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O episódio em Jericó


Cristo se dirigia pela última vez a Jerusalém, onde iria consumar a obra redentora. Possivelmente por isto os Sinóticos, ou seja, os Evangelhos de S. Mateus, S. Marcos e S. Lucas, registram o estupendo milagre realizado em Jericó pelo Filho de Deus. O relato de São Marcos (10,46-52) indica o nome do cego, Bartimeu, nome aramaico que significa Filho de Timeu. Cada detalhe deste acontecimento merece atenção especial. Aquele cego, mendigo, assentado à beira do caminho ouviu dizer que Jesus de Nazaré estava por ali passando. Percebeu Bartimeu que sua hora da graça chegara, pois Jesus significa “Javé salva” e o fato dele ser da cidade de Nazaré o distinguia bem dos demais personagens que traziam este nome bendito! Ele, porém acrescenta: “Filho de Davi, tem piedade de mim”. Trata-se de um título profundamente messiânico, mormente naquele momento da vida do Salvador da humanidade. Ele era descendente do Rei Davi, o sucessor que Deus havia prometido ao grande monarca de Israel (2 Sm 7,12-16). Antes Jesus solicitava aos Apóstolos que não divulgassem que Ele era o Messias, mas agora que se aproximava a hora de sua imolação, não recrimina o cego pela sua tão solene proclamação que era proferida em altos brados. Jesus havia empregado, anteriormente, esta designação apenas uma vez quando esteve conversando com a Samaritana (Jo 4, 26). Ele preferia se dizer “o Filho do homem”. Naquele momento, porém, convinha que todos soubessem que aquele que iria morrer crucificado era o Messias prometido e que a morte faria parte integrante de sua missão como elemento essencial (Is 53). É de se notar o modo como foi feito o pedido a divino Taumaturgo: “Tem piedade de mim”. O cego foi bem objetivo no que ele queria, isto é, desejava não um simples gesto de comiseração, mas a cura total. Ele sabia que a causa de sua pobreza era o fato de não enxergar e ele almejava trabalhar. Ver para agir e sair daquela situação constrangedora. Tal a sua ânsia pela recuperação visual que ele soltava clamores veementes a ponto de ser censurado pelos circunstantes. Sabia, entretanto, Bartimeu o que aspirava e tinha consciência de que por ali transitava o Médico divino e não parava de gritar. Então Jesus para. Certamente, o meigo Rabi se lembrou que, na parábola do Samaritano, ele dissera que alguém foram assaltado vindo de Jerusalém para Jericó. Deixado quase morto, um sacerdote e um levita passaram para o outro lado e o ignoraram. Um habitante, porém, da Samaria parou, cuidou dele e o levou para uma estalagem, salvando-o. Ali esta o verdadeiro Samaritano que não poderia passar e menoscabar aquele que por Ele implorava. Que gesto de delicadeza e de sensibilidade da parte do Filho de Deus, quando mandou chamar aquele pobre homem que imediatamente foi até Ele. Para firmar sua sinceridade na busca da cura Cristo lhe pergunta o que ele queria e veio logo a resposta: “Mestre, que eu veja”! Jesus o cura e dá o motivo: “Tua fé te salvou”. Bartimeu formulou com clareza o seu pedido e tinha certeza absoluta de que ali estava quem era o Filho do Deus onipotente. Não trepidou e isto tocou o coração de Cristo. Na ceguicidade física do filho de Timeu, porém, estava figurada uma outra cegueira muito mais danosa: a cegueira do espírito que não é capaz de vislumbrar as verdades que salvam. Uma fé profunda no Redentor é a solução, abrindo-se os olhos para as realidades celestiais. O coração então se volta para Deus e o ser humano passa a contemplar verdades esplendorosas. Há um modo humano de olhar os dons divinos, sabendo ler os acontecimentos como ocorreu com Bartimeu. É a correspondência à graça que lhe penetra o ser e faz observar além do que é sensível, meramente terreno. É sempre um erro de conseqüências nocivas a rejeição da luz do Alto. A opção consciente e livre feita por cada um propicia uma feliz busca da proteção de Jesus, único e verdadeiro refúgio do cristão. As diversas formas de comportamento que constatamos no cego de Jericó mostra que não há automatismos espirituais, mas, sim, um esforço humano necessário para receber as dádivas celestes. Nas circunstancias mais diversas da vida cumpre estar atento às oportunidades que Deus oferece e não deixar escapar a hora da sua intervenção. É preciso, como Bartimeu, clamar, pedir, insistir e relatar com sinceridade e propriedade o que se espera de Jesus, poderoso Senhor. doador de todos os favores.

A salvação eterna


Ensinamentos práticos para entrar na vida eterna deixou Cristo em toda sua pregação e desceu, muitas vezes, a detalhes como se lê no Evangelho de São Marcos (9, 38-48). Cumpre se evite tudo que compromete a salvação da alma. Vem à baila a célebre advertência de Santo Agostinho: “Aquele que te salvou sem ti, não te salvará sem ti”. Cumpre total, absoluta correspondência à graça. Aos Filipenses São Paulo admoestou: “Trabalhai com tremor e temor na realização da vossa salvação”. É a fé no Filho de Deus de que fala a Carta aos Romanos: “Porque nele se revela a justiça de Deus, que se obtém pela fé e conduz à fé, como está escrito: O justo viverá pela fé (Rm 1,17), ou seja, praticando aquilo em que se crê. Com efeito, o mesmo Apóstolo alertou a Timóteo: “Empenha-te em ser constante, pois, em assim procedendo, salvar-te-ás a ti e aos teus ouvintes” (1 Tm 4,16). De sua parte Deus oferece gratuitamente a salvação num gesto de bondade, de amor, de misericórdia. É preciso ao homem aceitar este presente. A incredulidade, o desinteresse e a prática do mal bloqueiam a maravilhosa dádiva divina. Foi dito aos Gálatas: “Os que pertencem a Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e os seus desejos” (Gl 5,24). Sem passar pela cruz, pelo sacrifício, fazendo morrer o velho homem é impossível ressuscitar e revestir o homem novo e dar fruto para a vida eterna. Lembra o conselho paulino: “Considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus em Cristo Jesus (Rm 6,11). Fica, deste modo, comprovado que Jesus não salva sem a cooperação humana. Claras as palavras do Filho de Deus: “Se tua mão te leva pecar, corta-a! É melhor entrar na vida sem uma das mãos do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. Se teu pé te leva a pecar, corta-o! É melhor entrar na vida sem um dos pés do que, tendo os dois, ser jogado no inferno. Se teu olho te leva a pecar, arranca-o! É melhor entrar no reino de Deus com um olho só do que, tendo os dois, ser jogado no inferno, onde o verme deles não morre e o fogo não se apaga” (Mc 9, 43-48). O que Ele queria, evidentemente, dizer é que é necessário fugir das ocasiões de pecado. Já o livro Eclesiástico ensinava: “Quem ama o perigo nele perecerá” (Ecl 3,27). O verdadeiro cristão que quer se salvar é prudente e evita tudo que possa macular, enodar sua consciência. É mister, além disto, seguir à risca o preceito de Cristo: “Vigiai e orai, para não sucumbir à tentação” (Mt 26,41). A vigilância dos sentidos inclui o cuidado em escolher os programas televisivos, os filmes, e jamais entrar em sites pornográficos; a mortificação da língua, não se empregando um palavreado obsceno; o controle da imaginação que não deve ser alimentada com pensamentos e leituras impudicas e, mormente, a guarda do coração o qual se extravia com tanta facilidade. A tudo isto se acrescente a freqüência dos sacramentos, o viver na presença de Deus e do Anjo da guarda. A invocação contínua da Virgem Maria e demais jaculatórias que conduzem à prática das virtudes. Tudo isto é necessário porque Cristo deixou claro que “não é aquele que diz Senhor, Senhor que entrará no reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade do Pai” (Mt 7,21). Isto significa corresponder às inspirações divinas, como alertou São Paulo: “Exortamo-vos a não receberdes em vão a graça de Deus. Pois ele diz: “No tempo favorável, te escutei, e no tempo da salvação, te socorri”. Ei-lo agora o tempo favorável; ei-lo agora, o dia da salvação” (2 Cor 1-2). De todas as verdades teológicas e filosóficas uma das mais complexas é a conciliação da liberdade humana com a onipotência e a onisciência divinas. Regulando nossos destinos por um sistema de sabedoria que ultrapassa a capacidade cognoscitiva da razão humana, o Todo-Poderoso assiste o desenrolar dos atos humanos e só Ele sabe até que ponto pode chegar a malícia de cada um para fechar definitivamente as vias do perdão e da clemência. Portanto, enquanto temos tempo, façamos o bem (Gl 6,10).

Irlanda sediará Congresso Eucarístico Internacional

Dublin, na Irlanda sediará o próximo Congresso Eucarístico Internacional. O evento, acontecerá de 10 a 17 de junho de 2012 e terá como tema “A Eucaristia: Comunhão com Cristo e entre nós”. “Foi um momento de renovação e de aprofundamento do ensinamento da Igreja e da sua autocompreensão como corpo de Cristo e Povo de Deus”, disse o arcebispo da capital Irlandesa, dom Diarmuid Martin, sobre a formulação do tema que, segundo ele, nasce da coincidência da celebração do 50º Congresso com os 50 anos da inauguração do Concílio Vaticano II.”Esperemos que a reunião da Igreja em Dublin em 2012 ajude a compreender a Eucaristia como verdadeira e pessoal comunhão com Jesus Cristo e redescobrir a fisionomia essencialmente eucarística de toda comunidade cristã”, sublinhou ainda o arcebispo.

Evangelho da Semana: Marcos 8,27-35

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo São Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus partiu com seus discípulos para os povoados de Cesareia de Filipe. No caminho perguntou aos discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?”

Eles responderam: “Alguns dizem que tu és João Batista; outros que és Elias; outros, ainda, que és um dos profetas”.

Então ele perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “Tu és o Messias”.

Jesus proibiu-lhes severamente de falar a alguém a respeito.

Em seguida, começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei; devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias.

Ele dizia isso abertamente. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo.

Jesus voltou-se, olhou para os discípulos e repreendeu a Pedro, dizendo: “Vai para longe de mim, Satanás! Tu não pensas como Deus, e sim como os homens”.

Então chamou a multidão com seus discípulos e disse: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga.

Pois, quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la”.

Estamos hoje exatamente no coração do Evangelho de Marcos. E de novo, aparece a o tema da identidade de Jesus, Cristo, Filho de Deus. Ele tem uma identidade rica e misteriosa, que, desde o início ao fim, o evangelista Marcos quer revelar gradualmente a todos nós. O texto de hoje, no capítulo 8, contém a resposta radiante de Pedro, que se destaca das opiniões correntes entre a gente: as grandes figuras religiosas do passado são superadas, visto que Jesus de Nazaré é o Messias, o Cristo. Na sua simplicidade e brevidade, Marcos condensa a revelação de Jesus nas palavras de Pedro: «Tu és o Messias».

Para Marcos, Jesus entrou numa etapa nova: deixa as multidões da Galileia, quer dedicar mais tempo à formação dos seus discípulos e começa com a revelação da sua dupla identidade de Messias e de Servo sofredor, duas realidades inalcançáveis pela mente humana por si mesma. Pedro com dificuldade consegue colher a verdade de Jesus Messias-Cristo, mas tropeça totalmente na realidade do Messias-Servo que «devia sofrer muito… ser morto e ressuscitar». Pedro arma-se inclusive em mestre de Jesus, repreende-o por aquele tipo de discurso, a ponto de Jesus o censurar duramente, convidando-o a tomar o lugar que lhe compete, atrás de Jesus: o discípulo caminha atrás do Mestre, segue os seus passos. Sobre o tema do sofrimento e da cruz, Pedro é prisioneiro da mentalidade corrente. Pensa «segundo os homens»; só mais tarde, quando vier o Espírito, chegará a pensar «segundo Deus».

«Tu não compreendes segundo Deus, mas segundo os homens»: é a advertência severa de Jesus a Pedro e aos discípulos de então e de todos os tempos. Uma advertência que petrifica qualquer forma de religiosidade acomodada e retórica. Um convite desconcertante a percorrer o caminho estreito da humildade e da austeridade: deixar de pensar apenas em si mesmos, tornar-se responsáveis pelos outros, partilhar a opção de Jesus que aceitou, por amor, a própria morte, para que todos tenham a vida em abundância (Jo 10,10).

Você e eu somos chamados ao discipulado e a missão. Mas isso só será possível se como Pedro reconhecermos e compreendermos a verdadeira identidade de Jesus. Ele nos propõe as “coisas de Deus”, a comunicação da vida sem limites. Não nos podemos ater às “coisas dos homens” à exemplo de Pedro, à preservação do poder e à paz da ordem iníqua estabelecida. Jesus está nos chamando e nos apresenta a proposta de seu seguimento. A vida de cada um, ao ser doada em comunhão com outras vidas, em ações concretas nos alcançará a salvação, isto é, se insere e permanece no seio de Deus, na eternidade. Senhor Jesus, revela-me sempre mais tua face de Messias Servo, para que eu não me engane no caminho do teu seguimento.

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/index.php?dia=13&mes=9&x=9&y=11

É preciso que Cristo cresça em mim e eu diminua

Sérgio Antônio dos Santos
Servo atuante da RCC de Viçosa, pertencente ao Grupo de Oração “Nossa Senhora de Fátima”
E-mail: sergio.serginhosant@gmail.com
Site: http://serginhosant.wordpress.com/
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho

João Batista, por meio do Evangelho de São João, capítulo 3, 30, afirma que “é preciso que Cristo cresça em mim e eu diminua”. A grande verdade deste versículo é a vontade de João Batista minimizar a influência da carne em sua vida e aflorar a presença do Cristo. Quando João Batista fala em “Cristo crescer” ele está, na verdade, abrindo mão de toda a sua convicção e vontade humana, deixando assim, o caminho livre para Jesus ir em direção ao seu coração.

Pregando dessa forma, João Batista exorta em nós, a vontade de também vivermos assim, com o coração aberto à Cristo. É interessante analisarmos aquela frase visualizando a palavra “cresça”; veja bem, João Batista com a sua inteligência e simplicidade nos mostra que Cristo não entra e cresce em nossa vida de qualquer forma ou de uma hora pra outra; é necessário que eu dê o primeiro passo e dizer sim a Ele, para que dessa forma Cristo comece a crescer dentro de mim. Não existe, de forma alguma, a possibilidade de eu querer abrir mão de toda a minha limitação humana sem antes aprender a doar parte de mim aos poucos ao próprio Cristo. É bonito pensar que Cristo nos aceita da forma que nos encontramos hoje, limitados por nossa essência humana, e por isso pecadores. O meu coração se enche de alegria quando penso que mesmo pecando todos os dias, o tempo todo, Cristo, ainda assim quer crescer e viver em mim.

Não posso dizer que viver essa experiência de abrir mão dos meus limites para viver em Cristo seja fácil, porque na verdade é muito difícil. No entanto sabemos que somos sacrários vivos, levando o Criador em nosso ser, em nossas mentes e no nosso coração e por isso sabemos que habita em nós o Santo Espírito. E é com essa verdade que consigo caminhar, uma vez que sozinho é impossível abrir mão de meus pecados, porém com a ajuda do Espírito Santo essa tarefa se torna; eu poderia dizer: “mamão com açúcar”.

Outro ponto importante em pensar que “Cristo cresce em mim” é pensar que devo nascer de novo. Jesus nos ensina isso: “Em verdade, em verdade te digo que quem não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3: 3). Nascer de novo, SIM, mas não por meio de um segundo nascimento biológico, e sim por um nascimento espiritual, por meio do Espírito Santo, uma vez que é impossível compreender o Reino de Deus e entrar nele, sem um renascimento pelo Espírito Santo. E é com essa convicção no coração que entendemos o que João Batista nos mostra: “é preciso que Cristo cresça em mim e eu diminua”, pois só assim morrerá o homem velho que existe em mim, um homem limitado que só consegue enxergar o pecado, e consequentemente um novo homem surgirá, completamente transformado, renovado e reavivado pelo poder do Espírito Santos. Então posso afirmar que vivendo assim estaremos prontos pra ver o reino de Deus.

Evangelho da semana: Mt 16, 13-19

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Sérgio Antônio dos Santos

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos:

Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso, te pedimos, enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra, uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”.

E VÓS QUEM DIZEIS QUE EU SOU?

Evangelho de 28/06/09 – Mt 16, 13-19
— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

13. Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?

14. Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas.

15. Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou?

16. Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!

17. Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus.

18. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

19. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Amados, ao ler a primeira vez o evangelho desta semana, minha cabeça já foi logo tomada de algumas lembranças relacionadas a minha conversão e história de vida, as quais narro duas a vocês: 1) Ao preencher a minha ficha de inscrição do primeiro encontro de oração carismática da minha vida (Experiência de Oração) havia uma pergunta: Quem é Jesus para você? E para a minha alegria, havia refletido nesta leitura naqueles dias e a resposta de Pedro estava vivíssima em minha mente – naturalmente respondi como Pedro, é bem provável que na ocasião eu nem tinha muita consciência do meu ato. Mas o coordenador do “meu” grupo de oração destacou depois a minha resposta e se disse muito feliz com a mesma, pois ainda jovem e de pouca caminhada eu apresentei uma resposta Petrina. Confesso que, na ocasião, não entendi bem a alegria do meu coordenador por esta resposta. Até mesmo por que esta pergunta era utilizada para ver o “ibope” de Jesus junto aos participantes do encontro, ou ainda a “tendência religiosa”.

Anos depois, um segundo episódio referente a esta passagem, me fez lembrar-se deste fato. Estava em Uberaba e me hospedei na casa do arcebispo, Dom Benedito Ulhoa Vieira, por ocasião de outro evento da RCC – e nos momentos de folga conversava bastante. Ele, o vice-presidente da CNBB, na ocasião, possuía suas reservas com os carismáticos (estou falando de 1984) e eu, extremamente “carismático” para não dizer “carisfanático”. Perguntei o que ele achava de Chico Xavier, pois afinal, estava em sua diocese possivelmente o maior foco espírita do Brasil. Então Dom Benedito respondeu-me dizendo que o Chico Xavier era uma pessoa boa, de boa vontade em suas ações, não o desmereceu, mas disse que o que desejava vê-lo dizer era que JESUS É O FILHO DE DEUS VIVO. Ele diz que Jesus é um grande homem, um grande profeta, um espírito evoluído, MAS O QUE JESUS É MESMO ELE NÃO DIZ, OU SEJA, O FILHO DE DEUS VIVO. Naquele dia compreendi ainda mais a importância da resposta de Pedro.

Agora, minha tradicional auscultação nos escritos do pregador da casa pontifícia, frei Raniero Cantalamessa sobre o tema de hoje. DEGUSTEM !

E vós, quem dizeis que eu sou?1

Existe, na cultura e na sociedade de hoje, um fato que pode nos introduzir na compreensão do Evangelho deste domingo, e é a pesquisa de opinião. Ela é praticada em todos os âmbitos, mas, sobretudo no político e comercial. Também Jesus um dia quis fazer uma pesquisa de opinião, mas com fins, como veremos muito diferentes: não políticos, mas educativos. Chegado à região da Cesaréia de Filipo, ou seja, a região mais ao norte de Israel, em uma pausa de tranqüilidade, na qual estava a sós com os apóstolos, Jesus lhes dirigiu, à queima-roupa, a pergunta: «Quem dizem os homens ser filho do Homem?».

É como se os apóstolos não esperassem outra coisa para poder finalmente falar sobre todas as vozes que circulavam a propósito dele. Respondem: «Uns afirmam que é João Batista, outros que é Elias, outros, ainda, que é Jeremias ou um dos profetas». Mas para Jesus não interessava medir o nível de sua popularidade ou seu índice de simpatia entre o povo. Seu propósito era bem diferente. Então Ele lhes pergunta: «E vós, quem dizeis que eu sou?».

Esta segunda pergunta, inesperada, deixa-os desconcertados. Entrecruzam-se silêncio e olhares. Se na primeira pergunta se lê que os apóstolos responderam todos juntos, em coro, esta vez o verbo é singular; só “respondeu” um, Simão Pedro: «Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo!».

Entre as duas respostas há um salto abismal, uma “conversão”. Se antes, para responder bastava olhar ao redor e ter escutado as opiniões das pessoas, agora é preciso olhar para dentro, escutar uma voz bem diferente, que não vem da carne nem do sangue, mas do Pai que está nos céus. Pedro foi objeto de uma iluminação “do alto”.

Trata-se do primeiro autêntico reconhecimento, segundo os evangelhos, da verdadeira identidade de Jesus de Nazaré. O primeiro ato público de fé em Cristo, da história! Pensemos no sulco deixado por um barco: vai se movimentando até perder-se no horizonte, mas começa com uma ponta, que é a ponta do barco. Assim acontece com a fé em Jesus Cristo. É um sulco que foi movimentando-se na história, até chegar aos “últimos confins da terra”. Mas começa com uma ponta. E esta ponta é o ato de fé de Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Jesus usa outra imagem, vertical, não horizontal: rocha, pedra. “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja”.

Jesus muda o nome de Simão, como se faz na Bíblia quando se recebe uma missão importante: chama-o de “Cefas”, Rocha. A verdadeira rocha, a “pedra angular” é, e continua sendo ele mesmo, Jesus. Mas, uma vez ressuscitado e ascendido ao céu, esta “pedra angular”, ainda que presente e operante, é invisível. É necessário um sinal que a represente, que torne visível e eficaz na história este “fundamento firme” que é Cristo. E este será precisamente Pedro, e, depois dele, aquele que o substituir, o Papa, sucessor de Pedro, como cabeça do colégio dos apóstolos.

Mas voltemos à idéia da pesquisa. A pesquisa de Jesus, como vimos, desenvolve-se em dois momentos, comporta duas perguntas fundamentais: primeiro, “quem dizem os homens ser o filho do Homem?”; segundo, “quem dizeis vós que sou eu?”. Jesus não parece dar muita importância ao que as pessoas pensam dele; interessa-lhe saber o que pensam seus discípulos. E o faz com esse “e vós, quem dizeis que sou eu?”. Não permite que se escondam atrás das opiniões dos outros, mas quer que digam sua própria opinião.

A situação se repete, quase identicamente, nos dias de hoje. Também hoje, “as pessoas”, a opinião pública, têm suas idéias sobre Jesus. Jesus está na moda. vejamos o que acontece no mundo da literatura e do espetáculo. Não passa um ano sem que saia uma novela ou um filme com a própria visão, torcida e dessacralizada, de Cristo. O caso do Código Da Vinci, de Dan Brown, foi o mais clamoroso e está tendo muitos imitadores.

Depois estão os que ficam a meio caminho. Como as pessoas de seu tempo, crêem que Jesus é “um dos profetas”. Uma pessoa fascinante, que se encontra ao lado de Sócrates, Gandhi, Tolstoi. Estou certo de que Jesus não despreza estas respostas, porque se diz dele que “não apaga a chama fumegante e não quebra o caniço rachado”, ou seja, sabe valorizar todo esforço honesto por parte do homem. Mas há uma resposta que não se enquadra, nem sequer na lógica humana. Gandhi ou Tolstoi nunca disseram “eu sou o caminho, a verdade e a vida”, ou também “quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim não é digno de mim”.

Com Jesus não se pode ficar na metade do caminho: ou é o que diz ser, ou é o maior louco exaltado da história. Não há meio termo. Existem edifícios e estruturas metálicas (creio que uma é a torre Eiffel de Paris) feitas de tal maneira que se traslada certo elemento, se derruba tudo. Assim é o edifício da fé cristã, e esse ponto neurálgico é a divindade de Jesus Cristo. Mas deixemos as respostas das pessoas e vamos aos não-crentes. Não basta crer na divindade de Cristo, é necessário também testemunhá-la. Quem o conhece e não dá testemunho dessa fé, mas a esconde, é mais responsável diante de Deus do que quem não tem essa fé. Em uma cena do drama “O pai humilhado”, de Claudel, uma moça judia, linda, mas cega, aludindo ao duplo significado da luz, pergunta a seu amigo cristão: “Vós que vedes, que uso fizestes da luz?”. É uma pergunta dirigida a todos nós que nos confessamos crentes.

Tu és Pedro

A entrega das chaves a Pedro. Sobre isso, a tradição católica sempre foi baseada em fundar a autoridade do Papa sobre toda a Igreja. Alguém poderia dizer: mas o que tem a ver o Papa com tudo isto? Eis a resposta da teologia católica. Se Pedro deve funcionar como “fundamento” e “rocha” da Igreja, continuando a existir a Igreja deve continuar a existir também o fundamento. É impensável que as prerrogativas quase solenes (“a ti darei as chaves do reino dos céus”) se referissem somente aos primeiros vinte ou trinta anos da vida da Igreja e que elas seriam cessadas com a morte do apóstolo. O papel de Pedro se prolonga, portanto em seus sucessores.

Por todo primeiro milênio, este ofício de Pedro foi reconhecido universalmente por todas as Igrejas, ainda que interpretado de forma diversa no Oriente e no Ocidente. Os problemas e as divisões nasceram com o milênio há pouco terminado. E hoje, também nós católicos, admitimos que não são nascidos todos por culpa dos outros, dos considerados “cismáticos”: antes os orientais, depois os protestantes. A primazia instituída por Cristo, como todas as coisas humanas, foi exercitada ora bem ora menos bem. Ao poder espiritual se mesclou, pouco a pouco, um poder político e terreno, e com isso os abusos. O próprio Papa João Paulo II, na carta sobre o ecumenismo, Ut unum sint, indicou a possibilidade de rever as formas concretas com as quais é exercida a primazia do Papa, de modo a tornar novamente possível em torno a isso a concórdia de todas as Igrejas. Como católicos, não podemos não desejar que se prossiga com sempre maior coragem e humildade sobre esta estrada da conversão e da reconciliação, de modo a incrementar a colegialidade desejada pelo Concílio.

Aquilo que não podemos desejar é que o próprio ministério de Pedro, como sinal e fator da unidade da Igreja, seja menor. Seria uma forma de nos privar de um dos dons mais preciosos que Cristo deu à sua Igreja, além de contradizer sua vontade precisa. Pensar que basta à Igreja ter a Bíblia e o Espírito Santo com o qual interpretá-la, para poder viver e difundir o Evangelho, é como dizer que bastaria aos fundadores dos Estados Unidos escreverem a constituição americana e mostrar em si mesmos o espírito com o qual devia ser interpretada, sem prever algum governo para o país. Existiria ainda os Estados Unidos?

Uma coisa que podemos fazer para aplainar a estrada de reconciliação entre as Igrejas é reconciliar-nos com a nossa Igreja. “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”: Jesus disse a “minha” Igreja, no singular, não as “minhas” Igrejas. Ele pensou e quis uma só Igreja, não uma multiplicidade de Igrejas independentes ou, pior, em luta entre igrejas. “Minha”, além de singular, é também um adjetivo possessivo. Jesus reconhece, portanto a Igreja como “sua”; disse “a minha Igreja” como um homem diria: “a minha esposa”, ou “o meu corpo”. Identifica-se com ela, não se envergonha dela. Sobre os lábios de Jesus, a palavra “Igreja” não tem nenhum daqueles significados negativos que acrescentamos.

Naquela expressão de Cristo, um forte chamado a todos os crentes a reconciliarem-se com a Igreja. Renegar a Igreja é como renegar a própria mãe. “Não pode ter Deus por pai – dizia São Cipriano – quem não tem a Igreja por mãe”. Seria um belo fruto da festa dos santos apóstolos Pedro e Paulo se começássemos a dizer também nós, da Igreja Católica à qual pertencemos: “a minha Igreja!”

Reflexão Final

Na universidade, onde muitos dizem de Jesus muitas coisas e têm muitas idéias, nós que buscamos a vida no Espírito vamos dizer o que sobre Jesus?

Que toda a Universidade saiba com a maior certeza que o Jesus que muitos matam, difamam, insistem em negar a sua divindade, esse mesmo Jesus o senhor Deus o constituiu Cristo.

A universidade precisa saber realmente qual a “minha” igreja, qual é a minha fé, quem é meu “pastor”, a universidade precisa saber da minha adesão ao sucessor de Pedro, da minha crença de que a ele, somente a ele foi dado o poder de ligar e desligar na terra, em nome do céus.

Devemos manifestar abertamente a nossa adesão ao magistério da igreja, em nossas dioceses representada pelos nossos bispos. Eis um lindo testemunho, o da UNIDADE com os nossos pastores.

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

1 Reflexão retirado do site: www.cantalamessa.org/pt/omelieView.php?id=368

2 Reflexão sobre São Pedro retirado do site: www.cantalamessa.org/pt/omelieView. php?id=347

As Hóstias estragam?

Professor Felipe Aquino
Doutor em Física pela UNESP e pelo ITA; há trinta e cinco anos é professor universitário e foi Diretor Geral do Instituto de Engenharia de Lorena - da USP-SP.
E-mail: felipeaquino@cancaonova.com
Site: http://www.cleofas.com.br/
Fernando Galvani

A Igreja ensina que se o pão da Hóstia, ou seja a espécie, se estraga completamente,então, já não há mais ali a Presença real de Cristo. Esta não se estraga, simplesmente deixa de estar presente pois falta a espécie do trigo. Neste caso, o que se deve fazer é colocar as Hostias em água até que se dissolvam completamente; e depois pode-se colocar esta água em algum vaso de planta.

Artigos de Professor Felipe Aquino

Quaresma, a luta contra o pecado 25/02/2010
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Evangelho da Semana: Jô 20, 1-9

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Professor Felipe Aquino

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

Novo tempo Litúrgico

ENTRAMOS NOI TEMPO PASCAL. JESUS RESSUCITOU, ALELUIA!

Após uma temporada especial de oração, jejum e esmola. Onde o cristão pode ser forjado por Deus e permitir ser criada uma nova criatura (cf. II Cor 5, 17), chega-se após a reflexão da paixão e a morte de Jesus ao ápice da nossa fé, ou seja, RESSURREIÇÃO. SIM JESUS RESSUCITOU. ALELUIA!

— Cantai cristãos, afinal:/ “Salve, ó vítima pascal!”/ Cordeiro inocente, o Cristo/ abriu-nos do Pai o aprisco.
— Por toda ovelha imolado,/ do mundo lava o pecado./ Duelam forte e mais forte:/ é a vida que enfrenta a morte.
— O rei da vida, cativo,/ é morto, mas reina vivo!/ Responde, pois, ó Maria:/ no teu caminho o que havia?
— “Vi Cristo ressuscitado,/ o túmulo abandonado./ Os anjos da cor do sol,/ dobrado ao chão o lençol…
— O Cristo, que leva aos céus,/ caminha à frente dos seus!”/ Ressuscitou de verdade./ Ó Rei, ó Cristo, piedade!

Evangelho de 12/04/09 – Jô 20, 1-9

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

1. No primeiro dia que se seguia ao sábado, Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro.

2. Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram!

3. Saiu então Pedro com aquele outro discípulo, e foram ao sepulcro.

4. Corriam juntos, mas aquele outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro.

5. Inclinou-se e viu ali os panos no chão, mas não entrou.

6. Chegou Simão Pedro que o seguia, entrou no sepulcro e viu os panos postos no chão.

7. Viu também o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus. Não estava, porém, com os panos, mas enrolado num lugar à parte.

8. Então entrou também o discípulo que havia chegado primeiro ao sepulcro. Viu e creu.

9. Em verdade, ainda não haviam entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dentre os mortos.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

PASCOA!

São Máximo de Turim, define a Páscoa como uma passagem “dos pecados à santidade, dos vícios à virtude, da velhice à juventude, que se entende não em idade, mas em simplicidade. Éramos de fato decadentes pela velhice dos pecados, mas pela ressurreição de Cristo fomos renovados na inocência das crianças” [1]

Maria Madalena

Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro. Ao ler estas linhas nascem em mim algumas indagações: 1) Teria ela ido ao sepulcro também no sábado? 2) Por que tão cedo ? 3) Por que ela a primeira a ir ao sepulcro ? 4) Será que sabia de alguma coisa “confidencial”?

As respostas a estas indagações não podem ser mais importante do que realmente deseja o autor evidenciar, ou seja, quanto maior o pecado outrora perdoado, maior será o amor (cf. Lc 7,47). E este fato faz me perceber também a semelhança da minha vida com a de Maria Madalena, ou seja, também sou pecador, e como ainda o sou, assim como ela precisou da misericórdia de Jesus, eu também preciso. Assim como ELE a perdoou, assim também ELE o faz comigo, com você, com todos os que se arrependem dos pecados. Então até aqui se percebe que somos semelhantes à Maria Madalena, mas ao mesmo tempo em que se percebe a semelhança, também se percebe uma grande diferença.

As indagações perdem a relevância, diante do fato de que a narrativa deseja nos mostrar o quanto ela amava a Jesus, pela nova vida a ela doada, e neste ponto entendo que a nossa semelhança desaparece, pois ela usou de todos os artifícios/oportunidades para que, mesmo depois de morto mostrar a Jesus o seu amor por ELE. E eu? E você?

Maria Madalena foi logo cedo ao encontro de Jesus. E nós reservamos a ELE qual parte do nosso tempo? Vou a ELE logo pela manhã? Ou vou a ELE quando sobra tempo? Ou somente quando estou em apuros? Quando preciso de uma nota melhor para não ficar de exame final, ou algo assim? Na realidade universitária, nós temos tempo para muitas coisas: estudar ( e é nosso dever fazê-lo), para o lazer(festas, reuniões com amigos, esporte,…), tempo para visitar a família,… Mas qual tempo eu destaco para ir ao encontro de Jesus, como Maria Madalena nos ensina neste texto?

QUAL A IMPORTÂNCIA DE JESUS EM MINHA VIDA? PELOS ATOS DE MARIA MADALENA PERCEBE-SE A IMPORTÂNCIA DE JESUS NA VIDA DELA.

Correram a Pedro

Também pode se aprender muito com Maria Madalena e as mulheres que estavam com ela, pois assim que perceberam algo de diferente/errado foram correndo a Pedro e João narrar-lhes o fato e muitos dos nossos amigos na realidade universitária e no mundo do trabalho tem perdido a fé, ou sofrido ataques terríveis porque ao perceberem algo de errado, de diferente daqueles valores que aprendemos em casa, na nossa formação católica, não vamos a igreja, como aquelas mulheres o fizeram. Em nome da liberdade de expressão tem aparecido muitas mutações dos valores morais e religiosos no âmbito universitário principalmente. Urge que nossos grupos de oração universitários (GOUs) e nós, participantes, sejamos audazes, atrevidos, ousados, em externarmos a nossa fé, nossas convicções, pois assim aqueles que sofrem os ataques contra os valores cristãos possam se refugiar encontrem alguém que os ajude a encontrar o Cristo “desaparecido” de suas vidas, pela forma pagã de viver dominante no meio acadêmico.

Não sabemos onde o puseram

É lamentável a forma pela qual seguem alguns dos nossos irmãos, ou filhos,… em nossas comunidades religiosas na universidades. A desorientação quanto aos valores cristãos e morais é tamanha que nos deixa perplexos. E neste ponto desejo externar a minha alegria e também a alegria da igreja (manifestada através de nossos pastores- padres e bispos), por sermos uma opção de resgate destes valores na realidade universitária.

Muitos não sabem nada de Jesus e valores da igreja, absolutamente nada. E através das múltiplas atividades evangelizadoras, de acolhida, realizadas pelos nossos “Luquinhas” podem apontar um lugar onde esta Jesus e resgatar a vida de muitos jovens na realidade universitária. Muitos tem recebido através dos GOUs e suas atividades uma verdadeira redescoberta da sua fé e da sua missão no mundo como profissional do reino.

AMADOS FILHOS QUE ESTÃO NA TRINCHEIRA DA UNIVERSIDADE, ESTA BATALHA É ARDUA, DEMANDA CORAGEM E FORÇA, POR ISSO DESEJO ENCORAJÁ-LO A NÃO DESISTIR.
MESMO O ENFERMO DIGA: EU SOU GUERREIRO! (cf. Joel 4,10)

A Paixão e o Sudário

“Nenhuma representação artística da Paixão, porém, exerceu e exerce em todo tempo um fascínio comparável ao do Sudário. Não importa, de nosso ponto de vista, saber se o Sudário é «autêntico» ou não, se a imagem foi formada naturalmente ou artificialmente, se é somente um ícone ou também uma relíquia. O mais certo é que essa é a representação mais solene e mais sublime da morte que os olhos humanos contemplaram. Se um Deus pode morrer, este é o modo inadequado de representar sua morte.

As pálpebras abaixadas, os lábios juntos, os traços compostos do rosto: mais que um morto, tudo leva a pensar em um homem imerso em profunda e silenciosa meditação. Parece a tradução em imagem da antiga antífona do Sábado Santo: «Caro mea requiescet in spe», «minha carne repousa na paz». Também a antiga homilia sobre o Sábado Santo que se lê no Ofício das leituras adquire uma força particular lida diante do Sudário: «O que está acontecendo hoje? Grande silêncio e por isso solidão. Grande silêncio porque o Rei está dormindo…»[1]

A teologia diz-nos que à morte de Cristo sua alma separou-se do corpo como em todos homens que morrem, mas sua divindade permanece unida seja à alma, seja ao corpo. O Sudário é a mais perfeita representação deste mistério cristológico. Aquele corpo é separado da alma, mas não da divindade. Algo de divino alivia seu rosto martirizado, mas pleno de majestade do Cristo do Sudário.

Para se dar conta, basta comparar o Sudário com outras representações do Cristo morto feito pelas mãos de artistas humanos, por exemplo, o Cristo morto de Mantegna e mais ainda aquele de Holbein, o Jovem, no Museu de Basiléia, que representa o corpo de Cristo em toda a rigidez da morte e a incipiente decomposição dos membros. Diante desta imagem –dizia Dostoievski, que a tinha contemplado bastante em sua viagem– pode-se facilmente perder a fé[2]; diante do Sudário, ao contrário, pode-se encontrar a fé, ou reencontrá-la se foi perdida.

O rosto de Cristo do Sudário é como um limite, uma parede que separa dois mundos: o mundo dos homens pleno de agitação, de violência e de pecado e o mundo de Deus, inacessível ao mal. É uma praia sobre a qual quebram todas as ondas. Como se, em Cristo, Deus dissesse à força do mal isto que no livro de Jó diz ao oceano: «Até aqui chegarás e não passarás: aqui se quebrará a soberba de tuas vagas» (Jó 38, 11).

Diante do Sudário podemos rezar assim: «Senhor, fazei de mim o teu sudário. Quando deposto novamente da cruz, vinde em mim no sacramento de vosso corpo e de vosso sangue, que eu vos envolva com minha fé e o meu amor como em um sudário, de modo que os vossos contornos imprimam-se em minha alma e deixem também nela um traço indelével. Senhor, fazei do áspero e bruto tecido da minha humanidade o teu sudário!” [2]

Reflexão final

Entramos em um novo tempo litúrgico, a PASCOA, que nos convida a dizer com todas as nossas forças: JESUS RESSICITOU, ALELUIA!

Assim como Maria Madalena somos chamados a correr ao encontro do Senhor, anunciar que ELE não esta no túmulo, ao contrário que ELE VIVE!

Essa é a melhor noticia que pode ser dada a alguém. JESUS RESSUCITOU!

A missão de anunciarmos que algo esta desconforme aos valores cristãos assim como o fizeram as mulheres, dentre elas Maria Madalena é nossa. Levar isso a sério é uma forma de profetismo nos tempos moderno.

Da mesma forma, se nós pudermos ser uma resposta, um espelho, um modelo, um testemunho de onde está Jesus, muitos dos que estão perdidos procurando-O poderão ter em nós e nossas “comunidades eclesiais acadêmicas” um Oasis em meio ao deserto da caminhada acadêmica.

Devemos rezar com o pregador da casa pontifícia, “Senhor fazei de mim o teu sudário”. E ao rezarmos assim, com certeza será gerado em nós pela força do Espírito Santo um homem novo e as pessoas ao olharem para nós no âmbito universitário, ou no mundo do trabalho verão que de fato JESUS RESSUCITOU e dirão como João, viu e creu.

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

[1] S. Massimo di Torino, Sermo de sancta Pascha, 54,1 (CC 23, p. 218).

[2] Frei Raniero Cantalamessa, OFM – Sermões da quaresma. 07/04/06

Evangelho da Semana: Jo 3, 14-21

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Fernando Galvani

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

Novo tempo Litúrgico

Estamos na quaresma. Tempo de oração, jejum e esmola. E neste clima caminhamos mais esta semana. Avançamos na Campanha da Fraternidade, com o tema: FRATERNIDADE E SEGURANÇA PÚBLICA e com o Lema: “A paz é fruto da justiça” (Is 32, 17).

Neste final de semana importância do crer e no testemunho de amor do Pai para conosco, pois nos deu seu único filho para que fossemos salvos pela sua morte na cruz.

Evangelho de 22/03/09 – Jô 3, 14-21 (Transfiguração do SENHOR)

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

14. Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem, 15. para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna. 16. Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. 17. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele.

18. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus. 19. Ora, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más. 20. Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. 21. Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Levantar o filho do homem

Este texto nos leva a refletir no destino final de Jesus ao permanecer fiel até fim da sua missão terrena, ou seja, a sua morte na cruz e com isso trazer a todo o gênero humano a salvação, assim como foi a serpente outrora no deserto.

Somos então convocados para que, diante das realidades de morte, de ameaça, levantemos a Cristo alto, bem alto e então todos os que olharem para Ele recebam a salvação. Como missionários de Jesus Cristo no meio universitário hoje somos chamados a levantarmos a Cristo, através do nosso testemunho, da nossa palavra consistente ao sermos interpelados pelas ideologias de morte, gente que deseja se envolver nas questões que demandam soluções na universidade e na sociedade.

Ao meditarmos no salmo 120, encontramos o salmista salmodiando. “Para os montes levanto os olhos: de onde me virá socorro? O meu socorro virá do Senhor, criador do céu e da terra”.

Também em alguns momentos de nossa caminhada podemos estar perecendo diante das dificuldades da vida acadêmica, ou do trabalho, principalmente os recém formados, na busca do tão sonhado emprego. Não desanimemos diante das ameaças das serpentes, ao contrário confiemos no Cristo levantado sobre o madeiro – Ele já pagou o preço da nossa libertação/salvação.

Crer

Todo o que Nele crer não pereça,.. Crer não é um mérito nosso, ao contrário do que muitas vezes acontece na universidade ou no trabalho, onde você é recompensando com uma melhor nota, ou uma promoção pelo que se faz a mais, ou melhor. A nossa fé, a graça de crer é um dom de Deus – ensina São Paulo quando escreve aos Efésios (cf.2,8). Se é um dom, devemos então pedi-lo, praticá-lo, exercitá-lo, pois assim Deus nos dá e nós o faremos crescer através do uso deste maravilhoso dom.

Gilberto Gil já cantou no passado: “andar com fé eu vou, porque a fé não costuma falhar não” , mas qual fé se deseja andar com ela? Não se trata de apenas crer. Para receber a salvação, é preciso crer em Jesus, na sua doutrina, nos seus ensinamentos, crer que Ele é realmente o filho de Deus vivo (cf. Mt, 16,16).

Para que a missão de evangelizar o meio universitário seja frutuosa é necessária uma overdose de fé, uma certeza do chamado, do desejo de Deus, da capacitação dEle para o desempenho da missão. Isso tem acontecido em muitas realidades universitárias com o derramamento do Espírito Santo. Com seus dons nos tornamos arautos da evangelização nas universidades e no trabalho, como profissionais de Deus, a serviço dEle.

É preciso que cultivemos então uma fé comprometida com a construção de um mundo novo, renovado em seus valores e conceitos. Não uma fé intimista, muito diferente da fé produzida como fruto da intimidade, uma fé que nos faz sonhar hoje com as universidades renovadas, repletas da doutrina de Jesus (cf. At 5,28).

Deus amou

Só quem experimentou poderá testemunhar o que é o amor de Deus. Isso digo por mim mesmo, pois, foi uma frase dita por uma amiga relatando esta realidade que mudou a minha vida. “Jesus te ama” me disse esta amiga em 1982. Na ocasião eu estava envolvido com as drogas, com a prostituição, e nada de religião me atraia. Mas estas palavras me foram ditas por alguém que vivia esta realidade ser uma pessoa amada por Deus – estas palavras entraram em mim e mudaram a minha vida. São João exorta-nos a “Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato” (cf. I Jô 3, 1) e isso de fato foi a coisa mais linda que já me aconteceu e beneficiou a mim e a tantos outros nas mais variadas realidades.

Jamais fui merecedor desta graça, ser amado por Deus, mas ELE o fez e faz por iniciativa Dele, e é tamanho este amor que nos envia seu único filho para morrer numa cruz como sinal deste seu amor. E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. (cf Rm 5,5)

Vivenciar esta graça, a de ser amado por Deus, é algo necessário ao gênero humano, e eu diria até que se houvesse uma única coisa a ser presenteada a alguém, que ele receba esta experiência, a dor amor Deus.

Devemos promover esta experiência no meio universitário e faremos isso vivendo a nossa identidade de carismáticos, levando os nossos irmãos a experiência do Batismo do Espírito. Todas as oportunidades que tivermos de rezar por nossos irmãos que o façamos e peçamos a Deus pela força do seu Espírito que nossos irmãos possam receber esta graça,a de experimentarem a profundidade, a grandeza, a largura do amor de Deus por nós.

Prática a verdade

Uma das coisas lindas que nos deixou a igreja foi o testemunho de vida de Dom Luciano Mendes, que por muitos anos foi arcebispo de Mariana- MG, onde muitos dos nossos projetos e motivações foram gerados. Dias antes da sua morte ele esteve em um programa de televisão na Rede Vida e a última pergunta do entrevistador foi: O senhor mentiu alguma vez aqui no programa? E ele olhou firmemente para a câmera e disse: eu nunca menti na minha vida. Esta também é uma cena forte da qual jamais poderá se esquecer quem a viu. Assim percebe-se como esta figura tão querida e sinal vivo do reino de Deus entre os homens ganhou notoriedade mundial, pois vivia a prática da verdade e sabia a força da verdade, pois só ela pode realmente libertar (cf. Jô 8,32).

Também é missão das universidades renovadas formarem pessoas comprometidas com a verdade, com a prática da verdade em nosso dia-a-dia, conosco mesmo, com nossos pais, nossos compromissos. Desejo adverti-los ainda, que o tempo da quaresma é um bom tempo para retirarmos a prática da mentira de nosso meio, mesmo aquelas mentirinhas que aprendemos quando crianças e muitas vezes nos faz não sermos verdadeiros com nossos irmãos e compromissos hoje.

Reflexão final

Levantar a Cristo como sinal de salvação no âmbito universitário é um desafio e ao mesmo tempo uma forma de oferecermos a libertação a todos aqueles que passam por dificuldades na universidade e no trabalho. NÃO TENHA MEDO SE SER TESTEMUNHA, DE LEVANTAR A BANDEIRA DE JESUS CRISTO DIANTE DE SEUS COLEGAS DE TURMA, PROFESSORES, COLEGAS DE TRABALHO,…

Qual é a minha fé? Em quem realmente acredito? O que posso fazer a partir de uma certeza que nasce no mais intimo do meu ser e me envia aos encontro dos meus irmãos, nas mais varias realidades e desafios? A fé é um dom, é preciso pedir! PEÇA-O AGORA!

O amor de Deus por você é único, individual, pessoal, Ele te ama como você é, com seus pecados, fragilidades, vícios… E foi por isso que o Pai deu seu filho único, como prova do seu amor por nós, para nos libertar/salvar. DEIXE AMAR POR ELE, SERÁ UMA EXPERIENCIA ÚNICA EM SUA VIDA!

Falar a verdade, viver a verdade será sempre a melhor opção, pois não há nada que seja mentiroso que um dia não virá às claras. Universitários renovados, profissionais do reino são pessoas comprometidas com a verdade. ESSA É TAMBÉM NOSSA VOCAÇÃO.

O USO DA VERDADE FORJA A HONRA DE UM HOMEM !

Repartir a Luz de Cristo

Padre Paulo Dionê Quintão
Pároco do Santuário Santa Rita de Cássia. Jubileu de Prata Sacerdotal 1984 - 2009
E-mail: santuariosrc@lince.tdnet.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Fernando Galvani

Vivemos não apenas mais uma preparação para o Natal. Na verdade, será a celebração Mistério da Encarnação do Verbo Divino.

Muitas riquezas espirituais têm nos alegrado o coração. A maior delas é, sem dúvida, a expressão do amor de Deus derramado em nossos corações. Como o Senhor é bom!

Em meio a tantos desafios, vamos consolidando a vitória em Deus. Afinal… “Quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação? Angústia? Perseguição? Fome? Nudez? Perigo? Espada? Mas, em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou!” (Rm 8,35.37).

Concluímos as 34 semanas do Tempo Comum do calendário litúrgico e iniciamos o Tempo do Advento com a mesma temática: o fim dos tempos e a segunda vinda de Jesus. É bom ter diante da lembrança o caráter passageiro da temporalidade da história. Lutamos para transformá-la em História de Salvação. Mesmo os grandes impérios deste mundo irão um dia ruir. Somente a vida em Deus triunfará.

A partir do dia 17 de dezembro, começa aquela que é denominada a “Semana Santa do Natal”, então, aí sim, abordamos o tema da primeira vinda de Jesus; sua encarnação nesta história.

Os grandes momentos precisam ser bem preparados. Tudo o que estiver ao nosso alcance queremos fazer para que tenhamos um feliz Natal. A luz de Cristo há de resplandecer em nosso ser quanto melhor for repartida com os que vivem em trevas.

Duas luzes. Uma é esta da noite de Natal. Aqui abrem-se as portas a Jesus. A outra resplandece na coluna de cera da noite da Páscoa. Ali tudo se faz novo em Jesus.

Neste mundo dilacerado pelo pecado, mais do que nunca, deve brilhar a luz de Cristo. Com o “fogo novo” de seu amor o Senhor proporciona a todos a possibilidade de tornarem-se alguém renascido na fonte de sua graça.

Se cruzarmos os braços, muitos tropeçarão nos equívocos da história. Desponta-se no horizonte mais uma oportunidade para revitalização do amor nos corações humanos, pois o combustível indispensável para que se mantenha acesa a luz de Cristo em nossa vida é mesmo e sempre o AMOR.

O grande convite que a Igreja hoje nos faz é estendido a todos os homens e mulheres de boa vontade: vamos REPARTIR A LUZ DE CRISTO!