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RCC Viçosa – Renovação Carismática Católica de Viçosa
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O Espírito Santo diz: vem!

O segundo dia do SEARA 2010 iniciou-se com oração do santo terço e, posteriormente o momento de animação e oração. Em seguida, para finalizar a parte da manhã, o coordenador da equipe de Pregação, Antonio Galvão, conduziu a pregação “Escutai e vossa alma viverá”. Em suas palavras Galvão abordou que rezar é encontrar e se entregar ao Senhor.

O Espírito Santo diz: vem!

Após o momento de animação, a primeira pregação do domingo a tarde foi conduzida pela Irmã Zélia da Congregação Copiosa Redenção. Iniciou lendo várias passagens da Bíblia, direcionando os ouvintes ao tema: “O Espírito Santo diz: Vem!”. A Irmã levanta a necessidade de buscar a água viva para renovação e cura, como símbolo da vida eterna. Citou, após a leitura de Coríntios Cap. 12, 3, que devemos invocar o Espírito Santo, pois Ele nos ajuda a proclamar que Jesus Cristo é o Senhor, e nos trás discernimento e convence o nosso coração frente a tantas coisas que o mundo nos oferece. A ação do Espírito Santo em nós traz a plenitude da vida com Deus. A pregação finalizou com os presentes sendo chamados à frente para orar juntos, com a irmã, invocando o Espírito Santo.

Jesus Cristo é o Senhor!

Dando prosseguimento as atividades da tarde de domingo, a segunda pregação foi conduzida por Gilson Paixão, membro da RCC Viçosa, que trabalhou exatamente com o tema deste Seara: “Jesus Cristo é o Senhor” (Primeira carta de São Paulo aos Felipenses 2, 5). Assim, em suas palavras, ele coloca de forma clara que o centro da fé cristã é proclamar o senhorio de Jesus. Em seguida, convida a todos a abrirem a palavra em I Samuel 8,4, no qual ele coloca que quando não aceitamos o senhorio de Jesus em nossa vida, isso se estende a nossa família e, até mesmo, a nossa comunidade. Gilson questiona: “será que estamos deixando Deus ser o nosso Senhor?”. Dessa forma, levanta as diversas dificuldades que temos nos deparado em nosso dia-a-dia como o alcoolismo, as drogas onde muitos jovens estão se perdendo nos caminhos do mundo e, até mesmo, as leis do nosso país que estão banalizando o que os cristão católicos tanto prezam. E que diante dessas dificuldades é importante confiar em Deus, colocando nós em suas mãos. Neste sentido, convida a todos a proclamar que Jesus é o Senhor num momento de oração e, por fim, enfatiza que: “Existe um Deus de amor, que cuida de nós e está sempre entre nós.”

Os novos movimentos e comunidades são um dom do Espírito Santo para a Igreja. Neles, os fiéis encontram a possibilidade de se formar na fé cristã, crescer e se comprometer apostolicamente até ser verdadeiros discípulos missionários

Os movimentos e novas comunidades constituem uma valiosa contribuição na realização da Igreja local. Por sua própria natureza expressam a dimensão carismática da Igreja: “na Igreja não há contraste ou contraposição entre a dimensão institucional e a dimensão carismática, da qual os movimentos são uma expressão significativa, porque ambos são igualmente essenciais para a constituição divina do Povo de Deus”. Na vida e na ação evangelizadora da Igreja, constatamos que no mundo moderno devemos responder a novas situações e necessidades da vida cristã. Neste contexto também os movimentos e novas comunidades são uma oportunidade para que muitas pessoas afastadas possam ter uma experiência de encontro vital com Jesus Cristo e, assim, recuperar sua identidade batismal e sua ativa participação na vida da Igreja. Neles “podemos ver a multiforme presença e ação santificadora do Espírito”. Fonte: www.rccminas.com

Papa Bento XVI nos exorta a evangelizar segundo estado de vida e carisma

anuVreino de Deuscristãos comunidades eclesiais O Papa Bento XVI exortou todos os cristãos e comunidades eclesiais a anunciarem e testemunharem o Evangelho “segundo os diversos estados de vida e carismas”, por ocasião do Dia Missionário Mundial, que a Igreja celebrou dia 18 de outubro. Ele o fez em sua alocução prévia à oração do Ângelus, diante de centenas de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano. “O Dia Missionário Mundial constitui, para todas as comunidades eclesiais e para cada cristão, um forte convite ao compromisso de anunciar e testemunhar o Evangelho a todos, em particular aos que ainda não o conhecem”, disse. Citando a encíclica de João Paulo II, Redemptoris Missio, Bento XVI afirmou que “a Igreja existe para anunciar esta mensagem de esperança a toda a humanidade, que em nosso tempo, “apesar de conhecer realizações maravilhosas, parece ter perdido o sentido último das coisas e da sua própria existência’”. O Sumo Pontífice indicou que a Igreja, “guiada pelo Espírito Santo, reconhece-se chamada a prosseguir a obra do próprio Jesus, anunciando o Evangelho do Reino de Deus”. “Este Reino já está presente no mundo como força de amor, de liberdade, de solidariedade, de respeito à dignidade de cada homem, e a comunidade eclesial sente forte no coração a urgência de trabalhar para que a soberania de Cristo se realize plenamente”, acrescentou. A Mensagem do Papa para o Dia Missionário Mundial deste ano está inspirada em uma expressão do Livro do Apocalipse, que, por sua vez, remete-se a uma profecia de Isaías: “As nações caminharão à sua luz”. Em referência a este lema, o Santo Padre destacou que a luz do Evangelho “orienta o caminho dos povos e os guia à formação de uma grande família, na justiça e na paz, sob a paternidade do único Deus, bom e misericordioso”. Bento XVI pediu “que toda comunidade humana seja iluminada pela luz de Cristo” e “que seu Evangelho ajude as pessoas de todos os continentes a converter-se em uma grande família, para que todos os povos descubram em Deus um Pai que os ama”. Também invocou a intercessão de São Lucas evangelista, de São Francisco Savério, de Santa Teresa do Menino Jesus e de Nossa Senhora, “para que a Igreja possa continuar difundindo a luz de Cristo entre todos os povos”. No Dia Missionário Mundial, o Papa convidou também “todos os cristãos a um gesto material e espiritual de partilha para ajudar as jovens igrejas dos países mais pobres”. Após a oração do Ângelus, em sua saudação em língua francesa, afirmou que “Cristo no Evangelho nos recorda que o Filho do Homem veio para servir”. E destacou que “nossa fidelidade a Cristo não deve nos levar a procurar as honras, a notoriedade, a fama, mas nos convida a compreender e fazer compreender que a verdadeira grandeza se encontra no serviço e no amor ao próximo”.

Encontro Nacional de Pregadores, dias 15 a 18 de outubro, em Brasília.

Pregadores se reúnem em encontro nacional em Brasília A cidade de Brasília será sede do Encontro Nacional de Pregadores, que acontece de 15 a 18 de outubro. O encontro visa trazer sólidas formações, pregações, momentos de adoração e louvor, partilhas, testemunhos e um grande derramamento do Espírito Santo. “E movidos pelo Espírito Santo, sairão por todos os Estados do nosso imenso país anunciando o Evangelho com novo ardor, até conquistar o Brasil para Cristo”, adiantam os organizadores do evento. Pregadores confirmados: Marcos Volcan, Ironi Spuldaro, Lázaro Praxedes, Vicente Gomes, equipe nacional do Ministério de Pregação, coordenadores estaduais do Ministério de Pregação, e pregadores de todo o Brasil. Você não pode ficar de fora deste momento de graça! Marchemos! Faça a sua inscrição pelo site www.rccbrasil.com.br Valores da inscrição: - Até o dia 18/09: R$30,00; - Após esse prazo: R$45,00. Atenção: Hospedagem e alimentação não estão inclusas no valor da inscrição. Confira algumas sugestões de locais para hospedagem no site da rcc Brasil.

Encontro reunirá pregadores da Renovação Carismática Católica de todo o Brasil

De 15 a 18 de outubro, um grande exército de pregadores marchará para Brasília-(DF), para lá receber: sólida formação, pregações, momentos de adoração e louvor, partilha, testemunhos e um grande derramamento do Espírito Santo.

E movidos pelo Espírito Santo, sairão por todos os Estados do nosso imenso país anunciando o Evangelho com novo ardor, até conquistar o Brasil para Cristo!

Você não pode ficar de fora deste momento de graça!

Marchemos!

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Bebamos com alegria a sóbria profusão do Espírito

“Bebamos com alegria a sóbria profusão do Espírito”. (Santo Ambrósio).

O encontro de pentecostes foi realizado na tarde de sábado do dia 30 e na manhã de domingo do dia 31 de maio. Foi um momento de experiência de Deus, não necessariamente de ensino. Tivemos a graça de ver como os cristãos do século IV eram cheios da graça de Deus e nos propusemos a abrir nossos corações para “Beber da sóbria profusão do Espírito” como nos indica santo Ambrósio (um grande santo deste período) através de seus escritos. Caminhar com estes grandes santos da nossa igreja (Santo Ambrósio, Santo Agostinho, Santo Inácio de Antioquia, e outros) levou-nos também a “embriagar-nos” deste mesmo Espírito que os fez santos.

Entendemos que esta “sóbria embriaguez” não nos tira deste mundo, não nos aliena, mas, coloca-nos arraigados em Cristo Jesus. Esta adesão ao Senhor Jesus leva-nos a uma perseverança mesmo em meio a cruzes, porque o cristão não está isento delas e a graça da efusão do Espírito nos ensina a levá-las com grande entusiasmo, que é um sentimento próprio daquele que bebeu da “fonte da vida”.

Aquele que se “embriaga” do Espírito de Deus adquire carismas e vai para a missão, ou seja, lança-se no mundo para realizar a vontade de Deus e fazer o seu reino crescer. Foi com grande alegria que vivemos este momento de pentecostes que foi único e irrepetível. Aqui lançamos o nosso agradecimento a Deus por tal privilégio.

Lucienne Sena

Veja as fotos do Encontro de Servos

Encontro de Servos (Pentecostes) 2009

Faça o download das pregações do Encontro de Servos

Sábado (30/05/09) -> Tarde (14:00)
Bebamos com alegria a sóbria profusão do Espírito

Domingo (31/05/09) -> Manhã (08:15)
Oração da Manhã

Domingo (31/05/08) -> Manhã (10:45)
Efusão Cruz e Missão

Evangelho da Semana: Jo 15, 1-8

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

A VIDEIRA E OS RAMOS

Nossa caminhada agora é rumo a Pentecostes, uma certeza vai invadir o meu e o seu coração dizendo-nos para que fiquemos em Jerusalém e esperemos o cumprimento da palavra. Nesta semana, a nossa reflexão passa pelo chamado a produzir frutos unidos a videira.

Evangelho de 10/05/09 – Jo 15, 1-8

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

1. Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará;

2. e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto.

3. Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado.

4. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim.

5. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.

6. Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á.

7. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito.

8. Nisto é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

PASCOA!

São Máximo de Turim, define a Páscoa como uma passagem “dos pecados à santidade, dos vícios à virtude, da velhice à juventude, que se entende não em idade, mas em simplicidade. Éramos de fato decadentes pela velhice dos pecados, mas pela ressurreição de Cristo fomos renovados na inocência das crianças” [1]

Eu sou a videira verdadeira…

Desejo iniciar a reflexão desta semana com a ajuda do pregador da casa pontifícia o Frei Raniero Cantalamessa OFM[2].

Em seu ensinamento Jesus parte com freqüência de coisas familiares para todos que lhe escutam. Desta vez nos fala com a imagem da videira.Jesus expõe dois casos. O primeiro, negativo: a videira está seca, não dá fruto, assim é cortada e deixada; o segundo, positivo: a videira está ainda viva e sã, então é podada.

Já este contraste nos diz que a poda não é um ato hostil para com a videira. O vinhateiro espera ainda muito dela, sabe que pode dar frutos, tem confiança nela. O mesmo ocorre no plano espiritual. Quando Deus intervém em nossa vida com a cruz, não quer dizer que esteja irritado conosco. Justamente o contrário.Mas, por que o vinhateiro poda a videira e faz «chorar», como se costuma dizer, à vinha? Por um motivo muito simples: se não é podada, a força da vinha se desperdiça, dará talvez mais frutos que o devido, com a conseqüência que nem todos amadureçam e de que descenda a graduação do vinho. Se permanecer muito tempo sem ser podada, a vinha até se assilvestra e produz só uvas silvestres.

O mesmo ocorre em nossa vida. Viver é eleger, e eleger e renunciar. A pessoa que na vida quer fazer demasiadas coisas, ou cultiva uma infinidade de interesses e de afeições, se dispersa; não sobressairá em nada. Deve-se ter o valor de fazer eleições, de deixar à parte alguns interesses secundários para concentrar-se em outros primários.

Podar! Isto é ainda mais verdadeiro na vida espiritual. A santidade se parece com a escultura.

Leonardo da Vinci definiu a escultura como «a arte de tirar». As outras artes consistem em colocar algo: cor na tela na pintura, pedra sobre pedra na arquitetura, nota após nota na música. Só a escultura consiste em tirar: tirar os pedaços de mármore que estão demais para que surja a figura que se tem na mente. Também a perfeição cristã se obtém assim, tirando, fazendo cair os pedaços inúteis, ambições, projetos e tendências carnais que nos dispersam por todas as partes e não nos deixam acabar nada.

Um dia, Miguelangelo, passando por um jardim de Florença, viu, em uma esquina, um bloco de mármore que surgia desde debaixo da terra, meio coberto de mato e barro.

Parou, como se tivesse visto alguém, e dirigindo-se aos amigos que estavam com ele exclamou: «Nesse bloco de mármore está encerrado um anjo; devo tirá-lo para fora». E armado de cinzel começou a trabalhar aquele bloco até que surgiu a figura de um belo anjo.

Também Deus nos olha e nos vê assim: como blocos de pedra ainda disformes, e diz para si: «Aí dentro está escondida uma criatura nova e bela que espera sair à luz, mais ainda, está escondida a imagem de meu próprio Filho Jesus Cristo [nós estamos destinados a «reproduzir a imagem de seu Filho» (Rm 8, 29. Ndt)]; quero tirá-la para fora!». Então o que faz? Toma o cinzel, que é a cruz, e começa a trabalhar; toma as tesouras de podar e começa a fazê-lo. Não devemos pensar que serão cruzes terríveis! Normalmente Ele não acrescenta nada ao que a vida, por si só, apresenta de sofrimento, fadiga, tribulações; só faz que todas estas coisas sirvam para nossa purificação. Ajuda-nos a não desperdiçá-las.

Podados para produzir fruto

Nossa vocação é produzir frutos. Mas qual tipo de frutos temos produzido? Frutos do espírito, ou frutos da carne? (cf. Gal 5 16-26).

Nosso querido João Paulo II[3] nos ajuda a refletir dizendo: O vinhateiro irá cortar na sua vinha os rebentos maus. Se não o fizesse e se os deixasse no ramo bom, a vinha só daria um vinho azedo e de má qualidade. Assim deve fazer o homem nobre: deve podar-se a si próprio de tudo o que está desordenado, cortar pela raiz todos os seus modos de ser e as suas inclinações, quer se trate de alegria ou de dor, quer dizer, cortar os defeitos, e isso não importuna nem a cabeça, nem o braço, nem a perna.

Mas retém a faca até teres visto o que deves cortar. Se o vinhateiro não conhece a arte da poda, cortará tudo, tanto o ramo bom que deve em breve dar a uva como a ramo mau, e ele arruinará o vinhedo. Assim fazem certas pessoas. Não conhecem o ofício. Deixam os vícios, as más inclinações no fundo da natureza, podando e cortando rente a pobre da natureza em si mesma. A natureza em si mesma é boa e nobre: o que você quer cortar ai? No tempo da vinda dos frutos, quer dizer, da vida divina, vai ter apenas uma natureza arruinada.

Eu sou a videira; vós, os ramos

Ser ramo é algo bastante difícil, pois a única fonte de alimentação que o ramo tem é a seiva vinda do tronco, ou seja, é preciso união ao tronco da videira para dela recebermos toda a seiva do Espírito Santo.

É esta seiva que produzirá em nós fiéis devotos toda a vida e viscosidade necessária para a ornamentação do mundo. Sem esta “graça” o ramo morre, seca, fenece e naturalmente não cumpre com a sua missão. E já fomos alertados por Jesus que fomos constituídos para que produzíssemos frutos e que nosso fruto permaneça.

PORTANTO NEM PENSAR EM PRODUZIR FRUTOS SEM ESTAR VINCULADOS Ã VIDEIRA.

Santa Edith Stein[4] refletindo sobre a nossa união a Cristo (a videira) diz: No que diz respeito à Igreja, a concepção mais acessível ao espírito humano é a de uma comunidade de crentes. Quem crê em Jesus Cristo e no Seu evangelho, e espera o cumprimento das Suas promessas, quem se encontra ligado a Ele por um sentimento de amor e obedece aos Seus mandamentos, deve estar unido a todos quantos partilham o mesmo espírito por uma profunda comunhão espiritual e uma ligação de amor. Aqueles que seguiram o Senhor durante a Sua passagem pela terra foram os primeiros sarmentos da comunidade cristã; foram eles que a difundiram e que transmitiram em herança, na sucessão dos tempos, até aos nossos dias, as riquezas da fé de onde retiravam a respectiva coesão.

Mas até uma comunidade humana natural pode ser já muito mais do que uma simples associação de indivíduos distintos; pode ser uma estreita harmonia que vai a ponto de se tornar uma unidade orgânica; o mesmo se aplica ainda com maior verdade à comunidade sobrenatural que é a Igreja. A união da alma com Cristo é diferente da comunhão entre duas pessoas terrenas; esta união, iniciada no Batismo e constantemente reforçada pelos outros sacramentos, é uma integração e um arremesso de seiva, como nos diz o símbolo da videira e dos ramos. Este ato de união com Cristo pressupõe uma aproximação membro a membro entre todos os cristãos. Assim, a Igreja toma a figura do Corpo Místico de Cristo. Esse corpo é um corpo vivo e o espírito que o anima é o Espírito de Cristo que, partindo da cabeça, se comunica a todos os membros (Ef 5, 23.30); o espírito que emana de Cristo é o Espírito Santo, e a Igreja é por isso templo do Espírito Santo (Ef 2, 21-22).

Reflexão final

Jesus é verdadeira videira em quem devemos estar ligados, ao contrário do que se ensina em muitas realidades acadêmicas.

A nós compete darmos testemunhos das palavras de Jesus no âmbito universitário, pois estamos plantados nesta realidade e, portanto nela somos chamados a manifestar o esplendor da doutrina de Cristo. Nosso autentico testemunho na universidade será fruto de uma profunda e íntima ligação/adesão a Cristo e suas palavras.

Só existe uma forma de externarmos o quanto o tronco da arvore onde estamos inseridos é forte, vigoroso, profundo, robusto,… É produzindo frutos que sejam de fato alimentos, galhos que sejam sombra/acolhida aos nossos irmãos, aos membros da comunidade acadêmica.

A unidade a verdadeira videira, nos oferece a seiva de Cristo, ou seja, o Espírito Santo. O Batismo no Espírito Santo também pode ser visto desta ótica, se permanecemos unidos a Cristo. Ele cumprirá indubitavelmente a sua promessa e então seremos plenos do Espírito.

E para produzir-se frutos saborosos é necessária a poda, acolher a poda de Deus em nossa vida é sinal de maturidade na fé e desejo de crescimento espiritual.

Amados por melhores que sejam as teses da academia, é preciso que nós aprendamos com Jesus que “Sem mim nada podeis fazer”. É necessário que nós, evangelizadores da realidade universitária, aprendamos isso. Caso contrário muito do nosso esforço evangelizador poderá ser em vão.

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

[1] S. Massimo di Torino, Sermo de Sancta Pascha, 54,1 (CC 23, p. 218).

[2] Raniero Cantalamessa OFM- Comentários da liturgia. V Domingo da Páscoa, Ano B, 2006. Traduzido por Zenit.

[3] João Paulo II – Discurso no Conselho da Europa, em 05/08/1988.

[4] Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa – A mulher e o seu destino, coletânea de seis conferências

Propagando a cultura de Pentecostes

No nosso tempo, ávido de esperança, fazei com que o Espírito Santo seja conhecido e amado. Assim, ajudareis a fazer que tome forma aquela ‘cultura do Pentecostes’, a única que pode fecundar a civilização do amor e da convivência entre os povos. Com insistência fervorosa, não vos canseis de invocar: ‘Vem, ó Espírito Santo! Vem! Vem!’.” (João Paulo II). Pentecostes é uma graça constitutiva do grande mistério pascal. Faz parte dele. Isto é, sem o dom do Espírito – sua efusão –, dado como cumprimento da promessa de Deus para estar “com” os homens e “nos” homens (diferentemente do modo como Ele estivera presente no mundo até o dia de Pentecostes), a graça da salvação realizada por Cristo na Sua missão, não avançaria… “…Sem o Espírito não é possível ver o Filho de Deus, e, sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, pois o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se faz pelo Espírito Santo” (Santo Irineu) Promover, portanto, o conhecimento, a abertura e o culto ao Espírito Santo, é, essencialmente, promover a possibilidade do encontro das pessoas com a Pessoa e a obra de Jesus Cristo, Senhor e Salvador. Que nos leva ao Pai, fonte e acabamento de nossas vidas. Essa cultura de pentecostes se põe hoje para nós na mesma medida em que fora colocada para os apóstolos, os cristãos da primeira hora. Ela se faz necessária para reagirmos aos tempos difíceis de propagação e manutenção da nossa fé. Para enfrentar o que está aí, Deus providenciou tempos de um novo Pentecostes para nós. Inúmeros são os sinais. Como sempre, Deus capacita alguns a assumir a tarefa de ser instrumentos a serviço de cada específico propósito Seu. Claro que não de maneira exclusiva, mas não há como negar que fomos (RCC) sendo talhados, nessas quatro décadas, para essa tarefa de promover o interesse pela cultura de Pentecostes. Em coerência com a sua identidade e alinhando-se aos “rogos” que de todos os recantos vem subindo aos céus pedindo por tempos de um “NOVO PENTECOSTES”, a Renovação Carismática Católica do Brasil –, comungando com o Projeto “Pentecostes para as Nações” que desde o ano passado foi proposto pelo Escritório Internacional da RCC – o ICCRS –, dá continuidade ao seu Projeto CELEBRANDO PENTECOSTES, que nada mais é que a propagação da cultura de pentecostes em nosso meio, objetivando a construção da civilização do amor. Assim, passaremos da simples “reflexão” à ação pró-ativa que nos possibilitará darmos nossa contribuição à grande ação evangelizadora proposta pela Igreja na América Latina e no mundo, e tornar propício o terreno onde a graça do derramamento de um novo Pentecostes poderá acontecer entre nós. Cada um deve se perguntar: o que é que eu, enquanto líder, servo, coordenador de Grupo de Oração, de cidade, de região, de paróquia, de vicariato, de setor, de diocese, de estado, membro de comunidade ou de Grupo de Oração, posso, efetivamente, concretamente – fazer para colaborar com a difusão da espiritualidade de Pentecostes, e o estabelecimento de sua cultura? “A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum”. Que ninguém, pois, permaneça indiferente ao Projeto Celebrando Pentecostes; que ninguém fique “assistindo” o operar do Espírito na vida dos outros; que ninguém deixe de apresentar-se como “operário da 1ª hora” para colaborar nessa tarefa que é de todos nós. Que cada um estabeleça como meta própria, o reavivamento de seu “Pentecostes pessoal”, em que os que já fizemos a experiência da efusão do Espírito trataremos de permanecer atentos à possibilidade de uma repleção continua, garantida pelo Batizador (CIC 667; Ef 5,18). E que se cumpra em nós aquilo que Elena Guerra, a “Apóstola do Espírito Santo dos tempos modernos”, predisse: “Que o coração de cada um de nós se torne um novo e verdadeiro Cenáculo no qual o Espírito Santo habite como o mais doce dos hóspedes e o mais fiel dos amigos”. Fonte: www.rccbrasil.org.br

Evangelho da Semana: Lc 24, 35-48

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Fernando Galvani

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

ABRIU-SE LHES ENTÃO O ESPÍRITO

Nossa caminhada agora é rumo a Pentecostes, uma certeza vai invadir o meu/seu coração dizendo-nos para que fiquemos em Jerusalém e esperemos o cumprimento da palavra.

Evangelho de 26/04/09 – Lc 24, 35-48

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

35. Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.

36. Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: A paz esteja convosco!

37. Perturbados e espantados, pensaram estar vendo um espírito.

38. Mas ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que essas dúvidas nos vossos corações?

39. Vede minhas mãos e meus pés, sou eu mesmo; apalpai e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que tenho.

40. E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés.

41. Mas, vacilando eles ainda e estando transportados de alegria, perguntou: Tendes aqui alguma coisa para comer?

42. Então ofereceram-lhe um pedaço de peixe assado.

43. Ele tomou e comeu à vista deles.

44. Depois lhes disse: Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos.

45. Abriu-lhes então o espírito, para que compreendessem as Escrituras, dizendo:

46. Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia.

47. E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.

48. Vós sois as testemunhas de tudo isso.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

PASCOA!

São Máximo de Turim, define a Páscoa como uma passagem “dos pecados à santidade, dos vícios à virtude, da velhice à juventude, que se entende não em idade, mas em simplicidade. Éramos de fato decadentes pela velhice dos pecados, mas pela ressurreição de Cristo fomos renovados na inocência das crianças” [1]

Partir o pão

Amados, algo fantástico pra nossa vida espiritual é o fato de um Deus escolher permanecer entre os seus filhos, servos, amigos, seguidores,… Esta graça acontece no sacramento da comunhão.

Muitos de nós na realidade universitária desejamos isso e o fazemos por força do Espírito Santo, para compreender melhor a palavra as coisas do alto. Desejo-lhes encorajar a buscarem maior vida eucarística, pois nesta, encontraremos a graça do entendimento das coisas espirituais em nossa vida, caminhada, história.

Muitos questionamentos nos ocorrem no dia a dia da universidade, pois faz parte do desejo do homem encontrar-se com a verdade, como dizia João Paulo II [2] “Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo´O e amando´O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio”

Se desejamos reconhecer Jesus, sabermos mais sobre Ele, suas palavras e sobre nós mesmos temos a oportunidade de o fazermos no sacramento da comunhão, ou seja, na partilha do pão.

AMADOS, SEJAMOS UNIVERSITÁRIOS EUCARISTICOS!NA PARTILHA DO PÃO, NOSSO AMADO SENHOR SEMPRE SE DARÁ A RECONHER POR NÓS, MESMO DIANTE DE TODO MEDO, E INSEGURANÇA QUE A VIDA POSSA NOS PROPOR.

Nada poder ser mais valioso na vida do fiel que a partilha do pão. Não tem GOU, nem outra forma de atividade que seja mais sustentáculo para a nossa caminha religiosa na universidade do que a partilha do pão.

Ainda pode-se abrir outra linha de reflexão sobre a partilha do pão da palavra de Deus, onde nossos irmão serão alimentados somente se partilharmos o pão da palavra, se anunciarmos, testemunharmos quem é Jesus em nossa vida, como o conhecemos, como nos relacionamos com Ele.

Jean Vanier [3] um escritor francês escreveu sobre a importância da partilha da palavra, da vida, para pessoas que desejam viver em comunidade. A comunidade acadêmica tem fome do pão que revela Jesus, que revela a verdade e isso nossos GOU podem oferecer como forma de partilha do pão.

OFEREÇAMOS SEM MEDO O NOSSO TESTEMUNHO, A NOSSA AMIZADE, O NOSSO SERVIÇO, NOSSA ACOLHIDA, NOSSOS DONS… PARTILHANDO ISSO TAMBÉM ESTAREMOS PARTILHANDO O PÃO E A ACADEMIA RECONHECERÁ TAMBÉM JESUS EM NÓS E NOSSOS ATOS.

A paz esteja convosco

A paz é um fruto do Espírito Santo e um dos desejos mais antigos de Jesus, que foi enfático ao desejar este estado de alma, mais de uma vez ao aparecer aos discípulos.

Desejo ser portador da paz de Jesus? Da concórdia? Ou tenho sido instrumento de intrigas, fuxicos, desentendimentos, q… Que geram o desconforto das pessoas e entre elas?. A paz que é tão sonhada só chegará até nós quando ouvirmos a voz do Senhor.

SE DESEJAR A PAZ, EU DEVO CAMINHAR COM MEUS PASSOS PAUTADOS NA PALAVRA DE DEUS, NEM PRA DIREITA E NEM PRA ESQUERDA, MAS ENCIMA DO LIVRO DA LEI. (cf. Js 1, 7)

Por que estais perturbados?

Se Jesus nos aparecesse agora, qual pergunta Ele nos faria? Por que estais perturbados? Se minha alma se encontra perturbada pode estar realçando a incerteza da ressurreição de Jesus e, não acredite que Ele esteja vivo. Coloco minha segurança nas pessoas, nas coisas, e acabamos frustrados.?

Algumas vezes depositamos nossa confiança em um colega, em professor,… e nos vemos frustrados, pois nos vemos sozinhos na resolução de nossas dificuldades.

Mas tenhamos a certeza de que em todas circunstancias o SENHOR esta conosco e se Ele jamais nos desamparou até aqui, por que o faria neste momento?

Deus é fiel e sabe das necessidades dos seus filhos e se nEle ancoramos o nosso coração, nEele teremos a segurança necessária para avançarmos em nossos objetivos na universidade e, na vida.

Ao perceber o seu coração perturbado, é grande oportunidade de pedir socorro ao Espírito Santo, pedindo o dom da Fé.

JESUS RESSUCITOU! ALELUIA! ESSA É A MAIOR RIQUEZA DA NOSSA FÉ. VIVAMOS ESTA GRAÇA E NADA DE PERTURBAÇÕES EM NOSSA VIDA.

Abriu-lhes então o espírito

Acredito firmemente que uma das coisas que Deus mais deseja realizar entre nós, principalmente na universidade é uma abertura de espírito, ou seja, de entendimento da sua palavra.

Nesta caminhada da Páscoa rumo a PENTECOSTES é o tempo oportuno para planejarmos as novenas de Pentecostes, de organizarmos atividades que permitam o Espírito Santo ser mais conhecido, mais amado, acolhido entre nós e no âmbito universitário, pois.

Pois o entendimento das escrituras e das coisas do alto, a ousadia, o destemor, o desassombro foram frutos colhidos pelos discípulos e o povo de Deus após Pentecostes.

Antes de ser Batizado no Espírito Santo (BES), era bem mais difícil compreender as linhas da palavra, muitas vezes como era recalcitrante[m1] no entendimento do que Deus desejava para a minha vida. Depois do BES as coisas ficaram bem mais tranqüilas e ainda o desejo em meu coração de buscar a compreensão, o entendimento aumentou e a cada passo avançado meu coração se enche de alegria. Com 27 anos de caminhada ainda me delicio com esta graça. Ao refletir em uma passagem, o socorro do Espírito Santo ao meu entendimento vem de forma concreta e posso testemunhar como na leitura de hoje. A compreensão das escrituras acontece de fato. ALELUIA!

AMADOS, JESUS DESEJA DAR SE A CONHECER A TODOS NÓS E ATRAVÉS DE NÓS, EM NOSSOS AMBIENTES DE TRABALHO E DE ESTUDOS.

As pessoas têm fome da palavra de Deus, não tenhamos medo de partilhar o fruto da nossa oração rezada com a palavra (Lectio Divina), de nossa reflexão, PARTILHEMOS!

Reflexão final

Entramos em um novo tempo litúrgico, a PASCOA, que nos convida a dizer com todas as nossas forças: JESUS RESSIUSCITOU, ALELUIA!

A partilha do pão é forma concreta e real de termos o Verbo de Deus entre nós. SEJAMOS UNIVERSITÁRIOS EUCARISTICOS e teremos a oportunidade de sempre reconhecermos JESUS.

Páscoa é tempo de alegria e paz. Ao aparecer aos discípulos, Jesus desejava que a PAZ estivesse entre eles e com eles. Sejamos verdadeiros portadores da paz de Cristo.

Coração perturbado é sinal de coração longe de Deus. Sempre Jesus traz a paz, a segurança, à alegria, a bondade, o serviço. Jesus é o Deus conosco e não um fantasma, uma lenda, um personagem da história. JESUS É DEUS! E NOSSO AMIGO, CREIA NELE!

A convivência com Jesus ressuscitado, mesmo que pequena já foi suficiente para abrir o entendimento dos discípulos, e assim também deverá acontecer conosco. SE DESEJAMOS ENTENDER, CONHECER, mais a Jesus é só nos relacionarmos com ELE.

Pentecostes já chegou, é tempo de viver em plenitude a vida no Espírito. Sem medo e com todos os seus dons e frutos.

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

[1] S. Massimo di Torino, Sermo de Sancta Pascha, 54,1 (CC 23, p. 218).
[2] Carta Encíclica Fides Et Radio
[3] Comunidade, lugar do perdão e da festa – Ed. Paulinas, 1982.

Universidade Mariana de Pentecostes

Denis Duarte
Licenciado em Letras - UFV; Especialista em Bíblia - UNESP; e Mestrando em Ciências da Religião - UNESP
E-mail: denisufv@yahoo.com.br
Site: http://www.denisduarte.com/
Fernando Galvani

A partir do dia 1º de Maio, como de costume na Igreja, veneramos com especial atenção a Virgem Maria Santíssima. E no dia 31, último dia desse mesmo mês, celebraremos a grande festa de Pentecostes. Essas datas são significativas. O fato do mês de Maria que se inicia no dia 1º se encerrar com a Festa de Pentecostes pode nos indicar que a Rainha dos Apóstolos quer nos preparar para recebermos o Espírito Santo.

Maria viveu justamente isso. Ela experimentou antecipadamente a vinda do Espírito Santo e ensinou-nos como agir a partir da ação desse Espírito. O Pentecostes, que aconteceria somente após a ressurreição e ascensão de Jesus, ela o experimentou bem antes, no momento da anunciação: O Anjo lhe disse: O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo vai te cobrir com sua sombra (Lc 1,35a). E sob a ação desse Espírito colocou-se imediatamente a viver de modo intenso a missão que foi a ela confiada.

Tanto é verdade, que Jesus foi o primeiro aluno dessa Universidade. Pois antes de enfrentar as tentações do deserto e a partir dali começar a sua vida pública, a missão para a qual o Pai lhe enviou, ele foi primeiramente até João Batista para ser batizado e receber o Espírito Santo descido do céu (Mt 3-4).

Nesse mês de maio precisamos aprender com Maria sobre a necessidade de recebermos esse Espírito Santo para que consigamos cumprir a missão que é a nós confiada nessa terra. Aprendendo isso temos ainda que nos atentarmos para a vida da Virgem que nos mostra também a como vivermos no dia-a-dia essa missão:

Recebendo o Espírito Santo Maria não ficou em casa esperando a barriga crescer; nove meses se passarem e assim Jesus nascer. Mas ela se pôs imediatamente em prol da missão. Ela não esperou. Colocou-se a serviço.Viajou uma longa distância até a casa de sua parenta que precisava de ajuda. Lá anunciou a sua família da vinda de Jesus. Colocou seus dons a favor de Isabel. E sobretudo, levou aos outros àquela graça que havia acabado de experimentar: Ora, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre e Isabel ficou repleta do Espírito Santo (Lc 1,41).

Pela Universidade Mariana de Pentecostes também passaram outros alunos – os discípulos de Jesus que, aos cuidados de mãe tão zelosa, esperavam a vinda do Espírito Santo em Pentecostes e que após a essa vinda, saíram do cenáculo e, a exemplo de Maria, se colocaram a serviço e passaram a levar essa mesma graça aos outros.

Precisamos também nós, deixarmo-nos educar por essa Universidade. Você que é aluno deixe-se guiar por tão sábia mestra; você que é pesquisador siga os métodos daquela a quem foram revelados mistérios tão profundos; você que é professor, como Maria ensine com as palavras e com a vida; você que é profissional execute suas funções como aquela que não mediu esforços no trabalho na casa de Isabel; você que é mãe eduque seu filho como Maria educou Jesus; e todos nós que somos filhos e filhas nos entreguemos nos braços dessa doce e educadora mãe.

Que ao final do mês de maio, a partir da ação de Pentecostes em nós, descubramos verdadeiramente qual a nossa missão particular nesse mundo e que durante esse mês, e através dos ensinamentos de Maria, peçamos, os dons de serviço dados a nós pelo Espírito Santo pelas mãos da dispensadora de todos os dons como nos mostra São Luís Grignion de Monfort:

Deus Espírito Santo comunicou a Maria, sua fiel esposa, seus dons inefáveis, escolhendo-a para dispensadora de tudo que ele possui. Deste modo ela distribui seus dons e suas graças a quem quer, quanto quer, como quer e quando quer, e dom nenhum é concedido aos homens, se não passe por suas mãos virginais.

Sob os cuidados da Sagrada Família – pela intercessão de São José Operário o qual celebramos no primeiro dia de Maio, peçamos a Jesus que derrame sobre nós o seu Espírito Santo e que pelas mãos da Virgem Maria esse Espírito nos conceda os seus dons, para que assim sejamos verdadeiramente formados na Universidade Mariana de Pentecostes!