Um Mosteiro na Cidade

Depois de ouvir o Conselho Episcopal, o arcebispo de Marina, dom Geraldo Lyrio Rocha, aprovou o pedido das Irmãs Beneditinas de instalar um mosteiro em Viçosa. A Comunidade Monástica do Mosteiro Mãe de Deus provém da cidade de Santa Rosa, na Diocese de Santo Ângelo – Rio Grande do Sul. Trata-se de um sustentáculo para que todos combatam o bom combate da vida como o Povo de Deus, escoltado pelas mãos orantes de Moisés, estendidas na direção dos insondáveis desígnios de Deus. Certa vez o papa Bento XVI assegurou: “Os mosteiros de vida contemplativa são como pulmões verdes de uma cidade”. Vamos acolher as Religiosas Beneditinas que vêm implantar UM MOSTEIRO nesta terra de Santa Rita.

É bom discernir a ação de Deus em nossa caminhada. Ele não nos deixa. Precisamos sintonizar nossa história pessoal com o Projeto de Deus. Com este objetivo, edificam-se como pontos luminosos na geografia da fé os Mosteiros.

Na clausura de um monastério, a proximidade do dia-a-dia da vida de toda a família humana é permanente, posto que é exercida a solidariedade embasada na força da oração. Em meio às “horas litúrgicas”, celebrações da Eucaristia, exercícios espirituais, afazeres domésticos e tarefas que apóiam a sustentação econômica do mosteiro, as pessoas consagradas a Deus na vida contemplativa nos colocam em sintonia e nos fazem apreciar a mais afinada orquestra: não só a pródiga natureza de lugares bucólicos, verdadeiros santuários ecológicos, mas a própria existência humana, ritmada no Projeto de Deus.

A contemplação é a possibilidade de afinar nossa vida ao tom de instrumentos naturais tão diversos e generosos em suas apresentações. Ela abre nossa mente e coração para a “Plena Orquestra” da Santíssima Trindade: os Três Amigos Divinos! Contemplar é olhar com amor, é perceber. Deixamos de apreciar as criaturas todas e não sentimos ali a explicitação da existência do Criador se não contemplamos.

A teologia e a mística. A primeira reúne conhecimentos filosóficos e teológicos não só aprimorados, mas ao alcance dos mais atuais ensaios destas ciências. A segunda, por sua vez, faz parte do perfil de tantas pessoas que experimentam o amor de Deus. A vida monacal nos dá o testemunho de uma espiritualidade burilada na ascese de anos a fio. É mais do que uma busca. Trata-se de uma espera paciente e amorosa que o Senhor venha – como nos ensina São João da Cruz – quando Ele quiser. A determinação é d’Ele.

A vida contemplativa é um mergulho na oceânica transcendência que sempre se abre a nós. Lançar-se inteiramente nos braços da Trindade Santíssima. Descortinar o quanto nos faz bem reconhecer os aspectos ativos e passivos do amoroso coração do Pai do Céu, aonde chegamos por meio de Jesus Cristo, na força do Espírito Santo.

Ouço os passos de Deus nos jardins de minh’alma ao acolher as Religiosas Beneditinas que vêm implantar UM MOSTEIRO NA CIDADE.