Colégio Equipe
RCC Viçosa – Renovação Carismática Católica de Viçosa
Blog Católico
Livro:
Capítulo:
Ler Capítulo

"Observe o íntegro, veja o homem reto: há uma posteridade para o homem pacífico. A salvação dos justos vem de Javé, que é o seu refúgio no tempo da angústia."(Salmo 37)

Evangelho da Semana (João 20,19-31)


Serva atuante da RCC Viçosa, pertencente ao Grupo de Oração “Cenáculo do Senhor”
E-mail: mimenorddd@yahoo.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!


19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.
20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.

21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”.
22E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.
24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!”
Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.
26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”.

27Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”.
28Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!”
29Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”
30Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. 31Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Páscoa é tempo de ressuscitar. Esse é o convite para nós a cada dia: morrer para o mundo e renascer em Cristo!

O Evangelho deste segundo domingo da Páscoa apresenta o que aconteceu oito dias após a ressurreição de Cristo: os discípulos estavam trancados no Cenáculo, com medo… apesar de tudo que já tinham visto, vivido e ouvido do próprio Cristo e de alguns irmãos, ainda não acreditavam de fato.

Mas Jesus continua a se manifestar e aqui se destaca a pessoa de Tomé com sua fé limitada, que na verdade só existiria se ele pudesse ver e tocar Naquele em quem deveria acreditar… para ele não bastavam o anúncio e os testemunhos que já tinha ouvido. Para surpresa de Tomé, Jesus aparece de novo a todos os discípulos e se dirige de maneira particular a ele… Jesus vem e diz diretamente a Tomé, e assim, lhe dá aquilo que ele disse ser necessário para crer que Jesus estava vivo.

Com certeza, o Senhor não fez isso para atender aos caprichos de Tomé, mas para deixar uma mensagem aos discípulos (e também a nós): “Não sejas incrédulo, mas homem de fé” (v.27b) e para anunciar: “Felizes aqueles que crêem sem ter visto” (v.29b).

Caríssimo e caríssimas vamos abrir os nossos olhos às diversas manifestações do Senhor… a cada instante somos contemplados com milagres Seus, afinal de contas, “Ele está no meio de nós”.

Precisamos parar com o que é supérfluo, com o que tapa os nossos olhos e ouvidos a Essa presença. Precisamos viver, dizer SIM à vida e dizer NÃO a toda cultura de morte, que nos paralisa no sepulcro frio e escuro e não nos abre a Vida e Ressurreição.

Creiamos nisso, creiamos que “Jesus Cristo é o Filho de Deus , para que crendo, tenhamos a vida em seu nome” (v.31).

A paz esteja convosco!!!!!

Serás inteiramente do Senhor teu Deus

A segunda pregação de Gilson Paixão no Seara 2010 e que também deu início as atividades na parte da tarde desta segunda-feira (15-02) utilizou-se da palavra de Deuterômio 18,9, que tem como foco de reflexão questões atinente ao profetismo e a advinhação. Entre as crenças em outros deuses e de diversas naturezas há uma lista de práticas que são abomináveis aos cristãos. Nesse sentido, Gilson orientou a pregação na perspectiva da defesa de nossa fé, enfatizando, que isto não seria uma denúncia, mas, apenas, tomar posse da terra em que o Senhor preparou a nós. Outro momento foi marcado por indagações e afirmações a assembléia. Dentre eles, o pregador questionou “quem é o rei da sua vida” e, em outro, afirmou que muitos têm perdido o céu por desobediência á Deus. Por fim, fechou com uma oração de renúncia.

O significado do batismo de Jesus


Cristo começa seu ministério público pelo batismo que Lhe foi ministrado por João Batista. Tratava-se de um batismo de penitência, ao passo que o batismo por Ele posteriormente instituído é o sacramento da iniciação cristã, transmitindo as graças da Redenção. Toda a humanidade de seu seguidor se transfigura e é introduzida na vida trinitária de Deus através do rito batismal. O cristão é então lançado no coração mesmo da obra salvífica e sua vocação é daí por diante a busca da santidade, uma vez que se torna participante da natureza divina (2 Pd 1,4). A leitura teológica do batismo de Jesus oferece, porém, outras lições preciosas. A teofania, ou seja, a manifestação das Pessoas divinas ao ensejo do que ocorreu no rio Jordão, enquanto João O batizava, mostra a missão confiada na terra ao Filho obediente ao Pai através do Espírito Santo. É com este Espírito divino, e por Ele, que o homem, regenerado pelo batismo, é reconhecido como filho bem-amado (1 Jo 3,1). Eis por que João Batista havia dito com relação a Jesus: “Ele batizar-vos-á com Espírito Santo e com fogo” (Mt 3, 11). O batizado é, verdadeiramente, marcado, selado a fogo com a impressão do Espírito como penhor de salvação. De fato o batismo do Messias encheria os batizados de dons celestes e os purificaria de toda a escória do mal. Deste modo, o batismo de Jesus foi como que a revelação do Deus trinitário e sua ação na vida cristã. Esta dimensão espiritual seria de vital importância para os cristãos. São João diria que “Deus é amor” (1 Jo 4,7). Eis a razão pela qual o batizado, sob a conduta do Espírito Santo, necessita na sua vida passar do sinal da água regeneradora à realidade da plenitude da dileção infinita do Ser Supremo, irradiando por toda parte este amor que beatifica, purifica e salva. O Batismo de Jesus nos leva, deste modo, a penetrar no sentido profundo do nosso batismo. Por este sacramento o humano entra no movimento da morte e da ressurreição de Jesus. Pela morte de Jesus, o homem mortal está destinado a fazer morrer tudo que é recusa de Deus, de todo pecado, de toda procura de uma vida autônoma longe de toda espiritualidade. Pela ressurreição de Jesus o homem novo nasce, homem eterno, homem do amor, da comunhão e da vida. Cada ser humano surge neste mundo no pecado, definido como uma busca de vida independente do Criador, numa recusa total de seus sagrados preceitos. O batismo põe um ponto final nesta atitude meramente carnal, colocando dentro de cada um o germe da vida espiritual voltada para Deus. Este outorga a consciência da verdadeira liberdade que leva à felicidade individual. Pela morte nas águas batismais o batizado passa pela morte de Jesus e começa a possuir a vida eterna beatífica. Incorporado ao Corpo Místico de Cristo, se torna membro da Igreja, outro título de glória para o cristão. Pelo batismo os homens formam um só corpo em Cristo para compor o Povo de Deus. Por ser habitação viva de Deus (Ef 2,22) a comunidade dos cristãos é constituída por pedras preciosas, pois o batizado irradia esta presença divina por toda parte, sendo uma nação santa, um sacerdócio real como bem se expressou o Apóstolo Pedro (1 Pd 2,9). Ultrapassando de muito as purificações da Antiga Aliança, o batismo opera todos estes maravilhosos efeitos em virtude dos méritos de Jesus Cristo, com o qual o cristão se configura. Esta configuração é incompatível com a presença do pecado no ser humano. Daí a advertência do papa Leão Magno: “Reconhece, ó cristão, a tua dignidade”. A uma vida dominada até então pelo pecado sucede uma existência animada pelo Espírito Santo. É por isto que esta vida nova se converte em fermento de transformação (1 Cor 5, 6-8) de toda a vida humana à semelhança da vida de Cristo (2 Cor 4-10). Trata-se da presença de Cristo no ser humano. Assim se expressou o Apóstolo Paulo na Carta aos Gálatas: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. E enquanto eu vivo a vida mortal, vivo na fé do Filho de Deus que me amou e entregou a si mesmo por mim” (Gl 2,20). O cristão deve então viver no mundo proclamando sua fé, oferecendo sua vida ao Pai e configurando o mundo histórico segundo as exigências do Reino de Deus. Trabalho sublime este de projetar para a humanidade as energias renovadoras do Evangelho. O mundo só será melhor no dia em que todos os batizados viverem as virtualidades do seu batismo e viverem em virtude de seu batismo!

Artigos de

Conversão e remissão dos pecados 11/12/2011
Muitos chamados, poucos escolhidos 09/10/2011
Lições da transfiguração do Senhor 15/03/2011
Jesus, o Emanuel 16/12/2010
O despojamento cristão 04/09/2010
A quem muito foi dado, muito será pedido 07/08/2010
O amor ao próximo 09/07/2010
Não olhar para trás 03/07/2010
A misericórdia Divina 12/06/2010
O mistério da Santíssima Trindade 26/05/2010
O perdão dos pecados 10/04/2010
O glorioso triunfo de Jesus 04/04/2010
Caráter teândrico da Igreja 28/03/2010
A lição do Domingo de Ramos 27/03/2010
Jesus sábio e misericordioso 21/03/2010
A parábola do Filho Pródigo 13/03/2010
Jesus desprezado em Nazaré 13/03/2010
O significado da quaresma 20/02/2010
A PESCA MILAGROSA 03/02/2010
O significado do batismo de Jesus 16/01/2010
A quem muito foi confiado, muito será exigido 20/11/2009
Significado da esmola 12/11/2009
O episódio em Jericó 30/10/2009
A salvação eterna 02/10/2009
Tomar a cruz de cada dia 14/09/2009
Purificação interior 06/09/2009
O pão da vida 16/08/2009
A maternidade espiritual de Maria 19/07/2009
Pão vivo descido do céu 07/06/2009
O amor de Deus 11/05/2009
IMITAR MARIA 18/04/2009
A questão da excomunhão 16/03/2009
A tentação de Jesus 25/02/2009
Bicentenário de Darwin 15/02/2009
A epifania do Senhor 05/01/2009
A missão de João Batista 10/12/2008
Produzir frutos 11/10/2008
A beleza da gratidão 07/10/2008
Intercessão Dos Santos 07/10/2008
Advento; Sombras e Alegrias 07/10/2008
Teologia de São João 07/10/2008
O serviço humilde 07/10/2008
Os dois irmãos 07/10/2008

Fora da Igreja não há salvação


Doutor em Física pela UNESP e pelo ITA; há trinta e cinco anos é professor universitário e foi Diretor Geral do Instituto de Engenharia de Lorena - da USP-SP.
E-mail: felipeaquino@cancaonova.com
Site: http://www.cleofas.com.br/
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho

O que esta frase quer dizer? Esta sentença é dos grandes Padres da Igreja, como Santo Agostinho (430), São Justino (165), Santo Irineu (200), etc., e mostra que a Igreja é fundamental para a nossa salvação. Como entender esta afirmação? De maneira positiva, ela significa que toda salvação vem de Cristo-Cabeça através da Igreja que é o seu Corpo, explica o Catecismo da Igreja: “Apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, [o Concílio Vaticano II] ensina que esta Igreja peregrina é necessária para a salvação”.

Cristo é o único mediador e caminho da salvação, mas Ele se torna presente para nós no seu Corpo, que é a Igreja. Ele, mostrando a necessidade da fé e do batismo para a nossa salvação [Mc16,16 – “Quem crer e for batizado será salvo...”], ao mesmo tempo confirmou a necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo batismo, como que por uma porta. Diz o Catecismo que:

“Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus através de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar, ou então perseverar (LG 14)”. (Cat. §846)

Quando a Igreja nos toca pelos Sacramentos, é o próprio Cristo que nos toca. Jesus disse aos Apóstolos (hoje os bispos): “Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou’ (Lc 10,16) . Desprezar a Igreja e seu magistério sagrado, é desprezar a Cristo. Disse o Papa Paulo VI que “quem não ama a Igreja, não ama a Jesus Cristo”.

São Paulo na Carta a S. Timóteo diz que: “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4), e afirma em seguida que: “A Igreja é a coluna e o fundamento da verdade”. (1Tm 3,15)

O Catecismo afirma que: “A única Igreja de Cristo… subsiste na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele… (LG 8).” (§870)

A Igreja é apostólica: está construída sobre “Os doze Apóstolos do Cordeiro” (Ap 21,14); ela é indestrutível (Mt 16,18); é infalivelmente mantida na verdade (Jo 14,25; 16,13; §869)

Para manter a Igreja isenta de erros de doutrina “Cristo quis conferir à sua Igreja uma participação na sua própria infalibilidade, ele que é a Verdade.” (LG 12; DV 10).

Mas o Catecismo explica que: “Aqueles, portanto, que sem culpa ignoram o Evangelho de Cristo e sua Igreja, mas buscam a Deus com o coração sincero e tentam, sob o influxo da graça, cumprir por obras a sua vontade conhecida através do ditame da consciência, podem conseguir a salvação eterna”. (§848)

Artigos de

Fidelidade à nova vida em Cristo 11/01/2012
Como nasceu o “Stille Nacht” (“Noite Feliz”) 11/12/2011
Como ser um católico bem formado? 24/03/2011
O que significa a Coroa do Advento? 16/12/2010
Como lutar contra os pecados 14/08/2010
Como evangelizar os meus filhos? 07/08/2010
Depressão tem cura 27/07/2010
Ser Humilde 03/07/2010
Santo Sudário pode sustentar teoria da Ressurreição, diz cientista 26/05/2010
Professor, S. João afirma na sua 1 carta que "Ninguém viu a Deus" 4, 12 e como o próprio Moisés contemplava a Deus, Exodo? 26/05/2010
Pirataria é pecado? 10/04/2010
Desfazendo mitos sobre pedofilia envolvendo sacerdotes 10/04/2010
Todo pecado tem perdão? 27/03/2010
Quaresma, a luta contra o pecado 25/02/2010
A situação da Igreja no Brasil 24/02/2010
Existe mesmo maldição de ou em família? 20/02/2010
Por que o sofrimento nosso tem valor diante de Deus? 16/01/2010
Fora da Igreja não há salvação 20/11/2009
Anglicanos querem vir para a Igreja Católica 21/10/2009
Há diferença entre Rezar e Orar? 04/10/2009
O que é jejuar? Qual o efeito do jejum em nossa vida e quais as formas de jejum? 19/09/2009
O que dizer da vasectomia e laqueadura? 30/08/2009
O que a Igreja fala sobre o sexo no casamento? 16/08/2009
Jesus Sinal de Contradição 02/08/2009
O que dizer sobre a Opus Dei? 14/07/2009
Tenho algumas dúvidas sobre a questão do idolatrismo, estes dias atrás tivemos uma visita de uma imagem de nossa senhora que percorre o mundo, isso não é idolatrismo? Porque existem muitos católicos que acabam acreditando muito mais em uma imagem que até mesmo no nosso próprio JESUS? 20/06/2009
O que são pecados graves(mortais) e pecados leves(veniais)? 14/06/2009
Católico pode casar com protestante? 09/06/2009
A Igreja proibiu o ensino na Idade Média? 23/05/2009
A Igreja excluiu livros da Bíblia? 16/05/2009
Qual o significado de Kairós? 03/05/2009
Por que só Comungamos a Hóstia e não bebemos o Vinho consagrado? 01/05/2009
Perguntas e Respostas com Prof. Felipe Aquino 30/04/2009
As Hóstias estragam? 30/04/2009
Espiritualidade 06: O Homem em Perigo 29/03/2009
A penitência da quaresma 15/02/2009
Espiritualidade 05: Construir o homem e o mundo 17/01/2009
Espiritualidade 04: Lições da Natureza 01/01/2009
Espiritualidade 03: "Tu és a alegria do Senhor teu Deus" (Is 62,5) 18/12/2008
Espiritualidade 02: Bênção e maldição 30/11/2008
Espiritualidade 01: Fidelidade a Deus 30/11/2008
Caminhando com Prof. Felipe Aquino... 15/11/2008

História de Santa Teresinha


Teresinha: a santa dos pequeninos

Maria Francisca Teresa Martin, mas conhecida como Teresinha do Menino Jesus, nasceu a 2 de janeiro de 1873, em Alençon, na França. Filha de Louis e Zélia Martin, pais extremamente piedosos e que geraram uma família numerosa, Teresinha sempre foi cercada de muito amor, não somente por eles, mas também por suas irmãs: Maria, Paulina, Leônia e Celina. Foi no seio desta família tão unida que aprendeu a conhecer e a amar aquele que seria para sempre seu único amor: Jesus Cristo.

Aos quatro anos de idade perdeu a mãe, vítima de câncer. Escolheu Paulina para ser sua segunda mãe. Aos nove anos perdeu também Paulina, quando esta decidiu ingressar no Carmelo. Pouco tempo depois foi acometida de uma grave doença, e sua cura foi atribuída à Nossa Senhora das Vitórias, cuja imagem lhe pareceu sorrir.

Viu mais duas de suas irmãs, Maria e Leônia, abraçarem a vida religiosa e, ainda muito jovem, sentiu o mesmo chamado. Seu pai, sempre presente e amoroso, a acompanhou até Roma para pedir permissão ao Papa Leão XIII para ingressar no Carmelo aos 15 anos de idade. Assim, em 1888, Teresinha ingressou no Carmelo de Lisieux.

Sua vida no Carmelo foi marcada por constantes provações, as quais suportava com humildade e amor, oferecendo os pequenos sacrifícios do dia-a-dia pela conversão dos pecadores e santificação dos sacerdotes. Sentia no seu íntimo um profundo desejo de abraçar todas as vocações, desejando ser missionária, sacerdote e mártir. Mas, acima de tudo, seu chamado era para viver o amor na sua totalidade: “Compreendi que o amor encerra todas as vocações e que o amor é tudo, abraça todos os tempos e todos os lugares… Numa palavra, o amor é eterno… encontrei minha vocação: o amor!”

Mais tarde recebeu de sua irmã Paulina, a Madre Inês de Jesus, a ordem de escrever suas memórias. Seus manuscritos se transformaram no livro História de uma alma.

O auge de seu sofrimento surgiu quando foi acometida pela tuberculose. Suportou com grande heroísmo sua doença e as duras provações de fé até sua morte, a 30 de setembro de 1897. Foi canonizada poucos anos depois pelo Papa Pio XI, em 1925. Em 1927 foi proclamada, juntamente com São Francisco Xavier, padroeira das missões. Em 1997, no centenário de sua entrada na Vida, como ela mesma dizia, foi proclamada Doutora da Igreja, pelo Papa João Paulo II, por ter descoberto um caminho de santidade totalmente novo, o qual as almas mais pequeninas poderiam seguir, conforme relatado em seus escritos: “Quero encontrar um meio de ir para o Céu por uma via muito direta, muito curta, uma Pequena Via, totalmente nova”.

Arqueólogos encontram em Israel sinagoga da época de Jesus Cristo

Arqueólogos israelenses descobriram no domingo as ruínas do que eles acreditam ser uma das mais antigas sinagogas do mundo. Segundo a arqueóloga Dina Avshalom-Gorni, as ruínas descobertas no norte de Israel são da época do Segundo Grande Templo de Jerusalém, entre os anos 50 antes de Cristo e 100 depois de Cristo. O local das escavações, a praia de Migdal, na costa do Mar da Galiléia, é citado tanto em escrituras judaicas quanto cristãs. Menorá Durante os trabalhos, os arqueólogos encontraram uma pedra gravada com uma imagem de uma menorá, o candelabro de sete velas utilizado em cerimônias religiosas judaicas. A menorá é um símbolo do judaísmo de mais de 3 mil anos e também o emblema nacional de Israel. A imagem gravada na pedra encontrada nas escavações aparece em cima de um pedestal e ladeada por ânforas. Segundo os arqueólogos, esta é a primeira vez que uma imagem de uma menorá é encontrada em uma escavação fora de Jerusalém. Maria Madalena A cidade de Migdal, sob o nome aramaico de Magdala, é citada nas escrituras cristãs como o local de nascimento de Maria Madalena, uma das mulheres que acompanharam Jesus Cristo e que depois foi tornada santa. Segundo Avshalom-Gorni , é possível supor que a comunidade que seguiu Jesus na Galiléia frequentava a sinagoga descoberta. Com chão de mosaicos e paredes cobertas por afrescos, o salão principal da sinagoga descoberta media 120 metros quadrados e era rodeado por bancos de pedra para os fiéis. FONTE: www.catolicanet.com.br

Evangelho da Semana: Jo 10, 11-18


Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Edna Maria Oliveira

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

O BOM PASTOR

Nossa caminhada agora é rumo a Pentecostes, uma certeza vai invadir o meu/seu coração dizendo para que fiquemos em Jerusalém e esperemos o cumprimento da palavra.

Evangelho de 03/05/09 – Jo 10, 11-18

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

11. Eu sou o bom pastor. O bom pastor expõe a sua vida pelas ovelhas.

12. O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas.

13. O mercenário, porém, foge, porque é mercenário e não se importa com as ovelhas.

14. Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim,

15. como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai. Dou a minha vida pelas minhas ovelhas.

16. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor.

17. O Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar.

18. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar, como tenho o poder de a reassumir. Tal é a ordem que recebi de meu Pai.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

PASCOA!

São Máximo de Turim, define a Páscoa como uma passagem “dos pecados à santidade, dos vícios à virtude, da velhice à juventude, que se entende não em idade, mas em simplicidade. Éramos de fato decadentes pela velhice dos pecados, mas pela ressurreição de Cristo fomos renovados na inocência das crianças” [1]

O bom Pastor

No domingo passado Jesus nos ensinou meditando sobre os pescadores, e nesta semana Ele nos chama a reflexão através dos pastores.

Os pastores na realidade de Israel possuem uma particularidade, pois é um país de poucos campos (pastagens). Ao contrário, possui muitas pedras e neste cenário de difícil movimentação é que os pastores cuidam das ovelhas, conduzindo-as por entre as pedras, caminhos difíceis e protegendo-as dos assaltantes e animais selvagens. Neste cenário também não se sabe da existência de cercas, portanto mais dificuldade ainda na atividade de pastorar.

É neste cenário de muitas dificuldades que Jesus vem e cria a sua identidade, pois mesmo sabendo das dificuldades do pastoreio Ele é categórico ao afirmar, mais de uma vez, que ELE É O BOM PASTOR.

Amados mesmo diante das dificuldades do campo por onde andamos, por onde somos conduzidos, ou seja, no âmbito universitário, lá em nossas salas de aulas, repúblicas, laboratórios ou no trabalho. É BOM SABERMOS QUE TEMOS UM BOM PASTOR. JESUS!

JESUS O BOM PASTOR ESTA CONOSCO PARA NOS PROTEGER CONTRA OS ASSALTANTES DA NOSSA FÉ, DOS NOSSOS SONHOS, NOSSOS PROJETOS, NOSSOS IDEAIS DE UM MUNDO MELHOR.

Expõe a sua vida

Aqui vemos Jesus dizer que expõe a sua vida pelas suas ovelhas. Na semana santa acompanhamos JESUS dando sua vida. ELE foi além do que disse! muito mais que expor a sua vida ELE deu a sua vida. E neste contexto ainda do bom pastor, muitos de nós somos servos na igreja, particularmente nos grupos, nas universidades, nos grupos de partilha… Então temos aí um exemplo sublime a ser seguido. Que possamos também dar a nossa vida pelas ovelhas que nos foram confiadas.

Somos chamados a expor nossas vidas, e aqui entendo que este chamado, extrapolando a vida biológica. Ao darmos o nosso sim à missão, ao serviço na igreja, principalmente na universidade seremos chamados a nos expormos, em nossos valores, sonhos, projetos, relacionamentos, para que as “nossas ovelhas” também continuem com vida.

Numa ocasião ganhei um cartão que continha uma foto de uma vela acesa em fundo escuro, uma vela grande e bonita, como um círio. O dizer do cartão era: “toda vela para dar luz precisa se consumir”. E por muitas vezes os dizeres deste cartão foram meu apoio para não desistir da missão, foi onde encontrei forças para continuar a dar a vida pela evangelização na universidade e pelos valores do reino no mercado de trabalho. Mesmo sem desejar, sabia que somente poderia dar a luz com minha morte, com meu consumo.

AMADOS, SE DESEJARMOS SALVAR VIDAS PRECISAMOS PERDER A VIDA. A NOSSA! A MINHA, A SUA!

Jamais seremos vencedores se não perdermos o medo de nos expormos. Em qualquer situação onde “nossas ovelhas” estiverem em risco, já temos um bom exemplo a seguir. JESUS! Caso façamos a opção por abandonar as nossas ovelhas não poderemos reclamar se formos avaliados como mercenários, lobos, … São eles os responsáveis pela dispersão.

Dispersa as ovelhas

Se em nossos GOUs, GPPs, existem este perfil de pessoa, ou seja, aquele que dispersa as pessoas ao invés de agrupá-las, de conduzi-las ao aprisco, a pastagens abundantes, então estamos diante de um lobo. Aquele que não ajunta comigo, espalha, já dizia Jesus. E quem espalha em nossas comunidades precisa ser exortado, com muito amor, mas precisa saber que este fruto não provém do Espírito Santo.

Precisa principalmente ser evangelizado. Alguns até nem agem assim por maldade, apenas por falta de evangelização. Jesus deseja que todos se salvem, cuidemos, portanto, para que todo espírito de dispersão em meio as nossas comunidades, grupos e atividades seja dissipado.

Renunciemos a toda palavra que produz a dispersão, a desmotivação, o desânimo. Ao contrário, busquemos a força do Espírito Santo e então seremos testemunhas da UNIDADE.

Conheço as minhas ovelhas

Algo que tenho certeza em minha caminhada, é que Jesus conhece a mim de forma pessoal. Como bom pastor ELE tem convivência com a ovelha, então a conhece de forma pessoal. Sabe as manias, as fraquezas, os medos, as vontades e muito mais. Da mesma forma, as ovelhas por conviverem com o pastor, também lhes conhecem a voz.

Desejo partilhar-lhes mais. Certa ocasião estive um tempo estudando em uma região fora do Brasil e como estagiário de veterinária em uma fazenda, numa temporada de muito frio e neve. Então os animais recebiam uma suplementação nutricional, pois não havia nada para comerem, literalmente nada. A alimentação era dispensada aos animais para que eles não desfalecessem.

Coube-me neste tempo distribuir também a alimentação às ovelhas. E neste exercício de trabalho compreendi bem parte destas palavras de Jesus. Quando saia com o caminhão para levar a alfafa para as ovelhas bem antes de chegar ao pasto, elas já percebiam a minha vinda e já saiam ao meu encontro. A temperatura neste local era abaixo de -20°C e mesmo assim elas conheciam quem estava a caminho e o que levava a elas. POR ISSO ELAS VINHAM AO MEU ENCONTRO.

CONHECIAM-ME PELO BARULHO DO CAMINHÃO E SABIAM QUE ERA SEGURO SAIREM AO MEU ENCONTRO, QUE MESMO NO FRIO, TERIAM COMIDA EM SEGURANÇA. ASSIM É JESUS CONOSCO!

QUEM É NOSSO PASTOR? CONHECEMOS A SUA VOZ? TEMOS IDO AO ENCONTRO DELE?

Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco

O bom pastor sabe que nem todas as ovelhas estão ainda em seu rebanho, e deseja conduzi-las também. Neste tempo onde o pluralismo religioso esta cada dia mais evidente é necessário também o socorro do Espírito Santo. Assim conseguiremos dialogar com outras culturas e delas extrair os valores do evangelho e com a sabedoria do Espírito evangelizá-las.

Somos chamados a prestar contas do nosso testemunho de unidade em nossas realidades de evangelização. Desejo pedir-lhes como pai, que façamos todo esforço por contribuir para que sejamos um só rebanho e tenhamos um só pastor.

TODO ESFORÇO SEMPRE SERÁ POUCO NO SENTIDO DE AVANÇARMOS NA UNIDADE. QUER SEJA DENTRO, OU FORA DO NOSSO MOVIMENTO, IGREJA, COMUNIDADE, GRUPO SOCIAL.UM SÓ REBANHO: É O MAIOR TESTEMUNHO DOS CRISTÀOS AO MUNDO MODERNO.

Reflexão final

Uma grande alegria é a certeza de quem é nosso bom pastor. Quem cuida de nós, de nossas famílias e amigos?

JESUS cuida de mim, jamais temerei! E você?

O Salmista cantou assim: “de onde me virá socorro? O meu socorro virá do Senhor, criador do céu e da terra. Ele não permitirá que teus pés resvalem; não dormirá aquele que te guarda. Não, não há de dormir, nem adormecer o guarda de Israel. O Senhor é teu guarda, o Senhor é teu abrigo, sempre ao teu lado”. (Sal 120 1-5)

ESSE É O MEU PASTOR!

Como ovelha de Jesus, conheço realmente a sua voz? Escuto-a? Atendo aos seus apelos?

Aquele que cuida e ajunta é o pastor, mas ao contrário o que espalha é o lobo. O que temos sido em nossas comunidades?

O maior testemunho que podemos oferecer ao mundo é o da unidade. Não apenas com discursos, mas com atos e morte aos nossos pontos de vista quando eles espalham mais que ajuntam.

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

[1] S. Massimo di Torino, Sermo de Sancta Pascha, 54,1 (CC 23, p. 218).

Renato Luiz lança CD “Da dor a paz”!

Capa do CD Da dor a paz

Como resposta ao sofrimento, o ser humano às vezes se revolta, acreditando-se inferior ou excluído, rejeitado ou destinado ao caos existencial. Outras vezes, numa atitude de constante fuga, decide se recolher em um mundo recluso e de poucas relações. Ainda, considerando correta tal atitude, alimenta uma postura de resignação infértil e demasiadamente passiva.

Ao contrário, a proposta que brota do Evangelho e do testemunho de tantos disípulos de Jesus Cristo, é experimentar o sofrimento com um gesto de contínuo acolhimento e oferta. Aceita-o como dom, como caminho de purificação e crescimento humano-espiritual. Deste modo, experimenta-se a paz.

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (João 14,23)

Chamado amor

Preciso me calar

Renato Luiz

O CD é composto de 13 lindas canções inéditas que nos convidam a assumir o sofrimento com alegria e esperança, via segura para a paz. Todas as canções revelam a profundidade da vida cristã inspirada na figura do servo sofredor. Abaixo lista das canções:
01 – Chamado amor
02 – Preciso me calar
03 – Novo coração
04 – O abismo da minh’alma
05 – Sinais de vida
06 – Ser amante…
07 – Poder dos meus segredos
08 – Minha essência
09 – Abandono à providência
10 – Eu, aprendiz…
11 – Paradoxos do amor
12 – Amigos são dádivas
13 – Simplificando meu sentido

Novo Coração

O abismo da minh’alma…

Ser Amante…

Renato Luiz

Eu, aprendiz…

Entrevista com Renato Luiz

RCC Viçosa: Quem é o Renato Luiz. Fale um pouco de você…
Renato Luiz: Mas isso é o que eu mais quero saber! Rsrs… brincadeira. O Renato é um pequeno filho de Deus muito amado e que tem caminhado na busca por amar de uma forma humanamente plena. Nasci em Sete Lagoas e vim pra Viçosa estudar. Aqui tenho tido experiências profundas com o Bom Deus que têm me feito mudar o rumo na minha vida. Sou membro de vida da Fraternidade Pequena Via, onde compartilho com outras pessoas de uma rica espiritualidade. Sou formado em Administração e hoje estou estudando para entrar no mestrado. Dou aula de canto no ITEFE (Instituto Teresiano de Formação e Espiritualidade) e também faço parte do Projeto Nascente, outro trabalho da Pequena Via, onde dedico os meus dons musicais na gravação de CDs, shows de evangelização e principalmente atuando na Liturgia. Também sou coordenador da Dimensão Ecumênica da Paróquia Nossa Senhora de Fátima.

RCC Viçosa: Qual o significado do título do CD, “Da dor a paz”, em sua vida?
Renato Luiz: Como eu menciono no CD, esse título foi sugerido por meu amigo Thiago Brañas, e foi escolhido justamente por significar algo na minha vida. Não posso negar que as músicas falam de sofrimento e de dor, mas expressam também o júbilo e a paz encontrados no caminho de santidade. A cruz (dor) tem um sentido profundo, pois é através dela que sou salvo (paz)! Acho que é isso que o título do CD significa na minha vida!

RCC Viçosa: Como você escreveu as letras deste CD, em que contexto elas foram escritas?
Renato Luiz: A ultima canção do CD “Simplificando meu sentido” também é a ultima canção que compus desse repertório que foi gravado. Isso deve fazer uns três anos. Nesse tempo muitas coisas estavam acontecendo na minha vida. Foi um tempo intenso e de várias novidades no meu caminho na religião. Um tempo de descoberta de mim mesmo, descoberta do outro e principalmente descoberta de Deus. Nesse contexto eu me deparava com a imagem que eu tinha de Deus e percebia que ela precisava ser reconstruída. Também me deparava com a imagem de mim mesmo e percebia que ela também precisava ser reconstruída. Esse processo foi um pouco doloroso e continua sendo até hoje, mas pela paz, tão verdadeira que tenho encontrado nesse caminho, me decidi gravar essas canções para compartilhar tamanha alegria com os outros.

RCC Viçosa: Explique para nós o sentido da ilustração da capa do CD.
Renato Luiz: A ilustração é um Pelicano Eucarístico. Na Europa medieval os pelicanos eram considerados animais especiais e zelosos que alimentavam seus filhotes com o alimento que mantinham em uma bolsa presa ao bico e quando faltava alimento, dava-lhes o seu próprio sangue. Assim tornaram-se um símbolo da Paixão de Cristo, da Eucaristia e da auto-imolação. Achamos que essa figura expressa bem o amor cristão que somos chamados a viver. Um amor atitude, um amor que sofre, um amor que se imola.

RCC Viçosa: Depois de escrever e cantar letras tão profundas, como “Chamado amor”, o que foi mudado em sua vida?
Renato Luiz: Realmente ao cantar “quero viver sem esperar recompensas” ou “quero persistir no meu caminho de cruz” muita coisa mudou dentro de mim. Pude perceber que a graça de Deus começou a agir em tantas áreas da minha vida que nem imaginava estarem relacionadas com minha vida espiritual. Deus, na sua infinita misericórdia, atendeu minha oração, mas foi de um jeito bem diferente do que eu esperava. Por exemplo, me apresentou de forma muito clara a minha cruz e perguntou se era essa mesmo que eu tava disposto a carregar. A partir da oração sincera presente em uma música, somos tomados de uma claridade que vai revelando nossa verdade e a verdade de Deus.

RCC Viçosa: “Preciso me calar”- esta música nos lembra o dever que temos de escutar. Fale para nós qual foi o silêncio mais difícil da sua vida?
Renato Luiz: Me lembro bem, foi no fim de 2004. Foi quando perdi um grande amigo humano e fui convidado a encontrar o meu melhor amigo, Jesus. Foi um tempo de silêncio em que me deparei com as mais profundas lutas e angústias que estavam no meu coração, mas que até então não havia reparado. Não foi fácil perceber que o tipo de valor que eu dava às pessoas me deixava dependentes delas e me afastava do plano de Deus. Então me decidi calar e me abandonar nos braços do Pai. Acho que foi a melhor escolha que fiz em toda a minha vida.

RCC Viçosa: O CD possui 13 canções. Já existe algum projeto para lançar outras músicas?
Renato Luiz: Sim, tenho outros projetos. Neste CD, por exemplo, não estão as canções que foram apresentadas nos Festivais Vocacionais. Gostaria de gravá-las, até porque algumas pessoas já me perguntaram quando farei isso. Também tenho outros planos no Projeto Nascente.

RCC Viçosa: Explique para nós o que vem a ser o Projeto Nascente.
Renato Luiz: O Projeto Nascente é um grupo de pessoas chamadas a evangelizar através da arte. Bem simples! Este projeto é um dos trabalhos da Fraternidade Pequena Via e buscamos estar abertos às necessidades da igreja. Assim, hoje temos desenvolvido trabalhos com a música como shows, não só com músicas religiosas, gravamos CD’s de Catequese, atuamos na liturgia, dentre outros.

RCC Viçosa: Qual a influência da Fraternidade Pequena Via no projeto deste CD?
Renato Luiz: Toda! Se eu não fizesse parte da Fraternidade Pequena Via talvez esse CD não tivesse sido lançado! Pois lá tenho encontrado um espaço onde eu posso ser eu mesmo, e não só posso ser como sou incentivado a ser. Isso é muito bom! São eles que acolhem a maioria dos meus questionamentos, dificuldades e alegrias, que depois de um tempo acabam virando canções!

RCC Viçosa: Deixe aqui um convite para que os nossos internautas comprem o CD “Da dor a paz”.
Renato Luiz: Queridos, eu escolhi fazer parte da vida de vcs através dessas simples canções. Na verdade, elas já não são mais minhas, são suas! Por isso, se tiverem oportunidade, adquiram o CD. São partilhas de um jovem em busca da santidade, mas que, de alguma forma, podem te ajudar no seu caminho espiritual. Um forte abraço, obrigado pela atenção! Deus nos abençoe e nos instrua no amor e na unidade!

Cruz Pequena Via

Como comprar

Em Viçosa o CD “Da dor a paz” está a venda no ITEFE, na loja Nova Aliança e Loja Magnificat.

Você pode aiquirir o CD, também por email. Envie um email para o Renato Luiz:
redosenhor@gmail.com ou então, entrar em contato pelo telefone: (31) 8866-3380

São Francisco de Assis é canonizado pelo Papa Gregório IX


Em 1205, São Francisco fez uma viagem à Roma, onde visitou o túmulo do apóstolo São Pedro e pela primeira vez, São Francisco teve a experiência de viver na pobreza trocando suas roupas com um mendigo que encontrou na rua.

Voltando à Assis ele se entregou ainda mais ao silêncio e à oração; todos ficavam indignados com o seu jeito, ainda mais seu pai que não se conformava, pois não era aquela vida que tinha sonhado para seu filho, e assim Francisco era forçado a trabalhar no comercio do seu pai.

Em 1206, durante um passeio a cavalo nas campinas de Assis, ele viu um leproso, pessoa pela qual São Francisco sentia nojo e horror. Como que movido por uma força superior ele desceu do cavalo, colocou um dinheiro nas mãos do leproso e deu-lhe um beijo no rosto. Acredita-se que o que deu forças para fazer este gesto é a recordação desta frase do evangelho que diz: “Tudo o que fizerdes ao menor de meus irmãos, é a mim que o fazeis” (Mt 10,42). Mais tarde refletindo sobre este gesto São Francisco disse: “O que antes me era amargo, mudou-se então em doçura da alma e do corpo. A partir desse momento, pude afastar-me do mundo e entregar-me a Deus”.

São Francisco costumava orar numa velha e abandonada capela, a Igreja de São Damião; certo dia ajoelhado diante do crucifixo ele ouviu uma voz que o disse: – “Francisco, não vês que a minha casa está em ruínas? Restaura-a para mim!”.

Achando que a reforma que a voz falava era daquela capela em ruína, ele foi até o comércio do seu pai, pegou algumas mercadorias, vendeu e entregou o dinheiro para a reforma da capela. Seu pai, Pedro Bernardone, ao perceber a atitude do filho fica ainda mais furioso, já não bastava dar mercadorias e alimentos ao vagabundos, agora mais essa.

Francisco teve que se esconder da fúria do seu pai. Certo dia Francisco saiu de porta em porta na cidade de Assis, pedindo esmolas, seu pai se sentindo ainda mais envergonhado e achando que seu filho estava louco, prendeu Francisco em um cativeiro feito debaixo das escadas de sua própria casa. Uns dias depois, a mãe de Francisco movida de compaixão abriu a porta do cativeiro e deixou que seu filho ficasse livre para seguir o seu destino.

Seu pai convencido de que nada era possível fazer para mudar as atitudes de Francisco, foi até o bispo e pediu-lhe que fizesse um julgamento em praça pública. Assim foi feito, Bernardone exigiu que Francisco devolvesse tudo que tinha lhe dado até agora, e escutando isso Francisco arrancou suas roupas atirou aos pés do seu pai e devolveu também todo dinheiro que estava com ele e disse : “Até agora chamei de pai a Pedro Bernardone. Doravante não terei outro pai, senão o Pai Celeste”. O bispo então o envolveu com seu manto, e deste momento em diante, Francisco se afastou da família e passou a cuidar dos leprosos curando suas feridas e a reconstruir capelas e oratórios destruídos em volta da cidade de Assis, e todos os dias mendigava o seu sustento e convidava as pessoas a doarem pedras e trabalho para as reformas das “Casas de Deus”.

De algumas pessoas Francisco recebia o desprezo e de outros o incentivo, muitas vezes ele pensava em voltar atrás, mas era forte e seguia firme a sua escolha. Quase no fim da reforma das igrejas, a última reforma que estava terminando era a da capelinha de Santa Maria dos Anjos ele ficou pensando o que ia fazer agora, mas na verdade ele ainda não tinha entendido o chamado de Deus que dizia para reconstruir não as igrejas de pedras e sim a Igreja de Cristo enfraquecida naquela época.

Certo dia ele escutou durante uma missa o Evangelho onde Cristo instruía seus discípulos o modo de ir pelo mundo, “sem túnicas, sem bastão, sem sandálias e sem dinheiro” (Lc, 9,3). Tais palavras tocaram seu coração e assim ele percebeu o que realmente ele queria da vida. E sem demora começou a viver pregando a palavra de Deus, como seria pelo resto de sua vida e dizia para si mesmo, e mais tarde a seus companheiros: “Nossa regra de vida é viver o evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Francisco saiu pelos povoados vizinhos pregando o Evangelho de Cristo e vivendo de esmolas. Muitos começaram a perceber o sentido desta vida que ele propôs a viver e começaram a segui-lo. O primeiro a segui-lo foi um homem muito rico de Assis, Bernardo de Quintaval, que perguntou a Francisco o que era preciso para segui-lo. Como em todas as vezes que teve que decidir algo na vida, Francisco vai buscar a resposta no evangelho.

No dia seguinte foram à missa e pelo caminho juntou-se a eles Pedro de Catânia. Por três vezes abriram o Evangelho, e as três respostas que encontraram foram as seguintes:

“Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres. Depois vem e segue-me” (Mt 19,21).
“Não leveis nada pelo caminho, nem bastão, nem alforge, nem uma segunda túnica…” (Lc 9,3).
“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me” (Mt 16,24).
“Isto é o que devemos fazer, e é o que farão todos quantos quiserem vir conosco” – exclamou Francisco, que viu brilhar uma luz sobre o caminho que ele e seus companheiros deveriam seguir. Finalmente encontrou o que por tanto tempo havia procurado! Isto aconteceu a 24 de fevereiro de 1208, dando início à fundação da Fraternidade dos Irmãos Menores.

No mesmo dia, Bernardo de Quintaval vendeu todos os seus bens e repartiu o dinheiro entre os pobres de Assis.

O primeiro sacerdote franciscano foi o sacerdote Silvestre que vendo o exemplo de Bernardo, larga tudo e segue Francisco na aventura de sair pregando o evangelho e assim a cada dia as pessoas iam sendo tocadas. Em 1210, Francisco e seus seguidores vão a Roma para que o papa Inocêncio III aprovasse o modo de vida deles, mas ele tinha medo da reação do papa ao recebê-los, pois afinal eram um bando de mendigo. Por coincidência ou providência divina, encontrava-se em Roma, nessa ocasião, o Bispo de Assis, grande admirador de Francisco. Graças a ele o Papa os recebeu.

Inocêncio III ficou maravilhado com o propósito de vida dele e reconheceu em Francisco o homem que em sonho viu segurar as colunas da Igreja de Latrão. Por isso deu a seu modo de viver o Evangelho, a aprovação oficial da Igreja. Autorizou Francisco e seus seguidores a pregar o Evangelho nas igrejas e fora delas e os despediu com sua bênção. Este fato histórico ocorreu a 16 de Abril de 1210, marcando o nascimento oficial da Ordem Franciscana.

Francisco instala-se com seus irmãos em Rivotorto, perto de Assis, num rancho abandonado, próximo de um leprosário. Esta mísera residência foi a primeira casa dos Irmãos Franciscanos. Tiveram lá uma vida difícil, assinalada por duras provas, mas eles sabiam que para ser um servo de Deus não deveria ter tristeza, desânimo ou impaciência.

São Francisco orava e trabalhava sem cessar, ajudando as crianças, as viúvas e a todos os excluídos, orava pela conversão dos pecadores, proclamava a paz, pregando a salvação e a penitência para remissão dos pecados.

Em 1212, os Beneditinos oferecem-lhe a pequena igreja de Santa Maria dos Anjos, pois eram muitos os homens que atraídos pela vida de pureza do Santo, queriam ser acolhidos na Ordem.

Trabalhavam para sobreviverem e só pediam ajuda em último caso, vestiam trajes simples, como uma túnica de lã amarrada por um cordão e sandálias. Até hoje o cordão que os Franciscanos usam amarrados na cintura possuem três nós que significam seus votos, pobreza, obediência e castidade. A sua missão consistia em praticar e pregar simplicidade e amor a Deus e a caridade cristã.

Em 1212 junta-se a Francisco Clarad’Offreducci, que seria conhecida mais tarde como Santa Clara. Ela e mais algumas mulheres que tinham o mesmo ideal fundam neste ano a Ordem das Pobres Damas, conhecida também como Ordem Segunda Franciscana ou Ordem das Clarissas destinada às mulheres que desejassem deixar o mundo, numa dedicação exclusiva à Deus, para uma vida de oração e de pobreza.

Deste ano em diante Francisco passa a realizar grandes missões pregando o evangelho em vários países. Por onde passava São Francisco estabelecia a paz, convertia os incrédulos e operava inúmeros milagres através da oração, buscava unir-se sempre mais a Deus, desejando a confraternização de todos os seres, sem distinção de raça, credo ou cor.

Ele repetia: “Todos os seres são iguais, pela sua origem, seus direitos naturais e divinos e seu objetivo final.”

Pobres e ricos, poderosos e humildes, rudes e letrados entravam em grande quantidade para a Ordem. Em 1221 funda a Ordem Terceira constituída por membros leigos, procurando criar um instrumento de concórdia e de bem estar social.

Em 1224, o Frei Elias fica sabendo em sonhos que São Francisco só terá mais dois anos de vida. Neste mesmo ano o Santo de Assis nomeia o próprio Frei Elias, como vigário, para suceder o Frei Pedro Cattani, falecido há pouco.

São Francisco junto com o Irmão Leão retira-se ao Monte Alverne já bastante doente, preparando-se para a quaresma de oração e jejum, vive em louvor a Deus passando noites e dias inteiros em oração, só um pedaço de pão e água que o irmão Leão lhe levava.

Conta-se que durante a caminhada para o monte, um pobre homem que o levava em seu jumento, lastimava-se por causa de tanta sede, São Francisco então desceu do jumento e ficou em oração e logo disse ao homem: “Corre para trás daquela pedra, ali encontrarás água viva, que neste momento Cristo com sua força, misericórdia e poder fez nascer”. No monte Alverne falou aos irmãos: “Sinto aproximar-me da morte, desejo permanecer solitário, recolher-me com Deus para lamentar meus pecados”.

O Frei Leão contava que muitas vezes viu São Francisco em êxtase adorando a Deus em visões celestiais. Em uma oportunidade viu que São Francisco falava diante de uma resplandecente chama, outra vez disse que viu o Santo extrair algo de seu peito para oferecer a Deus.

Nos estados contemplativos, eram-lhe revelados por Deus, não somente coisas do presente, mais também do futuro. Frei Leão numa hora amarga quando sofria tentações, recebeu uma preciosa benção para qualquer doença do espírito. Uma benção assinada com um simples Tau, que representa o símbolo da cruz, o amor a Cristo, também é o símbolo dos que são amados por Deus. São Francisco tinha grande veneração por este símbolo e nas suas cartas assinava com ele. Tau é a transformação, o equilíbrio, o trabalho, a conversão interior que o homem deve sofrer para unir-se às coisas superiores.

São Francisco amava tanto o Cristo crucificado que pediu ardentemente duas graças: que antes de morrer pudesse ele mesmo sentir na alma e no corpo o amor e o sofrimento da paixão. E ele alcançou as duas graças. Ele pode ver no céu, um Serafim (segundo a Angeologia, é um anjo de seis asas ) todo resplandecente de luz que se lhe aproximou e então recebeu os estigmas de Cristo, transpassando-lhe os pés e as mãos. Isto se deu em 14 de Setembro de 1224.

Em 1225 São Francisco retorna a Santa Maria dos Anjos, muito doente e quase cego, muitos foram os milagres realizados com seus estigmas. A corte papal envia-lhe médico para tratamento, mas nada resolve. Sabendo-se próximo da morte, lança uma benção sobre Assis, compõe o “Cântico ao Sol” e dita seu testamento.

Francisco morre, rodeado de seus Filhos Espirituais. Fez ler o Evangelho e na Última Ceia abençoa seus filhos espirituais presentes e futuros. Foi sepultado na Igreja de São Jorge na cidade de Assis.

Em 16 de julho de 1228 é canonizado pelo Papa Gregório IX.

Em 1230, com a construção da nova Basílica na cidade de Assis, suas relíquias foram transladadas para o altar deste templo sagrado.

Mais uma vez é Páscoa!

Diz-nos a fé e confirma-nos a liturgia da Igreja Católica que é Páscoa cada vez que celebramos a Eucaristia porque nela fazemos memória da entrega única e definitiva de Jesus Cristo para nossa salvação e remissão dos pecados. Mas, na sua pedagogia, a Igreja propõe-nos cada ano um tempo especial em que somos confrontados, não só com os factos históricos que envolveram a morte e ressurreição de Cristo, mas também com o seu enquadramento bíblico, com o que os profetas anunciaram e com o que o Espírito Santo ditou aos apóstolos que foram encarregados de espalhar a Boa Nova. E aqui estamos nós, a celebrar novamente os mistérios centrais da nossa fé, aqueles que justificam que permaneçamos juntos nesta caminhada para a Pátria definitiva e que nos empenhemos em dar aos outros possibilidade de viverem o Bem, a Verdade, a Beleza, a Paz, a Alegria, o Amor. Na verdade, se é tempo de olhar para trás, para o amor transbordante de Deus que tudo fez para nos salvar, se é tempo de Lhe darmos graças por tão grande ternura, é tempo de olhar para o lado, para tanto irmãos nossos, filhos do mesmo Pai, que ainda não O conhecem (ou conhecem mal) e que esperam, como toda a criação, a “manifestação dos filhos de Deus”. É tempo de lhes dizer que não há trevas, não há crise, que nos possam “separar do amor de Cristo” – e que isto não é uma alienação mas uma forma responsável de viver neste mundo, aqui e agora, solidários e actuantes na Cidade dos homens, construtores da Cidade de Deus. Que a Páscoa seja para todos nós alavanca de arranque para uma vida de comunhão mais fraterna. Que o Sangue derramado de Jesus não seja desperdiçado pela dureza e pelo fechamento dos nossos corações. Que a Alegria da Ressurreição nos conduza a uma atitude de partilha e de irradiação do Evangelho. Que a Paz esteja connosco, tal como Jesus desejou na tarde do primeiro dia da nova criação. Com muita amizade A equipa do EAQ em língua portuguesa Alberto, Berta, Bia, Cristina, Fernanda, José, Maria José, Luisa, Paula