RCC Viçosa – Renovação Carismática Católica de Viçosa
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Cônego Antônio Mendes – Oito anos de Saudades!


Da vasta galeria dos ministros sagrados que serviram ao povo viçosense, recentemente organizada na Sacristia do Santuário de Santa Rita de Cássia, de Viçosa, sob a coordenação do nosso pároco, Pe. Paulo Dionê Quintão, consta a fotografia do Cônego Antônio Mendes, que nos deixou há sete anos. Ele faleceu a 22/1/2002, ficando para nós, católicos viçosenses, uma grande saudade. Orientador da Renovação Carismática Católica (RCC), fundador a Comunidade “Cenáculo do Senhor”, na Fazenda Antuérpia Mineira, no Paraíso, foi ele o primeiro presidente da extinta Academia Viçosense de Letras (AVL), tendo ocupado também a cadeira nº 3 da Academia de Letras de Viçosa (ALV), tendo como patrono Raul de Leoni, como ele um notável poeta e literato. Pároco de Alfié, Marliéria e Nova Era (MG), primeiro capelão, desde 1950, da Universidade Rural do Estado de Minas Gerais (atual Universidade Federal de Viçosa), quando o reitor era o professor Joaquim Fernandes Braga), ele serviu a comunidade universitária até 1985.

O Padre Mendes, como era carinhosamente chamado, nasceu em Viçosa a 3/8/1914, onde aprendeu enfermagem, trabalhando na farmácia de Benjamim Araújo. Ordenado padre a 11/12/1938, tornou-se Cônego em 1993. Estaria completando, portanto, 70 anos de sacerdócio no próximo dia 11 de dezembro. Bacharel em Direito e professor universitário, participou de órgãos colegiados e foi professor dos cursos de Economia Doméstica, Administração do Lar e do Agrotécnico, do Colégio Universitário e da Engenharia Florestal, lecionando disciplinas como Política, Sociologia, Psicologia, Português, Ética, Geografia, Legislação Florestal, Administração e Literatura. Em 1954 fundou a Conferência Vicentina Santo Tomás de Aquino, a primeira no âmbito universitário, orientando, por meio dela, a duplicação da Vila Vicentina, na Rua dos Passos, 475, e também a construção do Centro Profissionalizante da SSVP, na Rua Sant’Anna. Organizou a Semana Ruralista de Padres e Freiras, repassando, por intermédio dessa, princípios de Higiene, Agricultura e Alimentação. Lutou e obteve, com o seu reconhecido prestígio, verbas para a construção de edifícios da Universidade Rural e iniciou um trabalho extensionista que resultou na fundação e direção de dezesseis ginásios na Zona da Mata e no Sul de Minas, entre os quais o Raul de Leoni, em Viçosa, gratuito para jovens oriundos de famílias de pequena renda. Deu assistência espiritual ao Centro de Treinamento de Professoras Rurais, na antiga Colônia Agrícola Vaz de Mello, no Colégio de Viçosa, no bairro Bela Vista, no Patronato Agrícola, no distrito de Cachoeira de Santa Cruz e no Lar dos Velhinhos, foi vice-prefeito de Viçosa (1973-1976) e um dos que mais lutaram pela construção do Hospital São João Batista. Fundou ainda, ao lado do Prof. Pélmio Simões de Carvalho, o jornal Folha de Viçosa, atual Folha da Mata.

Este ilustre sacerdote desempenhou tarefas hercúleas ao trabalhar na assistência e promoção humana, sendo respeitado como cidadão de prol e líder político, inclusive tendo sido candidato a deputado. Foi um pioneiro em diversos setores da vida social de Viçosa, inclusive como idealizador de um encontro para os dias de Carnaval, o “Rebainho”, que se transformou no “Seara”, um dos mais importantes eventos religiosos da cidade de Viçosa.

Pe. Mendes era muito conhecido pelo tratamento que dava a todas as pessoas de “Doutor”. Isto porque, conforme lembrou em artigo o Diácono Luiz Carlos Lopes (cuja ilustre família dele cuidou, desveladamente, até seus derradeiros dias), o Cônego Antônio Mendes considerava que cada qual “é um Doutor em sua especialidade”.

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Cônego Antônio Mendes

Cônego Sebastião Ignácio de Moura: Um santo homem de Deus


Confiantes na força de sua fé e o considerando uma figura hierática, os viçosenses, na Festa de Santa Rita, levaram a cada 22 de maio, ao Santuário da Padroeira, as suas rosas para que ele as abençoasse com os poderes de Deus. Cônego Sebastião Ignácio de Moura, o Padre Tito, ordenado a 27 de novembro de 1949 e falecido em Belo Horizonte a 23 de abril último, teve a Providência Divina sempre ao lado dele, crêem os que com ele conviveram. O antigo distrito de Santana do Rio de Peixe, hoje Santana do Deserto (Rio Doce), cujo povo o acolhera pela primeira vez em fevereiro de 1973, e que, desde então se beneficiou imensamente de suas ações, lhe prestou comovidas homenagens de gratidão e amor, recordando-se, numa só voz, de sua dedicação à festa anual de 26 de julho, do zeloso administrador e construtor do Santuário de Santana, do virtuoso guia espiritual, em tantas peregrinações, da célebre imagem talhada na Espanha da avó de Jesus e protetora dos mineradores. E a velha Conceição do Turvo, hoje Senador Firmino, recebeu em seu solo, o corpo do venerado sacerdote que, além dessas citadas, passou por inúmeras comunidades, nas quais deixou sinais indeléveis. Citemos como exemplo a terra que deu à Igreja os padres João de Sousa Barros, Adalberto Sabino da Cruz, Sebastião Fialho, Manuel Pereira da Silva e Márcio Vieira Viana e as freiras Ilda Leal, Gema Golgane, Elza Vieira e Amaziles Fialho: Pedra do Anta. Ali ele foi um gigante, enquanto pároco (1952-73), sucessor imediato do Pe. José Soares Guimarães. Sua presença não se limitou ao templo principal e de São Sebastião, de artes barrocas do mestre João Aquino e pinturas de José Raul. Teve participação ativa e decisiva no processo que, em 1962, culminou na emancipação política de Pedra do Anta, tendo sido, dez anos após, candidato a vice-prefeito na chapa de Nivaldo Viana. Os locais onde funcionam a Câmara, o clube AJA e a Escola Municipal Iracema Gomes de Jesus Viana, foram doados pela Arquidiocese de Mariana, por sua interveniência pessoal.

Monsenhor Celso Murilo Sousa Reis, atual Vigário Geral, ressaltou em mensagem por ocasião de seu falecimento, o seu “testemunho edificante de vida e de santidade”, afirmando, que ele “soube lutar e sofrer pela causa do Reino de Deus, ao longo de seus oitenta e nove anos de existência e quase sessenta anos de ministério sacerdotal”. Inúmeras são as pessoas depositárias de informações sobre fenômenos místicos extraordinários, fatos miraculosos, sobrenaturais, envolvendo o Cônego Sebastião, um desses em Cachoeira do Campo, a 1º de março de 1994, por ocasião do falecimento do Pe. Antônio Guisoli Rubim, que não partiu desta vida sem o sacramento da Unção dos Enfermos, por uma premonição do Cônego Sebastião. Neste caso, sabemos que Jesus disse: “Vocês farão as coisas que eu fiz, mas ainda maiores do que as que eu fiz.” Pois o Cônego Sebastião Ignácio de Moura fez muitas coisas parecidas com as que Jesus fez, e que se fossem relatadas, uma a uma, não caberiam numa enciclopédia.

Que bênçãos divinas continuem a recair sobre todos nós, por intercessão deste que foi um santo homem de Deus.

Padre Vanderlei Santos de Souza – 10 anos de sacerdócio!


Para a comunidade católica viçosense foi inesquecível a data de 20 de novembro de 1999. Naquele dia foi a cerimônia de ordenação de um ilustre filho de Viçosa, nascido a 26 de junho de 1966, um dos doze filhos do saudoso Vicente de Souza e de Maria José Laureano, e que recebeu o nome de Vanderlei, na pia batismal.

Exemplo de trabalhador dedicado desde a infância, a trajetória daquele que se tornou o redentorista Pe. Vanderlei Santos de Souzas foi iniciada como funcionário público municipal em sua terra natal, na Prefeitura, dos 11 aos 23 anos. Ali foi guarda-mirim, office boy, jardineiro, tendo prestado serviços no setor de Contabilidade e na Junta do Serviço Militar. “Pertenceu à Escola de Samba Unidos Ufevianos, tocou e cantou em missas, participou de um ‘grupo de discernimento’ com a Irmã Solange, teve uma ‘fase preparatória’ de 1984 a 1988, concluiu o Técnico em Contabilidade no Colégio de Viçosa em 1988 e, em 1990, entrou para a Congregação dos Redentoristas em Juiz de Fora, onde fez os três anos de Filosofia, depois o noviciado em Curvelo e, por último, os quatro anos de Teologia em Belo Horizonte,” como destaca, no livro Gente Viçosa (2004) o Prof. José Dionísio Ladeira. De fato, após concluir Filosofia em Juiz de Fora, em 1993, no Itasa, Pe. Vanderlei fez a sua profissão religiosa no Santuário de São Geraldo, em Curvelo (MG), a 8 de dezembro de 1995 e cursou Teologia no ISI (Instituto Teológico Santo Inácio/Bacharelado, este concluído em 1999, tendo também feito o Celmu (Curso ecumênico de liturgia e música) entre 1999 e 2000 e após isto integrou a Equipe de Missão Itinerante 2000 a 2005), tendo exercido o vice-reitorado do Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (2000 a 2003).

Nestes dez anos de abençoada vida sacerdotal, atualmente como titular, há 3 anos, da Paróquia de Santo Afonso, na Tijuca, Rio de Janeiro, em cujo templo se instituiu, há exatos 101 anos, a primeira “Liga Católica Jesus Maria e José”, o viçosense Pe. Vanderlei é o mesmo jovem lutador que continuará perseguindo o seu ideal: a vitória do povo de Deus, a valorização de sua Igreja, dos bens culturais e das riquezas espirituais, a Glória de Deus, sempre com abnegação e entusiasmo religioso.

Viçosa se orgulha deste seu filho ilustre, e agradece a Deus por sua existência, que é representativa da humildade de um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo e de sua Mãe, esta assim definida por ele, Pe. Vanderdei: “Aquela que percebeu o chamado de Deus em seu caminho, discerniu a vontade divina e optou por uma vida cheia de graça, Ela nos ensina que construímos a civilização do amor, argamassada na Paz e na fecunda construção de relações saudáveis. Seja este o nosso projeto par ao ano de 2009”.

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Padre Vanderlei Santos de Souza

Padre Efrahim Solano: Rocha Sacerdote querido e admirado


De sua longa e abençoada vida sacerdotal, curto período foi a paroquiar em Viçosa, quando quis fazer-se apenas um de nós. Mas além do dom sacerdotal, seus dotes musicais (clarinetista) e seu vozeirão grave o fizeram um marco vivo no cotidiano desta cidade. Além de nos aproximar de Deus com seu piedoso exemplo de vida cristã e profunda espiritualidade, manteve acesa a chama de nossa memória histórica, especialmente por sua inestimável dedicação à reestruturação da Lira Santa Rita. Este é o testemunho de viçosenses, que se recordam de suas palavras de despedida, em 1963, como que uma paródia do Rei Guerreiro Davi, jurando não se esquecer de Viçosa, caso contrário sua língua se lhe pegaria ao paladar; sua mão direita se paralisaria. De fato, inevitável foi a composição de um quadro de comprometimento afetivo entre o pároco e seus paroquianos. Ele asseverou que levava “saudades de tudo e de todos de Viçosa”. Disse, em sua modéstia: “Aqui, em Viçosa, eu não vim dar lição de amor a Deus, de cristianismo. Eu vim receber estas lições… O pouco ou nada que fiz, foi impulsionado pelo desejo e boa vontade de todos”.

Nos dez meses em que aqui permaneceu, incentivou a Lira Santa Rita, resgatando a sua força e prestígio. A antiga banda do maestro José Jacinto Dias de San’Anna, que completa prováveis 92 anos neste 2009, passou por momentos duros e difíceis, mas em diversas fases foi dinamizada por regentes e diretores competentes, desprendidos, idealistas e entusiastas. Entre 1962 e 1963, sob a liderança do então pároco, a exemplo de seu antecessor, Pe. Seraphim, a mais tradicional corporação musical viçosense teve resgatada a sua tradição, consolidando-a um marco de várias épocas,com seu importante papel na vida cultural viçosense. Aualmente ele serve em Ipatinga (MG) como capelão do Hospital Márcio Cunha, da Usiminas, e aqui substituiu Pe. Carlos dos Reis Baêta Braga, que então estudava em Roma.

Um imortal legado do Pe. Efrahim é “Ditos e Ditados”, livro em cuja confecção não se teve o propósito de ser dicionário ou coletânea completa, publicada pela Imprensa da Universidade Federal de Viçosa em 1986, e de real utilidade aos pesquisadores de hoje e de amanhã sobre pensamentos populares, que “passam com o tempo. E surgem novos com os homens do tempo”, conforme realça o próprio autor. Nele foram inseridas frases latinas, acompanhadas de seu significado. “É pena que o latim vai perdendo sua força até nas citações religiosas e parlamentares. É nossa língua-mãe. Não podemos esquecê-la”, ressalta Pe. Efrahim, que se lembrou de incluir no livro “filosofia de pára-choque de caminhão” e até juramentos, reunindo, enfim, nesta preciosa coletânea, ditos, “refrões, frases, chistes, provérbios, filosofia”, frases da sapiência popular reunidas neste livro nascido de seu hábito de anotar em pedaços de papel todos os adágios populares que ouvira ou lera em lugares vários, uns extraídos de jornais, livros e revistas e outros citados de memória.

“O importante não são os passos que se dão e sim as pegadas que se deixam”, disse um dos autores citados no livro dele. Pois Pe. Efrahim deixou seus passos bem marcados entre seus velhos amigos viçosenses, dos quais levou saudades, e esses de suas lições, amizade e dedicação à Paróquia de Santa Rita também jamais se esquecerão.

Padre Efrahim Solano

Cônego Pedro Lopes da Silva – “Anjo da Guarda do Clero de Mariana”


O Revmo. Sr. Cônego Pedro Lopes da Silva partiu desta vida a 3 de janeiro de 2009. Seu velório aconteceu inicialmente na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Porto Firme e depois no Santuário de Santa Rita de Cássia e uma multidão participou de seu sepultamento, no Cemitério Dom Viçoso, no jazigo nº 39, após encomendação final do corpo presidida pelo arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, concelebrada por membros do Cabido Metropolitano, sacerdotes e diáconos.

Filho de uma das mais tradicionais famílias de Viçosa, onde nasceu a 28 de junho de 1927, e figurando entre os primeiros padres ordenados no Santuário de Santa Rita a 12 de dezembro de 1953, juntamente com outros quatro padres (Antônio Grisoli Rubim, Wandick Elias Gomes, José de Oliveira Valente e Frei Thiago), o Cônego Pedro completara no dia 12 último, 55 anos de sacerdócio. Era filho dos saudosos viçosenses Manoel Lopes da Silva e Francisca Paulina da Silva (Dona Quita) e irmão de Teresinha, Rita, Geraldo (Ladito), Sebastião (Zizinho), Joaquina (Dinhá), Manoelita, Maria (Lili) e Antônia (Nininha), e sobrinho do Cônego Francisco Lopes da Silva Reis (Padre Chiquinho), que o encaminhou e ajudou em sua vida de seminarista em Mariana, como ele costumava sempre divulgar à comunidade católica, o Cônego Pedro foi, em seus primeiros anos de sacerdote, pároco auxiliar de Ponte Nova, depois pároco de Tabuleiro do Pomba (Paróquia do Senhor Bom Jesus da Cana Verde), de Nossa Senhora da Conceição em Senador Firmino, em Rio Doce, como titular da Paróquia de Santo Antônio e em Porto Firme, nesta última cidade pelo período de 33 anos, onde deu total assistência ao asilo dos idosos e ao Hospital São Vicente. Ultimamente ele era um dos sacerdotes cooperadores da Paróquia de Santa Rita, de Viçosa onde celebrava missas, diariamente, em seus diversos templos e periodicamente no Mosteiro de São Bento.

A partida definitiva do Cônego Pedro deste mundo deixou e deixará muitas saudades em todos os que o admiravam por sua simplicidade, alegria e bondade, pois, como se ressaltou, “falava a linguagem dos paroquianos e nunca se esquecia de uma brincadeira para descontrair”. Seu espírito de humildade e fino humor foram suas inconfundíveis características pessoais, que marcaram a vida de quantos conhecerem e conviveram com o Cônego Pedro, e que fizeram dele uma pessoa benquista em todos os lugares por onde passou. Foi o seu sacerdócio, em primeiro lugar, o que o fez alvo de tantas homenagens. E não menor foi a amizada que todos lhe devotaram porque se o sacerdócio é obra exclusiva de Deus, o carinho e a consideração a ele dedicadas foram merecidas, especialmente por conta de seu espírito firme e forte. Pela sua abertura de alma. Por seus ideais.

Foi Dom Luciano Mendes de Almeida quem o classificou como “o Anjo da Guarda do clero marianense”.

Cônego Francisco Lopes da Silva Reis: “Padre. Chiquinho”


Filho de Viçosa, ordenado sacerdote a 19 de abril de 1896, são vários os viçosenses que ainda se recordam dele celebrando missas na Igreja do Rosário, outrora localizada, até 1963, no centro do jardim da Pracinha do Rosário. O Cônego Francisco Lopes da Silva Reis, o “Padre Chiquinho”, nasceu a 30/11/1868 e faleceu a 22/4/1951. Sepultado no túmulo nº 7 do Cemitério Dom Viçoso, ele veio morar nesta cidade após servir como pároco, por 41 anos, da cidade de Calambau (hoje Presidente Bernardes), onde fora, como asseveram seus coetâneos, um amoroso apóstolo e verdadeiro instrumento de paz, perdão, união, educação, força moral, meditação, estudo, oração, ascese, mística e muita fé. Filho de Francisco Lopes de Faria Reis e de Antônia Maria da Conceição, Teixeiras foi a sua primeira paróquia, desde a ordenação até 1900, sucedendo aos padres Joaquim José Fernandes de Godoy (1881/82) e Anastácio Azevedo Correia de Barros (1892/95). Ali, sucederem-lhe os padres Antônio Moreira de Carvalho (1900/03), João Gomes Rodrigues (1903/08), Celestino Cesarini (1906/08), Antônio Moreira de Carvalho, Belchior Homem da Costa (1908), Antônio Carlos de Souza (1908/40), José Alves de Freitas (1940), Luiz Gonzaga da Silva (1940/41), João Silvestre Alves de Souza (1941/47), Carlos Antônio de Souza (substituto), Geraldo Valadares (1947/51), Napoleão Lacerda de Avelar (1951/88) e Sebastião Luiz Nogueira, há 20 anos.

Seu sobrinho, Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho, destaca a sua grande sua devoção à Eucaristia e a Nossa Senhora. “Muito dedicado à família, todo mês de agosto passava as férias em Viçosa, celebrando Missas nas diversas fazendas dos parentes as quais ficavam à margem da atual rodovia asfaltada na direção de Coimbra. Ele sempre teve também a seu lado aqui em Viçosa Joaquina Francisca dos Reis (Da. Quininha), sua irmã, que residia na Fazenda Bonsucesso”, de José Batista da Silva Araújo (Duca Araújo).

Residindo na Praça do Rosário, 15, com seu sobrinho Dr. Christovam Lopes de Carvalho, “todas as tardes reunia um grupo de pessoas para a recitação do terço. Enquanto pôde nunca deixou de rezar o Ofício divino, sendo que, quando sua vista não mais o ajudou, ele passava horas e horas rezando o terço, tanto que no final de sua vida havia uma funda marca entre o seu dedo indicador e o polegar por onde passavam as contas dos diversos mistérios”, recorda-se o Cônego Vidigal, acrescentando que o alpendre do majestoso sobrado do capitão Joventino Alencar “era o lugar preferido para recitar suas orações. Quando veio definitivamente para Viçosa trouxe seus livros pelos quais se pode aferir sua notável cultura humanística, filosófica, teológica, Entre as obras que o Cônego José Geraldo conserva na sua vasta Biblioteca, sejam citadas as de Massillon, de Bourdaloue, de Lacordaire, de Monsabré, de Columba Marmion, de Monte Alverne, do grande moralista Aertnys, do Pe. Antônio Vieira, do Pe. Manuel Bernardes, Código do Direito Canônico e comentários sobre o mesmo, obras dos clássicos latinos como Cícero e Virgílio, os Lusíadas de Camões, Manuais de História da Igreja, de Filosofia, comentários sobre textos de Santo Tomás de Aquino. A maioria destes livros são da década de 1840, muitos em francês e latim, o que mostra que, mesmo antes de sua ordenação, ele já se dedicava com afinco aos estudos. Encaminhou muitos jovens para o Seminário de Mariana, sendo que chegaram ao sacerdócio Mons. Joaquim Dimas Guimarães, Pe. Francisco Miguel Fernandes, Pe. José Quintão Rivelli, Pe. Pedro Maciel Vidigal. Indiretamente, pela sua piedade e santidade existencial no término de sua trajetória terrena, muito influenciou na vocação sacerdotal de seus sobrinhos Côn. Pedro Lopes da Silva, Pe. José Silvério Carvalho Araújo, Pe. José Eudes de Carvalho Araújo e Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho. A fidelidade à Igreja Católica por parte da família Lopes Carvalho é, sem dúvida, em grande parte, devido aos exemplos do Côn. Francisco Lopes da Silva Reis, o saudoso Pe. Chiquinho. Muitos são aqueles que, visitando seu túmulo no Cemitério D. Viçoso, têm obtido graças especiais por sua intercessão junto do trono de Deus,” conclui o Cônego Vidigal.

Mons. Raimundo Gonçalo Ferreira – Vulto Célebre e Benfeitor


Nascido em São José do Barroso (hoje Paula Cândido) a 11 de fevereiro de 1910, no Sítio Canteiro, comunidade do Arruda, filho primogênito do Senhor Antônio Julião Ferreira e de Dona Maria Petrina Ferreira, e falecido em Viçosa a 22 de março de 2002, o Monsenhor Raimundo Gonçalo Ferreira foi um homem realmente célebre e que nunca deixará de ser assaz louvado pelas comunidades nas quais conviveu.

Fez seus primeiros estudos em seu torrão natal com o não menos célebre professor Samuel João de Deus iniciando estudos eclesiásticos em 1924, com os padres barnabistas, no Rio de Janeiro, prosseguindo-os de 1925 a 1933 em Mariana, com os lazaristas. Foi ordenado sacerdote a 8 de dezembro de 1933, vivendo desde então uma vida inteiramente dedicada ao sacerdócio. De 1934 a 1935 foi coadjutor do Cônego Felício de Abreu Lopes, em Piranga. De Jequeri – onde fora pároco até 1963, depois de exercer o mesmo munus de 1935 a 1955, em Porto Firme – mudou-se para Viçosa em janeiro de 1964, onde pôde contar com o carinho muito especial de duas parentas, sua amorável Tia Júlia e a prima Dona Quiquita, duas santas mulheres por ele muito amadas. Nomeado capelão de Sua Santidade em 1983, recebeu o Monsenhorato por Dom Oscar de Oliveira, em outubro daquele ano, no Santuário de Santa Rita.

Verdadeiramente justo é o fato de, em Porto Firme, ser ele Cidadão Honorário e, mais que isto, ser o nome de sua praça principal, já que ali construiu a nova e belíssima Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, entre 1945 e 1950, graças à boa-vontade do povo portofirmense, além de casa paroquial e as primeiras capelas e cemitérios das comunidades rurais, além de ter sido “o veículo de que Deus se serviu para dar impulso” ao progresso daquele município, na sábia definição de seu digno sucessor na capelânia do Hospital São Sebastião, Cônego Joaquim Quintão de Oliveira. Monsenhor Raimundo foi capelão do Colégio Normal Nossa Senhora do Carmo até 1971 (quando da extinção do internato), do Hospital São Sebastião e do Lar dos Velhinhos até seu falecimento e do Patronato Agrícola Arthur Bernardes até 1967, quando assumiu a capelania deste o Pe. Pedro Rosa de Toledo.

Grande devoto de São José, muitos são os que, em Viçosa, se lembram, com saudade, dele celebrando piedosas missas e rezando o terço diariamente, às 16 horas, com os internos do Lar dos Velhinhos, e fazendo, com a sua reconhecida eulalia, a bela oração invocatória do patrocínio ao Padroeiro de sua terra natal e Patrono da Igreja Católica.

Abrigando a dor dos doentes e da velhice desamparada que o buscava, a sua presença foi confortante para os viçosenses porque sempre distribuiu bondade e compreensão. Foi pródigo em benefícios ao povo necessitado, muitos no mais absoluto anonimato, providenciando toda sorte de benesses aos vicentinos, aos internos do Lar dos Velhinhos e ao seu tão querido e hoje centenário Hospital São Sebastião, do qual foi um autêntico provedor, assim se revelando em mensagens na imprensa local, relatando inclusive significativos fatos históricos do século 4º da Era Cristã, na Europa, quando a Igreja possuía hospitais e asilos, conquistando seus leitores para generosas colaborações com tais instituições, que na abalisada avaliação do Monsenhor Raimundo, correspondem “a toda sorte de doenças, necessidades e condições de vida”.

Padre Álvaro Corrêa Borges – Um nome benquisto e recordado


Com uma sempre relevante participação na vida política, cultural, econômica e social de Viçosa, Padre Álvaro Corrêa Borges, vigário encomendado de Paula Cândido por dois períodos, desvelado provedor do Hospital São Sebastião e um dos diretores do Colégio de Viçosa, além de chefe interino da administração pública do município em 1931, foi também o pároco de Viçosa de 1925 a 1947. Graças ao seu prestígio, a cidade pôde contar com uma de suas primeiras companhias telefônicas.

Mineiro de Formiga, este venerando sacerdote, nascido a 25/11/1896, faleceu em Viçosa a 12/7/1967. Grande devoto do Sagrado Coração de Jesus, dedicou-Lhe belíssima oração, amplamente difundida junto aos seus paroquianos, na qual se dirige a Ele como o “Coração do meu Jesus”; e como “Jesus do meu coração”, ainda conservada em algumas residências viçosenses. O Mês de Maria, em seu paroquiato, também era celebrado com grande pompa, como informam-nos registros e testemunhos de quem viveu aqueles saudosos tempos.

“Não havia quem não se rendesse à doçura e à serenidade de sua presença, irradiante de simpatia e conquistadora de amizades. Tudo em torno dele e por onde passava se impregnava de bondade. A par de uma alma pura, generosa, profundamente liberal, que se dispunha para o bem e para o perdão, distinguia-se pela sua brilhante inteligência e primorosa cultura. Sem deixar de ser o ‘Homo Dei’, era bem homem. Para ele o sacerdócio era amor ao próximo, no mais alto grau. Poucos, tão homens e tão sacerdotes, como ele. Nas horas de amargura, jamais proferiu uma palavra com violência ou ânimo de injuriar: apenas um triste sorriso lhe aflorava aos lábios. Removido, em 1947, como capelão, para Conselheiro Lafaiete e, posteriormente, para Belo Horizonte, onde permaneceu durante 10 anos, como vigário da Paróquia ‘Cura d’Ars’, o Padre Álvaro suportou, por muitos anos, em silêncio, na sua evangélica humildade, a dureza do quase ostracismo.

Entretanto, conservou-se sempre o mesmo, espirituoso e alegre [...] Tinha a visão límpida da imensa tarefa que ao sacerdote cabe num país como o nosso [...] Gravemente enfermo, veio para esta cidade onde, hospitalizado durante muitos dias, não lhe faltaram os recursos da medicina nem os cuidados de seus dignos irmãos e inúmeros amigos, todos incansáveis em servir com desvelo ao seu antigo vigário até a hora da extrema despedida da existência terrena. A vida do Padre Álvaro há de ser para nós uma inspiração, sua lembrança uma bênção e seu exemplo uma esperança,” escreveu o jornalista José Pinto Coelho.

Sob a epígrafe “Morreu o velho pastor”, Folha de Viçosa de 16 de julho de 1967 publicava seu panegírico, que destacou, dentre outros aspectos, o fato de ter Sua Revma. pessoa apascentado “as ovelhas do rebanho de Viçosa com dignificantes “dedicação e zelo espiritual”. De acordo com a publicação ele “aqui empregou os melhores anos de sua mocidade na pregação do Evangelho de Cristo, batizando em Seu nome, confortando almas aflitas, reconduzindo transviados, levando a unção da hora extrema ao moribundo. Noites sem conta, cavalgou por esses morros escuros que cercam a cidade para absolver pecados e ungir com óleo santo os que estavam prestes a morrer. Sua casa, em qualquer paróquia, foi sempre oásis espiritual de quem sofria. Ali, uma bênção piedosa, uma palavra de fé era paz, conforto, consolação. Quarenta e oito anos passou no confessionário, sussurrando conselhos e palavras de perdão! Patriota e nacionalista, no bom sentido, sempre alertava os paroquianos quanto aos deveres cívicos, ao lado dos deveres da Religião [...] Morreu pobre. Nunca viveu para si. Confiou sempre no Deus que alimenta as aves do céu. E nenhum conforto lhe faltou. Nem mesmo o carinho de amigos, que, de longe, vinha prestar-lhe a homenagem derradeira. Sua agonia foi longa, mas a morte serena: tranqüila como a alma do justo. Soando a hora final, as últimas forças concentradas levaram-no a erguer-se a meio corpo e a olhar firme para o Céu, como se dissesse em sua prontidão característica: ‘Seu servo está pronto, Senhor’ e fechou os olhos para sempre.”

Os restos mortais do Padre Álvaro, a exemplo de seu antecessor imediato, Pe. Frei Seraphim Pecci (este no jazigo 129), estão sepultados no Cemitério Dom Viçoso, em Viçosa (jazigo 168) e há na cidade uma rua e uma escola pública que perpetuam o seu nome benquisto e sempre recordado, tanto por sua profunda fé como por suas grandes obras.

Pe. Frei Seraphim Pecci – Músico de Deus


Entre 1909 e 1925, um italiano da província de Salerno, nascido a 19/8/1867, foi o Vigário de Viçosa. Vindo de Pirapitinga, nomeado pelo bispo (depois arcebispo) Dom Silvério Gomes Pimenta, Pe. Frei Seraphim Pecci era aquele que fazia com que do interior da extinta Igreja Matriz espargissem maviosas sonoridades. Notabilizou-se por ser um clérigo que criava divinal musicalidade, seja compondo, ou como solista, ou ensinando ou incentivando o povo de Deus a cantar e a se organizar em conjuntos orquestrais e bandas musicais. Um som celestial – diziam seus contemporâneos – provinha no Coro Paroquial e de sua residência, na antiga Rua do Cruzeiro (via que tem agora o seu nome) quando ele ali estava, a dedilhar, entre os sobrinhos Fiori e Felício Brandi, as teclas de um imponente harmônio ou de seu piano.

Das realizações de seu paroquiato, ressalte-se uma especial. Em 1912 surgiu no município, a Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP), que obteria a sua Carta de Agregação, isto é, sua filiação ao Conselho Geral de Paris em 1926, com 32 fundadores, já no paroquiato de seu sucessor imediato, Pe. Álvaro Corrêa Borges. Prestou serviços religiosos, em seus derradeiros dias, também à cidade mineira de Mar de Espanha, a partir de 1928. Seu falecimento se deu a 29/3/1931, tendo sido sepultado em belíssimo mausoléu, na atual quadra 2 do Cemitério Dom Viçoso, em Viçosa. E foi também durante seu profícuo paroquiato que as seguidoras de Madre Maria das Neves (Rita de Cássia Aguiar) aqui aportaram: as Carmelitas da Divina Providência.

O notável poeta e jornalista José Pinto Coelho trouxe-nos, em magistral descrição, Frei Seraphim, para ele uma figura realmente “esbelta e impressionante”. É ele quem assim o descreve: “O melhor sorriso e vago sotaque de italiano… longa e bem tratada, a barba, preta como a sua batina, sereno olhar de investigador dos mistérios da vida… ar nobre e, ao mesmo tempo, simples, a passar uma das mãos sobre a outra, os olhos vivos a fixar-me, a dizer-me boas e imerecidas palavras de acolhimento. Com os seus sessenta e três anos, demonstrava o entusiasmo e o ardor de um jovem, contava episódios de sua vida, relembrava os amigos que deixou em Viçosa e acabava por dizer: – ‘Mas a vida é curta, meu amigo…’ Sobre música dizia que ela era, para o seu espírito, um documento. Admirava os que compunham idéias musicais. Distinguia o vocalista do instrumentista. A voz humana – acrescentava – define e interpreta, melhor que todos os acordes, a carícia e o grito, a dor e o amor, a cólera e a ternura… cantor e músico de Deus. Figura imperecível… Quem o conheceu e com ele teve a ventura de privar, há de convir em que o amável franciscano materializava em ação aquelas doces palavras do Mestre, recolhidas por São Mateus: ‘O meu jugo é suave e o meu fardo, leve’. Assim o sentíamos os que aqui labutávamos sob a direção espiritual daquele sacerdote, respeitado como Pastor e querido como pai… Tinha, com a sua proverbial cortesia, o dom de subjugar as inteligências e aprisionar os corações, confirmando o pensamento de Lacordaire de que ‘a verdade magnetiza a mente e a beleza da vida mergulha até a alma’.

Como os grandes discípulos do ‘poverello’ de Assis, fez da cruz um fardo leve e motivo da mais justa e avassaladora alegria… Apaixonado pela música, que cultivava como um mestre, ele soube comunicar, dentro dos limites da arte digna do templo sagrado, o ardor da própria alma dos que o cercavam.”

À época do Pe. Seraphim, Viçosa tinha apenas três templos: a Matriz de Santa Rita, a Igreja do Rosário e a Capela dos Passos. E antes da chegada da SSVP, eram associações religiosas o Apostolado da Oração e as Damas do Sagrado Coração. Em 1916 – informam-nos historiadores – era de 40 a média anual de casamentos, 80 de catequizandos e 270 de batizados. Admiradores convencidos de suas virtudes e méritos, os viçosenses reconheciam-no “um sábio”, um “pároco modelar”, por suas “maneiras altamente distintas” e pelo seu “inexcedível zelo no tratar das cousas religiosas”, revela-nos documento de 9 de janeiro de 1925, quando este padre de vida e nome angélicos se mudou novamente para a Itália.

Professor Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho


Ao atingir a idade de 75 anos no dia 1º de dezembro último, o Professor Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho, que lecionou, desde 1967 no Seminário de Mariana, solicitou dispensa deste magistério. Ele ministrou História da Igreja e Oratória de 1967 a 1998, nos cursos de Teologia e Francês no Seminário Menor (desde 1977 até o seu fechamento), e, desde 1989, História da Filosofia Antiga e Medieval no Curso de Filosofia. Sua rica carreira magisterial iniciou em 1960 e nunca lhe faltou tempo para atividades pastorais em Viçosa, durante os paroquiatos de Pe. Carlos dos Reis Baêta Braga, Pe. Elias Bartolomeu Leoni e Pe. Paulo Dionê Quintão, até hoje.

O diácono José Geraldo Vidigal de Carvalho foi ordenado padre na Catedral Basílica de Mariana (MG) a 2/12/1956 e tornou-se Cônego Catedrático do Cabido Metropolitano a 3 de dezembro de 1961. Nascido a 1º/12/1933, em Viçosa, onde aprendeu as primeiras letras na escola da professora Argina Silvino Ferreira. Filósofo, especializou-se em História do Brasil e obteve certificados de cursos de extensão universitária como Jornalismo, Psicologia Dinâmica e Psicologia Experimental. Professor de História, Francês, Filosofia, Cultura Religiosa, Economia Política e Estatística, Eloqüência, Filosofia Antiga e Medieval, membro das academias Mineira, Municipalista, Marianense e Viçosense de Letras, assumiu a direção regional da Sociedade Brasileira de Filósofos Católicos, sendo também membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG), da Società Internazionale Tommaso d’Aquino, da Sociedade Interamericana de Filosofia, da Academia Marial de Aparecida e da Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris. Dirigiu o Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Ouro Preto (ICHS/Ufop), sendo membro da Fundação Marianense de Educação e detentor de vários títulos honoríficos.

Conferencista de congressos nacionais promovidos pela Sociedade Brasileira de Filósofos Católicos, e internacionais, como do Congresso Mundial de Filosofia Cristã em Córdoba, na Argentina (1979), do III Simpósio Teuto-brasileiro, em Bonn, na Alemanha (1981), do Simpósio “Os Cem Anos de Evangelização na América Latina e Centenário do Concílio Plenário da América Latina”, Cidade do Vaticano (1999), na Internet (Catolicanet) abordou temas teológicos, filosóficos, políticos e científicos e teve registrados seus trabalhos em provedores globais, sendo articulista de inúmeros jornais de circulação nacional e titular de programa semanal na Rede Católica de Rádio deste l9 95. Publicou quase duas dezenas de livros de real valor.

E foram principalmente nos cursinhos de Igreja de Viçosa e em toda a periferia de sua terra natal que sempre se sobressaiu sua empatia, estabelecida e conquistada por sua presença carismática, marcante e permanente entre os grupos de jovens católicos, desde 1969.

O momento do término de sua profícua carreira magisterial é oportuno para apresentarmos a Sua Revma. as nossas melhores homenagens, num sincero ósculo às suas santas mãos abençoadas, que tanto bem continuarão fazendo na administração dos sacramentos e na salvação das almas.

Orgulhamo-nos deste Ministro Sagrado, que tem cumprida agora uma brilhantíssima carreira magisterial, e há tantos anos em nosso meio, luzente de corpo e alma. Deus permita a muitos imitarem este exemplo e que Deus e Nossa Senhora o cumulem das mais copiosas bênçãos celestiais e abundantes graças de saúde e paz, para a Glória de Deus e o Bem das Almas.

Ad multos annos!

Amém.