VIRTUTEC: Tecnologia em Informática e Serviços
RCC Viçosa – Renovação Carismática Católica de Viçosa
Blog Católico
Livro:
Capítulo:
Ler Capítulo

A PESCA MILAGROSA


Através dos tempos, inúmeras as mensagens que são recolhidas da narrativa da pesca miraculosa na qual Jesus singulariza não apenas o seu poder, mas também mostra como se deve proceder em tantos lances da vida cotidiana (Lc 5, 1-11). No final de um dia afanoso os pescadores haviam desembarcado e lavavam suas redes. Eram homens trabalhadores que, malgrado sua perseverança nada haviam conseguido. Cristo está sempre atento às vicissitudes humanas. Grande era a decepção daqueles homens: trabalharam, mas nada conseguiram! Como Mestre que era, o divino Redentor sobe a uma das barcas, aparentemente indiferente à situação dos proprietários das mesmas e ensinava as multidões, ansiosas por ouvir a palavra de Deus. Após sua prédica a grande surpresa. Ele diz a Simão: “Avança para águas mais profundas e lançai vossas redes para pesca” (v. 5). Uma ordem dada a um profissional habituado àquela tarefa que havia fracassado, apesar de ter se esforçado a noite inteira! Psicólogo profundo, Jesus de plano o havia encorajado, indicando um outro local de águas mais profundas e requer confiança total à sua palavra. Pedro confia e vai obter um resultado faustoso. Aqui vai uma indagação: “Será que sempre o cristão confia inteiramente em Jesus”? Sua palavra é sempre uma promessa de graça e, em todas as circunstâncias, eficaz. Trata-se de uma atitude de fé, dado que Deus é fiel. Aquilo que parece ao homem impossível se torna para Deus um sucesso absoluto, um fato deslumbrante, um final feliz. É, mormente, nos momentos mais difíceis que Cristo quer intervir, mas tudo depende da disposição interior de cada um. Pedro não tergiversou, não criticou a determinação do Mestre. Ao contrário, age imediatamente: “Em atenção à tua palavra, vou lançar as redes” (v. 5). Cumpre ao seguidor de Cristo jamais desesperar, mas guardar sempre uma total certeza de que Ele, no momento certo, intervirá. Ele, porém, não apenas repleta de bens os que nele confiam, mas em contrapartida quer a cooperação de cada um. Pedro seria mais do que um simples pescador de peixes, mas “pescador de homens” para o Reino do Céu. Um dos efeitos do batismo é exatamente a participação no múnus sacerdotal, régio e profético do Redentor. É a missão evangelizadora que é conferida a cada um, apesar de sua fraqueza. Num primeiro instante, maravilhado, Pedro havia dito: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador”! (v. 8 ) Maior do que a fragilidade humana é o poder divino. A consciência da própria pequenez é um ato de humildade, mas deixar Deus agir em si é um gesto de alcance imponderável. Transformando o cristão em pescador de homens, Deus quer que ele penetre fundo lá dentro do coração dos que se acham nas trevas do erro e do pecado, nas águas profundas onde se dão as tragédias pessoais para que haja uma metamorfose admirável. É preciso, contudo, jamais temer, pois a obra é de Jesus, cada um é mero instrumento em suas mãos poderosas. Cumpre se lembrem as palavras de São Paulo aos Coríntios: “Lembrai-vos disso: quem semeia escassamente, escassamente colherá; quem semeia com largueza também com largueza colherá. Cada um dê conforme estabeleceu em seu coração, não com má vontade ou constrangimento; “Deus ama quem dá com alegria” (2 Cor 9, 6-11). Cada um deve se engajar nas mais diversas pastorais, de acordo com seus talentos pessoais, embora todos possam fazer o apostolado poderosíssimo da oração pela conversão dos pecadores. Abertura generosa do coração, sem cálculos, tudo para glória de Deus e bem das almas. A barca de Pedro significa a Igreja. Ela lembra a barca de Noé. Simboliza, outrossim, o coração que não se deixa levar pelas emoções passageiras, os medos, as paixões. Coração inteiramente espiritualizado e não um coração doentio, frívolo, inconstante nas obras de Deus. A Igreja e os cristãos estão num mundo agitado pela presença do Inimigo, mas sempre vitoriosos com a graça de Cristo: “Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28,20). É preciso que haja sempre o testemunho cristão por gestos e palavras, cooperando no domínio social face aos sofrimentos, diante da pobreza, perante o desemprego e as injustiça sociais. É necessário espiritualizar um mundo secularizado no qual impera o pecado, a desordem moral, as aberrações éticas, o menoscabo da Lei divina. Trabalho árduo, sem desânimo, pois a pesca será admirável, se houver pescadores que confiam na graça do Senhor e semeiam os valores do seu Evangelho. Peçamos a Deus que aumente em cada batizado a fé, fazendo crescer a audácia das comunidades para serem reveladoras do apelo de Cristo que continua a convidar a todos a avançar para águas profundas e a lançar as redes para que a salvação chegue a todos que se acham no caminho da perdição. Hoje, mas do que nunca, cumpre se diga a cada um o que tantas vezes tem sido falado no final de tantos encontros: “ Ânimo, irmão! Cristo conta com você ” !* Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.

Na terceira vela temos a esperança a crepitar Nossa fé se realiza, é Jesus quem vai chegar

Michele da Silva Pinto
Serva atuante da RCC Viçosa, pertencente ao Grupo de Oração “Cenáculo do Senhor”
E-mail: mimenorddd@yahoo.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho

Neste 3º domingo do advento, celebramos a alegria da espera, na certeza da chegada dAquele que se espera. É o domingo da alegria, muito bem visualizado na 2ª leitura quando São Paulo diz: “Alegrai-vos no Senhor… O Senhor está próximo” (Fl 4a. 5b). Esse é o ponto forte desta celebração.

No evangelho João responde a um questionamento de diferentes pessoas depois que eram batizadas: “O que devemos fazer?”. Pergunta difícil de fazer, pois podemos não gostar da resposta. A atitude de batizados não condiz com a injustiça, com o egoísmo, com a tristeza, com o orgulho e tantos outros maus… então, em muitas situações devemos mudar totalmente de postura… e para isso devemos sempre perguntar ao Senhor o que devemos fazer.

João veio preparar os caminhos do Senhor na verdade e nós que vivemos na plenitude dos tempos como temos preparado os caminhos do Senhor para sua segunda vinda? Se ainda não tínhamos pensado nisso antes… hoje é tempo de não só pensar, mas de viver intensamente a espera ativa no Senhor que vem nos salvar. Dificil é! Mas o importante é não desisitir!!!!

Caríssimos irmãos , como disse o profeta Sofonias: “Canta de alegria, cidade de Sião… alegra-te e exulta de todo o coração…Não temas Sião, não te deixes levar pelo desanimo! O Senhor teu Deus, está mo meio de ti”

Forte abraço!! Feliz e Santo Natal!!!

Como aconteceu o nascimento de Jesus

Denis Duarte
Licenciado em Letras - UFV; Especialista em Bíblia - UNESP; e Mestrando em Ciências da Religião - UNESP
E-mail: denisufv@yahoo.com.br
Site: http://www.denisduarte.com/
Michele da Silva Pinto

Neste epsódio veremos – por intermédio do Evangelho de Mateus 1,18-25 – por que o evangelista cita um texto do profeta Isaías para falar no nascimento de Jesus; o que significavam os esponsais entre Maria e José; qual a diferença entre repudiar publicamente e fazê-lo de modo privado; qual o significado dos nomes “Jesus” e “Emanuel”; entre outros. Com a Bíblia em mãos, clique para ouvir o podcast sobre o tema apresentado.


Evangelho segundo São Marcos: 10,46-52

Evangelho de 25/10/2009 – Mc 10, 35-45

— O Senhor esteja convosco!

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.

— Glória a vós, Senhor!

Chegaram a Jericó. Ao sair dali Jesus, seus discípulos e numerosa multidão, estava sentado à beira do caminho, mendigando, Bartimeu, que era cego, filho de Timeu.

Sabendo que era Jesus de Nazaré, começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, em compaixão de mim!”

Muitos o repreendiam, para que se calasse, mas ele gritava ainda mais alto: “Filho de Davi, tem compaixão de mim!”

Jesus parou e disse: “Chamai-o” Chamaram o cego, dizendo-lhe: “Coragem! Levanta-te, ele te chama.”

Lançando fora a capa, o cego ergueu-se dum salto e foi ter com ele.

Jesus, tomando a palavra, perguntou-lhe: “Que queres que te faça? Rabôni, respondeu-lhe o cego, que eu veja!

Jesus disse-lhe: Vai, a tua fé te salvou.” No mesmo instante, ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus pelo caminho.

Logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho

[No Monte Sinai, Moisés disse ao Senhor: «Mostra-me a Tua glória». Deus respondeu-lhe: «Farei passar diante de ti toda a Minha bondade (...), mas tu não poderás ver a Minha face» (Ex 33, 18ss.).] Experimentar este desejo parece-me porvir de uma alma animada pelo amor à beleza essencial, uma alma a quem a esperança não pára de conduzir da beleza que já viu para aquela que está para além. [...] Este pedido audacioso, que ultrapassa os limites do desejo, almeja pela beleza que está para além do espelho, do reflexo, para a ver face a face. A voz divina satisfaz o pedido, recusando-o simultaneamente [...]: a magnanimidade de Deus concede-lhe a satisfação do desejo, mas, ao mesmo tempo, não lhe promete repouso nem saciedade. [...] É nisto que consiste a verdadeira visão de Deus: aquele que para Ele eleva os olhos nunca mais cessa de O desejar. É por isso que Ele diz: «não poderás ver a Minha face». [...]

O Senhor que tinha respondido a Moisés exprime-se da mesma forma aos Seus discípulos, clarificando o sentido desta simbologia. Ele diz «Se alguém quiser vir após Mim», (Lc 9, 23) e não: «Se alguém quiser ir à Minha frente». Ao que Lhe faz um pedido a respeito da vida eterna, propõe o mesmo: «Vem e segue-Me» (Lc 18, 22). Ora, aquele que segue caminha virado para as costas daquele que o guia. Portanto, o ensinamento que Moisés recebe sobre a maneira pela qual é possível ver a Deus é este: ver a Deus é segui-Lo para onde Ele conduzir. [...]

Com efeito, aquele que não conhece o caminho não pode viajar em segurança se não seguir o guia. Este precede-o, mostrando-lhe o caminho; por isso, quem o segue não se desviará do caminho se se mantiver virado para as costas daquele que o conduz. Com efeito, se se deixar ir ao lado ou de frente para o guia tomará uma via diferente da indicada. Por isso, Deus diz àquele a quem conduz: «Não poderás ver a Minha face», o que significa: «não olhes de frente o teu guia», porque, se assim fizesses, correrias num sentido que Lhe é contrário. [...] Como vês, é importante aprender a seguir a Deus: para aquele que assim O segue nenhuma contradição do mal se poderá opor ao seu caminhar.

Comentário ao Evangelho feito por São Gregório de Niza (c. 335-395), monge e bispo

Há Vagas!


Um dia Jesus esteve entre nós, vivendo a vida dos homens, assumindo o nosso jeito humano de viver. Quis viver a nossa vida para salvar-nos, a partir de dentro.

Jesus propôs, ao estar entre nós, um jeito novo de viver, de pensar a vida neste mundo, um projeto maravilhoso ao qual chamou Reino de Deus.

Para implantá-lo aqui, Ele quis contar com as pessoas de seu tempo e, por isso, convocou a comunidade dos discípulos, formada de homens e mulheres, gente comum como eu e você, mas que tinha o coração e a mente abertos, que tinha generosidade e paixão pela sua causa; que acreditava que o sonho de Deus era mais real do que a mais consistente realidade humana.

E desde então, Jesus não parou de chamar homens e mulheres, rapazes e moças, velhos e crianças para participar da construção deste reino que começa aqui e terá seu pleno acabamento na eternidade.

É por isso, caro leitor, que estou escrevendo este artigo: para dizer que HÁ VAGAS, muitas vagas na obra de Jesus Cristo. O imenso canteiro de obras do Reino de Deus neste mundo precisa de muitos operários.

Contudo, para que ninguém entre enganado na tarefa de Deus, gostaria de dizer que há alguns pré-requisitos para preencher uma vaga. Veja se você se enquadra no perfil dos convocados pelo Senhor:

1º. Ter fé, acreditar na proposta de Cristo;
2º. Ter a capacidade de sonhar, de acreditar que um mundo novo é possível; não se conformar com o mundo como está;
3º. Saber viver em comunidade e em equipe, não se impondo sobre os demais;
4º. Não ser ingênuo, se enganando com propostas fáceis como milagres a todo custo ou jogando a culpa dos males no diabo, a quem se deve exorcizar de todo mundo;
5º. Amar de verdade as pessoas, sobretudo as mais sofridas, lutando para vê-las livres de toda espécie de prisão como a miséria, a fome, as drogas, etc.
6º. Viver a vida no Espírito de Deus, renovando-se sempre, aprendendo sempre, nunca se achando pronto e perfeito;
7º. Ter espírito de desprendimento, sendo livre do paradigma da riqueza e do sucesso, sem ser medíocre, amando a Deus e não ao dinheiro;
8º. Não ser acomodado, derrotista, achando que não dará conta dos desafios ou que nada dará certo;
9º. Ser alegre e jovial;
10º. Ser pessoa de oração constante, “fazendo tudo como se tudo dependesse de você, mas sabendo que na verdade, tudo depende de Deus”.

O mês de outubro nos recorda que fazemos parte de uma igreja que é missionária por natureza, e que todo aquele que foi batizado está convocado por Deus a continuar a obra de Jesus Cristo neste mundo.

É claro que nem sempre temos todas as características citadas acima, mas, se as desejamos ter, para Deus tudo é possível. Deus há de abençoar a vida de todos aqueles que desejam fazer de sua vida algo de bom e útil para os outros, se fazer missionário do amor e da justiça, continuador da obra maravilhosa sonhada pelo Pai para este mundo, implantada por Jesus e dinamizada pela força do Espírito.

Há vagas! Venha assumir seu lugar na grande missão do amor.

Entrevista com Lourdinha

RCC Viçosa: Quem é Lourdinha? Fale para nós um pouco de você.

Lourdinha: Algumas pessoas me chamam de Lourdinha do Sr. Pedrinho (meu pai) outras de Lourdinha da Igreja, em razão de eu participar da Paróquia de Fátima desde a sua fundação. Sou bastante conhecida na cidade de Viçosa e procuro ter um bom relacionamento com as pessoas. Deus me deu a graça de acolher bem as pessoas que se aproximam de mim.

RCC Viçosa: Quando você decidiu se consagrar a Deus e por quê?

Lourdinha: Desde a minha adolescência percebi que Deus me chamava para uma vocação que não é o matrimônio. Fiz tantos encontros vocacionais. Quando eu estudava e trabalhava no Colégio Carmo cheguei a morar com as Carmelitas. Fiz a preparação para ir para o Noviciado. Nesta época eu já trabalhava na Universidade Federal de Viçosa, e estava começando a ajudar meu pai financeiramente. Fiquei em dúvida, se eu for para o convento não vou poder ajudar minha família. Procurei um sacerdote muito santo. Ele me disse você pode se consagrar a Deus, fazer o seu voto de castidade e morar com a sua família. Senti firmeza e me tranqüilizei com a orientação dele. Não tive mais dúvidas. Nesta época comecei meus trabalhos na Paróquia Nossa Senhora de Fátima e continuei servindo também a minha família.

RCC Viçosa: Como é viver numa vida consagrada a Deus?

Lourdinha: É muito bom viver uma vida consagrada a Deus. Não me sinto melhor do que ninguém, mas agradeço muito a Deus por Ele ter me chamado para essa vocação. Apesar dos inúmeros compromissos me sinto uma pessoa mais livre para o trabalho do Reio de Deus.

RCC Viçosa: Qualquer pessoa pode viver uma vida de consagração a Deus?

Lourdinha: Toda pessoa batizada é consagrada a Deus. Mas algumas pessoas fazem votos de castidade, pobreza, obediência, etc. Alguns pertencem a alguma comunidade. Estas pessoas casadas que vivem em comunidade e fazem votos, obedecem a um superior e servem a comunidade ou fazem algum trabalho em benefício aos irmãos necessitados. No meu caso, eu fiz o voto de castidade, estou ligada a uma Congregação Religiosa: FILHOS DE NOSSA SENHORA DA MISERICÓRDIA, com sede na Itália. Renovo os meus votos no Retiro Espiritual que faço uma vez por ano.

RCC Viçosa: Você sofreu algum tipo de preconceito por causa de sua vocação?

Lourdinha: Não sofri nenhum preconceito. As pessoas me aceitam, pedem as minhas orações e a minha visita.

RCC Viçosa: Você, atualmente, está servindo no Grupo de Oração Nossa Senhora de Fátima. Fale para nós como é o Grupo e o que as pessoas estão vivendo e experimentando.

Lourdinha: O grupo de Oração Nossa Senhora de Fátima desde o seu início. Nós sempre tivemos o nosso espaço. O nosso grupo e respeitado, isto é nenhum padre nem leito tira a nossa liberdade. Atualmente o Grupo de Oração Nossa Senhora de Fátima está podendo contar com a presença enriquecedora de algumas pessoas que vieram para nos ajudar. São pessoas que vieram somar, dar mais vida ao nosso grupo, tanto no campo da música, pregação e da condução de oração. Acredito que o nosso grupo vai crescer em todos os sentidos.

RCC Viçosa: Como começou a sua história no Grupo de Oração Nossa Senhora de Fátima?

Lourdinha: A minha história no Grupo de Oração Nossa Senhora de Fátima começou da seguinte forma: tínhamos na Paróquia Nossa Senhora de Fátima um grupo de reflexão da Palavra que se reunia toda semana para refletir e prepara para as leitura e o evangelho do domingo. Certo dia Fernando Mococa, estudante da UFV pertencente ao Grupo de Oração da UFV perguntou ao nosso grupo se poderia transformar-lo num Grupo de Oração da Renovação Carismática Católica. Nós aceitamos a proposta. O Fernando pediu ao pároco da época, o padre Geraldo Paiva e ele permitiu funda o grupo de Oração Nossa Senhora de Fátima. Fernando Mococa nos ajudou no início e depois deixou por nossa conta e convidou também mais algumas pessoas. Isso já faz 23 anos. Estou no grupo desde a sua fundação até hoje e pretendo continuar enquanto Deus quiser.

RCC Viçosa: Além do Grupo de Oração Nossa Senhora de Fátima, sabemos que você acumula outras funções na Igreja. Fale para nós sobre essas atividades.

Lourdinha: Atualmente continuo participando do Apostolado da Oração, Apostolado da Misericórdia e estou coordenando o Grupo da Pastoral da Esperança. Esse grupo tem a função de visitar e rezar com as pessoas que perderam seus entes queridos, e por essa razão precisamos da presença de pessoas que as ajude, reze com elas nesse momento difícil. Visitamos também qualquer pessoa que solicitam a nossa presença em suas casas por motivos de doença ou outros motivos. É um trabalho gratificante porque depois desses encontros sempre as pessoas falam que se sentem melhores. É o acolhimento que precisamos fazer. É um dever.

RCC Viçosa: Com certeza você vive várias experiências com Deus. Partilhe conosco algumas de suas experiências.

Lourdinha: A minha maior experiência com Deus é quando pensando Nele posso ajudar alguém, fazer alguém feliz ou fazer algo que possa contribuir para o crescimento do Reino de Deus.

RCC Viçosa: Lourdinha, muito obrigado pela entrevista. Deixe agora uma mensagem para todos que acessam o site da RCC Viçosa.

Lourdinha: Não me considero melhor do que ninguém. Sinto-me uma pessoa muito feliz, apesar das muitas limitações, sempre procurei fazer a vontade de Deus em minha vida, quer na família, no trabalho, na Igreja e nos relacionamentos com as outras pessoas. Estou certa que o segredo da felicidade é procurar viver na santidade.

Purificação interior


Atualíssimas as palavras de Cristo ao alertar que todas as coisas más saem de dentro do coração humano (Mc 14,21 ss). No sermão da montanha Ele já havia declarado: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!” (Mt 5,8). Cumpre, então saber o que é um coração puro. Purificar o seu interior é deparar nele o dinamismo global unificando todos os sentimentos, todas as aspirações, todos os propósitos em torno das virtudes e não dos vícios. Uma orientação para o bem e não para o mal. Trata-se de uma atitude pessoal no uso responsável da liberdade, ou seja, uma tarefa humana realizada com o auxílio divino, dada a realidade do pecado original. Purificar, unificar seu coração é uma missão à qual o ser humano deve se entregar corajosamente sob o influxo da graça. Neste sentido o coração se torna limpo não pela ação humana, mas pela correspondência à intervenção do Ser Supremo. Isto significa que o homem livremente se deixa purificar por Deus. Esta é, aliás, a súplica de Davi: “Aspergi-me com um ramo de hissope e ficarei puro. Lavai-me e me tornarei mais branco do que a neve” (Sl 50,9) [...] Ó meu Deus, criai em mim um coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza (Sl 50, 12). A resposta encontramos em Ezequiel: “Derramarei sobre vós águas puras, que vos purificarão de todas as vossas imundícies e de todas as vossas abominações. Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne” (Ez 36,25-26). Com um tal coração assim purificado todos os atos automaticamente serão bons, isentos de toda malícia. Deste modo para a Bíblia o coração é todo o ser humano, toda ação do homem provindo de sua vida interior. É preciso optar sempre pelo bem e deixar de lado o mal. O esforço do cristão, sua luta moral se tornam ações virtuosas todas as vezes que ele elimina tudo que é perversidade, envolvendo-se na luminosidade divina. Trata-se de um dinamismo total a serviço de Deus, arrancando-se sempre as ervas daninhas do pecado, sublimando todos os anseios da existência. Então no lugar de todos os itens da perversidade enumerados por Cristo vindos do coração pervertido, ou seja, “as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo “(Mc 5 21-23) brotam as palavras do salmo 41: “Como a corça anseia pelas águas vivas, assim minha alma suspira por vós, ó meu Deus. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (v. 2-3). O cristão percebe deste modo um desejo profundo, ardente de ver a Deus, de estar na presença divina. Passa o fiel a viver no presente o que será a realidade futura na Jerusalém celeste onde, conforme atestou São João: “Seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como ele é (1 Jo 3,2). Esta é a beatitude que alcança quem possui o coração virtuoso. É o que claramente proclama o salmista: “O que tem as mãos limpas e o coração puro, cujo espírito não busca as vaidades nem perjura para enganar seu próximo. Este terá a bênção do Senhor, e a recompensa de Deus, seu Salvador. Tal é a geração dos que o procuram, dos que buscam a face do Deus de Jacó” (Sl 23,3-6). Uma das provas da relação bíblica entre a pureza do coração e a percepção da presença de Deus foi o que disseram os discípulos de Emaús ao se encontrarem com Jesus Ressuscitado: “Diziam então um para o outro: Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” (Lc 24,32) Bênção e justiça deparam os que têm o seu interior purificado. Um benefício inicialmente pessoal, ou seja, a beatitude, a tranqüilidade total que depois devem ser distribuídos aos outros. Isto porque repleto dos dons divinos quem tem uma consciência limpa goza da presença divina e esta não é estática, mas dinâmica. Bem diz o axioma filosófico: “O Bem é de si difusivo”. Por tudo isto o verdadeiro cristão não permite que seu interior seja enodado pela poluição de um mundo envolto no erotismo, no desregramento ético.

Ai! Tenho que ir à Missa!


Ao longo destes anos em que sou padre, não é muito incomum escutar pessoas que me dizem: “Padre, eu tenho muita fé, mas eu rezo em casa mesmo”. Dizem isto para poder se justificar, quanto ao fato de não irem às missas nos finais de semana.

A verdade é que, para muitos cristãos que se dizem católicos, ir à missa é algo enfadonho e que é encarado como mera obrigação imposta pela Igreja. Para eles, rezar em casa equivale a ir à missa.

Diante deste fato e da constatação de que muitos vão às missas regularmente, mas a encaram como um rito formal, repetitivo, participando dele sem se interessar, me vem à mente o episódio relatado pelo evangelista Lucas, o qual relata que Jesus afirmara antes daquela quinta-feira santa: “Tenho desejado ardentemente comer esta ceia com vocês” ( Lc 22,14). Ao final da Ceia, relatada também pelos outros evangelhos, dado a sua fundamental importância, Jesus disse: “Fazei isto em memória de mim” ( Lc 22,19).

Assim, podemos constatar claramente que a missa não foi uma criação da Igreja, mas nasceu de uma iniciativa de Jesus que desejou ardentemente celebrá-la com seus discípulos e depois ordenou que eles fizessem a mesma coisa em memória dele, para recordar, atualizando aquilo que Ele mesmo fez.

Refletindo sobre isto, é inevitável que me venha à mente a pergunta: Pode alguém fazer o que Ele fez, em sua memória, com o coração endurecido, de má vontade e sem colocar naquilo o seu afeto, o seu ser? Se é em memória dele, numa ação sagrada (sacramento) na qual a própria presença de Jesus se faz real, podemos estar lá, por estar? Ele desejou ardentemente fazer aquela refeição durante a qual antecipava a entrega de sua vida, de seu corpo e de seu sangue para nos salvar. Poderia alguém, diante disto, responder com indiferença, se recusando a aceitar o seu convite ou assistindo passivamente como mero expectador?

Diante de tais questões, ocorre-me que, na verdade, quem assim se porta só pode não ter ainda compreendido o que Jesus realizou e realiza, atualizando o passado, em cada missa.

Primeiramente, quando alguém diz que reza em casa para justificar sua ausência das missas, não entendeu que uma coisa não substitui a outra e que ambas são necessárias no caminho do discipulado; ambas foram ensinadas por Jesus. Oração particular e missa se complementam. A missa é a forma comunitária de celebrar, a mais perfeita forma, onde o Senhor se faz presente na assembleia celebrante, naquele que a preside, na palavra proclamada e, por fim, de maneira excelente nos dons eucarísticos do Pão e do Vinho, que consagrados, possuem o poder de nos comunicar a vida divina. “Isto é o meu Corpo, tomai e comei. Isto é o meu Sangue, tomai e bebei” (Lc 22,19). Como alguém poderá pensar que rezar em casa substitua isto?

Ir à missa e participar dela não deveria ser motivo de lamento para ninguém, mas de alegria e agradecimento. Aliás, participar é ajudar a fazer, celebrar junto e não apenas assistir. Uma assembleia que participa, faz a missa alcançar toda a sua plenitude pela beleza do canto, das orações partilhadas, do estar juntos de maneira fraternal, do alimentar-se da vida do Senhor para se fortalecer na caminhada de uma fé comprometida com o Reino que Ele anunciou.

No lugar do “Ai, tenho que ir à missa!”, que tal o “Ó, que bom, tenho o privilégio de poder ir à missa!”?

Que Deus abençoe a todos!

Evangelho da semana: Jo 6, 24-35

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Pe Walter

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso, te pedimos, enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra, uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”.

Evangelho de 26/07/09 – Jo 6, 24-35

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

24. E, reparando a multidão que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, entrou nas barcas e foi até Cafarnaum à sua procura.

25. Encontrando-o na outra margem do lago, perguntaram-lhe: Mestre, quando chegaste aqui?

26. Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: buscais-me, não porque vistes os milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes fartos.

27. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará. Pois nele Deus Pai imprimiu o seu sinal.

28. Perguntaram-lhe: Que faremos para praticar as obras de Deus?

29. Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creiais naquele que ele enviou.

30. Perguntaram eles: Que milagre fazes tu, para que o vejamos e creiamos em ti? Qual é a tua obra?

31. Nossos pais comeram o maná no deserto, segundo o que está escrito: Deu-lhes de comer o pão vindo do céu (Sl 77,24).

32. Jesus respondeu-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu, mas o meu Pai é quem vos dá o verdadeiro pão do céu;

33. porque o pão de Deus é o pão que desce do céu e dá vida ao mundo.

34. Disseram-lhe: Senhor, dá-nos sempre deste pão!

35. Jesus replicou: Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

“… à sua procura…”

A multidão bem sabia onde encontrar Jesus, e foram até Cafarnaum, às margens do lago de Tiberíades, onde Ele também costumava freqüentar e o encontraram por lá. Depois da experiência maravilhosa que esta multidão vinha tendo com Jesus, pois eles traziam seus enfermos e Ele os curava, diante da falta de alimento, Ele transforma o pouco pão em alimento farto a todos. É natural que a multidão o procure – o que mais se pode desejar, além de saúde e alimentação farta?

Jesus exorta a multidão acerca do verdadeiro motivo que deveria estar por trás da procura a Ele, ou seja, uma comida que dura até a vida eterna. Começa a exortação usando um verbo forte: “trabalhai”. Jesus deseja dizer que é necessário trabalhar para ter a alimentação, mesmo se referindo a alimentação que leva a salvação.

Em um mundo onde os valores terrenos, ligados ao prazer, ao imediato, ao tangível, vem Jesus orienta sobre qual paradigma deve-se trabalhar.

Para conseguir o alimento material, a multidão teve apenas que estar seguindo Jesus e no momento da fome, Ele proveu-lhe de pão, mas o pão da vida eterna, o pão que Jesus mais deseja oferecer aos seus, Ele diz ser necessário trabalhar para obter. Muito oportuna esta exortação, pois temos percebido em alguns setores da igreja, da Renovação e também como parte do mesmo corpo, no MUR, certo arrefecimento, um esfriamento. As pessoas colocam prioridades em muitas coisas antes da missão, antes da verdade espiritual, onde se gera transformação de vida, compromisso pastoral, missionário, serviço, testemunho, dialogo para com a universidade, com os irmãos e assim por diante.

Desejo escrever-lhes como pai e copiar as palavras de Jesus: “trabalhai”.

Coloquem afinco, façam mais que o normal, INTENSIFICAI, FORCEMOS A NOSSA VONTADE, A NOSSA NATUREZA, no sentido de darmos um passo no sentido do que nos solicita Jesus. E então receberemos dele o pão da vida.

Aproxima-se a nossa Semana Nacional de Missão, e exorto-os a buscarmos mais a comunhão, a vida de oração, deixem de reclamar das coisas (muitas vezes coisas simples, pequenas) e trabalhemos para recebermos deste alimento que dura até a vida eterna.

“Meu Pai é quem vos dá o verdadeiro pão do céu”

O crer é uma graça e graça a gente recebe do alto. Então o verdadeiro pão, o verdadeiro alimento, a força para a missão, os dons, a motivação quem nos dará é o Pai. Assim também o verdadeiro pão, ou seja, o pão da vida, o alimento sólido, que é Jesus quem nos dá é o Pai.

O PAI É FONTE DE TODA DÁDIVA, DE TODA GRAÇA. A ELE DEVEMOS RECORRER. DIANTE DAS DIFICULDADES, DESAFIOS,… A ELE DEVEMOS CLAMAR. E NELE CRER E ESPERAR.

Mas não esqueçamos que Jesus já nos exortou “TRABALHAI” ou seja, fazei a vossa parte.

“Dá vida ao mundo”

A palavra de Deus é muito clara, é Jesus, o pão da vida que dá vida ao mundo. Então é natural que tenhamos coragem, ousadia, e até mesmo percamos todo tipo de respeito humano. Todos somos pecadores, temos nossas fragilidades, e devemos então, diante desta graça, acreditar que ELE é quem dá vida ao mundo, portanto é SENHOR, soberano do mundo e pode com certeza resolver estas nossas fragilidades.

Toda realidade de morte que se apresenta entre nós deve ser apresentada ao Rei da vida, e será infeliz o homem, ou mulher, que tentar ancorar-se em outras realidades como fonte de vida, principalmente de vida eterna.

JESUS É O SENHOR DO MUNDO, DE TUDO. E TODAS AS REALIDADES QUE SE SUBMETEM A ESTA VERDADE, SE CREDENCIAM PARA RECEBER A VIDA QUE BROTA DELE.

E a vida proposta, desejada por Jesus é uma vida em plenitude.

Senhor dá-nos sempre deste pão!

Outra coisa bonita e importante nesta reflexão é que se deve saber que a saciedade se apresenta após cada refeição, por isso deve se pedir a Jesus que nos dê sempre deste pão.

O ter SEMPRE do pão da vida, evoca o nosso compromisso de comunhão. Uma alma saciada pelo pão da vida que por si só é alimentada para a eternidade evoca atitudes que perenizam a presença do Deus vivo em nós. E como resposta a essa evocação, pode o crente, o servo principalmente, aquele que tem um ideal de vida cristã mais elevada deve buscar uma maior participação na eucaristia.

“Não terá fome,… jamais terá sede”

Isso é muito mais que uma coca-cola no deserto. A promessa de Jesus a quem o recebe como pão da vida é algo eterno, realmente algo que vem ao encontro do ideal do estudante, do profissional, do perfil da modernidade.

E entende-se bem esta palavra de Jesus, principalmente quem já teve envolvimento com drogas, ou outro tipo de vicio, ou atividades escravizantes, como por exemplo, a prática de esportes radicais. Você se alimenta e não fica saciado, ou seja, precisa fazer novamente e cada vez mais em doses maiores.

Então o que parecia um alimento, uma saciedade, se torna na verdade uma escravidão.

A dependência aumenta a sempre mais.

Ao contrário destas coisas, ao nos encontrarmos com Jesus, o pão da vida através da sua palavra, na comunhão, na partilha entre irmãos, na oração, o nosso coração vai se tornando saciado, envolvido com o sobrenatural e então se percebe que já não mais temos fome e sede dos valores mundanos.

“O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo”.1

Reflexão Final

As pessoas “atendidas”, alimentadas, curadas por Jesus não tiveram vergonha, medo de saírem a sua procura. Não tenha medo amado(a), se você já foi salvo, tocado, saciado por Jesus não deixe de sair à sua procura, pois ele se deixa encontrar e com facilidade. Buscai-o enquanto Ele se deixa encontrar.

Crer em quem nos enviou Jesus o pão da vida, é uma graça e isto pode, deve ser pedido ao Pai. Crer é um dom, Deus deseja muito nos dar esta graça.

SENHOR EU CREIO, MAS AUMENTAI A MINHA FÉ!

O verdadeiro pão nos é dado pelo pai e tentar encontrar a nossa felicidade fora do evangelho, da palavra de Deus será sempre a melhor forma de nos enganarmos.

Toda a fonte de vida é Jesus, portanto todas as nossas realidades que estão na morte devem ser submetidas a Jesus, fonte de toda vida e assim VIVEREMOS.

O alimento vivo que nos é dado na eucaristia, desejamos tê-lo sempre entre nós e esta graça a Igreja nos oferece diariamente na Eucaristia. Essa graça é oferecida a nós cristãos/católicos em países cristãos, portanto um privilégio que devemos aproveitar. Nem na terra santa, lugar sagrado onde Jesus viveu esta graça está tão disponível, como a nós em nosso país.

Se ainda temos fome ou sede das coisas da nossa vida passada, antes de Jesus em nossa história, é porque estamos tomando refeição em restaurantes errados, ou bebendo em fontes contaminadas. Quem bebe da água que Eu lhe der jamais voltará a ter sede2, disse Jesus a Samaritana, ou ainda quem comer do meu corpo jamais terá fome.3

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

1 Cf. Mc 13, 44
2 Cf. Jo 4, 14
3 Cf. Jo 6, 51

Jesus Sinal de Contradição

Professor Felipe Aquino
Doutor em Física pela UNESP e pelo ITA; há trinta e cinco anos é professor universitário e foi Diretor Geral do Instituto de Engenharia de Lorena - da USP-SP.
E-mail: felipeaquino@cancaonova.com
Site: http://www.cleofas.com.br/
Fernando Galvani

Cristo sempre foi e sempre será “Sinal de Contradição”, como disse o profeta Simeão. E da mesma forma a Igreja Católica e cada um de seus filhos autênticos. Por isso Cristo foi crucificado e a Igreja é perseguida e martirizada há dois mil anos; e hoje mais do que antes.

Aqueles que fazem o mal amam as trevas, a calada da noite para praticar os crimes, as corrupções, os conchavos… Cristo não recuou diante das ofensas e perseguições; hoje a Igreja precisa imitá-lo como fez nesses dois mil anos. Este livro quer mostrar o quanto a Igreja Católica e Jesus Cristo têm sido combatidos no Ocidente. Cresce rapidamente entre nós uma verdadeira Cristofobia e um verdadeiro ódio à Sua Igreja, nossa Mãe.

Jesus é a Luz que brilha nas trevas do mundo e esse a rejeita; como disse o evangelista São João: “Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (Jo 1,4-5)… Era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por Ele, mas o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam.” (v. 7-11).

Ficha Técnica

ISBN: 978-85-88158-51-1
Ano: 2009
Edição: 1
Número de páginas: 264
Idioma: Português BR
Acabamento: Brochura
Formato: 14×21 cm

Para compra esse e outros livros do Professor Felipe Aquino entre no site shoppingcleofas

Artigos de Professor Felipe Aquino

Quaresma, a luta contra o pecado 25/02/2010
A situação da Igreja no Brasil 24/02/2010
Existe mesmo maldição de ou em família? 20/02/2010
Por que o sofrimento nosso tem valor diante de Deus? 16/01/2010
Fora da Igreja não há salvação 20/11/2009
Anglicanos querem vir para a Igreja Católica 21/10/2009
Há diferença entre Rezar e Orar? 04/10/2009
O que é jejuar? Qual o efeito do jejum em nossa vida e quais as formas de jejum? 19/09/2009
O que dizer da vasectomia e laqueadura? 30/08/2009
O que a Igreja fala sobre o sexo no casamento? 16/08/2009
Jesus Sinal de Contradição 02/08/2009
O que dizer sobre a Opus Dei? 14/07/2009
Tenho algumas dúvidas sobre a questão do idolatrismo, estes dias atrás tivemos uma visita de uma imagem de nossa senhora que percorre o mundo, isso não é idolatrismo? Porque existem muitos católicos que acabam acreditando muito mais em uma imagem que até mesmo no nosso próprio JESUS? 20/06/2009
O que são pecados graves(mortais) e pecados leves(veniais)? 14/06/2009
Católico pode casar com protestante? 09/06/2009
A Igreja proibiu o ensino na Idade Média? 23/05/2009
A Igreja excluiu livros da Bíblia? 16/05/2009
Qual o significado de Kairós? 03/05/2009
Por que só Comungamos a Hóstia e não bebemos o Vinho consagrado? 01/05/2009
Perguntas e Respostas com Prof. Felipe Aquino 30/04/2009
As Hóstias estragam? 30/04/2009
Espiritualidade 06: O Homem em Perigo 29/03/2009
A penitência da quaresma 15/02/2009
Espiritualidade 05: Construir o homem e o mundo 17/01/2009
Espiritualidade 04: Lições da Natureza 01/01/2009
Espiritualidade 03: "Tu és a alegria do Senhor teu Deus" (Is 62,5) 18/12/2008
Espiritualidade 02: Bênção e maldição 30/11/2008
Espiritualidade 01: Fidelidade a Deus 30/11/2008
Caminhando com Prof. Felipe Aquino... 15/11/2008