RCC Viçosa – Renovação Carismática Católica de Viçosa
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Igreja estabelece normas mais rígidas contra abusos sexuais

Em 2001, o Santo Padre João Paulo II promulgou um decreto de extrema importância, o Motu Proprio “Sacramentorum Sanctitatis tutela”, que atribuía à Congregação para a Doutrina da Fé a competência para tratar e julgar no âmbito do ordenamento canônico uma série de delitos particularmente graves, cuja competência anteriormente correspondia também a outros dicastérios ou não estava totalmente clara. O Motu Proprio (a “lei”, em sentido estrito) estava acompanhado por uma série de normas aplicativas e de procedimentos denominados “Normae de gravioribus delictis” (“Normas sobre os delitos mais graves”). A experiência acumulada no transcurso de novo anos consecutivos sugeriu a integração e atualização de tais normas, a fim de agilizar ou simplificar os procedimentos, tornando-os mais eficazes, bem como levar em conta novas questões. Isso se deveu, principalmente, à atribuição, por parte do Papa, de novas “atribuições” à Congregação para a Doutrina da Fé que, no entanto, não haviam sido incorporadas organicamente nas “Normas” iniciais. Essa incorporação é a que acontece agora, no contexto de uma revisão sistemática de ditas “Normas”. Os delitos gravíssimos aos que se referia essa normativa dizem respeito a realidades chave para a vida da Igreja, ou seja, aos sacramentos da Eucaristia e da Penitência, mas também aos abusos sexuais cometidos por um clérigo com um menor de 18 anos. A vasta ressonância pública nos últimos anos deste tipo de delito foi causa de grande atenção e de intenso debate sobre as normas e procedimentos aplicados pela Igreja para o julgamento e punição dos mesmos. Portanto, é justo que haja total clareza sobre a normativa atualmente em vigor neste âmbito e que tal normativa se apresente de maneira orgânica, para facilitar, assim, a orientação de todos os que lidam com estas questões. Uma das primeiras contribuições para esse esclarecimento – muito útil para os que trabalham no setor de informação – foi a publicação, há poucos meses, no site Internet da Santa Sé, de um breve “Guia para a compreensão dos procedimentos básicos da Congregação para a Doutrina da Fé com relação às acusações de abusos sexuais”. No entanto, a publicação das novas Normas é diferente, já que apresenta um texto jurídico oficial atualizado, válido para toda a Igreja. Para facilitar a leitura por parte do público não especializado, que se interessa principalmente na problemática relativa aos abusos sexuais, destacamos alguns aspectos. Entre as novidades introduzidas com relação às normas precedentes, deve-se salientar acima de tudo as que visam tornar os procedimentos mais rápidos, bem como a possibilidade de não seguir “o caminho de processo judicial”, mas proceder “por decreto extrajudicial”, ou a de apresentar ao Santo Padre, em circunstâncias especiais, os casos mais graves, tendo em vista a demissão do estado clerical. Outra norma destinada a simplificar problemas precedentes e levar em contra a evolução da situação na Igreja é a de que sejam membros do tribunal, os advogados ou procuradores, não somente os sacerdotes, mas também leigos. Da mesma forma, para desenvolver essas funções, já não é estritamente necessário o doutorado em Direito Canônico. A competência requerida pode-se demonstrar de outra forma, por exemplo, com um título de licenciatura. Também deve-se ressaltar que a prescrição passa de dez para vinte anos, deixando aberta a possibilidade de revogação desse item após superado o período. É significativa a equiparação aos menores das pessoas com uso limitado da razão, e a introdução de uma nova questão: a pedo-pornografia, que se define assim: “a aquisição, posse e divulgação” por parte de um membro do clero “de qualquer forma e por qualquer meio, de imagens pornográficas que tenham como objeto menores de 14 anos”. Volta-se a propor a normativa da confidencialidade dos processos, para tutelar a dignidade de todas as pessoas envolvidas. Um ponto que não se menciona, embora muitas vezes discutido nestes tempos, tem a ver com a colaboração com as autoridades civis. Deve-se levar em contra que as normas que se publicam agora fazem parte do regulamento penal canônico, em si completo e totalmente independente do dos Estados. Neste contexto, pode-se recordar, no entanto, o “Guia para a compreensão dos procedimentos básicos da Congregação para a Doutrina da Fé com relação às acusações de abusos sexuais”, publicado no site da Santa Sé. Neste “Guia”, a indicação: “Deve sempre seguir-se o direito civil em matéria de informação dos delitos às autoridades competentes” foi incluída na seção dedicada aos “Procedimentos Preliminares”. Isso significa que na práxis proposta pela Congregação para a Doutrina da Fé é necessário se adequar desde o primeiro momento às disposições de lei vigentes nos diversos países e não de modo desvinculado do procedimento canônico ou posteriormente. A publicação destas normas supõe uma grande contribuição para o esclarecimento e a certeza do direito em um campo no qual a Igreja, nestes momentos, está muito determinada a agir com rigor e transparência, para responder plenamente às justas expectativas de tutela da coerência moral e da santidade evangélica que os fiéis e a opinião pública nutrem com relação a ela, e que o Santo Padre reafirmou constantemente. Naturalmente, também são necessárias outras diversas medidas e iniciativas, por parte de diversas instâncias eclesiásticas. A Congregação para a Doutrina da Fé, de sua parte, está estudando como ajudar aos episcopados de todo o mundo a formular e implementar com coerência e eficácia as indicações e diretrizes necessárias para afrontar o problema dos abusos sexuais contra menores por parte de membros do clero ou no âmbito de atividades ou instituições relacionadas à Igreja, tendo em conta a situação e os problemas da sociedade em que trabalham. Os frutos dos ensinamentos e reflexões amadurecidas ao longo do doloroso caso da “crise” devida aos abusos sexuais por parte de membros do clero serão um passo crucial no caminho da Igreja, que deverá traduzi-los em práticas permanentes e ser sempre consciente delas. Para concluir este breve levantamento das principais inovações contidas nas “Normas”, também deve-se citar as relativas a delitos de outra natureza. De fato, também nestes casos, não se trata tanto de novas determinações na substância, mas de incluir normas já em vigor, a fim de obter uma normativa completa mais ordenada e orgânica sobre os “delitos mais graves” reservados à Congregação para a Doutrina da Fé. Mais especificamente, foram incluídos: os delitos contra a fé (heresia, apostasia e cisma), para os quais são normalmente competentes os ordinários, mas a Congregação é competente em caso de apelação; a divulgação e gravação – realizadas maliciosamente – das confissões sacramentais, sobre as quais já se havia emitido um decreto de condenação em 1988; a ordenação de mulheres, sobre a qual também existia um decreto de 2007.

Mensagem do papa para a XXV Jornada Mundial da Juventude (28 de março 2010); Esta XXV Jornada representa uma etapa rumo ao próximo Encontro Mundial dos Jovens, que terá lugar no mês de Agosto de 2011 em Madrid, onde espero sejais numerosos a viver este evento de graça.

«Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?» (Mc 10, 17) Queridos amigos, Celebra-se este ano o vigésimo quinto aniversário de instituição da Jornada Mundial da Juventude, desejada pelo Venerável João Paulo II como encontro anual dos jovens crentes do mundo inteiro. Foi uma iniciativa profética que deu frutos abundantes, permitindo às novas gerações cristãs encontrar-se, pôr-se à escuta da Palavra de Deus, descobrir a beleza da Igreja e viver experiências fortes de fé que levaram muitos à decisão de doar-se totalmente a Cristo. Esta XXV Jornada representa uma etapa rumo ao próximo Encontro Mundial dos Jovens, que terá lugar no mês de Agosto de 2011 em Madrid, onde espero sejais numerosos a viver este evento de graça. Para nos prepararmos para tal celebração, gostaria de vos propor algumas reflexões sobre o tema deste ano: «Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?» (Mc 10, 17), tirado do episódio evangélico do encontro de Jesus com o jovem rico; um tema abordado já em 1985 pelo Papa João Paulo II numa belíssima Carta, a primeira dirigida aos jovens. 1. Jesus encontra um jovem «Quando saía [Jesus], para se pôr a caminho – narra o Evangelho de São Marcos – aproximou-se dele um homem a correr e, ajoelhando-se, perguntou: “Bom mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?”. Jesus disse-lhe: “Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão só Deus. Sabes os mandamentos: não matarás, não adulterarás, não roubarás, não levantarás falso testemunho, não defraudarás, honrarás teu pai e tua mãe”. Ele respondeu-lhe: “Mestre, tenho guardado tudo isto desde a minha juventude”. Jesus, fitando nele o olhar, sentiu afeição por ele, e respondeu-lhe: “Falta-te apenas uma coisa: vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-me!”. Mas, ao ouvir tais palavras, anuviou-se-lhe o semblante e retirou-se pesaroso, pois tinha grande fortuna» (Mc 10, 17-22). Esta narração exprime de maneira eficaz a grande atenção de Jesus pelos jovens, por vós, pelas vossas expectativas, pelas vossas esperanças, e mostra como é grande o seu desejo de vos encontrar pessoalmente e entrar em diálogo com cada um de vós. Com efeito, Cristo interrompe o seu caminho para responder ao pedido do seu interlocutor, manifestando plena disponibilidade àquele jovem, que é impelido por um ardente desejo de falar com o «Bom Mestre», para aprender dele a percorrer o caminho da vida. Com este trecho evangélico, o meu Predecessor queria exortar cada um de vós a «desenvolver o próprio diálogo com Cristo – um diálogo que é de importância fundamental e essencial para um jovem» (Carta aos jovens, n. 2). 2. Jesus fitou-o e sentiu afeição por ele Na narração evangélica, São Marcos sublinha como «Jesus, fitando nele o olhar, sentiu afeição por ele» (Mc 10, 21). No olhar do Senhor, está o coração deste encontro muito especial e de toda a experiência cristã. Com efeito, o cristianismo não é primariamente uma moral, mas experiência de Jesus Cristo, que nos ama pessoalmente, jovens ou idosos, pobres ou ricos; ama-nos mesmo quando lhe voltamos as costas. Comentando a cena, o Papa João Paulo II acrescentava, dirigindo-se a vós, jovens: «Faço votos por que experimenteis um olhar assim! Faço votos por que experimenteis a verdade de que Ele, Cristo, vos fixa com amor» (Carta aos jovens, n. 7). Um amor, que se manifestou na Cruz de maneira tão plena e total, que São Paulo escreve maravilhado: «Amou-me e entregou-se por mim» (Gl 2, 20). «A consciência de que o Pai nos amou desde sempre no seu Filho, de que Cristo ama cada um e sempre – escreve ainda o Papa João Paulo II – torna-se um ponto de apoio firme para toda a nossa existência humana» (Carta aos jovens, n. 7) e permite-nos superar todas as provas: a descoberta dos nossos pecados, o sofrimento, o desânimo. Neste amor, encontra-se a fonte de toda a vida cristã e a razão fundamental da evangelização: se verdadeiramente encontramos Jesus, não podemos deixar de o testemunhar àqueles que ainda não se cruzaram com o seu olhar. 3. A descoberta do projeto de vida No jovem do Evangelho, podemos vislumbrar uma condição muito semelhante à de cada um de vós. Também vós sois ricos de qualidades, energias, sonhos, esperanças: recursos que possuís em abundância! A vossa própria idade constitui uma grande riqueza não apenas para vós, mas também para os outros, para a Igreja e para o mundo. O jovem rico pergunta a Jesus: «Que devo fazer?» A estação da vida em que vos encontrais é tempo de descoberta: dos dons que Deus vos concedeu e das vossas responsabilidades. É, igualmente, tempo de opções fundamentais para construir o vosso projeto de vida. Por outras palavras, é o momento de vos interrogardes sobre o sentido autêntico da existência, perguntando a vós mesmos: «Estou satisfeito com a minha vida? Ou falta-me ainda qualquer coisa»? Como o jovem do Evangelho, talvez vós vivais também situações de instabilidade, de perturbação ou de sofrimento, que vos levam a aspirar a uma vida não medíocre e a perguntar-vos: em que consiste uma vida bem sucedida? Que devo fazer? Qual poderia ser o meu projeto de vida? «Que devo fazer a fim de que a minha vida tenha pleno valor e pleno sentido?» (Ibid., n. 3). Não tenhais medo de enfrentar estas perguntas! Longe de vos acabrunhar, elas exprimem as grandes aspirações, que estão presentes no vosso coração. Portanto, devem ser ouvidas. Esperam respostas não superficiais, mas capazes de satisfazer as vossas autênticas expectativas de vida e felicidade. Para descobrir o projeto de vida que vos pode tornar plenamente felizes, colocai-vos à escuta de Deus, que tem um desígnio de amor sobre cada um de vós. Com confiança, perguntai-lhe: «Senhor, qual é o teu desígnio de Criador e Pai sobre a minha vida? Qual é a tua vontade? Desejo cumpri-la». Estai certos de que vos responderá. Não tenhais medo da sua resposta! «Deus é maior que os nossos corações e conhece tudo» (1 Jo 3, 20)! 4. Vem e segue-me! Jesus convida o jovem rico a ir mais além da satisfação das suas aspirações e dos seus projectos pessoais, dizendo-lhe: «Vem e segue-me!». A vocação cristã deriva de uma proposta de amor do Senhor e só pode realizar-se graças a uma resposta de amor: «Jesus convida os seus discípulos ao dom total da sua vida, sem cálculos nem vantagens humanas, com uma confiança sem reservas em Deus. Os santos acolhem este convite exigente e, com docilidade humilde, põe-se a seguir Cristo crucificado e ressuscitado. A sua perfeição na lógica da fé, às vezes humanamente incompreensível, consiste em nunca se colocarem a si mesmos no centro, mas decidirem ir contra a corrente, vivendo segundo o Evangelho» (Bento XVI, «Homilia por ocasião das canonizações», in L’Osservatore Romano, 12-13/X/2009, pág. 6). A exemplo de muitos discípulos de Cristo, acolhei também vós, queridos amigos, com alegria o convite a seguir Jesus, para viverdes intensa e fecundamente neste mundo. Com efeito, mediante o Batismo, Ele chama cada um a segui-lo com ações concretas, a amá-lo sobre todas as coisas e a servi-lo nos irmãos. Infelizmente, o jovem rico não acolheu o convite de Jesus e retirou-se pesaroso. Não encontrara coragem para se desapegar dos bens materiais a fim de possuir o bem maior proposto por Jesus. A tristeza do jovem rico do Evangelho é aquela que nasce no coração de cada um, quando não tem a coragem de seguir Cristo, de fazer a escolha justa. Mas nunca é tarde demais para lhe responder! Jesus nunca se cansa de estender o seu olhar de amor sobre nós, chamando-nos a ser seus discípulos; a alguns, porém, Ele propõe uma opção mais radical. Neste Ano Sacerdotal, gostaria de exortar os jovens e adolescentes a estarem atentos para ver se o Senhor os convida a um dom maior, no caminho do sacerdócio ministerial, e a tornarem-se disponíveis para acolher com generosidade e entusiasmo este sinal de predilecção especial, empreendendo, com a ajuda de um sacerdote, do diretor espiritual, o necessário caminho de discernimento. Depois, não tenhais medo, queridos jovens e queridas jovens, se o Senhor vos chamar à vida religiosa, monástica, missionária ou de especial consagração: Ele sabe dar alegria profunda a quem responde com coragem. E, a quantos sentem a vocação ao matrimônio, convido a acolhê-la com fé, comprometendo-se a lançar bases sólidas para viver um amor grande, fiel e aberto ao dom da vida, que é riqueza e graça para a sociedade e para a Igreja. 5. Orientados para a vida eterna «Que devo fazer para alcançar a vida eterna?»: esta pergunta do jovem do Evangelho parece distante das preocupações de muitos jovens contemporâneos; porventura, como observava o meu Predecessor, «não somos nós a geração cujo horizonte da existência está completamente preenchido pelo mundo e pelo progresso temporal?» (Carta aos jovens, n. 5). Mas a questão acerca da «vida eterna» impõe-se em momentos particularmente dolorosos da existência, como quando sofremos a perda de uma pessoa querida ou experimentamos o insucesso. Mas o que é a «vida eterna», de que fala o jovem rico? Jesus no-lo explica quando, dirigindo-se aos seus discípulos, afirma: «Hei-de ver-vos de novo; e o vosso coração alegrar-se-á e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria» (Jo 16, 22). São palavras que indicam uma proposta sublime de felicidade sem fim: a alegria de sermos cumulados pelo amor divino para sempre. O interrogar-se sobre o futuro definitivo que nos espera dá sentido pleno à existência, porque orienta o projeto de vida não para horizontes limitados e passageiros mas amplos e profundos, que levam a amar o mundo, tão amado pelo próprio Deus, a dedicar-se ao seu desenvolvimento, mas sempre com a liberdade e a alegria que nascem da fé e da esperança. São horizontes que nos ajudam a não absolutizar as realidades terrenas, sentindo que Deus nos prepara um bem maior, e a repetir com Santo Agostinho: «Desejemos juntos a pátria celeste, suspiremos pela pátria celeste, sintamo-nos peregrinos aqui na terra» (Comentário ao Evangelho de São João, Homilia 35, 9). Com o olhar fixo na vida eterna, o Beato Pier Giorgio Frassati – falecido em 1925, com a idade de 24 anos – dizia: «Quero viver; não ir vivendo!» e, numa fotografia a escalar uma montanha que enviou a um amigo, escrevera: «Rumo ao alto!», aludindo à perfeição cristã mas também à vida eterna. Queridos jovens, exorto-vos a não esquecer esta perspectiva no vosso projeto de vida: somos chamados à eternidade. Deus criou-nos para estar com Ele, para sempre. Aquela ajudar-vos-á a dar um sentido pleno às vossas decisões e a dar qualidade à vossa existência. 6. Os mandamentos, caminho do amor autêntico Jesus recorda ao jovem rico os dez mandamentos como condições necessárias para «alcançar a vida eterna». Constituem pontos de referência essenciais para viver no amor, para distinguir claramente o bem do mal e construir um projeto de vida sólido e duradouro. Também a vós, Jesus pergunta se conheceis os mandamentos, preocupando-vos em formar a vossa consciência segundo a lei divina, e se os pondes em prática. Sem dúvida, trata-se de perguntas contra a corrente em relação à mentalidade contemporânea, que propõe uma liberdade desligada de valores, de regras, de normas objetivas, e convida a não colocar limites aos desejos do momento. Mas este tipo de proposta, em vez de conduzir à verdadeira liberdade, leva o homem a tornar-se escravo de si mesmo, dos seus desejos imediatos, de ídolos como o poder, o dinheiro, o prazer desenfreado e as seduções do mundo, tornando-o incapaz de seguir a sua vocação natural ao amor. Deus dá-nos os mandamentos, porque nos quer educar para a verdadeira liberdade, porque quer construir conosco um Reino de amor, de justiça e de paz. Ouvi-los e pô-los em prática não significa alienar-se, mas encontrar o caminho da liberdade e do amor autênticos, porque os mandamentos não limitam a felicidade, mas indicam o modo como encontrá-la. No início do diálogo com o jovem rico, Jesus recorda que a lei dada por Deus é boa, porque «Deus é bom». 7. Temos necessidade de vós Quem vive hoje a condição juvenil encontra-se a enfrentar muitos problemas resultantes do desemprego, da falta de referências ideais certas e de perspectivas concretas para o futuro. Às vezes pode-se ficar com a impressão de impotência diante das crises e derivas actuais. Apesar das dificuldades, não vos deixeis desencorajar nem renuncieis aos vossos sonhos! Pelo contrário, cultivai no coração desejos grandes de fraternidade, de justiça e de paz. O futuro está nas mãos de quem souber procurar e encontrar razões fortes de vida e de esperança. Se quiserdes, o futuro está nas vossas mãos, porque os dons e as riquezas que o Senhor guardou no coração de cada um de vós, plasmados pelo encontro com Cristo, podem dar esperança autêntica ao mundo! É a fé no seu amor que, tornando-vos fortes e generosos, vos dará a coragem de enfrentar com serenidade o caminho da vida e assumir as responsabilidades familiares e profissionais. Comprometei-vos a construir o vosso futuro através de percursos sérios de formação pessoal e de estudo, para servir o bem comum de maneira competente e generosa. Na recente Carta Encíclica sobre o desenvolvimento humano integral, Caritas in veritate, enumerei alguns dos grandes desafios atuais que são urgentes e essenciais para a vida deste mundo: a utilização dos recursos da terra e o respeito pela ecologia, a justa repartição dos bens e o controle dos mecanismos financeiros, a solidariedade com os países pobres no âmbito da família humana, a luta contra a fome no mundo, a promoção da dignidade do trabalho humano, o serviço à cultura da vida, a construção da paz entre os povos, o diálogo inter-religioso, o bom uso dos meios de comunicação social. São desafios a que sois chamados a responder para construir um mundo mais justo e fraterno. São desafios que requerem um projeto de vida exigente e apaixonante, no qual investir toda a vossa riqueza, segundo o desígnio que Deus tem para cada um de vós. Não se trata de realizar gestos heróicos ou extraordinários, mas de agir fazendo frutificar os próprios talentos e possibilidades, comprometendo-se a progredir constantemente na fé e no amor. Neste Ano Sacerdotal, convido-vos a conhecer a vida dos santos, em particular a dos santos sacerdotes. Vereis que Deus os guiou, tendo encontrado o seu caminho dia após dia precisamente na fé, na esperança e no amor. Cristo chama cada um de vós a comprometer-se com Ele e a assumir as próprias responsabilidades para construir a civilização do amor. Se seguirdes a sua Palavra, também o vosso caminho se iluminará e vos conduzirá rumo a metas elevadas, que dão alegria e sentido pleno à vida. Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja, vos acompanhe com a sua proteção. Asseguro-vos uma lembrança particular na minha oração e, com grande afeto, vos abençôo. Vaticano, 22 de Fevereiro de 2010 BENEDICTUS PP. XVI Fonte: Vaticano 24 março, 2010

Na terceira vela temos a esperança a crepitar Nossa fé se realiza, é Jesus quem vai chegar

Michele da Silva Pinto
Serva atuante da RCC Viçosa, pertencente ao Grupo de Oração “Cenáculo do Senhor”
E-mail: mimenorddd@yahoo.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com

Neste 3º domingo do advento, celebramos a alegria da espera, na certeza da chegada dAquele que se espera. É o domingo da alegria, muito bem visualizado na 2ª leitura quando São Paulo diz: “Alegrai-vos no Senhor… O Senhor está próximo” (Fl 4a. 5b). Esse é o ponto forte desta celebração.

No evangelho João responde a um questionamento de diferentes pessoas depois que eram batizadas: “O que devemos fazer?”. Pergunta difícil de fazer, pois podemos não gostar da resposta. A atitude de batizados não condiz com a injustiça, com o egoísmo, com a tristeza, com o orgulho e tantos outros maus… então, em muitas situações devemos mudar totalmente de postura… e para isso devemos sempre perguntar ao Senhor o que devemos fazer.

João veio preparar os caminhos do Senhor na verdade e nós que vivemos na plenitude dos tempos como temos preparado os caminhos do Senhor para sua segunda vinda? Se ainda não tínhamos pensado nisso antes… hoje é tempo de não só pensar, mas de viver intensamente a espera ativa no Senhor que vem nos salvar. Dificil é! Mas o importante é não desisitir!!!!

Caríssimos irmãos , como disse o profeta Sofonias: “Canta de alegria, cidade de Sião… alegra-te e exulta de todo o coração…Não temas Sião, não te deixes levar pelo desanimo! O Senhor teu Deus, está mo meio de ti”

Forte abraço!! Feliz e Santo Natal!!!

Ministério de Fé e Política da RCC realiza encontro nacional

Com o tema: “Ai de mim se eu não anunciar o evangelho” (I Cor.9.16), acontece de 28 a 30 de agosto, no Auditório São Paulo, na Canção Nova, o V Encontro Nacional Católico para Magistrados, Membros do Ministério Público e suas famílias.

O evento terá como pregadores: Ironi Spuldaro, membro da Comissão Nacional da RCC; Prof. Felipe Aquino, Comunidade Canção Nova; Pe. Cledimar Moreira, Comunidade Canção Nova; Eliana Ribeiro, Comunidade Canção Nova e juristas renomados.

Informação e inscrição pelo site: www.encontrocatolico.com.br

Felizes os que crêem sem terem visto

Evangelho segundo S. João 20,24-29.

Tomé, um dos Doze, a quem chamavam o Gémeo, não estava com eles quando Jesus veio. Diziam-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor!» Mas ele respondeu-lhes: «Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito.» Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez dentro de casa e Tomé com eles. Estando as portas fechadas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: «A paz seja convosco!» Depois, disse a Tomé: «Olha as minhas mãos: chega cá o teu dedo! Estende a tua mão e põe-na no meu peito. E não sejas incrédulo, mas fiel.» Tomé respondeu-lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» Disse-lhe Jesus: «Porque me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto».

Comentado por Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja Sermão 88

A fraqueza dos discípulos era tão grande que, não satisfeitos em verem o Senhor ressuscitado, quiseram ainda tocar-Lhe para acreditarem n’Ele. Não lhes bastava ver com os seus próprios olhos, ainda quiseram aproximar as suas mãos dos Seus membros e tocar nas cicatrizes das Suas feridas recentes. Foi após ter tocado e reconhecido as cicatrizes, que o discípulo incrédulo exclamou: «Meu Senhor e meu Deus!» Essas cicatrizes revelavam Aquele que curava todas as feridas dos outros. Não teria o Senhor podido ressuscitar sem cicatrizes? Mas no coração dos seus discípulos, Ele via feridas que as cicatrizes que conservara no Seu corpo deviam sarar.

E que responde o Senhor a esta confissão de fé do seu discípulo que diz: «Meu Senhor e meu Deus»? «Porque Me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto.» De quem fala Ele, meus irmãos, se não de nós? E não apenas de nós mas também daqueles que virão depois de nós. Porque, pouco tempo depois, quando Ele escapou aos olhares mortais para fortalecer a fé nos seus corações, todos aqueles que se tornaram crentes creram sem terem visto, e a sua fé tinha um grande mérito: para a obterem, eles aproximaram d’Ele, não uma mão que queria tocar, mas apenas um coração afectuoso.

Propagando a cultura de Pentecostes

No nosso tempo, ávido de esperança, fazei com que o Espírito Santo seja conhecido e amado. Assim, ajudareis a fazer que tome forma aquela ‘cultura do Pentecostes’, a única que pode fecundar a civilização do amor e da convivência entre os povos. Com insistência fervorosa, não vos canseis de invocar: ‘Vem, ó Espírito Santo! Vem! Vem!’.” (João Paulo II). Pentecostes é uma graça constitutiva do grande mistério pascal. Faz parte dele. Isto é, sem o dom do Espírito – sua efusão –, dado como cumprimento da promessa de Deus para estar “com” os homens e “nos” homens (diferentemente do modo como Ele estivera presente no mundo até o dia de Pentecostes), a graça da salvação realizada por Cristo na Sua missão, não avançaria… “…Sem o Espírito não é possível ver o Filho de Deus, e, sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, pois o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se faz pelo Espírito Santo” (Santo Irineu) Promover, portanto, o conhecimento, a abertura e o culto ao Espírito Santo, é, essencialmente, promover a possibilidade do encontro das pessoas com a Pessoa e a obra de Jesus Cristo, Senhor e Salvador. Que nos leva ao Pai, fonte e acabamento de nossas vidas. Essa cultura de pentecostes se põe hoje para nós na mesma medida em que fora colocada para os apóstolos, os cristãos da primeira hora. Ela se faz necessária para reagirmos aos tempos difíceis de propagação e manutenção da nossa fé. Para enfrentar o que está aí, Deus providenciou tempos de um novo Pentecostes para nós. Inúmeros são os sinais. Como sempre, Deus capacita alguns a assumir a tarefa de ser instrumentos a serviço de cada específico propósito Seu. Claro que não de maneira exclusiva, mas não há como negar que fomos (RCC) sendo talhados, nessas quatro décadas, para essa tarefa de promover o interesse pela cultura de Pentecostes. Em coerência com a sua identidade e alinhando-se aos “rogos” que de todos os recantos vem subindo aos céus pedindo por tempos de um “NOVO PENTECOSTES”, a Renovação Carismática Católica do Brasil –, comungando com o Projeto “Pentecostes para as Nações” que desde o ano passado foi proposto pelo Escritório Internacional da RCC – o ICCRS –, dá continuidade ao seu Projeto CELEBRANDO PENTECOSTES, que nada mais é que a propagação da cultura de pentecostes em nosso meio, objetivando a construção da civilização do amor. Assim, passaremos da simples “reflexão” à ação pró-ativa que nos possibilitará darmos nossa contribuição à grande ação evangelizadora proposta pela Igreja na América Latina e no mundo, e tornar propício o terreno onde a graça do derramamento de um novo Pentecostes poderá acontecer entre nós. Cada um deve se perguntar: o que é que eu, enquanto líder, servo, coordenador de Grupo de Oração, de cidade, de região, de paróquia, de vicariato, de setor, de diocese, de estado, membro de comunidade ou de Grupo de Oração, posso, efetivamente, concretamente – fazer para colaborar com a difusão da espiritualidade de Pentecostes, e o estabelecimento de sua cultura? “A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum”. Que ninguém, pois, permaneça indiferente ao Projeto Celebrando Pentecostes; que ninguém fique “assistindo” o operar do Espírito na vida dos outros; que ninguém deixe de apresentar-se como “operário da 1ª hora” para colaborar nessa tarefa que é de todos nós. Que cada um estabeleça como meta própria, o reavivamento de seu “Pentecostes pessoal”, em que os que já fizemos a experiência da efusão do Espírito trataremos de permanecer atentos à possibilidade de uma repleção continua, garantida pelo Batizador (CIC 667; Ef 5,18). E que se cumpra em nós aquilo que Elena Guerra, a “Apóstola do Espírito Santo dos tempos modernos”, predisse: “Que o coração de cada um de nós se torne um novo e verdadeiro Cenáculo no qual o Espírito Santo habite como o mais doce dos hóspedes e o mais fiel dos amigos”. Fonte: www.rccbrasil.org.br

Evangelho da Semana: Mc 15, 1-39

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Michele da Silva Pinto

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

Novo tempo Litúrgico

Neste final de semana entramos na semana santa, tempo de reflexão na paixão, morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. TEMPO DE PROFUNDA REFLEXÀO SOBRE O SOFRIMENTO DE JESUS, SUA MORTE COMO SINAL DE AMOR POR CADA UM DE NÓS E SUA RESSURREIÇÃO.

Sofrimento de Jesus, sua morte como sinal de amor por cada um de nós e sua ressurreição

Evangelho de 05/04/09 – Mc 15, 1-39

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

1. Logo pela manhã se reuniram os sumos sacerdotes com os anciãos, os escribas e com todo o conselho. E tendo amarrado Jesus, levaram-no e entregaram-no a Pilatos.

2. Este lhe perguntou: És tu o rei dos judeus? Ele lhe respondeu: Sim.

3. Os sumos sacerdotes acusavam-no de muitas coisas.

4. Pilatos perguntou-lhe outra vez: Nada respondes? Vê de quantos delitos te acusam!

5. Mas Jesus nada mais respondeu, de modo que Pilatos ficou admirado.

6. Ora, costumava ele soltar-lhes em cada festa qualquer dos presos que pedissem.

7. Havia na prisão um; chamado Barrabás, que fora preso com seus cúmplices, o qual na sedição perpetrara um homicídio.

8. O povo que tinha subido começou a pedir-lhe aquilo que sempre lhes costumava conceder.

9. Pilatos respondeu-lhes: Quereis que vos solte o rei dos judeus?

10. (Porque sabia que os sumos sacerdotes o haviam entregue por inveja.)

11. Mas os pontífices instigaram o povo para que pedissem de preferência que lhes soltasse Barrabás.

12. Pilatos falou-lhes outra vez: E que quereis que eu faça daquele a quem chamais o rei dos judeus?

13. Eles tornaram a gritar: Crucifica-o!

14. Pilatos replicou: Mas que mal fez ele? Eles clamavam mais ainda: Crucifica-o!

15. Querendo Pilatos satisfazer o povo, soltou-lhes Barrabás e entregou Jesus, depois de açoitado, para que fosse crucificado.

16. Os soldados conduziram-no ao interior do pátio, isto é, ao pretório, onde convocaram toda a coorte.

17. Vestiram Jesus de púrpura, teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na sua cabeça.

18. E começaram a saudá-lo: Salve, rei dos judeus!

19. Davam-lhe na cabeça com uma vara, cuspiam nele e punham-se de joelhos como para homenageá-lo.

20. Depois de terem escarnecido dele, tiraram-lhe a púrpura, deram-lhe de novo as vestes e conduziram-no fora para o crucificar.

21. Passava por ali certo homem de Cirene, chamado Simão, que vinha do campo, pai de Alexandre e de Rufo, e obrigaram-no a que lhe levasse a cruz.

22. Conduziram Jesus ao lugar chamado Gólgota, que quer dizer lugar do crânio.

23. Deram-lhe de beber vinho misturado com mirra, mas ele não o aceitou.

24. Depois de o terem crucificado, repartiram as suas vestes, tirando a sorte sobre elas, para ver o que tocaria a cada um.

25. Era a hora terceira quando o crucificaram.

26. A inscrição que motivava a sua condenação dizia: O rei dos judeus.

27. Crucificaram com ele dois bandidos: um à sua direita e outro à esquerda.

28. [Cumpriu-se assim a passagem da Escritura que diz: Ele foi contado entre os malfeitores (Is 53,12).

29. Os que iam passando injuriavam-no e abanavam a cabeça, dizendo: “Olá! Tu que destróis o templo e o reedificas em três dias,

30. salva-te a ti mesmo! Desce da cruz!”

31. Desta maneira, escarneciam dele também os sumos sacerdotes e os escribas, dizendo uns para os outros: Salvou a outros e a si mesmo não pode salvar!

32. Que o Cristo, rei de Israel, desça agora da cruz, para que vejamos e creiamos! Também os que haviam sido crucificados com ele o insultavam.

33. Desde a hora sexta até a hora nona, houve trevas por toda a terra.

34. E à hora nona Jesus bradou em alta voz: “Elói, Elói, lammá sabactáni?”, que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”

35. Ouvindo isto, alguns dos circunstantes diziam: “Ele chama por Elias!”

36. Um deles correu e ensopou uma esponja em vinagre e, pondo-a na ponta de uma vara, deu-lho para beber, dizendo: “Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo”.

37. Jesus deu um grande brado e expirou.

38. O véu do templo rasgou-se então de alto a baixo em duas partes.

39. O centurião que estava diante de Jesus, ao ver que ele tinha expirado assim, disse: “Este homem era realmente o Filho de Deus”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

És tu o rei do Judeus?

A resposta de Jesus a este questionamento foi apenas um sim, da mesma forma como Maria respondeu ao apelo do anjo. Então, neste contexto o próprio Jesus dá testemunho de quem ELE é.

E para mim, quem é realmente Jesus? É Ele realmente o Rei? Alguém por quem tenho feito a minha opção de servir? Sim, Jesus é também nosso rei, não apenas dos judeus. Primeiramente, é Deus porque deu seu sangue, sua vida pela minha/sua/nossa salvação. É Ele que nos batiza no Espírito Santo.

Se Ele é o nosso rei, merece um espaço de rei em nossas vidas, devemos gastar tempo com Ele, nos envolver com o seu reino, com seus valores, e também saber o que Ele nos oferece, seus feitos, poderes, para assim acolhê-lo realmente como rei.

Se de nossos ídolos sabemos muito, mantemos muitas coisas que nos remetem a eles, vamos ao seu encontro, fazemos coisas inacreditáveis para estarmos com eles, imagine-se então o que deveremos fazer para estarmos com nosso rei, que naturalmente é muito mais do que um ídolo!

Quanto tempo tenho gasto com meu rei? Que tipo de loucura eu já fiz por Ele? Quais as coisas que tenho que me remetem a Ele? Qual crédito dou às palavras Dele? ELE influencia a minha vida?

SERA QUE JESUS É MESMO O MEU REI?

Jesus deu testemunho Dele mesmo sendo o rei dos Judeus e somente eu/você podemos dar testemunho de que Ele é também nosso rei, nos comprometendo com Ele e com seu reino.

Inveja

Esse sentimento que faz com que tenhamos pesar pela prosperidade de alguém é um sentimento que muito atrapalha a nossa vida, nossa caminhada, quer seja no serviço na igreja, quer seja no âmbito profissional, nos estudos e nas demais realidades de nossa vida.

Será que eu me alegro quando um colega de sala tira nota melhor que a minha? Ou quando um colega de trabalho é promovido? Ou, contrariamente, permito ser dominado por um sentimento de desejo de fracasso desta pessoa. PENSE BEM!

Santo Agostinho dizia “Elimina a inveja e o que é meu será teu, e se eu elimino a inveja será meu o que possuis”.

Assim, amados, devemos buscar o auxílio divino para arrancarmos este sentimento de nossa vida e cultivarmos em nós a alegria pela vitória de outrem. O fracasso alheio em nada nos ajudará a sermos melhores e contribuirmos com a construção de um mundo melhor, mais justo e fraterno. O que precisa ser feito para que o outro seja vitorioso, deve ser feito, pois foi exatamente isso que Jesus fez por nós.

As disputas por notas na academia se nos estimularem a estudar mais, a nos prepararmos mais, serão sempre saudáveis, porém, se geram em nós sentimentos como a inveja devem ser revistas, da mesma forma em nosso trabalho e no serviço ao reino.

Quando estamos a serviço, a manifestação de um carisma na vida de nossos irmãos deve produzir em nós alegria e não a inveja e provocar em nós sentimentos que desejam o fracasso, o erro ou a queda da pessoa agraciada. OUSARIA A DIZER QUE ISTO É DEMONIACO!

Crucifica-o

Eis um trecho da reflexão proposta pelo Frei Raniero Cantalamessa, OFM. Pregador da casa pontifícia. (traduzida por Zenit)

No Evangelho do domingo de Ramos, escutamos por completo o relato da Paixão segundo São Marcos. Nós nos propomos a questão crucial, e para responder a ela foram escritos os Evangelhos: por que um homem assim acabou na cruz? Qual é o motivo e quem foram os responsáveis pela morte de Jesus?

A conclusão que podemos tirar das considerações históricas realizadas é, portanto, que poder religioso e poder político, os chefes do Sinédrio e o procurador romano, participaram ambos, por motivos diferentes, na condenação de Cristo. Devemos acrescentar, em seguida, que a história não diz tudo, nem o essencial sobre este ponto. Pela fé, quem deu morte a Jesus fomos todos nós com os nossos pecados.

Deixemos agora de lado as questões históricas e dediquemos algum instante a contemplá-lo. Como se comporta Jesus na Paixão? Sobre-humana dignidade, paciência infinita. Nem um só gesto ou palavra que desminta o que Ele havia pregado em seu Evangelho, especialmente nas bem-aventuranças. Ele morre pedindo o perdão para seus verdugos.

Contudo, não há nada n’Ele que se assemelhe ao orgulhoso desprezo da dor do estóico. Sua reação ao sofrimento e à crueldade é humaníssima: treme e sua sangue no Getsêmani, desejaria que o cálice passasse dele, busca apoio em seus discípulos, grita sua desolação na cruz: «Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?».

Uma marca desta grandeza sobre-humana de Cristo na Paixão me fascina: seu silêncio. «Jesus calava» (Mt 26, 63). Cala ante Caifás, cala ante Pilatos, quem se irrita por seu silêncio; cala ante Herodes, que esperava vê-lo fazer um milagre (cf. Lc 23, 8). «Ao ser insultado, não respondia com insultos; ao padecer, não ameaçava», diz d’Ele a I Carta de Pedro (2, 23).

Só um instante antes de morrer rompe o silêncio e o faz com aquele «forte grito» que lança desde a cruz e que arranca do centurião romano a confissão: «Verdadeiramente este era Filho de Deus».

Reflexão final

Quem é Jesus para cada um de nós? Será mesmo o Rei? Se ELE é mesmo o nosso rei, busquemos andar segundo as leis de seu reino.

Muitas vezes em eventos passamos a aclamá-lo: Ei, ei, ei, Jesus é nosso rei! E não muitas vezes fazemos isso pelo ambiente emocional daquele momento, mas na semana santa somos chamados a uma reflexão aprofundada, em clima de fé e não apenas de emoção comum aos nossos encontros.

Que na reflexão destes dias possamos ser tocados pela força dos acontecimentos da paixão, morte e ressurreição de Jesus e nos comprometamos com o seu reino.

A inveja é um vício detestável, pois nos torna incapazes de alegrarmo-nos com um bem que é do outro, dá origem a muitas contradições, ultrajes e perseguições, e muitas vezes tem como consequências a violência e disto propomos a nos livrar nesta Campanha da Fraternidade.

Todo cuidado com nossos atos, pensamentos e, até mesmo, com nossas omissões, pois se pode dessa maneira, estar crucificando a Cristo como outrora o fizeram outros.

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

Evangelho da Semana: Jo 3, 14-21

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Fernando Galvani

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

Novo tempo Litúrgico

Estamos na quaresma. Tempo de oração, jejum e esmola. E neste clima caminhamos mais esta semana. Avançamos na Campanha da Fraternidade, com o tema: FRATERNIDADE E SEGURANÇA PÚBLICA e com o Lema: “A paz é fruto da justiça” (Is 32, 17).

Neste final de semana importância do crer e no testemunho de amor do Pai para conosco, pois nos deu seu único filho para que fossemos salvos pela sua morte na cruz.

Evangelho de 22/03/09 – Jô 3, 14-21 (Transfiguração do SENHOR)

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

14. Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem, 15. para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna. 16. Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. 17. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele.

18. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus. 19. Ora, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más. 20. Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. 21. Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Levantar o filho do homem

Este texto nos leva a refletir no destino final de Jesus ao permanecer fiel até fim da sua missão terrena, ou seja, a sua morte na cruz e com isso trazer a todo o gênero humano a salvação, assim como foi a serpente outrora no deserto.

Somos então convocados para que, diante das realidades de morte, de ameaça, levantemos a Cristo alto, bem alto e então todos os que olharem para Ele recebam a salvação. Como missionários de Jesus Cristo no meio universitário hoje somos chamados a levantarmos a Cristo, através do nosso testemunho, da nossa palavra consistente ao sermos interpelados pelas ideologias de morte, gente que deseja se envolver nas questões que demandam soluções na universidade e na sociedade.

Ao meditarmos no salmo 120, encontramos o salmista salmodiando. “Para os montes levanto os olhos: de onde me virá socorro? O meu socorro virá do Senhor, criador do céu e da terra”.

Também em alguns momentos de nossa caminhada podemos estar perecendo diante das dificuldades da vida acadêmica, ou do trabalho, principalmente os recém formados, na busca do tão sonhado emprego. Não desanimemos diante das ameaças das serpentes, ao contrário confiemos no Cristo levantado sobre o madeiro – Ele já pagou o preço da nossa libertação/salvação.

Crer

Todo o que Nele crer não pereça,.. Crer não é um mérito nosso, ao contrário do que muitas vezes acontece na universidade ou no trabalho, onde você é recompensando com uma melhor nota, ou uma promoção pelo que se faz a mais, ou melhor. A nossa fé, a graça de crer é um dom de Deus – ensina São Paulo quando escreve aos Efésios (cf.2,8). Se é um dom, devemos então pedi-lo, praticá-lo, exercitá-lo, pois assim Deus nos dá e nós o faremos crescer através do uso deste maravilhoso dom.

Gilberto Gil já cantou no passado: “andar com fé eu vou, porque a fé não costuma falhar não” , mas qual fé se deseja andar com ela? Não se trata de apenas crer. Para receber a salvação, é preciso crer em Jesus, na sua doutrina, nos seus ensinamentos, crer que Ele é realmente o filho de Deus vivo (cf. Mt, 16,16).

Para que a missão de evangelizar o meio universitário seja frutuosa é necessária uma overdose de fé, uma certeza do chamado, do desejo de Deus, da capacitação dEle para o desempenho da missão. Isso tem acontecido em muitas realidades universitárias com o derramamento do Espírito Santo. Com seus dons nos tornamos arautos da evangelização nas universidades e no trabalho, como profissionais de Deus, a serviço dEle.

É preciso que cultivemos então uma fé comprometida com a construção de um mundo novo, renovado em seus valores e conceitos. Não uma fé intimista, muito diferente da fé produzida como fruto da intimidade, uma fé que nos faz sonhar hoje com as universidades renovadas, repletas da doutrina de Jesus (cf. At 5,28).

Deus amou

Só quem experimentou poderá testemunhar o que é o amor de Deus. Isso digo por mim mesmo, pois, foi uma frase dita por uma amiga relatando esta realidade que mudou a minha vida. “Jesus te ama” me disse esta amiga em 1982. Na ocasião eu estava envolvido com as drogas, com a prostituição, e nada de religião me atraia. Mas estas palavras me foram ditas por alguém que vivia esta realidade ser uma pessoa amada por Deus – estas palavras entraram em mim e mudaram a minha vida. São João exorta-nos a “Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato” (cf. I Jô 3, 1) e isso de fato foi a coisa mais linda que já me aconteceu e beneficiou a mim e a tantos outros nas mais variadas realidades.

Jamais fui merecedor desta graça, ser amado por Deus, mas ELE o fez e faz por iniciativa Dele, e é tamanho este amor que nos envia seu único filho para morrer numa cruz como sinal deste seu amor. E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. (cf Rm 5,5)

Vivenciar esta graça, a de ser amado por Deus, é algo necessário ao gênero humano, e eu diria até que se houvesse uma única coisa a ser presenteada a alguém, que ele receba esta experiência, a dor amor Deus.

Devemos promover esta experiência no meio universitário e faremos isso vivendo a nossa identidade de carismáticos, levando os nossos irmãos a experiência do Batismo do Espírito. Todas as oportunidades que tivermos de rezar por nossos irmãos que o façamos e peçamos a Deus pela força do seu Espírito que nossos irmãos possam receber esta graça,a de experimentarem a profundidade, a grandeza, a largura do amor de Deus por nós.

Prática a verdade

Uma das coisas lindas que nos deixou a igreja foi o testemunho de vida de Dom Luciano Mendes, que por muitos anos foi arcebispo de Mariana- MG, onde muitos dos nossos projetos e motivações foram gerados. Dias antes da sua morte ele esteve em um programa de televisão na Rede Vida e a última pergunta do entrevistador foi: O senhor mentiu alguma vez aqui no programa? E ele olhou firmemente para a câmera e disse: eu nunca menti na minha vida. Esta também é uma cena forte da qual jamais poderá se esquecer quem a viu. Assim percebe-se como esta figura tão querida e sinal vivo do reino de Deus entre os homens ganhou notoriedade mundial, pois vivia a prática da verdade e sabia a força da verdade, pois só ela pode realmente libertar (cf. Jô 8,32).

Também é missão das universidades renovadas formarem pessoas comprometidas com a verdade, com a prática da verdade em nosso dia-a-dia, conosco mesmo, com nossos pais, nossos compromissos. Desejo adverti-los ainda, que o tempo da quaresma é um bom tempo para retirarmos a prática da mentira de nosso meio, mesmo aquelas mentirinhas que aprendemos quando crianças e muitas vezes nos faz não sermos verdadeiros com nossos irmãos e compromissos hoje.

Reflexão final

Levantar a Cristo como sinal de salvação no âmbito universitário é um desafio e ao mesmo tempo uma forma de oferecermos a libertação a todos aqueles que passam por dificuldades na universidade e no trabalho. NÃO TENHA MEDO SE SER TESTEMUNHA, DE LEVANTAR A BANDEIRA DE JESUS CRISTO DIANTE DE SEUS COLEGAS DE TURMA, PROFESSORES, COLEGAS DE TRABALHO,…

Qual é a minha fé? Em quem realmente acredito? O que posso fazer a partir de uma certeza que nasce no mais intimo do meu ser e me envia aos encontro dos meus irmãos, nas mais varias realidades e desafios? A fé é um dom, é preciso pedir! PEÇA-O AGORA!

O amor de Deus por você é único, individual, pessoal, Ele te ama como você é, com seus pecados, fragilidades, vícios… E foi por isso que o Pai deu seu filho único, como prova do seu amor por nós, para nos libertar/salvar. DEIXE AMAR POR ELE, SERÁ UMA EXPERIENCIA ÚNICA EM SUA VIDA!

Falar a verdade, viver a verdade será sempre a melhor opção, pois não há nada que seja mentiroso que um dia não virá às claras. Universitários renovados, profissionais do reino são pessoas comprometidas com a verdade. ESSA É TAMBÉM NOSSA VOCAÇÃO.

O USO DA VERDADE FORJA A HONRA DE UM HOMEM !

Papa fala de Lutero e diz que a fé salva se não se opor à caridade

O papa Bento XVI falou hoje da “Doutrina da Justificação”, um dos temas mais controvertidos da reforma protestante, e disse que Martinho Lutero não se equivocava quando dizia que “só a fé nos salva”, mas matizou que sempre que essa fé “não se oponha à caridade e ao amor”.

Dinate de cerca de 20.000 pessoas que assistiram na Praça de São Pedro à audiência pública, o papa disse que é através da catequese que o ser humano se transforma em justo aos olhos de Deus, tema central nas cartas de São Paulo e um dos assuntos que durante mais de quatro séculos separaram luteranos e católicos.

O sumo pontífice ressaltou que o Apóstolo – cujos escritos inspiraram profundamente Lutero – afirmava em suas cartas aos cristãos de Roma que “o homem é justificado pela fé com independência das obras da lei”.

“Lutero traduziu justificados só pela fé”, disse o papa, acresc entando que “a expressão ‘sola fide’ (só a fé) de Lutero é verdadeira se não se opor à caridade, ao amor”.

Ser justo, assegurou o papa, significa “simplesmente estar com Cristo, por isso que os outros preceitos já não são necessários”.

Bento XVI acrescentou que a fé é “olhar para Cristo, confiar-se a Cristo” e que a justiça se decide na caridade.

Terminada a audiência, o papa disse em espanhol aos fiéis presentes da Espanha e da América Latina que a justificativa em Cristo “é uma ação gratuita de Deus, sem merecimento humano”.

A “Doutrina da Justificação” é a explicação teológica das relações entre a graça de Deus que chega ao homem pelo batismo, e como o homem com essa graça passa de pecador a justo.

Tanto católicos como protestantes aceitam que a salvação é uma iniciativa gratuita de Deus.

Mas enquanto para os católicos o homem pode cooperar para esta graça, para os protestantes só esta ao homem uma atitude passiva.

Os católicos dize m que graças aos méritos da paixão de Cristo e por meio do batismo o pecado original é totalmente apagado, e a concupiscência é uma tendência ao pecado, mas não um pecado. No entanto, para os protestantes a concupiscência é um autêntico pecado.

Fonte: IG – SP

Vaticano critica nascimento de criança para cura de outra pessoa

O cardeal Javier Lozano Barragán, “ministro da Saúde” do Vaticano, condenou os nascimentos de crianças para curar outras e afirmou que “nenhuma pessoa pode ser usada como meio para que outra viva”.

“Cada pessoa é um fim em si mesma e não se pode usar uma pessoa como meio para salvar outra”, declarou o cardeal, presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde durante a apresentação da 23ª Conferência sobre “Pastoral na cura de crianças doentes”, que será realizada entre 13 e 15 de novembro no Vaticano.

Perguntado se havia contradição entre ciência e fé na hora de curar, Lozano Barragán disse que não existe e sobre se era lícito dar à luz um filho para curar outro, o cardeal mexicano lançou uma advertência sobre a dignidade do ser humano desde sua concepção e se referiu a um caso que aconteceu na Espanha, onde um bebê foi gerado para curar seu irmão.

“O princípio fundamental é que o que constrói o homem é bom e o que destrói é mau e, neste caso, se destruiu primeiro outra vida (em referência à eliminação de embriões). Não é uma ação eticamente válida, já que nenhum homem, nenhuma pessoa pode ser usada como meio para que outra viva”, declarou Lozano Barragán.

Embora não tenha dado mais informações sobre o caso, no dia 14 de outubro o Serviço de Saúde da Andaluzia anunciou o nascimento da primeira criança na Espanha programada geneticamente para poder ajudar seu irmão de seis anos a superar uma anemia congênita severa.

Para curá-lo, os médicos transplantarão o sangue do cordão umbilical do recém-nascido, livre da doença hereditária.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CNBB