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RCC Viçosa – Renovação Carismática Católica de Viçosa
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Na terceira vela temos a esperança a crepitar Nossa fé se realiza, é Jesus quem vai chegar

Michele da Silva Pinto
Serva atuante da RCC Viçosa, pertencente ao Grupo de Oração “Cenáculo do Senhor”
E-mail: mimenorddd@yahoo.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com

Neste 3º domingo do advento, celebramos a alegria da espera, na certeza da chegada dAquele que se espera. É o domingo da alegria, muito bem visualizado na 2ª leitura quando São Paulo diz: “Alegrai-vos no Senhor… O Senhor está próximo” (Fl 4a. 5b). Esse é o ponto forte desta celebração.

No evangelho João responde a um questionamento de diferentes pessoas depois que eram batizadas: “O que devemos fazer?”. Pergunta difícil de fazer, pois podemos não gostar da resposta. A atitude de batizados não condiz com a injustiça, com o egoísmo, com a tristeza, com o orgulho e tantos outros maus… então, em muitas situações devemos mudar totalmente de postura… e para isso devemos sempre perguntar ao Senhor o que devemos fazer.

João veio preparar os caminhos do Senhor na verdade e nós que vivemos na plenitude dos tempos como temos preparado os caminhos do Senhor para sua segunda vinda? Se ainda não tínhamos pensado nisso antes… hoje é tempo de não só pensar, mas de viver intensamente a espera ativa no Senhor que vem nos salvar. Dificil é! Mas o importante é não desisitir!!!!

Caríssimos irmãos , como disse o profeta Sofonias: “Canta de alegria, cidade de Sião… alegra-te e exulta de todo o coração…Não temas Sião, não te deixes levar pelo desanimo! O Senhor teu Deus, está mo meio de ti”

Forte abraço!! Feliz e Santo Natal!!!

Ministério de Fé e Política da RCC realiza encontro nacional

Com o tema: “Ai de mim se eu não anunciar o evangelho” (I Cor.9.16), acontece de 28 a 30 de agosto, no Auditório São Paulo, na Canção Nova, o V Encontro Nacional Católico para Magistrados, Membros do Ministério Público e suas famílias.

O evento terá como pregadores: Ironi Spuldaro, membro da Comissão Nacional da RCC; Prof. Felipe Aquino, Comunidade Canção Nova; Pe. Cledimar Moreira, Comunidade Canção Nova; Eliana Ribeiro, Comunidade Canção Nova e juristas renomados.

Informação e inscrição pelo site: www.encontrocatolico.com.br

Felizes os que crêem sem terem visto

Evangelho segundo S. João 20,24-29.

Tomé, um dos Doze, a quem chamavam o Gémeo, não estava com eles quando Jesus veio. Diziam-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor!» Mas ele respondeu-lhes: «Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito.» Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez dentro de casa e Tomé com eles. Estando as portas fechadas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: «A paz seja convosco!» Depois, disse a Tomé: «Olha as minhas mãos: chega cá o teu dedo! Estende a tua mão e põe-na no meu peito. E não sejas incrédulo, mas fiel.» Tomé respondeu-lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» Disse-lhe Jesus: «Porque me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto».

Comentado por Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja Sermão 88

A fraqueza dos discípulos era tão grande que, não satisfeitos em verem o Senhor ressuscitado, quiseram ainda tocar-Lhe para acreditarem n’Ele. Não lhes bastava ver com os seus próprios olhos, ainda quiseram aproximar as suas mãos dos Seus membros e tocar nas cicatrizes das Suas feridas recentes. Foi após ter tocado e reconhecido as cicatrizes, que o discípulo incrédulo exclamou: «Meu Senhor e meu Deus!» Essas cicatrizes revelavam Aquele que curava todas as feridas dos outros. Não teria o Senhor podido ressuscitar sem cicatrizes? Mas no coração dos seus discípulos, Ele via feridas que as cicatrizes que conservara no Seu corpo deviam sarar.

E que responde o Senhor a esta confissão de fé do seu discípulo que diz: «Meu Senhor e meu Deus»? «Porque Me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto.» De quem fala Ele, meus irmãos, se não de nós? E não apenas de nós mas também daqueles que virão depois de nós. Porque, pouco tempo depois, quando Ele escapou aos olhares mortais para fortalecer a fé nos seus corações, todos aqueles que se tornaram crentes creram sem terem visto, e a sua fé tinha um grande mérito: para a obterem, eles aproximaram d’Ele, não uma mão que queria tocar, mas apenas um coração afectuoso.

Propagando a cultura de Pentecostes

No nosso tempo, ávido de esperança, fazei com que o Espírito Santo seja conhecido e amado. Assim, ajudareis a fazer que tome forma aquela ‘cultura do Pentecostes’, a única que pode fecundar a civilização do amor e da convivência entre os povos. Com insistência fervorosa, não vos canseis de invocar: ‘Vem, ó Espírito Santo! Vem! Vem!’.” (João Paulo II). Pentecostes é uma graça constitutiva do grande mistério pascal. Faz parte dele. Isto é, sem o dom do Espírito – sua efusão –, dado como cumprimento da promessa de Deus para estar “com” os homens e “nos” homens (diferentemente do modo como Ele estivera presente no mundo até o dia de Pentecostes), a graça da salvação realizada por Cristo na Sua missão, não avançaria… “…Sem o Espírito não é possível ver o Filho de Deus, e, sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, pois o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se faz pelo Espírito Santo” (Santo Irineu) Promover, portanto, o conhecimento, a abertura e o culto ao Espírito Santo, é, essencialmente, promover a possibilidade do encontro das pessoas com a Pessoa e a obra de Jesus Cristo, Senhor e Salvador. Que nos leva ao Pai, fonte e acabamento de nossas vidas. Essa cultura de pentecostes se põe hoje para nós na mesma medida em que fora colocada para os apóstolos, os cristãos da primeira hora. Ela se faz necessária para reagirmos aos tempos difíceis de propagação e manutenção da nossa fé. Para enfrentar o que está aí, Deus providenciou tempos de um novo Pentecostes para nós. Inúmeros são os sinais. Como sempre, Deus capacita alguns a assumir a tarefa de ser instrumentos a serviço de cada específico propósito Seu. Claro que não de maneira exclusiva, mas não há como negar que fomos (RCC) sendo talhados, nessas quatro décadas, para essa tarefa de promover o interesse pela cultura de Pentecostes. Em coerência com a sua identidade e alinhando-se aos “rogos” que de todos os recantos vem subindo aos céus pedindo por tempos de um “NOVO PENTECOSTES”, a Renovação Carismática Católica do Brasil –, comungando com o Projeto “Pentecostes para as Nações” que desde o ano passado foi proposto pelo Escritório Internacional da RCC – o ICCRS –, dá continuidade ao seu Projeto CELEBRANDO PENTECOSTES, que nada mais é que a propagação da cultura de pentecostes em nosso meio, objetivando a construção da civilização do amor. Assim, passaremos da simples “reflexão” à ação pró-ativa que nos possibilitará darmos nossa contribuição à grande ação evangelizadora proposta pela Igreja na América Latina e no mundo, e tornar propício o terreno onde a graça do derramamento de um novo Pentecostes poderá acontecer entre nós. Cada um deve se perguntar: o que é que eu, enquanto líder, servo, coordenador de Grupo de Oração, de cidade, de região, de paróquia, de vicariato, de setor, de diocese, de estado, membro de comunidade ou de Grupo de Oração, posso, efetivamente, concretamente – fazer para colaborar com a difusão da espiritualidade de Pentecostes, e o estabelecimento de sua cultura? “A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum”. Que ninguém, pois, permaneça indiferente ao Projeto Celebrando Pentecostes; que ninguém fique “assistindo” o operar do Espírito na vida dos outros; que ninguém deixe de apresentar-se como “operário da 1ª hora” para colaborar nessa tarefa que é de todos nós. Que cada um estabeleça como meta própria, o reavivamento de seu “Pentecostes pessoal”, em que os que já fizemos a experiência da efusão do Espírito trataremos de permanecer atentos à possibilidade de uma repleção continua, garantida pelo Batizador (CIC 667; Ef 5,18). E que se cumpra em nós aquilo que Elena Guerra, a “Apóstola do Espírito Santo dos tempos modernos”, predisse: “Que o coração de cada um de nós se torne um novo e verdadeiro Cenáculo no qual o Espírito Santo habite como o mais doce dos hóspedes e o mais fiel dos amigos”. Fonte: www.rccbrasil.org.br

Evangelho da Semana: Mc 15, 1-39

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Michele da Silva Pinto

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

Novo tempo Litúrgico

Neste final de semana entramos na semana santa, tempo de reflexão na paixão, morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. TEMPO DE PROFUNDA REFLEXÀO SOBRE O SOFRIMENTO DE JESUS, SUA MORTE COMO SINAL DE AMOR POR CADA UM DE NÓS E SUA RESSURREIÇÃO.

Sofrimento de Jesus, sua morte como sinal de amor por cada um de nós e sua ressurreição

Evangelho de 05/04/09 – Mc 15, 1-39

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

1. Logo pela manhã se reuniram os sumos sacerdotes com os anciãos, os escribas e com todo o conselho. E tendo amarrado Jesus, levaram-no e entregaram-no a Pilatos.

2. Este lhe perguntou: És tu o rei dos judeus? Ele lhe respondeu: Sim.

3. Os sumos sacerdotes acusavam-no de muitas coisas.

4. Pilatos perguntou-lhe outra vez: Nada respondes? Vê de quantos delitos te acusam!

5. Mas Jesus nada mais respondeu, de modo que Pilatos ficou admirado.

6. Ora, costumava ele soltar-lhes em cada festa qualquer dos presos que pedissem.

7. Havia na prisão um; chamado Barrabás, que fora preso com seus cúmplices, o qual na sedição perpetrara um homicídio.

8. O povo que tinha subido começou a pedir-lhe aquilo que sempre lhes costumava conceder.

9. Pilatos respondeu-lhes: Quereis que vos solte o rei dos judeus?

10. (Porque sabia que os sumos sacerdotes o haviam entregue por inveja.)

11. Mas os pontífices instigaram o povo para que pedissem de preferência que lhes soltasse Barrabás.

12. Pilatos falou-lhes outra vez: E que quereis que eu faça daquele a quem chamais o rei dos judeus?

13. Eles tornaram a gritar: Crucifica-o!

14. Pilatos replicou: Mas que mal fez ele? Eles clamavam mais ainda: Crucifica-o!

15. Querendo Pilatos satisfazer o povo, soltou-lhes Barrabás e entregou Jesus, depois de açoitado, para que fosse crucificado.

16. Os soldados conduziram-no ao interior do pátio, isto é, ao pretório, onde convocaram toda a coorte.

17. Vestiram Jesus de púrpura, teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na sua cabeça.

18. E começaram a saudá-lo: Salve, rei dos judeus!

19. Davam-lhe na cabeça com uma vara, cuspiam nele e punham-se de joelhos como para homenageá-lo.

20. Depois de terem escarnecido dele, tiraram-lhe a púrpura, deram-lhe de novo as vestes e conduziram-no fora para o crucificar.

21. Passava por ali certo homem de Cirene, chamado Simão, que vinha do campo, pai de Alexandre e de Rufo, e obrigaram-no a que lhe levasse a cruz.

22. Conduziram Jesus ao lugar chamado Gólgota, que quer dizer lugar do crânio.

23. Deram-lhe de beber vinho misturado com mirra, mas ele não o aceitou.

24. Depois de o terem crucificado, repartiram as suas vestes, tirando a sorte sobre elas, para ver o que tocaria a cada um.

25. Era a hora terceira quando o crucificaram.

26. A inscrição que motivava a sua condenação dizia: O rei dos judeus.

27. Crucificaram com ele dois bandidos: um à sua direita e outro à esquerda.

28. [Cumpriu-se assim a passagem da Escritura que diz: Ele foi contado entre os malfeitores (Is 53,12).

29. Os que iam passando injuriavam-no e abanavam a cabeça, dizendo: “Olá! Tu que destróis o templo e o reedificas em três dias,

30. salva-te a ti mesmo! Desce da cruz!”

31. Desta maneira, escarneciam dele também os sumos sacerdotes e os escribas, dizendo uns para os outros: Salvou a outros e a si mesmo não pode salvar!

32. Que o Cristo, rei de Israel, desça agora da cruz, para que vejamos e creiamos! Também os que haviam sido crucificados com ele o insultavam.

33. Desde a hora sexta até a hora nona, houve trevas por toda a terra.

34. E à hora nona Jesus bradou em alta voz: “Elói, Elói, lammá sabactáni?”, que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”

35. Ouvindo isto, alguns dos circunstantes diziam: “Ele chama por Elias!”

36. Um deles correu e ensopou uma esponja em vinagre e, pondo-a na ponta de uma vara, deu-lho para beber, dizendo: “Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo”.

37. Jesus deu um grande brado e expirou.

38. O véu do templo rasgou-se então de alto a baixo em duas partes.

39. O centurião que estava diante de Jesus, ao ver que ele tinha expirado assim, disse: “Este homem era realmente o Filho de Deus”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

És tu o rei do Judeus?

A resposta de Jesus a este questionamento foi apenas um sim, da mesma forma como Maria respondeu ao apelo do anjo. Então, neste contexto o próprio Jesus dá testemunho de quem ELE é.

E para mim, quem é realmente Jesus? É Ele realmente o Rei? Alguém por quem tenho feito a minha opção de servir? Sim, Jesus é também nosso rei, não apenas dos judeus. Primeiramente, é Deus porque deu seu sangue, sua vida pela minha/sua/nossa salvação. É Ele que nos batiza no Espírito Santo.

Se Ele é o nosso rei, merece um espaço de rei em nossas vidas, devemos gastar tempo com Ele, nos envolver com o seu reino, com seus valores, e também saber o que Ele nos oferece, seus feitos, poderes, para assim acolhê-lo realmente como rei.

Se de nossos ídolos sabemos muito, mantemos muitas coisas que nos remetem a eles, vamos ao seu encontro, fazemos coisas inacreditáveis para estarmos com eles, imagine-se então o que deveremos fazer para estarmos com nosso rei, que naturalmente é muito mais do que um ídolo!

Quanto tempo tenho gasto com meu rei? Que tipo de loucura eu já fiz por Ele? Quais as coisas que tenho que me remetem a Ele? Qual crédito dou às palavras Dele? ELE influencia a minha vida?

SERA QUE JESUS É MESMO O MEU REI?

Jesus deu testemunho Dele mesmo sendo o rei dos Judeus e somente eu/você podemos dar testemunho de que Ele é também nosso rei, nos comprometendo com Ele e com seu reino.

Inveja

Esse sentimento que faz com que tenhamos pesar pela prosperidade de alguém é um sentimento que muito atrapalha a nossa vida, nossa caminhada, quer seja no serviço na igreja, quer seja no âmbito profissional, nos estudos e nas demais realidades de nossa vida.

Será que eu me alegro quando um colega de sala tira nota melhor que a minha? Ou quando um colega de trabalho é promovido? Ou, contrariamente, permito ser dominado por um sentimento de desejo de fracasso desta pessoa. PENSE BEM!

Santo Agostinho dizia “Elimina a inveja e o que é meu será teu, e se eu elimino a inveja será meu o que possuis”.

Assim, amados, devemos buscar o auxílio divino para arrancarmos este sentimento de nossa vida e cultivarmos em nós a alegria pela vitória de outrem. O fracasso alheio em nada nos ajudará a sermos melhores e contribuirmos com a construção de um mundo melhor, mais justo e fraterno. O que precisa ser feito para que o outro seja vitorioso, deve ser feito, pois foi exatamente isso que Jesus fez por nós.

As disputas por notas na academia se nos estimularem a estudar mais, a nos prepararmos mais, serão sempre saudáveis, porém, se geram em nós sentimentos como a inveja devem ser revistas, da mesma forma em nosso trabalho e no serviço ao reino.

Quando estamos a serviço, a manifestação de um carisma na vida de nossos irmãos deve produzir em nós alegria e não a inveja e provocar em nós sentimentos que desejam o fracasso, o erro ou a queda da pessoa agraciada. OUSARIA A DIZER QUE ISTO É DEMONIACO!

Crucifica-o

Eis um trecho da reflexão proposta pelo Frei Raniero Cantalamessa, OFM. Pregador da casa pontifícia. (traduzida por Zenit)

No Evangelho do domingo de Ramos, escutamos por completo o relato da Paixão segundo São Marcos. Nós nos propomos a questão crucial, e para responder a ela foram escritos os Evangelhos: por que um homem assim acabou na cruz? Qual é o motivo e quem foram os responsáveis pela morte de Jesus?

A conclusão que podemos tirar das considerações históricas realizadas é, portanto, que poder religioso e poder político, os chefes do Sinédrio e o procurador romano, participaram ambos, por motivos diferentes, na condenação de Cristo. Devemos acrescentar, em seguida, que a história não diz tudo, nem o essencial sobre este ponto. Pela fé, quem deu morte a Jesus fomos todos nós com os nossos pecados.

Deixemos agora de lado as questões históricas e dediquemos algum instante a contemplá-lo. Como se comporta Jesus na Paixão? Sobre-humana dignidade, paciência infinita. Nem um só gesto ou palavra que desminta o que Ele havia pregado em seu Evangelho, especialmente nas bem-aventuranças. Ele morre pedindo o perdão para seus verdugos.

Contudo, não há nada n’Ele que se assemelhe ao orgulhoso desprezo da dor do estóico. Sua reação ao sofrimento e à crueldade é humaníssima: treme e sua sangue no Getsêmani, desejaria que o cálice passasse dele, busca apoio em seus discípulos, grita sua desolação na cruz: «Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?».

Uma marca desta grandeza sobre-humana de Cristo na Paixão me fascina: seu silêncio. «Jesus calava» (Mt 26, 63). Cala ante Caifás, cala ante Pilatos, quem se irrita por seu silêncio; cala ante Herodes, que esperava vê-lo fazer um milagre (cf. Lc 23, 8). «Ao ser insultado, não respondia com insultos; ao padecer, não ameaçava», diz d’Ele a I Carta de Pedro (2, 23).

Só um instante antes de morrer rompe o silêncio e o faz com aquele «forte grito» que lança desde a cruz e que arranca do centurião romano a confissão: «Verdadeiramente este era Filho de Deus».

Reflexão final

Quem é Jesus para cada um de nós? Será mesmo o Rei? Se ELE é mesmo o nosso rei, busquemos andar segundo as leis de seu reino.

Muitas vezes em eventos passamos a aclamá-lo: Ei, ei, ei, Jesus é nosso rei! E não muitas vezes fazemos isso pelo ambiente emocional daquele momento, mas na semana santa somos chamados a uma reflexão aprofundada, em clima de fé e não apenas de emoção comum aos nossos encontros.

Que na reflexão destes dias possamos ser tocados pela força dos acontecimentos da paixão, morte e ressurreição de Jesus e nos comprometamos com o seu reino.

A inveja é um vício detestável, pois nos torna incapazes de alegrarmo-nos com um bem que é do outro, dá origem a muitas contradições, ultrajes e perseguições, e muitas vezes tem como consequências a violência e disto propomos a nos livrar nesta Campanha da Fraternidade.

Todo cuidado com nossos atos, pensamentos e, até mesmo, com nossas omissões, pois se pode dessa maneira, estar crucificando a Cristo como outrora o fizeram outros.

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

Evangelho da Semana: Jo 3, 14-21

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Fernando Galvani

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

Novo tempo Litúrgico

Estamos na quaresma. Tempo de oração, jejum e esmola. E neste clima caminhamos mais esta semana. Avançamos na Campanha da Fraternidade, com o tema: FRATERNIDADE E SEGURANÇA PÚBLICA e com o Lema: “A paz é fruto da justiça” (Is 32, 17).

Neste final de semana importância do crer e no testemunho de amor do Pai para conosco, pois nos deu seu único filho para que fossemos salvos pela sua morte na cruz.

Evangelho de 22/03/09 – Jô 3, 14-21 (Transfiguração do SENHOR)

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

14. Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem, 15. para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna. 16. Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. 17. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele.

18. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus. 19. Ora, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más. 20. Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. 21. Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Levantar o filho do homem

Este texto nos leva a refletir no destino final de Jesus ao permanecer fiel até fim da sua missão terrena, ou seja, a sua morte na cruz e com isso trazer a todo o gênero humano a salvação, assim como foi a serpente outrora no deserto.

Somos então convocados para que, diante das realidades de morte, de ameaça, levantemos a Cristo alto, bem alto e então todos os que olharem para Ele recebam a salvação. Como missionários de Jesus Cristo no meio universitário hoje somos chamados a levantarmos a Cristo, através do nosso testemunho, da nossa palavra consistente ao sermos interpelados pelas ideologias de morte, gente que deseja se envolver nas questões que demandam soluções na universidade e na sociedade.

Ao meditarmos no salmo 120, encontramos o salmista salmodiando. “Para os montes levanto os olhos: de onde me virá socorro? O meu socorro virá do Senhor, criador do céu e da terra”.

Também em alguns momentos de nossa caminhada podemos estar perecendo diante das dificuldades da vida acadêmica, ou do trabalho, principalmente os recém formados, na busca do tão sonhado emprego. Não desanimemos diante das ameaças das serpentes, ao contrário confiemos no Cristo levantado sobre o madeiro – Ele já pagou o preço da nossa libertação/salvação.

Crer

Todo o que Nele crer não pereça,.. Crer não é um mérito nosso, ao contrário do que muitas vezes acontece na universidade ou no trabalho, onde você é recompensando com uma melhor nota, ou uma promoção pelo que se faz a mais, ou melhor. A nossa fé, a graça de crer é um dom de Deus – ensina São Paulo quando escreve aos Efésios (cf.2,8). Se é um dom, devemos então pedi-lo, praticá-lo, exercitá-lo, pois assim Deus nos dá e nós o faremos crescer através do uso deste maravilhoso dom.

Gilberto Gil já cantou no passado: “andar com fé eu vou, porque a fé não costuma falhar não” , mas qual fé se deseja andar com ela? Não se trata de apenas crer. Para receber a salvação, é preciso crer em Jesus, na sua doutrina, nos seus ensinamentos, crer que Ele é realmente o filho de Deus vivo (cf. Mt, 16,16).

Para que a missão de evangelizar o meio universitário seja frutuosa é necessária uma overdose de fé, uma certeza do chamado, do desejo de Deus, da capacitação dEle para o desempenho da missão. Isso tem acontecido em muitas realidades universitárias com o derramamento do Espírito Santo. Com seus dons nos tornamos arautos da evangelização nas universidades e no trabalho, como profissionais de Deus, a serviço dEle.

É preciso que cultivemos então uma fé comprometida com a construção de um mundo novo, renovado em seus valores e conceitos. Não uma fé intimista, muito diferente da fé produzida como fruto da intimidade, uma fé que nos faz sonhar hoje com as universidades renovadas, repletas da doutrina de Jesus (cf. At 5,28).

Deus amou

Só quem experimentou poderá testemunhar o que é o amor de Deus. Isso digo por mim mesmo, pois, foi uma frase dita por uma amiga relatando esta realidade que mudou a minha vida. “Jesus te ama” me disse esta amiga em 1982. Na ocasião eu estava envolvido com as drogas, com a prostituição, e nada de religião me atraia. Mas estas palavras me foram ditas por alguém que vivia esta realidade ser uma pessoa amada por Deus – estas palavras entraram em mim e mudaram a minha vida. São João exorta-nos a “Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato” (cf. I Jô 3, 1) e isso de fato foi a coisa mais linda que já me aconteceu e beneficiou a mim e a tantos outros nas mais variadas realidades.

Jamais fui merecedor desta graça, ser amado por Deus, mas ELE o fez e faz por iniciativa Dele, e é tamanho este amor que nos envia seu único filho para morrer numa cruz como sinal deste seu amor. E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. (cf Rm 5,5)

Vivenciar esta graça, a de ser amado por Deus, é algo necessário ao gênero humano, e eu diria até que se houvesse uma única coisa a ser presenteada a alguém, que ele receba esta experiência, a dor amor Deus.

Devemos promover esta experiência no meio universitário e faremos isso vivendo a nossa identidade de carismáticos, levando os nossos irmãos a experiência do Batismo do Espírito. Todas as oportunidades que tivermos de rezar por nossos irmãos que o façamos e peçamos a Deus pela força do seu Espírito que nossos irmãos possam receber esta graça,a de experimentarem a profundidade, a grandeza, a largura do amor de Deus por nós.

Prática a verdade

Uma das coisas lindas que nos deixou a igreja foi o testemunho de vida de Dom Luciano Mendes, que por muitos anos foi arcebispo de Mariana- MG, onde muitos dos nossos projetos e motivações foram gerados. Dias antes da sua morte ele esteve em um programa de televisão na Rede Vida e a última pergunta do entrevistador foi: O senhor mentiu alguma vez aqui no programa? E ele olhou firmemente para a câmera e disse: eu nunca menti na minha vida. Esta também é uma cena forte da qual jamais poderá se esquecer quem a viu. Assim percebe-se como esta figura tão querida e sinal vivo do reino de Deus entre os homens ganhou notoriedade mundial, pois vivia a prática da verdade e sabia a força da verdade, pois só ela pode realmente libertar (cf. Jô 8,32).

Também é missão das universidades renovadas formarem pessoas comprometidas com a verdade, com a prática da verdade em nosso dia-a-dia, conosco mesmo, com nossos pais, nossos compromissos. Desejo adverti-los ainda, que o tempo da quaresma é um bom tempo para retirarmos a prática da mentira de nosso meio, mesmo aquelas mentirinhas que aprendemos quando crianças e muitas vezes nos faz não sermos verdadeiros com nossos irmãos e compromissos hoje.

Reflexão final

Levantar a Cristo como sinal de salvação no âmbito universitário é um desafio e ao mesmo tempo uma forma de oferecermos a libertação a todos aqueles que passam por dificuldades na universidade e no trabalho. NÃO TENHA MEDO SE SER TESTEMUNHA, DE LEVANTAR A BANDEIRA DE JESUS CRISTO DIANTE DE SEUS COLEGAS DE TURMA, PROFESSORES, COLEGAS DE TRABALHO,…

Qual é a minha fé? Em quem realmente acredito? O que posso fazer a partir de uma certeza que nasce no mais intimo do meu ser e me envia aos encontro dos meus irmãos, nas mais varias realidades e desafios? A fé é um dom, é preciso pedir! PEÇA-O AGORA!

O amor de Deus por você é único, individual, pessoal, Ele te ama como você é, com seus pecados, fragilidades, vícios… E foi por isso que o Pai deu seu filho único, como prova do seu amor por nós, para nos libertar/salvar. DEIXE AMAR POR ELE, SERÁ UMA EXPERIENCIA ÚNICA EM SUA VIDA!

Falar a verdade, viver a verdade será sempre a melhor opção, pois não há nada que seja mentiroso que um dia não virá às claras. Universitários renovados, profissionais do reino são pessoas comprometidas com a verdade. ESSA É TAMBÉM NOSSA VOCAÇÃO.

O USO DA VERDADE FORJA A HONRA DE UM HOMEM !

Papa fala de Lutero e diz que a fé salva se não se opor à caridade

O papa Bento XVI falou hoje da “Doutrina da Justificação”, um dos temas mais controvertidos da reforma protestante, e disse que Martinho Lutero não se equivocava quando dizia que “só a fé nos salva”, mas matizou que sempre que essa fé “não se oponha à caridade e ao amor”.

Dinate de cerca de 20.000 pessoas que assistiram na Praça de São Pedro à audiência pública, o papa disse que é através da catequese que o ser humano se transforma em justo aos olhos de Deus, tema central nas cartas de São Paulo e um dos assuntos que durante mais de quatro séculos separaram luteranos e católicos.

O sumo pontífice ressaltou que o Apóstolo – cujos escritos inspiraram profundamente Lutero – afirmava em suas cartas aos cristãos de Roma que “o homem é justificado pela fé com independência das obras da lei”.

“Lutero traduziu justificados só pela fé”, disse o papa, acresc entando que “a expressão ’sola fide’ (só a fé) de Lutero é verdadeira se não se opor à caridade, ao amor”.

Ser justo, assegurou o papa, significa “simplesmente estar com Cristo, por isso que os outros preceitos já não são necessários”.

Bento XVI acrescentou que a fé é “olhar para Cristo, confiar-se a Cristo” e que a justiça se decide na caridade.

Terminada a audiência, o papa disse em espanhol aos fiéis presentes da Espanha e da América Latina que a justificativa em Cristo “é uma ação gratuita de Deus, sem merecimento humano”.

A “Doutrina da Justificação” é a explicação teológica das relações entre a graça de Deus que chega ao homem pelo batismo, e como o homem com essa graça passa de pecador a justo.

Tanto católicos como protestantes aceitam que a salvação é uma iniciativa gratuita de Deus.

Mas enquanto para os católicos o homem pode cooperar para esta graça, para os protestantes só esta ao homem uma atitude passiva.

Os católicos dize m que graças aos méritos da paixão de Cristo e por meio do batismo o pecado original é totalmente apagado, e a concupiscência é uma tendência ao pecado, mas não um pecado. No entanto, para os protestantes a concupiscência é um autêntico pecado.

Fonte: IG – SP

Vaticano critica nascimento de criança para cura de outra pessoa

O cardeal Javier Lozano Barragán, “ministro da Saúde” do Vaticano, condenou os nascimentos de crianças para curar outras e afirmou que “nenhuma pessoa pode ser usada como meio para que outra viva”.

“Cada pessoa é um fim em si mesma e não se pode usar uma pessoa como meio para salvar outra”, declarou o cardeal, presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde durante a apresentação da 23ª Conferência sobre “Pastoral na cura de crianças doentes”, que será realizada entre 13 e 15 de novembro no Vaticano.

Perguntado se havia contradição entre ciência e fé na hora de curar, Lozano Barragán disse que não existe e sobre se era lícito dar à luz um filho para curar outro, o cardeal mexicano lançou uma advertência sobre a dignidade do ser humano desde sua concepção e se referiu a um caso que aconteceu na Espanha, onde um bebê foi gerado para curar seu irmão.

“O princípio fundamental é que o que constrói o homem é bom e o que destrói é mau e, neste caso, se destruiu primeiro outra vida (em referência à eliminação de embriões). Não é uma ação eticamente válida, já que nenhum homem, nenhuma pessoa pode ser usada como meio para que outra viva”, declarou Lozano Barragán.

Embora não tenha dado mais informações sobre o caso, no dia 14 de outubro o Serviço de Saúde da Andaluzia anunciou o nascimento da primeira criança na Espanha programada geneticamente para poder ajudar seu irmão de seis anos a superar uma anemia congênita severa.

Para curá-lo, os médicos transplantarão o sangue do cordão umbilical do recém-nascido, livre da doença hereditária.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CNBB

A Reforma Protestante


Introdução

O objetivo de trabalhar este tema está relacionado ao fato de que ainda hoje no século XXI, muito católicos ainda não conhecem o que foi a reforma protestante e a contra-reforma católica e ainda, que muitos criticam a Igreja Católica por fatos antigos, da idade média, sem estudarem a fundo os acontecimentos da época. Não se quer aqui justificar os erros da Nossa Igreja naquela época, mas sim, dar uma visão crítica sobre atitudes, principalmente as de Martinho Lutero, que poderiam ter sido diferentes e que não levariam ao grande cisma1: a Reforma Protestante. Como exemplo, citaremos Santa Tereza D’Avila que percebendo a mesma necessidade de mudanças dentro da Igreja, principalmente na sua ordem, a dos carmelitas, em vez de romper com a Igreja esperou o momento certo para promover as reformas necessárias.

Esta nossa reflexão será divida em quatro partes. Na primeira trataremos sobre a reforma protestante, a segunda sobre a contra-reforma da Igreja Católica, a terceira será uma visão crítica da Reforma e na quarta e última falaremos sobre Santa Tereza D’Avila que tanto tem a nos ensinar sobre saber esperar o momento certo de agir, e, o principal, saber fazer a vontade de Deus.

A Reforma

A Reforma foi o movimento iniciado pelo então frade Agostiniano Martinho Lutero, no início do século XVI, mais precisamente em 1517, quando afixou as suas 95 teses teológicas à porta da Igreja de Todos os Santos, em Wittemberg (Alemanha), atacando muitas verdades da Igreja Católica (Battistini, 2001). Naquela época, uma série de questões, algumas propriamente religiosas, colocavam a Igreja Católica como alvo da crítica da sociedade como um todo. As insatisfações acumularam-se de tal maneira que desencadearam um movimento de ruptura na unidade cristã.

A Reforma protestante, embora tenha sido resultado de anos de questionamento, surgiu na história de forma repentina. Esses questionamentos surgiram de uma questão pessoal e religiosa de Martinho Lutero. Infelizmente a obra de Lutero não se tornou aquilo que o povo e os príncipes cristãos esperavam: a renovação da Igreja pela eliminação dos abusos, sem alteração da fé e da constituição da Igreja, vindo a ser uma revolução eclesiástica e um cisma1. Alias, o próprio Lutero verificou isso, em seu próprio tempo: “Há tantos credos quantas cabeças há” (MOURA, 2005).

A Reforma foi motivada por um complexo de causas, onde algumas, ultrapassaram os limites da mera contestação religiosa. As principais questões foram: (1) a corrupção do alto clero com a venda de objetos sagrados, relíquias e indulgências; (2) a ignorância religiosa dos padres comuns (sem instrução); (3) novas interpretações da Bíblia, visto que com a difusão da imprensa aumentou o número de exemplares da bíblia disponíveis aos estudiosos que começaram a interpretá-la de forma errônea e sem critérios; (3) a nova ética religiosa, onde os comerciantes defensores do lucro livre (comerciantes burgueses) queriam se libertar da moral católica que defendia o preço justo e condenava o lucro excessivo (usura) e (4) o sentimento nacionalista, onde os reis das principais monarquias da época queriam afirmar as diferenças entre cada estado, com sua cultura e principalmente sua língua, se desprendendo assim, da idéia da universalidade da Igreja Católica que utilizava o latim como língua universal e da interferência da Igreja no em seus governos.

As principais idéias de Lutero no início da Reforma eram:

  • As boas obras da Igreja, jejuns,os sacramentos de nada valiam para a salvação das pessoas, onde, somente a fé basta para o crente ser salvo. Essa idéia ficou conhecida como a justificação pela fé, em oposição à salvação pelas obras.
  • A bíblia é a única fonte de fé e deve a qualquer pessoa fazer o seu livre exame (leitura e interpretação). A bíblia, para o protestante, tudo contém e o Espírito Santo é quem dá ao crente a livre interpretação e cada um tem o livre direito de deduzir da palavra sua própria verdade.
  • Negação de intermediários entre Deus e o Crente, onde não há necessidade de sacerdotes para essa intermediação, assim, toda pessoa é um sacerdote; não há santos que oram por nós e não há canais de transmissão da graça como os sacramentos.


Conclusão

A reforma negava e rejeitava todo o Magistério da Igreja munido de autoridade pelo próprio Jesus (Cf. Mateus 16, 17-18 e João 20, 21-23), a pessoa do Papa como chefe da Igreja na terra, os sacramentos, a tradição oral e os dogmas da Igreja Católica.

O Resultado disso foi à separação, a divisão que vai contra a vontade de Jesus: “haverá um só rebanho e um só pastor” (João 10,16b). Assim, essa, característica da divisão acompanha os protestantes até os dias de hoje, onde já existem mais 33.800 denominações diferentes em todo o mundo e somente no Brasil existem mais de 3.500 (Moura, 2005).

Portanto, fundar uma Igreja separando-a da verdadeira Igreja de Cristo – a Igreja Católica – é colocar-se frontalmente contra a vontade de Jesus.

1cisma segundo o dicionário Aurélio: Separação do corpo e da comunhão de uma religião, ou Dissidência de opiniões.

Fontes:

Frei Battistini. A Igreja do Deus Vivo: curso bíblico popular sobre a verdadeira Igreja. Petrópolis-RJ: Editora Vozes, 2001.

Moura, Jaime Francisco de. As diferenças entre a Igreja Católica e Igrejas evangélicas. São José dos Campos-SP: Editora ComDeus, 2005.

Bento XVI diz que não é possível entender a Bíblia sem fé

O papa Bento XVI disse que é necessária uma estreita relação entre exegese (interpretação profunda de um texto bíblico) e teologia.

Ele advertiu que se a unidade de textos das Escrituras e a tradição viva da Igreja não forem levadas em conta, a Bíblia pode ser vista como um livro do passado e não será interpretada com fé.

Bento XVI discursou na XII Assembléia do Sínodo dos Bispos e falou durante os cinco minutos regulamentares sobre os critérios fundamentais da exegese bíblica, os riscos de ver as Sagradas Escrituras de um ponto de vista positivista e secularista e a necessidade de uma estreita relação entre exegese e teologia.

O papa afirmou que o método histórico-crítico por si só não é suficiente para compreender a Bíblia e que só um estudo “iluminado pela fé leva a captar a unidade profunda de toda a Escritura”.

O papa referiu-se à constituição dogmática “Dei Verbum”, sobre a revelação divina, e disse que “a hermenêutica da fé” está desaparecendo e em seu lugar vem sendo adotada “a hermenêutica positivista e secularista, segundo a qual o divino não aparece e na história tudo se reduz ao humano”.

Nesse ponto, o Pontífice alemão se referiu à principal corrente de exegese na Alemanha, “que nega a instituição do sacramento da Eucaristia por parte de Cristo e assegura que o corpo de Jesus ficou no túmulo”.

Bento XVI, que também falou das homilias (preleções dos padres e demais sacerdotes), um dos temas que mais preocupam os 253 bispos presentes no Sínodo e defendeu um diálogo entre exegese e teólogos.

Fonte: http://www.cnbb.org.br/ns/