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A situação da Igreja no Brasil

Professor Felipe Aquino
Doutor em Física pela UNESP e pelo ITA; há trinta e cinco anos é professor universitário e foi Diretor Geral do Instituto de Engenharia de Lorena - da USP-SP.
E-mail: felipeaquino@cancaonova.com
Site: http://www.cleofas.com.br/

A cada dia intensifica-se um laicismo anti-católico no Ocidente, uma afronta a nossas raízes cristãs. No entanto, não percebemos uma reação forte por parte dos católicos. Podemos notar que também no Brasil o mesmo é crescente. A Igreja é colocada cada vez mais como a vilã da história e da sociedade, contrária ao progresso, etc. Tudo isso, porque tem a coragem de denunciar seu comportamento pecaminoso no que fere a lei de Deus, inscrita no coração de cada homem: aprovação ao aborto, a união legal de pessoas de mesmo sexo – com adoção de crianças -, manipulação genética de embriões – como se fossem seres descartáveis -, inseminação artificial, eutanásia, suicídio assistido, controle egoísta da natalidade, distribuição de camisinhas e de pílulas do dia seguinte aos jovens etc.

A Igreja Católica, que é a Lumem gentium (Luz dos povos) faz a Luz de Cristo brilhar nas trevas deste mundo, missão que o Senhor lhe confiou, mas as trevas gritam contra ela. “… a vida era a luz dos homens; e a luz brilha nas trevas, mas as trevas não a compreenderam… Ele estava no mundo, e o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o reconheceu” (Jo 1, 4-10).

Em nosso Brasil, a maioria do povo diz ser católica, nossas raízes são católicas, nossa cultura e nossa tradição são católicas, mas esse povo infelizmente é quase analfabeto em doutrina, e muitas vezes alienado da realidade política e social; isso o deixa a mercê das seitas e de minorias que desejam implantar ideologias contrárias à fé da maioria. Esse povo bom, mas inculto, que na sua maioria não lê um jornal ou revista, e só se informa pela televisão, facilmente se deixa enganar até mesmo por um governo que propõe medidas ofensivas a moral católica, como acontece agora com o Plano Nacional de Direitos Humanos – 3, que é desumano. Este Plano, por exemplo, propõe a aprovação do aborto, do casamento de pessoas do mesmo sexo com adoção de filhos, a retirada dos símbolos religiosos católicos das repartições públicas, restringe a livre expressão das ideias, incentiva as invasões de propriedades alheias, limita a ação da justiça nas reintegrações de posse a seus legítimos donos, sugere a revisão da Lei da Anistia, ameaçando agitar a sociedade etc.

No entanto, em que pese toda manifestação dos bispos, a maioria da população católica parece ainda inerte, imóvel, omissa, como se nada estivesse acontecendo. Ou não toma conhecimento dos fatos ou o ignora de maneira alienante. Também grande parte do povo católico se satisfaz com o pão e o circo oferecidos pelo governo que age de maneira imoral. Esse povo não reage nem mesmo quando a fé católica é ofendida, a Igreja atacada, os sacramentos profanados, os santos ridicularizados e muitas vezes caricaturados, etc.

Estamos sofrendo uma guerra declarada. Já vivemos um martírio incruento, e não será surpresa se em breve se tornar cruento, também em nosso país, como acontece hoje na Índia, no Iraque, na Arábia Saudita etc., onde milhares de cristãos são mortos pelo simples crime de seguirem a Jesus Cristo.

Como unir e acordar esse povo católico, para que de maneira organizada e ordeira enfrente essa onda anti-católica que atravessa o mundo e também o Brasil?

As forças do ateísmo e do laicismo anti-católico atuam fortemente nas universidades, na mídia e nos movimentos sociais, que se apóiam o governo e se beneficiam de seus recursos. Infelizmente um segmento da Igreja, avesso à autoridade da Igreja, desobediente ao que vem da Santa Sé, favorece muitas vezes a rebeldia contra a própria Igreja e fortalece o laicismo. Pois “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído. Toda cidade, toda casa dividida contra si mesma não pode subsistir”. (Mt 12, 25).

Em nossa Igreja no Brasil, com uma desviada hermenêutica da chamada “opção preferencial pelos pobres”, acabamos abandonando os postos chaves na sociedade que outrora ocupávamos: as universidades, os laboratórios científicos, o mundo da cultura etc. Deixamos, assim, espaço aberto para que os marxistas pudessem fazer a cabeça daqueles que são hoje a cabeça da sociedade.

Infelizmente, não só no governo atual, mas também na Igreja, vemos o incentivo da política do “pão e circo”. Reunimos multidões de fiéis, lhe damos-lhes palavras bonitas – e tão vazias de conteúdo! -, algumas lágrimas e sentimentos à flor da pele. Muitos saem contentes, e tudo termina em nada… A profecia de Oséias é atualíssima: “Meu povo perece por falta de conhecimento” (Os 4,6). Já é hora de queremos deixar de contentar-nos com sermos cristãos superficiais. Precisamos dar-lhes alimento sólido, que os fortaleça na fé, tornando-a inabalável diante de qualquer contrariedade. O povo tem sede de verdade, mesmo que seja duro ouví-la. Chega de pregações adocicadas, que não dizem nada! Cristianismo não é poesia! Precisamos de cristãos totalmente informados pela fé, que a testemunhem por toda parte, e não somente nas sacristias de nossas paróquias.

É preciso levar o povo católico a conhecer a verdade, ser informado, e deixar de ser manipulado; este é o grande desafio atual. Pensamos que a Igreja é capaz de furar essa crosta que impede esse povo bom e desinformado de tomar conhecimento e participar da luta contra, por exemplo, esse PNDH, porque a mídia jamais vai fazer isso. Como diz Pe. Paulo Ricardo “há uma espiral de silêncio” que precisa ser quebrada.

Temos que unir forças. Voltar a conquistar estes meios. Construir uma rede com as pessoas boas – não só na intenção, mas com qualidade espiritual, humana, profissional – e organizar com inteligência nosso apostolado. Temos a firme esperança aí que não contamos somente com meios humanos, e, por isso, devemos ser audazes. Nesse sentido, não podemos esquecer que, antes de qualquer técnica de ação, devemos estar inteiramente unidos a Deus através de nossas armas sobrenaturais. Daí deve derivar, diante de tudo, um profundo otimismo, não ingênuo, mas espiritual, fruto da convicção de que com Ele nos tornamos onipotentes.

Os filhos das trevas são os que deveriam tremer diante de nós, pois nossas armas são muitíssimo mais eficazes. Além de todo auxílio sobrenatural – que nos torna infinitamente superiores nesta guerra -, temos nossos púlpitos – quantos brasileiros vão a Santa Missa dominical! -, temos vários meios de comunicação – TV, jornais, internet -, e contamos – apesar de tudo – com grande credibilidade por parte de nosso povo brasileiro: eles confiam na Igreja!

O que fazer de concreto? Além da luta pela santidade – que é o que mais conta – já que é o Senhor o protagonista dessa luta -, devemos estreitar nossa rede de contato. Tentar entrar mais nesses meios que possuímos. Mais encontros de formação, retiros para os intelectuais, universitários, cientistas, jornalistas para atingir o povo.

É urgente levar esse povo católico, em massa, a participar, escrever às autoridades, aos políticos, fazer manifestações organizadas e ordeiras; sim, esse povo que vai à Missa, a grupos de oração, que participa dos novos Movimentos e das novas Comunidades, que prega o Evangelho da salvação pelo Rádio, pela TV, pela internet, etc. Aqui entra, sem dúvida, o papel importante das televisões católicas. Enfim, é preciso uma ação unida, coordenada, de todos os católicos frente a tudo que estamos vendo de errado sobre bioética, corrupção, PNDH, etc.

É preciso envolver as realidades que querem ser fiéis à Igreja (Opus Dei, Regnum Christi, Comunhão e Libertação, Caminho Neocatecumenal, Cursilhos de Cristandade, Renovação Carismática, Equipes de Nossa Senhora, Serra Clube etc.) e Comunidades de Vida (Canção Nova, Shalom, Obra de Maria etc.), incluindo também as paróquias e dioceses; além dos políticos católicos. Revelar ao mundo a unidade transcendental da Igreja, que nos une por cima de toda diferença. “Nisto conhecerão que sois meus discípulos…” (Jo 13,35).

É claro que isso é algo difícil, muito difícil, mas se todos nos mobilizarmos no sentido de buscar essa união podemos fazer algo. Será preciso “grandeza de alma” para se colocar as exigências do Reino de Deus acima das nossas. Não adianta permanecermos entre nós com choros e lágrimas, como se fossemos uma “equipe de consolo mútuo”. Muita gente silenciosa está descontente com tudo isso; é preciso envolvê-los. Há muitos sites na internet que mostram isso. E esse é um instrumento poderoso de articulação hoje.

Os inimigos da Igreja estão articulados e as forças da Igreja estão esparsas; esse é o problema. Receamos que se não fizermos algo hoje, amanhã talvez seja tarde, e quem sabe as leis não nos permitam amanhã pregar contra a homossexualidade, o aborto, o sexo livre, … e tudo o que é contrário à lei de Deus.

Sabemos que a audácia dos maus se alimenta da omissão dos bons. Não podemos fugir deste mundo, e muito menos simplesmente condena-lo. Jesus disse que não veio para condenar o mundo, mas para salva-lo; a nós cabe fazer o mesmo.

Ao vislumbrar o terceiro milênio da cristandade, o Papa João Paulo II convocou os cristãos para “pescar em águas mais profundas”, onde se encontram peixes mais numerosos e maiores. João Paulo II e Bento XVI nos enviam para alto mar (“duc in altum”). E para isso é preciso estarmos preparados; o mar é bravio, podem surgir as tempestades a qualquer momento, ondas altas, vento forte, ameaçando virar a barca.

Não podemos mais ficar pescando na praia, com varinha de bambu, linha fina e anzol pequeno. A evangelização, a conversão de almas para Deus, não é um passa-tempo; mas uma missão árdua, que precisa ser cumprida com esmero: preparo e oração. Não é fácil arrancar as presas dos dentes do lobo cruel e assassino. “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15,5).

Mas, é preciso também o preparo. Paulo VI disse que a mediocridade ofende o Espírito Santo. Deus está pronto para mover os céus para realizar o que está além da nossa natureza, mas não moverá uma palha para fazer o que depende de nós. Ele faz o grão germinar, mas jamais virá preparar o solo e nele lançar a semente: “O Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti” (Santo Agostinho, Sermo 15,1).

O Papa João Paulo II na memorável vigília da Solenidade de Pentecostes no ano de 1998, mostrou a grande responsabilidade que têm, neste sentido, os novos Movimentos e as novas Comunidades:

“No atual mundo, frequentemente dominado por uma cultura secularizada que fomenta e propaga modelos de vida sem Deus, a fé de tantos é colocada à dura prova e frequentemente sufocada e apagada. Adverte-se, portanto, com urgência a necessidade de um anúncio forte e de uma sólida e profunda formação cristã. Como existe hoje a necessidade de personalidades cristãs maduras, conscientes da própria identidade batismal, da própria vocação e missão na Igreja e no mundo! E eis, portanto, os movimentos e as novas comunidades eclesiais: eles são a resposta, suscitada pelo Espírito Santo, a este dramático desafio no final do milênio. Vós sois esta providencial resposta”.

O mundo expulsa Deus cada vez mais; o secularismo toma conta da cultura, da mídia, da moda etc., a chama da fé é cada vez mais apagada nos lares, nas escolas e nas oficinas. O Papa pede “uma sólida e profunda formação cristã”. Sem isso não será possível pescar em águas profundas. Sem um bom conhecimento da doutrina, do Catecismo da Igreja especialmente, não poderemos dar ao mundo “a razão da nossa fé” (cf. 1Pe 3,15).

O Papa pede também “personalidades cristãs maduras”, certamente não só sacerdotes e bispos, mas leigos preparados, capazes de adentrar aos muros às vezes adversos das universidades, cinema, teatro, música, artes, meios de comunicação, política etc.

Ao lançar a Igreja em direção ao novo milênio, o Papa João Paulo II fez mais um forte apelo: “Uma nova evangelização!”. Se ele pediu uma “nova” é porque a anterior envelheceu; não certamente no seu conteúdo, mas na sua forma. Ele pediu: “com novo ardor, novos métodos e nova expressão”. O que significa isso?

Novo ardor, certamente no fogo do Espírito Santo que tem suscitado os movimentos e as Comunidades que brotam a cada dia. Sem esse “fogo” do céu, não haverá nova evangelização. Façamos sim planos e reuniões, projetos e programas, mas sob o fogo do Espírito, sem o qual tudo não passará de letra morta. Quanto tempo e energia já se perdeu por falta desse ardor do Espírito!

Novos métodos é certamente o que temos visto nas Comunidades e Movimentos: uma evangelização com um jeito novo: nas casas, nos rincões, pelas rádios, TVs, jornais, revistas, encontros, seminários, adorações, acampamentos de oração e estudo… É a “Primavera da Igreja” como dizia João Paulo II.

Nova expressão, uma nova maneira de viver o Evangelho, não mais individualista, mas em grupo, em comunidade, comprometidos conjuntamente com o trabalho do Reino do céu, na fraternidade, na correção fraterna, no amor mútuo, no compromisso com Deus e com a Igreja, “cum Petro e sub Petro”.

Vemos assim que a Igreja acredita profundamente nas Comunidades e Movimentos novos, que precisam se preparar, como verdadeiras “Companhias de Pesca”, e se lançarem sem medo, em nome do Senhor, em águas mais profundas, e buscar os grandes peixes.

Artigos de Professor Felipe Aquino

Quaresma, a luta contra o pecado 25/02/2010
A situação da Igreja no Brasil 24/02/2010
Existe mesmo maldição de ou em família? 20/02/2010
Por que o sofrimento nosso tem valor diante de Deus? 16/01/2010
Fora da Igreja não há salvação 20/11/2009
Anglicanos querem vir para a Igreja Católica 21/10/2009
Há diferença entre Rezar e Orar? 04/10/2009
O que é jejuar? Qual o efeito do jejum em nossa vida e quais as formas de jejum? 19/09/2009
O que dizer da vasectomia e laqueadura? 30/08/2009
O que a Igreja fala sobre o sexo no casamento? 16/08/2009
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O que dizer sobre a Opus Dei? 14/07/2009
Tenho algumas dúvidas sobre a questão do idolatrismo, estes dias atrás tivemos uma visita de uma imagem de nossa senhora que percorre o mundo, isso não é idolatrismo? Porque existem muitos católicos que acabam acreditando muito mais em uma imagem que até mesmo no nosso próprio JESUS? 20/06/2009
O que são pecados graves(mortais) e pecados leves(veniais)? 14/06/2009
Católico pode casar com protestante? 09/06/2009
A Igreja proibiu o ensino na Idade Média? 23/05/2009
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Perguntas e Respostas com Prof. Felipe Aquino 30/04/2009
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Espiritualidade 06: O Homem em Perigo 29/03/2009
A penitência da quaresma 15/02/2009
Espiritualidade 05: Construir o homem e o mundo 17/01/2009
Espiritualidade 04: Lições da Natureza 01/01/2009
Espiritualidade 03: "Tu és a alegria do Senhor teu Deus" (Is 62,5) 18/12/2008
Espiritualidade 02: Bênção e maldição 30/11/2008
Espiritualidade 01: Fidelidade a Deus 30/11/2008
Caminhando com Prof. Felipe Aquino... 15/11/2008

Perigo: crianças crescendo longe da Igreja!


Uma questão que tem me preocupado nos meus anos de sacerdócio é a relação das crianças com a Igreja. Tenho percebido, a cada ano que passa, que o número de crianças que frequentam as missas tem diminuído. E não é só na nossa paróquia. Mesmo crianças inscritas na catequese não têm participado da Santa Missa. Tenho para mim que esta questão é muito mais séria do possa parecer, à primeira vista, para muitos pais. Apoiados em desculpas inúmeras, os pais tem deixado que suas crianças decidam se querem ou não ir às missas. Muitas vezes são pais bons, pessoas que têm sabido criar seus filhos de maneira exemplar em muitas áreas da vida, mas que tem deixado a área religiosa em segundo plano, como se esta fosse algo menos importante, da qual se pode abrir mão sem grandes prejuízos para as crianças. No entanto, podemos afirmar que, sem a dimensão religiosa, o ser humano cresce com uma deficiência imensa, cujas consequências serão desastrosas. De fato, muitos pais pensam que oferecer educação, saúde, afeto, lazer e outras coisas a seus filhos, excluindo a espiritualidade, bastaria. No entanto, a dimensão espiritual é fundamental para equilibrar as outras áreas do desenvolvimento humano. Cada vez mais estudiosos têm afirmado a importância da inteligência espiritual no equilíbrio da inteligência racional e da emocional. Mas, se não são oferecidas condições para o desenvolvimento da criança quando ela está em formação, como poderá depois, quando adulta, recuperar o tempo perdido? Como semear valores religiosos imprescindíveis em alguém que quase não tem contato com a fé? Quando vejo crianças (e são muitas!) que, mesmo em horário de missas específicas para crianças, estão pelas ruas brincando ou em frente às TVs ou passeando em sítios, fico muito preocupado, me perguntando se terão, algum dia, uma fé verdadeira, capaz de orientar suas vidas para o que Jesus ensinou. Sei que, muitas vezes, as crianças não vão à missa porque seus pais quase nunca vão. Dizem ter muita fé, mas é uma fé segundo sua cabeça, não seguindo o que ensinou Deus, que na Bíblia diz que o domingo é o dia do Senhor. Há pais que dirão que criança faz bagunça e incomoda as pessoas na missa. Quanto a isso, digo que se os pais forem conversando com elas em casa a esse respeito, elas saberão se comportar adequadamente nas missas. É claro que não se deve deixar a criança solta, fazendo o que quer na igreja, mas também não se pode esquecer que são crianças e não se pode esperar que se comportem como adultos. Se queremos jovens longe de caminhos perigosos; se queremos adultos equilibrados, pessoas de bem, capazes de fazer de sua vida algo belo, devemos dar às nossas crianças o direito de conhecer Jesus e seus ensinamentos, enquanto ainda são crianças. Que Deus abençoe a todos.

Visita Pastoral

Padre Paulo Dionê Quintão
Pároco do Santuário Santa Rita de Cássia. Jubileu de Prata Sacerdotal 1984 - 2009
E-mail: santuariosrc@lince.tdnet.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Pe Walter

A cada dia cresce a consciência de que somos uma Igreja em estado permanente de Missão. Isto nos põe diante da iluminação do cotidiano com o impulso evangelizador que não nos permite perder tempo. As palavras do Apóstolo Paulo “Ai de mim se eu não evangelizar” repercutem em nossa consciência como um alerta.

Não seria diferente a realidade da presença do Pastor que vem compartilhar o convívio com o Rebanho de Cristo confiado aos seus cuidados de pai espiritual. Os dias quatro, cinco e seis de dezembro de 2009 ficarão registrados nos anais da vida missionária da Paróquia Santa Rita de Cássia, com a realização da VISITA PASTORAL de Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Puxando o fio da história. Tudo começou no auge do Ciclo do Ouro, ocasião em que a região dos garimpos gerou a fartura financeira com as riquezas das Gerais. Tinha-se o dinheiro, porém o mercado não estava abastecido de alimentos e congêneres. Tal situação deu origem à expansão das fazendas; época em que a colonização alcançou as verdes matas batizadas como Santa Rita do Turvo.

Sinais de fé e devoção também faziam parte da bagagem das caravanas. Foi no lombo dos animais cargueiros, escalando morros e descortinando encostas, atravessando rios, vales e montanhas que a devoção a Santa Rita de Cássia veio aportar-se nestas paragens. Alojou-se na alma do povo e veio transpondo as colinas e vales da História destes séculos em que SANTA RITA DE CÁSSIA tornou-se a mais consolidada referência na expressão de fé desta urbe universitária.

A visita pastoral é uma rica experiência missionária. Desde a organização da agenda do Pastor que, em nome do Senhor, vem nos visitar, até a execução de todos os eventos.
Somos uma comunidade evangelicamente iluminada pela fé. Fé genuína, brotada do coração de Cristo com o nosso Batismo nele e sustentada pela Palavra que se fez carne e se espalhou pela história no testemunho apostólico de ontem e de hoje. Pois que os Bispos são sucessores dos Apóstolos.

Bradamos aos céus, invocando as luzes e ação do próprio Deus em nosso favor: Vinde, ó Espírito Santo, as nossas almas visitai. Vinde rezar em nós para o louvor de Deus Pai que é nosso único bem. Vós sois o Consolador, o dom do Deus Altíssimo. Vinde rezar em nós, para o louvor do Filho que é nosso Irmão Ressuscitado. Iluminai-nos e derramai em nossos corações o Vosso amor. Vinde rezar em nós, para o vosso louvor e o vosso santo modo de operar. Espírito Santo, que por Maria nos destes o Salvador. Fazei-nos, com Maria, bendizer a Deus para sempre. Por vossa inspiração abraçamos a vida de discípulos missionários. Fazei, por intermédio de Santa Rita de Cássia, que vivamos sempre como irmãos e irmãs. Nós vos pedimos, ó Deus, a plenitude do Espírito Santo, para podermos partilhar o que somos e temos.

Através da Visita Pastoral, possam nossas comunidades descobrir a melhor maneira de serem, cada vez mais, verdadeiras seguidoras de Cristo, realizando a vocação à santidade.

Fora da Igreja não há salvação

Professor Felipe Aquino
Doutor em Física pela UNESP e pelo ITA; há trinta e cinco anos é professor universitário e foi Diretor Geral do Instituto de Engenharia de Lorena - da USP-SP.
E-mail: felipeaquino@cancaonova.com
Site: http://www.cleofas.com.br/
Padre Paulo Dionê Quintão

O que esta frase quer dizer? Esta sentença é dos grandes Padres da Igreja, como Santo Agostinho (430), São Justino (165), Santo Irineu (200), etc., e mostra que a Igreja é fundamental para a nossa salvação. Como entender esta afirmação? De maneira positiva, ela significa que toda salvação vem de Cristo-Cabeça através da Igreja que é o seu Corpo, explica o Catecismo da Igreja: “Apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, [o Concílio Vaticano II] ensina que esta Igreja peregrina é necessária para a salvação”.

Cristo é o único mediador e caminho da salvação, mas Ele se torna presente para nós no seu Corpo, que é a Igreja. Ele, mostrando a necessidade da fé e do batismo para a nossa salvação [Mc16,16 – “Quem crer e for batizado será salvo...”], ao mesmo tempo confirmou a necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo batismo, como que por uma porta. Diz o Catecismo que:

“Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus através de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar, ou então perseverar (LG 14)”. (Cat. §846)

Quando a Igreja nos toca pelos Sacramentos, é o próprio Cristo que nos toca. Jesus disse aos Apóstolos (hoje os bispos): “Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou’ (Lc 10,16) . Desprezar a Igreja e seu magistério sagrado, é desprezar a Cristo. Disse o Papa Paulo VI que “quem não ama a Igreja, não ama a Jesus Cristo”.

São Paulo na Carta a S. Timóteo diz que: “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4), e afirma em seguida que: “A Igreja é a coluna e o fundamento da verdade”. (1Tm 3,15)

O Catecismo afirma que: “A única Igreja de Cristo… subsiste na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele… (LG 8).” (§870)

A Igreja é apostólica: está construída sobre “Os doze Apóstolos do Cordeiro” (Ap 21,14); ela é indestrutível (Mt 16,18); é infalivelmente mantida na verdade (Jo 14,25; 16,13; §869)

Para manter a Igreja isenta de erros de doutrina “Cristo quis conferir à sua Igreja uma participação na sua própria infalibilidade, ele que é a Verdade.” (LG 12; DV 10).

Mas o Catecismo explica que: “Aqueles, portanto, que sem culpa ignoram o Evangelho de Cristo e sua Igreja, mas buscam a Deus com o coração sincero e tentam, sob o influxo da graça, cumprir por obras a sua vontade conhecida através do ditame da consciência, podem conseguir a salvação eterna”. (§848)

Artigos de Professor Felipe Aquino

Quaresma, a luta contra o pecado 25/02/2010
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Outubro: Mês do Santo Rosário

Padre Paulo Dionê Quintão
Pároco do Santuário Santa Rita de Cássia. Jubileu de Prata Sacerdotal 1984 - 2009
E-mail: santuariosrc@lince.tdnet.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Professor Felipe Aquino

Para facilitar a edificação espiritual de todos, a Igreja se interessa na criação de tempos fortes de oração. Foi com este objetivo que o Papa Leão XIII consagrou o mês de outubro ao Rosário. Desde então, seus sucessores corroboraram este pensamento por meio de palavras e exemplos. Destacamos o Papa Paulo VI, em sua Encíclica Christi Matri, recomendando tal devoção, sem nos esquecer do saudoso João Paulo II que criou os Mistérios Luminosos.

Pela meditação dos mistérios do Rosário, os ensinamentos, exemplos e as atitudes de Jesus Cristo vão sendo assumidas de maneira espontânea na vida de quem recita esta prece litânica.

Embarcando na contemplação do Rosário, estaremos devidamente equipados para navegarmos seguramente, mesmo em meio às ondas revoltas enquanto adentramos no mar desta história. Com certeza, aportaremos tranqüilamente na cidade de Deus.

Trata-se de uma leitura orante da Palavra de Deus. Vinte vezes é recitada a oração bíblica do Pai Nosso. As duzentas Ave Marias, em sua primeira parte, referem-se ao Evangelho: Lc 1, 42. Dos vinte mistérios, dezenove são textos bíblicos. O único que não é diretamente bíblico é o que aborda a Assunção de Maria, ainda assim foi declarado dogma de fé pelo Papa Pio XII, a 1/11/1950 – “O que ligares na terra será ligado no céu…” – Cf. Mt 16,18s.

Embora o Rosário não seja uma oração litúrgica, traduz o testemunho da conservação de inúmeros valores, dignos de serem cultivados pela espiritualidade de pessoas doutas ou pouco instruídas. Isto, graças ao ritmo litânico em que se desenrola, pela temática evangélica que apresenta, pela fusão da expressão oral com a meditação interior que o define.

A contemplação do Rosário é uma profunda reflexão sobre a Encarnação, a Vida Redentora, a Luz do Reino e a Ressurreição de Jesus e daquela que se tornou o instrumento mais direto de que Deus se serviu para entrar na História da humanidade: Maria de Nazaré.

Nos mistérios gozosos celebramos a alegria, presente existência temporal e de maneira plena no Céu. Os mistérios luminosos nos apresentam Jesus como Luz do mundo, anunciador do Reino; os dolorosos nos ajudam a fazer a ligação dos sofrimentos humanos à Paixão do Senhor, conforme o Apóstolo Paulo nos ensina na Carta aos Colossenses. Nos mistérios gloriosos meditamos no “já agora” e no “ainda não” do Reino definitivo. Trata-se da vida na Glória celeste. Inaugurada por Jesus, com a ressurreição; antecipada por Maria e todos os que lá personificam a comunidade dos salvos.

“Nossa Senhora é uma Rosa. Rosa mística de amor. Num Rosário de louvor, duzentas rosas A circundam carinhosas. Aves e Santas-Marias, castíssimas melodias! E vinte cravos de luz: os Pais-Nossos de Jesus”. (Cf. Oliveira, Oscar de. “Nossa Senhora”. Mariana, Ed. Dom Viçoso, século XX).

A vida é um ROSÁRIO de alegrias, luzes, dores e glórias. Quem souber fazer desta oração bíblica um eficaz meio para exercitar sua espiritualidade, descobrirá a beleza e o perfume deste MÊS DO ROSÁRIO!

Irlanda sediará Congresso Eucarístico Internacional

Dublin, na Irlanda sediará o próximo Congresso Eucarístico Internacional. O evento, acontecerá de 10 a 17 de junho de 2012 e terá como tema “A Eucaristia: Comunhão com Cristo e entre nós”. “Foi um momento de renovação e de aprofundamento do ensinamento da Igreja e da sua autocompreensão como corpo de Cristo e Povo de Deus”, disse o arcebispo da capital Irlandesa, dom Diarmuid Martin, sobre a formulação do tema que, segundo ele, nasce da coincidência da celebração do 50º Congresso com os 50 anos da inauguração do Concílio Vaticano II.”Esperemos que a reunião da Igreja em Dublin em 2012 ajude a compreender a Eucaristia como verdadeira e pessoal comunhão com Jesus Cristo e redescobrir a fisionomia essencialmente eucarística de toda comunidade cristã”, sublinhou ainda o arcebispo.

O que é jejuar? Qual o efeito do jejum em nossa vida e quais as formas de jejum?

Professor Felipe Aquino
Doutor em Física pela UNESP e pelo ITA; há trinta e cinco anos é professor universitário e foi Diretor Geral do Instituto de Engenharia de Lorena - da USP-SP.
E-mail: felipeaquino@cancaonova.com
Site: http://www.cleofas.com.br/
Padre Paulo Dionê Quintão

O jejum é uma forma de mortificar o corpo para fortalecer o espírito na luta contra a tentações do pecado.

O jejum deve ser feito de modo que cada um aguente; deve ser diferente para cada pessoa. Tem gente que aguenta bem ficar o dia todo sem comer e só beber água; outros ficam apenas com uma refeição; entende? Pode ser feito da melhor maneira possivel. O jejum que a Igreja exige na Quarta feira de Cinzas e na Sexta Feira Santa, é parcial, não total; deve-se fazer tres refeições leves; café da manhã, almoço e ceia. Mas nada nos intervalos.

Artigos de Professor Felipe Aquino

Quaresma, a luta contra o pecado 25/02/2010
A situação da Igreja no Brasil 24/02/2010
Existe mesmo maldição de ou em família? 20/02/2010
Por que o sofrimento nosso tem valor diante de Deus? 16/01/2010
Fora da Igreja não há salvação 20/11/2009
Anglicanos querem vir para a Igreja Católica 21/10/2009
Há diferença entre Rezar e Orar? 04/10/2009
O que é jejuar? Qual o efeito do jejum em nossa vida e quais as formas de jejum? 19/09/2009
O que dizer da vasectomia e laqueadura? 30/08/2009
O que a Igreja fala sobre o sexo no casamento? 16/08/2009
Jesus Sinal de Contradição 02/08/2009
O que dizer sobre a Opus Dei? 14/07/2009
Tenho algumas dúvidas sobre a questão do idolatrismo, estes dias atrás tivemos uma visita de uma imagem de nossa senhora que percorre o mundo, isso não é idolatrismo? Porque existem muitos católicos que acabam acreditando muito mais em uma imagem que até mesmo no nosso próprio JESUS? 20/06/2009
O que são pecados graves(mortais) e pecados leves(veniais)? 14/06/2009
Católico pode casar com protestante? 09/06/2009
A Igreja proibiu o ensino na Idade Média? 23/05/2009
A Igreja excluiu livros da Bíblia? 16/05/2009
Qual o significado de Kairós? 03/05/2009
Por que só Comungamos a Hóstia e não bebemos o Vinho consagrado? 01/05/2009
Perguntas e Respostas com Prof. Felipe Aquino 30/04/2009
As Hóstias estragam? 30/04/2009
Espiritualidade 06: O Homem em Perigo 29/03/2009
A penitência da quaresma 15/02/2009
Espiritualidade 05: Construir o homem e o mundo 17/01/2009
Espiritualidade 04: Lições da Natureza 01/01/2009
Espiritualidade 03: "Tu és a alegria do Senhor teu Deus" (Is 62,5) 18/12/2008
Espiritualidade 02: Bênção e maldição 30/11/2008
Espiritualidade 01: Fidelidade a Deus 30/11/2008
Caminhando com Prof. Felipe Aquino... 15/11/2008

Igrejas cristãs entram no debate sobre economia na próxima Campanha da Fraternidade

“A Campanha da Fraternidade Ecumênica visa a fortalecer os laços de fraternidade e de cooperação do povo cristão a serviço da transformação da sociedade brasileira para que seja mais justa e solidária”. A afirmação é do presidente do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), pastor luterano Carlos Möller, ao abrir ontem, 10, o ato de lançamento do material da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2010, que abordará o tema “Economia e Vida”. O evento aconteceu no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Além de religiosos das cinco Igrejas que compõem o Conic, o ato contou com a presença da senadora Mariana Silva, do economista Paul Singer e do subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano, além de turistas que visitavam o local. Um grupo que trabalha com a economia solidária, em Duque de Caxias (RJ), veio especialmente para o evento, carregando uma faixa de apoio à Campanha da Fraternidade do ano que vem.

“O Conic não quer criticar os sistemas econômicos, mas espera que a Campanha da Fraternidade mobilize as Igrejas e a sociedade para dar respostas concretas às necessidades básicas da pessoa humana e à salvaguarda da natureza”, disse o secretário geral do Conic, reverendo Luiz Alberto Barbosa, um dos coordenadores da próxima Campanha da Fraternidade que, pela terceira vez, será ecumênica.

“É preciso educar a sociedade afirmando que um novo modelo econômico é possível e denunciar as distorções da realidade econômica existente para que a economia esteja a serviço da vida”, completou o reverendo.

“Eu sonhava com a Campanha da Fraternidade sobre economia e vida. Este sonho está se realizando neste momento”, disse o economista Paul Singer, um dos convidados para o evento. Singer criticou a economia capitalista “que não gera vida” e “que não realiza justiça”. “Antes eu queria que o capitalismo fosse destruído. Agora penso que ele precisa ser superado”, disse o economista. “O amor deve entrar na discussão da economia. Além de água e alimento, carecemos de ser amados”, acentuou. Para o economista, não existe apenas uma economia, mas “economias”.

A ex-ministra e senadora, Marina Silva, destacou que a economia deve ser vista na perspectiva da solidariedade que implica uma “nova forma de nos relacionarmos com os outros e com a natureza”. Ela condenou o pragmatismo que tem tirado dos jovens o direito de sonhar. “O pragmatismo tem destruído a natureza, as relações políticas e tem levado os jovens a não sonhar e a não querer transformar o mundo”, disse Marina.

Segundo a ex-ministra, é necessário pensar a economia como fonte de vida. “Precisamos mudar a nossa forma de produzir, de consumir e de nos relacionarmos com a natureza”, disse.

Já o subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano, entende que a próxima CF será dirigia “aos que têm fome de pão e sede de justiça”. “O material (da CF) servirá a todas as pessoas, escolas, sindicatos, mídia e Igrejas. Ajudará para que as pessoas pensem: a economia (que temos) serve para atender às necessidades das pessoas ou para oprimi-las”, sublinhou.

A Campanha da Fraternidade de 2010 só começará na quarta-feira de Cinzas, dia 17 de fevereiro. O material é lançado com antecedência para que as lideranças se capacitem a fim de levar o debate às comunidades. O lema que vai animar as discussões desta Campanha é extraído do evangelho de São Mateus: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”.

A principal publicação sobre o conteúdo da CF é o texto base, um livro de 80 páginas, escrito com a participação de peritos em economia. “O sistema econômico deve visar o bem comum. Recebemos os bens para a vida e não a vida para a riqueza”, disse o reverendo Luiz Alberto. Um kit com todo o material foi entregue aos participantes do evento, inclusive à imprensa. Publicado pelas Edições CNBB, o material estará disponível nas livrarias católicas na próxima semana.

A cerimônia no Cristo Redentor foi encerrada com uma oração ecumênica presidida pelo secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, e pelos pastores das outras Igrejas presentes ao ato.

O que dizer da vasectomia e laqueadura?

Professor Felipe Aquino
Doutor em Física pela UNESP e pelo ITA; há trinta e cinco anos é professor universitário e foi Diretor Geral do Instituto de Engenharia de Lorena - da USP-SP.
E-mail: felipeaquino@cancaonova.com
Site: http://www.cleofas.com.br/
Professor Felipe Aquino

Sobre a vasectomia, a doutrina da Igreja a proibe, pelo fato de ser uma mutilação no ser da pessoa, e em algo muito importante que é a capacidade de gerar a vida. O mesmo se dá com a laqueadura.

Mas, pelo que parece, você não tinha muita consciência disso quando a fez. Sugiro até que você conte isto a um padre em Confissão, mesmo que não tenha havido pecado grave pelo fato de você não ter, na época, uma consciência mais profunda da questão.

Quem sabe se um dia a medicina a torna reversível e você, então, possa desfazé-la! Fique em paz; e não fique se culpando; ponha isto agora na misericórdia de Deus. Costumo dizer aos homens e mulheres que se esterilizaram, que vale a pena ´assumir´ o cuidado de outras crianças carentes e abandonadas, como se fossem filhos que não podem mais ter; ainda que não seja por uma adoção definitiva, mas pelo menos assistencial. Vale a pena; tem muitos filhos “orfãos de pais vivos” neste mundo.

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Quaresma, a luta contra o pecado 25/02/2010
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Tenho algumas dúvidas sobre a questão do idolatrismo, estes dias atrás tivemos uma visita de uma imagem de nossa senhora que percorre o mundo, isso não é idolatrismo? Porque existem muitos católicos que acabam acreditando muito mais em uma imagem que até mesmo no nosso próprio JESUS? 20/06/2009
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Caminhando com Prof. Felipe Aquino... 15/11/2008

Ai! Tenho que ir à Missa!


Ao longo destes anos em que sou padre, não é muito incomum escutar pessoas que me dizem: “Padre, eu tenho muita fé, mas eu rezo em casa mesmo”. Dizem isto para poder se justificar, quanto ao fato de não irem às missas nos finais de semana.

A verdade é que, para muitos cristãos que se dizem católicos, ir à missa é algo enfadonho e que é encarado como mera obrigação imposta pela Igreja. Para eles, rezar em casa equivale a ir à missa.

Diante deste fato e da constatação de que muitos vão às missas regularmente, mas a encaram como um rito formal, repetitivo, participando dele sem se interessar, me vem à mente o episódio relatado pelo evangelista Lucas, o qual relata que Jesus afirmara antes daquela quinta-feira santa: “Tenho desejado ardentemente comer esta ceia com vocês” ( Lc 22,14). Ao final da Ceia, relatada também pelos outros evangelhos, dado a sua fundamental importância, Jesus disse: “Fazei isto em memória de mim” ( Lc 22,19).

Assim, podemos constatar claramente que a missa não foi uma criação da Igreja, mas nasceu de uma iniciativa de Jesus que desejou ardentemente celebrá-la com seus discípulos e depois ordenou que eles fizessem a mesma coisa em memória dele, para recordar, atualizando aquilo que Ele mesmo fez.

Refletindo sobre isto, é inevitável que me venha à mente a pergunta: Pode alguém fazer o que Ele fez, em sua memória, com o coração endurecido, de má vontade e sem colocar naquilo o seu afeto, o seu ser? Se é em memória dele, numa ação sagrada (sacramento) na qual a própria presença de Jesus se faz real, podemos estar lá, por estar? Ele desejou ardentemente fazer aquela refeição durante a qual antecipava a entrega de sua vida, de seu corpo e de seu sangue para nos salvar. Poderia alguém, diante disto, responder com indiferença, se recusando a aceitar o seu convite ou assistindo passivamente como mero expectador?

Diante de tais questões, ocorre-me que, na verdade, quem assim se porta só pode não ter ainda compreendido o que Jesus realizou e realiza, atualizando o passado, em cada missa.

Primeiramente, quando alguém diz que reza em casa para justificar sua ausência das missas, não entendeu que uma coisa não substitui a outra e que ambas são necessárias no caminho do discipulado; ambas foram ensinadas por Jesus. Oração particular e missa se complementam. A missa é a forma comunitária de celebrar, a mais perfeita forma, onde o Senhor se faz presente na assembleia celebrante, naquele que a preside, na palavra proclamada e, por fim, de maneira excelente nos dons eucarísticos do Pão e do Vinho, que consagrados, possuem o poder de nos comunicar a vida divina. “Isto é o meu Corpo, tomai e comei. Isto é o meu Sangue, tomai e bebei” (Lc 22,19). Como alguém poderá pensar que rezar em casa substitua isto?

Ir à missa e participar dela não deveria ser motivo de lamento para ninguém, mas de alegria e agradecimento. Aliás, participar é ajudar a fazer, celebrar junto e não apenas assistir. Uma assembleia que participa, faz a missa alcançar toda a sua plenitude pela beleza do canto, das orações partilhadas, do estar juntos de maneira fraternal, do alimentar-se da vida do Senhor para se fortalecer na caminhada de uma fé comprometida com o Reino que Ele anunciou.

No lugar do “Ai, tenho que ir à missa!”, que tal o “Ó, que bom, tenho o privilégio de poder ir à missa!”?

Que Deus abençoe a todos!