medo, raiva, angústia e muitas outras coisas em nosso dia-a-dia. Tudo isso, no entanto, passa. Eu posso estar feliz e em dez minutos receber uma notícia ruim e ficar extremamente triste. Eu posso estar com uma dor horrorosa de cabeça, tomar um remédio e imediatamente sentir-me melhor. O que eu quero dizer com isso é que os sentimentos são passageiros.

Veja bem, se gostamos de uma pessoa, esse sentimento não será para sempre. Ou ele evolui para amor ou simplesmente deixamos de gostar da pessoa. Da mesma forma a raiva, é normal sentirmos raiva, uma vez que somos limitados e incapazes de vivermos no amor plenamente. O que não podemos deixar acontecer é o sentimento de raiva evoluir para o ressentimento. A raiva também passa. Quantas vezes brigamos com nossos irmãos e no dia seguinte estamos abraçados com eles.

O amor não se encaixa neste contexto de sentimento. Se o amor fosse um sentimento ele seria frágil. E o amor não é frágil. O amor é um ato, uma atitude em favor do outro. O que o amor é então?

O amor, segundo o dicionário Aurélio é um sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outra pessoa; então temos que corrigir o Aurélio; amor é um ato que leva alguém a fazer o bem a outra pessoa. É necessário fazer essa correção uma vez que, como foi visto anteriormente, amor não é um sentimento.

No capítulo 13 do livro de Coríntios, versículos 4 a 13 diz:

“O amor é paciente, o amor é prestativo; não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais passará. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência também desaparecerá. Pois o nosso conhecimento é limitado; limitada é também a nossa profecia. Mas, quando vier a perfeição, desaparecerá o que é limitado. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei adulto, deixei o que era próprio de criança. Agora vemos como em espelho e de maneira confusa; mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é limitado, mas depois conhecerei como sou conhecido. Agora, portanto, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. A maior delas, porém, é o amor”.

O amor é paciente: Quantas vezes somos pacientes em nosso dia-a-dia? O tempo passa e não conseguimos ser pacientes. Essa é a hora de revermos essa questão e pensar: “Se Deus está me falando que amar é ser paciente, porque então estou agindo assim com as pessoas que são próximas de mim?”. O amor é prestativo. Ser prestativo é amar! Quando alguém te pede um favor, e esse favor vai te tomar um tempo, o que fazemos? Muitas vezes negamos o favor, ou seja, não estamos amando! O amor é verdadeiro. Tudo desculpa tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Lindo isso! Quando amamos alguém, somos misericordioso com essa pessoa. Ter misericórdia significa amar mesmo quando o outro não merece ser amado.

Amar consiste em entender o outro. Fazer de tudo para poder ajudar o meu próximo. Ao em vez de ficarmos brigando, reclamando com situações de nosso dia-a-dia, devemos amar, entender e ajudar. Se o marido bate na esposa, e ela o ama, o que tem que ser feito? AMAR! Verificar no dia-a-dia o que está de errado. O que está acontecendo que o marido está batendo na esposa. Qual o verdadeiro motivo de tamanha violência. Procurar resolver a situação com amor, fé, paciência e esperança.

No nosso dia-a-dia amamos de várias formas: Amor de mãe/pai; Amor de filho/filha; Amor de marido/esposa; Amor de irmãos; e Amor de Deus.

Todas essas formas de amor são verdadeiras e consiste em abrir mão do que gostamos em detrimento ao gosto do irmão. Deus nos ama completamente. 100% amor. Só por esse motivo já posso amar também, na verdade, se não fosse o amor incondicional e maravilhoso de Deus eu não seria capaz de amar. Deus me ama completamente. Ama o meu externo ama o meu interno. Deus ama os meus atos, minhas ações. Deus me ama quando erro e quando acerto. O amor de Deus é infinito. E sabendo disso consigo viver no amor e viver para amar.

Jesus só conseguiu amar como amou porque foi completamente amado pelo Pai. E isso que Deus está nos mostrando hoje. O seu amor é tão grande que, mesmo com nossas misérias e pecadas podemos amar o próximo da mesma forma que somos amados por Ele.

Projeto RUAH: deixe o Amor amar

(Semana Nacional Missionária do Ministério Universidades Renovadas – RCC)

O “Projeto Ruah” é uma semana evangelizadora nas universidades de todo o Brasil, com a metodologia do Querigma (o anúncio do essencial da revelação cristã, com vista à conversão inicial), promovida pelo Ministério Universidades Renovadas, da Renovação Carismática Católica do Brasil. Universitários de todo o Brasil estão oferecendo uma programação variada: abordagem querigmática através de duplas de missionários, serenatas, missas, Grupos de Oração Universitários (GOUs), apresentações artísticas, aconselhamento, confissões, uma experiência de oração no final de semana e muitas outras ações.

“Não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido.” (At 4,20)

Diante da alegria de termos participado dessa I Semana Nacional Missionária, nós, do MUR de Viçosa, Minas Gerais, gostaríamos de partilhar um pouco das maravilhas que Deus realizou em nós e através de nós. Como nos foi dito, somente Deus conhece os frutos inimagináveis que essa Semana tem produzido e vai produzir nos corações!

Nós, da Universidade Federal de Viçosa, acreditamos realmente que essa Semana Nacional Missionária foi o mais belo presente de aniversário de 15 anos que o Ministério Universidades Renovadas pôde receber de Deus através das mãos do nosso querido Arcebispo Dom Alberto Taveira. De acordo com o costume, é nos 15 anos que a adolescente é apresentada à sociedade e, certamente, durante a I Semana Nacional Missionária, o Ministério Universidades Renovadas foi apresentado com toda sua riqueza e beleza nas universidades brasileiras! Nada melhor comemorar os 15 anos, “deixando o amor amar” em nós!

Em virtude do atraso no início das aulas e também da necessidade de uma preparação espiritual maior, decidimos fazer a Semana Missionária somente na data de 31 de agosto a 4 de setembro de 2009. Antes da Semana propriamente dita, fizemos um Encontro de Reavivamento no Espírito (22 de agosto de 2009), que marcou o início de uma Novena de Pentecostes que fizemos na Capela da Universidade. Após a Novena, fizemos dois dias de formação (dias 28 e 29 de agosto de 2009) para o envio dos missionários.

Já no primeiro dia da Semana (segunda-feira – dia 31/08), nas quatro pilastras da Universidade Federal de Viçosa, começamos timidamente com algumas pessoas, segurando apenas um cartaz e dando boa noite àqueles que entravam na universidade para as aulas da noite. Passado alguns minutos, já estávamos tocando violão, os cartazes haviam-se reproduzido e, ao final, nos vimos no meio da rua, mostrando os nossos cartazes e dizendo aos motoristas e ônibus que JESUS OS AMAVA. Vimos ali o poder e a ousadia concedida a nós pelo Espírito Santo!

As reações positivas foram variadas, desde sorrisos tímidos a respostas calorosas de que Jesus também nos amava. Como nos dizia São Francisco, é dando que se recebe! Sentimo-nos muito amados já neste primeiro dia e todo o medo da missão foi, aos poucos, diminuindo!

No segundo dia (terça-feira – dia 01/09), fomos aos Restaurantes Universitários anunciar o querigma e, mais uma vez, para nossa surpresa, vimos que as pessoas não estão tão fechadas como imaginávamos para receber a Palavra de Deus. Muitas pessoas nos convidaram para sentarmos junto com elas nas mesas e foram pouquíssimas as pessoas que não quiseram nos ouvir. Percebemos mesmo que o mundo está sedento da Palavra de Deus!

Durante a noite, fizemos novamente a experiência de recepcionar as pessoas nas quatro pilastras com cartazes, música e frases de amor como “Boa noite! Jesus te ama”. Deixamos o amor amar de várias formas: ajudamos a empurrar um carro, cantamos parabéns para uma garota que estava fazendo aniversário e a nossa amiga Michele deu muitos abraços com o seu famoso cartaz: “Quer um abraço de graça?” Foi uma experiência muito linda!!!

Clique na foto abaixo para ver fotos da missão

Na quarta-feira (dia 02/09), fizemos uma Via Sacra pelo Campus da Universidade em uma bela procissão de jovens com a Santa Cruz. Fizemos algumas paradas de oração e contemplação da Cruz em locais estratégicos da universidade e, durante o trajeto, tentamos demonstrar toda a nossa alegria de seguir Jesus, cantando alegres músicas. Com a procissão, mostramos à universidade que amamos um Deus que morreu por nós e que está vivo e ressuscitado! Ainda que a linguagem da Cruz não fosse compreendida por muitos, refletimos que também Jesus foi incompreendido durante sua subida rumo ao Monte Calvário. Entretanto, nem por isso, Ele deixou de amar a humanidade, assim como tentamos amar a todos os universitários, servidores e professores naquele momento de procissão. Ficará marcada indelevelmente essa experiência nos nossos corações!

Por fim, na quinta-feira (dia 03/09), durante o horário de almoço, fizemos um emocionante momento de evangelização no Barzinho do DCE. As dificuldades, porém, para que esse momento acontecesse foram grandes! Mesmo tendo avisado previamente os responsáveis que faríamos um momento de evangelização no local, fora marcado no mesmo horário a apresentação de uma roda de capoeira! Imaginem a situação! Após muita diplomacia e negociação, conseguimos dividir o horário de apresentação no Barzinho do DCE! Tocamos algumas músicas católicas e depois apresentamos um belíssimo teatro ( http://www.youtube.com/watch?v=LXioHsV1o0U )! No momento da apresentação do teatro, assim como o Sol parou diante da oração de Josué, o Barzinho do DCE literalmente parou para ver o nosso teatro!!! Até o pessoal da rodinha de capoeira todo sentou para ver a apresentação! Foi realmente muito emocionante! Após a apresentação do teatro, fizemos um GOUZÃO ao ar livre ao lado do DCE com as pessoas convidadas por nós no Barzinho do DCE.

Por fim, a Semana Missionária teve seu encerramento oficial no dia 13 de setembro de 2009, momento este que fizemos uma tarde de louvor, acolhendo a todas as pessoas que receberam o primeiro anúncio feito por nós.

Desde já, porém, testemunhamos que essa Semana Nacional Missionária ficou e ficará marcada nos nossos corações para sempre! Bendito seja o Espírito Santo, a Força do Alto, que fez maravilhas através do nosso frágil e temeroso SIM!

Abraços fraternos,

Coordenação do Ministério Universidades Renovadas de Viçoca-MG

Família, primeira catequese e caminho para o discipulado

Os coordenadores do Ministério Nacional das Famílias, convidam a família carismática, a viver intensamente o mês de Agosto, rezando nos Grupos de Oração pelas famílias. Leia o convite:

“Queridos e amados irmãos da Renovação Carismática Católica do Brasil, chegou o tempo de, como homens e mulheres batizados no Espírito Santo, assumirmos esta luta em favor da FAMÍLIA, instituição primordial no coração de “Deus” , e tão rejeitada e humilhada na nossa sociedade, egoísta, escrava de princípios mundanos e pagãos, que tem deturpado e destruído a nossa imagem de filhos amados do Pai.

Jesus lhes disse “Ò gente sem inteligência! Como sois tardios de coração, para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas” (Lucas 24,25), o povo tem sede de Deus mas não conhece a fonte, assim como aqueles dois discípulos de Emaús, que estiveram com o mestre mas não o conheciam ainda, precisamos apresentar Jesus a eles. Confiantes no Senhorio de Jesus e fortalecidos pelas bençãos do CONGRESSO NACIONAL,convocamos todos os Grupos de Oração de nosso país a oferecer o mês de AGOSTO como a casa onde as FAMÍLIAS CARISMÁTICAS DO BRASIL, experimentarão, o sabor maravilhoso, e o perfume de Cristo para Deus, para iluminar nossas casas, refletindo que somos um povo repleto do infinito amor de Deus , na pessoa do Espirito Santo.

Enquanto pregamos e anunciamos pelo mundo as maravilhas de Deus na pessoa de nosso senhor Jesus Cristo, o inimigo tem atacado e colocado sonolência em nossas próprias casas, afastando os nossos amados da oração, dos Grupos de Oração e até da Igreja.

Celebremos Pentecostes em nossas casas

Pais orem pelos seus filhos; filhos orem pelos pais; esposos orem pelas esposas; cada um faça a imposição de mãos e em nome de Jesus e no Poder do seu sangue precioso, proclamemos o SENHORIO DE JESUS, neste grande momento da família carismática. “Eu e minha casa serviremos ao Senhor”. Não nos conformemos com este mundo, mas o transformemos, pela renovação do nosso espírito”.

Sugestão de temas para palestras no mês de Agosto nos Grupos de Oração:

Tema central: “Famílias, Batizadas no Espírito Santo, caminho para o discipulado”

“Por esta causa dobro os meus joelhos na presença do Pai, ao qual deve sua existência toda a FAMÍLIA no céu e na terra, para que os conceda segundo seu glorioso tesouro, que sejais poderosamente robustecidos pelo seu Espírito em vista do crescimento do vosso homem interior.” ( Efésios 3,14-16 )

Primeira Semana

Escuta, ò Família, o Senhor teu Deus ( Lucas 24,25-27)

Segunda Semana

Domingo, dia de encontro da Família de Deus ( Lucas 24,28-32)

Terceira Semana

A Família se realiza somente na comunidade (Lucas 24,33-35)

Quarta Semana

Pentecostes na Família: caminho para o discipulado. (At 10,34-43)
Celebrar Pentecostes na Família ( At 11,14-15)

O Pregador(a) de preferência levar a esposa (o), e se possível os filhos junto no Grupo de Oração, como testemunho, que a família é a Igreja doméstica.

Estes textos bíblicos são uma caminhada, mas o Espírito Santo é criativo e revelará o que for da vontade do Pai para cada noite, ao ministro da palavra.

Oramos, e peçamos ao Senhor, por intercessão de Nossa Senhora de Nazaré, que cada coordenador, assuma este compromisso de preparar bem o grupo para este mês, motivando todos os ministérios a se unirem em vigília, oração, jejum e clamor pelas famílias que estão a margem da grande misericórdia do Pai Celestial.

Fonte: RCC Brasil

Evangelho da Semana: Jo 15, 9-17


Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Sérgio Antônio dos Santos

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

NÃO FOSTES VÓS QUE ME ESCOLHESTES, MAS EU VOS ESCOLHI A VÓS

Nossa caminhada agora é rumo a Pentecostes, uma certeza vai invadir o meu/seu coração dizendo-nos para que fiquemos em Jerusalém e esperemos o cumprimento da palavra. Nesta semana a nossa reflexão passa pelo chamado a produzir frutos unidos a videira.

Evangelho de 17/05/09 – Jo 15, 9-17

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

9. Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor.

10. Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor.

11. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa.

12. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo.

13. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos

.

14. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando.

15. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.

16. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda.

17. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

PÁSCOA!

São Máximo de Turim, define a Páscoa como uma passagem “dos pecados à santidade, dos vícios à virtude, da velhice à juventude, que se entende não em idade, mas em simplicidade. Éramos de fato decadentes pela velhice dos pecados, mas pela ressurreição de Cristo fomos renovados na inocência das crianças” [1]

Eu vos amo

O amor de Jesus por cada um de nós é o mesmo amor do PAI, ou seja, amor que foi capaz de dar o seu próprio filho para nos salvar. SAmados, somos amados por Jesus com amor eterno, que nos conhece desde antes que fossemos formados no ventre materno. E a maior graça de Deus em nossa vida acontece ao sermos Batizados no Espírito Santo, que nada mais é que uma certeza que invade nossa vida, nossa mente, compreensão, todo nosso ser: de que somos amados por Deus. SOMOS AMADOS ASSIM COMO NÓS SOMOS.

DESEJO PARTILHAR-LHES QUE UMA FRASE SIMPLES MUDOU A MINHA VIDA H A 30 ANOS.

AO CHEGAR EM UM ENCONTRO, FUI RECEPCIONADO COM A AFIRMAÇÃO: JESUS TE AMA! RECORDO-ME COMO SE FOSSE AGORA, UMA GAROTA COM UM SORRIZO LINDO ACOLHENDO-ME COM ESTAS PALAVRAS.

AMADOS ESTAS PALAVRAS MUDARAM A MINHA VIDA, FUI PROFUNDAMENTE ENVOLVIDO COM A FORÇA DESTA AEXPRESSÃO, E FUI TOCADO NO AMAGO DE MEU SER E REALMENTE EXPERIMENTEI O AMOR DO PAI POR MIM E ME TORNEI UMA NOVA CRIATURA.

Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós

«Deus ama quem dá com alegria» (2 Co 9,7). O melhor meio de manifestar a nossa gratidão a Deus, assim como aos outros, é aceitar tudo com alegria. Um coração alegre concilia-se naturalmente com um coração abrasado pelo amor.

Que nada possa inquietar-nos, até ao ponto de nos encher de tristeza e desencorajar-nos, arrebatando-nos a alegria da Ressurreição. A alegria não é uma simples questão de temperamento quando se trata de servir a Deus e às almas; ela está sempre a receber e essa é uma razão forte para nos esforçarmos por adquiri-la e fazê-la crescer em nossos corações.

Mesmo que tenhamos pouco para dar, não obstante ficará a alegria que brota dum coração enamorado de Deus.

Por todo o mundo há pessoas famintas e sedentas do amor de Deus. Nós respondemos a esta carência quando semeamos a alegria. Ela é também uma das melhores defesas contra a tentação. Jesus não pode tomar plena posse duma alma senão quando ela se Lhe abandona alegremente. (Madre Tereza de Calcutá) [2]

E nós que ministramos na universidade devemos ter a certeza de que um dos maiores dons que poderemos oferecer a universidade é a alegria. ALEGRIA QUE BROTA DA CERTEZA DE QUE JESUS RESSUCITOU.

Recordo-me de uma ocasião onde um grupo de mais de quinze amigos, colegas de faculdade, dentre eles um professor, estavam juntos para fazerem o uso de drogas (maconha) então tomavam o cigarro de maconha e fumavam, em seguida passavam adiante. Naquele grupo havia juntamente comigo mais uma pessoa que era do Grupo de Oração e ao chegar a nossa vez, não usávamos a droga, apenas passávamos adiante. No dia seguinte alguns daqueles jovens nos procuraram e desejavam saber por que mesmo não fumando com eles estávamos tão alegres e felizes. Então, se criou a oportunidade de dizer-lhes o motivo da nossa alegria e vários deles foram evangelizados.

EVANGELIZAR COM ALEGRIA É SEMEAR COM A CERTEZA DA COLHEITA COM ANTECIPAÇÃO.

Amai-vos uns aos outros, como eu vos amo

Por que sofre o homem nesta terra? Por que suporta as dores e se sujeita aos males? Sofremos porque não somos humildes. O Espírito Santo habita uma alma humilde, dando-lhe a liberdade, a paz, o amor e a felicidade.

Sofremos porque não amamos os nossos irmãos. O Senhor disse: “É por isto que todos saberão que sois Meus discípulos: Se vos amardes uns aos outros” (Jo 13, 35). Quando amamos um Irmão, o amor de Deus vem a nós. O amor de Deus é de uma grande doçura; é um dom do Espírito Santo, que não se conhece em plenitude senão pelo Espírito Santo. Mas existe um amor moderado, o amor que o homem obtém quando se esforça por cumprir os mandamentos de Cristo e receia ofender a Deus; e também esse é bom. Temos de nos esforçar todos os dias por fazer o bem e por aprender, com todas as nossas forças, a humildade de Cristo.

Neste verso também somos colocados em xeque, pois somos chamados a amar com o AMOR DE CRISTO, não é um amor de poesia, de musica. Ao contrário é com o Amor de Deus.

A UNIVERSIDADE PRECISA URGENTEMENTE DE UM BANHO DESTE AMOR, O AMOR DE CRISTO! QUE CADA UM DE NÓS POSSA SE DEIXAR INSTRUMENTALIZAR POR ESTE AMOR E SEJA ESTE O SINAL QUE JESUS VIVE.

Algo que materializa este amor na realidade universitária seria a minha preocupação com o meu irmão. Como estaá o desempenho acadêmico dele? Posso ajudá-lo em alguma matéria? Posso diminuir algum tipo de sofrimento dos meus amigos? Saudades de casa, da família. Dificuldades financeiras, adaptação a nova realidade, um grande gesto com os calouros, auxilio na alocação dos calouros nas repúblicas e moradias estudantis. Calouradas cristãs.

OUTRA FORMA CONCRETA DE AMAR AOS NOSSOS IRMÀOS SERIA APRESENTAR-LHES A COMUNIDADE CRISTÃ, ASSIM ELE TERÁ A OPORTUNIDADE DE UMA VIVENCIA FRATERNA NO DESERTO DA VIDA UNIVERSITÁRIA. FALE A TODOS OS SEUS AMIGOS SEM MEDO, COM OUSADIA. FALE DE JESUS, DA IGREJA, DA RCC, DO MUR E NOSSAS ATIVIDADES.

Amigos

“Amigo é coisa pra se guardar/ No lado esquerdo do peito / Mesmo que o tempo e a /

Distância digam não / Mesmo esquecendo a canção / O que importa é ouvir / A voz que vem do coração” [3]

Umas das coisas mais gostosas e belas das minhas recordações do tempo da universidade são os amigos. Como fui agraciado com bons amigos no tempo da faculdade. Éramos uma família, nossa comunidade em Viçosa era muito abençoada com pessoas que realmente tinham o dom da amizade. Ocupávamos-nos uns com os outros, a dificuldade de um, era do outro e vice-versa. Reuníamos-nos para um lanche quando não tinha refeição no RU (restaurante universitário), nos reuníamos para rezar e rezávamos noite adentro, cuidávamos uns dos outros, nos intrometíamos nos problemas nas repúblicas, nas famílias. Não tinha internet, email, celular,… Mas nos comunicávamos com profundidade, sabíamos das dificuldades uns dos outros, éramos verdadeiros uns com os outros.

Como são agradáveis as lembranças dos amigos do tempo de faculdade. Também nos exortava Dom Luciano Mendes [4] que tão importante quanto evangelizarmos nossos amigos era uma amizade sincera e verdadeira para com nossos colegas de faculdade, principalmente para com aqueles que estavam muito distantes da família. Sempre nos exortava sobre a importância do dom da amizade.

Assim nos diz Jesus, já não vos chamo servos, mas amigos. SER AMIGO DE JESUS E POR OPÇÀO DELE É ALGO QUE EVOCA DE NÓS UM RESPOSTA A ALTURA.

VÓS SOIS MEUS AMIGOS SE FAZEI O QUE VOS MANDO. ENTÀO FAÇAMOS!

Vos escolhiEscolhi-vos, para que produzais frutos,…

Este versículo deveria ser refletido àa parte, pois é o cerne do nosso chamado, do chamado de cada um de nós. É pessoal! Fui escolhido. Fui Constituído por Deus para produzir fruto e um fruto que permaneça.

Meu amigo, irmão, filho, neto, bisneto,… É IMPORTANTE QUE VOCE TENHA ESTA CERTEZA DE QUE VOCÊ FOI ESCOLHIDO, CONSTITUIDO POR DEUS PARA A MISSÃO CONFIADA A VOCÊ EM SUA FACULDADE OU TRABALHO.

Tenho absoluta certeza de que “Deus não escolhe os capacitados, mas ao contrário ELE capacita os escolhidos” para que produzam frutos e frutos que permaneçam.v

Nesta questão, desejo também exortar a todos aqueles que hoje exercem algum tipo de liderança, coordenação, serviço em nosso meio, para que estejam atentos na preparação de quem vai dar continuidade ao trabalho hoje realizado. Com a minha/sua formatura ou mudança de trabalho, o que hoje é realizado em sua faculdade/trabalho, como obra de evangelização terá continuidade?

UM GRANDE DESAFIO É O EDE PASSARMOS A TOCHA AINDA ACESA AO QUE VIRÁ DEPOIS DE NÓS. PORTANTO, DEVEMOS AJUDAR NA PREPARAÇÀO ADEQUADA DOS QUE NOS SUCEDERÀO. CASO CONTRÁRIO, MUITOS TRABALHOS DE EVANGELIZAÇÀO, QUE HOJE SÀÃO COMO OASIS EM MEIO AO DESERTO DAS FACULDADES DEIXARÀO DE EXISTIR E SERÀO APENAS PARTE DA HISTÓRIA.

Ultimamente tenho rezado com uma visão de uma corrida de revezamento, onde o corredor com um bastão passa o bastão ao corredor seguinte e nesta revelação duas coisas chamam a atenção: 1) O corredor não deixa o bastão cair ao passá-lo adiante e 2) o corredor da etapa seguinte sempre é mais veloz que o anterior.

Com isso entende-se que é necessário passar o bastão adiante sem que ele caia e a equipe seja desclassificada, e para isso é necessário bastante treinamento, cuidados, atenção. E que as pessoas por nós preparadas sejam melhores do que nós, que sejam mais zelosas com a obra do que nós o fomos.

AMADOS! SEJAMOS ZELOSOS COM A OBRA DE DEUS CONFIADA A CADA UM DE NÓS. LEMBREMO-NOS DA PARABOLA DOS TALENTOS, MULTIPLIQUEMOS! NÃO ENTERREMOS OS DONS DE DEUS.

Reflexão final

Deus é amor e Jesus nos ama com o amor de Deus. Isso é mais forte do que qualquer realidade na vida do homem/mulher. Se deixar inebriar por esta realidade é a graça do Batismo no Espírito Santo (BES). E como estamos caminhando rumo a Pentecostes, este momento com o auxilio da novena de Pentecostes será uma excelente oportunidade de experimentar esta graça.

A alegria é fruto do Espírito e é companheira dos amigos de Deus. Se desejarmos ser alegres deve-se ter claro que a verdadeira fonte esta em Deus e na observação da sua palavra. Da observância da palavra nos vem a plenitude da alegria.

O amor de Deus e a Deus não existe somente em palavras, mas se materializa em ações na realidade universitária, que eu possa ter a sensibilidade para servir aos irmãos, a igreja, a comunidade naquilo que realmente seja necessário. E no meio universitário uma boa forma é sendo testemunha da verdade, buscando-a e por ela trabalhando.

A amizade é uma das grandes riquezas do tempo de faculdade e uma amizade em Deus e com Deus é algo que não cabe do lado esquerdo do peito. Ficará para eternidade.

Ser escolhido por Deus é uma graça imensurável, e nós temos o privilégio de o sermos neste momento da história. QUE FAÇAMOS A OPÇÀO POR PRODUZIR FRUTOS QUE PERMANEÇAM, ASSIM COMO DESEJA JESUS.

SE ASSIM O FIZERMOS, PODEREMOS PEDIR O QUE QUISERMOS E NOS SERÁ CONCEDIDO

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

[1] S. Massimo di Torino, Sermo de Sancta Pascha, 54,1 (CC 23, p. 218).

[2] Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade uma Coisa Bela para Deus

[3] Canção da América – Milton Nascimento

[4] Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida – Ex-Arcebispo de Mariana

O amor de Deus


Uma das belas diretrizes de Cristo é, sem dúvida, esta: “Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor” (Jo 15,9). Cumpre, de plano, refletir sobre o amor do Pai por Jesus, seu Filho amado. O próprio São João escreveria mais tarde que “Deus é amor” (1 Jo 4,8). Deus não é um Ser solitário no céu, nem tão pouco Ele é uma projeção do super ego do homem, ou seja, da instância da personalidade formadora de ideais humanos. É uma Trindade de Pessoas unidas, desde toda a eternidade, pelo vínculo de um amor infinito. Aí o fundamento da assertiva de Cristo que lança cada homem ou cada mulher numa verdade maravilhosa, inimaginável, ou seja, a criatura racional é transportada para o reino do amor trinitário e passa a pertencer à verdadeira família de Deus. Revelação impressionante e consoladora! Entretanto, em seguida, Jesus mostra como viver esta realidade: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor” (v. 10). Isto foi bem decodificado por São João: “Aquele, porém, que guarda a sua palavra, nele o amor de Deus é verdadeiramente perfeito. É assim que conhecemos se estamos nele” (1 Jo 2,5). De fato, prova-se o amor não por meio de vocábulos, mas pelas obras. Já ensinava o Teólogo do Amor: “Não amemos por palavras nem apenas pela língua, mas com ações e em verdade” (1 Jo 3,18). É que a verdadeira dileção é afetiva e efetiva. Sob o ponto de vista da afetividade cumpre atos de complacência, de conformidade com a vontade de Deus, de amizade íntima com o Ser Supremo, de mútua entrega, de união profunda com o Sumo Bem. Como o sol entre as estrelas, tal atitude lança sua claridade e sua formosura em todas as atividades humanas. Para se chegar a este estágio cumpre, outrossim, o amor efetivo traduzido num arrependimento sincero de todas as faltas contra os Mandamentos, numa fuga corajosa de todas as ocasiões perigosas que poderiam afastar o cristão de seu Senhor. É preciso também o exercício contínuo das virtudes morais, removendo obstáculos, mortificando as paixões, exercitando a paciência, a abnegação, a humildade, a pureza de consciência, enfim, tudo que Cristo compendiou no Sermão da Montanha. Disto resulta a estabilidade no amor prescrita pelo Redentor, donde uma união permanente com o Criador de tudo, tendo nele sempre o pensamento, submetendo-se inteiramente à Sua vontade, subordinando todos os afetos do coração ao amor divino, estando todas as energias postas a serviço de Deus e salvação do próximo. Com efeito, quem ama a Deus deseja que Ele seja amado por todos e é nisto que consiste o penhor da redenção eterna. Tal maneira de ser é transformante. Assim como o fogo com sua atividade metamorfoseia o ferro e queima todas as suas escórias, do mesmo modo, a caridade na alma a transforma espiritualmente em Deus, a purifica de todas as mazelas e imperfeições. O amor faz semelhantes os que se amam. A caridade divina irradia a semelhança celestial nos que a possuem. Daí o aumento das energias para o bem. Lemos na Bíblia: “O amor é forte como a morte [ ... ] Suas centelhas são centelhas de fogo, uma chama divina” (Ct 8,6). Eis por que quem vive tudo isto se imerge num júbilo inenarrável, alegria interna, felicidade indescritível. Passa o cristão a degustar na terra um pouco da ventura do céu, onde verá e amará a Deus como Ele Imperturbabilidade passa a gozar o coração que, desta maneira, ama o Sumo Bem. Isto está assegurado pelo salmista que assim se dirige a Deus: “Grande paz têm aqueles que amam vossa lei: não há para eles nada que os perturbe” (Sl 118,165). Para se conseguir tão excelso objetivo cumpre refletir que Deus é amabilíssimo pela sua imensa sabedoria, pela sua ampla onipotência, pelos dons que ininterruptamente concede a cada um. Eis aí o fundamento da dileção ao próximo no qual se passa a perceber ao vivo a presença de Deus, verdade muito bem lembrada por São João: “Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê. Temos de Deus este mandamento: o que amar a Deus, ame também a seu irmão” (1 Jo 4, 20-21). Aí está o motivo ontológico e teológico pelo qual o amor a Deus e ao próximo estão intimamente associados. São Paulo então nos aconselha: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o amor recíproco; porque aquele que ama o seu próximo cumpriu toda a lei” (Rm 13,8) e cumprir a lei é a prova do amor a Deus.

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O sentido das coroações de Maria


Pároco do Santuário Santa Rita de Cássia. Jubileu de Prata Sacerdotal 1984 - 2009
E-mail: santuariosrc@lince.tdnet.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho

Em nossas comunidades, a cada ano, temos nesta época um espetáculo bem característico: crianças revestidas de longas túnicas dão uma leveza especial aos ares do corrido dia-a-dia… Suas asas nos fazem voar ao infinito de tantas recordações… Afinal, maio é mesmo assim, uma mistura de festa e alegria, canções, flores e doces, sinos…

Seria superficial ou até errada esta prática?

Parece-me que não. Ou, pelo menos, tem tudo para não ser. Certamente há deficiências e equívocos que merecem reparos. Em geral as iniciativas humanas muitas vezes, ao longo dos tempos, podem se esvaziar de seu verdadeiro sentido.

Como resgatar o sentido desta paraliturgia?

Mais do que dar respostas, prefiro continuar perguntando. Contudo, temos alguns sinais que pontuam a construção da clareza do sentido das coroações:

1) Trata-se de um mel que atrai ao seio da comunidade quem dela se afastou. Pode ser, neste caso, o pai ou a própria mãe que, trazendo as “coroantes”, acabam se beneficiando, sobretudo se a celebração for bem preparada;

2) O convívio, principalmente das mães e das meninas, com os animadores do evento e demais membros da comunidade;

3) A catequese feita através das encenações, cânticos, orações, etc.

4) A vida da comunidade que abre as portas do templo mais vezes e traz o povo para o encontro fraterno;

5) A fé alimentada. Quando é realizada a celebração, oportunidade em que nos alimentamos na Mesa da Palavra e da Eucaristia;

6) A criatividade que sempre complementa o gesto central da coroação;

7) O discernimento dos sinais. O uso da Imagem representando Maria. A coroa de flores, simbolizando a vida pessoal e comunitária;

8) Certamente há muito que acrescentar a tantos valores. Uma boa formação catequética é sempre oportuna para iluminar tal prática, corrigindo-lhe os desvios;

9) Após o acréscimo, penso que vale a pena concluir com um gesto concreto. Oportunidade para ir além das encenações. O primeiro deles é redescobrir e aprofundar o lugar de Deus e de Maria Santíssima em nossa vida. Reinam mesmo? Correlacionado a este, vem o segundo: o aprendizado diário, substituindo as telenovelas pela vivência comunitária. Formação na ação. Finalmente, confirmando que aprendeu a lição: o gesto de amor. O que Deus nos pede a partir do que estamos celebrando? Fico sempre admirado com as iniciativas de várias comunidades. Peço licença para citar o que acontece no Santuário Santa Rita de Cássia, onde as crianças levam, no ofertório, alguma coisa para os seus irmãos mais sofridos e atingidos pela dor e pela pobreza. Abastecem a sala da Pastoral Carcerária e Recuperandos da APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) e reforçam o trabalho social da Paróquia.

Certamente para estas famílias que desejam crescer no amor ao próximo, começando pelos mais enfraquecidos, Jesus vai dizer: “Venham vocês, que são abençoados por meu Pai. Recebam como herança o Reino que meu Pai lhes preparou desde a criação do mundo. Pois eu estava com fome, e vocês me deram de comer; eu estava com sede, e me deram de beber; eu era estrangeiro, e me receberam em sua casa; eu estava sem roupa, e me vestiram; eu estava doente, e cuidaram de mim; eu estava na prisão, e vocês foram me visitar”. (Mt 25, 34-36).

A coroa nem é tanto aquela feita de lindas flores. É simplesmente simbólico e sugestivo. Homenagear a Mãe do Céu cuidando de seus filhos e filhas mais desamparados. As crianças, em sua pureza, nos dão o exemplo para que coroemos no templo e na vida!

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Pois a misericórdia Dele (Deus) está na medida de Sua grandeza


“Pois a misericórdia Dele (Deus) está na medida de Sua grandeza” (Eclo 2, 23)

Este versículo veio como uma brisa suave no meio de um dia de verão, depois de ler o segundo capítulo que exorta quanto à paciência ao entrar no serviço do Senhor, quanto ao temor a Deus, que diz que o ouro e a prata são testados no fogo e o homem de fé na provação, parece que é impossível seguir a Deus e ser de Deus, então o autor dá o consolo a alma do pecador, daquele que sabe que sozinho não dá conta.

A misericórdia do Senhor não é na nossa medida, não é na medida do nosso pecado, não é na medida de nosso amor, de nossa capacidade de perdoar ou ter compaixão do nosso próximo. A misericórdia do Senhor não depende de nossos exercícios espirituais, do nosso tempo de oração, estudo da palavra, penitência ou devoção. A misericórdia de Deus transcende a realidade humana, a razão e todos os conceitos que possamos ter de bondade ou maldade, amor ou ódio. A misericórdia de Deus não está apenas na “chuva que cai sobre justos e injustos”, no sol que nos aquece ou na natureza generosa. A misericórdia de Deus está em Si mesmo, sua medida é a medida da grandeza de Deus.

Se hoje eu olhar para Deus através da pequena razão dos meus conhecimentos não vou viver ou ver a Misericórdia, se eu olhar para Deus com os conceitos de justiça que adquiri com o passar dos anos eu, com certeza, vou me sentir a pior das criaturas e fazer como Judas Iscariotes. Se eu não começar hoje a levar Deus a sério, e não aprofundar o meu relacionamento com Ele, eu não vou “alcançar a Misericórdia”, porque não sei o tamanho de Sua grandeza.

Quando Deus se aproxima de nós e temos a primeira experiência com Ele queremos rezar, falar de Seu amor, até mesmo nos achamos melhor do que os outros porque ‘eu experimentei’. Com o passar do tempo, ser de Deus se torna normal, tão normal que a sede, o desejo de estar com Ele não é mais o mesmo. Passando um pouco mais de tempo já não contamos mais com a Sua ajuda, a Sua misericórdia. Voltar para o Senhor, levar Deus a sério, não é para Ele, mas para nós mesmos. Os olhos que estão no escuro da noite não conseguem ver nitidamente com uma luz forte acesa as pressas, assim também são nossos olhos espirituais, se não nos acostumamos a Luz de Deus, se não nos acostumamos a estar sob Sua Misericórdia,o que será de nós quando chegar o meio da noite, quando estivermos no meio da tempestade? Não conseguiremos ver sua grandeza e nem mesmo confiaremos em sua Misericórdia porque estaremos muito acostumados a contar com nós mesmos.

A misericórdia de Deus é do mesmo tamanho que os nossos olhos alcançam, não depende de nossas forças, mas também não deixa de depender de nós. Qual é o espaço que vou dar para Ele na minha vida?

Mais uma vez é Páscoa!

Diz-nos a fé e confirma-nos a liturgia da Igreja Católica que é Páscoa cada vez que celebramos a Eucaristia porque nela fazemos memória da entrega única e definitiva de Jesus Cristo para nossa salvação e remissão dos pecados. Mas, na sua pedagogia, a Igreja propõe-nos cada ano um tempo especial em que somos confrontados, não só com os factos históricos que envolveram a morte e ressurreição de Cristo, mas também com o seu enquadramento bíblico, com o que os profetas anunciaram e com o que o Espírito Santo ditou aos apóstolos que foram encarregados de espalhar a Boa Nova. E aqui estamos nós, a celebrar novamente os mistérios centrais da nossa fé, aqueles que justificam que permaneçamos juntos nesta caminhada para a Pátria definitiva e que nos empenhemos em dar aos outros possibilidade de viverem o Bem, a Verdade, a Beleza, a Paz, a Alegria, o Amor. Na verdade, se é tempo de olhar para trás, para o amor transbordante de Deus que tudo fez para nos salvar, se é tempo de Lhe darmos graças por tão grande ternura, é tempo de olhar para o lado, para tanto irmãos nossos, filhos do mesmo Pai, que ainda não O conhecem (ou conhecem mal) e que esperam, como toda a criação, a “manifestação dos filhos de Deus”. É tempo de lhes dizer que não há trevas, não há crise, que nos possam “separar do amor de Cristo” – e que isto não é uma alienação mas uma forma responsável de viver neste mundo, aqui e agora, solidários e actuantes na Cidade dos homens, construtores da Cidade de Deus. Que a Páscoa seja para todos nós alavanca de arranque para uma vida de comunhão mais fraterna. Que o Sangue derramado de Jesus não seja desperdiçado pela dureza e pelo fechamento dos nossos corações. Que a Alegria da Ressurreição nos conduza a uma atitude de partilha e de irradiação do Evangelho. Que a Paz esteja connosco, tal como Jesus desejou na tarde do primeiro dia da nova criação. Com muita amizade A equipa do EAQ em língua portuguesa Alberto, Berta, Bia, Cristina, Fernanda, José, Maria José, Luisa, Paula