Tema: “Economia e Vida”
Lema: “Ninguém pode servir a Deus e ao Dinheiro” Mt 6,24
Quarenta Horas
O povo de Deus passou QUARENTA ANOS no deserto, organizando-se, lutando, perdendo e vencendo, até caminhar para conquistar a terra da promessa. Os QUARENTA DIAS e o deserto, na Bíblia, são um baú de recordações. Não são simples contagem de dias nem lugar geográfico, mas “tempo e lugar teológicos”. É aí que João Batista se apresenta pregando a chegada do “forte”, aquele que vai vencer o mal. João Batista se apresenta no deserto em oposição a Jerusalém e ao templo, sede do poder econômico, político e religioso da época.
Jesus inaugura novo e definitivo êxodo, concretizado em sua pregação e prática. Os QUARENTA DIAS recordam o tempo que durou o dilúvio, depois do qual surgiu a humanidade renovada na pessoa do justo Noé; lembram também os dias que Moisés permaneceu no monte Sinai para receber a aliança; fazem pensar ainda nos QUARENTA DIAS que Elias permaneceu na montanha, depois dos quais provoca mudanças radicais no Reino do Norte. Todos esses aspectos repercutem na apresentação de Jesus: com ele tudo recomeça (como em Noé), chega a nós a Nova Aliança (a antiga veio por Moisés) e aproxima-se a mudança radical (superior à de Elias). È com este espírito que a Igreja, em sua sagrada liturgia, reservou QUARENTA DIAS para os exercícios quaresmais nos favorecerem a preparação da Páscoa. QUARENTA HORAS DE ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO: uma inspiração de um tempo teológico.
8 às 9h – Coordenação: Ministério da Acolhida
9 às 10h – Coordenação: Instituto Mater Christi
10 às 11h – Coordenação: Legião de Maria
14 às 15h – Coordenação: Sociedade São Vicente de Paulo (=SSVP)
15 às 16h – Coordenação: Pastoral da Criança e do Menor
16 às 17h – Coordenação: Movimento de Cursilhos de Cristandade (=MCC)
17 às 18h – Missa Dominical Vespertina – JSC
18 às 19h – Coordenação: Religiosas – Carmelitas da Divina Providência e Oblatas de Nazaré
19h – Missa Dominical Vespertina
20 às 21h – Coordenação: Fraternidade Santa Cruz
21 às 22h – Coordenação: Irmandades do Santíssimo Sacramento e dos Passos (Adoração e Bênção)
7h – Missa no Santuário
8h15 às 9h15 – Coordenação: Encontro de Casais com Cristo (=ECC)
10h – Missa no Santuário (transmitida pela Rádio Montanhesa)
11h – Batizados
14 às 15h – Coordenação: Sociedade São Vicente de Paulo (=SSVP)
15h – Missa no Santuário
16 às 17h – Coordenação: Juventude
17 às 18h – Coordenação: Religiosas – Carmelitas da Divina Providência e Oblatas de Nazaré
18h; 19h30 – Missas no Santuário
20h30 às 21h30 – Acampamento de Evangelização
21h30 às 22h30 – Coordenação: Irmandades do Santíssimo Sacramento e dos Passos.
7 às 8h – Missa – Liturgia a cargo do Apostolado da Oração.
8 às 9h – Instituto Mater Christi
9 às 10h – Coordenação: Oficina de Oração e Vida
10 às 11h – Coordenação: Ministros(as) Extraordinários(as) da Comunhão Eucarística (=MECE)
14 às 15h – Coordenação: Grupos de Reflexão e Pastoral da Saúde
15h – Missa – Liturgia a cargo da Equipe do Acolhimento de Noivos
16 às 17h – Coord.: Jovens Seguidores de Cristo (JSC) e Adolescentes Seguidores de Cristo (ASC)
17 às 18h – Coordenação: Cursinho de Igreja
18 às 19h – Religiosas – Carmelitas da Divina Providência e Oblatas de Nazaré
19h – Missa – Liturgia a cargo da Fraternidade dos/as Carmelitas Leigos/as
20 às 21h – Coordenação: Pastoral do Dízimo e PASCOM
21 às 22h – Adoração e Bênção – Coordenação: Fraternidade Santa Cruz
7h – Missa
8 às 9h – Coordenação: Apostolado da Oração
9 às 10h – Coordenação: Pastoral da Pessoa Idosa e Associação Amigos da Irmã Wilson
10 às 11h – Coordenação: Pastoral Carcerária e APAC
14 às 15h – Coordenação: Serviço de Animação Vocacional
15h – Missa – Liturgia a cargo da Pastoral Familiar
16 às 17h – Coordenação: Dimensão Bíblico-Catequética
17 às 18h – Pastoral Familiar (incluindo os Movimentos ligados ao tema Família)
18 às 19h – Religiosas – Carmelitas da Divina Providência e Oblatas de Nazaré
19h – Missa
20 às 21h – Coordenação: Ministério da Acolhida
21 às 22h – Coordenação: Irmandades do Santíssimo Sacramento e dos Passos (Adoração e Bênção)
7 – Missa e imposição de cinzas
8 às 9h – Coordenação: Apostolado da Oração
9 às 10h – Coordenação: Apostolado da Sagrada Face
10 às 11h – Coordenação: Dimensão Litúrgica e Ministério da Esperança
13h30 às 14h30 – Coordenação: Pastoral do Batismo
15h – Missa e imposição de cinzas
17 às 18h – Coordenação: Rosário Perpétuo
18 às 19h – Coordenação: Religiosas – Carmelitas da Divina Providência e Oblatas de Nazaré
19h – Missa de abertura da CF/2010 e imposição de cinzas.
No Sagrado Coração de Jesus, encontramos tudo o que nos é necessário para pontuar nossa caminhada nesta existência. Além de fortalecer a espiritualidade do coração, lugar do acolhimento e da gratuidade, reforçamos a idéia da misericórdia para vencer o vírus do egoísmo. De fato, o Coração do Senhor pulsa nos corações de quantos o acolhem e re-atualizam seu gesto salvífico, reconhecendo-O necessitado na figura de cada pessoa humana que atravessa esta história.
Marcado pelas festividades do Sagrado Coração, o mês de junho nos ajuda na centralização do Cristo como único Salvador.
O Apostolado da Oração, em comunhão eclesial, é o que articula inúmeras atividades que facilitam o aprofundamento dos mistérios da fé na liturgia e na vida. Os pequeninos, prediletos do Cristo, sobem os degraus do altar cantando entusiasmados. No gesto do desagravo, ou da coroação da imagem de Nosso Senhor, encontramos uma catequese que realça a importância do amor traduzido em reparação e reconhecimento de quanto Deus nos ama. É uma época de interessantes eventos.
À guisa de para-liturgia, temos o ato de desagravo ou a coroação da imagem do Sagrado Coração. As crianças que protagonizam tal gesto fazem o ofertório em prol da Pastoral Carcerária e dos recuperandos da APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) – “Estive preso e você veio me visitar” (Mt 25, 36);
Ao desenrolar das festividades, além da Primeira Sexta-feira, temos a Festa Litúrgica do Sagrado Coração de Jesus, sob a liderança do Apostolado da Oração que, por sua vez, promove ainda sua Hora Santa Mensal.
A espiritualidade do Sagrado Coração de Jesus tem seus fundamentos no episódio do Calvário: “Olharão para aquele que traspassaram” (Jo 19, 3). É nesta fonte de graças que beberam tantos místicos ao longo da História, máxime santa Margarida Maria Alacoque, uma jovem religiosa francesa. É daí que surge, a partir de iniciativas dentro de um seminário jesuíta, o APOSTOLADO DA ORAÇÃO. Sua presença em nossas comunidades tem um papel fulcral, pois lida com o coração da ação evangelizadora, ou seja, a oração. Como verdadeiro “pára-raios”, sua atuação garante-nos os resultados da caminhada pastoral.
De outubro a junho, realizamos a novena das primeiras sextas-feiras. Julho, agosto e setembro formam um belo tríduo. Foi o que aprendi com Florípes Dornelas de Jesus, a Lola. Usando sua expressão, concluímos que, deste modo, o ano inteiro será sempre dedicado ao SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS!
Algum tempo depois que Agostinho chegou a Cartago, ele teve uma péssima notícia: seu pai havia falecido. A responsabilidade agora havia aumentado para Agostinho, uma vez que ele deveria, devido ao fato de sua mãe ter ficado sozinha em Tagaste, obter êxito nos estudos para de alguma forma, confortar o coração de sua mãe Mônica, agora viúva e com o filho amado longe de casa. No entanto, não seria difícil para Agostinho obter sucesso nos estudos, uma vez que ele era muito inteligente. Ele sempre atribuía esse fato a Deus. Agostinho dizia que era autodidata; além disso, ele aprendia facilmente matérias que seus amigos tinham imensa dificuldade para compreender.
Naquela época, mesmo dedicando quase todo o seu tempo aos estudos, Agostinho ia à Igreja, atraído por uma espécie de instinto. Ele sentia vontade de ler a Bíblia, porém nunca ia adiante, devido ao fato de ele achar que as páginas escritas na Bíblia eram bastante humildes, e isso o desanimava. É interessante ressaltar que Agostinho, mesmo pensando dessa forma, nunca desistiu de ler a Bíblia, e acabou por se aprofundar no estudo da Sagrada Escritura. Ele quis fazer isso com o objetivo de provar para si mesmo que a Bíblia não era uma “escrita humilde”; pelo contrário, era uma escrita inspirada por Deus.
Envolvido com a leitura da Bíblia, Agostinho, movido pelos ensinamentos de sua mãe Mônica, não conseguia tirar da cabeça o Cristo. Sentia a necessidade de crer; buscar a fé. No entanto, estava encurralado entre a filosofia e a religião. Logo caiu em heresia. Foi neste turbilhão de pensamentos que Agostinho se deixou levar pelos maniqueus. Os maniqueus faziam promessas interessantes que atraiam Agostinho, uma vez que ele estava a procura de respostas para tantas dúvidas que lhe passavam pela cabeça. Resumidamente, maniqueísmo é uma filosofia dualista que divide o mundo entre o Bem e o Mal.
Agostinho estava entregue ao maniqueísmo, mesmo assim conseguiu terminar os estudos em Cartago. Ele estava encantado com essa nova visão do universo. Agostinho, não quis ficar em Cartago. Depois de se formar, preferiu voltar a Tagaste onde abriu uma escola de gramática. Como já vimos anteriormente, no primeiro capítulo do nosso estudo, Agostinho volta para Tagaste com uma esposa e um filho.
Sua chegada a Tagaste foi muito celebrada por sua mãe Mônica. Na verdade, Mônica estava meio triste por receber seu filho da forma como ele estava. Ela o conhecia e sabia de sua conduta e como tratava a sua esposa. Agostinho não era fiel a esposa. No entanto, Mônica não podia cobrar fidelidade do filho, uma vez que o seu próprio pai (Patrício), também, não havia sido fiel a mãe Mônica. Além disso, Mônica estava muito triste, pois não podia aceitar o fato de Agostinho ter se aderido ao maniqueísmo; isso já era de mais para Mônica aceitar.
Com tudo isso acontecendo, Agostinho não ficou na casa de sua mãe Mônica. Mesmo assim, ela continuava a sua vida de oração e clamava a Deus pela conversão de seu amado filho Agostinho. É sabido que Mônica, depois da morte de seu marido, se consagrou a uma vida de oração e a práticas de boas ações.
Agostinho em seu livro Confissões nos narra o que a sua mãe Mônica viveu e sofreu com a sua perdição:
“Nesse sonho, (Mônica) viu-se de pé sobre uma régua de madeira, e um jovem luminoso e alegre lhe foi sorridente ao encontro, enquanto ela estava triste e amargurada. Perguntou-lhe os motivos da tristeza e das lágrimas cotidianas, não por curiosidade, mas para instruí-la como acontece muitas vezes. E, respondendo, ela disse que chorava minha perdição. Ele a confortou, aconselhando-lhe que prestasse atenção e visse que onde ela se encontrava, aí estava também eu. Ela olhou e me viu diante de si, de pé, na mesma régua”. (Conf. III, 11, 19)
As orações de Mônica mexiam profundamente com Agostinho. No entanto, Agostinho não se mostrava abalado, e continua com a sua vida de professor e pregador do maniqueísmo. Agostinho não ficou muito tempo em Tagaste. Ele tinha um temperamento muito impulsivo. Ficou extremamente triste após a morte do seu melhor amigo e não conseguiu ficar em Tagaste. Foi quando voltou para Cartago onde permaneceu por oito anos antes de ir para a Europa.
Continua…