RCC Viçosa – Renovação Carismática Católica de Viçosa
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Evangelho da Semana (Lucas 7,11-17)

Michele da Silva Pinto
Serva atuante da RCC Viçosa, pertencente ao Grupo de Oração “Cenáculo do Senhor”
E-mail: mimenorddd@yahoo.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 11Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. 13Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chores!” 14Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” 15O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”. 17E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira, e por toda a redondeza.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Após o rico tempo da Páscoa, voltamos ao tempo litúrgico Comum, que não menos rico nos convida a participar das coisas de Deus no nosso comum de cada dia.

Neste domingo, o Senhor nos presenteia com o Evangelho da viúva de Naim: o fato da mulher ser viúva já nos remete a um estado de vida solitário e precário, pois ela já não tinha a companhia de seu marido, que provavelmente era ainda quem sustentava a casa. E agora, como se não bastasse, ela perde o seu filho único, quanto sofrimento deve ser para uma mãe enterrar seu filho… Jesus então se vê diante de uma mulher viúva, de uma mãe que perdeu o seu filho e assim o Homem-Deus, sentiu compaixão para com ela. Penso que até nós mesmos sentiríamos “compaixão” neste caso, como sentimos em tantos outros, talvez até mais comoventes nos dias atuais. Coloquei compaixão entre aspas, porque na verdade o que sentimos é apenas dó, porque a verdadeira compaixão é mais do que simplesmente, ver uma cena triste e ficar tocado com aquilo… Jesus nos ensina: Ele sentiu compaixão e falou àquela mulher, Ele não ficou de longe olhando, comentando com o seu grupo de amigos sobre as desgraças daquela mulher, nem pode seguir seu caminho depois de ter visto aquilo. Jesus, ao contrário, parou e falou com ela: ‘Não chores!’. Imagino eu que esta mulher tenha chorado ainda mais… como assim que alguém, um desconhecido, entra na sua vida em um momento tão difícil e pede logo que ela não chore? De um coração tão entristecido só podiam sair lágrimas sofridas. Mas, a verdadeira compaixão, transforma… e Jesus fez isso com a vida daquela família… com a vida daquele povo. Ao tocar o menino e lhe ordenar que levantasse, Jesus ergue também a sua mãe e os que estavam ali… e, porque não, também nós! A Palavra de Deus é viva e não importa o que vivemos hoje, podemos ter a certeza que Deus caminha conosco e dia-a-dia Ele nos vê, Ele nos fala, Ele nos toca, Ele nos faz renascer!

Muito me encanta a maneira como Deus visita o seu povo, e hoje Ele nos chama a observar esses momentos… nos convida a sermos presença dEle no mundo. Alimentados da Palavra e da Eucaristia, nós podemos e devemos levar Cristo aos outros, tendo sempre compaixão daqueles que não conhecem e não amam a Deus, daqueles que sofrem, daqueles que se afastaram do Primeiro Amor… mas uma compaixão ativa, que transforma… mesmo com poucas palavras, mesmo com poucos gestos!

Gostaria de aproveitar para partilhar uma linda experiência que tive estes dias. Desde Abril deste ano estou na cidade de Rennes, na França. Domingo passado fui a Pontmain, um vilarejo bem próximo daqui, no qual a Virgem Maria apareceu as crianças no século XVIII (só as crianças podiam vê-la). Foi uma aparição em um único dia, fruto da oração do padre daquele lugar, que desde que viu seus jovens irem para a guerra, todos os dias antes da missa acendia quatro velas a Nossa Senhora e colocava na intenção da missa a vida daqueles rapazes e o fim da guerra. Mesmo quando todos já estavam desanimados o padre os encorajava, pedindo que continuassem a confiar em Deus. As primeiras crianças a verem, eram irmãos de um rapaz que tinha ido para a guerra e todos os dias, como prometido ao seu irmão, eles rezavam 5 Pai-nosso e 5 Ave-maria, antes do jantar, pelo fim da guerra. No céu as crianças viram a mensagem: “Rezem meus filhos, o Senhor os atenderá em breve ● Meu Filho se deixa tocar”.

O Evangelho de hoje nos mostra que realmente Jesus se deixa tocar por nós, pelos nossos sofrimentos, pelas nossas dores, por nossas lutas diárias. Ele se deixa tocar por nossas orações, então rezemos… façamos como Nossa Mãezinha do Céu nos aconselhou, rezemos pelos nossos sacerdotes, para que permaneçam firmes no seu ministério, rezemos para que Deus toque o coração dos jovens e suscite novas e santas vocações sacerdotais. Rezemos e não percamos a esperança, porque Deus visita o seu povo!

Evangelho da Semana (João 20,19-31)

Michele da Silva Pinto
Serva atuante da RCC Viçosa, pertencente ao Grupo de Oração “Cenáculo do Senhor”
E-mail: mimenorddd@yahoo.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Michele da Silva Pinto

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!


19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.
20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.

21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”.
22E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.
24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!”
Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.
26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”.

27Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”.
28Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!”
29Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”
30Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. 31Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Páscoa é tempo de ressuscitar. Esse é o convite para nós a cada dia: morrer para o mundo e renascer em Cristo!

O Evangelho deste segundo domingo da Páscoa apresenta o que aconteceu oito dias após a ressurreição de Cristo: os discípulos estavam trancados no Cenáculo, com medo… apesar de tudo que já tinham visto, vivido e ouvido do próprio Cristo e de alguns irmãos, ainda não acreditavam de fato.

Mas Jesus continua a se manifestar e aqui se destaca a pessoa de Tomé com sua fé limitada, que na verdade só existiria se ele pudesse ver e tocar Naquele em quem deveria acreditar… para ele não bastavam o anúncio e os testemunhos que já tinha ouvido. Para surpresa de Tomé, Jesus aparece de novo a todos os discípulos e se dirige de maneira particular a ele… Jesus vem e diz diretamente a Tomé, e assim, lhe dá aquilo que ele disse ser necessário para crer que Jesus estava vivo.

Com certeza, o Senhor não fez isso para atender aos caprichos de Tomé, mas para deixar uma mensagem aos discípulos (e também a nós): “Não sejas incrédulo, mas homem de fé” (v.27b) e para anunciar: “Felizes aqueles que crêem sem ter visto” (v.29b).

Caríssimo e caríssimas vamos abrir os nossos olhos às diversas manifestações do Senhor… a cada instante somos contemplados com milagres Seus, afinal de contas, “Ele está no meio de nós”.

Precisamos parar com o que é supérfluo, com o que tapa os nossos olhos e ouvidos a Essa presença. Precisamos viver, dizer SIM à vida e dizer NÃO a toda cultura de morte, que nos paralisa no sepulcro frio e escuro e não nos abre a Vida e Ressurreição.

Creiamos nisso, creiamos que “Jesus Cristo é o Filho de Deus , para que crendo, tenhamos a vida em seu nome” (v.31).

A paz esteja convosco!!!!!

O Arcebispo do Rio de Janeiro escreve nota às vítimas das chuvas e diz: encaminharemos todas as doações que recebermos nas paróquias, para minimizar os sofrimentos das famílias. Seja ajuda material ou ainda a ajuda financeira, depositada na conta bancária da Cáritas Arquidiocesana, no banco Bradesco, Agência 0814-1, C/C: 48500-4.

Diante da calamidade pela qual passa nossa querida cidade do Rio de Janeiro, peço às paróquias de nossa Arquidiocese para acolherem os desabrigados, bem como às capelas, colégios e organismos arquidiocesanos para auxiliarem no socorro das suas necessidades, juntamente com os padres, religiosas e religiosos, somando esforços ao poder público e outras entidades, neste momento difícil. Também encaminharemos todas as doações que recebermos nas paróquias, para minimizar os sofrimentos das famílias. Seja ajuda material — como colchonetes, produtos de higiene, água potável ou alimentos — ou ainda a ajuda financeira, depositada na conta bancária da Cáritas Arquidiocesana, no banco Bradesco, Agência 0814-1, C/C: 48500-4. Nesta Semana Pascal, quando resplandece o vigor da caridade de Cristo por todos os seres humanos, invoco a intercessão de São Sebastião, Padroeiro da nossa Cidade, para que cessem as calamidades, e a de São Jorge, para que renove a força dos cariocas diante das dificuldades. fonte: www.cancaonova.com

O glorioso triunfo de Jesus


A Páscoa é o maior dia do ano para os que crêem cem Cristo. É que neste dia grandioso acontecimento glorioso se cumpriu na história da humanidade. O homem tomava nova rota. Cristo tornava-se o chefe visível de uma raça que se refazia nele e por Ele. Ele era, realmente, o novo Adão. Maravilhosas e inefáveis as palavras que caem suaves de seus lábios dirigidas a cada um de nós: “Eu ressuscitei e estou contigo”. A presença espiritual e vivificante de Cristo é a grande e magnífica realidade da fúlgida existência da Igreja e dos cristãos. Ele é a nossa vida. No dia venturoso do batismo ressuscitamos com Ele para uma existência inteiramente nova. O Pai celeste afixava então em nós a imagem gloriosa do divino Ressuscitado e nossa é a tarefa de apurar a semelhança com o modelo divino.

Páscoa com os grandes triunfos de Cristo é todo um magnífico programa de vida que se reflete venturosamente na eternidade. Jesus supera com glória a morte, vence com poder o Príncipe das trevas, triunfa com grandeza sobre o pecado.

Por entre a celestial harmonia que nesta data envolve a cristandade jubilosa, brilha a certeza fagueira da projeção do magno triunfo de Cristo. Triunfo da Igreja, que firme nas promessas de imortalidade que fulgem do túmulo glorioso de seu Fundador, continuará a semear a verdade e o bem nas almas sequiosas de felicidade, jamais transigindo nem com as imposições da força bruta, nem com a sedução insidiosa do poder. Ela estará sempre fiel à sua missão sagrada, à sua tarefa sublime, à sua obra sobre-humana de iluminar as consciências e pacificar os corações.

Triunfo de cada cristão, porque a vitória do Mestre é uma libertação não só do sepulcro no jardim vizinho do Calvário, mas também de todo o túmulo humano no qual depositamos os despojos de nossos males para um dia percebermos a glória da própria ressurreição cujo penhor é a que hoje contemplamos.

Canto épico de toda a humanidade que alça, além, fronteiras terrenas seus sonhos dourados de liberdade, vendo-os revestidos de realidade e anelando pelo dia de sua posse junto ao Mestre vitorioso.

Júbilo íntimo de cada coração que vislumbra o Mestre glorificado a lhe ofertar a sua dádiva específica de Páscoa, ou seja, a paz, oásis maravilhoso no meio do deserto da vida, ilha encantada que todos os navegantes procuram e que os náufragos na hora do mar tempestuoso febrilmente buscam neste anseio profundo, vital, recrescentíssimo de felicidade, serenidade e eutimia.

Ondas de alegrias inundam a cidade de Deus. A melodia sublime que nas horas festivas do dia da Páscoa percorre os ares e penetra no íntimo de cada ser é a melodia de vida, de amor, de otimismo, de alvissareiro contentamento. Estão elas, de fato, iluminadas pela certeza de que para os que amam a verdade, para o cristão autêntico, para o justo, para o amigo de Deus, para o pecador arrependido, os resplendores do sepulcro de Cristo envolverão também o seu túmulo. Nascemos, realmente, para morrer, mas morreremos um dia para viver eternamente junto do Ser Supremo.

O triunfo de Jesus é o grande sinal, sinal de nossa ressurreição e de uma imortalidade banhada perenemente pela felicidade mais inefável.Entoemos, portanto festivamente o hino de louvor ao Redentor vitorioso, repetindo com toda a Igreja em festas Alleluia, Alleluia, Alleluia, Cristo Ressuscitou, Cristo Ressuscitou!

Evangelho da Semana (João 20,1-9)


— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido tirada do túmulo.

2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.

3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo.

4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo.

5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.

6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão

7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.

8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.

9De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

No primeiro dia da semana, primeiro dia da nova criação, primeiro dia dos que abraçaram a fé em Cristo. Este é o dia em que o Sepulcro foi encontrado vazio, a morte foi vencida, “onde está, ó morte, a tua vitória?”(I Co 15,55) nos diz São Paulo. O Catecismo da Igreja Católica diz que o Sepulcro Vazio não constitui em si uma prova direta, mas para todos constitui um sinal essencial.

Maria Madalena esteve ao pé da cruz, acompanhou todo o martírio Daquele que a libertou e a amou de uma forma nova, para ela a espera do primeiro dia da semana foi longa e sofrida. Nem esperou o dia se fazer, mas de madrugada vai e não encontra o Senhor. É a primeira anunciadora do Sepulcro vazio, logo depois Pedro e João correm para constatar não apenas o Sepulcro vazio, mas vê as vestes, o sudário, ainda não entendem, mas como o próprio Evangelista narra no versículo 8, “viu e creu”. A descoberta pelos discípulos foi o primeiro passo para o reconhecimento do próprio fato da Ressurreição, uma vez que, segundo a lei duas deveriam ser as testemunhas (Dt 19,15).

Hoje iniciamos o Tempo Pascoal, a maior festa Cristã. A Ressurreição de Jesus Cristo, este é o maior acontecimento da história, “pelas suas chagas – sua morte – fomos curados”, pela sua ressurreição entrou a Salvação no mundo. A Igreja e todos os fiéis se alegram, cantam as Aleluias deste dia.

Devemos ser como Maria Madalena, que anuncia “O Sepulcro vazio”, como Pedro e João que correm, não tardam para constatar que a Vitória é hoje. O motivo da nossa fé é a alegria de saber que temos uma vida nova em Cristo, naquele que deu a vida para nos salvar, mas ainda mais, “ressuscitaremos também com Ele”.

O desespero cedeu lugar a Esperança, as lágrimas cederam lugar a alegria, “temos um Intercessor junto do Pai, Jesus Cristo, o Justo” (I Jo 2,1b), o luto já não existe mais. É pela Vitória de Cristo que temos a certeza da nossa. Nossos pecados, nossas culpas, ficaram na cruz, é como filhos que passamos a viver. Não viveremos mais na tristeza da sexta-feira da Paixão, mas com a alegria de quem constatou, “O Sepulcro está vazio”, suas vestes, o sudário estavam de lado, o Senhor ressurgiu da morte, temos vida, vida nova em Cristo. Passamos da morte para a vida, do sepulcro para a alegria da Ressurreição.

Esta é a nossa fé, esta é a nossa alegria, esta é a Páscoa do Senhor, com ela já somos vitoriosos.

Feliz páscoa! Jesus Ressuscitou!

A propósito da Semana Santa

Padre Paulo Dionê Quintão
Pároco do Santuário Santa Rita de Cássia. Jubileu de Prata Sacerdotal 1984 - 2009
E-mail: santuariosrc@lince.tdnet.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Márcia Lelis

O mistério de Cristo, celebrado intensamente na Páscoa, nos faz pensar se temos sido capazes de mudar nossa cruz de cada dia em ressurreição definitiva. Ao pé da cruz redentora do Senhor encontramos força e razão para seguir à frente. Faz-nos bem reconhecer o testemunho de quantos nos legaram o exemplo da fidelidade à Cruz. Isto nos dá coragem para assumir, com audácia e ternura, a obra da evangelização nesta aldeia global, onde o amor não recebe atenção adequada.

O símbolo da cruz torna sagrados os ambientes, manifestações sociais e particulares. Para não ser excluído ou manipulados em seu autêntico sentido, é importante ter sempre em conta os “crucifixos” de sempre: os idosos, doentes, pobres, explorados e as “minorias” em geral. No altar da Missa, a Cruz não só evoca a figura bíblica da serpente de bronze que Moisés elevou no deserto, (olhando para ela os hebreus picados pelas serpentes eram curados), mas prossegue para nós como o símbolo da fé dos que entendem que sem Deus a vida nem pode ser vivida de verdade. Que todos digam a nosso respeito, ao transformar a cruz em luz: “Alegraram-se os discípulos ao verem o Senhor” (Jo 20,20).

Aproxima-se a Semana Santa e vamos ter diante dos olhos os grandes sofrimentos de Cristo. Prenderam-no e escarraram em seu rosto, deram-lhe bofetadas, rasgaram seu corpo com um terrível chicote e coroaram-no com espinhos, isto é: colocaram em sua cabeça uma espécie de capacete com fortes espinhos que, furando a pele, tentavam penetrar em seu crânio. Mas, apesar de tudo, Jesus levou a sua cruz até o alto do Calvário. Lá, com as mãos e os pés traspassados, após três horas de terrível agonia, expirou.

E nos perguntamos: por que Jesus sofreu? E vem logo a resposta da Bíblia: para obter para a humanidade o perdão dos pecados. O pecado é de uma gravidade terrível, de uma malícia sem limites. É a ofensa a um Deus imensamente santo, é revolta contra o criador que nos cumulou de bens. A Cruz de Cristo foi a reparação necessária pelos nossos pecados.

Entretanto, tantas pessoas pensam que Nosso Senhor sofreu simplesmente para que pudéssemos afastar de nossas vidas os constrangimentos, problemas e dores. A Religião seria uma espécie de pára-raios, a garantia de uma existência suave, sem maiores transtornos. E, se lhes parece uma doença ou outra dificuldade, logo multiplicam promessas, novenas, velas acesas, etc. E, se o sofrimento não desaparece logo, perdem a Fé. Vão logo afirmando: “Para que rezar? Deus não ouve as minhas preces. Não adianta orar”.

Ó, como gostaria de deixar bem clara esta verdade! Cristo sofreu não para arrancar toda a cruz de nossas vidas, mas para dar-nos a força de levar esta cruz. Jesus não é uma espécie de seguro contra as dificuldades da existência, mas sim alguém que leva conosco a nossa cruz. Dá-nos a força de carregá-la, mas não a arranca, deixa-nos com ela. É o Cireneu ao nosso lado. Diz a Sagrada Escritura: “Era necessário que o Filho do Homem sofresse muito, mas depois ressuscitasse” (Mc 8,31). Para cada um de nós, com toda a verdade, podemos repetir as palavras da Bíblia. E como Jesus é claro neste ponto. Ele diz: “Se alguém quiser ser meu discípulo, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16,24).

Mas então não posso pedir a Deus que me cure desta doença, resolva para mim este problema ou afaste aquele sofrimento? É claro, Deus é Pai. Ama-nos com um amor imenso, infinito. Está sempre pronto a socorrer-nos. Jesus também, no Jardim das Oliveiras, suplicou ao Pai que o livrasse da Paixão. Orou assim: “Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice”, (na linguagem aramaica, esta expressão significa livrar do sofrimento). Mas logo acrescentou: “Todavia não se faça o que eu quero, mas, sim, o que tu queres” (Mt 26,39). Entregou-se completamente aos desígnios divinos. Como Jesus acrescentemos às nossas preces sempre um ato de aceitação do plano de Deus.

Muitas vezes, os sofrimentos são necessários, indispensáveis em nossa vida. Desapegam-nos dos prazeres mundanos, mostram-nos as realidades celestes, satisfazem pelos nossos pecados, iluminam as estradas da nossa vida e são preciosas oportunidades de méritos para a vida futura. Nunca Deus permite um sofrimento à toa em nossa vida, Deus quer sempre o nosso bem. Se, depois de nossas preces, não afasta do nosso caminho uma doença ou outra dificuldade é porque deseja a nossa verdadeira felicidade. Confiemos sempre em seu amor de pai. Abracemos, portanto, com generosidade a nossa cruz.

Evangelho da Semana: Mc 16, 15-20

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Padre Paulo Dionê Quintão

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

IDE POR TODO O MUNDO E PREGAI O EVANGELHO

Nossa caminhada agora é rumo a Pentecostes, uma certeza vai invadir o meu/seu coração dizendo-nos para que fiquemos em Jerusalém e esperemos o cumprimento da palavra. Nesta semana a nossa reflexão passa pelo chamado a produzir frutos unidos a videira.

Evangelho de 24/05/09 – Mc 16, 15-20

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

15. E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.

16. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.

17. Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas,

18. manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.

19. Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus.

20. Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

PASCOA!

São Máximo de Turim, define a Páscoa como uma passagem “dos pecados à santidade, dos vícios à virtude, da velhice à juventude, que se entende não em idade, mas em simplicidade. Éramos de fato decadentes pela velhice dos pecados, mas pela ressurreição de Cristo fomos renovados na inocência das crianças” [1]

Ide por todo mundo e pregai o evangelho

Nesta semana Jesus nos fala algo realmente imperativo, ou seja, nos dá uma ordem “ide por todo o mundo e pregai o evangelho”. A nós ligados a realidade universitária, profissionais do reino Ele diz “ide às universidades, às salas de aulas, aos laboratórios, ide pelo campus e pregue a toda criatura”. Isso inclui pregar aos nossos colegas, mas também aos nossos professores, aos servidores, aos pesquisadores e a todas as pessoas da realidade acadêmica.

Uma coisa que nestes dias somos chamados a refletir dentro deste contexto é sobre a motivação que muitos de nós cristãos temos, ou não temos, para cumprir este mandato de Jesus. A salvação chegará somente ao que crer, e São Paulo ao escrever aos Romanos[2] ensina “como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue?”

Embora possa parecer para alguns que missão é coisa do passado, é coisa somente de gente consagrada, pregar o evangelho é um mandato de Jesus a todo batizado e a única forma de levar as pessoas a se tornarem crentes em Jesus e sua doutrina.

Muitos de nossos colegas estão buscando preencher suas carências, o vazio de valores interior em coisas totalmente mundanas e desconectadas com a salvação. Nossa missão na universidade é pregar a todos. Muitas vezes, a melhor forma de exercitar a pregação, principalmente em um meio tão hostil à palavra de Deus hoje como é a universidade será através de um verdadeiro testemunho de fé.

Já nos ensinou Dom Helder Câmara “cuidado com a maneira de viver o evangelho, pois ela poderá ser a única forma de evangelho que muitas pessoas poderão ver” e naturalmente a nossa vida plena do Espírito Santo será sempre a melhor pregação. E então nossos colegas crerão e serão salvos.

Estes milagres acompanharão os que crerem

Jesus deixa claro que todos os que crerem serão acompanhados por sinais sobrenaturais. Os sinais não acompanharão apenas os pregadores, missionários, mas todos que crerem. Carismas extraordinários não são privilégios de alguns, ao contrário são para todos. Comecei meu trabalho de evangelização há quase trinta anos. Num primeiro momento pensava que os milagres eram para os grandes pregadores, padres, bispos, etc. E aos poucos o Espírito Santo foi realmente desvendando esta palavra e então entendi que “mortais” como eu também poderiam e deveriam tomar posse desta palavra e na força dela realizar a missão. Desejo testemunhar que os sinais e prodígios acompanham a minha vida missionária desde o início de minha caminhada.

Caros amigos, os carismas,- inclusive os extraordinários- são instrumentos poderosos, eficazes para serem utilizados por todos nós e estarão mais presentes em nossa missão, principalmente na universidade, ou na realidade do trabalho, tanto quanto mais abertos formos ao Espírito Santo.

Estamos na semana que antecede a celebração litúrgica de Pentecostes, portanto desejo exortá-los a buscarem a plenitude da vida no espírito. Que nesta semana possamos dedicar um bom tempo a refletir sobre as promessas e o desejo de Jesus em sermos batizados no espírito e que recebamos forças para sermos “testemunhas até os confins do mundo[3]”- isso inclui as universidades.

Não se deve ter medo destas manifestações, ao contrário, elas são ferramentas que nos auxiliarão no exercício da nossa missão e são também sinais de que cremos no Senhor.

Pregaram por toda a parte

São Paulo escreve ao jovem Timóteo “prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instrui[4]r”. Nós membros do MUR, participantes da Renovação Carismática Católica, trazemos conosco o desejo de difundirmos a cultura de Pentecostes e suas particularidades. A primeira manifestação em Pentecostes foi a de falar em outras línguas, depois vemos o discurso inflamado de Pedro acerca de Jesus, do que acontecia naquele momento. Neste episódio no cenáculo em Jerusalém percebe-se a sintonia, o cumprimento desta palavra refletida agora. A manifestação em outras línguas pode ser assemelhada a toda parte, ou seja, a todos os povos, a todas as culturas.

Na universidade estas palavras encontram terreno fértil para serem vivenciadas. Somos exortados por Jesus a pregar com os sinais segundo os versículos anteriores, mas agora estamos sendo conduzidos a pregarmos com os carismas extraordinários e a toda parte, a todo tipo de gente na universidade. A todo tipo de linguagem, por mais estranha que seja devemos também nós pregar a palavra de Deus. Assim como Timóteo foi estimulado por Paulo, somos exortados a pregar, insistir, repreender acerca da doutrina de Jesus. Somente assim encheremos a universidade da doutrina de Jesus.

Ao buscar-se a experiência do Pentecostes pessoal e comunitário experimenta-se Jesus Cristo ressuscitado e a graça de anunciá-lo ao pessoal da física, da biologia, da matemática, das humanas, enfim a todas as línguas existentes no âmbito acadêmico.

O Senhor cooperava com eles

Temos um privilégio de servirmos um Senhor como Jesus, que a cada passo avançado nos confirma na missão. Abençoa o pouco que a Ele é apresentado e faz deste pouco sinal de salvação a muitos. Ao desejar fazer Jesus conhecido, ele derrama sobre o crente o Espírito Santo e com ele os carismas necessários ao pleno êxito do exercício da missão. O Senhor é quem realiza a obra, nós apenas apresentamos os dois pães e os cinco peixes que temos, então Ele os abençoará e nos pedirá para distribuirmos a todos. E o resultado será semelhante ao narrado na multiplicação dos pães. “Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios[5]”.

Amados, o Senhor deseja saciar a todos na realidade universitária ou no seu trabalho. Faça a experiência. Apenas anuncie, pregue, exorte, instrua. FAÇA A EXPERIÊNCIA!

Então você perceberá que o maior abençoado pelo seu gesto será você mesmo, sua família, sua comunidade e assim por diante.

Inseridos numa comunidade universitária onde já existe evangelização, juntemo-nos e partamos ao encontro dos outros, em suas repúblicas, salas de aulas, laboratórios, campus, e até mesmo em outras universidades.

Quanto mais missionários formos, mais perceberemos o Senhor junto de nós cooperando conosco, com a nossa missão, pois ELE É UM DEUS FIEL e irá confirmar com milagres e prodígios o nosso anúncio.

SE EU PUDESSE PEDIR-LHES APENAS UMA COISA, PEDIRIA QUE FOSSEM VERDADEIRAMENTE MISSIONÁRIOS. NO SENIDO LITERAL DA PALAVRA.

Reflexão final

A ordem de ir por todo o mundo e pregar o evangelho foi dada por Jesus, e da execução desta ordem dependerá a salvação dos nossos irmãos na universidade.Se eu anunciar, alguém crerá. Se crer se salvará. Você deseja a salvação ou a perdição dos seus amigos/colegas?

Uma vida carismática é o desejo de Jesus. Embora alguns digam que estes sinais foram para o tempo de Jesus, a palavra de Deus não fica ultrapassada nunca e muitos dos que crêem estão vendo seu apostolado ser acompanhado de sinais e prodígios e colhem frutos maravilhosos.

LEMBRE QUE MILAGRES E PRODIGIOS FORAM PROMESSAS DE JESUS AOS QUE CREEEM. EU CREIO, E VOCÊ?

Fomos constituídos na fé para sermos pregadores. Entendo que, se conheci o Deus Espírito Santo, a conseqüência direta do meu relacionamento com Ele será a pregação da doutrina de Jesus e em nosso caso isso se dará na realidade universitária.

Amigos, Deus abençoará a todos nós que dizemos o nosso sim, e nos honrará no exercício da nossa missão,pois estamos a serviço do Reino Dele e para a Glória Dele.

NÃO EXITE! PREGUE, TESTEMUNHE, ANUNCIE, EXORTE, CORRIJA, EM NOME DE JESUS AVANCEMOS.

PENTECOSTES É A NOSSA VOCAÇÃO.

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

[1] S. Massimo di Torino, Sermo de Sancta Pascha, 54,1 (CC 23, p. 218).

[2] Rom 10, 14

[3] At 1 , 8

[4] II Tim 4,2

[5] Mt 14, 20

Evangelho da Semana: Jo 15, 9-17

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Fernando Galvani

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

NÃO FOSTES VÓS QUE ME ESCOLHESTES, MAS EU VOS ESCOLHI A VÓS

Nossa caminhada agora é rumo a Pentecostes, uma certeza vai invadir o meu/seu coração dizendo-nos para que fiquemos em Jerusalém e esperemos o cumprimento da palavra. Nesta semana a nossa reflexão passa pelo chamado a produzir frutos unidos a videira.

Evangelho de 17/05/09 – Jo 15, 9-17

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

9. Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor.

10. Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor.

11. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa.

12. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo.

13. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos

.

14. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando.

15. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.

16. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda.

17. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

PÁSCOA!

São Máximo de Turim, define a Páscoa como uma passagem “dos pecados à santidade, dos vícios à virtude, da velhice à juventude, que se entende não em idade, mas em simplicidade. Éramos de fato decadentes pela velhice dos pecados, mas pela ressurreição de Cristo fomos renovados na inocência das crianças” [1]

Eu vos amo

O amor de Jesus por cada um de nós é o mesmo amor do PAI, ou seja, amor que foi capaz de dar o seu próprio filho para nos salvar. SAmados, somos amados por Jesus com amor eterno, que nos conhece desde antes que fossemos formados no ventre materno. E a maior graça de Deus em nossa vida acontece ao sermos Batizados no Espírito Santo, que nada mais é que uma certeza que invade nossa vida, nossa mente, compreensão, todo nosso ser: de que somos amados por Deus. SOMOS AMADOS ASSIM COMO NÓS SOMOS.

DESEJO PARTILHAR-LHES QUE UMA FRASE SIMPLES MUDOU A MINHA VIDA H A 30 ANOS.

AO CHEGAR EM UM ENCONTRO, FUI RECEPCIONADO COM A AFIRMAÇÃO: JESUS TE AMA! RECORDO-ME COMO SE FOSSE AGORA, UMA GAROTA COM UM SORRIZO LINDO ACOLHENDO-ME COM ESTAS PALAVRAS.

AMADOS ESTAS PALAVRAS MUDARAM A MINHA VIDA, FUI PROFUNDAMENTE ENVOLVIDO COM A FORÇA DESTA AEXPRESSÃO, E FUI TOCADO NO AMAGO DE MEU SER E REALMENTE EXPERIMENTEI O AMOR DO PAI POR MIM E ME TORNEI UMA NOVA CRIATURA.

Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós

«Deus ama quem dá com alegria» (2 Co 9,7). O melhor meio de manifestar a nossa gratidão a Deus, assim como aos outros, é aceitar tudo com alegria. Um coração alegre concilia-se naturalmente com um coração abrasado pelo amor.

Que nada possa inquietar-nos, até ao ponto de nos encher de tristeza e desencorajar-nos, arrebatando-nos a alegria da Ressurreição. A alegria não é uma simples questão de temperamento quando se trata de servir a Deus e às almas; ela está sempre a receber e essa é uma razão forte para nos esforçarmos por adquiri-la e fazê-la crescer em nossos corações.

Mesmo que tenhamos pouco para dar, não obstante ficará a alegria que brota dum coração enamorado de Deus.

Por todo o mundo há pessoas famintas e sedentas do amor de Deus. Nós respondemos a esta carência quando semeamos a alegria. Ela é também uma das melhores defesas contra a tentação. Jesus não pode tomar plena posse duma alma senão quando ela se Lhe abandona alegremente. (Madre Tereza de Calcutá) [2]

E nós que ministramos na universidade devemos ter a certeza de que um dos maiores dons que poderemos oferecer a universidade é a alegria. ALEGRIA QUE BROTA DA CERTEZA DE QUE JESUS RESSUCITOU.

Recordo-me de uma ocasião onde um grupo de mais de quinze amigos, colegas de faculdade, dentre eles um professor, estavam juntos para fazerem o uso de drogas (maconha) então tomavam o cigarro de maconha e fumavam, em seguida passavam adiante. Naquele grupo havia juntamente comigo mais uma pessoa que era do Grupo de Oração e ao chegar a nossa vez, não usávamos a droga, apenas passávamos adiante. No dia seguinte alguns daqueles jovens nos procuraram e desejavam saber por que mesmo não fumando com eles estávamos tão alegres e felizes. Então, se criou a oportunidade de dizer-lhes o motivo da nossa alegria e vários deles foram evangelizados.

EVANGELIZAR COM ALEGRIA É SEMEAR COM A CERTEZA DA COLHEITA COM ANTECIPAÇÃO.

Amai-vos uns aos outros, como eu vos amo

Por que sofre o homem nesta terra? Por que suporta as dores e se sujeita aos males? Sofremos porque não somos humildes. O Espírito Santo habita uma alma humilde, dando-lhe a liberdade, a paz, o amor e a felicidade.

Sofremos porque não amamos os nossos irmãos. O Senhor disse: “É por isto que todos saberão que sois Meus discípulos: Se vos amardes uns aos outros” (Jo 13, 35). Quando amamos um Irmão, o amor de Deus vem a nós. O amor de Deus é de uma grande doçura; é um dom do Espírito Santo, que não se conhece em plenitude senão pelo Espírito Santo. Mas existe um amor moderado, o amor que o homem obtém quando se esforça por cumprir os mandamentos de Cristo e receia ofender a Deus; e também esse é bom. Temos de nos esforçar todos os dias por fazer o bem e por aprender, com todas as nossas forças, a humildade de Cristo.

Neste verso também somos colocados em xeque, pois somos chamados a amar com o AMOR DE CRISTO, não é um amor de poesia, de musica. Ao contrário é com o Amor de Deus.

A UNIVERSIDADE PRECISA URGENTEMENTE DE UM BANHO DESTE AMOR, O AMOR DE CRISTO! QUE CADA UM DE NÓS POSSA SE DEIXAR INSTRUMENTALIZAR POR ESTE AMOR E SEJA ESTE O SINAL QUE JESUS VIVE.

Algo que materializa este amor na realidade universitária seria a minha preocupação com o meu irmão. Como estaá o desempenho acadêmico dele? Posso ajudá-lo em alguma matéria? Posso diminuir algum tipo de sofrimento dos meus amigos? Saudades de casa, da família. Dificuldades financeiras, adaptação a nova realidade, um grande gesto com os calouros, auxilio na alocação dos calouros nas repúblicas e moradias estudantis. Calouradas cristãs.

OUTRA FORMA CONCRETA DE AMAR AOS NOSSOS IRMÀOS SERIA APRESENTAR-LHES A COMUNIDADE CRISTÃ, ASSIM ELE TERÁ A OPORTUNIDADE DE UMA VIVENCIA FRATERNA NO DESERTO DA VIDA UNIVERSITÁRIA. FALE A TODOS OS SEUS AMIGOS SEM MEDO, COM OUSADIA. FALE DE JESUS, DA IGREJA, DA RCC, DO MUR E NOSSAS ATIVIDADES.

Amigos

“Amigo é coisa pra se guardar/ No lado esquerdo do peito / Mesmo que o tempo e a /

Distância digam não / Mesmo esquecendo a canção / O que importa é ouvir / A voz que vem do coração” [3]

Umas das coisas mais gostosas e belas das minhas recordações do tempo da universidade são os amigos. Como fui agraciado com bons amigos no tempo da faculdade. Éramos uma família, nossa comunidade em Viçosa era muito abençoada com pessoas que realmente tinham o dom da amizade. Ocupávamos-nos uns com os outros, a dificuldade de um, era do outro e vice-versa. Reuníamos-nos para um lanche quando não tinha refeição no RU (restaurante universitário), nos reuníamos para rezar e rezávamos noite adentro, cuidávamos uns dos outros, nos intrometíamos nos problemas nas repúblicas, nas famílias. Não tinha internet, email, celular,… Mas nos comunicávamos com profundidade, sabíamos das dificuldades uns dos outros, éramos verdadeiros uns com os outros.

Como são agradáveis as lembranças dos amigos do tempo de faculdade. Também nos exortava Dom Luciano Mendes [4] que tão importante quanto evangelizarmos nossos amigos era uma amizade sincera e verdadeira para com nossos colegas de faculdade, principalmente para com aqueles que estavam muito distantes da família. Sempre nos exortava sobre a importância do dom da amizade.

Assim nos diz Jesus, já não vos chamo servos, mas amigos. SER AMIGO DE JESUS E POR OPÇÀO DELE É ALGO QUE EVOCA DE NÓS UM RESPOSTA A ALTURA.

VÓS SOIS MEUS AMIGOS SE FAZEI O QUE VOS MANDO. ENTÀO FAÇAMOS!

Vos escolhiEscolhi-vos, para que produzais frutos,…

Este versículo deveria ser refletido àa parte, pois é o cerne do nosso chamado, do chamado de cada um de nós. É pessoal! Fui escolhido. Fui Constituído por Deus para produzir fruto e um fruto que permaneça.

Meu amigo, irmão, filho, neto, bisneto,… É IMPORTANTE QUE VOCE TENHA ESTA CERTEZA DE QUE VOCÊ FOI ESCOLHIDO, CONSTITUIDO POR DEUS PARA A MISSÃO CONFIADA A VOCÊ EM SUA FACULDADE OU TRABALHO.

Tenho absoluta certeza de que “Deus não escolhe os capacitados, mas ao contrário ELE capacita os escolhidos” para que produzam frutos e frutos que permaneçam.v

Nesta questão, desejo também exortar a todos aqueles que hoje exercem algum tipo de liderança, coordenação, serviço em nosso meio, para que estejam atentos na preparação de quem vai dar continuidade ao trabalho hoje realizado. Com a minha/sua formatura ou mudança de trabalho, o que hoje é realizado em sua faculdade/trabalho, como obra de evangelização terá continuidade?

UM GRANDE DESAFIO É O EDE PASSARMOS A TOCHA AINDA ACESA AO QUE VIRÁ DEPOIS DE NÓS. PORTANTO, DEVEMOS AJUDAR NA PREPARAÇÀO ADEQUADA DOS QUE NOS SUCEDERÀO. CASO CONTRÁRIO, MUITOS TRABALHOS DE EVANGELIZAÇÀO, QUE HOJE SÀÃO COMO OASIS EM MEIO AO DESERTO DAS FACULDADES DEIXARÀO DE EXISTIR E SERÀO APENAS PARTE DA HISTÓRIA.

Ultimamente tenho rezado com uma visão de uma corrida de revezamento, onde o corredor com um bastão passa o bastão ao corredor seguinte e nesta revelação duas coisas chamam a atenção: 1) O corredor não deixa o bastão cair ao passá-lo adiante e 2) o corredor da etapa seguinte sempre é mais veloz que o anterior.

Com isso entende-se que é necessário passar o bastão adiante sem que ele caia e a equipe seja desclassificada, e para isso é necessário bastante treinamento, cuidados, atenção. E que as pessoas por nós preparadas sejam melhores do que nós, que sejam mais zelosas com a obra do que nós o fomos.

AMADOS! SEJAMOS ZELOSOS COM A OBRA DE DEUS CONFIADA A CADA UM DE NÓS. LEMBREMO-NOS DA PARABOLA DOS TALENTOS, MULTIPLIQUEMOS! NÃO ENTERREMOS OS DONS DE DEUS.

Reflexão final

Deus é amor e Jesus nos ama com o amor de Deus. Isso é mais forte do que qualquer realidade na vida do homem/mulher. Se deixar inebriar por esta realidade é a graça do Batismo no Espírito Santo (BES). E como estamos caminhando rumo a Pentecostes, este momento com o auxilio da novena de Pentecostes será uma excelente oportunidade de experimentar esta graça.

A alegria é fruto do Espírito e é companheira dos amigos de Deus. Se desejarmos ser alegres deve-se ter claro que a verdadeira fonte esta em Deus e na observação da sua palavra. Da observância da palavra nos vem a plenitude da alegria.

O amor de Deus e a Deus não existe somente em palavras, mas se materializa em ações na realidade universitária, que eu possa ter a sensibilidade para servir aos irmãos, a igreja, a comunidade naquilo que realmente seja necessário. E no meio universitário uma boa forma é sendo testemunha da verdade, buscando-a e por ela trabalhando.

A amizade é uma das grandes riquezas do tempo de faculdade e uma amizade em Deus e com Deus é algo que não cabe do lado esquerdo do peito. Ficará para eternidade.

Ser escolhido por Deus é uma graça imensurável, e nós temos o privilégio de o sermos neste momento da história. QUE FAÇAMOS A OPÇÀO POR PRODUZIR FRUTOS QUE PERMANEÇAM, ASSIM COMO DESEJA JESUS.

SE ASSIM O FIZERMOS, PODEREMOS PEDIR O QUE QUISERMOS E NOS SERÁ CONCEDIDO

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

[1] S. Massimo di Torino, Sermo de Sancta Pascha, 54,1 (CC 23, p. 218).

[2] Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade uma Coisa Bela para Deus

[3] Canção da América – Milton Nascimento

[4] Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida – Ex-Arcebispo de Mariana

Evangelho da Semana: Jo 10, 11-18

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Fernando Galvani

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

O BOM PASTOR

Nossa caminhada agora é rumo a Pentecostes, uma certeza vai invadir o meu/seu coração dizendo para que fiquemos em Jerusalém e esperemos o cumprimento da palavra.

Evangelho de 03/05/09 – Jo 10, 11-18

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

11. Eu sou o bom pastor. O bom pastor expõe a sua vida pelas ovelhas.

12. O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas.

13. O mercenário, porém, foge, porque é mercenário e não se importa com as ovelhas.

14. Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim,

15. como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai. Dou a minha vida pelas minhas ovelhas.

16. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor.

17. O Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar.

18. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar, como tenho o poder de a reassumir. Tal é a ordem que recebi de meu Pai.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

PASCOA!

São Máximo de Turim, define a Páscoa como uma passagem “dos pecados à santidade, dos vícios à virtude, da velhice à juventude, que se entende não em idade, mas em simplicidade. Éramos de fato decadentes pela velhice dos pecados, mas pela ressurreição de Cristo fomos renovados na inocência das crianças” [1]

O bom Pastor

No domingo passado Jesus nos ensinou meditando sobre os pescadores, e nesta semana Ele nos chama a reflexão através dos pastores.

Os pastores na realidade de Israel possuem uma particularidade, pois é um país de poucos campos (pastagens). Ao contrário, possui muitas pedras e neste cenário de difícil movimentação é que os pastores cuidam das ovelhas, conduzindo-as por entre as pedras, caminhos difíceis e protegendo-as dos assaltantes e animais selvagens. Neste cenário também não se sabe da existência de cercas, portanto mais dificuldade ainda na atividade de pastorar.

É neste cenário de muitas dificuldades que Jesus vem e cria a sua identidade, pois mesmo sabendo das dificuldades do pastoreio Ele é categórico ao afirmar, mais de uma vez, que ELE É O BOM PASTOR.

Amados mesmo diante das dificuldades do campo por onde andamos, por onde somos conduzidos, ou seja, no âmbito universitário, lá em nossas salas de aulas, repúblicas, laboratórios ou no trabalho. É BOM SABERMOS QUE TEMOS UM BOM PASTOR. JESUS!

JESUS O BOM PASTOR ESTA CONOSCO PARA NOS PROTEGER CONTRA OS ASSALTANTES DA NOSSA FÉ, DOS NOSSOS SONHOS, NOSSOS PROJETOS, NOSSOS IDEAIS DE UM MUNDO MELHOR.

Expõe a sua vida

Aqui vemos Jesus dizer que expõe a sua vida pelas suas ovelhas. Na semana santa acompanhamos JESUS dando sua vida. ELE foi além do que disse! muito mais que expor a sua vida ELE deu a sua vida. E neste contexto ainda do bom pastor, muitos de nós somos servos na igreja, particularmente nos grupos, nas universidades, nos grupos de partilha… Então temos aí um exemplo sublime a ser seguido. Que possamos também dar a nossa vida pelas ovelhas que nos foram confiadas.

Somos chamados a expor nossas vidas, e aqui entendo que este chamado, extrapolando a vida biológica. Ao darmos o nosso sim à missão, ao serviço na igreja, principalmente na universidade seremos chamados a nos expormos, em nossos valores, sonhos, projetos, relacionamentos, para que as “nossas ovelhas” também continuem com vida.

Numa ocasião ganhei um cartão que continha uma foto de uma vela acesa em fundo escuro, uma vela grande e bonita, como um círio. O dizer do cartão era: “toda vela para dar luz precisa se consumir”. E por muitas vezes os dizeres deste cartão foram meu apoio para não desistir da missão, foi onde encontrei forças para continuar a dar a vida pela evangelização na universidade e pelos valores do reino no mercado de trabalho. Mesmo sem desejar, sabia que somente poderia dar a luz com minha morte, com meu consumo.

AMADOS, SE DESEJARMOS SALVAR VIDAS PRECISAMOS PERDER A VIDA. A NOSSA! A MINHA, A SUA!

Jamais seremos vencedores se não perdermos o medo de nos expormos. Em qualquer situação onde “nossas ovelhas” estiverem em risco, já temos um bom exemplo a seguir. JESUS! Caso façamos a opção por abandonar as nossas ovelhas não poderemos reclamar se formos avaliados como mercenários, lobos, … São eles os responsáveis pela dispersão.

Dispersa as ovelhas

Se em nossos GOUs, GPPs, existem este perfil de pessoa, ou seja, aquele que dispersa as pessoas ao invés de agrupá-las, de conduzi-las ao aprisco, a pastagens abundantes, então estamos diante de um lobo. Aquele que não ajunta comigo, espalha, já dizia Jesus. E quem espalha em nossas comunidades precisa ser exortado, com muito amor, mas precisa saber que este fruto não provém do Espírito Santo.

Precisa principalmente ser evangelizado. Alguns até nem agem assim por maldade, apenas por falta de evangelização. Jesus deseja que todos se salvem, cuidemos, portanto, para que todo espírito de dispersão em meio as nossas comunidades, grupos e atividades seja dissipado.

Renunciemos a toda palavra que produz a dispersão, a desmotivação, o desânimo. Ao contrário, busquemos a força do Espírito Santo e então seremos testemunhas da UNIDADE.

Conheço as minhas ovelhas

Algo que tenho certeza em minha caminhada, é que Jesus conhece a mim de forma pessoal. Como bom pastor ELE tem convivência com a ovelha, então a conhece de forma pessoal. Sabe as manias, as fraquezas, os medos, as vontades e muito mais. Da mesma forma, as ovelhas por conviverem com o pastor, também lhes conhecem a voz.

Desejo partilhar-lhes mais. Certa ocasião estive um tempo estudando em uma região fora do Brasil e como estagiário de veterinária em uma fazenda, numa temporada de muito frio e neve. Então os animais recebiam uma suplementação nutricional, pois não havia nada para comerem, literalmente nada. A alimentação era dispensada aos animais para que eles não desfalecessem.

Coube-me neste tempo distribuir também a alimentação às ovelhas. E neste exercício de trabalho compreendi bem parte destas palavras de Jesus. Quando saia com o caminhão para levar a alfafa para as ovelhas bem antes de chegar ao pasto, elas já percebiam a minha vinda e já saiam ao meu encontro. A temperatura neste local era abaixo de -20°C e mesmo assim elas conheciam quem estava a caminho e o que levava a elas. POR ISSO ELAS VINHAM AO MEU ENCONTRO.

CONHECIAM-ME PELO BARULHO DO CAMINHÃO E SABIAM QUE ERA SEGURO SAIREM AO MEU ENCONTRO, QUE MESMO NO FRIO, TERIAM COMIDA EM SEGURANÇA. ASSIM É JESUS CONOSCO!

QUEM É NOSSO PASTOR? CONHECEMOS A SUA VOZ? TEMOS IDO AO ENCONTRO DELE?

Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco

O bom pastor sabe que nem todas as ovelhas estão ainda em seu rebanho, e deseja conduzi-las também. Neste tempo onde o pluralismo religioso esta cada dia mais evidente é necessário também o socorro do Espírito Santo. Assim conseguiremos dialogar com outras culturas e delas extrair os valores do evangelho e com a sabedoria do Espírito evangelizá-las.

Somos chamados a prestar contas do nosso testemunho de unidade em nossas realidades de evangelização. Desejo pedir-lhes como pai, que façamos todo esforço por contribuir para que sejamos um só rebanho e tenhamos um só pastor.

TODO ESFORÇO SEMPRE SERÁ POUCO NO SENTIDO DE AVANÇARMOS NA UNIDADE. QUER SEJA DENTRO, OU FORA DO NOSSO MOVIMENTO, IGREJA, COMUNIDADE, GRUPO SOCIAL.UM SÓ REBANHO: É O MAIOR TESTEMUNHO DOS CRISTÀOS AO MUNDO MODERNO.

Reflexão final

Uma grande alegria é a certeza de quem é nosso bom pastor. Quem cuida de nós, de nossas famílias e amigos?

JESUS cuida de mim, jamais temerei! E você?

O Salmista cantou assim: “de onde me virá socorro? O meu socorro virá do Senhor, criador do céu e da terra. Ele não permitirá que teus pés resvalem; não dormirá aquele que te guarda. Não, não há de dormir, nem adormecer o guarda de Israel. O Senhor é teu guarda, o Senhor é teu abrigo, sempre ao teu lado”. (Sal 120 1-5)

ESSE É O MEU PASTOR!

Como ovelha de Jesus, conheço realmente a sua voz? Escuto-a? Atendo aos seus apelos?

Aquele que cuida e ajunta é o pastor, mas ao contrário o que espalha é o lobo. O que temos sido em nossas comunidades?

O maior testemunho que podemos oferecer ao mundo é o da unidade. Não apenas com discursos, mas com atos e morte aos nossos pontos de vista quando eles espalham mais que ajuntam.

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

[1] S. Massimo di Torino, Sermo de Sancta Pascha, 54,1 (CC 23, p. 218).

Evangelho da Semana: Jô 20, 1-9

Fernando Galvani
Um dos precursores do Ministério Universidades Renovadas e conselheiro da Equipe Nacional de Serviço do MUR.
E-mail: fmococa@uol.com.br
Site: http://www.rccvicosa.com
Fernando Galvani

Antes da nossa leitura deste domingo rezemos: Sabemos Senhor que a tua palavra é luz para os nossos passos e sob a tua luz desejamos caminhar. Por isso te pedimos enviai o vosso Espírito e dai-nos clareza acerca do que deseja nos dizer através desta palavra. Fortalecei nossa decisão para que possamos optar sempre pela tua palavra. Uma vez que “só Tu Senhor tens palavras de vida eterna”

Novo tempo Litúrgico

ENTRAMOS NOI TEMPO PASCAL. JESUS RESSUCITOU, ALELUIA!

Após uma temporada especial de oração, jejum e esmola. Onde o cristão pode ser forjado por Deus e permitir ser criada uma nova criatura (cf. II Cor 5, 17), chega-se após a reflexão da paixão e a morte de Jesus ao ápice da nossa fé, ou seja, RESSURREIÇÃO. SIM JESUS RESSUCITOU. ALELUIA!

— Cantai cristãos, afinal:/ “Salve, ó vítima pascal!”/ Cordeiro inocente, o Cristo/ abriu-nos do Pai o aprisco.
— Por toda ovelha imolado,/ do mundo lava o pecado./ Duelam forte e mais forte:/ é a vida que enfrenta a morte.
— O rei da vida, cativo,/ é morto, mas reina vivo!/ Responde, pois, ó Maria:/ no teu caminho o que havia?
— “Vi Cristo ressuscitado,/ o túmulo abandonado./ Os anjos da cor do sol,/ dobrado ao chão o lençol…
— O Cristo, que leva aos céus,/ caminha à frente dos seus!”/ Ressuscitou de verdade./ Ó Rei, ó Cristo, piedade!

Evangelho de 12/04/09 – Jô 20, 1-9

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

1. No primeiro dia que se seguia ao sábado, Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro.

2. Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram!

3. Saiu então Pedro com aquele outro discípulo, e foram ao sepulcro.

4. Corriam juntos, mas aquele outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro.

5. Inclinou-se e viu ali os panos no chão, mas não entrou.

6. Chegou Simão Pedro que o seguia, entrou no sepulcro e viu os panos postos no chão.

7. Viu também o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus. Não estava, porém, com os panos, mas enrolado num lugar à parte.

8. Então entrou também o discípulo que havia chegado primeiro ao sepulcro. Viu e creu.

9. Em verdade, ainda não haviam entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dentre os mortos.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

PASCOA!

São Máximo de Turim, define a Páscoa como uma passagem “dos pecados à santidade, dos vícios à virtude, da velhice à juventude, que se entende não em idade, mas em simplicidade. Éramos de fato decadentes pela velhice dos pecados, mas pela ressurreição de Cristo fomos renovados na inocência das crianças” [1]

Maria Madalena

Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro. Ao ler estas linhas nascem em mim algumas indagações: 1) Teria ela ido ao sepulcro também no sábado? 2) Por que tão cedo ? 3) Por que ela a primeira a ir ao sepulcro ? 4) Será que sabia de alguma coisa “confidencial”?

As respostas a estas indagações não podem ser mais importante do que realmente deseja o autor evidenciar, ou seja, quanto maior o pecado outrora perdoado, maior será o amor (cf. Lc 7,47). E este fato faz me perceber também a semelhança da minha vida com a de Maria Madalena, ou seja, também sou pecador, e como ainda o sou, assim como ela precisou da misericórdia de Jesus, eu também preciso. Assim como ELE a perdoou, assim também ELE o faz comigo, com você, com todos os que se arrependem dos pecados. Então até aqui se percebe que somos semelhantes à Maria Madalena, mas ao mesmo tempo em que se percebe a semelhança, também se percebe uma grande diferença.

As indagações perdem a relevância, diante do fato de que a narrativa deseja nos mostrar o quanto ela amava a Jesus, pela nova vida a ela doada, e neste ponto entendo que a nossa semelhança desaparece, pois ela usou de todos os artifícios/oportunidades para que, mesmo depois de morto mostrar a Jesus o seu amor por ELE. E eu? E você?

Maria Madalena foi logo cedo ao encontro de Jesus. E nós reservamos a ELE qual parte do nosso tempo? Vou a ELE logo pela manhã? Ou vou a ELE quando sobra tempo? Ou somente quando estou em apuros? Quando preciso de uma nota melhor para não ficar de exame final, ou algo assim? Na realidade universitária, nós temos tempo para muitas coisas: estudar ( e é nosso dever fazê-lo), para o lazer(festas, reuniões com amigos, esporte,…), tempo para visitar a família,… Mas qual tempo eu destaco para ir ao encontro de Jesus, como Maria Madalena nos ensina neste texto?

QUAL A IMPORTÂNCIA DE JESUS EM MINHA VIDA? PELOS ATOS DE MARIA MADALENA PERCEBE-SE A IMPORTÂNCIA DE JESUS NA VIDA DELA.

Correram a Pedro

Também pode se aprender muito com Maria Madalena e as mulheres que estavam com ela, pois assim que perceberam algo de diferente/errado foram correndo a Pedro e João narrar-lhes o fato e muitos dos nossos amigos na realidade universitária e no mundo do trabalho tem perdido a fé, ou sofrido ataques terríveis porque ao perceberem algo de errado, de diferente daqueles valores que aprendemos em casa, na nossa formação católica, não vamos a igreja, como aquelas mulheres o fizeram. Em nome da liberdade de expressão tem aparecido muitas mutações dos valores morais e religiosos no âmbito universitário principalmente. Urge que nossos grupos de oração universitários (GOUs) e nós, participantes, sejamos audazes, atrevidos, ousados, em externarmos a nossa fé, nossas convicções, pois assim aqueles que sofrem os ataques contra os valores cristãos possam se refugiar encontrem alguém que os ajude a encontrar o Cristo “desaparecido” de suas vidas, pela forma pagã de viver dominante no meio acadêmico.

Não sabemos onde o puseram

É lamentável a forma pela qual seguem alguns dos nossos irmãos, ou filhos,… em nossas comunidades religiosas na universidades. A desorientação quanto aos valores cristãos e morais é tamanha que nos deixa perplexos. E neste ponto desejo externar a minha alegria e também a alegria da igreja (manifestada através de nossos pastores- padres e bispos), por sermos uma opção de resgate destes valores na realidade universitária.

Muitos não sabem nada de Jesus e valores da igreja, absolutamente nada. E através das múltiplas atividades evangelizadoras, de acolhida, realizadas pelos nossos “Luquinhas” podem apontar um lugar onde esta Jesus e resgatar a vida de muitos jovens na realidade universitária. Muitos tem recebido através dos GOUs e suas atividades uma verdadeira redescoberta da sua fé e da sua missão no mundo como profissional do reino.

AMADOS FILHOS QUE ESTÃO NA TRINCHEIRA DA UNIVERSIDADE, ESTA BATALHA É ARDUA, DEMANDA CORAGEM E FORÇA, POR ISSO DESEJO ENCORAJÁ-LO A NÃO DESISTIR.
MESMO O ENFERMO DIGA: EU SOU GUERREIRO! (cf. Joel 4,10)

A Paixão e o Sudário

“Nenhuma representação artística da Paixão, porém, exerceu e exerce em todo tempo um fascínio comparável ao do Sudário. Não importa, de nosso ponto de vista, saber se o Sudário é «autêntico» ou não, se a imagem foi formada naturalmente ou artificialmente, se é somente um ícone ou também uma relíquia. O mais certo é que essa é a representação mais solene e mais sublime da morte que os olhos humanos contemplaram. Se um Deus pode morrer, este é o modo inadequado de representar sua morte.

As pálpebras abaixadas, os lábios juntos, os traços compostos do rosto: mais que um morto, tudo leva a pensar em um homem imerso em profunda e silenciosa meditação. Parece a tradução em imagem da antiga antífona do Sábado Santo: «Caro mea requiescet in spe», «minha carne repousa na paz». Também a antiga homilia sobre o Sábado Santo que se lê no Ofício das leituras adquire uma força particular lida diante do Sudário: «O que está acontecendo hoje? Grande silêncio e por isso solidão. Grande silêncio porque o Rei está dormindo…»[1]

A teologia diz-nos que à morte de Cristo sua alma separou-se do corpo como em todos homens que morrem, mas sua divindade permanece unida seja à alma, seja ao corpo. O Sudário é a mais perfeita representação deste mistério cristológico. Aquele corpo é separado da alma, mas não da divindade. Algo de divino alivia seu rosto martirizado, mas pleno de majestade do Cristo do Sudário.

Para se dar conta, basta comparar o Sudário com outras representações do Cristo morto feito pelas mãos de artistas humanos, por exemplo, o Cristo morto de Mantegna e mais ainda aquele de Holbein, o Jovem, no Museu de Basiléia, que representa o corpo de Cristo em toda a rigidez da morte e a incipiente decomposição dos membros. Diante desta imagem –dizia Dostoievski, que a tinha contemplado bastante em sua viagem– pode-se facilmente perder a fé[2]; diante do Sudário, ao contrário, pode-se encontrar a fé, ou reencontrá-la se foi perdida.

O rosto de Cristo do Sudário é como um limite, uma parede que separa dois mundos: o mundo dos homens pleno de agitação, de violência e de pecado e o mundo de Deus, inacessível ao mal. É uma praia sobre a qual quebram todas as ondas. Como se, em Cristo, Deus dissesse à força do mal isto que no livro de Jó diz ao oceano: «Até aqui chegarás e não passarás: aqui se quebrará a soberba de tuas vagas» (Jó 38, 11).

Diante do Sudário podemos rezar assim: «Senhor, fazei de mim o teu sudário. Quando deposto novamente da cruz, vinde em mim no sacramento de vosso corpo e de vosso sangue, que eu vos envolva com minha fé e o meu amor como em um sudário, de modo que os vossos contornos imprimam-se em minha alma e deixem também nela um traço indelével. Senhor, fazei do áspero e bruto tecido da minha humanidade o teu sudário!” [2]

Reflexão final

Entramos em um novo tempo litúrgico, a PASCOA, que nos convida a dizer com todas as nossas forças: JESUS RESSICITOU, ALELUIA!

Assim como Maria Madalena somos chamados a correr ao encontro do Senhor, anunciar que ELE não esta no túmulo, ao contrário que ELE VIVE!

Essa é a melhor noticia que pode ser dada a alguém. JESUS RESSUCITOU!

A missão de anunciarmos que algo esta desconforme aos valores cristãos assim como o fizeram as mulheres, dentre elas Maria Madalena é nossa. Levar isso a sério é uma forma de profetismo nos tempos moderno.

Da mesma forma, se nós pudermos ser uma resposta, um espelho, um modelo, um testemunho de onde está Jesus, muitos dos que estão perdidos procurando-O poderão ter em nós e nossas “comunidades eclesiais acadêmicas” um Oasis em meio ao deserto da caminhada acadêmica.

Devemos rezar com o pregador da casa pontifícia, “Senhor fazei de mim o teu sudário”. E ao rezarmos assim, com certeza será gerado em nós pela força do Espírito Santo um homem novo e as pessoas ao olharem para nós no âmbito universitário, ou no mundo do trabalho verão que de fato JESUS RESSUCITOU e dirão como João, viu e creu.

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!

[1] S. Massimo di Torino, Sermo de sancta Pascha, 54,1 (CC 23, p. 218).

[2] Frei Raniero Cantalamessa, OFM – Sermões da quaresma. 07/04/06