O alicerce da Igreja

Pedro Alicerce da Igreja
Pedro Alicerce da Igreja

Com sua autoridade divina Cristo deu a Simão um nome novo e revelou seu destino admirável: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Fez uma profecia: “As portas do inferno não prevalecerão contra ela”, “Acrescentou uma promessa: “Eu te darei as chaves do reino dos céus, e o que ligares na terra ficará ligado nos céus e o que desligares na terra ficará desligado nos céus” (Mt 16,20)”. Após sua ressurreição, este primado sobre a Igreja é conferido ao príncipe dos Apóstolos: “Apascenta as minhas ovelhas […] apascenta os meus cordeiros” (Jo 21, 15-19). Pedro é então constituído chefe supremo da Igreja e a deveria governar. Não se tratou de um mero primado de honra, mas primazia de direito, fundado cristologicamente em palavras claras do Fundador desta Igreja. É de se notar que Cristo prometeu à Igreja uma duração perene, enquanto durar o mundo atual. Tal indestrutibilidade baseia-se no fato de que Pedro seria seu fundamento. Este é também o ponto de apoio para a exigência de que ele tenha sucessores, não como apóstolo, mas como rocha da Igreja de Cristo. Eis porque é um erro afirmar que o papado é o resultado de evoluções históricas. Ele se fundamenta na vontade explícita de Cristo. Pedro no pleno exercício de seu mandato veio a falecer como bispo de Roma e seus substitutos seriam sempre os pontífices romanos. Seus sucessores teriam, assim, uma posição primacial por causa do nexo entre a incumbência dada a Pedro por Cristo e a perenidade de sua sublime missão. À igreja de Roma competiria, através dos tempos, a primazia do poder ordinário sobre todas as outras Igrejas, e, na verdade, competência jurídica que tem caráter episcopal e é imediata. Por tudo isto, o Papa, enquanto supremo pastor da Igreja exerce sua autoridade a qualquer tempo como é exigido por seu cargo. É de se notar que o primado de jurisdição papal é um primado pastoral, como serviço prestado a toda a Igreja. O papado é a concretização e a visibilidade da essência mesma desta Igreja, sendo que, através do Papa, Cristo permanece o único mediador entre Deus e o homem. Eis porque esta função integrativa deve ser entendida como símbolo sacramental da unidade eclesial, e, consequentemente, o primado de jurisdição do Papa é sinal eficaz da unidade cristã. Desta, ele é o representante na medida em que também ele é o representante de Cristo, o fundamento último da Igreja una. Deste modo, a unidade da Igreja não se funda primariamente no fato de ter um governo central unitário, mas no fato de viverem todos os cristãos unidos a Cristo e àquele que é seu Vigário nesta terra. O magistério papal em geral e a infalibilidade pontifícia, ou seja, quando ele defina ex cathedra proposições de fé e de costumes, estão sempre a serviço da fé unificante. Cumpre observar que a fé dos cristãos não é prestada ao Papa, mas à verdade testemunhada por ele, ou seja, não se baseia esta fé no testemunho autoritativo da Igreja, mas na autoridade da verdade do Deus que se revela. Pedro recebeu de Jesus as chaves do reino nos céus para exercer, por isto mesmo, o seu poder na terra. Ele não seria um mero porteiro da Casa do Pai. As chaves são aqui o distintivo do administrador que representa o próprio dono da casa que é o Filho de Deus. Com as chaves Pedro recebeu a autoridade de permitir a entrada no reino celeste e de excluir do mesmo. Trata-se de uma jurisdição completa, poder que lhe foi atribuído pelo Fundador da Igreja. Este ao dizer que Pedro poderia ligar e desligar mostrou que sua autoridade não se limitava ao âmbito doutrinal, mas compreenderia também a faculdade de promulgar disposições obrigatórias. Todas estas reflexões bíblicas e teológicas remetem às indeclináveis obrigações dos fiéis para com o Cristo visível neste mundo. Cumpre fixar tudo isto, tanto mais que, por ocasião da renúncia de Bento XVI, os maiores absurdos foram publicados na mídia. Textos diabólicos até daqueles que se denominam teólogos, mas para lançar o veneno num jogo espúrio de textos bíblicos e de acontecimentos históricos deslocados de seu contexto. Ao verdadeiro fiel cabe obediência ao Papa e uma veneração especial por ser Ele o Cristo visível na terra. Devido os ataques ferozes das forças do mal contra o Chefe da Igreja é preciso muita oração para que Deus o fortaleça em tão espinhosa missão, dando-lhe firmeza total para sanar os erros que surgem das fraquezas humanas, vindos mesmo de tantos eclesiásticos. O Papa conta com cada um de nós.