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"Quem é igual a Javé, nosso Deus, que se eleva no seu trono? Ele ergue da poeira o fraco e tira do lixo o indigente."(Salmo 113)

O trabalho doméstico


Pároco do Santuário Santa Rita de Cássia. Jubileu de Prata Sacerdotal 1984 - 2009
E-mail: santuariosrc@lince.tdnet.com.br
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Olhando de perto toda atividade humana possui seu encanto. Há, porém, no rol dos afazeres os que trazem peculiar afeição; entre as quais, podíamos destacar o trabalho doméstico. É no interior dos lares que vem à tona a espontaneidade e transparência da vida. A faina diária elege o ambiente familiar como espaço privilegiado para recomposição das energias e harmonização existencial.

Quem sai de sua residência para o exercício de sua profissão na de outrem, de alguma forma se insere no contexto privativo do local de trabalho. Os resultados podem ser os melhores ou não. O aspecto afetivo não isenta o cultivo dos parâmetros profissionais.

No passado, existia em muitas paróquias a Associação de Santa Zita. Os altares barrocos das igrejas históricas, com sua catequese iconoclasta, expõem a imagem de sua padroeira. Os arquivos paroquiais dão conta da existência da referida associação, descrevendo épocas em que ficara inativa e reflorescendo com viço noutras, inclusive na atualidade.

Afinal, quem foi Santa Zita? Natural de Montesegradi, Itália, filha de pais pobres, honestos e piedosos, nasceu Zita em 1212 e, graças à sólida educação que recebeu na casa paterna, bem cedo seguiu o caminho da virtude e da perfeição cristã. Graças à sua mansidão e modéstia, Zita era uma menina querida de todos. Dada ao recolhimento e ao trabalho, aos doze anos empregou-se na casa de uma família nobre, residente perto da Igreja de São Fridigiano, na cidade de Luca. Bem cedo, antes dos outros se levantarem, Zita participava da Santa Missa. Durante quarenta e oito anos Zita trabalhou naquela casa. Não perdia a Missa, nem se atrasava em suas obrigações. Sempre a mesma pontualidade e dedicação. Ela costumava dizer que são quatro as qualidades que não podem faltar em uma doméstica: “temor de Deus, obediência, fidelidade e amor ao trabalho”. Seus biógrafos atestam que ela possuía estas qualidades em seu mais alto grau. Zita se destacava pela sua paciência e bom humor. O tempo que lhe restava, ela o preenchia com orações e boa leitura. Adotava as práticas penitenciais da época com abnegação e grande virtude. Sua prática sacramental era edificante. Em sua presença ninguém ousava falar mal do próximo. As vítimas da maledicência tinham em Zita uma defensora certa. Sabia partilhar a vida e dons. Com os pobres, distribuía a comida e o salário que recebia. Vasta é a descrição de sua preciosa história. Seu corpo não conheceu a decomposição. Canonizada pelo Papa Inocêncio XII, sua festa litúrgica é celebrada a 27 de abril, data de sua morte/entrada no céu, ocasião em que se eleva esta especial prece: “Ó gloriosa Santa Zita, que soubestes aliar o trabalho à oração, integrando os exemplos de Maria e de Marta, do Senhor alcançai-nos esta ciência divina: a santificação do trabalho pela fé. Uma Fé viva que me ensine a ver nas pessoas e em seus atos a Mão carinhosa da Providência que, pelo Calvário e pela Cruz, me quer conduzir ao triunfo da Ressurreição. Assim seja”.

Atualmente, sob o sodalício da Pastoral das Domésticas, a Associação de Santa Zita é um eficiente mecanismo de resgate da cidadania e de agremiação, favorecendo a identidade por meio da vida comunitária, valorizando O TRABALHO DOMÉSTICO.

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A propósito da Semana Santa


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Padre Paulo Dionê Quintão

O mistério de Cristo, celebrado intensamente na Páscoa, nos faz pensar se temos sido capazes de mudar nossa cruz de cada dia em ressurreição definitiva. Ao pé da cruz redentora do Senhor encontramos força e razão para seguir à frente. Faz-nos bem reconhecer o testemunho de quantos nos legaram o exemplo da fidelidade à Cruz. Isto nos dá coragem para assumir, com audácia e ternura, a obra da evangelização nesta aldeia global, onde o amor não recebe atenção adequada.

O símbolo da cruz torna sagrados os ambientes, manifestações sociais e particulares. Para não ser excluído ou manipulados em seu autêntico sentido, é importante ter sempre em conta os “crucifixos” de sempre: os idosos, doentes, pobres, explorados e as “minorias” em geral. No altar da Missa, a Cruz não só evoca a figura bíblica da serpente de bronze que Moisés elevou no deserto, (olhando para ela os hebreus picados pelas serpentes eram curados), mas prossegue para nós como o símbolo da fé dos que entendem que sem Deus a vida nem pode ser vivida de verdade. Que todos digam a nosso respeito, ao transformar a cruz em luz: “Alegraram-se os discípulos ao verem o Senhor” (Jo 20,20).

Aproxima-se a Semana Santa e vamos ter diante dos olhos os grandes sofrimentos de Cristo. Prenderam-no e escarraram em seu rosto, deram-lhe bofetadas, rasgaram seu corpo com um terrível chicote e coroaram-no com espinhos, isto é: colocaram em sua cabeça uma espécie de capacete com fortes espinhos que, furando a pele, tentavam penetrar em seu crânio. Mas, apesar de tudo, Jesus levou a sua cruz até o alto do Calvário. Lá, com as mãos e os pés traspassados, após três horas de terrível agonia, expirou.

E nos perguntamos: por que Jesus sofreu? E vem logo a resposta da Bíblia: para obter para a humanidade o perdão dos pecados. O pecado é de uma gravidade terrível, de uma malícia sem limites. É a ofensa a um Deus imensamente santo, é revolta contra o criador que nos cumulou de bens. A Cruz de Cristo foi a reparação necessária pelos nossos pecados.

Entretanto, tantas pessoas pensam que Nosso Senhor sofreu simplesmente para que pudéssemos afastar de nossas vidas os constrangimentos, problemas e dores. A Religião seria uma espécie de pára-raios, a garantia de uma existência suave, sem maiores transtornos. E, se lhes parece uma doença ou outra dificuldade, logo multiplicam promessas, novenas, velas acesas, etc. E, se o sofrimento não desaparece logo, perdem a Fé. Vão logo afirmando: “Para que rezar? Deus não ouve as minhas preces. Não adianta orar”.

Ó, como gostaria de deixar bem clara esta verdade! Cristo sofreu não para arrancar toda a cruz de nossas vidas, mas para dar-nos a força de levar esta cruz. Jesus não é uma espécie de seguro contra as dificuldades da existência, mas sim alguém que leva conosco a nossa cruz. Dá-nos a força de carregá-la, mas não a arranca, deixa-nos com ela. É o Cireneu ao nosso lado. Diz a Sagrada Escritura: “Era necessário que o Filho do Homem sofresse muito, mas depois ressuscitasse” (Mc 8,31). Para cada um de nós, com toda a verdade, podemos repetir as palavras da Bíblia. E como Jesus é claro neste ponto. Ele diz: “Se alguém quiser ser meu discípulo, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16,24).

Mas então não posso pedir a Deus que me cure desta doença, resolva para mim este problema ou afaste aquele sofrimento? É claro, Deus é Pai. Ama-nos com um amor imenso, infinito. Está sempre pronto a socorrer-nos. Jesus também, no Jardim das Oliveiras, suplicou ao Pai que o livrasse da Paixão. Orou assim: “Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice”, (na linguagem aramaica, esta expressão significa livrar do sofrimento). Mas logo acrescentou: “Todavia não se faça o que eu quero, mas, sim, o que tu queres” (Mt 26,39). Entregou-se completamente aos desígnios divinos. Como Jesus acrescentemos às nossas preces sempre um ato de aceitação do plano de Deus.

Muitas vezes, os sofrimentos são necessários, indispensáveis em nossa vida. Desapegam-nos dos prazeres mundanos, mostram-nos as realidades celestes, satisfazem pelos nossos pecados, iluminam as estradas da nossa vida e são preciosas oportunidades de méritos para a vida futura. Nunca Deus permite um sofrimento à toa em nossa vida, Deus quer sempre o nosso bem. Se, depois de nossas preces, não afasta do nosso caminho uma doença ou outra dificuldade é porque deseja a nossa verdadeira felicidade. Confiemos sempre em seu amor de pai. Abracemos, portanto, com generosidade a nossa cruz.

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Congressos Eucarísticos


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Padre Paulo Dionê Quintão

A Cidade e a Arquidiocese de Brasília-DF celebram seu Jubileu de Ouro. São inúmeros os eventos marcantes desta festividade. A própria Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil foi transferida para a Capital do País neste ano, em função da efeméride que atraiu para o Planalto Central a realização do XVI Congresso Eucarístico Nacional, nos dias 13 a 16 de maio. Já está projetado o altar-monumento que ocupará o gamado central da Esplanada dos Ministérios, lembrando uma grande tenda.

A idéia de realizar um Congresso Eucarístico nasceu em Lion, na França, em 1873. Maria Emilia Tamisier, em oração na capela do Mosteiro da Visitação em Paray-le-Monial – mesmo local em que duzentos anos antes santa Margarida Maria Alacoque tivera as revelações sobre o Sagrado Coração de Jesus – intuiu que “só a Eucaristia poderia mudar o mundo”. Contou com o apoio do padre Julião Eymard e do Papa Leão XIII para concretizar sua intuição. O 1º Congresso Eucarístico Internacional foi celebrado aos 28 de junho de 1881, em Lille, na França. Vários países tiveram oportunidade de sediar este evento. O 36º CEI foi realizado no Brasil, em 1955, no Rio de Janeiro.

O Congresso Eucarístico é definido como uma demonstração pública da fé pessoal, com implicações teológicas e espirituais, pastorais e missionárias, catequéticas e vocacionais, sociopolíticas e ecumênicas. O saudoso João Paulo II assim o caracterizou: “um grande evento eclesial que deve envolver cada Igreja particular, cada paróquia, cada comunidade religiosa e cada movimento eclesial. Todos devem sentir-se chamados a tomar parte no Congresso mediante uma catequese mais intensa sobre a Eucaristia e um sentido de adoração capaz de interiorizar a celebração do Mistério Pascal, com uma oração que transforma a vida toda numa oferta pela vida do mundo, segundo o exemplo de Cristo”. (João Paulo II, Roma, Jubileu do ano 2000).

Vejamos a seqüência dos Congressos Eucarísticos Nacionais (CEN): 1933: Salvador-BA; 1936: Belo Horizonte-MG; 1939: Recife-PE; 1942: São Paulo-SP; 1948: Porto Alegre-RS; 1953: Belém-PA; 1960: Curitiba-PR; 1970: Brasília-DF; 1975: Manaus-AM; 1980: Fortaleza-CE; 1985: Aparecida-SP; 1991: Natal-RN; 1996: Vitória-ES; 2001: Campinas-SP; 2006: Florianópolis-SC.

O XVI Congresso Eucarístico Nacional, que será celebrado em Brasília tem o seguinte tema: “Eucaristia, Pão da unidade dos Discípulos Missionários”. Este tema se inspira na V Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe, que aconteceu em Aparecida em maio de 2007. Em Aparecida, apresentou-se a riqueza da existência cristã a partir deste binômio: discípulo-missionário. O discípulo missionário de Jesus Cristo se alimenta do Pão eucarístico, para que possa fortalecer-se na fé, na esperança e na caridade; para que não desfaleça por causa das dificuldades do caminho. A Eucaristia também gera a unidade da Igreja: Jesus Cristo, pelo Sacramento do seu Corpo e Sangue, cria a comunhão da sua Igreja, seu Corpo Místico.

O XVI CEN terá como lema bíblico o convite dos discípulos de Emaús: “Fica conosco, Senhor!” (Lc 24, 29). Esta frase revela a fome de Deus que se encontra no coração de cada ser humano. Ela nos mostra que sem Cristo não temos sentido da vida, não encontramos a felicidade autêntica, enfim, permanecemos numa assustadora solidão. O Congresso Eucarístico Nacional de 2010 tem o objetivo de proclamar a todo o Brasil a alegria da fé em Jesus Cristo realmente presente na Eucaristia e de convidar todos os católicos a crescerem na adoração, na devoção e no amor a Ele, nosso misterioso companheiro de viagem.

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Padre Paulo Dionê Quintão

Alegrem-se quantos souberem que, após sua jornada nesta existência temporal, MARIA DA CONCEIÇÃO COELHO DE SOUZA continuará beneficiando os mais necessitados, especialmente as crianças e menores.

Viçosa inteira pode se alegrar com a generosidade desta sua filha. Com seu valioso presente à Paróquia Santa Rita de Cássia, engrossa as fileiras dos que sabem investir nas ações inspiradas no Reino de Deus. Doando todos os seus bens móveis e imóveis, (ou seja, um prédio de dois pavimentos com terraço, uma casa, algum recurso financeiro, móveis, eletrodomésticos e demais utensílios de sua residência), por meio de um testamento, Conceição fortalece as atividades sociais do Santuário, dando-nos a possibilidade de viabilizar mais do que um projeto, um verdadeiro sonho: o “Berçário e Creche Santa Rita de Cássia”.

O que significa tal gesto em nossos dias?

Trata-se de um consistente apoio ao voluntariado de nossas pastorais. Com a alegria dos servidores de Cristo, seu exemplo contagia a sociedade e faz a esperança florescer, pois os pequenos serão agraciados com esta nova obra social, desenvolvida no patrimônio por ela doado. Seu desprendimento fará com que tantos excluídos se sintam agora amados e acolhidos.

Foi com enorme alegria, portanto, que o Conselho Paroquial de Assuntos Econômicos recebeu a generosa doação, colocando-a disponível para a concretização do Projeto Centro de Educação Infantil Santa Rita de Cássia – Berçário e Creche, um sonho da Pastoral da Criança e do Menor, gerenciado pelas Religiosas Consagradas Irmãs Oblatas de Nazaré.

A atitude de Maria da Conceição Coelho de Souza, uma pessoa tão conhecida na sociedade viçosense, bibliotecária da UFV, apresenta na grandiosidade de seu amor ao próximo um belo exemplo de confiança nas iniciativas pastorais da Igreja.

Chegando à Casa do Pai, nossa benfeitora testemunha o que narram as Escrituras: “Permanecer no teu amor Senhor é o meu maior desejo” (Sl 39(40); Jo 15,9). Somente quem permanece no Amor é capaz de partilhar, em espírito de autêntica gratuidade, o que de Deus recebeu, oferecendo seus bens, colocando-os em disponibilidade como faziam as primeiras comunidades cristãs apresentadas em Atos dos Apóstolos.

Quando descobrimos que seria inviável usar o antigo Centro de Pastoral, apartamento 211 do Edifício Padre Carlos, mudamos logo sua finalidade para atender às oficinas da Pastoral do Menor e encontros de Catequese. E o berçário? E a Creche? Local? O que a gente quase se esquecia é que onde Santa Rita age, até o impossível acontece… A solução caiu do Céu! Que Deus dê a Conceição a recompensa eterna pelo bem que seu testamento vai proporcionar a tantas crianças, como era o seu sonho.

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Padre Paulo Dionê Quintão

O olhar de Deus sobre a história humana é sempre um olhar de esperança. O coração de Deus é tecido com músculos replenos do ágape que jorra incessante em direção à obra criadora. O colírio da fé purifica nossos olhos e nos dá uma abordagem alvissareira do futuro da humanidade. Nossa mística é o aprendizado da pedagogia divina.

Olhemos com esperança para o novo ano que abre as cortinas de novas oportunidades. Tudo só continuaria a mesma coisa se nos acomodássemos. Se nos deixarmos contagiar pelo espírito de partilha descobriremos claramente o que nos realiza como seres humanos. O altruísmo é a elucidação do projeto de Deus para nós. Uma comerciária certa vez me disse: “Em meu trabalho, durante o ano inteiro, cada funcionário cede uma parcela de seu salário para formar mensalmente cestas básicas que socorrem pessoas desempregadas”. Este testemunho demonstra consciência da extensão dos problemas sociais.

A cidadania é o despertador que libertou tanta gente da sonolência do indiferentismo. Tem feito o povo reconhecer que não basta amparar as goteiras. É preciso consertar o telhado estragado. Este novo ano é tempo propício para uma boa reforma na cobertura, pois serão realizadas eleições para a Presidência da República, Senado, Câmara Federal, Governo Estadual e Assembléia Legislativa. Quem sabe todos perceberão que nossas escolhas têm a ver com o empobrecimento da população, a indigência e a mendicância? Enfim, tem a ver com o próprio orçamento familiar, as políticas públicas e tudo o que pode mudar este País?

E a Copa do Mundo?

O Campeonato Mundial de Futebol ocasiona o congraçamento entre os povos, valorizando a vida saudável. Tendo alcançado o pentacampeonato em 2002; permitido a Itália chegar ao mesmo patamar em 2006, agora o Brasil entra no ritmo da vibração em busca do “EXA”. A mesma cidadania que nos veste de verde e amarelo para torcer pela vitória deverá ajudar-nos a ficar atentos aos candidatos em campanha eleitoral. A coincidência dos eventos não nos impedirá de votar no Brasil que queremos. O foco voltado para as seleções e, de modo especial, a nossa é claro, não há de ser o ópio da população. Ninguém pense que ficará mais fácil para continuar empurrando “goela a dentro” a intragável metodologia de condução desta nossa Pátria pouco amada pelos que vilipendiam suas riquezas, sucateando seus recursos naturais, empregando mal do dinheiro público.

Quem sabe este novo ano desponte no horizonte com um recado de cidadania? Quem sabe o Brasil priorize a pessoa humana em lugar da economia de mercado? Quem sabe o despertar da solidariedade nos ajude na construção da unidade em torno de quem acredita na vida? Os que doaram uma cesta de Natal ou um brinquedo, para fazer sorrir uma criança, ainda podem mudar este País, pois acreditam e apreciam a vida. Não perderam o encanto com a mais preciosa riqueza que possuímos: nós mesmos.

Não há obstáculo que possa deter a força do amor. A inteligência, por vezes, se coloca a serviço de interesses paralelos à vida plena. Com o amor é diferente. Quem ama não faz guerra, não agride o meio ambiente com especulação imobiliária e outros, nem terrorismo oriundo de fanatismo religioso ou poderio econômico. Santo Agostinho disse: “Ama e fazes o que queres”. Quem ama acerta o caminho da vida e é solidário. Os que se abrem ao amor de Deus poderão fazer deste novo ano O BANQUETE DA VIDA!

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O Banquete da Vida 16/01/2010
Visita Pastoral 06/12/2009
Novembro, Mês do Dízimo 30/10/2009
Outubro: Mês do Santo Rosário 20/10/2009
Setembro, mês da Bíblia Gincana Bíblica 31/08/2009
Dia do Padre 27/07/2009
Os Motoristas 14/07/2009
Sagrado Coração de Jesus 07/06/2009
O sentido das coroações de Maria 04/05/2009
Entrevista com Padre Paulo Dionê Quintão 29/03/2009
São José 27/02/2009
Alternativas para o Carnaval 21/01/2009
Centro de Educação Infantil: Santa Rita de Cássia (Berçário e Creche) 14/01/2009
Sebastião, mártir da fé 12/01/2009
Repartir a Luz de Cristo 03/12/2008
Festa de Santa Luzia 01/12/2008
Ata do Lançamento e Bênção da Pedra Fundamental da Igreja Matriz de São João Batista – Viçosa – MG 13/10/2008
Carnaval: a alegria está no ar 07/10/2008
Campanha da Fraternidade 07/10/2008
Semana Santa 07/10/2008
A propósito da Semana Santa 07/10/2008
Três Festas 07/10/2008
Um anjo de bondade 07/10/2008
Um Mosteiro na Cidade 07/10/2008
Uma Jovem Pastoral 07/10/2008
Crônica da Instalação Canônica 07/10/2008
Dom Luciano, que saudades! A Luz foi morar no Céu 07/10/2008

Visita Pastoral


Pároco do Santuário Santa Rita de Cássia. Jubileu de Prata Sacerdotal 1984 - 2009
E-mail: santuariosrc@lince.tdnet.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Padre Paulo Dionê Quintão

A cada dia cresce a consciência de que somos uma Igreja em estado permanente de Missão. Isto nos põe diante da iluminação do cotidiano com o impulso evangelizador que não nos permite perder tempo. As palavras do Apóstolo Paulo “Ai de mim se eu não evangelizar” repercutem em nossa consciência como um alerta.

Não seria diferente a realidade da presença do Pastor que vem compartilhar o convívio com o Rebanho de Cristo confiado aos seus cuidados de pai espiritual. Os dias quatro, cinco e seis de dezembro de 2009 ficarão registrados nos anais da vida missionária da Paróquia Santa Rita de Cássia, com a realização da VISITA PASTORAL de Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Puxando o fio da história. Tudo começou no auge do Ciclo do Ouro, ocasião em que a região dos garimpos gerou a fartura financeira com as riquezas das Gerais. Tinha-se o dinheiro, porém o mercado não estava abastecido de alimentos e congêneres. Tal situação deu origem à expansão das fazendas; época em que a colonização alcançou as verdes matas batizadas como Santa Rita do Turvo.

Sinais de fé e devoção também faziam parte da bagagem das caravanas. Foi no lombo dos animais cargueiros, escalando morros e descortinando encostas, atravessando rios, vales e montanhas que a devoção a Santa Rita de Cássia veio aportar-se nestas paragens. Alojou-se na alma do povo e veio transpondo as colinas e vales da História destes séculos em que SANTA RITA DE CÁSSIA tornou-se a mais consolidada referência na expressão de fé desta urbe universitária.

A visita pastoral é uma rica experiência missionária. Desde a organização da agenda do Pastor que, em nome do Senhor, vem nos visitar, até a execução de todos os eventos.
Somos uma comunidade evangelicamente iluminada pela fé. Fé genuína, brotada do coração de Cristo com o nosso Batismo nele e sustentada pela Palavra que se fez carne e se espalhou pela história no testemunho apostólico de ontem e de hoje. Pois que os Bispos são sucessores dos Apóstolos.

Bradamos aos céus, invocando as luzes e ação do próprio Deus em nosso favor: Vinde, ó Espírito Santo, as nossas almas visitai. Vinde rezar em nós para o louvor de Deus Pai que é nosso único bem. Vós sois o Consolador, o dom do Deus Altíssimo. Vinde rezar em nós, para o louvor do Filho que é nosso Irmão Ressuscitado. Iluminai-nos e derramai em nossos corações o Vosso amor. Vinde rezar em nós, para o vosso louvor e o vosso santo modo de operar. Espírito Santo, que por Maria nos destes o Salvador. Fazei-nos, com Maria, bendizer a Deus para sempre. Por vossa inspiração abraçamos a vida de discípulos missionários. Fazei, por intermédio de Santa Rita de Cássia, que vivamos sempre como irmãos e irmãs. Nós vos pedimos, ó Deus, a plenitude do Espírito Santo, para podermos partilhar o que somos e temos.

Através da Visita Pastoral, possam nossas comunidades descobrir a melhor maneira de serem, cada vez mais, verdadeiras seguidoras de Cristo, realizando a vocação à santidade.

Artigos de

A bênção João de Deus 14/04/2011
Centenário de Dom Oscar de Oliveira 07/02/2011
O sentido do Rosário 30/09/2010
Senhor Bom Jesus 04/09/2010
Os Diáconos na Igreja 09/08/2010
Pastoral da Pessoa Idosa 03/07/2010
Santos de junho 02/06/2010
Um século de doação 29/04/2010
O trabalho doméstico 15/04/2010
A propósito da Semana Santa 28/03/2010
Congressos Eucarísticos 08/03/2010
Um presente que caiu do Céu 20/02/2010
O Banquete da Vida 16/01/2010
Visita Pastoral 06/12/2009
Novembro, Mês do Dízimo 30/10/2009
Outubro: Mês do Santo Rosário 20/10/2009
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São José 27/02/2009
Alternativas para o Carnaval 21/01/2009
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Sebastião, mártir da fé 12/01/2009
Repartir a Luz de Cristo 03/12/2008
Festa de Santa Luzia 01/12/2008
Ata do Lançamento e Bênção da Pedra Fundamental da Igreja Matriz de São João Batista – Viçosa – MG 13/10/2008
Carnaval: a alegria está no ar 07/10/2008
Campanha da Fraternidade 07/10/2008
Semana Santa 07/10/2008
A propósito da Semana Santa 07/10/2008
Três Festas 07/10/2008
Um anjo de bondade 07/10/2008
Um Mosteiro na Cidade 07/10/2008
Uma Jovem Pastoral 07/10/2008
Crônica da Instalação Canônica 07/10/2008
Dom Luciano, que saudades! A Luz foi morar no Céu 07/10/2008

Novembro, Mês do Dízimo


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Padre Paulo Dionê Quintão

pastoral-do-dizimob

Desde 1994 a Arquidiocese de Mariana implantou o dízimo. Quanto mais o tempo passa, consolida-se este testemunho bíblico. A maneira como as comunidades reúnem e administram seus recursos é sempre uma expressão de fé. A acolhida por parte do povo veio de encontro ao espírito solidário e participativo desta pastoral. É Deus mesmo que nos inspira o comprometimento comunitário.

O dízimo, décima parte, seria algo vétero testamentário, não se levasse em conta o espírito de tal prática. Em suas origens está latente o que ganha uma clareza meridiana no Novo Testamento: é preciso partilhar. Quem não partilha não é fraterno, portanto, não segue o mandamento maior: O AMOR. Sem estabelecer o percentual, a pastoral do dízimo nos chama a dar o “Óbulo da viúva”, ou seja, não somente de nosso supérfluo, mas também do que nos é necessário. A generosidade é a marca e não o valor quântico. Varia entre muito menos de dez por cento até muito mais.

A conscientização constante é o segredo capaz de salvaguardar os valores maiores trazidos por este modo de ser comunidade eclesial. Sem a iluminação das reflexões bíblicas, os membros da comunidade se distanciam deste direito e dever que a todos compete. Por isso, tem sido constante o empenho dos evangelizadores, através de cursos, encontros, visitas missionárias e tantas outras iniciativas.

Além de ser uma rica expressão de partilha, a Pastoral do Dízimo dá um belo sentido à nossa caminhada, ajudando-nos a viver o espírito das primitivas comunidades que, através da fração do pão, tinham tudo em comum, (Atos 2, 42).

Uma das interessantes experiências tem sido o Dízimo Mirim. Coordenado pela catequese, tem feito sucesso nas comunidades que já o implantaram.

Eis o recado ao Pequeno Dizimista:

“Tudo que existe é de Deus. Ele deixou para nós, porque nos ama muito. Do que recebemos, temos que separar uma parte e entregar no altar da Igreja que freqüentamos. Este é o nosso dízimo. É para agradecer a Deus, por tudo que Ele nos dá. O que todos levam é usado para comprar o que a Igreja precisa, para ela ajudar os missionários e os mais empobrecidos.

Cabe a você, separar o seu dízimo. O que você separar, ponha no envelope e deixe no altar, na hora do ofertório. Você e seus amigos devem fazer a oração do pequeno dizimista, antes de entregar o Dízimo:

Meu Senhor e meu Deus. Aqui está o meu dízimo. Estou agradecendo por tudo que tenho. Minha família, minha comunidade e minha vida.

Peço que o Senhor me ajude a separar o bem do mal.

Quero ser seu amigo, porque sei que o Senhor já é o meu melhor conselheiro. Preciso muito de sua ajuda para escolher o que vou fazer quando for grande.

Prometo, que nunca vou abandonar a Igreja e jamais negarei o Dízimo.

Sei que ser Dizimista é pouco. Quero participar mais. Quero ser um pequeno missionário. Mostre-me o que devo fazer. Senhor, conte comigo!”

É assim que as equipes desta pastoral querem nos ajudar a caminhar em espírito de partilha e fraternidade.

Artigos de

A bênção João de Deus 14/04/2011
Centenário de Dom Oscar de Oliveira 07/02/2011
O sentido do Rosário 30/09/2010
Senhor Bom Jesus 04/09/2010
Os Diáconos na Igreja 09/08/2010
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Santos de junho 02/06/2010
Um século de doação 29/04/2010
O trabalho doméstico 15/04/2010
A propósito da Semana Santa 28/03/2010
Congressos Eucarísticos 08/03/2010
Um presente que caiu do Céu 20/02/2010
O Banquete da Vida 16/01/2010
Visita Pastoral 06/12/2009
Novembro, Mês do Dízimo 30/10/2009
Outubro: Mês do Santo Rosário 20/10/2009
Setembro, mês da Bíblia Gincana Bíblica 31/08/2009
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Sagrado Coração de Jesus 07/06/2009
O sentido das coroações de Maria 04/05/2009
Entrevista com Padre Paulo Dionê Quintão 29/03/2009
São José 27/02/2009
Alternativas para o Carnaval 21/01/2009
Centro de Educação Infantil: Santa Rita de Cássia (Berçário e Creche) 14/01/2009
Sebastião, mártir da fé 12/01/2009
Repartir a Luz de Cristo 03/12/2008
Festa de Santa Luzia 01/12/2008
Ata do Lançamento e Bênção da Pedra Fundamental da Igreja Matriz de São João Batista – Viçosa – MG 13/10/2008
Carnaval: a alegria está no ar 07/10/2008
Campanha da Fraternidade 07/10/2008
Semana Santa 07/10/2008
A propósito da Semana Santa 07/10/2008
Três Festas 07/10/2008
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Um Mosteiro na Cidade 07/10/2008
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Dom Luciano, que saudades! A Luz foi morar no Céu 07/10/2008

Outubro: Mês do Santo Rosário


Pároco do Santuário Santa Rita de Cássia. Jubileu de Prata Sacerdotal 1984 - 2009
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Padre Paulo Dionê Quintão

Para facilitar a edificação espiritual de todos, a Igreja se interessa na criação de tempos fortes de oração. Foi com este objetivo que o Papa Leão XIII consagrou o mês de outubro ao Rosário. Desde então, seus sucessores corroboraram este pensamento por meio de palavras e exemplos. Destacamos o Papa Paulo VI, em sua Encíclica Christi Matri, recomendando tal devoção, sem nos esquecer do saudoso João Paulo II que criou os Mistérios Luminosos.

Pela meditação dos mistérios do Rosário, os ensinamentos, exemplos e as atitudes de Jesus Cristo vão sendo assumidas de maneira espontânea na vida de quem recita esta prece litânica.

Embarcando na contemplação do Rosário, estaremos devidamente equipados para navegarmos seguramente, mesmo em meio às ondas revoltas enquanto adentramos no mar desta história. Com certeza, aportaremos tranqüilamente na cidade de Deus.

Trata-se de uma leitura orante da Palavra de Deus. Vinte vezes é recitada a oração bíblica do Pai Nosso. As duzentas Ave Marias, em sua primeira parte, referem-se ao Evangelho: Lc 1, 42. Dos vinte mistérios, dezenove são textos bíblicos. O único que não é diretamente bíblico é o que aborda a Assunção de Maria, ainda assim foi declarado dogma de fé pelo Papa Pio XII, a 1/11/1950 – “O que ligares na terra será ligado no céu…” – Cf. Mt 16,18s.

Embora o Rosário não seja uma oração litúrgica, traduz o testemunho da conservação de inúmeros valores, dignos de serem cultivados pela espiritualidade de pessoas doutas ou pouco instruídas. Isto, graças ao ritmo litânico em que se desenrola, pela temática evangélica que apresenta, pela fusão da expressão oral com a meditação interior que o define.

A contemplação do Rosário é uma profunda reflexão sobre a Encarnação, a Vida Redentora, a Luz do Reino e a Ressurreição de Jesus e daquela que se tornou o instrumento mais direto de que Deus se serviu para entrar na História da humanidade: Maria de Nazaré.

Nos mistérios gozosos celebramos a alegria, presente existência temporal e de maneira plena no Céu. Os mistérios luminosos nos apresentam Jesus como Luz do mundo, anunciador do Reino; os dolorosos nos ajudam a fazer a ligação dos sofrimentos humanos à Paixão do Senhor, conforme o Apóstolo Paulo nos ensina na Carta aos Colossenses. Nos mistérios gloriosos meditamos no “já agora” e no “ainda não” do Reino definitivo. Trata-se da vida na Glória celeste. Inaugurada por Jesus, com a ressurreição; antecipada por Maria e todos os que lá personificam a comunidade dos salvos.

“Nossa Senhora é uma Rosa. Rosa mística de amor. Num Rosário de louvor, duzentas rosas A circundam carinhosas. Aves e Santas-Marias, castíssimas melodias! E vinte cravos de luz: os Pais-Nossos de Jesus”. (Cf. Oliveira, Oscar de. “Nossa Senhora”. Mariana, Ed. Dom Viçoso, século XX).

A vida é um ROSÁRIO de alegrias, luzes, dores e glórias. Quem souber fazer desta oração bíblica um eficaz meio para exercitar sua espiritualidade, descobrirá a beleza e o perfume deste MÊS DO ROSÁRIO!

Artigos de

A bênção João de Deus 14/04/2011
Centenário de Dom Oscar de Oliveira 07/02/2011
O sentido do Rosário 30/09/2010
Senhor Bom Jesus 04/09/2010
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Um século de doação 29/04/2010
O trabalho doméstico 15/04/2010
A propósito da Semana Santa 28/03/2010
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Visita Pastoral 06/12/2009
Novembro, Mês do Dízimo 30/10/2009
Outubro: Mês do Santo Rosário 20/10/2009
Setembro, mês da Bíblia Gincana Bíblica 31/08/2009
Dia do Padre 27/07/2009
Os Motoristas 14/07/2009
Sagrado Coração de Jesus 07/06/2009
O sentido das coroações de Maria 04/05/2009
Entrevista com Padre Paulo Dionê Quintão 29/03/2009
São José 27/02/2009
Alternativas para o Carnaval 21/01/2009
Centro de Educação Infantil: Santa Rita de Cássia (Berçário e Creche) 14/01/2009
Sebastião, mártir da fé 12/01/2009
Repartir a Luz de Cristo 03/12/2008
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Carnaval: a alegria está no ar 07/10/2008
Campanha da Fraternidade 07/10/2008
Semana Santa 07/10/2008
A propósito da Semana Santa 07/10/2008
Três Festas 07/10/2008
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Um Mosteiro na Cidade 07/10/2008
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Setembro, mês da Bíblia Gincana Bíblica


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Padre Paulo Dionê Quintão

Tema: Evangelho de Lucas

1. O mérito particular do Evangelho de Lucas lhe vem da personalidade muito cativante de seu autor, que nele transparece continuamente. São Lucas é um escritor de grande talento e uma alma delicada. Elaborou sua obra de modo original, com um esforço de informação e de ordem. Pergunta: Qual era a profissão de Lucas?

2. Além do terceiro Evangelho, Lucas seria autor de mais algum Livro do Novo Testamento? Qual?

3. O capítulo quinze de Lucas é considerado o “coração da Bíblia”. Por quê?

4. Quais são as três “Parábolas da Misericórdia” narradas por Lucas?

5. Bem no primeiro capítulo de Lucas encontramos a narrativa do nascimento de João Batista e, em seguida, o anúncio do anjo sobre o nascimento de Jesus. Pergunta: Qual o nome do arcanjo que fez estes dois anúncios?

6. No episódio da Anunciação, qual foi a resposta de Maria ao anjo?

7. A quem Maria foi visitar após saber que seria Mãe do Salvador?

8. O Magnificat, descrito no capítulo primeiro de Lucas, versículos 46 e seguintes, foi entoado por Maria. Pergunta: Na casa de quem ela se encontrava quando proferiu este hino que é um verdadeiro resumo da História da Salvação?

9. No capítulo primeiro de Lucas encontramos o Hino de Maria, Magnificat; o Hino de Zacarias: Benedictus, quando o pai de João Batista glorificou a Deus dizendo: “Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque visitou e libertou o seu povo… (Lc 1,68-79). Pergunta: Quem proclamou o Hino Nunc Dimitis, (= agora Senhor…), que está narrado no capítulo segundo, a partir do versículo vinte e nove?

10. Quais foram os primeiros discípulos que Jesus chamou à beira do lago de Genezaré?

11. No capítulo quinto encontramos a vocação de Levi, posteriormente chamado Mateus. No momento do chamado ele se encontrava em seu trabalho. Pergunta: Qual era a profissão de Levi?

12. No capítulo sexto do terceiro Evangelho notamos que, depois de passar toda a noite em oração, Jesus chamou os discípulos e escolheu doze dentre eles para ser apóstolos. Lucas mostra Jesus sempre em oração antes e depois das grandes decisões. Pergunta: Quais os nomes dos Doze Apóstolos?

13. No capítulo nono do Evangelho de Lucas percebemos como Jesus quis preparar seus discípulos para suportarem a terrível prova de Sua Paixão e Morte. Pergunta: Qual episódio ocorreu para esta preparação? Dica: É o mesmo episódio meditado no quarto mistério luminoso do Rosário.

14. Lucas narra de modo resumido a Oração da Fraternidade. Pergunta: Em que capítulo e versículos do Evangelho de Lucas está a narração da oração do Pai Nosso?

15. No capítulo 17, a partir do versículo 11, encontramos o episódio da cura dos dez leprosos. Notamos como Jesus curou todos eles. Pergunta: Quantos deixaram de voltar para agradecer a Jesus?

16. Qual o nome da árvore que Zaqueu subiu para ver Jesus passando pelas ruas de Jericó?

17. A Paixão de Jesus, segundo Lucas, começa basicamente com a Ceia Pascal e a instituição da Eucaristia. Pergunta: Em que celebração da liturgia da Igreja é reatualizado o que está descrito no capítulo 22, versículos 19 e 20 do terceiro Evangelho?

18. Onde Jesus se encontrava quando disse as palavras do capítulo vinte e dois, versículo quarenta e dois?

19. O Padre Antônio Vieira, clássico orador e grande literato que trabalhou no começo da evangelização no Brasil, fez os seguintes comentários sobre a frase que Jesus disse ao “Bom Ladrão”, no Calvário: “Hoje mesmo – (que pressa!) – estarás comigo – (que companhia!) – no Paraíso – (que recompensa!).” Pergunta: Em qual capítulo e versículo de Lucas encontramos esta frase que Jesus disse ao bom ladrão?

20. O desfecho do terceiro Evangelho é com a Ressurreição de Cristo e Sua aparição aos discípulos de Emaús. Pergunta: De quantos capítulos é composto o Evangelho de Lucas?


Respostas:

1. Médico

2. Sim. Atos dos Apóstolos

3. Porque nele estão descritas as três parábolas da misericórdia.

4. A Parábola da Ovelha Perdida; da Moeda Perdida e do Pai Misericordioso ou Filho Pródigo.

5. Arcanjo Gabriel

6. Lucas 1, 38: “Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!”

7. À sua prima Isabel, conforme está descrito em Lucas 1, 39ss.

8. Na casa de Zacarias e Isabel.

9. O velho Simeão (cf. Lc 2, 25)

10 Simão, André, Tiago e João. (cf. Lc 5, 1-11)

11. Cobrador de Impostos. Encontrava-se na coletoria. (Lc 5, 27s)

12. Leia em Lucas capítulo sexto, versículos catorze a dezesseis.

13. A Transfiguração (cf. Lc 6, 28-36)

14. Lucas 11, 2-4

15. Nove.

16. Sicômoro. (Cf. Lc 19, 4)

17. Na Eucaristia (= Missa)

18. No Monte, (= Jardim ou Horto), das Oliveiras.

19. Lucas 23, 43.

20. Vinte e quatro.

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Repartir a Luz de Cristo 03/12/2008
Festa de Santa Luzia 01/12/2008
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Carnaval: a alegria está no ar 07/10/2008
Campanha da Fraternidade 07/10/2008
Semana Santa 07/10/2008
A propósito da Semana Santa 07/10/2008
Três Festas 07/10/2008
Um anjo de bondade 07/10/2008
Um Mosteiro na Cidade 07/10/2008
Uma Jovem Pastoral 07/10/2008
Crônica da Instalação Canônica 07/10/2008
Dom Luciano, que saudades! A Luz foi morar no Céu 07/10/2008

Dia do Padre


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Padre Paulo Dionê Quintão

Os que convivem mais de perto comigo, desde a infância, especialmente meus familiares, sabem o quanto sempre calou fundo em minh’alma cinco letras capazes de emoldurar um sonho: PADRE. Agora que 25 ANOS se passaram, alegro-me por cultivar este primeiro e único amor. Um ministério ontologicamente enraizado em minha pessoa.

A união hipostática permitiu a Jesus ter Sua Pessoa revestida de duas naturezas: divina e humana. Esta lhe deu a possibilidade de ser Sacerdote: dom e oferta apresentados a Deus. A natureza divina proporcionou caracteres infinitos à oferenda. Este foi o jeito que Deus descobriu para dar totalidade ao gesto a Ele oferecido. Qualquer oferta humana, mais generosa que fosse, seria incompleta, seja quanto à adoração, louvor, súplica ou reparação. Em Jesus Cristo, reúne-se a humanidade inteira em perfeita oferenda ao Pai, pela força do Espírito Santo.

Sustentado pelo Espírito Santo, Jesus cumpre o projeto que o Pai lhe confiara. Antes, porém, de seu retorno com a ascensão, Ele institui o sacramento do amor: a Eucaristia. A nova e eterna Aliança é o acontecimento simbólico, (no sentido de reunir tudo), de toda a missão do Verbo encarnado na história. Trata-se do propósito Divino de “reunir todos em Cristo”. Na última Ceia e primeira Missa que Jesus ofereceu, reúne-se Sua vida e morte. Gesto que manifesta o infinito amor de Deus.

Jesus que esgotou a totalidade da Salvação em sua vida, paixão, morte e ressurreição, deu dinamicidade ao que, na verdade, é ininterrupto; a Redenção não cessa seus efeitos. Em cada pessoa, em toda a história, Ele quer reatualizar sua missão salvífica. Aqui nasce o ministério Sacerdotal.

Ser Padre é, pois, agir in persona Christi, sendo orientado (=ordenado) por Ele para Lavar os Pés da Humanidade, ou seja, prestar-lhe o serviço da salvação. Ser Padre é entregar a vida para Jesus e, com Ele, n’Ele e por Ele, tornar-se oferta gratuita à humanidade.

Ser feliz por ser Padre não depende de prestígio popular, muito menos de status quo. Não se vincula a êxitos administrativos, sociais ou políticos; nem mesmo ao sucesso externo das ações pastorais. Depende, isto sim, de ser um com Jesus Cristo. Este último fundamento favorece a abertura à ação da graça sacramental, onde Deus age através da natureza humana e possibilita a eficácia da missão do sacerdote como: ALTER CHRISTUS. Sendo, pois, um OUTRO CRISTO, nenhum encargo, dentro ou fora da instituição eclesiástica, ultrapassa ou sequer alcança tamanha honra e igual responsabilidade.

curadars

O Ano Sacerdotal, 2009-2010, inspirou-se no 150º aniversário da morte de São João Maria Vianey, o Cura D’Ars, cuja festa litúrgica fez de 4 de agosto o DIA DO PADRE.

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