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	<title>RCC Viçosa - Renovação Carismática Católica de Viçosa &#187; Jesus</title>
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	<description>RCC Viçosa - Renovação Carismática Católica de Viçosa</description>
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		<title>Debaixo da tua figueira</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Apr 2010 15:22:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flaviane Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Escritura]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelho de São João]]></category>
		<category><![CDATA[figueira]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
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		<category><![CDATA[Rei de Israel]]></category>

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		<description><![CDATA[No Evangelho de São João há a descrição de forma muito interessante do encontro de Jesus com os primeiros discípulos, o que pareceu bastante ocasional, pois Jesus estava passando (João 1, 36). É possível entender que tudo o que para nós é simplesmente ocasional, para Deus não, há um proveito e uma intenção em todos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>No Evangelho de São João há a descrição de forma muito interessante do encontro de Jesus com os primeiros discípulos, o que pareceu bastante ocasional, pois Jesus estava passando (João 1, 36).</p>
	<p>É possível entender que tudo o que para nós é simplesmente ocasional, para Deus não, há um proveito e uma intenção em todos os momentos de nossas vidas, foi assim com os discípulos pelo que conhecemos da Escritura e acreditamos que acontece da mesma forma até os dias de hoje. </p>
	<p>Jesus passava e ia convidando àqueles que ele queria como explica a Palavra. No Evangelho de São João há um diálogo profundo entre Jesus e Natanael que esclarece isso, pois, apesar de Filipe testemunhar que havia encontrado àquele que Moisés havia dito na lei, o messias, filho de José de Nazaré; Natanael não se sentiu empolgado e mais ainda, duvidou de que da cidade de Nazaré pudesse sair coisa boa (Jo 1, 46).</p>
	<p>Ao ver Natanael, Jesus mostra a ele primeiramente que conhecia o seu caráter ao chama-lo de verdadeiro israelita, no qual não há falsidade (Jo, 1,47), ele por sua vez questiona Jesus com certo estranhamento: “Donde me conheces?”  e Jesus responde o que Natanael não esperava e nós também por muitas vezes não esperamos ou esquecemos: “Antes que Felipe te chamasse, eu te vi quando estavas debaixo da figueira.” (Jo, 1, 48).</p>
	<p>Lendo um pequeno texto sobre esta passagem, o autor explica que estar embaixo daquela figueira poderia representar as coisas pessoais que Natanael estava vivenciando que somente ele e Deus sabiam – e continua – a figueira que parecia ser um lugar de solidão apenas de Natanael, era também lugar de Deus que o havia visto a pensar na vida e nas decisões que precisava tomar.</p>
	<p>O que podemos pensar sobre tamanha sabedoria de Jesus está relacionado ao quanto Ele também confia em nós, por isso chamou Natanael que nem acreditava que dele pudesse vir algo de bom; e continua chamando até os dias de hoje, Deus confia em nós, por isso nos vê sentados embaixo da nossa figueira e assim mesmo, nos convida, ele diz: “Vem e segue-me”.</p>
	<p>A fala de Jesus muito impressionou Natanael que logo mudou o discurso reconhecendo: “Rabi, tu és o filho de Deus, tu és o Rei de Israel” e Jesus responde: “Verás coisas maiores do que essas&#8230;” (Jo, 1,49).</p>
	<p>As vezes não escutamos a voz do mestre e ficamos sentados tentando resolver todas as coisas, como se Ele não soubesse de todas elas, não pudesse nos auxiliar ou ensinar o melhor caminho e dessa forma, nos sentimos tão aprisionados que nos é impossível ver coisas maiores como bem disse Jesus, a gente não acredita que ele também confia em nós.</p>
	<p>Deus nos conhece perfeitamente, sabe que pecamos, erramos, mas a todo o momento ele não deixa de confiar em nós, de dizer que nos vê e sabe que tipo de homem e mulher somos, é assim mesmo, não de outro jeito ou do jeito como gostaríamos. Ele vê e nos diz hoje, mesmo que só acreditemos porque lemos agora que ele também nos vê como viu Natanael e tantos outros, devemos crer que poderemos ver coisas maiores, basta reconhece-lo, nos apresentarmos e segui-lo pelo caminho.</p>
	<p>Esse diálogo profundo entre Jesus e Natanael mostra a presença de alguém que o conhecia quando estava isolado, pensativo debaixo de sua figueira. Pela fé que temos podemos pensar que Jesus também dialoga conosco o tempo todo, dizendo para que possamos confiar nele e não esquecer que Ele também confia em nós, pois nos vê sempre debaixo da nossa figueira e que se nós crermos veremos coisas ainda maiores.</p>
	<p>Repito: “Ele nos vê, ele confia em nós!”</p>
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		<title>Evangelho da Semana (João 21,1-19)</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Apr 2010 13:13:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Délio Duarte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evangelho da Semana]]></category>
		<category><![CDATA[Délio Duarte]]></category>
		<category><![CDATA[discípulos]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro]]></category>
		<category><![CDATA[pescar]]></category>
		<category><![CDATA[ressurreição]]></category>

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		<description><![CDATA[— O Senhor esteja convosco! — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 1Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi assim: 2Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael de Caná [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><strong></p>
	<p>— O Senhor esteja convosco!<br />
— Ele está no meio de nós.<br />
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.<br />
— Glória a vós, Senhor! </p>
	<p></strong></p>
	<p><em><br />
Naquele tempo, <sup>1</sup>Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi assim:<br />
<sup>2</sup>Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos de Jesus.</p>
	<p><sup>3</sup>Simão Pedro disse a eles: “Eu vou pescar”. Eles disseram: “Também vamos contigo”. <br />
Saíram e entraram na barca, mas não pescaram nada naquela noite. <sup>4</sup>Já tinha amanhecido, e Jesus estava de pé na margem. Mas os discípulos não sabiam que era Jesus. <sup>5</sup>Então Jesus disse: “Moços, tendes alguma coisa para comer?”<br />
Responderam: “Não”.<br />
<sup>6</sup>Jesus disse-lhes: “Lançai a rede à direita da barca, e achareis”.<br />
Lançaram pois a rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes. <sup>7</sup>Então, o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: “É o Senhor!”</p>
	<p>Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu sua roupa, pois estava nu, e atirou-se ao mar. <sup>8</sup>Os outros discípulos vieram com a barca, arrastando a rede com os peixes.<br />
Na verdade, não estavam longe da terra, mas somente a cerca de cem metros. <sup>9</sup>Logo que pisaram a terra, viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão.<br />
<sup>10</sup>Jesus disse-lhes: “Trazei alguns dos peixes que apanhastes”.<br />
<sup>11</sup>Então Simão Pedro subiu ao barco e arrastou a rede para a terra. Estava cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu.<br />
<sup>12</sup>Jesus disse-lhes: “Vinde comer”.</p>
	<p>Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. <sup>13</sup>Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe.<br />
<sup>14</sup>Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos. <sup>15</sup>Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?” <br />
Pedro respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. <br />
Jesus disse: “Apascenta os meus cordeiros”.<br />
<sup>16</sup>E disse de novo a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” <br />
Pedro disse: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. </p>
	<p>Jesus lhe disse: “Apascenta as minhas ovelhas”.<br />
<sup>17</sup>Pela terceira vez, perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?”<br />
Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. <br />
Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas.<br />
<sup>18</sup>Em verdade, em verdade te digo: quando eras jovem, tu cingias e ias para onde querias. Quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir”. <br />
<sup>19</sup>Jesus disse isso, significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: “Segue-me”.<br />
</em></p>
	<p><strong></p>
	<p>- Palavra da Salvação.<br />
- Glória a vós, Senhor. </p>
	<p></strong></p>
	<p>Ao romper do dia&#8230; </p>
	<p>Fico imaginando como devia estar o coração dos discípulos de Jesus naqueles dias, após a sua morte e sua ressurreição manifestada nas duas aparições anteriores narradas pelo Evangelista João.</p>
	<p>Penso que deviam estar como que anestesiados, primeiro pela morte recente de Jesus e, por causa deste fato, estarem privados da companhia amável do Senhor e ao mesmo tempo também estavam perplexos com a Sua ressurreição, algo ainda incompreensível para eles.</p>
	<p>Deve ser este o motivo daquela reação inusitada de Pedro: “Vou pescar”. Soa como se dissesse: “Vou fugir, pois esta situação está muito difícil e não vejo saída para nenhum de nós. Estamos perdidos. Por isto vou voltar à minha vida tranqüila de pescador de peixes. Eu não tinha os problemas que tenho hoje. A vida era mais fácil&#8230;” Ele estava voltando para a vida velha e por um momento havia se esquecido que foi chamado a ser pescador de homens. E não era só ele que se sentia assim, pois outros seis discípulos o seguiram.</p>
	<p>E se na cabeça daqueles homens a situação estava ruim, ela ficou pior ainda. Lançaram as redes durante a noite inteira e nada pescaram. Se eles estavam tristes e abatidos no dia anterior, imagine agora.</p>
	<p>Mas ao romper do dia, Jesus estava de pé na praia, mas os discípulos não sabiam que era Ele.</p>
	<p>No coração dos discípulos só havia tristezas e lamúrias, e já de manhã Jesus estava na margem do lago de Tiberíades e os discípulos não reconheceram que o Mestre era quem estava ali, pois naquele momento Jesus estava também à margem do coração deles. Naquele momento Ele não era o centro da vida dos que estavam na barca, pois as preocupações e o medo de cada um com o futuro devia estar ocupando este lugar. Por isto não reconheceram o Senhor. Tudo fica mais difícil quando tiramos Jesus do centro da nossa vida. As dificuldades tornam-se bem maiores e o nosso cansaço aumenta consideravelmente. E tudo isso faz com que o nosso olhar se desvie do Nosso Senhor Jesus Cristo se fixando nas nossas necessidades e nos nossos problemas.</p>
	<p>“O povo que andava na escuridão viu uma grande luz, para os que habitavam as sombras da morte uma luz resplandeceu” (Is 9, 1). Aleluia! Glória a Deus!</p>
	<p>É Jesus novamente quem toma a iniciativa do encontro e pergunta aos pescadores se eles têm alguma coisa para comer. E eles respondem com toda sinceridade que não. Só pode ser cheio aquilo que está vazio. Só recebe auxílio na direção quem reconhece que está perdido. E quando Jesus manda que joguem a rede do lado direito da barca, com certeza Pedro e os outros sentiram um frio correndo pela espinha. Eles já haviam escutado aquela frase. E sem discutir jogaram a rede, e foram tantos peixes que não conseguiram puxá-la para dentro da barca. Todos ali, por já haverem presenciado este milagre antes, já deviam estar olhando para aquele homem na margem do lago com os seus corações ardendo, como os discípulos de Emaús ao ouvirem as palavras de Jesus.</p>
	<p>Mas foi João, o mais jovem de todos, quem teve a coragem de externar o que o seu coração gritava: É o Senhor! Os corações mais simples têm esta capacidade de enxergar com mais facilidade o Senhor e de revelar aos outros Sua presença no mundo.</p>
	<p>Quando escuta que é  o Senhor, Pedro desce do barco e nada até a margem. Tem pressa de ficar perto do Senhor. Naquele momento Jesus continuava na margem do lago, mas já era de novo o centro do coração de cada um daqueles discípulos e por isto os outros também chegam rapidamente com o barco, ávidos por ver O mestre e escutar suas palavras.</p>
	<p>Quando eles chegam à praia Jesus os esperava com brasas acesas com peixe e pão em cima delas. E Jesus pede para que tragam alguns peixes dos que tinham apanhado. Jesus já tinha preparado a refeição para eles, mas Ele sempre valoriza o nosso esforço. Por menor ou mais insignificante que seja o nosso trabalho humano, Jesus quer sempre contar com ele para alimentar aos outros e a nós mesmos.</p>
	<p>E logo depois Ele pergunta a Pedro três vezes: Tu me amas? E esta pergunta deve ter acompanhado Pedro em toda a sua vida, quando foi colocado diante do Sinédrio, quando foi preso em Jerusalém, e tempos depois, no derradeiro momento do seu martírio.</p>
	<p>Tu me amas? É  esta mesma pergunta que Jesus faz a cada um de nós e a melhor resposta que podemos dar não é com as palavras, mas com o exemplo da nossa vida. Que esta pergunta também nos acompanhe durante toda nossa trajetória, pois todos os dias nós temos a oportunidade de começar de novo. </p>
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		<title>O perdão dos pecados</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Apr 2010 00:15:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[RCC Viçosa]]></category>
		<category><![CDATA[Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Divindade]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
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		<category><![CDATA[ressurreição]]></category>
		<category><![CDATA[sacramento da Penitência]]></category>

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		<description><![CDATA[Após sua ressurreição, tendo dado a prova definitiva de sua divindade, Jesus disse aos Apóstolos: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos!” (Jo 20,23). Sem a fé as verdades bíblicas e a doutrina da Igreja não possuem sentido, são vistas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Após sua ressurreição, tendo dado a prova definitiva de sua divindade, Jesus disse aos Apóstolos: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos!” (Jo 20,23). Sem a fé as verdades bíblicas e a doutrina da Igreja não possuem sentido, são vistas como algo até ridículo. Falta o meio, o instrumental para captar a qüididade do que é proposto por Deus através da Escritura ou do magistério eclesial.</p>
	<p>Em nossos dias, entre outras manifestações religiosas contestadas, sofre, por vezes,  violento ataque o sacramento da Penitência, da qual faz parte integrante a confissão das rebeldias contra o Senhor do Universo. É abrir a Bíblia e lá verificar que Cristo perdoou pecados. A cena do paralítico é típica. Por ser grande a aglomeração em torno dele, descem pelo teto alguém retido no leito por não andar. Querem a cura daquele homem. Jesus serve-se da oportunidade para mostrar que lhe compete anistiar pecados, prerrogativa que, mais tarde transmitiria aos Apóstolos. Diz então ao doente: “Teus pecados são-te perdoados”.</p>
	<p>Os circunstantes ficaram atônitos, pois logo pensaram: “Quem pode perdoar pecados senão Deus”? Era o que o Mestre esperava, pois indagou: “Por que pensais mal em vossos corações?” Imediatamente acrescentou: “Que coisa é mais fácil dizer: São-te perdoados os pecados, ou dizer: levanta-te e caminha? Pois para que saibais que o Filho do Homem tem poder sobre a terra de perdoar pecados: Levanta-te, disse então ao paralítico, toma o teu leito e vai para sua casa. E ele levantou-se e foi para sua casa” (Mt 9, 5-7). Jesus agraciou a Madalena, a mulher adúltera, a Zaqueu e a tantos outros com um indulto total, detentor que era de uma autoridade deífica. Uma vez demonstrado que tinha faculdade de assim proceder, depois de ressuscitar gloriosamente, Ele confere aos apóstolos a sublime atribuição de perdoar os pecados. Magnífico presente pascal!</p>
	<p>Foram muito claras as palavras do Redentor. Entretanto, é apenas para seu autêntico seguidor que há o aspecto eclesiológico do pecado, assim como a faceta eclesiológica do perdão, indissoluvelmente ligado à vontade de Deus sobre a sua Igreja. Nos dizeres de Cristo aparecem os elementos essenciais deste sacramento: a matéria, ou seja, as faltas e o arrependimento  e a forma, isto é, a declaração do perdão divino pelo ministro jurisdicionado para tal. O pecado é o que mais de negativo existe no comportamento humano: é um não dado à Sabedoria eterna, que estabeleceu uma ordem ética à qual o ser racional deve livremente se submeter.</p>
	<p>Na atitude de quem se recusa a obedecer um dos dez mandamentos, há três pontos que devem ser salientados: a perda de Deus &#8211; hamartia; a oposição a Ele &#8211; anomia; a dívida para com Sua justiça &#8211; adikia. O Criador é amor e o pecado é o não amor. Esta postura tem repercussões sociais profundas, pois qualquer infração ao decálogo é anti-social uma vez que acarreta sempre prejuízos a alguém e à harmonia geral.</p>
	<p>De fato, a prevaricação moral como decisão livre afeta a dimensão do homem, inclusive a sua fundamental dimensão comunitária. É óbvio que há deslizes leves e outros graves, dependendo da espécie de violação legal, do conhecimento e do consentimento. É mais pernicioso mentir, lesando conscientemente direitos alheios, do que faltar a verdade em assuntos de somenos importância. Há circunstâncias que fazem um ato pecaminoso mais grave: infringir, por exemplo, o sexto mandamento com uma pessoa casada é um adultério.</p>
	<p>A condição ou aborrecimento do mal cometido é condição essencial para que haja a remissão do erro. Implícita deve estar a resolução ou o propósito de lutar, evitando as ocasiões  de pecado. Isto não quer dizer que o sacramento confere a impecabilidade. Apenas Deus é imaculável. A declaração das culpas é necessária, conforme o ensinamento da Igreja.</p>
	<p>A 16 de junho de 1972 a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé recordava que “a confissão individual é íntegra, bem como a absolvição permanecem o único modo ordinário pelo qual os fiéis se reconciliam com Deus e com a Igreja, a não ser que a impossibilidade física ou moral escuse de algum modo a confissão”. </p>
	<p>Tranqüilidade íntima é o que aufere quem, bem disposto, se aproxima deste manancial de salvação que é o Sacramento da Penitência. Os dons que dele advêm são uma força medicinal que cura a ferida do pecado e uma energia espiritual, levando à adesão  firme ao bem e à verdade.</p>
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		<title>O glorioso triunfo de Jesus</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 01:27:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Páscoa]]></category>
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		<description><![CDATA[A Páscoa é o maior dia do ano para os que crêem cem Cristo. É que neste dia grandioso acontecimento glorioso se cumpriu na história da humanidade. O homem tomava nova rota. Cristo tornava-se o chefe visível de uma raça que se refazia nele e por Ele. Ele era, realmente, o novo Adão. Maravilhosas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>A Páscoa é o maior dia do ano para os que crêem cem Cristo. É que neste dia grandioso acontecimento glorioso se cumpriu na história da humanidade. O homem tomava nova rota. Cristo tornava-se o chefe visível de uma raça que se refazia nele e por Ele. Ele era, realmente, o novo Adão. Maravilhosas e inefáveis as palavras que caem suaves de seus lábios dirigidas a cada um de nós: “Eu ressuscitei e estou contigo”. A presença espiritual e vivificante de Cristo é a grande e magnífica realidade da fúlgida existência da Igreja e dos cristãos. Ele é a nossa vida. No dia venturoso do batismo ressuscitamos com Ele para uma existência inteiramente nova. O Pai celeste afixava então em nós a imagem gloriosa do divino Ressuscitado e nossa é a tarefa de apurar a semelhança com o modelo divino.</p>
	<p>Páscoa com os grandes triunfos de Cristo é todo um magnífico programa de vida que se reflete venturosamente na eternidade. Jesus supera com glória a morte, vence com poder o Príncipe das trevas, triunfa com grandeza sobre o pecado.</p>
	<p>Por entre a celestial harmonia que nesta data envolve a cristandade jubilosa, brilha a certeza fagueira da projeção do magno triunfo de Cristo. Triunfo da Igreja, que firme nas promessas de imortalidade que fulgem do túmulo glorioso de seu Fundador, continuará a semear a verdade e o bem nas almas sequiosas de felicidade, jamais transigindo nem com as imposições da força bruta, nem com a sedução insidiosa do poder. Ela estará sempre fiel à sua missão sagrada, à sua tarefa sublime, à sua obra sobre-humana de iluminar as consciências e pacificar os corações.</p>
	<p>Triunfo de cada cristão, porque a vitória do Mestre é uma libertação não só do sepulcro no jardim vizinho do Calvário, mas também de todo o túmulo humano no qual depositamos os despojos de nossos males para um dia percebermos a glória da própria ressurreição cujo penhor é a que hoje contemplamos.</p>
	<p>Canto épico de toda a humanidade que alça, além, fronteiras terrenas seus sonhos dourados de liberdade, vendo-os revestidos de realidade e anelando pelo dia de sua posse junto ao Mestre vitorioso.</p>
	<p>Júbilo íntimo de cada coração que vislumbra o Mestre glorificado a lhe ofertar a sua dádiva específica de Páscoa, ou seja, a paz, oásis maravilhoso no meio do deserto da vida, ilha encantada que todos os navegantes procuram e que os náufragos na hora do mar tempestuoso febrilmente buscam neste anseio profundo, vital, recrescentíssimo de felicidade, serenidade e eutimia.</p>
	<p>Ondas de alegrias inundam a cidade de Deus. A melodia sublime que nas horas festivas do dia da Páscoa percorre os ares e penetra no íntimo de cada ser é a melodia de vida, de amor, de otimismo, de alvissareiro contentamento. Estão elas, de fato, iluminadas pela certeza de que para os que amam a verdade, para o cristão autêntico, para o justo, para o amigo de Deus, para o pecador arrependido, os resplendores do sepulcro de Cristo envolverão também o seu túmulo. Nascemos, realmente, para morrer, mas morreremos um dia para viver eternamente junto do Ser Supremo.</p>
	<p>O triunfo de Jesus é o grande sinal, sinal de nossa ressurreição e de uma imortalidade banhada perenemente pela felicidade mais inefável.Entoemos, portanto festivamente o hino de louvor ao Redentor vitorioso, repetindo com toda a Igreja em festas Alleluia, Alleluia, Alleluia, Cristo Ressuscitou, Cristo Ressuscitou!</p>
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		<title>Evangelho da Semana (João 20,1-9)</title>
		<link>http://www.rccvicosa.com/evangelho-da-semana-joao-201-9/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 01:23:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcia Lelis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evangelho da Semana]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Márcia Lelis]]></category>
		<category><![CDATA[Páscoa]]></category>
		<category><![CDATA[Ressucitou]]></category>

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		<description><![CDATA[— O Senhor esteja convosco! — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João. — Glória a vós, Senhor! 1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido tirada do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><strong></p>
	<p>— O Senhor esteja convosco!<br />
— Ele está no meio de nós.<br />
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.<br />
— Glória a vós, Senhor! </p>
	<p></strong></p>
	<p><em></p>
	<p>1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido tirada do túmulo.</p>
	<p>2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.</p>
	<p>3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. </p>
	<p>4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. </p>
	<p>5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.</p>
	<p>6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão </p>
	<p>7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.</p>
	<p>8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.</p>
	<p>9De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.</p>
	<p></em></p>
	<p><strong></p>
	<p>- Palavra da Salvação.<br />
- Glória a vós, Senhor. </p>
	<p></strong></p>
	<p>No primeiro dia da semana, primeiro dia da nova criação, primeiro dia dos que abraçaram a fé em Cristo. Este é o dia em que o Sepulcro foi encontrado vazio, a morte foi vencida, “onde está, ó morte, a tua vitória?”(I Co 15,55) nos diz São Paulo. O Catecismo da Igreja Católica diz que o Sepulcro Vazio não constitui em si uma prova direta, mas para todos constitui um sinal essencial.</p>
	<p>Maria Madalena esteve ao pé da cruz, acompanhou todo o martírio Daquele que a libertou e a amou de uma forma nova, para ela a espera do primeiro dia da semana foi longa e sofrida. Nem esperou o dia se fazer, mas de madrugada vai e não encontra o Senhor. É a primeira anunciadora do Sepulcro vazio, logo depois Pedro e João correm para constatar não apenas o Sepulcro vazio, mas vê as vestes, o sudário, ainda não entendem, mas como o próprio Evangelista narra no versículo 8, “viu e creu”. A descoberta pelos discípulos foi o primeiro passo para o reconhecimento do próprio fato da Ressurreição, uma vez que, segundo a lei duas deveriam ser as testemunhas (Dt 19,15).</p>
	<p>Hoje iniciamos o Tempo Pascoal, a maior festa Cristã. A Ressurreição de Jesus Cristo, este é o maior acontecimento da história, “pelas suas chagas –  sua morte – fomos curados”, pela sua ressurreição entrou a Salvação no mundo. A Igreja e todos os fiéis se alegram, cantam as Aleluias deste dia.</p>
	<p>Devemos ser como Maria Madalena, que anuncia “O Sepulcro vazio”, como Pedro e João que correm, não tardam para constatar que a Vitória é hoje. O motivo da nossa fé é a alegria de saber que temos uma vida nova em Cristo, naquele que deu a vida para nos salvar, mas ainda mais, “ressuscitaremos também com Ele”.</p>
	<p>O desespero cedeu lugar a Esperança, as lágrimas cederam lugar a alegria, “temos um Intercessor junto do Pai, Jesus Cristo, o Justo” (I Jo 2,1b), o luto já não existe mais. É pela Vitória de Cristo que temos a certeza da nossa. Nossos pecados, nossas culpas, ficaram na cruz, é como filhos que passamos a viver. Não viveremos mais na tristeza da sexta-feira da Paixão, mas com a alegria de quem constatou, “O Sepulcro está vazio”, suas vestes, o sudário estavam de lado, o Senhor ressurgiu da morte, temos vida, vida nova em Cristo. Passamos da morte para a vida, do sepulcro para a alegria da Ressurreição.</p>
	<p>Esta é a nossa fé, esta é a nossa alegria, esta é a Páscoa do Senhor, com ela já somos vitoriosos. </p>
	<p>Feliz páscoa! Jesus Ressuscitou!</p>
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		<title>Evangelho da Semana (Lucas 22,14-23)</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 01:24:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>D. Zita Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evangelho da Semana]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[D. Zita Coutinho]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[sofrimento]]></category>
		<category><![CDATA[Vinho]]></category>

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		<description><![CDATA[— O Senhor esteja convosco! — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João. — Glória a vós, Senhor! 14. Chegada que foi a hora, Jesus pôs-se à mesa, e com ele os apóstolos. 15. Disse-lhes: Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer. 16. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><b>— O Senhor esteja convosco!<br />
— Ele está no meio de nós.<br />
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.<br />
— Glória a vós, Senhor! </b></p>
	<p><i>
<p>14. Chegada que foi a hora, Jesus pôs-se à mesa, e com ele os apóstolos.</p>
	<p>15. Disse-lhes: Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer.</p>
	<p>16. Pois vos digo: não tornarei a comê-la, até que ela se cumpra no Reino de Deus.</p>
	<p>17. Pegando o cálice, deu graças e disse: Tomai este cálice e distribuí-o entre vós.</p>
	<p>18. Pois vos digo: já não tornarei a beber do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus.</p>
	<p>19. Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.</p>
	<p>20. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós&#8230;</p>
	<p>21. Entretanto, eis que a mão de quem me trai está à mesa comigo.</p>
	<p>22. O Filho do Homem vai, segundo o que está determinado, mas ai daquele homem por quem ele é traído!</p>
	<p>23. Perguntavam então os discípulos entre si quem deles seria o que tal haveria de fazer. </p>
</i></p>
	<p><b>- Palavra da Salvação.<br />
- Glória a vós, Senhor. </b></p>
	<p>Jesus não queria o sofrimento, mas não fugiu dele. Tinha saltado das alturas do Pai para o seio de sua santa Mãe. Mas, havia chegado o momento de partir outra vez para o Pai. Só tinha feito uma coisa durante a travessia: amar. E agora, no fim de sua vida, dispunha-se a lançar sua suprema ofensiva de amor: “Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer”.</p>
	<p>Não procurava a morte. Nunca tinha saído ao encontro dos que não o aceitavam para desafiá-los, dizendo: estou aqui, façam de mim o que quiserem. Pelo contrário, tratara de esconder-se quanto fora possível. Arriscou uma ou outra vez a sua vida, mas não queria a morte; só queria a conversão de Israel. O resto havia entregado nas mãos do Pai.</p>
	<p>Jesus tinha um objetivo a alcançar e sabia que o sofrimento fazia parte dele. Todavia, o seu relacionamento com o Pai era de uma profundidade a toda prova e ele tinha certeza de que não estava sozinho: “Eis que vem a hora em que sereis espalhados, cada um para o seu lado, e me deixareis sozinho. Mas não estou só, porque o Pai está sempre comigo” (Jo 16, 32).</p>
	<p>Esta foi, sem dúvida, uma fantástica lição de vida que Jesus nos deixou: precisamos ter com Deus um relacionamento tal de intimidade que nos permita perceber se a nossa caminhada está de acordo com sua vontade ou não.  Quando permitimos que o Senhor manifeste em nossa vida os seus desígnios, não precisamos ter medo dos sofrimentos, incompreensões, solidão, que fazem parte da caminhada de todo ser humano, mas que é possível suportar e superar quando se tem a certeza da presença de Deus.</p>
	<p>Na noite que antecedeu  a paixão e morte de Jesus, Ele convidou seus amigos para cear. Não se tratava, porém, de uma ceia simplesmente para matar a fome, mas uma demonstração suprema do amor que Ele tinha pela humanidade. Não queria deixar-nos sós, porque sabia que não daríamos conta de sermos os continuadores de sua missão, se Ele mesmo não permanecesse conosco todos os dias, curando, libertando, renovando as forças na caminhada. Por isto disse que desejava ardentemente comer aquela ceia com os discípulos.</p>
	<p>Por sua presença no pão e no vinho, ele se constituía companheiro inseparável de toda solidão humana até o fim dos tempos. A Eucaristia iria garantir sua presença nos corações habitados pela dor, garantiria o sono tranqüilo aos órfãos, pois se sentaria à sua sombra com coração de mãe. Seria o consolo e a fortaleza para as mães que choram seus filhos mortos. Para os feridos à beira do caminho seria o remédio, bem como um firme amparo para os encurvados sob o peso da idade. </p>
	<p>Enfim, pela Eucaristia, seria uma ilha no oceano da solidão e um oásis no deserto da humanidade. A partir daquela noite, ninguém teria o direito de se lamentar de sua solidão ou de sua orfandade, porque Ele é para todos presença ressuscitada no pão e no vinho.</p>
	<p>Quando perdemos alguém que amamos muito, tudo o que a pessoa fez ou falou nos momentos finais de sua existência, tem para nós uma importância toda especial. Considerando que esta pessoa é o próprio Deus no meio de nós, ao participarmos da procissão para receber a Eucaristia, instituída por Jesus pouco antes de sua morte, dobremos o nosso coração em louvor e agradecimento por esse amor que foi às últimas conseqüências com o objetivo de nos trazer plenitude de vida. LSNSJC!</p>
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		<title>Andar de bicicleta sem as rodinhas</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 02:48:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Antônio dos Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro]]></category>
		<category><![CDATA[pescaria]]></category>
		<category><![CDATA[redes]]></category>

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		<description><![CDATA[Pedro era uma pessoa que sabia pescar. No entanto, em uma noite específica, algo aconteceu de errado, e Pedro, junto com seus amigos, não conseguiram pescar nada. Esse fato podemos acompanhar no Evangelho de São Lucas, capítulo 5, versículos de 1 a 6. Sendo Pedro, uma pessoa que sabia o que estava fazendo naquela noite, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Pedro era uma pessoa que sabia pescar. No entanto, em uma noite específica, algo aconteceu de errado, e Pedro, junto com seus amigos, não conseguiram pescar nada. Esse fato podemos acompanhar no Evangelho de São Lucas, capítulo 5, versículos de 1 a 6.</p>
	<p>Sendo Pedro, uma pessoa que sabia o que estava fazendo naquela noite, e com certeza ele sabia onde jogar as redes ao mar, e também sabia em quanto tempo retirar-las, ficou frustrado, pois nada havia  pescado. Pedro entendia que todas aquelas pessoas que estavam naquela barca podiam confiar nele, pois ele era um especialista em pesca. Era Pedro quem indicava onde e quando jogar as redes. Por tudo isso, eu fico imaginando a frustração de Pedro quando ao final daquela noite eles simplesmente não tinham pescado nada. Ao amanhecer do dia, com certeza vários sentimentos negativos estavam rondando a cabeça de Pedro, e eu acredito que a vontade dele naquele momento era de ir embora para casa para descansar e ficar mais quieto.</p>
	<p>Diante de todo esse contexto, chega uma pessoa (Jesus Cristo) e pede para Pedro voltar ao mar e jogar novamente as redes. Vamos rever o versículo 4: “<em>Avance para águas mais profundas, e lancem as redes para a pesca.</em>”</p>
	<p>É importante entendermos que naquele momento Pedro não conhecia <strong>Jesus como o Messias</strong>, Pedro não conhecia Jesus como nós conhecemos hoje ou como ele veio a conhecer mais tarde. Naquele momento da vida de Pedro Jesus era somente uma pessoa comum.</p>
	<p>Pedro que era especialista em pesca e escuta de uma pessoa comum, uma pessoa que não entendia de pesca, para jogar novamente as redes. Fico imaginando que uma das coisas que poderia vir a cabeça de Pedro era o seguintes: “<em>Eu sou muito bom no que faço, sou pescador a muitos anos e passei a noite naquele mar jogando as redes e não pesquei nada, e agora vem aqui esse homem e pede para eu jogar as redes novamente, quem ele pensa que é?!</em>”</p>
	<p>No entanto não foi isso que aconteceu. Pedro abriu mão de tudo que ele entendia como pescador, Pedro abriu mão de sua dignidade, pois ele era especialista em pesca, ele abriu mão de sua inteligência, uma vez que se ele não conseguiu nenhum peixe a noite todo foi por um motivo: não tinha peixe naquele lugar. Pedro abriu mão de tudo que ele tinha aprendido com o pai dele sobre pescaria e aceitou o que Jesus tinha lhe proposto. Pedro acatou o que Jesus disse, veja no versículo 5: “<em>Mestre, tentamos a noite inteira, e não pescamos nada. Mas em atenção à tua palavra, vou lançar as redes</em>”.</p>
	<p>Isso que aconteceu naquela noite com Pedro, acontece hoje conosco o tempo todo. Quantas vezes nos deparamos com situações em que fazemos tudo que podemos fazer em uma determinada situação e nada dá certo. Quantas vezes lutamos muito e não conseguimos chegar a nenhum objetivo. Isso acontece conosco pelo  mesmo motivo que aconteceu com Pedro. Jesus quando pediu para Pedro jogar as redes novamente, não estava pedindo para jogar as redes em qualquer lugar. Era para Pedro jogar  as redes em lugares mais profundos, e jogar as redes em lugares mais profundos não é fácil, mesmo para Pedro que era especialista em pesca. Quantas vezes ficamos na mesmice do dia-a-dia e não conseguimos enxergar que para as coisas darem certas devemos ir além; ir para áreas mais profundas. E da mesma forma que Jesus falou para Pedro naquela noite, Ele vem e fala para todos nós: “<em>Volte para o mar e jogue as redes</em>”. </p>
	<p>Atenção, não é para lançar as redes em qualquer lugar! Jogar as redes em qualquer lugar é muito fácil, não requer esforço nenhum, pois já sabemos fazer isso, somos especialista nisso. O que Jesus está nos propondo na verdade é para irmos além, caminharmos para lugares onde ainda não fomos. Muitas vezes não conseguimos ir em lugares mais profundos porque temos medo. Igual uma criança que está aprendendo a andar de bicicleta. A criança não anda sem rodinhas de jeito nenhum. A questão é que a criança andando de rodinhas o passeio dela é limitado, ela brinca e passeia no máximo em uma pequena praça ou jardim. Andando de rodinhas a criança não consegue visitar a cidade e conhecer novos lugares. Nós precisamos arrancar de nossas vidas as rodinhas de nossa bicicleta, pois elas nos limita, e com isso não conseguimos fazer o que Jesus está nos pedindo: “<em>lançar as redes em águas mais profundas</em>”.</p>
	<p>O pedido de Jesus consiste em nos libertar do medo do novo. Somos medrosos e a nossa vida se limita a mesmice. E isso, a pedido de Jesus, tem que ter um fim. Chega de superficialidade em nossas vidas; é preciso crescer, viver o novo e sobretudo ir além, sempre com a ajuda de Jesus, sempre perguntar para Jesus onde caminhar e onde exatamente jogar as redes, pois só assim abandonaremos as rodinhas da bicicleta e viveremos sem medo.</p>
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		<title>Jesus sábio e misericordioso</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 12:01:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[RCC Viçosa]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[misericordioso]]></category>
		<category><![CDATA[mulher adúltera]]></category>

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		<description><![CDATA[O episódio envolvendo a mulher adúltera, levada até Jesus (Jo 8,1-11) manifesta a sabedoria e a misericórdia do Redentor. Todos os pormenores deste fato merecem total atenção. Ao romper da manhã, do monte das Oliveiras Cristo voltou ao templo e o povo se reuniu em derredor dele para O escutar. Era então um momento propício [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>O episódio envolvendo a mulher adúltera, levada até Jesus (Jo 8,1-11) manifesta a sabedoria e a misericórdia do Redentor. Todos os pormenores deste fato merecem total atenção. Ao romper da manhã, do monte das Oliveiras Cristo voltou ao templo e o povo se reuniu em derredor dele para O escutar. Era então um momento propício para que os escribas e fariseus O surpreendessem com uma questão complexa e, na verdade, bem dramatizada pois traziam consigo uma mulher surpreendida em pecado.</p>
	<p>Pela lei de Moisés ela deveria ser lapidada e Jesus que diria Ele? Dilema insolúvel segundo seus inimigos. Com efeito, se Ele a desculpasse estaria indo contra a lei mosaica e poderiam então o acusar; se ele confirmasse o suplício da lapidação, onde estaria Sua misericórdia? Ele sacrificaria a Lei (Dt 17,5) ou a pobre mulher que estava diante dele? Jesus que não viera abolir a Lei, mas a aperfeiçoar, como ele mesmo afirmara (Mt 5,17) se põe a escrever no chão. Qual o significado deste gesto? A Lei da Antiga Aliança fora escrita na tábua de pedra entregue a Moisés, Cristo, porém,  escreveria a Lei da Nova Aliança no ser humano.</p>
	<p>Assim como a vida germina da terra, a Nova Lei iria germinar no coração das pessoas. Ele ensinaria como penetrar fundo no significado do preceito divino, passando do perfeito conhecimento à autêntica prática do mesmo. Por isto significativo foi também a hora em que os escribas e fariseus entraram em diálogo malicioso com ele. O fato se dá na aurora de um novo dia que raiava e, na verdade, no templo de Jerusalém. Não são detalhes inúteis. Estavam no período antes do nascer do Sol, quando este já ilumina a parte da superfície terrestre a tirando da sombra.</p>
	<p>É o instante do claro-escuro. A luz não está ainda completamente sobre a terra, mas as trevas vão se diluindo. O papel que Jesus viera exercer neste mundo era exatamente este de revelar a luz no seu esplendor, dissipando toda e qualquer sombra. Eis por que a solução que Ele dá ao caso é simplesmente luminosa. Diante dele estavam manipuladores da lei que manipulavam as pessoas.</p>
	<p>Queriam hipocritamente uma resposta do Mestre divino que julgam num beco sem saída. Jesus não fala nada, mas faz um gesto, escrevendo no chão. Bem se diz que os gestos falam mais do que as palavras! Seus inimigos não são capazes de decodificar o que Jesus estava a fazer e querem, impertinentemente, uma resposta. Ei-la: “Quem dentre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra”. </p>
	<p>Ao invés de discutir com as testemunhas que acusavam aquela pobre mulher, ele apela para os virtuosos. Era uma variante nova, ou seja, a virtude no lugar no testemunho rancoroso, odioso. Os fariseus, cuja palavra significa separado, puro, piedoso, acusavam uma pecadora. Eles se esqueceram o que está no salmo: “Se tiverdes em conta nossos pecados, Senhor, Senhor, quem poderá subsistir diante de vós?” (Sl 129,3). Naquele instante os acusadores, de juízes, se tornam então os que deveriam ser julgados. A perspicácia de Cristo é notável. Ele os conhecia muito bem. Eles estavam ali para O provocar.</p>
	<p>Eram amantes das discussões teóricas, dos debates especulativos, mas não cumpridores da lei. Então a começar dos mais velhos todos foram se retirando. Os biblistas dão várias explicações para esta atitude dos acusadores da adúltera. Santo Ambrósio assim se expressou: “Talvez porque eram eles os mais culpados, talvez porque tendo mais experiência, eles compreenderam melhor a profundidade daquelas palavras e, envergonhados, se puseram a lamentar seus erros”.</p>
	<p>Eles se foram e, face a face, ficaram a  miséria e a misericórdia. Jesus diz à pecadora: “Eu também não te condeno”. Como pedagogo Ele acrescenta: “Podes ir, e de agora em diante não peques mais”. Ao pronunciar estas palavras Jesus condena o pecado, mas não a pecadora que fica absolvida e que levaria consigo a diretriz que, através dos tempos, ele está a repetir a todo pecador arrependido: “Não tornes a pecar”! Ele não condenou porque era o Salvador, mas não inocentou o pecado, pois este não deveria ser mais praticado. Admiremos então Jesus sábio e misericordioso, mas recolhamos sua sábia advertência.</p>
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		<title>Jesus desprezado em Nazaré</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 02:41:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[milagres]]></category>
		<category><![CDATA[Nazaré]]></category>

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		<description><![CDATA[Jesus já celebrizado pelo povo por causa de seus milagres e a beleza de seus ensinamentos voltou à sua cidade de origem, Nazaré, e, como de costume, se pôs a ensinar na Sinagoga (Lc 4, 21-30). Cristo que conhecia bem a mente de seus conterrâneos, com sua franqueza habitual, afirmou: “Em verdade eu vos digo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Jesus já celebrizado pelo povo por causa de seus milagres e a beleza de seus ensinamentos voltou à sua cidade de origem, Nazaré, e, como de costume, se pôs a ensinar na Sinagoga (Lc 4, 21-30). Cristo que conhecia bem a mente de seus conterrâneos, com sua franqueza habitual, afirmou: “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria”. É que o verdadeiro profeta é sempre desprezado, dado que sua palavra incomoda. Os nazarenos, além disto, não tinham confiança absoluta em Jesus e duvidavam de sua missão. Por isto, na sua Cidade, Cristo não operaria nenhum prodígio.</p>
	<p>Por causa da inveja de outras localidades, sobretudo ante os dois exemplos apresentados por Jesus, eles ficaram furiosos, e como registrou o Evangelista, “levantaram-se e o expulsaram da cidade”. Cumpre não se repita nunca o mesmo erro dos habitantes de Nazaré. A Europa e os países colonizados pelos europeus se tornaram para o cristianismo o que Nazaré foi para Jesus: o lugar no qual foi educado, cresceu e se preparou para sua missão redentora. Cristo nasceu em Belém, mas fez de Nazaré o lugar de seu crescimento humano. Historicamente o fato se repetiu, pois foi na Europa e nas colônias de seus principais países que cresceu o cristianismo. Neste início do século XXI se corre o risco de se repetir o erro dos nazarenos.</p>
	<p>A Carta constitucional da nova Europa, a difusão espantosa do islamismo, a negação prática do Evangelho pelos que se dizem cristãos, a imoralidade que campeia nos meios de comunicação social e tantas outras manifestações agressivas ao Mestre divino mostram que Ele vem sendo expulso de corações que o deveriam acatar, reverenciar, vivendo em plenitude sua doutrina, para merecer que Ele multiplique os seus milagres. Os nazarenos até o levaram a um alto monte e O queriam lançar no precipício. Jesus passou no meio deles e foi anunciar o Reino de Deus em outra parte. Ele não se impõe, Ele se propõe e respeita sempre a liberdade de cada um, mas longe dele só desgraças, infelicidades, catástrofes. Hoje, mais do que nunca, é preciso se recordem as palavras de Santo Agostinho: “Temo a Jesus que passa e que pode não voltar”. A passagem do Mestre divinino é sempre uma passagem de graça, de bênçãos, mas Ele conhece o fundo dos corações e percebe se há ou não sinceridade da parte dos que O invocam e se dizem seus epígonos. Mister se faz receber a Palavra anunciada por Ele e crer. Crer é fazer um ato de fé que implica uma mudança de vida, uma adequação absoluta ao projeto traçado pelo Salvador.</p>
	<p>Sem esta fé é impossível agradar a Deus e isto significa acatar a graça divina pela qual se pratica o bem e se foge do mal. Inclui a metanóia, ou seja, uma mudança de mentalidade, de propósitos, de intenções. Supõe o arrependimento das faltas, no abandono sincero de todo pecado e, além disto, o desgosto pelas aberrações morais que se propagam por toda parte, não concordando com tantas falsidades apresentadas pelos meios de comunicação social e, até, por muitos que se dizem adeptos do Evangelho. Em Nazaré, e como sói acontecer através dos tempos, Jesus não envia o fogo do céu para castigar as iniqüidades humanas.</p>
	<p>Dá tempo para a conversão, um dia Ele virá para convencer o mundo no que concerne ao pecado, à justiça e ao julgamento (Jo 16,8). Entretanto, aquele que nele sinceramente crê, invoca seu nome, luta tenazmente contra o maligno e seus sequazes, não acatando suas insinuações diabólicas. Conhece, então, a salvação e não será confundido (Rm 10,9). Nunca se pode olvidar o alerta de Cristo: “Não é aquele que diz Senhor, Senhor que entrará no reino dos céus, mas, sim, aquele que faz a vontade do Pai que está nos céus” (Mt 7,21). Era isto que desconheciam os nazarenos que o expulsaram de sua Cidade. Que ninguém queira banir Jesus de seu coração”!</p>
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		<title>A PESCA MILAGROSA</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 23:17:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
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		<category><![CDATA[São Paulo aos Coríntios]]></category>

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		<description><![CDATA[Através dos tempos, inúmeras as mensagens que são recolhidas da narrativa da pesca miraculosa na qual Jesus singulariza não apenas o seu poder, mas também mostra como se deve proceder em tantos lances da vida cotidiana (Lc 5, 1-11). No final de um dia afanoso os pescadores haviam desembarcado e lavavam suas redes. Eram homens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Através dos tempos, inúmeras as mensagens que são recolhidas da narrativa da pesca miraculosa na qual Jesus singulariza não apenas o seu poder, mas também mostra como se deve proceder em tantos lances da vida cotidiana (Lc 5, 1-11). No final de um dia afanoso os pescadores haviam desembarcado e lavavam suas redes. Eram homens trabalhadores que, malgrado sua perseverança nada haviam conseguido. Cristo está sempre atento às vicissitudes humanas. Grande era a decepção daqueles homens: trabalharam, mas nada conseguiram! Como Mestre que era, o divino Redentor sobe a uma das barcas, aparentemente indiferente à situação dos proprietários das mesmas e ensinava as multidões, ansiosas por ouvir a palavra de Deus. Após sua prédica a grande surpresa. Ele diz a Simão: “Avança para águas mais profundas e lançai vossas redes para pesca” (v. 5). Uma ordem dada a um profissional habituado àquela tarefa que havia fracassado, apesar de ter se esforçado a noite inteira! Psicólogo profundo, Jesus de plano o havia encorajado, indicando um outro local de águas mais profundas e requer confiança total à sua palavra. Pedro confia e vai obter um resultado faustoso. Aqui vai uma indagação: “Será que sempre o cristão confia inteiramente em Jesus”? Sua palavra é sempre uma promessa de graça e, em todas as circunstâncias, eficaz. Trata-se de uma atitude de fé, dado que Deus é fiel. Aquilo que parece ao homem impossível se torna para Deus um sucesso absoluto, um fato deslumbrante, um final feliz. É, mormente, nos momentos mais difíceis que Cristo quer intervir, mas tudo depende da disposição interior de cada um. Pedro não tergiversou, não criticou a determinação do Mestre. Ao contrário, age imediatamente: “Em atenção à tua palavra, vou lançar as redes” (v. 5). Cumpre ao seguidor de Cristo jamais desesperar, mas guardar sempre uma total certeza de que Ele, no momento certo, intervirá. Ele, porém, não apenas repleta de bens os que nele confiam, mas em contrapartida quer a cooperação de cada um. Pedro seria mais do que um simples pescador de peixes, mas “pescador de homens” para o Reino do Céu. Um dos efeitos do batismo é exatamente a participação no múnus sacerdotal, régio e profético do Redentor. É a missão evangelizadora que é conferida a cada um, apesar de sua fraqueza. Num primeiro instante, maravilhado, Pedro havia dito: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador”! (v. 8 ) Maior do que a fragilidade humana é o poder divino. A consciência da própria pequenez é um ato de humildade, mas deixar Deus agir em si é um gesto de alcance imponderável. Transformando o cristão em pescador de homens, Deus quer que ele penetre fundo lá dentro do coração dos que se acham nas trevas do erro e do pecado, nas águas profundas onde se dão as tragédias pessoais para que haja uma metamorfose admirável. É preciso, contudo, jamais temer, pois a obra é de Jesus, cada um é mero instrumento em suas mãos poderosas. Cumpre se lembrem as palavras de São Paulo aos Coríntios: “Lembrai-vos disso: quem semeia escassamente, escassamente colherá; quem semeia com largueza também com largueza colherá. Cada um dê conforme estabeleceu em seu coração, não com má vontade ou constrangimento; “Deus ama quem dá com alegria” (2 Cor 9, 6-11). Cada um deve se engajar nas mais diversas pastorais, de acordo com seus talentos pessoais, embora todos possam fazer o apostolado poderosíssimo da oração pela conversão dos pecadores. Abertura generosa do coração, sem cálculos, tudo para glória de Deus e bem das almas. A barca de Pedro significa a Igreja. Ela lembra a barca de Noé. Simboliza, outrossim, o coração que não se deixa levar pelas emoções passageiras, os medos, as paixões. Coração inteiramente espiritualizado e não um coração doentio, frívolo, inconstante nas obras de Deus. A Igreja e os cristãos estão num mundo agitado pela presença do Inimigo, mas sempre vitoriosos com a graça de Cristo: “Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28,20). É preciso que haja sempre o testemunho cristão por gestos e palavras, cooperando no domínio social face aos sofrimentos, diante da pobreza, perante o desemprego e as injustiça sociais. É necessário espiritualizar um mundo secularizado no qual impera o pecado, a desordem moral, as aberrações éticas, o menoscabo da Lei divina. Trabalho árduo, sem desânimo, pois a pesca será admirável, se houver pescadores que confiam na graça do Senhor e semeiam os valores do seu Evangelho. Peçamos a Deus que aumente em cada batizado a fé, fazendo crescer a audácia das comunidades para serem reveladoras do apelo de Cristo que continua a convidar a todos a avançar para águas profundas e a lançar as redes para que a salvação chegue a todos que se acham no caminho da perdição. Hoje, mas do que nunca, cumpre se diga a cada um o que tantas vezes tem sido falado no final de tantos encontros: “ Ânimo, irmão! Cristo conta com você &#8221; !* Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos. </p>
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