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Evangelho da Semana: Mc 16, 15-20

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

IDE POR TODO O MUNDO E PREGAI O EVANGELHO

Nossa caminhada agora é rumo a Pentecostes, uma certeza vai invadir o meu/seu coração dizendo-nos para que fiquemos em Jerusalém e esperemos o cumprimento da palavra. Nesta semana a nossa reflexão passa pelo chamado a produzir frutos unidos a videira.

Evangelho de 24/05/09 – Mc 16, 15-20

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

15. E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.

16. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.

17. Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas,

18. manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.

19. Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus.

20. Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

PASCOA!

São Máximo de Turim, define a Páscoa como uma passagem “dos pecados à santidade, dos vícios à virtude, da velhice à juventude, que se entende não em idade, mas em simplicidade. Éramos de fato decadentes pela velhice dos pecados, mas pela ressurreição de Cristo fomos renovados na inocência das crianças” [1]

Ide por todo mundo e pregai o evangelho

Nesta semana Jesus nos fala algo realmente imperativo, ou seja, nos dá uma ordem “ide por todo o mundo e pregai o evangelho”. A nós ligados a realidade universitária, profissionais do reino Ele diz “ide às universidades, às salas de aulas, aos laboratórios, ide pelo campus e pregue a toda criatura”. Isso inclui pregar aos nossos colegas, mas também aos nossos professores, aos servidores, aos pesquisadores e a todas as pessoas da realidade acadêmica.

Uma coisa que nestes dias somos chamados a refletir dentro deste contexto é sobre a motivação que muitos de nós cristãos temos, ou não temos, para cumprir este mandato de Jesus. A salvação chegará somente ao que crer, e São Paulo ao escrever aos Romanos[2] ensina “como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue?”

Embora possa parecer para alguns que missão é coisa do passado, é coisa somente de gente consagrada, pregar o evangelho é um mandato de Jesus a todo batizado e a única forma de levar as pessoas a se tornarem crentes em Jesus e sua doutrina.

Muitos de nossos colegas estão buscando preencher suas carências, o vazio de valores interior em coisas totalmente mundanas e desconectadas com a salvação. Nossa missão na universidade é pregar a todos. Muitas vezes, a melhor forma de exercitar a pregação, principalmente em um meio tão hostil à palavra de Deus hoje como é a universidade será através de um verdadeiro testemunho de fé.

Já nos ensinou Dom Helder Câmara “cuidado com a maneira de viver o evangelho, pois ela poderá ser a única forma de evangelho que muitas pessoas poderão ver” e naturalmente a nossa vida plena do Espírito Santo será sempre a melhor pregação. E então nossos colegas crerão e serão salvos.

Estes milagres acompanharão os que crerem

Jesus deixa claro que todos os que crerem serão acompanhados por sinais sobrenaturais. Os sinais não acompanharão apenas os pregadores, missionários, mas todos que crerem. Carismas extraordinários não são privilégios de alguns, ao contrário são para todos. Comecei meu trabalho de evangelização há quase trinta anos. Num primeiro momento pensava que os milagres eram para os grandes pregadores, padres, bispos, etc. E aos poucos o Espírito Santo foi realmente desvendando esta palavra e então entendi que “mortais” como eu também poderiam e deveriam tomar posse desta palavra e na força dela realizar a missão. Desejo testemunhar que os sinais e prodígios acompanham a minha vida missionária desde o início de minha caminhada.

Caros amigos, os carismas,- inclusive os extraordinários- são instrumentos poderosos, eficazes para serem utilizados por todos nós e estarão mais presentes em nossa missão, principalmente na universidade, ou na realidade do trabalho, tanto quanto mais abertos formos ao Espírito Santo.

Estamos na semana que antecede a celebração litúrgica de Pentecostes, portanto desejo exortá-los a buscarem a plenitude da vida no espírito. Que nesta semana possamos dedicar um bom tempo a refletir sobre as promessas e o desejo de Jesus em sermos batizados no espírito e que recebamos forças para sermos “testemunhas até os confins do mundo[3]”- isso inclui as universidades.

Não se deve ter medo destas manifestações, ao contrário, elas são ferramentas que nos auxiliarão no exercício da nossa missão e são também sinais de que cremos no Senhor.

Pregaram por toda a parte

São Paulo escreve ao jovem Timóteo “prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instrui[4]r”. Nós membros do MUR, participantes da Renovação Carismática Católica, trazemos conosco o desejo de difundirmos a cultura de Pentecostes e suas particularidades. A primeira manifestação em Pentecostes foi a de falar em outras línguas, depois vemos o discurso inflamado de Pedro acerca de Jesus, do que acontecia naquele momento. Neste episódio no cenáculo em Jerusalém percebe-se a sintonia, o cumprimento desta palavra refletida agora. A manifestação em outras línguas pode ser assemelhada a toda parte, ou seja, a todos os povos, a todas as culturas.

Na universidade estas palavras encontram terreno fértil para serem vivenciadas. Somos exortados por Jesus a pregar com os sinais segundo os versículos anteriores, mas agora estamos sendo conduzidos a pregarmos com os carismas extraordinários e a toda parte, a todo tipo de gente na universidade. A todo tipo de linguagem, por mais estranha que seja devemos também nós pregar a palavra de Deus. Assim como Timóteo foi estimulado por Paulo, somos exortados a pregar, insistir, repreender acerca da doutrina de Jesus. Somente assim encheremos a universidade da doutrina de Jesus.

Ao buscar-se a experiência do Pentecostes pessoal e comunitário experimenta-se Jesus Cristo ressuscitado e a graça de anunciá-lo ao pessoal da física, da biologia, da matemática, das humanas, enfim a todas as línguas existentes no âmbito acadêmico.

O Senhor cooperava com eles

Temos um privilégio de servirmos um Senhor como Jesus, que a cada passo avançado nos confirma na missão. Abençoa o pouco que a Ele é apresentado e faz deste pouco sinal de salvação a muitos. Ao desejar fazer Jesus conhecido, ele derrama sobre o crente o Espírito Santo e com ele os carismas necessários ao pleno êxito do exercício da missão. O Senhor é quem realiza a obra, nós apenas apresentamos os dois pães e os cinco peixes que temos, então Ele os abençoará e nos pedirá para distribuirmos a todos. E o resultado será semelhante ao narrado na multiplicação dos pães. “Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios[5]”.

Amados, o Senhor deseja saciar a todos na realidade universitária ou no seu trabalho. Faça a experiência. Apenas anuncie, pregue, exorte, instrua. FAÇA A EXPERIÊNCIA!

Então você perceberá que o maior abençoado pelo seu gesto será você mesmo, sua família, sua comunidade e assim por diante.

Inseridos numa comunidade universitária onde já existe evangelização, juntemo-nos e partamos ao encontro dos outros, em suas repúblicas, salas de aulas, laboratórios, campus, e até mesmo em outras universidades.

Quanto mais missionários formos, mais perceberemos o Senhor junto de nós cooperando conosco, com a nossa missão, pois ELE É UM DEUS FIEL e irá confirmar com milagres e prodígios o nosso anúncio.

SE EU PUDESSE PEDIR-LHES APENAS UMA COISA, PEDIRIA QUE FOSSEM VERDADEIRAMENTE MISSIONÁRIOS. NO SENIDO LITERAL DA PALAVRA.

Reflexão final

A ordem de ir por todo o mundo e pregar o evangelho foi dada por Jesus, e da execução desta ordem dependerá a salvação dos nossos irmãos na universidade.Se eu anunciar, alguém crerá. Se crer se salvará. Você deseja a salvação ou a perdição dos seus amigos/colegas?

Uma vida carismática é o desejo de Jesus. Embora alguns digam que estes sinais foram para o tempo de Jesus, a palavra de Deus não fica ultrapassada nunca e muitos dos que crêem estão vendo seu apostolado ser acompanhado de sinais e prodígios e colhem frutos maravilhosos.

LEMBRE QUE MILAGRES E PRODIGIOS FORAM PROMESSAS DE JESUS AOS QUE CREEEM. EU CREIO, E VOCÊ?

Fomos constituídos na fé para sermos pregadores. Entendo que, se conheci o Deus Espírito Santo, a conseqüência direta do meu relacionamento com Ele será a pregação da doutrina de Jesus e em nosso caso isso se dará na realidade universitária.

Amigos, Deus abençoará a todos nós que dizemos o nosso sim, e nos honrará no exercício da nossa missão,pois estamos a serviço do Reino Dele e para a Glória Dele.

NÃO EXITE! PREGUE, TESTEMUNHE, ANUNCIE, EXORTE, CORRIJA, EM NOME DE JESUS AVANCEMOS.

PENTECOSTES É A NOSSA VOCAÇÃO.

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

[1] S. Massimo di Torino, Sermo de Sancta Pascha, 54,1 (CC 23, p. 218).

[2] Rom 10, 14

[3] At 1 , 8

[4] II Tim 4,2

[5] Mt 14, 20

Evangelho da Semana: Jo 15, 9-17

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Fernando Galvani

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

NÃO FOSTES VÓS QUE ME ESCOLHESTES, MAS EU VOS ESCOLHI A VÓS

Nossa caminhada agora é rumo a Pentecostes, uma certeza vai invadir o meu/seu coração dizendo-nos para que fiquemos em Jerusalém e esperemos o cumprimento da palavra. Nesta semana a nossa reflexão passa pelo chamado a produzir frutos unidos a videira.

Evangelho de 17/05/09 – Jo 15, 9-17

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

9. Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor.

10. Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor.

11. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa.

12. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo.

13. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos

.

14. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando.

15. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.

16. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda.

17. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

PÁSCOA!

São Máximo de Turim, define a Páscoa como uma passagem “dos pecados à santidade, dos vícios à virtude, da velhice à juventude, que se entende não em idade, mas em simplicidade. Éramos de fato decadentes pela velhice dos pecados, mas pela ressurreição de Cristo fomos renovados na inocência das crianças” [1]

Eu vos amo

O amor de Jesus por cada um de nós é o mesmo amor do PAI, ou seja, amor que foi capaz de dar o seu próprio filho para nos salvar. SAmados, somos amados por Jesus com amor eterno, que nos conhece desde antes que fossemos formados no ventre materno. E a maior graça de Deus em nossa vida acontece ao sermos Batizados no Espírito Santo, que nada mais é que uma certeza que invade nossa vida, nossa mente, compreensão, todo nosso ser: de que somos amados por Deus. SOMOS AMADOS ASSIM COMO NÓS SOMOS.

DESEJO PARTILHAR-LHES QUE UMA FRASE SIMPLES MUDOU A MINHA VIDA H A 30 ANOS.

AO CHEGAR EM UM ENCONTRO, FUI RECEPCIONADO COM A AFIRMAÇÃO: JESUS TE AMA! RECORDO-ME COMO SE FOSSE AGORA, UMA GAROTA COM UM SORRIZO LINDO ACOLHENDO-ME COM ESTAS PALAVRAS.

AMADOS ESTAS PALAVRAS MUDARAM A MINHA VIDA, FUI PROFUNDAMENTE ENVOLVIDO COM A FORÇA DESTA AEXPRESSÃO, E FUI TOCADO NO AMAGO DE MEU SER E REALMENTE EXPERIMENTEI O AMOR DO PAI POR MIM E ME TORNEI UMA NOVA CRIATURA.

Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós

«Deus ama quem dá com alegria» (2 Co 9,7). O melhor meio de manifestar a nossa gratidão a Deus, assim como aos outros, é aceitar tudo com alegria. Um coração alegre concilia-se naturalmente com um coração abrasado pelo amor.

Que nada possa inquietar-nos, até ao ponto de nos encher de tristeza e desencorajar-nos, arrebatando-nos a alegria da Ressurreição. A alegria não é uma simples questão de temperamento quando se trata de servir a Deus e às almas; ela está sempre a receber e essa é uma razão forte para nos esforçarmos por adquiri-la e fazê-la crescer em nossos corações.

Mesmo que tenhamos pouco para dar, não obstante ficará a alegria que brota dum coração enamorado de Deus.

Por todo o mundo há pessoas famintas e sedentas do amor de Deus. Nós respondemos a esta carência quando semeamos a alegria. Ela é também uma das melhores defesas contra a tentação. Jesus não pode tomar plena posse duma alma senão quando ela se Lhe abandona alegremente. (Madre Tereza de Calcutá) [2]

E nós que ministramos na universidade devemos ter a certeza de que um dos maiores dons que poderemos oferecer a universidade é a alegria. ALEGRIA QUE BROTA DA CERTEZA DE QUE JESUS RESSUCITOU.

Recordo-me de uma ocasião onde um grupo de mais de quinze amigos, colegas de faculdade, dentre eles um professor, estavam juntos para fazerem o uso de drogas (maconha) então tomavam o cigarro de maconha e fumavam, em seguida passavam adiante. Naquele grupo havia juntamente comigo mais uma pessoa que era do Grupo de Oração e ao chegar a nossa vez, não usávamos a droga, apenas passávamos adiante. No dia seguinte alguns daqueles jovens nos procuraram e desejavam saber por que mesmo não fumando com eles estávamos tão alegres e felizes. Então, se criou a oportunidade de dizer-lhes o motivo da nossa alegria e vários deles foram evangelizados.

EVANGELIZAR COM ALEGRIA É SEMEAR COM A CERTEZA DA COLHEITA COM ANTECIPAÇÃO.

Amai-vos uns aos outros, como eu vos amo

Por que sofre o homem nesta terra? Por que suporta as dores e se sujeita aos males? Sofremos porque não somos humildes. O Espírito Santo habita uma alma humilde, dando-lhe a liberdade, a paz, o amor e a felicidade.

Sofremos porque não amamos os nossos irmãos. O Senhor disse: “É por isto que todos saberão que sois Meus discípulos: Se vos amardes uns aos outros” (Jo 13, 35). Quando amamos um Irmão, o amor de Deus vem a nós. O amor de Deus é de uma grande doçura; é um dom do Espírito Santo, que não se conhece em plenitude senão pelo Espírito Santo. Mas existe um amor moderado, o amor que o homem obtém quando se esforça por cumprir os mandamentos de Cristo e receia ofender a Deus; e também esse é bom. Temos de nos esforçar todos os dias por fazer o bem e por aprender, com todas as nossas forças, a humildade de Cristo.

Neste verso também somos colocados em xeque, pois somos chamados a amar com o AMOR DE CRISTO, não é um amor de poesia, de musica. Ao contrário é com o Amor de Deus.

A UNIVERSIDADE PRECISA URGENTEMENTE DE UM BANHO DESTE AMOR, O AMOR DE CRISTO! QUE CADA UM DE NÓS POSSA SE DEIXAR INSTRUMENTALIZAR POR ESTE AMOR E SEJA ESTE O SINAL QUE JESUS VIVE.

Algo que materializa este amor na realidade universitária seria a minha preocupação com o meu irmão. Como estaá o desempenho acadêmico dele? Posso ajudá-lo em alguma matéria? Posso diminuir algum tipo de sofrimento dos meus amigos? Saudades de casa, da família. Dificuldades financeiras, adaptação a nova realidade, um grande gesto com os calouros, auxilio na alocação dos calouros nas repúblicas e moradias estudantis. Calouradas cristãs.

OUTRA FORMA CONCRETA DE AMAR AOS NOSSOS IRMÀOS SERIA APRESENTAR-LHES A COMUNIDADE CRISTÃ, ASSIM ELE TERÁ A OPORTUNIDADE DE UMA VIVENCIA FRATERNA NO DESERTO DA VIDA UNIVERSITÁRIA. FALE A TODOS OS SEUS AMIGOS SEM MEDO, COM OUSADIA. FALE DE JESUS, DA IGREJA, DA RCC, DO MUR E NOSSAS ATIVIDADES.

Amigos

“Amigo é coisa pra se guardar/ No lado esquerdo do peito / Mesmo que o tempo e a /

Distância digam não / Mesmo esquecendo a canção / O que importa é ouvir / A voz que vem do coração” [3]

Umas das coisas mais gostosas e belas das minhas recordações do tempo da universidade são os amigos. Como fui agraciado com bons amigos no tempo da faculdade. Éramos uma família, nossa comunidade em Viçosa era muito abençoada com pessoas que realmente tinham o dom da amizade. Ocupávamos-nos uns com os outros, a dificuldade de um, era do outro e vice-versa. Reuníamos-nos para um lanche quando não tinha refeição no RU (restaurante universitário), nos reuníamos para rezar e rezávamos noite adentro, cuidávamos uns dos outros, nos intrometíamos nos problemas nas repúblicas, nas famílias. Não tinha internet, email, celular,… Mas nos comunicávamos com profundidade, sabíamos das dificuldades uns dos outros, éramos verdadeiros uns com os outros.

Como são agradáveis as lembranças dos amigos do tempo de faculdade. Também nos exortava Dom Luciano Mendes [4] que tão importante quanto evangelizarmos nossos amigos era uma amizade sincera e verdadeira para com nossos colegas de faculdade, principalmente para com aqueles que estavam muito distantes da família. Sempre nos exortava sobre a importância do dom da amizade.

Assim nos diz Jesus, já não vos chamo servos, mas amigos. SER AMIGO DE JESUS E POR OPÇÀO DELE É ALGO QUE EVOCA DE NÓS UM RESPOSTA A ALTURA.

VÓS SOIS MEUS AMIGOS SE FAZEI O QUE VOS MANDO. ENTÀO FAÇAMOS!

Vos escolhiEscolhi-vos, para que produzais frutos,…

Este versículo deveria ser refletido àa parte, pois é o cerne do nosso chamado, do chamado de cada um de nós. É pessoal! Fui escolhido. Fui Constituído por Deus para produzir fruto e um fruto que permaneça.

Meu amigo, irmão, filho, neto, bisneto,… É IMPORTANTE QUE VOCE TENHA ESTA CERTEZA DE QUE VOCÊ FOI ESCOLHIDO, CONSTITUIDO POR DEUS PARA A MISSÃO CONFIADA A VOCÊ EM SUA FACULDADE OU TRABALHO.

Tenho absoluta certeza de que “Deus não escolhe os capacitados, mas ao contrário ELE capacita os escolhidos” para que produzam frutos e frutos que permaneçam.v

Nesta questão, desejo também exortar a todos aqueles que hoje exercem algum tipo de liderança, coordenação, serviço em nosso meio, para que estejam atentos na preparação de quem vai dar continuidade ao trabalho hoje realizado. Com a minha/sua formatura ou mudança de trabalho, o que hoje é realizado em sua faculdade/trabalho, como obra de evangelização terá continuidade?

UM GRANDE DESAFIO É O EDE PASSARMOS A TOCHA AINDA ACESA AO QUE VIRÁ DEPOIS DE NÓS. PORTANTO, DEVEMOS AJUDAR NA PREPARAÇÀO ADEQUADA DOS QUE NOS SUCEDERÀO. CASO CONTRÁRIO, MUITOS TRABALHOS DE EVANGELIZAÇÀO, QUE HOJE SÀÃO COMO OASIS EM MEIO AO DESERTO DAS FACULDADES DEIXARÀO DE EXISTIR E SERÀO APENAS PARTE DA HISTÓRIA.

Ultimamente tenho rezado com uma visão de uma corrida de revezamento, onde o corredor com um bastão passa o bastão ao corredor seguinte e nesta revelação duas coisas chamam a atenção: 1) O corredor não deixa o bastão cair ao passá-lo adiante e 2) o corredor da etapa seguinte sempre é mais veloz que o anterior.

Com isso entende-se que é necessário passar o bastão adiante sem que ele caia e a equipe seja desclassificada, e para isso é necessário bastante treinamento, cuidados, atenção. E que as pessoas por nós preparadas sejam melhores do que nós, que sejam mais zelosas com a obra do que nós o fomos.

AMADOS! SEJAMOS ZELOSOS COM A OBRA DE DEUS CONFIADA A CADA UM DE NÓS. LEMBREMO-NOS DA PARABOLA DOS TALENTOS, MULTIPLIQUEMOS! NÃO ENTERREMOS OS DONS DE DEUS.

Reflexão final

Deus é amor e Jesus nos ama com o amor de Deus. Isso é mais forte do que qualquer realidade na vida do homem/mulher. Se deixar inebriar por esta realidade é a graça do Batismo no Espírito Santo (BES). E como estamos caminhando rumo a Pentecostes, este momento com o auxilio da novena de Pentecostes será uma excelente oportunidade de experimentar esta graça.

A alegria é fruto do Espírito e é companheira dos amigos de Deus. Se desejarmos ser alegres deve-se ter claro que a verdadeira fonte esta em Deus e na observação da sua palavra. Da observância da palavra nos vem a plenitude da alegria.

O amor de Deus e a Deus não existe somente em palavras, mas se materializa em ações na realidade universitária, que eu possa ter a sensibilidade para servir aos irmãos, a igreja, a comunidade naquilo que realmente seja necessário. E no meio universitário uma boa forma é sendo testemunha da verdade, buscando-a e por ela trabalhando.

A amizade é uma das grandes riquezas do tempo de faculdade e uma amizade em Deus e com Deus é algo que não cabe do lado esquerdo do peito. Ficará para eternidade.

Ser escolhido por Deus é uma graça imensurável, e nós temos o privilégio de o sermos neste momento da história. QUE FAÇAMOS A OPÇÀO POR PRODUZIR FRUTOS QUE PERMANEÇAM, ASSIM COMO DESEJA JESUS.

SE ASSIM O FIZERMOS, PODEREMOS PEDIR O QUE QUISERMOS E NOS SERÁ CONCEDIDO

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

[1] S. Massimo di Torino, Sermo de Sancta Pascha, 54,1 (CC 23, p. 218).

[2] Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade uma Coisa Bela para Deus

[3] Canção da América – Milton Nascimento

[4] Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida – Ex-Arcebispo de Mariana

Evangelho da Semana: Jo 10, 11-18

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Fernando Galvani

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

O BOM PASTOR

Nossa caminhada agora é rumo a Pentecostes, uma certeza vai invadir o meu/seu coração dizendo para que fiquemos em Jerusalém e esperemos o cumprimento da palavra.

Evangelho de 03/05/09 – Jo 10, 11-18

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

11. Eu sou o bom pastor. O bom pastor expõe a sua vida pelas ovelhas.

12. O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas.

13. O mercenário, porém, foge, porque é mercenário e não se importa com as ovelhas.

14. Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim,

15. como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai. Dou a minha vida pelas minhas ovelhas.

16. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor.

17. O Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar.

18. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar, como tenho o poder de a reassumir. Tal é a ordem que recebi de meu Pai.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

PASCOA!

São Máximo de Turim, define a Páscoa como uma passagem “dos pecados à santidade, dos vícios à virtude, da velhice à juventude, que se entende não em idade, mas em simplicidade. Éramos de fato decadentes pela velhice dos pecados, mas pela ressurreição de Cristo fomos renovados na inocência das crianças” [1]

O bom Pastor

No domingo passado Jesus nos ensinou meditando sobre os pescadores, e nesta semana Ele nos chama a reflexão através dos pastores.

Os pastores na realidade de Israel possuem uma particularidade, pois é um país de poucos campos (pastagens). Ao contrário, possui muitas pedras e neste cenário de difícil movimentação é que os pastores cuidam das ovelhas, conduzindo-as por entre as pedras, caminhos difíceis e protegendo-as dos assaltantes e animais selvagens. Neste cenário também não se sabe da existência de cercas, portanto mais dificuldade ainda na atividade de pastorar.

É neste cenário de muitas dificuldades que Jesus vem e cria a sua identidade, pois mesmo sabendo das dificuldades do pastoreio Ele é categórico ao afirmar, mais de uma vez, que ELE É O BOM PASTOR.

Amados mesmo diante das dificuldades do campo por onde andamos, por onde somos conduzidos, ou seja, no âmbito universitário, lá em nossas salas de aulas, repúblicas, laboratórios ou no trabalho. É BOM SABERMOS QUE TEMOS UM BOM PASTOR. JESUS!

JESUS O BOM PASTOR ESTA CONOSCO PARA NOS PROTEGER CONTRA OS ASSALTANTES DA NOSSA FÉ, DOS NOSSOS SONHOS, NOSSOS PROJETOS, NOSSOS IDEAIS DE UM MUNDO MELHOR.

Expõe a sua vida

Aqui vemos Jesus dizer que expõe a sua vida pelas suas ovelhas. Na semana santa acompanhamos JESUS dando sua vida. ELE foi além do que disse! muito mais que expor a sua vida ELE deu a sua vida. E neste contexto ainda do bom pastor, muitos de nós somos servos na igreja, particularmente nos grupos, nas universidades, nos grupos de partilha… Então temos aí um exemplo sublime a ser seguido. Que possamos também dar a nossa vida pelas ovelhas que nos foram confiadas.

Somos chamados a expor nossas vidas, e aqui entendo que este chamado, extrapolando a vida biológica. Ao darmos o nosso sim à missão, ao serviço na igreja, principalmente na universidade seremos chamados a nos expormos, em nossos valores, sonhos, projetos, relacionamentos, para que as “nossas ovelhas” também continuem com vida.

Numa ocasião ganhei um cartão que continha uma foto de uma vela acesa em fundo escuro, uma vela grande e bonita, como um círio. O dizer do cartão era: “toda vela para dar luz precisa se consumir”. E por muitas vezes os dizeres deste cartão foram meu apoio para não desistir da missão, foi onde encontrei forças para continuar a dar a vida pela evangelização na universidade e pelos valores do reino no mercado de trabalho. Mesmo sem desejar, sabia que somente poderia dar a luz com minha morte, com meu consumo.

AMADOS, SE DESEJARMOS SALVAR VIDAS PRECISAMOS PERDER A VIDA. A NOSSA! A MINHA, A SUA!

Jamais seremos vencedores se não perdermos o medo de nos expormos. Em qualquer situação onde “nossas ovelhas” estiverem em risco, já temos um bom exemplo a seguir. JESUS! Caso façamos a opção por abandonar as nossas ovelhas não poderemos reclamar se formos avaliados como mercenários, lobos, … São eles os responsáveis pela dispersão.

Dispersa as ovelhas

Se em nossos GOUs, GPPs, existem este perfil de pessoa, ou seja, aquele que dispersa as pessoas ao invés de agrupá-las, de conduzi-las ao aprisco, a pastagens abundantes, então estamos diante de um lobo. Aquele que não ajunta comigo, espalha, já dizia Jesus. E quem espalha em nossas comunidades precisa ser exortado, com muito amor, mas precisa saber que este fruto não provém do Espírito Santo.

Precisa principalmente ser evangelizado. Alguns até nem agem assim por maldade, apenas por falta de evangelização. Jesus deseja que todos se salvem, cuidemos, portanto, para que todo espírito de dispersão em meio as nossas comunidades, grupos e atividades seja dissipado.

Renunciemos a toda palavra que produz a dispersão, a desmotivação, o desânimo. Ao contrário, busquemos a força do Espírito Santo e então seremos testemunhas da UNIDADE.

Conheço as minhas ovelhas

Algo que tenho certeza em minha caminhada, é que Jesus conhece a mim de forma pessoal. Como bom pastor ELE tem convivência com a ovelha, então a conhece de forma pessoal. Sabe as manias, as fraquezas, os medos, as vontades e muito mais. Da mesma forma, as ovelhas por conviverem com o pastor, também lhes conhecem a voz.

Desejo partilhar-lhes mais. Certa ocasião estive um tempo estudando em uma região fora do Brasil e como estagiário de veterinária em uma fazenda, numa temporada de muito frio e neve. Então os animais recebiam uma suplementação nutricional, pois não havia nada para comerem, literalmente nada. A alimentação era dispensada aos animais para que eles não desfalecessem.

Coube-me neste tempo distribuir também a alimentação às ovelhas. E neste exercício de trabalho compreendi bem parte destas palavras de Jesus. Quando saia com o caminhão para levar a alfafa para as ovelhas bem antes de chegar ao pasto, elas já percebiam a minha vinda e já saiam ao meu encontro. A temperatura neste local era abaixo de -20°C e mesmo assim elas conheciam quem estava a caminho e o que levava a elas. POR ISSO ELAS VINHAM AO MEU ENCONTRO.

CONHECIAM-ME PELO BARULHO DO CAMINHÃO E SABIAM QUE ERA SEGURO SAIREM AO MEU ENCONTRO, QUE MESMO NO FRIO, TERIAM COMIDA EM SEGURANÇA. ASSIM É JESUS CONOSCO!

QUEM É NOSSO PASTOR? CONHECEMOS A SUA VOZ? TEMOS IDO AO ENCONTRO DELE?

Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco

O bom pastor sabe que nem todas as ovelhas estão ainda em seu rebanho, e deseja conduzi-las também. Neste tempo onde o pluralismo religioso esta cada dia mais evidente é necessário também o socorro do Espírito Santo. Assim conseguiremos dialogar com outras culturas e delas extrair os valores do evangelho e com a sabedoria do Espírito evangelizá-las.

Somos chamados a prestar contas do nosso testemunho de unidade em nossas realidades de evangelização. Desejo pedir-lhes como pai, que façamos todo esforço por contribuir para que sejamos um só rebanho e tenhamos um só pastor.

TODO ESFORÇO SEMPRE SERÁ POUCO NO SENTIDO DE AVANÇARMOS NA UNIDADE. QUER SEJA DENTRO, OU FORA DO NOSSO MOVIMENTO, IGREJA, COMUNIDADE, GRUPO SOCIAL.UM SÓ REBANHO: É O MAIOR TESTEMUNHO DOS CRISTÀOS AO MUNDO MODERNO.

Reflexão final

Uma grande alegria é a certeza de quem é nosso bom pastor. Quem cuida de nós, de nossas famílias e amigos?

JESUS cuida de mim, jamais temerei! E você?

O Salmista cantou assim: “de onde me virá socorro? O meu socorro virá do Senhor, criador do céu e da terra. Ele não permitirá que teus pés resvalem; não dormirá aquele que te guarda. Não, não há de dormir, nem adormecer o guarda de Israel. O Senhor é teu guarda, o Senhor é teu abrigo, sempre ao teu lado”. (Sal 120 1-5)

ESSE É O MEU PASTOR!

Como ovelha de Jesus, conheço realmente a sua voz? Escuto-a? Atendo aos seus apelos?

Aquele que cuida e ajunta é o pastor, mas ao contrário o que espalha é o lobo. O que temos sido em nossas comunidades?

O maior testemunho que podemos oferecer ao mundo é o da unidade. Não apenas com discursos, mas com atos e morte aos nossos pontos de vista quando eles espalham mais que ajuntam.

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

[1] S. Massimo di Torino, Sermo de Sancta Pascha, 54,1 (CC 23, p. 218).

Evangelho da Semana: Jô 20, 1-9

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Fernando Galvani

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

Novo tempo Litúrgico

ENTRAMOS NOI TEMPO PASCAL. JESUS RESSUCITOU, ALELUIA!

Após uma temporada especial de oração, jejum e esmola. Onde o cristão pode ser forjado por Deus e permitir ser criada uma nova criatura (cf. II Cor 5, 17), chega-se após a reflexão da paixão e a morte de Jesus ao ápice da nossa fé, ou seja, RESSURREIÇÃO. SIM JESUS RESSUCITOU. ALELUIA!

— Cantai cristãos, afinal:/ “Salve, ó vítima pascal!”/ Cordeiro inocente, o Cristo/ abriu-nos do Pai o aprisco.
— Por toda ovelha imolado,/ do mundo lava o pecado./ Duelam forte e mais forte:/ é a vida que enfrenta a morte.
— O rei da vida, cativo,/ é morto, mas reina vivo!/ Responde, pois, ó Maria:/ no teu caminho o que havia?
— “Vi Cristo ressuscitado,/ o túmulo abandonado./ Os anjos da cor do sol,/ dobrado ao chão o lençol…
— O Cristo, que leva aos céus,/ caminha à frente dos seus!”/ Ressuscitou de verdade./ Ó Rei, ó Cristo, piedade!

Evangelho de 12/04/09 – Jô 20, 1-9

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

1. No primeiro dia que se seguia ao sábado, Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro.

2. Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram!

3. Saiu então Pedro com aquele outro discípulo, e foram ao sepulcro.

4. Corriam juntos, mas aquele outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro.

5. Inclinou-se e viu ali os panos no chão, mas não entrou.

6. Chegou Simão Pedro que o seguia, entrou no sepulcro e viu os panos postos no chão.

7. Viu também o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus. Não estava, porém, com os panos, mas enrolado num lugar à parte.

8. Então entrou também o discípulo que havia chegado primeiro ao sepulcro. Viu e creu.

9. Em verdade, ainda não haviam entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dentre os mortos.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

PASCOA!

São Máximo de Turim, define a Páscoa como uma passagem “dos pecados à santidade, dos vícios à virtude, da velhice à juventude, que se entende não em idade, mas em simplicidade. Éramos de fato decadentes pela velhice dos pecados, mas pela ressurreição de Cristo fomos renovados na inocência das crianças” [1]

Maria Madalena

Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro. Ao ler estas linhas nascem em mim algumas indagações: 1) Teria ela ido ao sepulcro também no sábado? 2) Por que tão cedo ? 3) Por que ela a primeira a ir ao sepulcro ? 4) Será que sabia de alguma coisa “confidencial”?

As respostas a estas indagações não podem ser mais importante do que realmente deseja o autor evidenciar, ou seja, quanto maior o pecado outrora perdoado, maior será o amor (cf. Lc 7,47). E este fato faz me perceber também a semelhança da minha vida com a de Maria Madalena, ou seja, também sou pecador, e como ainda o sou, assim como ela precisou da misericórdia de Jesus, eu também preciso. Assim como ELE a perdoou, assim também ELE o faz comigo, com você, com todos os que se arrependem dos pecados. Então até aqui se percebe que somos semelhantes à Maria Madalena, mas ao mesmo tempo em que se percebe a semelhança, também se percebe uma grande diferença.

As indagações perdem a relevância, diante do fato de que a narrativa deseja nos mostrar o quanto ela amava a Jesus, pela nova vida a ela doada, e neste ponto entendo que a nossa semelhança desaparece, pois ela usou de todos os artifícios/oportunidades para que, mesmo depois de morto mostrar a Jesus o seu amor por ELE. E eu? E você?

Maria Madalena foi logo cedo ao encontro de Jesus. E nós reservamos a ELE qual parte do nosso tempo? Vou a ELE logo pela manhã? Ou vou a ELE quando sobra tempo? Ou somente quando estou em apuros? Quando preciso de uma nota melhor para não ficar de exame final, ou algo assim? Na realidade universitária, nós temos tempo para muitas coisas: estudar ( e é nosso dever fazê-lo), para o lazer(festas, reuniões com amigos, esporte,…), tempo para visitar a família,… Mas qual tempo eu destaco para ir ao encontro de Jesus, como Maria Madalena nos ensina neste texto?

QUAL A IMPORTÂNCIA DE JESUS EM MINHA VIDA? PELOS ATOS DE MARIA MADALENA PERCEBE-SE A IMPORTÂNCIA DE JESUS NA VIDA DELA.

Correram a Pedro

Também pode se aprender muito com Maria Madalena e as mulheres que estavam com ela, pois assim que perceberam algo de diferente/errado foram correndo a Pedro e João narrar-lhes o fato e muitos dos nossos amigos na realidade universitária e no mundo do trabalho tem perdido a fé, ou sofrido ataques terríveis porque ao perceberem algo de errado, de diferente daqueles valores que aprendemos em casa, na nossa formação católica, não vamos a igreja, como aquelas mulheres o fizeram. Em nome da liberdade de expressão tem aparecido muitas mutações dos valores morais e religiosos no âmbito universitário principalmente. Urge que nossos grupos de oração universitários (GOUs) e nós, participantes, sejamos audazes, atrevidos, ousados, em externarmos a nossa fé, nossas convicções, pois assim aqueles que sofrem os ataques contra os valores cristãos possam se refugiar encontrem alguém que os ajude a encontrar o Cristo “desaparecido” de suas vidas, pela forma pagã de viver dominante no meio acadêmico.

Não sabemos onde o puseram

É lamentável a forma pela qual seguem alguns dos nossos irmãos, ou filhos,… em nossas comunidades religiosas na universidades. A desorientação quanto aos valores cristãos e morais é tamanha que nos deixa perplexos. E neste ponto desejo externar a minha alegria e também a alegria da igreja (manifestada através de nossos pastores- padres e bispos), por sermos uma opção de resgate destes valores na realidade universitária.

Muitos não sabem nada de Jesus e valores da igreja, absolutamente nada. E através das múltiplas atividades evangelizadoras, de acolhida, realizadas pelos nossos “Luquinhas” podem apontar um lugar onde esta Jesus e resgatar a vida de muitos jovens na realidade universitária. Muitos tem recebido através dos GOUs e suas atividades uma verdadeira redescoberta da sua fé e da sua missão no mundo como profissional do reino.

AMADOS FILHOS QUE ESTÃO NA TRINCHEIRA DA UNIVERSIDADE, ESTA BATALHA É ARDUA, DEMANDA CORAGEM E FORÇA, POR ISSO DESEJO ENCORAJÁ-LO A NÃO DESISTIR.
MESMO O ENFERMO DIGA: EU SOU GUERREIRO! (cf. Joel 4,10)

A Paixão e o Sudário

“Nenhuma representação artística da Paixão, porém, exerceu e exerce em todo tempo um fascínio comparável ao do Sudário. Não importa, de nosso ponto de vista, saber se o Sudário é «autêntico» ou não, se a imagem foi formada naturalmente ou artificialmente, se é somente um ícone ou também uma relíquia. O mais certo é que essa é a representação mais solene e mais sublime da morte que os olhos humanos contemplaram. Se um Deus pode morrer, este é o modo inadequado de representar sua morte.

As pálpebras abaixadas, os lábios juntos, os traços compostos do rosto: mais que um morto, tudo leva a pensar em um homem imerso em profunda e silenciosa meditação. Parece a tradução em imagem da antiga antífona do Sábado Santo: «Caro mea requiescet in spe», «minha carne repousa na paz». Também a antiga homilia sobre o Sábado Santo que se lê no Ofício das leituras adquire uma força particular lida diante do Sudário: «O que está acontecendo hoje? Grande silêncio e por isso solidão. Grande silêncio porque o Rei está dormindo…»[1]

A teologia diz-nos que à morte de Cristo sua alma separou-se do corpo como em todos homens que morrem, mas sua divindade permanece unida seja à alma, seja ao corpo. O Sudário é a mais perfeita representação deste mistério cristológico. Aquele corpo é separado da alma, mas não da divindade. Algo de divino alivia seu rosto martirizado, mas pleno de majestade do Cristo do Sudário.

Para se dar conta, basta comparar o Sudário com outras representações do Cristo morto feito pelas mãos de artistas humanos, por exemplo, o Cristo morto de Mantegna e mais ainda aquele de Holbein, o Jovem, no Museu de Basiléia, que representa o corpo de Cristo em toda a rigidez da morte e a incipiente decomposição dos membros. Diante desta imagem –dizia Dostoievski, que a tinha contemplado bastante em sua viagem– pode-se facilmente perder a fé[2]; diante do Sudário, ao contrário, pode-se encontrar a fé, ou reencontrá-la se foi perdida.

O rosto de Cristo do Sudário é como um limite, uma parede que separa dois mundos: o mundo dos homens pleno de agitação, de violência e de pecado e o mundo de Deus, inacessível ao mal. É uma praia sobre a qual quebram todas as ondas. Como se, em Cristo, Deus dissesse à força do mal isto que no livro de Jó diz ao oceano: «Até aqui chegarás e não passarás: aqui se quebrará a soberba de tuas vagas» (Jó 38, 11).

Diante do Sudário podemos rezar assim: «Senhor, fazei de mim o teu sudário. Quando deposto novamente da cruz, vinde em mim no sacramento de vosso corpo e de vosso sangue, que eu vos envolva com minha fé e o meu amor como em um sudário, de modo que os vossos contornos imprimam-se em minha alma e deixem também nela um traço indelével. Senhor, fazei do áspero e bruto tecido da minha humanidade o teu sudário!” [2]

Reflexão final

Entramos em um novo tempo litúrgico, a PASCOA, que nos convida a dizer com todas as nossas forças: JESUS RESSICITOU, ALELUIA!

Assim como Maria Madalena somos chamados a correr ao encontro do Senhor, anunciar que ELE não esta no túmulo, ao contrário que ELE VIVE!

Essa é a melhor noticia que pode ser dada a alguém. JESUS RESSUCITOU!

A missão de anunciarmos que algo esta desconforme aos valores cristãos assim como o fizeram as mulheres, dentre elas Maria Madalena é nossa. Levar isso a sério é uma forma de profetismo nos tempos moderno.

Da mesma forma, se nós pudermos ser uma resposta, um espelho, um modelo, um testemunho de onde está Jesus, muitos dos que estão perdidos procurando-O poderão ter em nós e nossas “comunidades eclesiais acadêmicas” um Oasis em meio ao deserto da caminhada acadêmica.

Devemos rezar com o pregador da casa pontifícia, “Senhor fazei de mim o teu sudário”. E ao rezarmos assim, com certeza será gerado em nós pela força do Espírito Santo um homem novo e as pessoas ao olharem para nós no âmbito universitário, ou no mundo do trabalho verão que de fato JESUS RESSUCITOU e dirão como João, viu e creu.

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

[1] S. Massimo di Torino, Sermo de sancta Pascha, 54,1 (CC 23, p. 218).

[2] Frei Raniero Cantalamessa, OFM – Sermões da quaresma. 07/04/06

Mais uma vez é Páscoa!

Diz-nos a fé e confirma-nos a liturgia da Igreja Católica que é Páscoa cada vez que celebramos a Eucaristia porque nela fazemos memória da entrega única e definitiva de Jesus Cristo para nossa salvação e remissão dos pecados. Mas, na sua pedagogia, a Igreja propõe-nos cada ano um tempo especial em que somos confrontados, não só com os factos históricos que envolveram a morte e ressurreição de Cristo, mas também com o seu enquadramento bíblico, com o que os profetas anunciaram e com o que o Espírito Santo ditou aos apóstolos que foram encarregados de espalhar a Boa Nova. E aqui estamos nós, a celebrar novamente os mistérios centrais da nossa fé, aqueles que justificam que permaneçamos juntos nesta caminhada para a Pátria definitiva e que nos empenhemos em dar aos outros possibilidade de viverem o Bem, a Verdade, a Beleza, a Paz, a Alegria, o Amor. Na verdade, se é tempo de olhar para trás, para o amor transbordante de Deus que tudo fez para nos salvar, se é tempo de Lhe darmos graças por tão grande ternura, é tempo de olhar para o lado, para tanto irmãos nossos, filhos do mesmo Pai, que ainda não O conhecem (ou conhecem mal) e que esperam, como toda a criação, a “manifestação dos filhos de Deus”. É tempo de lhes dizer que não há trevas, não há crise, que nos possam “separar do amor de Cristo” – e que isto não é uma alienação mas uma forma responsável de viver neste mundo, aqui e agora, solidários e actuantes na Cidade dos homens, construtores da Cidade de Deus. Que a Páscoa seja para todos nós alavanca de arranque para uma vida de comunhão mais fraterna. Que o Sangue derramado de Jesus não seja desperdiçado pela dureza e pelo fechamento dos nossos corações. Que a Alegria da Ressurreição nos conduza a uma atitude de partilha e de irradiação do Evangelho. Que a Paz esteja connosco, tal como Jesus desejou na tarde do primeiro dia da nova criação. Com muita amizade A equipa do EAQ em língua portuguesa Alberto, Berta, Bia, Cristina, Fernanda, José, Maria José, Luisa, Paula

Onde reina o amor, Deus aí está


“Chegada que foi a hora, Jesus pôs-se à mesa, e com ele os apóstolos. Disse-lhes: – Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer.” (Lc 22, 14-15). Essa expressão de Jesus se deu em um ambiente de profunda intimidade com aqueles que ele escolheu para serem não mais servos, mas seus amigos (João 15,15).

Encanta-me pensar na intensidade destas palavras; o nosso bom mestre expressando o desejo ardente de estar pela última vez com aqueles que ele escolheu e que, mais que quaisquer outros, puderam estar em intimidade com Ele.

Laços de amor concretos que não se abalaram mesmo com a traição, porque o traidor também estava à mesa e também era desejada a sua presença naquele lugar.

Jesus o bom mestre não é somente um Deus forte e onipotente, Ele é um Deus que expressou concretamente a nossa humanidade, de forma espetacular e sem meias palavras ou máscaras. Ele também sentia nossas dores humanas e também amava com amor humano, por isso mesmo derramou lágrimas de compaixão (Lc 19,41). Imagino que gostava de ficar na casa de Marta, Maria e Lázaro para falar das coisas do Pai, repartir o pão e saber se tudo estava bem por lá. (Lc 10,38) Além de sempre fazer visitas; como por exemplo a casa de Pedro onde curou a sua sogra. (Mt 8,14) Teve também o jantar na casa de Zaqueu (Lc 19,5) e tantas outras situações em que expressava laços cotidianos de amor.

Ao olhar para a humanidade do nosso Deus, somos convidados a pensar em nossa maneira de viver a vida com os irmãos, ou seja, será que desejamos ardentemente cear com aqueles que caminham conosco? Será que aceitamos e amamos aqueles que são traidores, prostituídos, hipócritas, ladrões? Como vivenciamos o nosso convite de sermos cristãos autênticos no seguimento Daquele que também nos chama?

Não nos deixemos enganar, não somos deuses para, com tanta contrição, agir como Jesus agiu, mas somos filhos de Deus e convidados a viver como cristãos. Portanto, se o bom mestre agia assim com expressões humanas, nós também conseguiremos, pois em nós abunda a graça de Deus.

O que acontece é que estamos tão fixados em nossas coisas que não encontramos tempo para cear com os irmãos, que dirá então, cear com Jesus na oração. É por este motivo que encontramos buracos imensos de desamor em toda parte do planeta, não desejamos ardentemente uma vida de intimidade, nunca temos tempo e muito menos vontade.

Por vezes reclamamos a falta de amor e atenção, adoecemos, agimos com violência e furor, para que assim o outro possa enxerga que também temos no coração um desejo enorme de ser olhado, amado e desejado.

Acredito que naquela ceia havia um clima de puro amor, humano e divino, se encontrando na emoção de corações em profunda intimidade. Tanto que era permitido até mesmo recostar a cabeça no peito do bom Mestre (Jo 13,23).

Homens tão diferentes, com intenções distintas e atitudes das mais variadas, reunidos para aprenderem a se amar, lavar os pés uns dos outros com resignação (Jo 13,5), porque onde reina o amor, Deus aí está.

Peçamos ao bom Mestre que nos retire de nós mesmos, que em primeiro lugar tenhamos o desejo de cear com Ele sempre. Assim aprendendo do Seu coração, que possamos também preparar sempre mais a mesa da nossa casa para que também aqueles que nos conhecem possam se alimentar da nossa presença; porque mais que o pão partido, ali se achava vida repartida e experimentada e por isso mesmo foi possível contar segredos, mesmo os mais dolorosos, afinal, Jesus ia partir para o Pai deixando a suprema lição: “deveis amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo” (Mt 22,38).

Que não seja preciso adoecer ou qualquer outra situação para estarmos juntos, Jesus disse, vai e faça o mesmo porque não lhes chamo servos, mas amigo. (João 15,15)

Semana Santa

Padre Paulo Dionê Quintão
Pároco do Santuário Santa Rita de Cássia. Jubileu de Prata Sacerdotal 1984 - 2009
E-mail: santuariosrc@lince.tdnet.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Flaviane Ferreira

Em espírito de unidade, as comunidades entram no clima da celebração dos atos que marcaram a última semana da presença temporal de Jesus junto à humanidade. Unidos queremos antecipar os sinais do Reino de Deus na História.

No coração deste Ano Missionário, por certo está a Páscoa do Senhor. Celebrada a cada momento na Eucaristia e, de modo solene, aos domingos, ela ganha maior destaque na SEMANA SANTA. Estamos atentos ao Ressuscitado que, nesta hora em que a violência nos assusta, por Ele somos impelidos a explicitar o sentido da vida “Navegando em águas mais profundas” (Lc 5,4).

Não nos falta inspiração para renovar a vitalidade da missão cristã. “Viver para Anunciar”, é um tema que nos mergulha no mistério Pascal do Cristo, levando-nos ao encontro das pessoas que receberam o sacramento do Batismo e estão afastadas da participação na Igreja, recordando que os “novos desafios exigem nova missão”.

Iniciamos o tempo da Quaresma com a abertura da Campanha da Fraternidade, cujas iniciativas concorrem para uma mudança de mentalidade. Trata-se do resgate da valorização da pessoa humana, pois a vida é inviolável.

Nesta época, a dimensão litúrgica promove celebrações penitenciais. Com isto, muitas pessoas se aproximam do sacramento da misericórdia. O exercício da Via Sacra ilumina nossas atitudes ao ver como Jesus enfrentou e venceu os sofrimentos.

A preparação mais próxima nos traz o SETENÁRIO DAS DORES DE MARIA. Corajosa e decidida, Ela enfrentou a dor sem arrefecer, colocando-se como Mãe solidária. Ao final do Setenário, é com a Imagem de Nossa Senhora das Dores que começamos as procissões.

Desde a liturgia vespertina de Ramos, à tarde e à noite de sábado, com a bênção e procissão de RAMOS, no domingo, começamos a Semana Santa.

Na segunda-feira santa, dentro da SEMANA MAIOR, cada comunidade busca meios que levam à interiorização do mistério da salvação: via sacra, celebração penitencial ou outros eventos do gênero.

Já na terça-feira santa realiza-se a cerimônia do ENCONTRO, com as imagens de Nossa Senhora das Dores e de Nosso Senhor dos Passos.

Na quarta-feira santa, além das celebrações das MISSAS, valoriza-se a LITURGIA DAS HORAS ou mesmo o OFÍCIO DIVINO DAS COMUNIDADES.

TRÍDUO SAGRADO DA PÁSCOA: É o núcleo da Semana Santa, com a MISSA IN COENA DOMINI e a cerimônia do LAVA-PÉS, na quinta-feira santa.

A Sexta-feira da Paixão do Senhor começa bem cedo, com a procissão da penitência. O dia é de recolhimento, jejum e abstinência de carne. “Assim Deus amou o mundo” – oferecendo a vida de seu Divino Filho para a nossa Salvação. O sermão das SETE PALAVRAS, às 12 horas, a SOLENE AÇÃO LITÚRGICA e, à noite, o DESCENDIMENTO DA CRUZ têm como desfecho a procissão do Enterro.

O Domingo da Ressurreição é ponto alto dos eventos litúrgicos, destacando as Missas e Procissão do Santíssimo Sacramento. Ao encerramento, o solene canto do Te Deum, Bênção do Santíssimo Sacramento e Coroação da Imagem de Nossa Senhora do Tiunfo.

Clique aqui para fazer o download de uma sugestão de roteiro para o SETENÁRIO DAS DORES DE MARIA

A propósito da Semana Santa

Padre Paulo Dionê Quintão
Pároco do Santuário Santa Rita de Cássia. Jubileu de Prata Sacerdotal 1984 - 2009
E-mail: santuariosrc@lince.tdnet.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Padre Paulo Dionê Quintão

O mistério de Cristo, celebrado intensamente na Páscoa, nos faz pensar se temos sido capazes de mudar nossa cruz de cada dia em ressurreição definitiva. Ao pé da cruz redentora do Senhor encontramos força e razão para seguir à frente. Faz-nos bem reconhecer o testemunho de quantos nos legaram o exemplo da fidelidade à Cruz. Isto nos dá coragem para assumir, com audácia e ternura, a obra da evangelização nesta aldeia global, onde o amor não recebe atenção adequada.

O símbolo da cruz torna sagrados os ambientes, manifestações sociais e particulares. Para não ser excluído ou manipulados em seu autêntico sentido, é importante ter sempre em conta os “crucifixos” de sempre: os idosos, doentes, pobres, explorados e as “minorias” em geral. No altar da Missa, a Cruz não só evoca a figura bíblica da serpente de bronze que Moisés elevou no deserto, (olhando para ela os hebreus picados pelas serpentes eram curados), mas prossegue para nós como o símbolo da fé dos que entendem que sem Deus a vida nem pode ser vivida de verdade. Que todos digam a nosso respeito, ao transformar a cruz em luz: “Alegraram-se os discípulos ao verem o Senhor” (Jo 20,20).

Aproxima-se a Semana Santa e vamos ter diante dos olhos os grandes sofrimentos de Cristo. Prenderam-no e escarraram em seu rosto, deram-lhe bofetadas, rasgaram seu corpo com um terrível chicote e coroaram-no com espinhos, isto é: colocaram em sua cabeça uma espécie de capacete com fortes espinhos que, furando a pele, tentavam penetrar em seu crânio. Mas, apesar de tudo, Jesus levou a sua cruz até o alto do Calvário. Lá, com as mãos e os pés traspassados, após três horas de terrível agonia, expirou.

E nos perguntamos: por que Jesus sofreu? E vem logo a resposta da Bíblia: para obter para a humanidade o perdão dos pecados. O pecado é de uma gravidade terrível, de uma malícia sem limites. É a ofensa a um Deus imensamente santo, é revolta contra o criador que nos cumulou de bens. A Cruz de Cristo foi a reparação necessária pelos nossos pecados.

Entretanto, tantas pessoas pensam que Nosso Senhor sofreu simplesmente para que pudéssemos afastar de nossas vidas os constrangimentos, problemas e dores. A Religião seria uma espécie de pára-raios, a garantia de uma existência suave, sem maiores transtornos. E, se lhes parece uma doença ou outra dificuldade, logo multiplicam promessas, novenas, velas acesas, etc. E, se o sofrimento não desaparece logo, perdem a Fé. Vão logo afirmando: “Para que rezar? Deus não ouve as minhas preces. Não adianta orar”.

Ó, como gostaria de deixar bem clara esta verdade! Cristo sofreu não para arrancar toda a cruz de nossas vidas, mas para dar-nos a força de levar esta cruz. Jesus não é uma espécie de seguro contra as dificuldades da existência, mas sim alguém que leva conosco a nossa cruz. Dá-nos a força de carregá-la, mas não a arranca, deixa-nos com ela. É o Cireneu ao nosso lado. Diz a Sagrada Escritura: “Era necessário que o Filho do Homem sofresse muito, mas depois ressuscitasse” (Mc 8,31). Para cada um de nós, com toda a verdade, podemos repetir as palavras da Bíblia. E como Jesus é claro neste ponto. Ele diz: “Se alguém quiser ser meu discípulo, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16,24).

Mas então não posso pedir a Deus que me cure desta doença, resolva para mim este problema ou afaste aquele sofrimento? É claro, Deus é Pai. Ama-nos com um amor imenso, infinito. Está sempre pronto a socorrer-nos. Jesus também, no Jardim das Oliveiras, suplicou ao Pai que o livrasse da Paixão. Orou assim: “Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice”, (na linguagem aramaica, esta expressão significa livrar do sofrimento). Mas logo acrescentou: “Todavia não se faça o que eu quero, mas, sim, o que tu queres” (Mt 26,39). Entregou-se completamente aos desígnios divinos. Como Jesus acrescentemos às nossas preces sempre um ato de aceitação do plano de Deus.

Muitas vezes, os sofrimentos são necessários, indispensáveis em nossa vida. Desapegam-nos dos prazeres mundanos, mostram-nos as realidades celestes, satisfazem pelos nossos pecados, iluminam as estradas da nossa vida e são preciosas oportunidades de méritos para a vida futura. Nunca Deus permite um sofrimento à toa em nossa vida, Deus quer sempre o nosso bem. Se, depois de nossas preces, não afasta do nosso caminho uma doença ou outra dificuldade é porque deseja a nossa verdadeira felicidade. Confiemos sempre em seu amor de pai. Abracemos, portanto, com generosidade a nossa cruz.

Três Festas

Padre Paulo Dionê Quintão
Pároco do Santuário Santa Rita de Cássia. Jubileu de Prata Sacerdotal 1984 - 2009
E-mail: santuariosrc@lince.tdnet.com.br
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Padre Paulo Dionê Quintão

No calendário cristão, o programa anual é marcado por datas que, por razões diferentes, quase todos esperam sua chegada. Uma delas é, sem dúvida, a Semana Santa. Entre o que se celebra e o sentido a que se atribui a tais eventos há sempre uma distância. Em todo caso, prevalece a esperança de que a boa vontade e o interesse genuíno dos que as lideram alcancem sempre um maior número de pessoas.

São muitas as abordagens que se podem fazer sobre os acontecimentos que foram destaque na última semana da vida temporal de Jesus. Poderíamos considerar que se trata de três grandes festas:

1 – A Entrada Messiânica em Jerusalém: O Evangelho atesta a entrada festiva de Jesus em Jerusalém, sob hosanas, vivas e aplausos de uma multidão de discípulos. É a festa do reconhecimento da realeza do Senhor. A revelação de que Ele veio resgatar o sentido do pastoreio e da missão do rei. É o que serve. Vem montado não em um cavalo, símbolo do poder, da força e dominação, mas num jumento, tal como profetizara Zacarias (Zc 9,9), montaria do pobre.

2 – A Celebração da Ceia do Senhor: Jesus antecipa, ao lado dos seus, a comemoração anual da páscoa judaica e os fatos salvíficos que se dariam no dia seguinte. Em gestos e palavras mostra como se doa pela libertação de toda a humanidade. Como testamento, resume toda a boa notícia numa palavra: Amor, amor-doação, amor-serviço. Confirma que é o Mestre. Deixa-nos a lição: como Mestre e Senhor, lavou os pés dos seus, (este era o trabalho dos escravos), para que seus seguidores traduzissem sua adesão a Ele por meio do serviço ao próximo. Institui o sacerdócio para dar perenidade a seu ato. Dá-nos, enfim, a si próprio como alimento na Eucaristia, ali instituída e atualizada em cada Missa.

3 – A Páscoa da Ressurreição: As duas primeiras festas são prefigurativas desta. Juntas constituem a Grande Festa da libertação da humanidade. Com a Páscoa do Senhor, abre-se a possibilidade da transformação. Nada mais pode deter a vida. Nem a morte, pois a Ressurreição sobre ela saiu vitoriosa. A luz que se acendeu na noite do nascimento do Salvador da humanidade veio alargando seu clarão até alcançar a todos com seus raios fulgurantes. Não há mais noite ou trevas capazes de embaraçar os passos dos filhos e filhas de Deus. Estamos livres para viver, amar e servir!